domingo, 30 de abril de 2017
sexta-feira, 28 de abril de 2017
Running, esse fenómeno!
“O que têm em comum
as quatro rodas de um automóvel e as duas pernas de um ser humano? Ambas são
muito mais do que um meio de locomoção, retratando um fenómeno de paixão,
liberdade, diversão, dedicação e esforço!” É assim que a Renault descreve o
seu mais recente projecto ligado a uma das modalidades de desporto amador mais
em voga, o running (vulgo corrida).
Correr!
Poucos são os que não o fazem hoje em dia e nem me refiro ao quotidiano para se
apanhar um qualquer transporte, ou o de
cá pra lá das compras, da famelga ou da lida da casa. Não, é o da corrida
mesmo, actividade que muitos fazem ainda o sol mal acaba de nascer ou, então,
como detox de final de jornada de
trabalho, à beira mar ou em qualquer zona mais ou menos verde.
Pessoalmente,
não é coisa com que me identifique, pois não há modo de conseguir conjugar a
passada com a respiração, mas contam-se pelos dedos de várias mãos @s amig@s e
conhecid@s que o fazem regularmente, a solo ou nas cada vez mais concorridas e mediatizadas maratonas (mini, meias ou integrais), contribuindo para o exponencial
crescimento dessa actividade física preferida por muitos dos que dispensam o
confinamento dos ginásios e treinam ao ar livre.
Em face desse fenómeno surgiu o Renault Run Club, comunidade – já com mais de 500 atletas
– que corre sob o lema “Passion never
stops” da marca francesa, podendo participar em treinos de preparação dedicados,
com suporte técnico e motivacional, e em eventos organizados pelo Maratona Clube de Portugal,
naturalmente que envergando as cores
e os dorsais da marca.
Acrescente-se
que este clube tem Francis Obikwelu como padrinho, multi-medalhado campeão que é uma referência de popularidade no mundo do atletismo. Assim
sendo, se correr faz parte da sua vida, informe-se na página de Facebook do Renault Run Club e junte-se ao grupo.
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Imagens: Renault |
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Imagem: Maratona Clube de Portugal |
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
quarta-feira, 26 de abril de 2017
Uma viagem inevitável
Se
há algo absolutamente garantido é o facto de que todos iremos morrer, só não se sabe quando. É indesmentível e apesar de alguns
apregoarem terem ido e regressado ao mundo dos vivos, eventualmente assumindo forma
diversa de um seu antepassado, mesmo esses ter-nos-ão deixado por uma
temporada.
É,
também, a única situação que implica um emprego com futuro (praticamente) assegurado, pois enquanto o Homem não estraçalhar o planeta de uma vez por todas,
clientes nunca irão faltar às funerárias. Mas há que inovar para cativar novos
clientes, numa altura em que cada vez mais entidades exploram esse autêntico filão,
de custos elevadíssimos, excepto para @ falecid@ que, por essa altura, é para o
lado que dorme melhor.
Uma
das tendências em crescimento é a cremação, preferido ao mais doloroso ritual
do enterro tradicional, domínio em que um portal londrino de comparação de preços - uma espécie de Booking mas em vez de serem hotéis é para agências funerárias - parece ter encontrado uma proposta que são os familiares a fazerem as suas próprias cremações…
em casa! Isso mesmo, ali, no quintal, envolvendo essências agradáveis, cores
alegres e… uma estrutura com rodas!
Seguindo
a máxima de que “a nossa casa é onde está
o nosso coração”, a Funeralbooker
sugere o pacote “Domicineration”
(qualquer coisa como “Incineração no Domicílio”),
sendo esta feita num veículo apropriadamente denominado de CremMate (outro trocadilho que dá algo como “O Amigo Cremador”). Tem um painel digital fácil de operar, definindo-se
o género, idade, peso e altura d@ falecid@, até dando para animais de companhia.
Para apressar a coisa tem uma função “Turbo”!
Para
que o processo se torne menos pesado,
permite dar-se cores aos fumos que saem da estrutura – que mais se assemelha a um
grelhador de formato cilíndrico – possam ser, por exemplo, da bandeira do país
ou até do clube de futebol, e podem ser associadas 4 essências: maresia,
lavanda, bolo quente e caramelos. Já o sistema de áudio incorporado permite gravar
as habituais palavras de apreço pel@ defunt@ ou mesmo os hits musicais que aquele ouvia em vida.
O
sucesso parece enorme por aquelas paragens, satisfazendo os familiares que,
assim, não têm de se deslocar, mas ainda mais apreciada é a questão do custo, na
ordem das 300 libras, face às mais de 3000 de um funeral tradicional. As
reacções, publicadas no portal da funerária, são elucidativas: “Como fã dos Stokes, o meu pai iria gostar
de ver os fumos vermelho e branco do seu clube”, ou um “com esta solução conseguimos poupar dinheiro suficiente para fazer um
cruzeiro, como a mãezinha queria”, ou ainda um carinhoso “até os meus netos me ajudaram a mexer no painel
digital”!
Estranho?
Sim, bastante mesmo, quanto mais não seja porque este foi o modo alternativo como
a Funeralbooker decidiu assinalar o 1º de Abril, pretendendo com isto “aproveitar a oportunidade de usar o Dia das
Mentiras para chamar a atenção para a subida em espiral dos custos associados à
despedida de um ente querido”, referem os responsáveis do portal. “Foi fantástico ver a reacção que provocou
na discussão do tema sobre os custos associados à morte, pelo que esperamos que
dê azo a discussões sobre o que as pessoas verdadeiramente querem em termos de
funerais”.
Apesar
do cariz algo tétrico da cena, houve muita gente convencida e mesmo conquistada
pelo CremMate, “pois passámos a semana a
receber chamadas para a disponibilidade deste sistema caseiro, o que
demonstra as proporções que os custos destes processos assumiram para as
famílias”.
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Imagens: Funeralbooker |
É caso para dizer que ainda não chegámos a tanto!!!
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
segunda-feira, 24 de abril de 2017
O herói do piquenique
Actividade
usualmente feita a dois, num elã mais romântico, ou em família ou grupo de
amigos, num encontro de pura diversão, um piquenique é um escape ideal para
limpar os efeitos, por vezes nefastos, de uma semana de trabalho. Hoje o Trendy
Wheels apresenta-lhe uma proposta de três rodas, diferente de tudo o que já viu,
ideal para essa escapadinha gastronómica.
Este
exemplar da italiana Agnelli Milano Bici, produtora de veículos eléctricos de 2
e 3 rodas, é ideal para o efeito, se bem que apenas permita um utilizador, obrigando
a que @(s) acompanhante(s) se tenham de deslocar noutros meios de transporte
para o local desse encontro.
Sim,
concordo que parece um tanto ou quanto estranho olhar para esta espécie de
Citroën 2CV a quem cortaram uma parte, somando-se-lhe uma também
semi-estrutura de bicicleta, assumindo-se como um curioso triciclo com um compartimento ideal para a indispensável toalha de piqueniques, mais o cesto recheado com os acepipes que conquistam qualquer formiga. Não há, assim, como negar que ele se adequa na perfeição para
esta actividade gastronómica ao ar livre, na frescura de uma mata ou floresta,
à beira mar ou num qualquer recanto mais natural deste nosso planeta.
Nasceu
em 2015 esta marca que conta no seu catálogo com um conjunto de produtos de mobilidade
eléctrica, alternativas mais elegantes às bicicletas tradicionais. A
variada gama idealizada por Luca Agnelli inclui bicicletas, tandems e side-cars com um cunho marcadamente ambiental, entre propostas já em comercialização e
outras ainda em estudo, como este 2CV Paris.
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Imagens: Agnello Milano Bici |
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
sexta-feira, 21 de abril de 2017
Vou apanhar um Sedric
Quais
táxis, quais Ubers, qual quê! O título deste texto poderá ouvir-se num futuro
já não muito longínquo, isto se as pretensões do Grupo Volkswagen chegarem a
bom porto e também em função da implementação de regras que permitam, numa
primeira fase, uma real coexistência entre os automóveis tal qual os conhecemos
e conduzimos, com as propostas de condução autónoma de Nível 5 (“mind off”) que brotam que nem cogumelos
das equipas de engenharia da grande maioria das marcas automóveis.
É
inevitável! Os automóveis, tal qual os conhecemos irão desaparecer um dia destes e a condução para muit@s, nomeadamente
para quem não goste de o fazer ou, por uma qualquer razão, necessite de boleia,
vai ser coisa do passado. “Vou apanhar um
Sedric” é algo que – na vertente de transporte individual de passageiros – a
nossa descendência poderá vir a dizer quando puxar dos entretanto também já
hiperdesenvolvidos telefones inteligentes, levando-os a um determinado destino,
encontro, saída para compras, etc.
A
mobilidade individual está na ordem do dia e este sorridente Sedric
– acrónimo para “Self-Driving Car” –
será a resposta daquele grupo alemão, numa proposta que estará à distância de
um clique. O futurista (ou talvez não) vídeo da VW é demonstrativo de como os
transportes, públicos e individuais, poderão vir a ser, operando em urbes reorganizadas
num processo lógico e ecológico, junto com um elevado nível de segurança, fruto
da integração das mais avançadas tecnologias de controlo de tráfego,
sinalização e da comunicação entre os próprios veículos e infraestruturas
circundantes.
O
mundo que, em pequenos, víamos nas séries de televisão e no cinema, em que se
dispensava a intervenção do ser humano, está cada vez mais próximo. Será o Nível
5 do processo denominado de condução autónoma e o Sedric integra-se nele.
Dispensar o Homem em 5 passos
Sucintamente,
são 5 os níveis inerentes à da condução autónoma – “hands on”, “hands off”, “eyes off”, “mind off” e “driverless” – nos quais e gradualmente,
o ser humano vai tendo cada vez menos intervenção directa.
A
maioria dos carros actualmente em circulação estão no nível 0, viaturas em que
o condutor controla tudo, do volante aos travões e acelerador, mesmo que já conte
com alguns alertas sonoros ou visuais. Mas, fruto do muito que a indústria
automóvel evoluiu, também já circulam viaturas dos níveis 1 e 2. Vejamos:
1 – Hands on: O condutor conduz
e opera os diversos equipamentos, mas já conta com sistemas automatizados, como
a velocidade de cruzeiro adaptativo, a assistência ao estacionamento, a direcção
automatizada e a manutenção da viatura na faixa de rodagem, entre outros, devendo
estar pronto a intervir e assumir o controlo do seu carro a qualquer altura,
contrariando as acções dos mesmos.
2 – Hands off: Como o nome
indica, o condutor já pode tirar as mãos do volante em determinadas operações
que actuam sobre o acelerador, travões e direcção, mas tem de se manter alerta
e detectar os objectos e as situações, respondendo em conformidade – leia-se
assumir o controlo – se o sistema automatizado falhar na resposta adequada.
3 – Eyes off: Em determinados
ambientes (ex.: autoestradas), o condutor poderá preocupar-se com outras
actividades, como ler, falar ao telemóvel, ver a paisagem, etc. Em casos pontuais,
também pode precisar de intervir, pelo que tem de estar minimamente atento.
4 – Mind off: Aqui requer-se
ainda menos atenção do condutor, pelo que os veículos já poderão, por eles
mesmos, decidir a operação a efectuar caso o condutor não intervenha.
5 – Driverless: Aqui cairá o
Sedric e outros como ele, um mundo que parte das actuais gerações já não deverá
testemunhar. Neste nível o veículo faz tudo e decide (quase) tudo, enquanto o
ser humano vive a sua vida, apenas tendo que dar/programar um número mínimo de
instruções para rumar ao seu destino. A condução, no sentido real do termo, será
então – estima-se que lá para as décadas de 30/40 deste Século o processo já
esteja bem maduro – uma coisa do passado!
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Imagens: VW Group |
Concordo
com as teorias da evolução, da espécie e da tecnologia, mas neste caso acho que
não vou gostar nada mesmo que me tirem o volante das mãos…
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
quarta-feira, 19 de abril de 2017
O sonho dos Papás & Mamãs
Ishhhh!!!!
Agora?!?! 22 anos depois é que me aparecem com isto? Eu que, tantas vezes, no
regresso a casa das compras ou de um jantar com amigos, com o puto sentado atrás na sua cadeirinha,
tinha que dar uma volta extra ao quarteirão para o pôr a dormir assim já mais
pró ferradinho, era bem cliente deste gadget
que vos trago hoje. Aliás, até o era por duas vezes pois 5 anos depois - faz hoje precisamente 17 anos - calhou-me
um exemplar do sexo oposto muuuuuuuuito pior nesse domínio, altura em que buscava qualquer ajuda a pô-la nos
braços de Morfeu, por exemplo, algo como este Max Motor Dreams.
Trata-se
um berço que pode simular, no conforto do lar, o movimento de um automóvel, o ruído
do seu motor e até mesmo a iluminação da rua, inerente a tantos passeios
nocturnos. Em simultâneo com uma app para
smartphone, permite-se a gravação e
reprodução desse movimento, das luzes e dos sons de uma viagem.
Um
estudo publicado no Reino Unido indica que só no primeiro ano de vida dos bebés,
os seus progenitores dormem pouco mais de 5 horas por noite, ou seja, menos
3 do que as 8 recomendadas. Alguns perdem mesmo mais de 1.000 horas (o equivalente a
41,5 dias) desse precioso descanso por ano! Sem sombra de dúvida que este é o
equipamento de sonho para a maioria, nomeadamente os que buscam uma garantida –
eu diria excelente mesmo… – solução para por as suas miniaturas a dormir, recuperando,
também eles, parte desse sono perdido.
“Após vários anos a
falar com pais de recém-nascidos, estes estão muitas vezes desesperados por ter
apenas uma boa noite de sono,” comentou, o espanhol Alejandro López Bravo,
do estúdio criativo Espada y Santa Cruz, responsável por
esta fantástica criação. Acrescenta ainda que “enquanto uma rápida viagem no carro da família pode fazer maravilhas
para adormecer o bebé, os pobres pais ainda têm de estar acordados e em alerta
ao volante. O Max Motor Dreams tornaria o quotidiano de muitas pessoas um pouco
melhor.”
Agora
vem o pequenino senão… é que este berço, criado para uma campanha de publicidade da
Ford España, é ainda, nesta fase, apenas um protótipo, mas vá que os pedidos de
informações têm sido em tal volume que se estará a considerar comercializá-lo.
Abençoados!!!
Não é que eu esteja a considerar mais descendência directa, mas também já
faltou muito mais para que, um dia, venha a ter uma coisa que dá pelo nome de… net@s. Ou então liguem o aspirador… no caso do meu primeiro também servia! No outro... bem, no outro resta-me dizer "Parabéns Paxesaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!!!"
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
* Inquérito realizado no Reino Unido com 1.800 indivíduos, casados e com filhos.
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
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segunda-feira, 17 de abril de 2017
To Moke or Nosmoke?
Fossemos
nós conterrâneos de Sir William
Shakespeare e o título de hoje daria para uma série de trocadilhos, todos eles
com a mesma base. Isto porque – e de modo a não me alongar muito – os
descendentes do icónico ex-modelo MOKE
da ex-britânica/agora alemã Mini estão vivos e respiram saúde, espalhando o seu
charme a céu aberto pelo planeta.
É
uma família agora dividida, é certo, depois do corte de relações em 1990 com o seu
outrora patriarca, que decidiu vender o nome a uma marca de motos, mas nem por
isso em modo de esgotamento, mesmo apesar das tentativas de matar de vez tão
estranho e arcaico bicho. O que é um
facto é que o Moke lives on!
Originalmente
criado em 1959 como um veículo para uso militar, o seu sucesso viria a dar-se
noutros domínios, nomeadamente em países tropicais ou com vastas orlas costeiras
e praias, tais como… Portugal! No nosso país foi, aliás, berço de pouco mais de
8.000 unidades, maioritariamente da geração “Californian”,
produzidas nos anos 80 em Setúbal e Vendas Novas, para consumo interno e exportação
para todo o mundo. Inglaterra, Austrália, Rodésia e África do Sul também os
produziram.
Embora
os destinos paradisíacos se mantenham, a sua nova descendência é originária de
outro ponto do planeta, mais propriamente na China, sendo duas as novas famílias adoptivas:
- por um lado a
britânica Moke International
que mantém o simples Moke, concebendo
os seus filhotes com base em motores a
gasolina;
- por outro a francesa Nosmoke que aposta num conteúdo mais ambiental,
sublinhando a nova geração Flower Power
com propostas eléctricas e, por isso, amigas do ambiente, denominando-se Nosmoke.
Se
quiser saber mais sobre estas novas gerações felizes que se alargam pelo
planeta clique nos links acima. Note
ainda que apenas o segundo é comercializado em Portugal pela algarvia Sunshine Cars.
Entretanto
delicie-se com algumas das imagens que tornaram esta estrutura de tubos
interligados sobre uma base simplista – cujo nome deriva de um dialecto arcaico
para “burro” – num dos mais curiosos modelos do mundo automóvel.
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Imagens: Moke International (1,2, 4 e 5) |
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Imagens: Nosmoke/Duprat Distribuition (3, 6 e 7) |
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
sexta-feira, 14 de abril de 2017
Grattis pa födelsedagen Jakob
85
anos medeiam entre as duas imagens de abertura deste texto Trendy Wheels, tantos quantos separam a saída da fábrica de Lundby,
em Gotemburgo (Suécia), do primeiro automóvel Volvo de sempre, o ÖV4, surgindo em ambas a mesmíssima unidade.
Este
descapotável de carroçaria azul escura com guarda-lamas pretos – era, em 1927, a
única combinação de cores disponível – assentava sobre um quadro de madeira de
faia e freixo, coberta por folha metálica, e contava com um motor de 4 cilindros com uns estonteantes... 28 cavalos! Hoje, dia
em que se comemoram os 90 anos dessa primeira saída para a estrada de sempre de
um automóvel da marca sueca, esta unidade é parte do seu espólio, vivendo maior parte do
tempo num museu, mas estando ainda aí para as curvas e rectas também,
nomeadamente em dias de festa.
Hoje
é, por isso, um desses dias, recordando-se neste país escandinavo um feito que
mudou a história do automóvel. Foi pelas 10 horas da manhã do dia 14 de Abril
de 1927 que Hilmer Johansson, então responsável de vendas da empresa, conduziu
para a rua o novo ÖV4 (acrónimo em sueco para “Öppen Vagn 4 cylindrar”), viatura que também ficaria
conhecida como “Jakob”.
É
caso para dizer “Grattis till din Volvo ÖV4!”
O arquétipo da segurança
“Os automóveis são
conduzidos por pessoas. Por isso, tudo o que fizermos na Volvo deve contribuir,
antes de mais, para a sua segurança.” Foi com esta frase que Assar Gabrielsson e
Gustav Larson, fundadores da Volvo, deram o mote para a criação de um conceito
único na indústria.
Segurança e inovação. Tradicionalmente associada à conjugação destes dois conceitos, a marca veio preencher um vazio de mercado, então propondo um automóvel suficientemente robusto e preparado para o clima inóspito e para os rigorosos Invernos escandinavos, ao mesmo tempo que o assumia como sinónimo de alegria, progresso e liberdade, pondo de lado o sofrimento e morte associados à elevada sinistralidade registada nas estradas suecas nos anos 20 do último século.
O
foco nas pessoas, na segurança, na vida e no respeito são valores
indissociáveis da Volvo, a ela devendo-se muitas das tecnologias hoje adoptadas
pela generalidade da indústria, do cinto de três pontos, à terceira luz de
travagem, passando pelos airbags, sistema de detecção de peões, automóveis,
ciclistas ou animais com travagem automática, e dezenas de outros gadgets de segurança. A demonstrar a sua
alma altruísta, a marca sueca abdicou de registar a patente de todos eles, “porque para a Volvo a segurança e a vida
não têm preço e o objetivo é que todos possam beneficiar, independentemente da
marca que conduzam”, sublinham os seus responsáveis. Por isso se diz que “há um pouco da Volvo em cada automóvel”.
Mas os desejos vão mais além e em 2020 pretende-se atingir o pináculo do sonho dos seus fundadores, assegurando que a partir desse ano “ninguém perderá a vida ou ficará gravemente ferido a bordo de um novo Volvo” numa das mais ousadas e nobres promessas da indústria automóvel.
Cheers Volvo! Um brinde
a esse desejo neste dia de festa & Parabéns!
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Imagens: Volvo |
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
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1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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quarta-feira, 12 de abril de 2017
Jogos de luz e sombra
“YET” (CONTUDO) é o nome da mais
recente filosofia da Lexus e que sublinha a exposição “LEXUS YET” que esteve em
destaque no “Salone Del Mobile 2017”
(por cá refere-se à “Semana de Design de
Milão”). Desenvolvida em parceria com Neri Oxman, arquitecta, designer e professora,
mas também responsável pelo MIT Media Lab, e o Grupo Mediated Matter, o seu
elemento principal assume-se como uma instalação multidimensional imersiva de
luz e sombra.
Trata-se
de um novo exemplo de como a indústria automóvel se envolve noutros domínios
que não só os das rodas, mostrando a sua polivalência, como a dos seus próprios
designers. Abre, ao mesmo tempo, portas a que outros profissionais
especializados e, muitas vezes, desconhecidos, apresentem os seus próprios
conceitos.
Andando
nestas lides há vários anos e nos últimos 10 estando ligada ao evento milanês, a
Lexus expôs este ano a sua nova filosofia que pretende quebrar as fronteiras da
criatividade através da fusão de elementos, à partida, incompatíveis, como a “natureza” e a “tecnologia”, segundo o seu lema “Não comprometa, harmonize”, revelando possibilidades para além da
imaginação.
Grande Prémio para o projecto “PIXEL”
Pelo
5º ano consecutivo, a sua estrutura serviu de inspiração a uma acção
direcionada a designers de todo o mundo, convidados a dar a sua interpretação à
filosofia “YET”. De um total de 1.152 candidaturas ao galardão “Lexus Design Award 2017”, provenientes
de 63 países, a marca japonesa escolheu 12 finalistas, expondo as suas criações
ao público que visitou o Museu de Design e Arte, em Parco Sempione, no centro
da capital italiana do móvel e do design, num certame que decorreu entre 4 e 9
de Abril.
Mas
como vencedor só há um, o Grande Prémio foi para o conceito “PIXEL”, do japonês Hitoto Yoshizoe, aparelho
que permite experimentar a existência de Luz e Sombra – os tais dois conceitos
diametralmente opostos – com total consciência.
Recorrendo
à combinação de um conjunto de palas, criou-se uma gama de efeitos Luz e Sombra,
em que a repetição interna do reflexo transforma a maioria das imagens em
quadrados, convertendo estes dois elementos antagónicos num formato claro e
responsivo que permite viver plenamente o fenómeno.
Trabalhando
na fronteira entre estes dois contrastes, o autor pretendeu chegar ao
espectador de uma forma única, provando que os extremos se tocam, com Luz e
Sombra, dentro e fora, de um lado e de outro, funcionando a tela existente
entre os dois opostos como um instrumento que divide, transforma e liga… em
simultâneo.
“O Lexus Design
Award apresenta sempre várias questões fascinantes que atraem jovens designers,
indo de encontro ao que eles consideram ser os desafios e oportunidades mais
importantes para o design do presente,” explica Alice Rawsthorn, júri do Lexus
Design Award 2017 e crítica de arte.
Resta
dizer que Hiroto Yoshizoe é formado pela Musashino Art University, vivendo em
Tóquio, onde trabalha na área de Direção de Arte e Design como designer
espacial dedicado a instalações comerciais. Concentra-se na interpretação de
conceitos como mudança, movimento e tempo no espaço, para criar abordagens
modernas e analógicas. Saiba mais sobre o projecto “PIXEL”.
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Imagens: Lexus, MIT Media Lab, Grupo Mediated Matter |
Cumprimentos
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José Pinheiro
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1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
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segunda-feira, 10 de abril de 2017
Zombies da tecnologia
É
inegável o paralelismo entre os walking
deads (vulgo zombies) e o comum
dos mortais enquanto peões absorvedores de informação e tecnologias
associadas. Nesta era de concentração em smartphones
e afins, consultando as redes sociais ou a ver vídeos, ou mesmo de
auscultadores postos, curtindo os últimos hits
do momento, torna-se cada vez mais preocupante o facto de as pessoas usarem,
cada vez mais aqueles dispositivos, mesmo quando atravessam ruas movimentadas.
Um
recente inquérito*, feito a 10.000 pessoas de dez países europeus, concluiu que
são os jovens entre os 18 e os 24 anos (86%) os mais propensos a utilizar as
diferentes funcionalidades permitidas pelos diversos dispositivos, enquanto peões
que andam nos passeios e – mais preocupante – que atravessam as diferentes ruas
e avenidas, alheios ao trânsito que os envolve.
Nada
que surpreenda pois são os mais jovens quem mais vivem absortos nas novas
tecnologias. Cerca de 57% destes jovens entrevistados admitiram utilizar os
seus dispositivos enquanto peões, até o fazendo fora das zonas ideais
(passadeiras); quase metade (47%) afirma falar ao telefone nesta situação.
Enquanto
zombies das estradas, o tal grupo dos
18 aos 24 anos fala ao telefone (68%), ouve música (62%), envia mensagens (34%),
por vezes sofrendo um acidente ou estando perto disso (22%). Considerando o
total de inquiridos, 32% admitiu ouvir música, 14% enviou mensagens, 9% navegava
na internet, 7% usou as redes sociais e 3% jogou um qualquer jogo ou via vídeos
ou televisão.
No
mesmo inquérito, a maioria admitiu que este comportamento é perigoso! Vá lá…
haja algum bom senso no meio disto tudo, embora depois na prática seja o que se vê no quotidiano.
Os exemplos europeus
Em
face do acima e de outros estudos semelhantes, o município holandês de Bodegraven-Reeuwijk
lançou um projecto-piloto de instalação de faixas de LED no limite dos passeios,
junto às passadeira que os dividem, quais semáforos para quem vai com os olhos
postos no chão.
Integradas
no sistema +Lichtlijn da HIG Traffic Systems e sincronizadas
com os respectivos semáforos, os LED são visíveis a quem anda na sua e se esquece de olhar para a estrada. Só que não há um
consenso sobre a sua (real) validade. Por um lado já mereceu o aplauso de quem
considera a medida adequada a uma inevitável, crescente e irreversível
tendência, contribuindo positivamente para a diminuição do número de sinistros
com peões, por outro mereceu a desaprovação de entidades oficiais de tráfego que
consideram que a medida vai incentivar, ainda mais, a utilização dos aparelhos
e aplicações associadas.
É
caso para se dizer que nunca se agrada a todos, mas numa era em que andamos
cada vez mais alheados do que nos rodeia, preferindo viver numa realidade virtual, cada um tire as suas conclusões!
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Imagens: Ford (1), HIG Traffic Systems (2 e 3), Município de Bodegraven (4 e 5) |
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
* Inquérito da Ford Europa conduzido entre
02/09/2015 e 13/09/2015. Amostra: 10.022 adultos utilizadores de smartphones ou
dispositivos móveis, na Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Holanda,
Itália, Reino Unido, Roménia e Turquia.
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
sexta-feira, 7 de abril de 2017
Acrobacias rolantes
A ideia subjacente a ir andar de bicicleta não é só sentar e pedalar
rumo a um qualquer destino, pelo menos para o grupo de desportistas que fazem
do Ciclismo Artístico a sua vida de atletas
profissionais. Esta competição indoor,
na qual se realizam vários conjuntos de exercícios, avaliados com pontuações,
recorre a bicicletas que têm os pedais directamente ligados ao carreto único que
opera a corrente, gerando um conjunto de imagens de beleza única.
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Imagem: UCI – Union Cycliste Internationale |
Com
estatuto de Campeonato do Mundo desde 1956 para eles e desde 1970 para elas,
têm sido muitos os nomes que saltam para o estrelato à conta dos seus arrojados
programas, normalmente em representação de países do centro e leste da Europa,
de Ásia e Oceânia.
Já
Portugal não é presença assídua na modalidade, isto apesar de já por cá se ter
organizado dois Campeonatos do Mundo, em 1999 na Madeira e em 2009 em Tavira.
Há ainda duas irmãs lusas, de seu nome Carmo e Ivone Carvalho, que são
Tri-Campeãs do Mundo de Artistic Cycling na categoria de Pares, feito alcançado
em 1990, 1993 e 1998.
As
imagens do mais recente Campeonato do Mundo, realizado no ano passado na Alemanha, o país mais medalhado da modalidade, falam por si, sejam elas de exibições de pares,…
… individuais…
… e em grupo
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
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