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quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Voar com criatividade

Mantenha-se sentado e coloque o cinto de segurança, desligue os telemóveis e demais aparelhos electrónicos, levante as costas das cadeiras, a que se segue o baile dos coletes insufláveis, das máscaras de oxigénio e das saídas de emergência. Decerto que estas instruções e conteúdos lhe são familiares quando e se fizer viagens de avião, mas muitas vezes a falta de empatia do pessoal de bordo faz com que não lhes demos a devida – e muito necessária – importância e atenção.
Imagem: Tap Portugal

Mas nem todos os exemplos são monótonos, nomeadamente quando as operadoras decidem investir em informação de qualidade e a apresentam – recorrendo a vídeos de bordo – de um modo que até nos distrai, de uma forma positiva.
Curiosamente Portugal tem estado na vanguarda destes imaginativos filmes, se bem que – e infelizmente – maioritariamente só disponibilizados em voos mais longos, como os intercontinentais. O mais recente surgiu em vésperas dos Jogos Olímpicos do Rio 2016 (vídeo a que me referi no texto Orgulho luso voa para o Rio), mas houve outro que, três anos antes e com recurso a passageiros reais, valeu à Tap Portugal o reconhecimento internacional do público, que lhe atribuiu o galardão “APEX Passenger Choice Award 2013”.

Acrescente-se que nesse ano a produção da transportadora nacional bateu-se com adversários normalmente fortes que, em outros anos, já alcançaram este mesmo resultado, como a Air New Zealand que o conseguiu em 2010 (ano de estreia deste programa) ou a Virgin America, premiada em 2011, 2014 e 2015. A quase desconhecida KingFisherAirlines, operador da Índia, conseguiu-o em 2012. O vencedor de 2016 ainda não foi anunciado!

Companhia de aviação ou realizadora de filmes?
Neste domínio é, sem sombra de dúvidas, a Air New Zealand quem lidera o mundo dos filmes de segurança a bordo de aeronaves, sendo há uma década a mais activa neste domínio, apresentando pelo menos um novo vídeo a cada ano.
Imagem: Passenger Choice Awards

Em 2016 realizou o Summer of Safety, nele destacando o prazer das férias de Verão, e também desvendou o desconcertante Hollywood Hazards, numa paródia aos filmes policiais norte-americanos. Aliás, ideias é o que mais abunda no nosso extremo oposto do planeta, basta ver esta cronologia:
2015: Crazy About Rugby, num piscar de olhos ao blockbuster norte-americano “Homens de Negro”;
2014: The Most Epic Safety Video Ever Made, aqui inspirando-se na trilogia “Os Hobbit”;
2013: Safety Old School Style, com a actriz Betty White e passado… num lar de idosos;
2012: An Unexpected Briefing, numa clara ponte à saga “O Senhor dos Anéis”;
2011: Fit to Fly, com as instruções conjugadas numa aula de fitness;
2009: Bare Essentials of Safety, em que o staff da companhia está completamente nu! Bem… os protagonistas estão apenas (re)vestidos com… tinta!
Imagem: Air New Zealand

Turquia vs EUA
Por países é a Turquia que surpreende, pela criatividade das suas companhias de aviação, das menos conhecidas Corendon Airllines, com o seu 285 Second Journey of Turkey e Pegasus Airlines e o impronunciável Pegasus’la Süper Kahraman Gibi Uç!, até à operadora oficial Turquish Airlines, com a produção Digital Illusions.
Dos EUA, destaco os filmes Futuristic Flying da America Airlines, ou o 80’s In Flight Safety Video da Delta Airlines. Do megagrupo Virgin, a Virgin Atlantic tem este Trip, animação que parodia alguns filmes muito conhecidos, e a Virgin America o Safety Dance que integra uma elaborada e cansativa coreografia.
Como vê, tem aqui muito com que se entreter, numa interessante alternativa aos programas habituais de TV, conjunto de filmes que convido, assim, a ver com um generoso balde de pipocas à sua frente!
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.


quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Segurança Nas Alturas

Andar de avião é, para muitos, um autêntico pesadelo, seja pela pré-sugestão de não se ter os pés assentes na terra durante várias horas, viajando nas alturas num tubo de metal com asas, seja porque lhes vêm à memória as tragédias mais recentes. Há, pois, quem ache que o bom mesmo é ir de carro ou de comboio, algo que, para alguns destinos, para além da questão do preço há o problema colocado pela geografia.


A pensar nestes passageiros difíceis e também porque há que alertar as autoridades competentes para as infracções aos regulamentos, ou de outras falhas ao nível do atendimento a bordo, no acondicionamento dos alimentos ou questões de outra índole, surgiu em Junho de 2013 a AirlineRatings, uma entidade certificada que analisa e avalia as companhias de aviação, os aeroportos e outras estruturas ligadas à aviação. De há três anos a esta parte tem dado a conhecer as “Melhores Companhias do Mundo”, quer no conjunto do serviço prestado, quer no domínio da segurança, tendo no último processo avaliado nada menos do que 407 operadores.


Levando em conta diversos critérios, atribuiu, pelo 3º ano consecutivo o selo de “Companhia do Ano 2016” à Air New Zealand, destacando as continuas inovações para passageiros, o seu empenho ambiental, performance financeira recorde, segurança operacional e motivação do pessoal, factores que cimentaram a posição da empresa que também obteve o prémio maior nas classes “Económica Premium” e “Económica”.

A “Melhor Primeira Classe” pertence à Etihad Airways, enquanto a Singapore Airlines vence na “Business Class” e no “Entretenimento a Bordo”. Em termos regionais, a melhor da Europa é a Norwegian, a Virgin America conquista a taça das Américas, a Scoot a da região Ásia/Pacífico e a Kulula.com a do Médio Oriente e Àfrica. A Qantas tem o “Melhor Lounge” e o “Melhor Catering”, dividindo-se entre a Virgin Australia e a Virgin Atlantic o “Melhor Pessoal de Cabina”.


Mas e no domínio da Segurança? Esse troféu foi conquistado, igualmente pela terceira vez, pela vizinha australiana Qantas, companhia que, curiosamente, nunca teve de passar pela terrível situação inerente a um acidente aéreo! Das companhias analisadas, 148 (cerca de 36,4%) garantiram as 7 estrelas que lhes atestam o mais elevado nível de segurança.

Quanto aos operadores lusos, as nossas Tap Portugal e SATA Air Açores alcançaram umas promissoras 6 estrelas nesta “Análise de Segurança”, as mesmas que o operador nacional garante na “Qualidade Global do Produto”, categoria onde as linhas aéreas açorianas ainda estão em processo de avaliação.
 
Imagens: Air New Zealand, Qantas, Tap Portugal, SATA Air Açores e AirlineRatings 
Mas há também alertas vermelhos para as que piores avaliações alcançaram na sua extensa análise da AirlineRatings, sendo que do lado oposto da tabela há nada menos do que 50 operadores com 3 estrelas… ou menos. Com 1 estrela contam-se diversas companhias de países como a Indonésia, o Nepal ou o Suriname.

Por isso, se for viajar, consulte essa lista dos melhores e dos piores - pode fazê-lo aqui - respire fundo e, caso pertença ao grupo dos ansiosos, pense que as estatísticas indicam que a taxa de mortalidade é muito menor na aviação do que as decorrentes da condução automóvel. E esse, quem o tem, não prescinde de o conduzir nem pensa nisso quando se senta ao volante!

Ah sim e entretanto, comprovando que nem tudo são desgraças aquando de um acidente de avião, veja o filme "Milagre no Rio Hudson" ("Sully" no original, película interpretada por Tom Hanks e Aaron Eckhart, com assinatura de Clint Eastwood. Para além do filme em si, não deixe de ficar sentado para os créditos, exibidos após o final do mesmo. 

   
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.