Mostrar mensagens com a etiqueta Mercedes-Benz. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mercedes-Benz. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Natal 2017: Um mundo em paralelo

São cada vez mais as marcas de automóveis associadas a fabricantes de bicicletas, lançando para o mercado modelos de duas rodas com os símbolos normalmente vistos em propostas com quatro. Na maioria dos casos são meras colaborações, pois não podendo/querendo produzir esses conceitos de duas rodas em instalações próprias, deixam esse trabalho a cargo dos especialistas, esperando, com isso, tirar partido dessa associação, não só em imagem como principalmente em vendas.
Não é segredo - pode apenas não ser do conhecimento comum- que este mundo das bicicletas começou a ser desbravado por alguns construtores que hoje apenas conhecemos como de automóveis, destacando-se, por essa altura, dois nomes, que começaram a fazer bicicletas muito antes de se lançarem no negócio das quatro rodas: a Peugeot, pioneira do conceito em 1882, projecto que tem sabido manter até aos dias de hoje, através da sua divisão Cycles Peugeot, e a Opel, que arrancou para esta aventura das duas rodas em 1886, mas deixando cair o negócio em 1940.
Feito o introito, avancemos para as propostas de Prendas de Natal do Trendy Wheels, com umas versões mais acessíveis ao comum dos mortais e outras que… nem assim tanto!

Nem só de automóveis vive a Peugeot
Collection, Legend, Allure, RS e Peugeot Pro, mais as recentes propostas de mobilidade urbana – a trotinete e-Kick e a e-Bike eF01, dois exemplares eléctricos que vos mostrei em Maio (relembrar aqui) – são as actuais referências de um extenso catálogo da Cycles Peugeot, conjunto que em nada envergonha a oferta da marca de Sochaux no sector automóvel.
Imagens: Cycles Peugeot

O leque de preços é, por isso, muito abrangente, contemplando bicicletas convencionais de estrada e/ou de montanha para crianças (dos € 109 aos € 259) ou homem e senhora (de € 299 a € 2899). Já os valores para as bicicletas com assistência eléctrica iniciam-se nos € 599, prolongando-se até aos mais ou menos alcançáveis € 4.599. Todos os exemplares podem ser vistos aqui.

Da besta a outras bastante menos
Segue-se uma novidade recente, a ROTWILD R.S2 Limited-Edition “Beast of the Green Hell”, bicicleta de competição inspirada no Mercedes-AMG GT R e concebida para as comemorações do aniversário da AMG Mercedes-Benz.

Imagens: AMG Mercedes-Benz/ROTWILD
Para a comprar há que dispender um valor muito específico: € 7.109! O não arredondamento é propositado, pois pretendeu-se reflectir os 7 minutos e 10,9 segundos que este superdesportivo precisou para completar os 22,8 km do lendário circuito alemão de Nürburgring-Nordschleife, pista também conhecida como “Green Hell”, fazendo-o a uma velocidade média de 190,48 km/h. Ah sim, é uma edição limitada a 50 exemplares, pelo que despache-se se a sua carteira o puder contemplar! Informações e encomendas aqui.
Dos vizinhos da BMW há propostas para todas as idades, da BMW Kid’s Bike a partir dos € 275 à colecção “Cruise”, que começa nos € 450 da variante BMW Junior Bike aos € 1.200 da BMW M Cruise Bike, à imagem da variante “M”, de cunho mais desportivo, numa ponte feita aos automóveis mais vitaminados da marca alemã. Mais informações aqui.
Imagens: BMW

Imagens: Porsche

Igualmente alemã é a Porsche, que tem 3 exemplares no seu catálogo mais recente, podendo ser encomendados a partir do portal espanhol, pois o importador nacional não os contempla. A mais simples Porsche Bike custa € 2.695, a intermédia Porsche Bike RX quase o dobro (€ 4.982) e a de topo Porsche Bike RS uns bem mais impressionantes € 6.609, fruto dos materiais, como o quadro em carbono, o selector de 22 velocidades e os detalhes em Laranja Lava, o tom do superdesportivo 911 GT3 RS, modelo que por cá custa uns não menos assustadores € 205.024. Mais detalhes aqui.

Italianas estratosféricas
Em Itália uma das mais recentes referências é a Bianchi SF01 for Scuderia Ferrari, nascida da colaboração entre a especialista Bianchi e a Ferrari, via a sua área de competição. Tem quadro em carbono, a exclusiva tecnologia Countervail Vibration Cancelling, que elimina cerca de 80% das irregularidades do piso, selim Ferrari, carretos Campagnolo, jantes Fulcrum e pneus específicos Pirelli PZero Velo!
Imagens: Bianchi/Ferrari

Uma vez chegada ao mercado – diz-se que a preços na ordem dos € 15.000 – estará disponível em duas variantes: Super Record EPS 11V, no vermelho Rosso Corse com detalhes em preto, e Dura Ace 11 SP, na cor Nero Setoso, aqui com uma inversão de cores. Na calha está também uma variante para triatlo – a Triathlon Concept – até agora apenas mostrada numa estrutura em acrílico. Mais detalhes aqui.
Já a PG Bugatti Bike surge, como o nome indica, da junção de esforços da também italiana Bugatti com os especialistas alemães da PG, contando ainda com um forte contributo da Merelli. Claro que carbono (95%) e tecnologia são parte do léxico desta peso-pluma de apenas 5 quilinhos, que reclama para si o título de “a mais leve bicicleta citadina do mundo”. 
Serão fabricadas apenas 667 unidades e quem tiver um Bugatti Chiron – menino que custa cerca de 2,6 milhões de euros (parece que há um na garagem do Cristiano Ronaldo…) – pode personalizá-la à imagem do seu bólide. Mais informações aqui mas não há preço público.

Imagens: Bugatti/PG

Um bocadinho de história 
Foi em meados do Século XIX que se começaram a ver nas ruas, a par com carruagens ainda puxadas por cavalos, bicicletas no formato que hoje conhecemos – quadro com duas rodas de idêntico diâmetro, pedais e corrente – tornando-se na tecnologia de ponta de muitas deslocações. Para além de permitir cobrir distâncias antes só feitas a cavalo, era um veículo de fácil manutenção, pois não era necessário alimentá-lo. Bastava algum óleo na corrente, algum cuidado com as restantes partes mecânicas e quadro, ar nas rodas et voilá!
Imagens: Peugeot

Pioneira nessa aventura, a Cycles Peugeot iniciou uma história de já mais de 135 anos, presentemente acompanhada pela parceira Cycleurope, a quem a marca francesa cedeu os direitos de produção, mantendo a aposta na inovação e na imagem.
Desde que criou o negócio das duas rodas, em 1882, Jean Pequignot Peugeot nunca viu o seu sonho e depois projecto interrompido, isto apesar da chegada do automóvel, à passagem de duas Guerras Mundiais e da quebra de interesse no conceito vivido na década de 50 do século passado. Até soma sucessos nas grandes provas internacionais, incluindo 10 vitórias no seu amado “Tour de France” – a primeira em 1905 e a 10ª em 1977 – um recorde que ainda hoje perdura!

Então… e a Opel? Bem, parece que a aposta de terminar com o negócio das duas rodas se traduziu num autêntico tiro nos pés, após um período em que a marca alemã até detinha o estatuto de maior fabricante de bicicletas do mundo, contando ainda com um invejável curriculum nas grandes provas de ciclismo internacional! Porquê? A explicar numa próxima edição.
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Electricidade III: Silêncio! A corrida verde vai começar...

Corridas de automóveis eléctricos, uma realidade que, não há muitos anos, só se presenciava nas pistas de Scalextric que a rapaziada montava na sala, nos carros telecomandados, nos jogos das múltiplas plataformas ou em filmes de cunho mais futurista. Só que, fruto da real evolução do conceito, a coisa foi ganhando, gradual e silenciosamente, bastante velocidade, com base no investimento dos construtores que apostam nas tais soluções eléctricas e/ou híbridas, tema a que me referi na passada edição do Trendy Wheels.
Imagem: Fórmula E

O conceito que temos hoje como mais tradicional das corridas, assente nos tradicionais cheiros dos diferentes combustíveis nas boxes dos circuitos, bem como os sonoros roncos dos motores, irá, assim dar lugar a soluções mais amigas do ambiente e a suaves silvos dos blocos de baterias de emissões zero, tudo porque a electricidade já se propaga – com bastante substância e tecnologia associada, diga-se! – ao desporto motorizado internacional, mexendo no há muito instituído. 
Em tempos vista como inatingível, quais deuses do Olimpo ou pináculo da tecnologia automóvel, a todo-poderosa Fórmula 1 tem-se visto, ao longo dos últimos três anos, seriamente ameaçada pela chegada – e gradual sucesso e visibilidade – do Campeonato FIA de Fórmula E que até faz disputar os seus ePrix - acrónimo para "electric Grand Prix" - bem no centro das grandes cidades. Algumas até já foram palcos de Grandes Prémios de F1 e aonde esta desejaria regressar, objectivo hoje de impossível concretização por razões ambientais, de poluição atmosférica e sonora, apenas se mantendo no activo o GP do Mónaco, desenhado nas ruas e avenidas da icónica capital deste Principado, por uma simples razão: dólares!
Com essa leva de pessoas aos ePrix desenhados nos centros das urbes do planeta - infelizmente ainda nenhuma delas por cá - tem sido gradual e sustentado o sucesso da Fórmula E, até porque também não se obriga os espectadores a deslocações até pistas mais fora de mão. Tanto que são cada vez mais as marcas presentes na série, abandonando anos de presença na F1 e noutras modalidades. Uma delas é a distinta Jaguar, marca de luxo de origem britânica que para esta nova temporada de 2017/18 fez um reforço significativo de investimento na série, onde participa com o seu próprio monolugar, mas este ano estreando o i-Pace eTROPHY, um novo troféu monomarca 100% eléctrico, com base no seu modelo i-Pace, como programa de apoio aos diferentes ePrix.
Imagens: Jaguar

Fórmula E, Temporada 4
Pergunta para queijinho: quem irá bater o, até agora, invencível Renault e.dams Formula E Team? É esta uma das questões à entrada da nova temporada da Fórmula E, pois foi esta associação francesa que conquistou os troféus de equipas das três anteriores edições, somando-se outro de pilotos em 2015/16, um domínio assinalável nesta nova realidade das corridas de monolugares... eléctricos!
Imagem: Renault

Campeonato que, ao contrário dos demais, se inicia num ano para terminar no seguinte, esta edição 2017/18 até já arrancou, pelo menos nos bastidores, com as habituais novidades em termos de movimentações de pilotos e de equipas. Teremos 20 carros em pista, dois por cada uma das 10 formações que partem ao assalto dos dois novos títulos (Pilotos e Equipas). Estes monolugares são 100% eléctricos e de chassis e pneus idênticos, sendo dois por piloto e por corrida, pois se na F1 as corridas envolvem trocas de pneus, na Fórmula E troca-se... de carro! A operação é feita sensivelmente a meio das corridas, altura em que as baterias terão esgotado a quase totalidade da sua carga útil, uma particularidade em que se está a trabalhar para que, a curto/médio prazo, deixe de acontecer, face à maior autonomia das futuras baterias, passando a permitir cumprir-se a totalidade de um ePrix. Uma coisa é certa: manter-se-á sempre como pedra-chave desta competição a correcta gestão da energia por cada piloto, de modo a não se ficar sem combustível... perdão, sem electricidade!
Vendo a Fórmula E como o veículo por excelência para promover as suas gamas eléctricas, híbridas e plug-in, regista-se, como adiantei acima, um crescente envolvimento directo das marcas automóveis, sendo que na temporada que está prestes a iniciar-se são 4 os construtores oficialmente inscritos – Audi, DS, Jaguar e Renault – mais a BMW a fazer uma época de transição como parceira da equipa norte-americana Andretti, para assumir em pleno as rédeas do projecto em 2018/19.
Somem-se as (ainda) quase desconhecidas marcas chinesas Faraday, NIO e Techeetah, a monegasca Venturi e a indiana Mahindra e teremos 20 monolugares verdes a rechear as grelhas de partida e a dar espectáculo em pista. Não acredita? Então veja o vídeo no final deste texto). 
Imagens: Fórmula E
Imagens: BMW, Mercedes-Benz




A febre do ambiente
A demonstrar que esta febre ambiental está a alastrar e a mostrar-se cada vez mais importante para as contas do sector automóvel, confirmou-se, entretanto, a chegada dentro de duas épocas (em 2019/20) das eternas rivais alemãs Mercedes-Benz e Porsche, desertando de outros campeonatos baseados em combustíveis fósseis, onde estiveram por largos anos e onde acumularam, em conjunto, centenas de troféus e títulos. Na anterior (2018/19) entrará em cena a Nissan, tomando o lugar da meia-irmã Renault (que passará a dedicar-se em exclusivo à F1), algo visto como natural, dado o posicionamento diferenciado de ambas e também porque pelo facto de pertencerem ao mesmo grupo industrial, seria inviável e indesejável o seu confronto directo. Ou seja, a presente época apresenta-se como a hipótese de ouro para que os franceses alcancem um poker de títulos!
Outra sensação desta 4ª época da Fórmula E, que está prestes a iniciar-se, é o anunciado regresso da Suíça ao desporto automóvel internacional, país que há mais de 60 anos baniu as grandes competições dentro das suas fronteiras, curiosamente devido ao muito trágico acidente ocorrido na vizinha França, nas 24 Horas de Le Mans de 1955. Findo esse luto motorizado e fruto do conteúdo verde desta competição 100% eléctrica, será Zurique a cidade que irá ter ePrix no centro da cidade, a realizar a 10 de Junho próximo.
Mas os suíços não serão os únicos a testemunhar a modalidade pela primeira vez no seu país, pois também chilenos, brasileiros e italianos terão os seus primeiros ePrix verdes de sempre, respectivamente nas cidades de Santiago do Chile, S. Paulo e Roma. Arrancando a 2 de Dezembro em Hong Kong (China), logo com uma jornada dupla, nesta temporada de 2017/18 repetem-se, ainda, os circuitos citadinos de Marraquexe, Cidade do México, Paris, Berlim e Nova Iorque (duas corridas), num ciclo de 14 ePrix que terminará em Montreal, em Julho, igualmente num fim-de-semana com dois eventos.
Imagens: Fórmula E


Saiba tudo aqui sobre uma modalidade com que até pode interagir directamente, oferecendo bónus de energia ao(s) seu(s) piloto(s) favorito(s), processo feito através de uma plataforma própria, recorrendo ao hashtag #fanboost. Alerto que até há um português - António Félix da Costa (imagem acima) - neste campeonato, como piloto oficial da BMW, pelo que toca a puxar pelas cores lusas!
Entretanto, se quiser um cheirinho do que sucedeu nos primeiros 3 anos de vida deste Campeonato de Fórmula E, basta apreciar o seguinte conjunto de imagens:

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Electricidade II: O acordar da ‘Bela Adormecida’

Como referi na última edição, só no final do século passado e depois de um demasiado prolongado sono induzido, derivado dos interesses e desenvolvimentos entretanto instalados noutros domínios, as viaturas alimentadas a baterias eléctricas voltaram a mostrar-se. As preocupações ambientais tornaram-se parte das agendas de um planeta cada vez mais adoentado, a braços com os efeitos dos gases com efeito de estufa, oriundos não só dos veículos alimentados a combustíveis fósseis, como das próprias fábricas que os produziam, entre outras origens.
Imagem: smart

Em modo puro, híbrido ou plug-in, aqui associados a um motor a gasolina (na maioria dos casos) ou diesel mas com tecnologias mais avançadas no domínio da redução do CO2, óxidos de azoto e outros elementos poluentes, presentemente quase não há marca que não tenha - ou preveja ter - um modelo com algum conceito eléctrico associado na sua gama. Algumas há que querem migrar por completo para essa realidade, assim se definam as linhas mestras do mercado automóvel do futuro, enquanto outras ainda dizem que “nim”, injectando com maior ou menor velocidade opções eléctricas nas suas ofertas e outras (ainda) não vêem, ou não querem ver, essa inevitabilidade transposta para a sua imagem de marca.
Bastante avançadas no processo estão as japonesas Nissan e Toyota, tendo, respectivamente, no Leaf e no Prius verdadeiros best-sellers: o primeiro é o eléctrico mais vendido do mundo; o segundo tem o mesmo estatuto entre os híbridos. Isto numa altura em que surgem outras que já nasceram ligadas à corrente, caso da Tesla, gigante norte-americano que, aparentemente surgido do nada, abanou, qual terramoto de elevada escala, o mundo automóvel para esta inevitável realidade, obrigando a concorrência a mexer-se para não se perderem no comboio do desenvolvimento eléctrico. Um trio que reforça significativamente, a cada dia e de acordo com os planos traçados, a sua aposta eléctrica.
Imagens: Nissan, Toyota

Imagens: BMW, Renault, Opel, Tesla

Aquando desse acordar, também a Chevrolet apostava num modelo, o Volt, para a sua aventura eléctrica, gémeo do europeu Ampera da Opel, enquanto a BMW lançava com enorme sucesso o citadino i3 e o desportivo i8, altura em que a Renault se concentrava nos citadinos Zoe, Twizy e no comercial Kangoo. Um trio que ganhou estatuto de case studies neste cometimento para com a tal descoberta de Thales de Mileto, de há mais de 2.500 anos! 
E não se duvide em absoluto que já se esteve muito mais longe andarmos todos de eléctrico no curto/médio prazo pois, de repente, escancararam a porta (quase) todos os restantes protagonistas do mercado, como o demonstram os novos projectos desvendados nos Salões de Frankfurt (em Setembro) e Tóquio (decorre neste momento). 
A Honda é quem parece ter, de repente, encontrado todos os interruptores da casa, electrificando ambas as suas gamas: nas 2 rodas tem a fantástica moto Riding Assist-e e as scooters PCX Electric e Hybrid; nas 4 os brilhantes concepts Urban EV e Sports EV, expostos ao lado do não menos estonteante NeuV, veículo que dizem dotado de Inteligência Artificial, este mostrado ao mundo no início do presente ano. Outro exemplar eléctrico que deixou de boca aberta o mundo das 2 rodas foi a Yamaha Motoroid, um autêntico peso-leve da categoria, com pouco mais de 310 kg!
Imagem: Honda 

Imagens: Honda e Yamaha

Mas há muitos outros a querer reforçar esse feudo eléctrico, casos da smart com o Vison EQ Concept, da Suzuki e o seu e-Survivor e da Mitsubishi com o avançado e-Evolution, para além da família ID da Volkswagen ou do Concept EQa da Mercedes-Benz. Já a Volvo, entretanto, também desvendou a sua estratégia eléctrica, anunciando que a partir de 2019, todos os modelos da sua gama irão contar com um motor eléctrico a bordo, acabando com o reinado dos blocos puramente a gasolina ou gasóleo. 
Imagens: smart, Suzuki, Mitsubishi

Imagens: Volvo, Mercedes-Benz, Volkswagen

Entretanto, ao mercado está já a chegar a tripla Hyundai IONIQ, berlina que se apresenta já com as versões electric (100%) e hybrid (2 motores complementares, um eléctrico e outro a gasolina), ficando para mais tarde a variante plug-in, num outro patamar da electricidade aliada a um ainda mais avançado motor tradicional. Mais detalhes aqui.
Imagem: Hyundai 
Até entre os produtores de superdesportivos não há como fugir ao tema, como o espelham o Project One, da divisão de competição AMG, feito em resposta ao Concept Study Mission E da Porsche, demonstrando que a coisa não é só fazível nos modelos do dia-a-dia! Tanto que a electricidade propaga-se já, com bastante substância, ao próprio desporto automóvel, mexendo no há muito instituído como inatacável!
Imagens: AMG-Mercedes, Porsche


Planeta Terra… até quando?
O mundo – ou pelo menos já parte significativa dele – hoje fala, final e abertamente, de energias alternativas, nomeadamente de electricidade e combustíveis biológicos, como reais substitutos dos combustíveis fósseis derivados do carvão ou do petróleo, tendo sido dados enormes passos na sua aplicação aos mais diversos níveis e sectores, nomeadamente nos veículos em que circulamos no nosso quotidiano ou que operam nas diferentes indústrias.
Imagem: all free download



Pelo acima exposto, são inúmeras as soluções de variável componente eléctrica e/ou híbrida nos automóveis, motos e bicicletas do nosso quotidiano, tendência que também se alastra aos veículos pesados e maquinaria das diferentes indústrias, aqui se apostando no bioetanol e/ou no gás natural, palco onde também a electricidade ganha adeptos, como o Trendy Wheels já teve oportunidade de abordar em anteriores edições.
É este conceito de pegada verde que encima muitas das discussões do presente, alertando-se que não é só no produto final que ela tem que se mostrar, devendo manifestar-se também na totalidade dos processos de produção, de manutenção e de reciclagem dos cada vez mais sofisticados materiais e das hoje avançadíssimas baterias, mas ainda com bastante impacto no ambiente. Apesar dos avanços ainda estamos longe da solução definitiva que deixe o planeta Terra de sorriso no rosto, principalmente pelas decisões dos poderes instituídos e governações, sector onde os lobbies têm demasiado peso, fazendo-as andar ao sabor dos ventos... não necessariamente dos bons!
Imagem: Tesla

Tornam-se, por isso, por demais importantes iniciativas como o Greenfest, as acções da EcoKart, ou o "Salão do Automóvel Híbrido e Eléctrico e da Mobilidade Sustentável", cuja primeira edição decorreu em Outubro na Alfândega do Porto, bem como todas as demais em que, de algum modo, se tente estancar esta autêntica ferida aberta que está a sugar a vida neste nosso planeta. Todas pretendem desmistificar o conceito e utilização de veículos eléctricos e híbridos, ou outras soluções de serviços de cariz mais ambiental, semeando-se a mudança de atitudes através da partilha e da cidadania activa que promovam uma economia mais verde.
Veremos o que o futuro nos reserva entre os ainda muitos factores que o podem condicionar. Um deles começa por si, pois as suas acções, por mais pequenas que sejam, também contam, para que possamos partilhar um mundo melhor com as gerações que estamos a preparar, incutindo-lhes uma maior consciencialização
Imagem: Greenfest 2017

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Clássicos: Elegância em ambiente de realeza

É em ambientes de reis e rainhas, príncipes e princesas, que complemento o artigo de há uma semana, em que trouxe os ecos de dois eventos realizados em lados opostos do Atlântico, Cascais e Pebble Beach (EUA). Desta feita mostro-lhe dois outros encontros europeus que, semelhantes no conceito e na projecção que ambos já têm a nível internacional, contam com um histórico bastante diferente.

Nas margens do Lago Como…
É normalmente em Maio de cada ano que entusiastas de veículos clássicos, de 2 e 4 rodas e oriundos de todo o planeta, se reúnem no âmbito do “Concorso d’Eleganza Villa d’Este”. Este evento histórico – a primeira edição remonta a 1929 – decorre nos terrenos da histórica Villa Erba, nas margens do Lago Como (Itália), transformada num espaço único e exclusivo, onde os presentes podem admirar os mais icónicos veículos de diferentes eras.

Agora com o alemão Grupo BMW como patrono, a edição de 2017 decorreu sob o conceito “Around the World in 80 Days – Voyage through an Era of Records”, ali reunindo 51 automóveis raros provenientes de 16 países, de 30 marcas, bem como 40 motos de diferentes décadas, acção que ainda envolveu um valioso leilão da responsabilidade da RM Sotheby.
Começando pelo Concorso di Motociclette, sagrou-se vencedora uma Puch 250 Indien-Reise (1933), que arrebatou o troféu de “Best of Show”, enquanto o público preferiu entregar o seu troféu à Ducati Café Racer, um estudo da reputada marca italiana, hoje propriedade da Audi.

Na avaliação principal, o júri atribuiu o cobiçado “Trofeo BMW Group/Best of Show” a um Alfa Romeo Giulietta SS Prototipo, Coupé, Bertone (1957). Já o galardão do público foi duplamente dividido, pois adultos e crianças (até aos 16 anos) puderam votar de modo independente nos seus preferidos. No grupo dos petizes, o eleito para receber o “Trofeo BMW Group Ragazzi” foi o Alfa Romeo 6C 1750 Gran Turismo, Cabriolet, Castagna (1932), enquanto o “Coppa d’Oro Villa D’Este” dos mais velhos foi para um Lurani Nibbio, Open Single-Seater, Riva (1935). Destaque ainda para os exercícios de estilo, aqui com o Renault Trezor Concept a arrebatar o cobiçado “Design Award”.

Imagens: BMW Group/Villa d'Este

Assista ao vídeo e aprecie a beleza das imagens, do espaço onde se realizou este sumptuoso evento, certificado pela UNESCO como "Património Mundial da Humanidade" .

… e no Chateau de Chantilly
Bem mais recente – tem apenas 4 anos mas já conta com um reconhecimento igualmente planetário – é o “Chantilly Arts & Elegance - Richard Mille”, que decorre num ambiente ainda mais principesco, no sumptuoso castelo da localidade que lhe dá nome.
Imagem: Mathieu Bonnevie/Chantilly Arts & Elegance

Apesar da tenra idade, o quórum ali reunido no início de Setembro é exemplificativo do sucesso que já ostenta: 16.300 espectadores (mais 20% do que em 2016) viram-se atraídos pelos 82 veículos históricos expostos (de Pré e Pós-Guerra),
Uma das suas particularidades é o desfile de viaturas que saíram dos ateliers de design de diferentes marcas – nesta edição foram 5 – exercícios de estilo que, à semelhança dos eventos anteriores, se viram acompanhados por criações de conceituados costureiros: o novíssimo DS 7 Crossback “Présidentiel” (uma versão especial concebida para a Presidência francesa) mostrou-se com uma criação de Eymeric François, enquanto Ann Demeulemeester e Haider Ackermann vestiram, respectivamente, as manequins que desfilaram ao lado do Aston Martin Vanquish Zagato Volante e do McLaren 720 S.
Mas os vencedores do galardão “Best of Show” do Concours d’Elégance seriam o Citroën CXperience Concept, com uma criação da estilista Yang Li, e o Renault Trezor Concept, com o conceituado Balmain a mostrar um exemplar da sua Maison. No Concours d’Etat, os vencedores foram o Bugatti 57 S Atlantic (1936) e o Ferrari TR 58 (1958), respectivamente nas categorias de Pré e Pós-Guerra.


Imagens: Julien Hergault/Chantilly Arts & Elegance

Este vídeo dá-lhe uma ideia do muito que havia para ver neste monumento histórico, também ele repleto de história, quanto mais não seja por, alegadamente, ter sido o berço de uma das mais célebres iguaria da doçaria francesa, pelas mãos de Fritz Carl Vatel, pensa-se que no ano de 1663. Um feito que a casa italiana dos Médicis, da região de Florença, tem outra opinião completamente diferente, pois chamam a si a criação, com quase um século de diferença, de algo a que chamaram neve di latte!
Depois disto tudo, seria caso para dizer que para o ano há mais, mas à sua dimensão há ainda muitos outros encontros agendados, dentro e fora de portas lusas, até final do ano. É só estarem atentos às diferentes agendas, seguindo as redes sociais dos muitos grupos ou especialistas de modelos clássicos! 

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.