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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Natal 2017: Um mundo em paralelo

São cada vez mais as marcas de automóveis associadas a fabricantes de bicicletas, lançando para o mercado modelos de duas rodas com os símbolos normalmente vistos em propostas com quatro. Na maioria dos casos são meras colaborações, pois não podendo/querendo produzir esses conceitos de duas rodas em instalações próprias, deixam esse trabalho a cargo dos especialistas, esperando, com isso, tirar partido dessa associação, não só em imagem como principalmente em vendas.
Não é segredo - pode apenas não ser do conhecimento comum- que este mundo das bicicletas começou a ser desbravado por alguns construtores que hoje apenas conhecemos como de automóveis, destacando-se, por essa altura, dois nomes, que começaram a fazer bicicletas muito antes de se lançarem no negócio das quatro rodas: a Peugeot, pioneira do conceito em 1882, projecto que tem sabido manter até aos dias de hoje, através da sua divisão Cycles Peugeot, e a Opel, que arrancou para esta aventura das duas rodas em 1886, mas deixando cair o negócio em 1940.
Feito o introito, avancemos para as propostas de Prendas de Natal do Trendy Wheels, com umas versões mais acessíveis ao comum dos mortais e outras que… nem assim tanto!

Nem só de automóveis vive a Peugeot
Collection, Legend, Allure, RS e Peugeot Pro, mais as recentes propostas de mobilidade urbana – a trotinete e-Kick e a e-Bike eF01, dois exemplares eléctricos que vos mostrei em Maio (relembrar aqui) – são as actuais referências de um extenso catálogo da Cycles Peugeot, conjunto que em nada envergonha a oferta da marca de Sochaux no sector automóvel.
Imagens: Cycles Peugeot

O leque de preços é, por isso, muito abrangente, contemplando bicicletas convencionais de estrada e/ou de montanha para crianças (dos € 109 aos € 259) ou homem e senhora (de € 299 a € 2899). Já os valores para as bicicletas com assistência eléctrica iniciam-se nos € 599, prolongando-se até aos mais ou menos alcançáveis € 4.599. Todos os exemplares podem ser vistos aqui.

Da besta a outras bastante menos
Segue-se uma novidade recente, a ROTWILD R.S2 Limited-Edition “Beast of the Green Hell”, bicicleta de competição inspirada no Mercedes-AMG GT R e concebida para as comemorações do aniversário da AMG Mercedes-Benz.

Imagens: AMG Mercedes-Benz/ROTWILD
Para a comprar há que dispender um valor muito específico: € 7.109! O não arredondamento é propositado, pois pretendeu-se reflectir os 7 minutos e 10,9 segundos que este superdesportivo precisou para completar os 22,8 km do lendário circuito alemão de Nürburgring-Nordschleife, pista também conhecida como “Green Hell”, fazendo-o a uma velocidade média de 190,48 km/h. Ah sim, é uma edição limitada a 50 exemplares, pelo que despache-se se a sua carteira o puder contemplar! Informações e encomendas aqui.
Dos vizinhos da BMW há propostas para todas as idades, da BMW Kid’s Bike a partir dos € 275 à colecção “Cruise”, que começa nos € 450 da variante BMW Junior Bike aos € 1.200 da BMW M Cruise Bike, à imagem da variante “M”, de cunho mais desportivo, numa ponte feita aos automóveis mais vitaminados da marca alemã. Mais informações aqui.
Imagens: BMW

Imagens: Porsche

Igualmente alemã é a Porsche, que tem 3 exemplares no seu catálogo mais recente, podendo ser encomendados a partir do portal espanhol, pois o importador nacional não os contempla. A mais simples Porsche Bike custa € 2.695, a intermédia Porsche Bike RX quase o dobro (€ 4.982) e a de topo Porsche Bike RS uns bem mais impressionantes € 6.609, fruto dos materiais, como o quadro em carbono, o selector de 22 velocidades e os detalhes em Laranja Lava, o tom do superdesportivo 911 GT3 RS, modelo que por cá custa uns não menos assustadores € 205.024. Mais detalhes aqui.

Italianas estratosféricas
Em Itália uma das mais recentes referências é a Bianchi SF01 for Scuderia Ferrari, nascida da colaboração entre a especialista Bianchi e a Ferrari, via a sua área de competição. Tem quadro em carbono, a exclusiva tecnologia Countervail Vibration Cancelling, que elimina cerca de 80% das irregularidades do piso, selim Ferrari, carretos Campagnolo, jantes Fulcrum e pneus específicos Pirelli PZero Velo!
Imagens: Bianchi/Ferrari

Uma vez chegada ao mercado – diz-se que a preços na ordem dos € 15.000 – estará disponível em duas variantes: Super Record EPS 11V, no vermelho Rosso Corse com detalhes em preto, e Dura Ace 11 SP, na cor Nero Setoso, aqui com uma inversão de cores. Na calha está também uma variante para triatlo – a Triathlon Concept – até agora apenas mostrada numa estrutura em acrílico. Mais detalhes aqui.
Já a PG Bugatti Bike surge, como o nome indica, da junção de esforços da também italiana Bugatti com os especialistas alemães da PG, contando ainda com um forte contributo da Merelli. Claro que carbono (95%) e tecnologia são parte do léxico desta peso-pluma de apenas 5 quilinhos, que reclama para si o título de “a mais leve bicicleta citadina do mundo”. 
Serão fabricadas apenas 667 unidades e quem tiver um Bugatti Chiron – menino que custa cerca de 2,6 milhões de euros (parece que há um na garagem do Cristiano Ronaldo…) – pode personalizá-la à imagem do seu bólide. Mais informações aqui mas não há preço público.

Imagens: Bugatti/PG

Um bocadinho de história 
Foi em meados do Século XIX que se começaram a ver nas ruas, a par com carruagens ainda puxadas por cavalos, bicicletas no formato que hoje conhecemos – quadro com duas rodas de idêntico diâmetro, pedais e corrente – tornando-se na tecnologia de ponta de muitas deslocações. Para além de permitir cobrir distâncias antes só feitas a cavalo, era um veículo de fácil manutenção, pois não era necessário alimentá-lo. Bastava algum óleo na corrente, algum cuidado com as restantes partes mecânicas e quadro, ar nas rodas et voilá!
Imagens: Peugeot

Pioneira nessa aventura, a Cycles Peugeot iniciou uma história de já mais de 135 anos, presentemente acompanhada pela parceira Cycleurope, a quem a marca francesa cedeu os direitos de produção, mantendo a aposta na inovação e na imagem.
Desde que criou o negócio das duas rodas, em 1882, Jean Pequignot Peugeot nunca viu o seu sonho e depois projecto interrompido, isto apesar da chegada do automóvel, à passagem de duas Guerras Mundiais e da quebra de interesse no conceito vivido na década de 50 do século passado. Até soma sucessos nas grandes provas internacionais, incluindo 10 vitórias no seu amado “Tour de France” – a primeira em 1905 e a 10ª em 1977 – um recorde que ainda hoje perdura!

Então… e a Opel? Bem, parece que a aposta de terminar com o negócio das duas rodas se traduziu num autêntico tiro nos pés, após um período em que a marca alemã até detinha o estatuto de maior fabricante de bicicletas do mundo, contando ainda com um invejável curriculum nas grandes provas de ciclismo internacional! Porquê? A explicar numa próxima edição.
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

EcoKart: Velocidade solidária

Realizou-se há dias, no Estoril, o “Greenfest 2017”, aquele que é um dos maiores eventos nacionais no domínio da sustentabilidade, palco onde empresas, autarquias, escolas e cidadãos se juntaram, com o objectivo de mostrar e sensibilizar para aquela que é uma questão cada vez mais incontornável da sociedade e das nossas vidas.
Imagem: Trendy Wheels/JP

Entre os que animaram a 10ª edição deste evento co-organizado pela Câmara Municipal de Cascais e com o alto patrocínio da Presidência da República, contribuindo para levar a bom porto do único planeta onde ainda podemos viver, esteve a EcoKart Portugal, plataforma que tem o objectivo comum de ajudar a encaminhar Portugal para uma mobilidade mais verde e desportos motorizados não poluentes.
Foi nos jardins do Casino Estoril que realizaram as já famosas "EcoVoltas Solidárias" a bordo do primeiro kart eléctrico de 2 lugares feito em Portugal. Conduzido por experimentados pilotos, novos e menos jovens sentiram algumas das emoções mais racing desta iniciativa, depois de depositada a moedinha num gigante mealheiro colocado no local, conjunto de donativos que seriam, depois, entregues às duas entidades apoiadas nesta acção: a Aldeias de Crianças SOS, que acompanha crianças e jovens em situação vulnerável, promovendo o seu pleno desenvolvimento e autonomia, e a Nuvem Vitória, projecto de voluntários que, à noite, nos hospitais, contam histórias a crianças internadas, de modo a garantir-lhes um soninho um pouco mais descansado.
Imagens: EcoKart Portugal

Noutro ponto, dentro do Centro de Congressos do Estoril, palco onde se realizaram muitos colóquios e palestras sobre o tema, a EcoKart Portugal distribuía prémios a todos os que respondiam correctamente a um pequeno quiz sobre mobilidade eléctrica. Fê-lo com o apoio da OK! Teleseguros, um dos seus mais recentes parceiros neste domínio, aquela que é a primeira seguradora nacional a apresentar um pacote de seguro específico - o OK! Auto Elétricos - para automóveis movidos a esta energia! Se já é dos que tem ou está a pensar comprar ter um veículo contacte-os e veja tudo o que têm para lhe propor.
Voltando ao inquérito, as respostas dadas, nomeadamente pelas camadas mais jovens, demonstram que muitos se mostram conscientes desta maratona em que todos nos encontramos e na qual todos temos responsabilidades, passadas, presentes e futuras, depois de todo o desnorte por que se pautou o último século e meio, e que levou ao estado assustador em que hoje se encontra o planeta Terra. Mas, se por um lado há muitos a querer tentar arranjá-lo, do outro os cifrões ainda falam demasiado alto, pois havendo dinheiro envolvido, as coisas tendem a seguir o seu cheiro, apesar de a lógica apontar para o contrário!


Acrescente-se que a EcoKart Portugal não tem olhado a esforços para esta dinamização massiva para com esta mobilidade eléctrica e também no domínio do altruísmo, tendo ao longo do ano levando as suas "EcoVoltas Solidárias" a várias localidades e eventos. São exemplos as acções realizadas no “Festival da Criança” no Estoril, na “Energy Week” do ISEL, na “Base Aberta de Monte Real - Base Aérea nº 5”, ou noutras integradas na “Semana Europeia de Mobilidade”, em Santo Amaro de Oeiras (integrada na iniciativa “Marginal Sem Carros”), Carnide, Gaia, Salvaterra de Magos e Marinhais, em todas elas recolhendo donativos que entrega, na íntegra, a instituições de missão social locais. 
Uma agenda que se renova a cada dia, estando a próxima iniciativa agendada já para amanhã (dia 12) na Universidade de Aveiro, dando-se início ao outro habitual périplo, por liceus e universidades nacionais, aqui se apoiando a Florinhas do Vouga, uma IPSS daquela cidade.

Um futuro em 2 rodas com motor
Também presentes no “Greenfest 2017” estiveram, entre outras, duas empresas da zona que se dedicam à promoção e comercialização de bicicletas eléctricas, garantindo aos presentes a experimentação – alguns deles em estreia absoluta – de alguns dos seus exemplares.

Nascida em Cascais em 2014 para contribuir para o movimento da mobilidade eléctrica no nosso país, a BeElectric surgiu neste evento de mãos dadas com a EcoKart, dinamizando as suas propostas entre os presentes. Não só propõe veículos específicos de várias marcas, como também kits portáteis que se aplicam numa bicicleta comum, transformando-a numa variante a electricidade.
Da mesma região é a bi green, que promove o exercício físico, democratizando a prática do ciclismo, de modo a tornar o mundo num lugar mais acessível, mais plano e sobretudo mais verde, ali dando a conhecer as marcas de bicicletas e scooters eléctricas que representa.
Imagem: Be Electric

Imagem: bi green


Muito mais há a dizer sobre esta temática inerente aos nossos veículos, algo que ficará para uma próxima edição, pois esta já vai algo longa, embora mas não tanto como a gestação da dita electricidade. Aposto que não sabe que o negócio dos carros eléctricos tem já... 100 anos! Ah pois é bebé!!!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Cicloturismo: Portugal aos seus pés

É fã de passeios em 2 rodas, pedalando pela natureza, deixando algures e por alguns dias os problemas do caótico quotidiano? Então esta edição Trendy Wheels é, definitivamente para si. Tudo porque a Rede Nacional de Cicloturismo lançou, muito recentemente, o seu “Road Book 2017”, um guia com mapas e rotas com identificação de vias com reduzido tráfego automóvel em Portugal.

Disponível exclusivamente em formato digital (PDF) por € 32,50, este alargado conjunto de mapas seleciona as melhores estradas e caminhos (vias públicas, ciclovias, ecopistas e estradões de macadame), desvendando os cenários e as paisagens mais surpreendentes de Portugal, para que possa usufruir da natureza e do passeio, a solo ou em companhia de familiares e amigos.
O projecto é coordenado por Paulo Guerra dos Santos, um engenheiro especialista em Vias de Comunicação e Transportes, ele próprio entusiasta de viagens em bicicleta no que apelida de modo slow travel, identificando gradualmente uma crescente rede nacional com as melhores rotas, para que todos possam efectivamente conhecer o nosso país, fazendo-o de um modo ambiental e saudável, sobre duas rodas sem motor.
Esta mais recente edição abrange um total de 2.693 km cicláveis, estando nos objectivos dos seus impulsionadores atingir os 7.000 km até ao ano 2025. São, para já, 57 as secções incluídas com mapas detalhados, informações e fotos, dados técnicos, alertas e informações de tráfego, trilhos GPS (em formatos KML e GPX) para todas as secções identificadas e, claro, as sempre indispensáveis dicas. Entre outras o “Road Book 2017” integra diversas 12 Ecovias, de percursos junto à costa ao interior profundo, por entre rios, quintas e florestas, montanhas rochosas, lezírias e planícies, rotas desenhadas de norte a sul do país.

Com a aquisição do mesmo – pode fazê-la aqui - para além do arquivo principal com 180 Mb de informação de elevada qualidade e hiperligações para mapas online, é-lhe dado acesso a um segundo ficheiro de 40 Mb, ideal para smartphones, tablets e computadores. Saiba mais na respectiva página de Facebook.
Posto isto, deixo os votos de bons passeios, agora que o tempo refrescou e não há grandes riscos de se deparar com incêndios e outras catástrofes que lhe estraguem essa imensa paz e comunhão com a natureza.
Imagens: Ecovias de Portugal

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

BTT: Para além dos limites geográficos

Andar de BTT pelos mais diferentes cenários é uma actividade lúdica, na qual podemos, por momentos, alhearmo-nos do mundo em redor e desfrutar da envolvente. Numa próxima edição irei falar-lhe do cicloturismo e do muito que há para explorar em Portugal, havendo apenas um pequenino senão relativo ao que, nessas actividades lúdicas, podemos levar connosco, fazendo-o maioritariamente às costas nessas deambulações. Ou seja, por exemplo, se a determinada altura chegarmos perto de um lago e quisermos aproveitar as águas só se formos dar um mergulho ou umas braçadas.
Errado! Há no mercado uma solução que, com umas quantas adaptações entretanto adiantadas em casa, permitem fazer com que a sua bicicleta se transforme quase de imediato num veículo anfíbio. Originário de Itália, o Shuttle-Bike Kit compõe-se de um conjunto de peças e pequenos insufláveis que permitem, sem grande esforço, transformar a sua tradicional BTT numa water-bike. Transportando-se às costas numa mochila, uma vez chegados ao destino é só montar o conjunto sem que precise de tirar as rodas do quadro! Veja como fazê-lo aqui:

Há ainda outras water-bikes no mercado, mas são mais parecidas com bicicletas estáticas, semelhantes às dos ginásios ou às que compramos lá para casa e que só nos primeiros dias parecem um fantástico investimento! Contribuindo, igualmente, para a definição de gémeos & glúteos enquanto se pedala nos lagos ou pela costa, são mais volumosas do que o SBK, pois contam com estruturas específicas e obrigam ao seu transporte em veículos. Ou seja, andar de bicicleta na água sim, mas não directamente de casa para a montanha/lago e vice-versa.
Clicando nos links, conheças as propostas da brasileira Chiliboats e das norte-americanas itBikes e Schiller. Dado que não têm rodas, deixo-as só como sugestão – quem sabe, se para as próximas férias – e fico-me por aqui.



Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Uma bucha 'on the go'!

Às vezes não há mesmo tempo para almoçar, só mesmo para meter uma bucha e seguir caminho, seja para as consecutivas reuniões e encontros que a nossa agenda gosta de acumular, ou para ir ter com alguém com quem já esgotámos a estafada máxima do “eu sei que estou atrasado”, como se do outro lado não o tivessem já percebido.

Mas isso poderá ser, em breve, algo do passado, pois a Dafne Fixed, empresa italiana de acessórios para bicicletas & afins, acaba de disponibilizar uma prática solução que, não sendo a ideal em determinados momentos ou quando estivermos vestidos com farpelas específicas, dará para salvar o dia… ou o tal almoço!

Trata-se, naturalmente, de uma demonstração da criatividade desta empresa italiana que se dedica à criação e venda dos mais diversos acessórios para veículos de duas ou mais rodas sem motor, nomeadamente ao nível da personalização. Caso tenha interesse em conhecê-la e à vasta oferta de conteúdos clique aqui. Quanto ao tabuleiro... pois...!
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Bicicleta: Quem é o pai da criança?

Transporte por excelência da actualidade em alguns países, a bicicleta - peça que faz celebra este ano o seu 200º aniversário - é um veículo em que (quase) todos nos deslocámos alguma vez nas nossas vidas. Há países como a Holanda, Dinamarca e Alemanha que tem elevadíssimos volumes per capita, tal como a China ou os EUA, enquanto outros ainda apostam nas alternativas motorizadas e menos ecológicas.
Imagens: Wikipedia e Peugeot Design Lab
Reza a história que o primeiro conceito em madeira de duas rodas, já com pedais, terá surgido em 1534, pela mão de Gian Giacomo Caprotti, aluno de Leonardo da Vinci, mas nem todos são apologistas da autenticidade do detalhado desenho que consta do livro “Codex Atlanticus” deste tresloucado criador de peças completamente fora do seu tempo. Dizem alguns detractores e outros ditos especialistas na matéria que esse desenho terá sido feito bem mais recentemente, por um desconhecido, aquando do restauro da obra, não constando do livro original. Mas o facto é que se construiu a dita a partir do mesmo, peça hoje exposta no museu dedicado a esta figura histórica. Cada um que tire as suas conclusões!


Imagens: Wikipedia (1 e 3)

Curiosamente propostos papás para a bicicleta não faltam, pois há outra teoria inerente à “Célérifère”, uma “máquina de corrida” em madeira alegadamente criada em 1790 por um conde francês Mède de Sivrac que… nunca terá existido! Terá sido uma invenção de outro francês – Louis Baudry de Saunier – que, para valorizar a nação francesa, terá copiado, em 1870, a “Laufmaschine” (ou “Draisine”) que já existia desde 1817, invenção do barão alemão Karl Von Drais, atribuindo-lhe essa datação anterior.
Ou seja, é este último que é tido como o verdadeiro “Pai da Bicicleta”, ou do que viria a levar à criação do que hoje conhecemos como tal, pois na sua peça eram os pés do utilizador quem lhe dava propulsão… no chão. O primeiro exemplar com pedais terá surgido na Escócia pelas mãos de Kirkpatrick MacMillan nos finais dos anos 30 do Século XIX. Daí para cá, a bicicleta evoluiu até aos conceitos que hoje conhecemos – a pedais ou eléctricas – e que são resumidos neste curioso vídeo.

O exemplo holandês
Apesar da ideia recorrente de que a China é o país onde há mais bicicletas em circulação, isso é verdade em volume mas não em valores per capita. Aí a medalha de ouro vai para a Holanda.
Imagens: all-free-download.com

Senão vejamos: de acordo com um estudo de 2016, a China terá mais de 500 milhões de bicicletas em circulação, mas face à sua população estimada de 1300 milhões de habitantes, tal garante-lhe apenas – e pasme-se!!! – o 10º lugar no planetário ciclista. Apenas 37,2% desta população asiática se desloca de bicicleta, num resultado bem abaixo dos registados na Bélgica, Suíça, Japão, Finlândia, Noruega e Suécia, cujas percentagens vãos dos 48% aos 64%. Os ocupantes do top 3 são a Alemanha com 75,8%, a Dinamarca com uns já impressionantes 80,1%, mas ainda assim longe da todo-poderosa Holanda, com os seus arrebatadores 99,1%!
Ou seja, quase toda a gente pedala no “País dos Ciclistas”. As estatísticas demonstram esse sucesso: 27% de todas as viagens e um quarto das deslocações para o trabalho são feitas neste veículo, sendo a distância média diária pedalada de 2,5 km por pessoa. O mercado gera cerca de 1.000 milhões de euros/ano, num país cujas características planas a tal ajudam, com 400 km de ciclovias, regras de boa educação e rodoviárias. Claro que há excepções e também muitos roubos, estimando-se que 20% das ditas mudem de mãos sem que os seus donos o consintam…
Não há, de facto, mundos perfeitos!
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Rasteirinhos da montanha

Independentemente do que se diga, o Homem nasceu para bater recordes e se uns são atingíveis com uma relativa facilidade, outros raiam a pura da loucura, como atestam os dois exemplos da presente edição Trendy Wheels, numa dupla façanha que elevou os seus autores a novos máximos mundiais. E que máximos!!!

Comecemos pelo austríaco Markus 'Max' Stöckl, cabecilha da MS-Racing Mondraker MTB Team, uma das mais importantes formações de duas rodas do mundo, que alimentado pela velocidade tem como objectivo, de há duas décadas a esta parte, bater os seus próprios recordes. Aos 42 anos, idade em que poderia já ter adquirido algum juízo adicional, atingiu, aos comandos de uma BTT a simpática velocidade máxima de... 167,6 km/h!

Se no seu recorde de 2011 já havia descido o cone vulcânico de Cerro Negro (Nicarágua) atingindo uma velocidade máxima de 164,95 km/h, no feito mais recente, nesse declive em terra solta numa encosta do Deserto do Atacama (Chile) bateu aquele seu máximo em 2,65 km/h!
Imagens: Red Bull


Mas se acha que é muito veja o quão depressa andou Eric Barone, também conhecido por "Barão Vermelho", quando a 18 de Março último desceu a pista de neve de Vars (França), numa BTT, a uma velocidadezinha de 227,72 km/h, algo que nem muitos automóveis desportivos conseguem atingir! Aqui também se aplica aquela máxima de que "a idade é como o Vinho do Porto", pois este atleta francês conta 56 anos e alcançou este feito sob condições consideradas muito adversas.

Também ele bateu outros máximos que já ostentavam o seu nome, como o alcançado em 2015, quando desceu a pista de Chabrieres, nos Alpes Franceses, a 223,3 km/h, década e meia depois de, em Arcs, ter deslizado a 222,22 km/h!
Imagens: Richard Bord/PinkBike e Alban Pernet


Caso tenha curiosidade ou, eventualmente, queira ver para também experimentar, consulte informações adicionais aqui e também aqui.
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Ultrapassar limites com estilo

Quantas vezes, com um determinado destino em mente, nomeadamente em cidade, chegou perto do mesmo, mas por condicionantes do espaço envolvente, teve de palmilhar a pé mais umas quantas centenas de metros? Isso acontece em zonas de acesso restrito, agora que os centros urbanos estão cada vez mais vocacionados para peões, tentando-se tudo para que estes deixem os carros nas orlas das cidades, ou por outras razões, como a sua edificação, obrigando a encontrar alternativas para se chegar aos locais pretendidos!

Mas isso vai ser, muito em breve, coisa do passado, pois as marcas automóveis estão cada vez mais a alargar os seus horizontes e a propor equipamentos extra (em formato de opcional ou acessório) que permitem que esses limites não travem a sua jornada, permitindo-lhe chegar confortavelmente ao destino, mesmo que tenha de deixar a sua viatura estacionada algures. No caso da Peugeot isso é já mesmo o presente, tornando-se, assim, na primeira marca automóvel a disponibilizar este serviço em Portugal. Fá-lo através de duas das suas mais recentes novidades neste domínio: a trotinette com assistência eléctrica dobrável e-Kick by MICRO e a bicicleta eléctrica dobrável e-Bike eF01
Há muito também apostando no negócio de 2 e 3 rodas, entre motos e bicicletas, tradicionais e eléctricas (sector que, por cá, já está a aumentar de expressão), a marca do Leão está a contribuir para a eliminação dessas condicionantes da vida aos clientes que comprem os novos SUV 3008 e 5008, presumindo-se que, muito em breve, estas propostas se vejam alargadas a outros modelos do seu catálogo.

Numa clara diferenciação e aposta de mobilidade individual, garante-se uma experiência de utilização simultaneamente activa, fluída e fácil, optimizando-se as deslocações em meio urbano, complementares aos limites da deslocação permitida ao automóvel. Ambas recarregam-se em dockstations amovíveis, que se colocam livremente no porta-bagagens daqueles automóveis, sempre que estes estejam em movimento, processo que também pode fazer-se numa tomada caseira (em cerca de uma hora).
A compacta e-Kick
Compacta e pesando apenas 8,5 kg, a trotinette e-Kick by MICRO integra algumas inovações importantes, como seja o dispositivo de assistência eléctrica Motion Control que optimiza o uso em função das solicitações do utilizador, enquanto um travão motor, em complemento ao clássico, regenera a energia da bateria. Tem uma autonomia de 12 km e pode atingir 25 km/h.

Destaque ainda para o seu guiador, estético e prático, permitindo que se dobre em segundos, adoptando um volume compacto, podendo-se levá-la a rolar sobre uma das rodas, o seu transporte debaixo do braço e mesmo em transportes públicos. Veja como neste vídeo:

Acrescente-se que a e-Kick foi há dias distinguida com o galardão “Red Dot Product Design 2017”, reputado selo de design atribuído por especialistas internacionais, gerando uma combinação vencedora com o também galardoado Peugeot 3008, este ano eleito “Carro do Ano 2017”, em Portugal e numa abrangência europeia.
e-Bike eF01: dobrada em 10 segundos
Um pouco mais volumosa mas também uma boa solução, a e-Bike eF01 é uma bicicleta dobrável de assistência eléctrica com design muito moderno e com funcionalidades notáveis. Um mecanismo patenteado de bloqueio central permite a sua dobragem em apenas 3 movimentos e em menos de 10 segundos, num veículo que até tem um patenteado mecanismo de memória de posição do selim e um quadro em alumínio inovador, concebido pelo conceituado Peugeot Design Lab.
A eF01 (“e” de eléctrica, “F” de dobrável e “01” de topo na gama) pesa uns meros 17 kg, tem um motor eléctrico de 200 W e uma ampla autonomia de 30 km, mais que suficiente para deslocações sem stress, carregando-se em 120 minutos.

Acrescente-se que a e-Kick custa € 1.220 e a e-Bike € 1.779, acrescendo € 371 e € 330 das respectivas estações de carga. Estes equipamentos podem ainda ser registados na app móvel MYPEUGEOT, permitindo o controlo, em tempo real, dos níveis de carga da bateria e autonomia, bem como obter informações meteorológicas e de navegação.
A mobilidade individual está, definitivamente, a mudar e nunca mais vai ser a mesma.
Imagens: Peugeot

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
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1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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segunda-feira, 24 de abril de 2017

O herói do piquenique

Actividade usualmente feita a dois, num elã mais romântico, ou em família ou grupo de amigos, num encontro de pura diversão, um piquenique é um escape ideal para limpar os efeitos, por vezes nefastos, de uma semana de trabalho. Hoje o Trendy Wheels apresenta-lhe uma proposta de três rodas, diferente de tudo o que já viu, ideal para essa escapadinha gastronómica.

Este exemplar da italiana Agnelli Milano Bici, produtora de veículos eléctricos de 2 e 3 rodas, é ideal para o efeito, se bem que apenas permita um utilizador, obrigando a que @(s) acompanhante(s) se tenham de deslocar noutros meios de transporte para o local desse encontro.
Sim, concordo que parece um tanto ou quanto estranho olhar para esta espécie de Citroën 2CV a quem cortaram uma parte, somando-se-lhe uma também semi-estrutura de bicicleta, assumindo-se como um curioso triciclo com um compartimento ideal para a indispensável toalha de piqueniques, mais o cesto recheado com os acepipes que conquistam qualquer formiga. Não há, assim, como negar que ele se adequa na perfeição para esta actividade gastronómica ao ar livre, na frescura de uma mata ou floresta, à beira mar ou num qualquer recanto mais natural deste nosso planeta.

Nasceu em 2015 esta marca que conta no seu catálogo com um conjunto de produtos de mobilidade eléctrica, alternativas mais elegantes às bicicletas tradicionais. A variada gama idealizada por Luca Agnelli inclui bicicletas, tandems e side-cars com um cunho marcadamente ambiental, entre propostas já em comercialização e outras ainda em estudo, como este 2CV Paris.

Imagens: Agnello Milano Bici

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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