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segunda-feira, 29 de maio de 2017

Sua Eminência, D. Karaoke

Há muito que o pessoal canta em todo o lado, mesmo que não o admita: em casa, no duche e, especialmente, no carro, nos trajectos diários, sintonizando as estações preferidas – cada vez mais encharcadas de repetitiva publicidade – ou ouvindo os hits preferidos, a partir dos mais diversos dispositivos.
Imagem: Ford

A plenos pulmões, demonstrando os dotes vocais, ou apenas trauteando as ditas, em especial se não nasceu para a coisa, não há quem não o faça, em especial a partir da altura em que o norte-americano James Corden popularizou o “Carpool Karaoke” no seu programa de TV, berrando a plenos pulmões na companhia dos seus ilustres convidados. Por cá é claro que se copiou o conceito, nos mais estapafúrdios programas de TV, em que se tenta ser engraçado mas caindo-se, várias vezes, em desgraça, e até ao nível individual, com muitos a partilharem, com indisfarçável orgulho, os seus dotes vocais nas redes sociais.
De acordo com os especialistas – ele há gente iluminada em todo o lado – as improvisadas sessões de karaoke ao volante encerram “uma série de benefícios para a saúde, sendo que a maioria se sente especialmente à vontade quando não há ninguém à volta, ao mesmo tempo que contam com o sistema de som do carro que fornece o necessário apoio”. Nada mais verdadeiro, por isso ‘bora aproveitar o que os novos modelos trazem consigo.
Se no tempo dos afonsinhos os nossos carros começaram por trazer um simples rádio, que dividia o som AM com a imensa estática – foi Paul Galvin quem, em 1930, colocou o primeiro rádio, um Motorola 5T71, num automóvel – depois surgiram os primeiros auto-rádios, como o Blaupunkt Autosuper, já em sistema FM e menos interferências. Aqueles evoluíram em conjunto com os extras, quando Earl "Madman" Muntz introduziu nos seus carros os cartuchos de fita (1962), volumosos antecessores das mais pequenas cassetes da Phillips (1963), empresa que lançaria depois (1982), a meias com a Sony, os primeiros CD, se bem que a coisa só se vulgarizasse e melhorasse em termos de qualidade na década de 90.
Dali até ao presente foi um fósforo, fruto do enorme salto tecnológico das últimas décadas, com a introdução de sistemas de áudio gradualmente mais sofisticados, hoje em dia associados ao chamado infotainment, envolvendo os sistemas de navegação e de informação hoje comuns a muitos modelos. Adicionalmente, levam-se para o carro as próprias preferências musicais nas mais diversas plataformas – pens, smartphones e iphones, ligados ou não via Bluetooth – ou a partir de plataformas como o Spotify, ou mesmo através da cada vez mais inevitável cloud, onde muitos escarrapacham ao mundo toda a sua vida! Recordo aquela máxima de que “o que vai para a net, nunca mais desaparece da net”.
“Cantando em voz alta e sem quaisquer inibições, significa que a libertação mental será maior à medida que colocamos mais energia”, disse o professor Stephen Clift, uma autoridade de referência sobre os benefícios do canto para a saúde, da Universidade Canterbury Christ Church, no Reino Unido. “Quando cantamos em voz alta, especialmente canções que conhecemos bem, sentimos um ‘factor de bem-estar’ decorrente da respiração mais profunda, mais lenta, e aumento da actividade muscular. Sentimo-nos menos stressados e mais relaxados.”
Imagens: Focal e Bose



Sala de espectáculos privada
Outro salto significativo é a chegada dos mais conceituados produtores de sistemas de áudio ao sector automóvel, alguns deles dos sistemas que, até há bem pouco tempo, só se viam dentro de casa ou em concertos.
Imagens: Bang & Olufson, Volvo, Aston Martin

Só para dar alguns exemplos, a Bose equipa grande parte da gama de modelos Mazda, como o roadster MX-5, aqui com a particularidade de os altifalantes estarem integrados nos encostos de cabeça dos bancos. Tem ainda acordos com outros construtores como a Fiat, a Nissan ou a Porsche. Líder francês em acústica profissional e hi-fi, a Focal é presença assídua a bordo dos mais recentes Peugeot, com destaque para os novos SUV 3008 e 5008, e na maioria da gama da também gaulesa Renault, no novo DS 7 Crossback e na edição especial ‘Black Edition’ do Nissan Juke.
O gigante do som Harman fechou recentemente um acordo mundial com a Ford, equipando muitos dos seus novos modelos com o evoluído B&O PLAY Sound System, enquanto as mais requintadas propostas da sua marca Bang & Olufson equipam modelos da Audi, Aston Martin, BMW e da AMG, a divisão de performance da Mercedes-Benz. Esta também usa sistemas Harman/Kardon, tal como modelos da BMW, Kia, Mini e Volvo, com os suecos a colocarem, como pedra de toque, os sistemas Bowers & Wilkins a bordo dos novos XC90 e S90.

Comuns a todos os sistemas acima, bem como muitos outros - Fender, Dynaudio e Meridian, só para dar mais (alguns) exemplos - são os altifalantes, em número variável, cuidadosamente posicionados no habitáculo, garantindo a todos os passageiros um envolvimento total com o ambiente sonoro, parte de uma tecnologia premium bem mais abrangente, com amplificadores de muitos watts, mais tweeters, woofers e subwoofers, que hoje nos permitem desfrutar, na perfeição da mais simplista balada a uma voz, ou o mais elaborado e completo concerto de música clássica, independentemente do volume de som escolhido, quase como se se estivéssemos num auditório ou sala de espectáculos.
Imagem: Trendy Wheels/SP


Por isso, se tem um carro novo aproveite tudo o que ele tem para lhe proporcionar e cante. Quem sabe se não tem dentro de si uma estrela potencial! 
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Cinema, música & 2 rodas

Eu sei que raramente escrevo sobre motos, eventualmente afastando alguns potenciais leitores mas não é de propósito. Com o (devido) pedido de desculpas aos eventuais ofendidos, é a eles que dedico por completo esta edição Trendy Wheels, linkando as duas rodas com motor a um evento cinematográfico que decorre entre os próximos dias 2 e 4 de Junho, em Lisboa.

Chama-se “Lisbon Motorcycle Film Fest” e inspira-se noutra conceituada iniciativa que, há 5 anos, tem lugar em Nova Iorque (EUA). Assumindo-se como um evento cultural de dimensão internacional, apontando aos amantes destes dois mundos, a idealização desta sua equivalente nacional deu-se em 2015, passando à realidade no ano passado, tornando-se no primeiro festival do género no continente europeu.
A apresentação oficial desta 2ª edição foi feita pela MOTO GUZZI, um dos patrocinadores do certame, nas suas instalações Officina Moto em Marvila (Lisboa), a 18 de Maio último, numa Warm-Up Party que foi exactamente isso, um pequeno aquecimento para o que está para vir daqui a uma semana. 
“Vão ser três dias a celebrar o cinema de motos produzido por esse mundo fora nos últimos anos,” referiu a Organização do LxMFF. “Diz a experiência dos mais velhos que o primeiro filho é que é difícil. Ou estamos com azar ou somos daqueles pais modernos, demasiado preocupados com a evolução da nossa cria, que nunca baixa a guarda, estando sempre de olho nele. A verdade é que este segundo filho, está a dar tanto ou mais trabalho que o primeiro. Entre pedidos de autorizações, trocas de e-mails, envio de filmes, convites e outras acções, os quatro - perdoe-se a imodéstia - ‘magníficos’ por trás deste evento não têm parado um pouco. E as razões para isso são as melhores: a ressaca do primeiro evento trouxe-nos, para além das coisas que as ressacas normalmente trazem, uma maior visibilidade no panorama cultural motociclístico, nacional e internacional, e uma mão cheia de contactos e novos amigos”. 

“Este ano o cartaz conta com 21 filmes entre curtas e longas, estreias, apresentações de livros, música ao vivo, debates e convidados. Há uma presença de filmes nacionais que nos enche de felicidade estando, até ao momento, confirmadas quatro curtas feitas em Portugal.” São elas “2 Wheels Vietnam”, “6 Hundred Red”, “Enjoy Racing” e “Escape”. São, depois, cabeça de cartaz os títulos “21 Days Under the Sky” (EUA, 2016), “Today is a Good Day” (França, 2016), “Somewhere Else Tomorrow” (Alemanha, 2013), “Dreamracer” (Austrália, 2012) ou ainda o clássico italiano de 1957 “I Fidanzati Della Morte”, que ali até poderá ser exibido numa versão restaurada, o que a acontecer fará com que Lisboa seja a primeira cidade a apresentá-la publicamente.
Imagens: Moto Guzzi, Lisbon Motorcycle Film Fest e IMDB

Do programa constam os tais encontros com especialistas na temática, entre realizadores, autores e actores dos filmes acima, bem como a transmissão em directo das corridas do Circuito de Mugello (Itália), palco nesse fim-de-semana de uma prova do Campeonato do Mundo de MotoGP. Um circo de que, acrescento, faz parte o português Miguel Oliveira, este ano a discutir o título na categoria 'Moto2', o segundo escalão do campeonato, como piloto oficial da marca KTM.
Em resumo, amigos, música, motos e cinema serão as palavras-chave de um ambiente que se prevê fantástico, encontro de amantes e muitos convidados especiais vindos de todo o mundo, a ter lugar no Cinema São Jorge (Av Liberdade, Lisboa) já no próximo fim-de-semana. Veja aqui o trailer de apresentação:


“Apesar do nervoso miudinho, já não há nada a fazer, a data e o local para o nascimento da segunda geração está marcada. Talvez seja um parto mais fácil, os pais estão mais experientes, a equipa envolvida no processo já sabe com o que pode contar, mas o respeito e a grandeza que o acontecimento merece, não nos deixa encarar este momento com leveza. Serão três dias de festa a devolver ao motociclismo a cultura e a dignidade que ele merece”.
Acrescente-se que dadas as condicionantes das capacidades das salas, a organização aconselha uma aquisição prévia de bilhetes para determinados eventos. Para mais informações visite a Página Oficial ou siga as actualizações ao evento no Facebook e boa festa em 2 rodas!
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Um DJ sustentável

Criatividade e inovação são dois conceitos sublinhados pela BikeBeats, um misto entre uma bicicleta e uma mesa de DJ, com a particularidade de ser alimentada a energia solar. Conceito originário do Brasil tem como finalidade de fazer chegar a música a todos os lugares, mas de um modo sustentável.

A ideia de conceber tão peculiar conjugação é de Ricardo Bertello, conciliando duas das suas paixões – andar de bicicleta e música – solidificando a sua faceta de DJ em acções realizadas em espaços públicos e outros eventos. Levou cerca de quatro meses a realizar este conjunto em aço (chassis) e madeira (restante estrutura), trabalho feito a meias com a também brasileira Evolux.
Grande é, naturalmente a placa de células fotovoltaicas que, quando completamente carregada, permite 25 horas consecutivas a bombar. A tecnologia musical é adaptada em função do evento e do objectivo, permitindo-se montar gira-dicos mais convencionais ou as mais recentes mesas de mistura.
Imagens: BikeBeats

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Invulgares inspirações musicais

Cantar no duche, cantarolar na rua, acompanhar os nossos ídolos musicais no carro ou imitá-los num concurso de karaoke é algo cada vez mais comum nos dias que correm, mas há quem leve a coisa bastante mais além, munindo-se dos mais estranhos instrumentos para se dar a conhecer ao mundo.


É o caso de Kurt Hugo Schneider, jovem (28 anos) compositor, produtor e artista musical norte-americano, cuja abrangência internacional tem subido de tom, estando na berra não só pelos covers que faz, dos mais badalados hits de artistas de renome, como pelas demais criações do seu reportório, mas muito em particular por alguns dos recursos que usa para essas suas composições, entre elas... coisas com rodas!

Prodígio do xadrez e autodidata musical, apostou no Youtube como a sua plataforma preferida, ali tendo um canal próprio que lhe garante muitos milhares de dólares por ano. É daqui que lhe trago hoje três composições

O primeiro videoclip recorre com uma bicicleta e às suas peças como elementos de som para se fazer um cover de “Cheap Thrills”, da australiana SIA. O projecto chama-se “Played on a BICYCLE” e conta com a prestação vocal de Kina Grannis:



Segue-se o “Car Style”, tendo Kurt baseado-se num automóvel, tocando nos seus materiais e usando os sons dos encaixes dos cintos de segurança, bater de portas, abertura/fecho de vidros, etc. O tema “Unsteady” dos X Ambassadors é aqui interpretado por Madilyn Bailey:


A terceira proposta é uma encomenda expressa da marca norte-americana Buick para o objectivo de conquista de jovens consumidores. A procura pelo rejuvenescimento da marca faz-se com recurso a um dos desportos favoritos nos EUA – o basketball – e com os sons de um Buick Regal (não se vende por cá). Veja aqui este “Epic Basketball + Car Beat”:


Mais exemplos do seu vasto repertório, iniciado há mais de uma década, podem ser vistos e ouvidos no Youtube, integrando uma vasta variedade de temas, estilos musicais e composições, em que recorre aos mais diversos instrumentos de ocasião.

Trata-se da sugestão de hoje de uma Prenda de Natal Trendy Wheels de baixo custo, pois tudo o que tem a fazer é subscrever a página e juntar-se aos mais de 7,7 milhões de seguidores, sendo, assim, alertado sempre que surgir um novo tema. Pode ainda mostrar este artigo a amigos e familiares, convidando-os a ouvir e a ver algo, decerto, fora do comum, ao mesmo tempo que dá a conhecer o Trendy Wheels.

Se tiver uma costela musical, pode sempre tentar fazer algo no género aí por casa ou nas rodas que o acompanharem no seu dia-a-dia!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Gigantes Em Alcatrão

Depois de há dias lhe ter mostrado três estradas que se viram reconhecidas internacionalmente, após fórmulas de cálculo específicas as terem colocado no topo de listas de “As Melhores”, desta feita apresento-lhe outros tantos exemplares de cortar a respiração. Uma é um ícone bem lusitano, a longa N2 que liga Chaves a Faro; as duas outras são a bem conhecida Route 66 (EUA) e a menos badalada – mas nem por isso menos interessante – Route 1 (Islândia).

Iniciando esta nossa viagem em Chaves, apresento-lhe a Estrada Nacional 2, o longo e velho percurso que, durante décadas, foi a mais popular ligação entre Trás-os-Montes e o Algarve! Sem fórmulas matemáticas associadas, encerra, ainda assim, outros números interessantes, com especial destaque para os nada menos do que os seus 738,5 km de extensão, cruzando 9 províncias, passando por 11 distritos, atravessando 29 concelhos, 11 rios e 4 serras! Ah sim, e dizem ter mais de três centenas e meia de curvas!!! Uffffffff…!

É tão impressionante que tem sido cada vez mais usada por diferentes entidades para as suas acções. Como o Club MX-5 Portugal, grupo de amantes do "descapotável de dois lugares mais vendido do mundo" - a certificação não é minha, é da Guinness World Records - que em Abril último ali realizou um dos seus múltiplos passeios anuais. Foram mais de duas dezenas de Mazda MX-5 e seus condutores e acompanhantes, fora o pessoal da organização, que percorreram de norte a sul esta faixa interior do nosso país.

Imagens: Club MX-5 Portugal


Houve quem recentemente a comparasse à norte-americana e mítica Route 66, pretendendo transformar a nossa N2 num projecto turístico à semelhança do que aconteceu do outro lado do Atlântico. Parte significativa dos 3.940 km originais da estrada americana que, desde os seus tempos áureos, atravessa 8 Estados dos EUA, mantêm-se, mas fruto das evoluções rodoviárias, algumas secções perderam-se, ou viram-se alteradas no seu trajecto original. Mas a sua essência continua a conquistar aventureiros de todo o mundo, em duas, quatro ou mais rodas, atravessando-a e fotografando os seus pontos mais representativos.

Imagem: Wikipedia


Dizem que o primeiro Motel do mundo nasceu lá, tal como o primeiro McDonalds, numa gigantesca estrada que foi cenário da série de TV “Route 66” (1960-64) e de diversos filmes, como “Easy Rider” (1969), “Thelma & Louise” (1991) e “Café Bagdad” (1987). Até a cidade de “Radiator Springs”, palco virtual da saga infantil “Cars” (2006) da Disney/Pixar, ficará alegadamente na berma desse ícone rodoviário, que também inspirou para músicas dos Depeche Mode, The Rolling Stones, Nat King Cole, Natalie Cole e Al Jarreau, entre outros. Livros também há um pouco de tudo, dos tradicionais guias até propostas de culinária, álbuns fotográficos e histórias infantis!

Bem mais a norte, na Islândia, fica outro ícone rodoviário, a Route 1 ou Ring Road ou ainda Þjóðvegur 1 em dialeto local. É uma longa estrada de circunvalação com 1.332 km, ligando as principais cidades, monumentos e atracções turísticas do país. Dados os rigores meteorológicos locais não é totalmente circulável no Inverno, tendo os locais de se socorrer de troços alternativos para atingir os destinos.

Imagem: TomTom


O grupo local Sigur Rós aproveitou o recente Solestício de Verão para percorrer toda a sua extensão, fazendo-o em live stream ao longo de mais de 24 horas e, naturalmente, sempre de dia, algo perfeitamente comum por aquelas paragens. Aproveitou, depois, essas imagens para gravar o vídeo do seu tema “Óveður”, que pode ser visto aqui em modo timelapse:


Claro que este artigo se poderia estender ainda mais por outras estradas de sonho (ou mesmo de pesadelo) do planeta, desde a Great Ocean Road (Austrália) à Ruta 40 (Argentina), passando pela Karakoram Highway (China/Paquistão) ou pelo Khardung Pass (Índia). Na Europa teríamos o Nurburgring Nordschleife (Alemanha), a Trollstigen (Noruega), o Stelvio Pass (Itália) ou o Col du Turini (Mónaco), entre muitos outros traçados mais ou menos pitorescos. Mas estes ficam para uma próxima…

Imagens: Google Maps, Wikipedia
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José Pinheiro

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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Fantasmas Do Meu Tempo

Era eu ainda adolescente – estávamos em 1984 – quando o mundo se viu conquistado por um grupo de professores universitários/cientistas que se dedicava a estudar e caçar manifestações sobrenaturais. Socorrendo-se de uma série de apetrechos de caça, armazenamento ou destruição, consoante o grau de ameaça que aqueles representavam, os Ghostbusters da altura eram os actores Bill Murray, Dan Aykroyd, Harold Ramis e Ernie Udson, andando por Nova Iorque em busca de ameaças viscosas e semi-invisíveis. Envolvia, no processo, uma tal de Sigourney Weaver, actriz que 5 anos antes tinha viajado pelo espaço sideral com umas dores de cabeça – perdão… de barriga – derivadas de uns certos Aliens com ar de mauzões. Curiosamente, 5 anos depois, morreu de amores por uns bem mais terrenos Gorilas. Paixões…!!!

Bom... era esse o único elemento feminino do grupo, ou pelo menos, o de maior relevância da história de então, a qual teria uma sequela em 1989, mas sem o fulgor da primeira. 

Eis-nos agora chegados a 2016 – e eu com mais uns quantos aninhos em cima... – testemunhando uma nova fornada de caçadores de seres do além que, afinal, são-no no feminino. Isto porque o elenco principal do Ghostbusters 2016 é composto por 4 elas - Melissa McCarthy, Kristen Wiig, Kate MacKinnon e Leslie Jones - e mais uns quantos ajudantes de campo, sendo o elemento masculino mais em foco o actor Chris Hemsworth, surgindo ainda na trama uns bem mais velhinhos actores do filme original, no mesmo papel de há… 32 anos. Pois… o tempo não passa, voa!

Para além da tal parafernália de gadgets para apanhar os ditos fantasmas, nesta versão do filme entretanto estreado por cá, há outro elemento em comum (ou semi): o Ecto-1 (ou Ectomobile), uma incomum viatura que, estou certo, as autoridades nacionais dificilmente deixariam andar por aí à solta. Tal como o elenco evoluiu no tempo, também esta carrinha é diferente da do filme de 1984 (cada vez que vejo a data assusto-me… com o tempo, não com os fantasmas). Se na altura era uma Cadillac Miller-Meteor de 1959, adaptada a partir do que terá sido uma ambulância, agora é outra carrinha desta mesma marca norte-americana, uma Fleetwood Station Wagon de 1982, numa transformação que agora se opera a partir de uma… carrinha funerária! De linhas mais quadradas e bem menos clássicas é substanciamente mais desinspirada em termos visuais, mas tem capacidades acrescidas, ou não tivessem as tecnologias para apanhar estas manifestações também evoluído no tempo… brrrrr!!!

E porque Ecto-1? Porque era o diminutivo da expressão “Ectoplasma”, aquilo que os argumentistas assumiram como sendo a essência – ou o sangue (se é que tal é possível) – dos fantasmas e demais criaturas assustadoras. Para além das enormes luzes e cilindros, da esganiçada sirene e demais tralha montada no tejadilho da dita, destaca-se o delicioso fantasminha colocado ao centro do capot!

Imagens: Ghostbusters, Lego e Hot Wheels (oficiais) 
Caso tenha alma coleccionadora, existem muitas versões do Ecto-1 original – à escala, claro – sendo que sugiro as propostas da Lego e da Hot Wheels. São bastante detalhados, pouco ou nada falhando face ao modelo do primeiro filme. Desta nova saga ainda não tropecei em nada, mas é uma questão de tempo, ou não estivessem as máquinas do marketing & merchandising a entrar em acção.

Resta-me lembrar o hiperconhecido tema do filme, então interpretado por Ray Parker Jr., com o eterno lema “Who you gonna call? GHOSTBUSTERS!!!!!”. Recorde-o neste videoclip, algo a que no meu tempo chamamos um “teledisco”… pois!!!)


Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

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1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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segunda-feira, 11 de julho de 2016

A Dar Música Ao Pessoal

“Música”! É este o denominador comum entre o internacional Tomorrowland e os nacionais Rock in Rio - Lisboa, RFM SOMNII, MTV Summer Sessions e outras manifestações de variável nível de decibéis que se tornaram tão populares entre nós. Mas há outro denominador que faz a ligação entre todos estes encontros: é japonês, tem registado um exponencial crescimento de vendas, aposta em linhas de design arrebatadoras e, claro, tem rodas, ou então não estava aqui no Trendy Wheels.


Chama-se Mazda e anda por aí a dar música ao pessoal, associada a todos os eventos acima. Se me segue decerto se recorda que a marca desenvolveu, em colaboração com a organização do Tomorrowland, uma acção de âmbito europeu – o Mazda Drives: The Sound Of Tomorrow – que permitiu encontrar 6 novos DJs que vão tocar, já no final deste mês, no palco “Mazda Sound Of Tomorrow Island”. São eles o belga Swift D, o britânico Bodalia, o holandês This is CROB, a espanhola Paula Serra Vázquez, e os suíços Miss Ghyss e Pat Farrell, tendo ganho um passe muito especial, de acesso ao mais importante festival de música electrónica do planeta, passando os seus sets lado a lado com os mais reputados nomes do extenso cartaz.

Quanto ao DJ português Maron Max (Mauro Marques) alcançou – por mérito próprio – o top-20 de finalistas do evento, com uma excelente prestação na finalíssima realizada em Barcelona, recebendo aplausos e parabéns de muitos dos presentes. A comprovar o seu crescente estatuto, o DJ luso natural de Santarém recebeu um convite especial do Tomorrowland, assistindo da tribuna VIP ao evento, lado a lado com outros DJs lusos e internacionais.


Por cá a aposta musical da Mazda é em tudo semelhante, abrangendo diversos eventos. Esteve em destaque no fim-de-semana passado na Praia do Relógio (Figueira da Foz) durante o RFM SOMNII, o mais importante festival de música electrónica realizado em solo luso, onde Hardwell e Diego Miranda foram alguns dos nomes mais sonantes! Isto depois de também se ter associado ao híper-popular Rock in Rio – Lisboa, expondo no Parque da Bela Vista três das suas mais recentes novidades: o apaixonante roadster MX-5, o conquistador crossover CX-3 e o belíssimo pequeno familiar Mazda3.

Como se vê, música é coisa que não falta na Mazda, preparando-se agora para alegrar o Algarve, no âmbito das MTV Summer Sessions deste Verão que se apresenta quentinho. A animação arranca já no próximo dia 16 e prolonga-se até 21 de Agosto, tendo como base os espaços NoSoloÁgua (Portimão e Vilamoura) e Água Moments (Vilamoura), para palco das melhores sunset e night parties com o cunho do canal. O cartaz promete, reunindo conhecidos nomes nacionais e internacionais, como Djeff Afrozila, Agir, Pete Tha Zouk, Filipe Gonçalves, Kamala, Demo, Dj Chus, André Henriques, Karetus, entre outros.


Isto para além das festas temáticas, entre pool parties, summer parties e muito mais surpresas que se preparam. De dia ou de noite, na praia, piscina ou pista de dança, MTV e Mazda irão garantir animação diária, com destaque para a festa do “13º Aniversário da MTV em Portugal”, numa noite inesquecível a 23 de Julho no NoSoloÁgua de Portimão.

Por isso, se neste Verão quer música na sua vida procure pela Mazda no Algarve. Fruto dos passatempos que a marca tem feito, pode até ganhar um fim-de-semana ao volante de um Mazda MX-5, com estadia num hotel de 5 estrelas para si e para o seu par! Que tal? Parece muito bem, não? Esteja atento ao Facebook da Mazda e, também, ao da MTV Portugal e, quem sabe se o sol não lhe sorri ainda mais neste Verão?
 
Imagens: Mazda e MTV Portugal

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Um DJ Luso No Top-20

Axell Astrid, Bodalia, Bucket Boys, Danny Chris, DJ Erik, DJ Razvan-Nanu, DJ Silva, Gollo, Konku, Mia Amare, Maron Max, Michael Blaze, Miss Ghyss, Nummy, Pat Farrell, Paula Serra Vázquez, RICH MORE, Swift D, This is CROB e Victor Moreno. Conhece algum destes nomes? Segunda pergunta: há nessa lista um português… consegue identificá-lo?  

A não ser que seja fã de electronic music e suas declinações é provável que até não, mas eu dou uma ajuda: acabam de ser considerados como os 20 mais promissores DJ da actualidade, segundo a Mazda, a organização do festival Tomorrowland e o DJ belga Lost Frequencies.

Se segue o Trendy Wheels, decerto se lembrará que, em meados de Março último, aqui se publicou o texto “Quer Ser DJ no 'Tomorroland 2016'?”, pergunta a que 1.042 participantes de toda a Europa responderam com um estrondoso “SIMMMMMMMMMMMMM”, numa lista que agora se viu reduzida a 20 nomes! Em conjunto fizeram o upload de qualquer coisa como 520 horas de música na página #MazdaSounds, alojada na plataforma Mixcloud de streaming e social media.

Imagens: Mazda
Pois e também aqui Portugal demonstra a sua posição e versatilidade, integrando nesta lista de finalistas um representante, de seu nome Mauro Urgeiro, DJ e produtor musical português mais conhecido como Maron Max! Tem apenas 23 anos, dos quais oito de experiência, apostando no estilo Electro Progressive House. 

Fruto deste apuramento, vai agora ter de se preparar para bater pelo menos 14 dos seus 19 adversários para garantir um dos seis lugares disponíveis para o “Tomorrowland 2016”. Se quiser ouvir o mix com que Maron Max se candidatou a um lugar ao sol clique aqui. Segue-se um processo de pouco menos de um mês, em que Maron Max e os restantes 19 finalistas irão ter como mentor Lost Frequencies (Felix De Laet de seu nome), com os seus conselhos de preparação para o grande dia. 

Será a 11 de Junho, já com um conhecimento mais real das potencialidades de cada um, que o DJ belga voltará a integrar o painel de jurados que irá eleger os seis artistas vencedores desta iniciativa. Um confronto que terá lugar no “Mazda Space”, infraestrutura para eventos da marca japonesa em Barcelona, e que garantirá seis bilhetes de acesso ao já muito conceituado festival de música electrónica de Boom, na Bélgica.

Imagens: Maron Max
Há agora que aguardar por esse dia para saber se Portugal vai estar representado por Maron Max no “Palco Mazda” no “Tomorrowland 2016”, lado a lado com dezenas de especialistas de renome como Armin van Buuren, David Guetta, Axwell Λ Ingrosso, Dimitri Vegas & Like Mike, Steve Angello e Steve Aoki, entre muitos outros. A lista pode ser consutada aqui. O Trendy Wheels gostaria de acreditar que sim. E desse lado?

A titulo de curiosidade, acrescente-se que Maron Max alcançou, no final de Janeiro último, o 40º lugar no top-100 da Beatport, para o género Electro House, com o seu EP “Infinite Universe”. O DJ luso tem, neste momento, 17 faixas editadas e disponíveis em todo o mundo, uma compilação e esse EP de 5 temas, da etiqueta “Matrix Music Records”. Se quiser conhecer a sua discografia no Mixcloud clique aqui.

Imagem: Mazda
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

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1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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quarta-feira, 13 de abril de 2016

Está Aí O Futuro!

“Mirai” é o termo japonês para “Futuro”, assentando que nem uma luva ao mais recente modelo da Toyota com o mesmo nome. Quanto mais não seja porque é um automóvel tão avançado que dispensa visitas a postos de combustível tradicionais, pois funciona a células de combustível, alimentadas por hidrogénio, solução que faz sair apenas vapor de água pelo tubo de escape.
 
Foto: Toyota (Oficial)
Ou seja tudo muito ambiental, sem gasolina/gasóleo cujos preços sobem ao sabor dos lucros pretendidos e pelos impostos que os sucessivos governos precisam para tapar outros buracos/incompetências. Também dispensa cargas de electricidade, na tomada lá da garagem ou na já significativa rede de abastecimento pública. Só mesmo hidrogénio, algo que tem (ainda) um pequeno/grande senão no nosso burgo, pois não existem postos públicos de abastecimento para esse efeito.

Mas descanse que, desta vez, não somos só nós os atrasados, pois o modelo ainda só chegou a países com cobertura a esse nível, como os EUA, Alemanha, Dinamarca ou Reino Unido. Isto, naturalmente, para além do Japão, país que tem sido feito um esforço muito significativo para a promoção do Toyota Mirai, nomeadamente no domínio da publicidade – na óptica do Trendy Wheels – bastante alternativa!

“Manga” para o Mirai,…
Uma delas é a “manga”, já ouviu falar? Muito populares no Japão e já centenárias e parte da cultura do país, as “mangas” são, de um modo simplista, tiras de quadradinhos do agrado de miúdos mas, muito em especial, dos graúdos.
 
Imagens: Motorfan nº 502
A Toyota apostou numa “manga” para explicar ao cliente local o conceito subjacente ao modelo, colocando o futurista Mirai num confronto com outros modelos, com motores 100% eléctricos e outros que misturam gasolina/gasóleo com electricidade, ostentando logótipos “Hybrid” ou “Hybrid Plug-In”, soluções que a própria Toyota tem no seu catálogo, nomeadamente no popular modelo Prius.,

Ao longo de quatro páginas, num número especial da revista local Motorfan, exclusivamente sobre o Toyota Mirai, esta “manga” sob o título de “Chegou o Futuro [Mirai]”, conta uma história em que Sobita, farto do desagradável vizinho Soneo que o critica e ao seu velho e poluente carro, é ajudado por um robot chamado Mizuemon, explicando-lhe tudo o que há para saber e ajudando-o a calar o vizinho, numa rixa que ainda leva ao desespero a mulher do protagonista!

… “anime” para o Prius…
Outra alternativa publicitária inédita – ou quase impensável na Europa – na marca japonesa no seu mercado doméstico é o recurso a “anime” (outro conceito muito popular por lá), tendo recorrido a... desenhos animados para o lançamento do Prius. Conheça aqui as “Impossible Girls” que, de um modo algo estridente, lhe explicam o potencial do modelo (infelizmente sem tradução):


… e a um “wako-doki” para a Hilux!

Mais sóbrio, mas ainda assim, bastante desconcertante, foi o modo como, um ano antes, a Toyota lançou a nova Toyota Hilux, através de um “Waku-Doki” – algo semelhante ao tema ”Gangnam Style” de PSY. Colocou um conjunto de homens de negócios no interior de uma pick-up da marca, aventurando-se selva adentro, até terem de parar para – digamos – o xixizinho da ordem, deparando-se então com um gorila e tribos de… bem, o melhor é mesmo ver o videoclip:


O “Futuro” também é bem verde
Voltando ao Toyota Mirai, apenas um extra para informar que, em finais de Março, foi distinguido com o prémio “World Green Car” de 2016, certificado atestado por um painel de jurados da iniciativa “World Car of the Year”.
 
Imagens: World Car of the Year (oficial)
“Tal como o Prius mudou o mundo há cerca de 20 anos, o Mirai a hidrogénio prepara-se para fazer história. Com uma autonomia de 480 km por depósito, abastecido em menos de 5 minutos, e emissões unicamente de vapor de água, o Mirai lidera o mundo rumo a um futuro mais sustentável,” referiu um responsável da marca japonesa.

Por cá há, assim, que esperar mais algum tempo pelo futuro… perdão, pelo Mirai!


Teaser: Toyota (Oficial)
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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