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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Tlim, plip, toc toc toc… CRASH!!!

“Ao volante o telefone pode matar” é o título da mais recente campanha de sensibilização francesa para com o uso indevido do telemóvel enquanto se conduz. É-o por terras de França, mas podia ser noutro país qualquer… como Portugal!

É certo que a grande maioria dos automóveis novos já permitem que se emparelhem os smartphones com os seus equipamentos de info-entretenimento, processo que espelha, com variáveis graus de capacidade, os ecrãs dos ditos cujos nos tablets colocados nas consolas centrais, facilitando o acesso a um conjunto de tarefas que os mais cépticos ainda continuam a ver como dispensáveis, pelo menos enquanto os carros estiverem em andamento e, principalmente, se feitas pelos condutores. Mas há outra questão, pois também é verdade que muitos ainda conduzem automóveis sem essas soluções tecnológicas, pelo que é ainda demasiado recorrente a prática do volante numa mão e o telefone na outra. E isso tem um custo, quase sempre demasiado elevado, nomeadamente quando envolve vidas humanas!
Ler ou escrever uma mensagem, de um simples SMS a outra numa qualquer app de conversação, ou mesmo aceder àquele e-mail que esperávamos com impaciência e que, finalmente, acabou de cair na nossa caixa de correio, alertado pelo tlin, plip, toc & afins é algo que pode ter um desfecho catastrófico, se feito ao volante, tal como o é postar ou partilhar uma imagem ou estado de alma numa qualquer rede social. Estudos demonstram que esses rápidos desvios de olhar demoram, no mínimo, 5 loooooooooooongos segundos, o que equivale 70 metros cobertos pelo carro nessa desatenção para com a estrada, se feita a uma velocidade de 50 km/h em meio urbano, ou a quase 170 metros em auto-estrada, circulando a 120 km/h. Isto supondo que os limites de velocidade são cumpridos, o que também nem sempre acontece, o que aumenta exponencialmente as distâncias em que as atenções não estão centradas no vidro correcto!

Equiparando-se já às estatísticas do álcool e do excesso de velocidade e consciente do significativo incremento desses acidentes – e suas consequências – derivados do crescente (ab)uso dos nossos inseparáveis aparelhos, para muitos quase extensões tecnológicas de corpos e mentes, a francesa Sécurité Routière encomendou à agência La Chose uma campanha que tivesse um elevado impacto visual. É algo que se traduz, de imediato, nas imagens que ilustram esta edição Trendy Wheels, nelas retratando-se brutalmente a morte com a simples pressão de um comando, do esborrachar de um peão numa passadeira, ao atropelamento de um ciclista numa qualquer via ou mesmo um violento impacto contra outro automóvel. 

Uma app “Modo Condução”
A suportar esta campanha baseada no hashtag #TousTouchés, em especial esta realidade do uso dos telemóveis ao volante, a responsável rodoviária gaulesa desenvolveu uma app específica para quando um utilizador se senta ao volante.
Imagens: Sécurité Routière

Semelhante ao “Modo Avião” que somos obrigados a activar sempre que viajamos, o utilizador activa o “Modo Condução”, função que desactiva os alertas de recepção de chamadas e SMS, mas registando-as para posterior consulta uma vez chegado ao destino. Em simultâneo é enviada uma mensagem automática a quem o tentou contactar, informando-o de que a pessoa está a conduzir e não pode atender/ responder. Simples mas para já apenas disponível na plataforma Google Play.
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Emojis: Amigos & inimigos

Emojis! Quem nunca ouviu falar destes pequenos seres virtuais que passaram a ser a nossa maneira algo preguiçosa – e, por vezes, até perigosa – de dizer “gosto de ti”, “fixe!”, “estou triste”, “na praia”, etc etc etc? Retratando, com cliques únicos, as mais diversas expressões faciais, estados de espírito, objectos do quotidiano, comida & bebida, locais, condições atmosféricas, pessoas e/ou animais, entre muitos outros contextos, a loucura é tal que – tcharaaaaaaaaaaaaaaaaam!!!! – o bichinho já tem direito a estatuto de “Dia Mundial” e tudo!
Imagem: Apple

A sério!!! Celebrou-se na passada 2ª Feira, em (quase) todo o planeta, o dia dedicado ao emoji, uma criação japonesa – ahhhhhhhhhhhhhhhhhh… que surpresa!!!! – do início dos anos ’90, que se propaga a passos de gigante pelo planeta, via apps para telemóveis ou pelas redes sociais e outras plataformas. Não surpreende, pois, que muitas marcas aproveitem a deixa para conquistar mais uns quantos fãs da temática. Vejamos dois exemplos, naturalmente sobre rodas!

Hot Wheels: Descubra os 7 emojis
Apresento-lhe o “Emoji Car” da Hot Wheels! Se é colecionador de miniaturas, então não pode perder esta peça de colecção da conceituada marca norte-americana, que está à venda em 2017.
Criada há um ano por Kevin Cao, designer de produto da marca, este pequeno carrinho é muito mais do que aparenta, pois não é apenas uma carinha laroca. É que para além das duas caras – sorridente e triste – que a roldana amarela permite desvendar, há outros símbolos escondidos ao longo desta pequenina estrutura. Descubra onde estão neste vídeo:

Ford: Emojis ao volante
Uma abordagem diferente teve a Ford, aproveitando o “Dia do Emoji” para lançar mais um alerta sobre os perigos da condução e do uso do telemóvel ao volante, neste caso em particular com o envio de mensagens e dos ditos ideogramas, algo tão do agrado das camadas mais jovens!
Segundo a marca, há um percurso que nenhum emoji deveria fazer, aquele que começa num telemóvel de um condutor quando este está ao volante. Um inquérito realizado há um ano concluiu que 22% dos jovens europeus enviam emojis enquanto conduzem, distracção que contribui para a estatística de condutores dos 18 e os 24 anos representarem 15% de todos os acidentes rodoviários fatais na Europa, isto apesar de serem apenas 8% da população com carta de condução. Elucidativo!


“Emoji: O Filme”: A 10 de Agosto nos cinemas
Estreia já no próximo mês “Emoji: O Filme”, uma das mais recentes produções da Sony Pictures para o cinema, nele contando-se a história de um emoji multi-expressional chamado “Gene” que inicia uma jornada para se tornar mais normal. A acção passa-se dentro dos nossos telemóveis, numa cidade chamada “Textopolis”.
Se a versão original desta comédia de animação conta com TJ Miller no papel de “Gene” e James Corden como “Hi-5”, a que se juntam as vozes de Anna Faris, Christina Aguilera, Patrick Stewart, Sofia Vergara ou Steven Wright, entre outros, por cá e segundo informações recentes, aqueles papéis estão a cargo da dupla Vasco Palmeirim/César Mourão. Das restantes vozes da nossa praça para estes pequeninos personagens virtuais ainda não há grandes referências – devem estar a guardar-se para as ante-estreias – pelo que desafio-@ a identificar o elenco nacional através do trailer oficial:

Bons filmes & bons passeios, de preferência sem emojis ao volante!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 21 de abril de 2017

Vou apanhar um Sedric

Quais táxis, quais Ubers, qual quê! O título deste texto poderá ouvir-se num futuro já não muito longínquo, isto se as pretensões do Grupo Volkswagen chegarem a bom porto e também em função da implementação de regras que permitam, numa primeira fase, uma real coexistência entre os automóveis tal qual os conhecemos e conduzimos, com as propostas de condução autónoma de Nível 5 (“mind off”) que brotam que nem cogumelos das equipas de engenharia da grande maioria das marcas automóveis.

É inevitável! Os automóveis, tal qual os conhecemos irão desaparecer um dia destes e a condução para muit@s, nomeadamente para quem não goste de o fazer ou, por uma qualquer razão, necessite de boleia, vai ser coisa do passado. “Vou apanhar um Sedric” é algo que – na vertente de transporte individual de passageiros – a nossa descendência poderá vir a dizer quando puxar dos entretanto também já hiperdesenvolvidos telefones inteligentes, levando-os a um determinado destino, encontro, saída para compras, etc.
A mobilidade individual está na ordem do dia e este sorridente Sedric – acrónimo para “Self-Driving Car” – será a resposta daquele grupo alemão, numa proposta que estará à distância de um clique. O futurista (ou talvez não) vídeo da VW é demonstrativo de como os transportes, públicos e individuais, poderão vir a ser, operando em urbes reorganizadas num processo lógico e ecológico, junto com um elevado nível de segurança, fruto da integração das mais avançadas tecnologias de controlo de tráfego, sinalização e da comunicação entre os próprios veículos e infraestruturas circundantes.

O mundo que, em pequenos, víamos nas séries de televisão e no cinema, em que se dispensava a intervenção do ser humano, está cada vez mais próximo. Será o Nível 5 do processo denominado de condução autónoma e o Sedric integra-se nele.


Dispensar o Homem em 5 passos
Sucintamente, são 5 os níveis inerentes à da condução autónoma – “hands on”, “hands off”, “eyes off”, “mind off” e “driverless” – nos quais e gradualmente, o ser humano vai tendo cada vez menos intervenção directa.

A maioria dos carros actualmente em circulação estão no nível 0, viaturas em que o condutor controla tudo, do volante aos travões e acelerador, mesmo que já conte com alguns alertas sonoros ou visuais. Mas, fruto do muito que a indústria automóvel evoluiu, também já circulam viaturas dos níveis 1 e 2. Vejamos:
1 – Hands on: O condutor conduz e opera os diversos equipamentos, mas já conta com sistemas automatizados, como a velocidade de cruzeiro adaptativo, a assistência ao estacionamento, a direcção automatizada e a manutenção da viatura na faixa de rodagem, entre outros, devendo estar pronto a intervir e assumir o controlo do seu carro a qualquer altura, contrariando as acções dos mesmos.
2 – Hands off: Como o nome indica, o condutor já pode tirar as mãos do volante em determinadas operações que actuam sobre o acelerador, travões e direcção, mas tem de se manter alerta e detectar os objectos e as situações, respondendo em conformidade – leia-se assumir o controlo – se o sistema automatizado falhar na resposta adequada.
3 – Eyes off: Em determinados ambientes (ex.: autoestradas), o condutor poderá preocupar-se com outras actividades, como ler, falar ao telemóvel, ver a paisagem, etc. Em casos pontuais, também pode precisar de intervir, pelo que tem de estar minimamente atento.
4 – Mind off: Aqui requer-se ainda menos atenção do condutor, pelo que os veículos já poderão, por eles mesmos, decidir a operação a efectuar caso o condutor não intervenha.
5 – Driverless: Aqui cairá o Sedric e outros como ele, um mundo que parte das actuais gerações já não deverá testemunhar. Neste nível o veículo faz tudo e decide (quase) tudo, enquanto o ser humano vive a sua vida, apenas tendo que dar/programar um número mínimo de instruções para rumar ao seu destino. A condução, no sentido real do termo, será então – estima-se que lá para as décadas de 30/40 deste Século o processo já esteja bem maduro – uma coisa do passado!
Imagens: VW Group

Concordo com as teorias da evolução, da espécie e da tecnologia, mas neste caso acho que não vou gostar nada mesmo que me tirem o volante das mãos…
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Bebeu? Teste-se no Sopra Mobile

Festas, saídas à noite e uma refeição mais esmerada, num restaurante ou em casa, são situações em que se bebe um copito ou outro, muitas vezes incluindo “o último pró caminho”  como dizia o povo – o que leva a que na maioria das vezes não se esteja em condições de ir para a estrada, atrás de um volante.
Imagem: PSP/Nylon


Mas a Polícia de Segurança Pública (PSP) acaba de contribuir para resolver essa dúvida com o lançamento de uma nova plataforma, o Sopra Mobile. Trata-se de uma espécie de balão que está disponível quando liga para o número 800 200 074. Funciona 24 horas por dia, permitindo, por isso e a qualquer altura, verificar se se está em condições de se sentar ao volante.
Caso tenha dúvidas sobre os seus limites de alcoolemia, ligue para o número acima, siga as instruções da operadora: sopre para o balão, aguarde o resultado que é dado na hora e, em função do mesmo, verifique se deve conduzir ou não.
Eu aconselho-@ desde já a não o fazer, a não conduzir, bem entendido, devendo regressar a casa com alguém que não tenha ingerido álcool. Coma qualquer coisa, beba um copo de leite, um café ou um outro desintoxicante químico e durma umas horinhas.
Isto porque esta app é a mais recente e imaginativa campanha de sensibilização rodoviária da autoria da agência Nylon para a PSP. Ao fazer-se a chamada é-se, de facto, convidado a soprar para o microfone do telemóvel, mas o resultado do seu nível de alcoolemia nunca é revelado, pois se se pensar com clareza – algo que na maioria das vezes não acontece quando se bebe mais do que a conta – se chegámos ao ponto de tentar confirmar essa capacidade para conduzir, é porque não estamos definitivamente em condições para tal. O Trendy Wheels experimentou e a resposta não se fez esperar. Para não estragar a surpresa, convido-@ a experimentar. Ligue!
Lembre-se: se conduzir não beba e se estiver a pensar em beber, arranje uma alternativa de regresso com alguém que não o tenha feito, seja com um “Condutor 100% Cool” (outra das campanhas memoráveis) ou através de alguma plataforma online de boleias ou de transporte pessoal.
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

Se fumar, não conduza!

São bem mais comuns as campanhas rodoviárias em redor do álcool, mas é também sabido que as denominadas substâncias psicotrópicas também influem nas nossas capacidades de reacção ao volante. Como por exemplo a canábis (ou marijuana), droga leve que mereceu a devida atenção por parte da Asociacion de Estudios del Cannabis del Uruguay através de uma campanha dedicada! 

A iniciativa compõe-se de um conjunto de 3 pósteres, com outras tantas mensagens de alerta, cujas cópias foram estrategicamente colocadas na região de Montevideo, capital deste país sul-americano  que, em 2013, legalizou a sua produção e comercialização. Integrados em muppies, têm a particularidade de serem feitos… da própria erva! Isso mesmo! Com 1,70 m de altura por 90 cm de largura, cada painel idealizado pela agência The Electric Factory é composto por folhas da dita erva que foram desfiadas, prensadas e secas, num trabalho 100% artesanal. O texto foi depois impresso através de um processo semelhante ao usado na produção de serigrafias.
Abordando uma temática com importante impacto social, as mensagens inerentes pretenderam servir de alerta para a responsabilidade de cada um enquanto condutor, nomeadamente para a diminuição das suas capacidades depois de fumar a dita cuja. 
Imagens: AECU
Por falar em fumar, aos eventuais larápios que pudessem ter ideias de roubar estes potsters – trocadilho entre as palavras “pot” (designação em inglês para “erva”) e “poster” –, feitos com recurso a uma quantidade não desvendada de folhas, deixou-se o reparo de que não valeria de nada o esforço, pois no processo de produção foram retiradas as substâncias psicoactivas, ou seja, se usadas seria como estar-se a fumar papel!
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Os Hain

Não são os tresloucados membros de “Os Simpsons”, nem têm qualquer costela dos desconcertantes exemplares de “A Família Adams”, não viveram a batalha que, em tempos, os Ewing da série “Dallas” travaram nas TVs com os Carrington da rival “Dinastia” e até nem lhes passou pela mesa de jantar o rótulo “Vila Faia”, vinho que os bem mais portugueses Marques Vila produziam naquela que foi a primeira telenovela portuguesa, ao mesmo tempo que estão longe, muito longe, das duplas, triplas ou quadras da bem mais actual e diversificada “Uma Família Muito Moderna”!

Aliás, entre os Hain e as restantes famílias acima há todo um mundo de diferenças! A começar pelo facto de que os suecos são reais, de carne e osso, e os demais produtos de ficção que nos entram casa adentro sem ser para jantar! Outra particularidade é o facto de que os Hain vão deixar de se preocupar com a condução dos seus carros, podendo, assim, aproveitar mais o tempo das suas vidas noutras actividades.
Composta por 4 pessoas – o pai Alex, a mãe Paula e as duas filhas Smilla e Filippa – os Hain tornaram-se mundialmente conhecidos como a primeira família a ser escolhida para integrar o programa “Drive Me” da igualmente sueca Volvo Cars. Um processo em que se utilizam automóveis semelhantes aos nossos, em condições reais de trânsito, mas sem que nos tenhamos de preocupar com a condução do carro, pois praticamente tudo é feito de modo autónomo, uma vertente da indústria que está em plena fase de exploração pela grande maioria dos construtores de automóveis. Conheça-os melhor aqui:

Ao contrário de outros projectos, a Volvo diz apostar nas pessoas – utilizadores de veículos que, de um modo mais simplista, se pode afirmar que se conduzem sozinhos – como o elemento fundamental desta equação, definindo a tecnologia a utilizar em função do papel a desempenhar a bordo pelo condutor e não o contrário.
Este para já programa de testes baseia-se no uso de veículos equipados com a tecnologia de condução autónoma em condições reais, visando melhorar a vida das pessoas, nomeadamente a sua experiência de mobilidade, ao mesmo tempo que tem um efeito positivo na sociedade, garantindo processos mais seguros, sustentáveis e convenientes. Ao longo do presente ano deverão ser 100 os veículos deste tipo a circular em estradas públicas de Gotemburgo, num processo que, a médio prazo, se verá expandido para outras cidades do planeta.

Líder na área da segurança automóvel, a Volvo acredita que esta tecnologia irá reduzir o número de acidentes nas estradas, reduzir o tráfego e os níveis de poluição das cidades, permitindo aos condutores utilizar de outra forma o tempo que gastariam normalmente na condução.
Confesso que, apesar de acreditar na validade da tecnologia e conseguir ver para além do imediato – afinal, nos dias que correm, parece que quase nada é impossível no mundo das rodas – para mim que gosto de conduzir, de sentir o volante, pressionar os pedais, usar a caixa de velocidades e obrigar o carro a fazer o que me dá na real gana, levando-me de um ponto A para outro B, esta cena da condução autónoma faz-me algumas cócegas! A si não?
Imgens: Volvo Cars

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Conduzir Com Rede

É gigantesca a guerra entre os diferentes operadores de telecomunicações na conquista de mercado. As acções de cativação de novos clientes, muitos deles transitados de outros concorrentes, não param, nomeadamente agora em que acabaram os - até há bem pouco tempo - obrigatórios períodos de fidelização. Seja pela procura porta a porta, ou pelas massivas acções de publicidade em todas as plataformas, todos apregoam ter uma oferta e capacidades melhores do que as do vizinho.

Entre as inúmeras propostas de “a minha galinha é melhor do que a da vizinha”, destaco esta acção da Vodafone Nova Zelândia, que escolhi para Vídeo Trendy Wheels da Semana, e que foi entretanto adoptada pelas suas congéneres internacionais:


O herói deste autêntico recital de condução é Mad Mike Whiddett, campeão internacional de drift, que demonstrou que não precisa de vidros no seu carro para percorrer, a alta velocidade, com longas atravessadelas e sem falhas, um percurso muito técnico. Neste caso, apenas teve a ajuda da rede móvel Vodafone 4G, que permitiu a transmissão, em modo vídeo-chamada, das imagens exteriores, captadas por 4 telemóveis, para um conjunto de 4 tablets montados dentro do carro, cujos vidros estavam totalmente tapados. Se tiver curiosidade e quiser ver imagens dos preparativos, clique em Making Of.

No final da operação Mad Mike afirmou: “Claro que foi um pouco arriscado, mas também foi, sem sombra de dúvida, o maior desafio de sempre que vivi ao volante. A experiência foi toda ela fantástica, foi como estar num mundo diferente pois até ter de alternar a atenção pelos diferentes ecrãs me fez sentir um pouco enjoado, algo que aconteceu pela primeira vez na minha vida.”


Imagens: Red Bull e Vodafone NZ
Numa altura em que a tecnologia das comunicações evoluiu assustadoramente (já se fala em redes 5G), esta solução permite, de facto, até conduzir... com rede!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Vamos A Isto!

‘Bora… vamos começar! Depois de milhentos testes e tentativas, depois de corrigidos os erros e avaliados prós e contras, depois de adaptadas legislações, é tempo de dar início ao processo e entregar carros que andam sozinhos a famílias reais, como a minha ou a sua. Refiro-me à cada vez mais real condução autónoma, que, quer os puristas da condução queiram ou não, vai tornar-se numa realidade concreta.


O exemplo mais recente vem da sueca Volvo Cars, que acaba de anunciar que vai dar início ao programa Drive Me, a mais ambiciosa e avançada experiência de condução autónoma até à data, pois até 2017 vai colocar nas mãos de uma centena de condutores de Gotemburgo outras tantas unidades do já de si muito avançado Volvo XC90, o seu SUV de excelência.


O primeiro XC90 destinado a um cliente real acaba de ser fabricado em Torslanda e prepara-se para, muito em breve e depois de confirmado que todas as tecnologias funcionam a 100%, sair para a rua com alguém atrás do volante, um mero mortal como eu ou @ leitor/@, mas sem que aquele tenha de lhe mexer ou fazer grande coisa. Após um período de habituação, até poderá apreciar a paisagem, falar ao telemóvel ou mesmo passar pelas brasas, já que o denominado InteliSafe AutoPilot do carro tratará de tudo, levando-o com segurança ao seu destino! Note-se que, em qualquer altura, o até então mero passageiro poderá assumir o controlo do veículo e voltar ao seu estatuto de condutor.


É… o então mundo futurista retratado há uns aninhos em filmes e séries de ficção torna-se, assim, realidade já hoje na capital sueca, prevendo-se o alargamento da experiência a Londres em 2017 e, nos anos seguintes, a algumas cidades chinesas. Quanto a nós… bem… há que esperar mais uns quantos aninhos bons, mesmo que a marca sueca tenha anunciado pretender começar a vender veículos autónomos ao público em 2021.

Recordo que a Volvo faz, desde a sua fundação, cavalo de batalha no capítulo da segurança, tendo sido ela quem, entre outras soluções, introduziu o cinto de segurança de três pontos que hoje todos usamos. A condução autónoma é mais um desses passos de gigante, sublinhando o desejo da marca para um futuro não muito longínquo: “Tudo o que fazemos começa nas pessoas. É por isso que nos empenhámos para que em 2020 ninguém morresse ou se devesse magoar seriamente num novo Volvo”, algo expresso neste outro vídeo.


Imagens: Volvo Cars
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

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1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Deixe-os Conduzir Por Si

“Ishhhhhh!!! Bebi bem mais do que a conta… e agora?”; ou, “Fui a uma urgência e fiquei internado! Que faço para não ficar com o carro no parque?”; ou “Vou viajar mas não quero deixar o carro no aeroporto este tempo todo”; ou ainda um mais normal “Não me apetece conduzir, pronto!!!” Estes são alguns dos momentos que poderá viver na sua vida de condutor e que o poderão por à procura de respostas para uma pergunta tão simples: “E agora, o que fazer?”

Pois, a resposta é igualmente simples: Drivu (lê-se “drive u”), um serviço privado de motoristas profissionais que recorre ao carro do próprio cliente. Sob o lema “You Enjoy, We Drive” (“Você Divirte-se, Nós Conduzimos”), o serviço surgiu em 2013 e os seus motoristas conduzem sempre que as pessoas não possam ou não o queiram fazer. Fruto do sucesso já alcançado, o catálogo é também mais abrangente: podem solicitar-se motoristas para levar ou apanhar uma pessoa no aeroporto, levar um carro à inspecção, oficina ou lavagem, no regresso de um jantar mais regado, festa ou de uma noite de copos, para não se perder tempo em deslocações que envolvam o seu carro, ou até mesmo para resolver um imponderável de saúde, como um internamento, onde, por uma qualquer razão, se aconselha a que a seguir não se conduza. Tudo isto é acessível por reserva, feita pelo telefone 915 099 904. Em breve estará disponível uma app dedicada.
 
Imagens: Drivu (oficiais)



Há   vários Drivu: o Noite, de 5ª a Sábado (04h00 às 08h00 da madrugada), com um preço de 1,80 euros por km, para um mínimo de 10 km; este valor é também praticado pelos Oficina, Carswash e Saúde, estes operacionais de 2ª a 6ªF (09h00 às 20h00); o Eventos e o Motorista obrigam a agendamento e funcionam todo o ano; o Aeroporto opera normalmente no horário diurno mas também por marcação.

Assim, sempre que tiver um qualquer constrangimento de condução, lembre-se desta alternativa que, em determinadas situações, lhe sairá bem mais em conta na sua carteira, em contraponto às multas, perda de pontos ou mesmo apreensão da carta de condução!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

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segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Psicologia Inversa

Estamos carecas de saber que conduzir e utilizar o telemóvel durante o processo pode, muitas vezes, ter efeitos nefastos, pois a distracção ao volante paga-se caro. Mas, o que é um facto é que se continua a ver muito condutores de telemóvel na mão, nomeadamente no pára-arranca, com os olhos postos no visor, seja para aceder/enviar a sms, ou para consultar as cada vez mais concorridas redes sociais. 

Então e o que fazer, nomeadamente para alcançar essas pessoas, em especial as mais contrárias e resistentes? Uma solução poderia ser o recurso à psicologia inversa, ordenando-se algo e esperar que a pessoa faça exactamente o contrário. Isto porque esses mais renitentes odeiam limitações à sua liberdade pelo que se rebelam quando tal acontece, agindo no sentido oposto.

Não há muito tempo em Ontario (Canadá), uma (suposta) agência funerária teve a impensável ideia de colocar painéis de publicidade gigantes junto a uma das mais movimentadas autoestradas locais, com letras garrafais a dizer “TEXT AND DRIVE”, surgindo mais abaixo a referência à dita agência! 

Pois… decerto que este seria um bom modo de angariar clientes extra, mas havia algo mais por detrás desta mensagem, como pode ver no portal da tal Wathan FuneralSim, é um tipo de psicologia inversa, pois pretendeu-se convencer os condutores locais desse perigo ao volante, estimando-se que, muito em breve, as fatalidades provocadas pelo álcool na condução de veículos se vejam ultrapassadas por esta recente tendência.

Em  S. Paulo (Brasil), houve outra proposta igualmente singular, com o contributo da Motorola Brasil, surgindo na paisagem da cidade um conjunto de sinais de trânsito de proibição (no tradicional circulo vermelho cortado na diagonal, sobre um fundo branco), neles se integrando todo o alfabeto, adicionando-se a mensagem “QUALQUER LETRA É PROIBIDA. NÃO DIGITE E DIRIJA.”

Regressando a norte do continente americano e para terminar, veja-se aqui um vídeo do que se registou numa autoestrada da Florida (no Estado da California), em plena hora de ponta. Dos 2.151 veículos que passaram por uma determinada câmara num período de 20 minutos (aqui reduzidos a 129 segundos graças ao timelapse), 185 deles (8,6%) conduziam distraídos, fosse porque iam a falar ao telefone, ou a mandar/receber sms, a comer ou a pensar na morte da bezerra!


Não parece muito significativo, nomeadamente se descontarmos os que iam a falar ao telemóvel, num Estado onde isso é permitido por lei, mas ainda assim… De pasmar é o facto de haver quatro Estados – Arizona, Missouri (só maiores de 22 anos), Montana e Texas (excepto recém-encartados) – em que até se permite enviar e receber sms! É a loucura! 

Se pensar em voar para o outro lado do Atlântico, veja abaixo onde se pode fazer o quê ao volante. Isto porque – se não sabia fica a saber – a coisa varia de um sítio para o outro. Mas, de preferência, não use o telemóvel e conduza! Claro que é pela sua saúde, mas também porque eu gostava de continuar a tê-lo aí desse lado a ler as futuras edições do Trendy Wheels!



Imagens: John St./Cieslok Media, Motorola/F.biz, SR22 Agency


Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

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1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.