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segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Rugidos, sussurros & cantorias

Fruto da massificação do automóvel, surgindo a cada dia exemplares cada vez mais parecidos entre si, os estrategas das diferentes marcas procuram colocar o selo da diferenciação nos seus modelos, de modo a que os seus clientes obtenham algo que nunca antes tenham visto noutros automóveis. Dos formatos da carroçarias às conjugações de cores, dos desenhos dos faróis aos detalhes nas superfícies vidradas e até às próprias antenas, nada pode ser deixado ao acaso!
Imagens: Ford

Uma das mais recentes tendências recai na sonoridade dos motores ou dos automóveis como um todo, pretendendo-se (re)criar elementos identificativos ímpares, dotando-so de uma particularidade que nenhuma outra viatura tenha tido até à data. Algo que provoque nas pessoas uma reacção assertiva do tipo “aquele carro que ali vem é o modelo X ou Y”, sem que para ele se tenha sequer de se olhar. Outros há que, por inerência dos portentos dos motores que os alimentam, se tenham que baixar os incomodativos graves que sacodem a vizinhança da cama, nomeadamente de manhã, quando se sai para o trabalho. Há ainda os que, tendo nascido demasiado silenciosos, são alvo de uma intervenção que lhes dota de uma de espécie de cordas vocais, quase os pondo… a cantar!
Claro que para os menos atentos a esta coisa do mundo automóvel, um som de um motor quase não se distingue do outro, a não ser que a coisa seja tão acutilante que, por vezes, até provoque um involuntário virar de cabeça, acompanhado de interjeições mais ou menos abertas – correndo-se as vogais do “ahhhhhhh!!!!” ao “uhhhhhhh!!!” – ou mesmo do tipo “lá está o pintas a dar nas vistas!”. Já os mais conhecedores petrolheads conseguirão quase sempre identificar o número de válvulas e a cilindrada do motor, o modelo e até a geração a que pertence o exemplar que aí vem!
Imagens: Nissan

É, por isso e neste caso em particular, tudo uma questão de sons, surjam eles em excesso, mais equilibrados ou em quase completa ausência, como nos mais recentes modelos eléctricos, viaturas que, se estivermos distraídos, só nos apercebemos da sua proximidade pelo suave silvo que emitem, pois pouco ou nenhum barulho fazem quando em movimento.

Amansar o bichinho, a bem da vizinhança!
Mas é indesmentível que o ronronar de um bom automóvel, nomeadamente um desportivo, provoca invariavelmente um sorriso a quem o vê… ou não, dependendo da hora a que esse suave purr passe a um sonoro ROARRRRRRRRRRRRRRR!

Modelo que se encontra, invariavelmente, neste patamar é, o Ford Mustang, nomeadamente quando acordam em simultâneo os múltiplos cavalos dos seus motores – em Portugal há-o equipado com um V8 com uma coudelaria de 418 cv e um quatro cilindros com outra de 314 cv – sendo um vê se te avias de acordares em sobressalto das camas de quem viva nas suas proximidades!
Como os dos vizinhos de um ex-empregado da Ford nos EUA, que invariavelmente o chamavam à atenção pela sonora rouquidão matinal do seu tão peculiar modelo. Ciente dessa realidade, propôs à marca a aplicação do modo “Good Neighbour” (ou "Bom Vizinho"), uma espécie filtro electrónico que limita um pouco esse híper-vitaminado acordar. Algo que se irá tornar realidade na geração 2018 do modelo, fazendo com que o Mustang seja primeiro automóvel do mundo em que os condutores podem, através dessa solução, programar diferentes sons do motor para horários específicos, transformando o seu rugido de assinatura num bem mais suave ronronar.

Já agora, na eventual impossibilidade de poder ter à sua porta um exemplar deste pony car do catálogo da marca – os seus preços variam dos € 49.500 aos € 102.200, fora eventuais extras e despesas de transporte e legalização – pode, ao menos, ter consigo a sonoridade do bloco V8 quando o seu telemóvel tocar. Clique aqui para saber como descarregar, sem custos, o respectivo ringtone (válido para para Android ou iPhone).

De quase afónico a cantor lírico
Voltando ao domínio dos silenciosos automóveis eléctricos, o mais recente exemplo de evolução sonora vem da Nissan, marca que no recente Salão de Tóquio surpreendeu os visitantes com a introdução do projecto "Canto", termo de origem latina com que pretende definir o som dos seus futuros veículos electrificados.

Com o objectivo de proporcionar um som distinto da Nissan face aos seus pares no mercado, a Nissan desenvolveu este conceito derivado do latim e que significa "Eu canto", o qual varia em tom e intensidade dependendo se o automóvel está a acelerar, a desacelerar ou a recuar. É activado a velocidades entre os 20 a 30 km/h, dependendo dos requisitos de cada mercado, demonstrando vitalidade e confiança, numa representação da sólida posição da marca japonesa no mercado dos automóveis electrificados.
Projectado em prol da segurança, servindo de alerta para a envolvente onde circula, o “Canto” dos futuros modelos eléctricos da Nissan será perfeitamente audível, sem que se torne perturbador para peões, residentes e passageiros, pretendendo-se que enriqueça as ruas e avenidas de uma cidade, com a tal sonoridade distinta. 

Tudo para que, um dia, se possa dizer ou assumir no subsconsciente, mesmo sem olhar: “O automóvel que aí vem é um Nissan”!
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

WWCOTY: A visão feminina das necessidades

“Se não os podes integrar, junta-te a elas!” ou “Aqui homem não entra!”. Poderia ser um dos dois lemas do painel de juradas do “Women’sWorld Car of the Year 2017”, iniciativa que nos últimos anos se tem demarcado do sexo oposto, num sector ainda vincadamente masculino, passando a avaliar, por si próprias e com outra visão das necessidades, as melhores propostas do mercado. Afinal, também se diz que “a última palavra na escolha de um automóvel novo é das mulheres”!

Basta atentar nas listas de jurados dos principais galardões internacionais do sector auto e verificar-se que os eles ultrapassam, em muito, as elas: são apenas 4 as representantes femininas nos “World Car Awards”, num painel que compreende nada menos do que 82 jurados, são também 4 as juradas do “Car of the Year” europeu, onde votam 60 especialistas, e apenas 1 no “International Van of the Year”, num painel de 24 jurados. Em semelhante iniciativa na América do Norte são 57 os jurados, dos quais apenas 7 são senhoras. Elucidativo!
Em face desta indesmentível realidade, são elas quem fecha o ano com a atribuição do derradeiro grande galardão automóvel de 2017, àqueles que consideraram como sendo os melhores da actualidade. Uma particularidade nesta 8ª edição é o facto de haver, pela primeira vez na história da iniciativa, uma jurada lusa entre as 25 votantes, que representam 20 países dos quatro cantos do planeta. Chama-se Carla Ribeiro e, por cá, espelha as suas opiniões em publicações diversas, do jornal diário ‘Público’ às revistas especializadas ‘Carros & Motores’ e ‘Todo Terreno’, para além de conteúdos para o portal de cotação automóvel ‘Kelly Blue Book’. Também integra o júri do “Carro do Ano” nacional, processo de avaliações em que está, neste momento, envolvida. Ah sim, é a única representante feminina no dito!

“Um prémio para os melhores automóveis escolhidos exclusivamente por e para mulheres pode, à primeira vista, parecer estranho ou até mesmo sexista. Mas, note-se que vivemos num mundo em que ainda é vedado a alguém o direito de conduzir por simplesmente ser mulher. E quando se começa a pensar nisso, percebemos a utilidade de um galardão deste género”, começa por dizer ao Trendy Wheels.
Apaixonada por automóveis e tudo o que os envolve desde que se recorda, Carla Ribeiro reforça que, “para além do mais, os estudos mostram, claramente, que homens e mulheres têm uma diferente visão do automóvel, quer enquanto objecto utilitário, quer de prazer. A partir daí e tendo em conta a baixa representatividade feminina nos prémios do sector a nível global, assim como o facto de a venda de 3 em cada 4 automóveis ser feita ou por uma mulher ou a partir da decisão desta – dou como exemplo os carros de família – a criação de um prémio destes fazer faz ainda mais sentido. E, se em determinados países a presença de mulheres no jornalismo automóvel é o mais banal possível, noutros permanece uma área tabu, uma espécie de ‘Clube do Bolinha’ em que menina não entra.”

Profissional que não só avalia as novidades de produto que são lançadas no nosso país (e não só), como também cobre diferentes eventos motorizados, Carla Ribeiro considera o facto de fazer parte desta iniciativa “enriquecedor a nível pessoal mas, também, em termos profissionais pois traz consigo um acréscimo de responsabilidade no sentido de manter o espírito crítico pautado pelo rigor. Isto para além dos conhecimentos que integrar um painel do género nos traz — algumas de nós fomos em Junho a Inglaterra, para entregar o prémio de 2016 à Jaguar, sendo um privilégio poder ter contacto com os quatro cantos do mundo e perceber realidades tão distintas quanto as da Índia ou da África do Sul — pelo que a inclusão de Portugal nesta avaliação mundial não deixa de ser representativa do potencial do nosso pequeno mercado”.

... e elas preferem o Hyundai IONIQ
Bom… e, assim sendo, eis que são anunciados os últimos vencedores do presente ano, neste processo dos destaques entre os melhores, em que o Hyundai IONIQ surge à cabeça desta apreciação feminina, nomeado como o “Vencedor Supremo” - uma denominação um quanto ou tanto peculiar - nesta contagem: “Seguro, confiável, amigo do ambiente e extremamente feminino. Foi, este ano, um claro vencedor, considerando-se todas as suas três variantes – EV, Hybrid e PHEV Plug-in Hybrid – como um único modelo em termos de votações”, refere a organização, pela voz da neozelandesa Sandy Myhre, Presidente do Júri e, também ela jurada, enaltecendo-se o facto de, adicionalmente, ter ganho a categoria de “Green Car“.

Os vencedores dos restantes grupos deste “WWCOTY 2017” foram o Mazda CX-5 nos “Familiares”, modelo que foi ainda vice à geral e também no cada vez mais popular segmento dos “SUV/Crossovers”, categoria aqui ganha pelo Peugeot 3008, ele que é o actual detentor dos ceptros de “Carro do Ano 2017” nacional e europeu, em termos absolutos. Adicionalmente, se o Ford Fiesta conquistou o troféu “Budget Car”, reservado aos modelos mais acessíveis à bolsa, em contraponto, o BMW Série 5 venceu o segmento “Luxo”. Entre os “Desportivos” destacou-se o Honda Civic Type R.
Adicionalmente é pedido às juradas que atribuam um prémio ao seu “Dream Car”, galardão que se destina ao modelo que gostariam de ter parado à porta de casa. A escolha recaiu, este ano, no McLaren 720S, um ano depois de terem eleito o… McLaren 570S. É caso para dizer que não são nada pobrezinhas nas escolhas!


Imagens: Women's World Car of the Year

Acrescente-se que esta avaliação interplanetária contemplou uma lista inicial de nada menos do que 420 viaturas, umas abrangentes da maioria os mercados, outras específicas de regiões mais restritas. O grupo foi, depois, alvo de uma triagem, vendo-se reduzido a 60 modelos, 10 por cada uma das 6 categorias a concurso, para após esta avaliação final, auditada por uma empresa independente, se gerarem os resultados acima.

Portugal em crescendo nos galardões internacionais
Fechada que está a contagem de 2017, não há tempo para descanso, pois para a semana serão dados a conhecer os nomes dos primeiros vencedores com o selo “2018”.

A abrir a sequência teremos, já na próxima 4ªF (dia 22 de Novembro) em Lyon, o anúncio do futuro detentor do ceptro de “International Van of the Year” (IVOTY), aqui contando-se com a votação nacional de Fausto Monteiro Grilo, responsável pelo portal ‘Comunicauto’. No mesmo dia e evento serão, também, conhecidos os nomes do “International Truck of the Year” (ITOY) e do “International Pick-up Award 2018” (IPUA), aqui sem qualquer contribuição lusa.
A 15 de Dezembro saber-se-á que modelos vencem os galardões europeus “AutoBest”, quer o prémio maior, quer os das diferentes categorias, numa iniciativa cujo painel integra José Caetano, director da revista ‘AutoFoco’.

2018 inicia-se sem qualquer influência portuguesa, com o anúncio dos vencedores dos “North American Car & Truck/Utility of the Year Awards”, tendo depois de se esperar pelo dia 5 de Março para se conhecer o “Car of the Year” (COTY) europeu, resultado do processo de votação que decorre neste momento. Quer para a definição da shortlist, grupo de 7 finalistas que será conhecida já na próxima 2ª Feira (dia 20), como para a escolha do candidato eleito, há que contar com as pontuações de Francisco Mota, jornalista que até há bem pouco tempo representou a entretanto extinta revista ‘AutoHoje’, e de Joaquim Oliveira, como correspondente, freelancer que, entre outras, colabora com a revista ‘AutoFoco’, e outras publicações internacionais. Acrescente-se que este último também é jurado dos galardões “Engine of the Year”, anunciados há uma semana e que premiaram os melhores motores do mercado.
Fruto de uma diferente calendarização, haverá depois um interregno até Junho, altura em que se atribui outro dos grandes troféus internacionais, também aqui com um jurado nacional: Guilherme Costa, um dos co-responsáveis pelo portal ‘Razão Automóvel’, dá a sua opinião nos “World Car Awards” (WCA), avaliação intercontinental que tem, assim e também, um cunho lusitano. Na mesma altura serão anunciados os “Bus & Coach of the Year”, estes dois sem nenhum nome português no painel.

Esta sequência anual irá, depois, fechar-se, uma vez mais, com o “Women’s World Car of the Year 2018”, naturalmente a realizar dentro de 12 meses, integrando renovada avaliação da Carla Ribeiro aos modelos que irão ser lançados ao longo do próximo ano.
Por cá serão, entretanto, também conhecidos o vencedor do “Essilor Carro do Ano Trofeu Volante de Cristal 2018” e os das categorias de suporte, algures entre Fevereiro e Março próximos, para além de se anunciarem os conquistadores dos múltiplos troféus atribuídos pelas diferentes editoras e revistas da especialidade, nacionais e internacionais, ou pelos próprios mercados individualmente. Ou seja, troféus não irão faltar para rechear as vitrinas das marcas!
Logótipos: Oficiais
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Mala, cinto, sapatos e… verniz!

Em face de uma festa ou evento especial surgem as eternas questões relacionadas com a indumentária a levar, algo que, nos dias que correm, não é apenas do foro feminino já que a facção masculina tende a também ter preocupações crescentes com o visual. Do mais simples “O que é que vou vestir?”, ao “Humm… será que isto dá bem com aquilo?!” ou até mesmo ao eterno triângulo mala/cinto/sapatos, para que a bota bata com a perdigota, tudo serve para algumas horas de luta com o guarda-roupa e com @ outr@ que surge nos espelhos estrategicamente espalhados pela casa.

Como se tal já não fosse suficiente, há outros factores a baralhar a coisa, como é o caso do verniz, foro ainda (quase) exclusivo do elemento feminino, integrado no vasto mundo da maquilhagem. Mas… e se juntarmos ainda mais um?
Pois é, a ideia não é efectivamente nova, pois há vários exemplos no passado, mas elas gostariam, de certezinha absoluta, que o seu automóvel entrasse na equação, nomeadamente pela cor do modelo que está parado à porta de casa.

E aqui é a Renault quem parece ter novidades, através de 4 vernizes – nas cores Azul Dragée, Amarelo Eclair, Preto Etoilé e Vermelho Flamme – produzidos pela De Blangy, especialista em cosméticos, associando-os ao seu pequeno Twingo que, dependendo dos mercados, está à venda com pelo menos um desses mesmíssimos tons. A dita vantagem é tal que o produto pode ser usado quer nas unhas, no tal pendant com a restante indumentária, como também para disfarçar os pequenos riscos que surgem na carroçaria no dia-a-dia! A sério!!!
Quem o diz são os marketeers da própria marca francesa, ainda que não considere ser a solução ideal, já que os actuais processos de pintura dos automóveis não são assim tão simplistas quanto isso mas, à boa maneira portuguesa, dará para desenrascar e esconder aquele pequeno toque no poste ou no vizinho. Custam € 8,90 cada e pode adquiri-los aqui, mas alerto-o que em Portugal só há dois tons – o azul e o preto, que por cá se chamam Verde Pistaccio e Preto Estrela – entre a palete de cores do modelo.

Uns stiletto com assinatura
Fruto do seu posicionamento assumidamente fashion e apontando ao sector feminino, não é inédita esta associação deste pequeno citadino da Renault à moda, pois já aquando do seu lançamento, em 2014, a marca francesa promoveu-o recorrendo a Luis Onofre, estilista luso que criou os “Twingo Stiletto”, sapatos de saltos agulha que foram apresentados no evento “Vogue Fashion's Night Out” daquele ano.

Imagens: Renault

Detalhe diferenciador
Como disse acima, não é nova a ideia de transportar as cores dos automóveis para o mundo da moda, nomeadamente neste patamar dos vernizes. A Ford tem-no feito algumas vezes, aqui recordando-me da campanha de lançamento da então 6ª geração do Fiesta (o da imagem, em 2008) no tom Hot Magenta, associando-lhe por cá, bem como noutros países, um verniz nessa mesma cor de carroçaria.
Imagens: Ford/models own

Em Inglaterra, o leque viu-se, depois, alargado a um pack de 3 cores – Hot Magenta, Fashionista e Candy Blue, com assinatura da marca models own – para que mais a clientela feminina sentisse uma ainda maior proximidade com o seu citadino, permitindo-lhe expressar a sua personalidade.
Já nos EUA, o eleito para uma idêntica acção de conquista foi o ultra-popular Mustang, quando em 2015 esta marca do universo Ford se associou à OPI Products, produzindo um verniz no incisivo tom Race Red.
Imagens: Ford/OPI Products

Ou seja, quando sair à rua garantindo estar totally fashion, assegure-se que tudo bate certo. A única surpresa que pode ter é se alguém também leu este texto e escolher as mesmas cores e indumentárias! Não seria inédito…
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Adrenalina no Grande Ecrã

Hoje vamos ao cinema, ou melhor dizendo, o Trendy Wheels traz-lhe 5 sugestões sobre rodas para ver no Grande Ecrã. São propostas para diferentes gostos, de desenhos animados a ficção mais ou menos científica, mas com muita acção, muitos cavalos e velocidades estonteantes à mistura, num pacote de distracção para diferentes idades.


Baby Driver - Alta Velocidade
Comecemos por Baby, um jovem com fantásticos dotes para a condução e inseparável da batida da sua música no seu peculiar emprego: condutor de serviço em fugas de assaltos. Uma história que envolve – claro – uma paixão por uma miúda, a qual leva o personagem interpretado por Ansel Elgort a equacionar o seu futuro, mesmo que os chefes da coisa não queiram prescindir deste precioso aliado. 

Se o Subaru Impreza WRX e outras máquinas lhe alimentam a adrenalina ao longo do filme, é a personagem interpretada por Lily James quem lhe faz acelerar o coração, mesmo contra a vontade o Chefão (Kevin Spacey), num filme em que também entram Jamie Foxx e John Hamm. Estreou ontem, dia 3 de Agosto.

Valerian e a Cidade dos 1000 Planetas
Passando-se num futuro algo distante – lá para o Século XXVIII – o conceito automóvel com rodas que conhecemos é coisa esquecida, mas pelo facto de a Lexus patrocinar este título, contribuindo com a nave SKYJET SJ 1800 (ver mais pormenores em “Um veículo para o ano2740”) pode incluir-se nestas sugestões.
Imagem: Lexus 

Valerian (Dane DeHaan) e Laureline (Cara Delevingne) são o casalinho maravilha, agentes que viajam até Alpha, metrópole de múltiplas espécies que em tempos orbitou a Terra mas que, dado o seu crescendo, teve de ser largada a vaguear pelo espaço. Há algo de anormal por lá e eles têm de descobrir o quê e resolver a coisa, num mundo virtual/real em que até Rihanna – no papel da sensualíssima Bubble - tem (mais) uma fantástica performance.

Já o vi em 2D, a 27 Julho (dia da estreia e a convite da marca - obrigado Lexus)  mas dado o grafismo visualmente espectacular desta proposta de Luc Besson, baseada na banda desenhada com o mesmo nome, aconselho que se assista nas variantes 3D ou mesmo na mais recente tecnologia 4DX, decerto merecendo os euros extra que nos cobram.

Carros 3
Foi já há 11 anos – impressionante!!! – que se viu, pela primeira vez, este pequeno no Grande Ecrã. Herói dos peculiares habitantes com rodas de Radiator Springs e multi-campeão da Taça Pistão, Faísca McQueen vê-se neste terceiro filme da saga surpreendido por uma nova geração de adversários, extremamente rápidos, espelhados no arrogante Jackson Storm. 

Um grave acidente e a consequente depressão quase o afastam das pistas, mas inspirado pelo fabuloso Hudson Hornet e com o treino da sensual Cruz Ramirez, o Nº 95 mostra que não está acabado, testando a sua coragem na maior corrida da Taça Pistão. Estreou a 20 de Julho na versão original, com Owen Wilson a dar voz ao protagonista, ou na dobrada, com Pedro Granger, Ana Catarina Afonso e José Raposo à cabeça de um elenco que conta com outras vozes de conceituados pilotos nacionais, como Joana Lemos, Tiago Monteiro e Elisabete Jacinto. Pode também vê-lo em 3D.

Overdrive – Os Profissionais
É deveras educacional esta edição Trendy Wheels, hoje só com boas ideias de potenciais profissões neste Portugal à beira-mar plantado. Se o Baby ensina como fugir de assaltos, na vertente de roubo de carros de colecção são Andrew e Garrett os heróis a seguir! Dois irmãos, com uma inteligência e destreza fora do comum, contribuem para uma maior rotação de automóveis de sonho, limpando os seus anteriores donos de tão pesado fardo, ganhando uns cobres pelo caminho.

Filme ideal para petrolheads e amantes de superdesportivos, pois de um Bugatti de 1937 a um Ferrari 250 GTO de 1962 há um pouco de tudo. Scott Eastwood, que até é filho do monstro do cinema Clint Eastwood, e Freddie Thorp são os manos, Gaia Weiss e Ana de Armas as miúdas de serviço, e Simon Abkarian e Clemens Schick os mauzões da fita. Estreou no final de Junho, pelo que despache-se a ir buscar pipocas e demais coisas que fazem bué barulho quando estamos no escurinho no cinema. Com tanta aceleração dificilmente se ouve o crunch crunch constante.

Transformers – O Último Cavaleiro
Se o filme acima já é antigo qb, este tem uma semana extra, pelo que despache-se! É o 5º episódio da saga de acção e efeitos especiais Transformers – viaturas mais ou menos reais com avançados dotes de máquinas bélicas, que tão depressa estão no grupo dos bons como no dos maus - colocando os humanos quase subjugados pelas máquinas. Optimus Prime é o líder dos pacíficos Autobots, que até são nossos amigos, tendo neste filme duas missões: saber de onde vem e, uma vez envenenado pela sua criadora, decidido a acabar com a Terra, aqui com a ajuda dos Decepticons. 

Anthony Hopkins e Mark Wahlberg são dois nomes fortes no elenco humano, enquanto as máquinas, alguns deles do gigante industrial norte-americano General Motors, contam com as vozes de Peter Cullen (Optimus Prime), Frank Welker (Megatron) e Erik Aadahl (Bumblebee), entre muitos outros. Aliás, máquinas de sonho é algo que (também) não falta neste Episódio V. Senão vejamos: Aston Martin DB11, Chevrolet Camaro e Corvette, Ford Mustang, Lamborghini Centenario LP770-4, Lexus RX 450h, McLaren 570S, Mercedes-AMG GT-R, etc, etc etc e até um pacato Citroën DS 21 de 1963 que depois... 

Pronto! Penso que seja suficiente para os gastos dos próximos dias, entre uma ida à praia, um piquenique ou uma visita a qualquer uma das maravilhas – naturais ou históricas – de que o nosso Portugal é tão rico. Bons filmes!
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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sexta-feira, 21 de julho de 2017

Emojis: Amigos & inimigos

Emojis! Quem nunca ouviu falar destes pequenos seres virtuais que passaram a ser a nossa maneira algo preguiçosa – e, por vezes, até perigosa – de dizer “gosto de ti”, “fixe!”, “estou triste”, “na praia”, etc etc etc? Retratando, com cliques únicos, as mais diversas expressões faciais, estados de espírito, objectos do quotidiano, comida & bebida, locais, condições atmosféricas, pessoas e/ou animais, entre muitos outros contextos, a loucura é tal que – tcharaaaaaaaaaaaaaaaaam!!!! – o bichinho já tem direito a estatuto de “Dia Mundial” e tudo!
Imagem: Apple

A sério!!! Celebrou-se na passada 2ª Feira, em (quase) todo o planeta, o dia dedicado ao emoji, uma criação japonesa – ahhhhhhhhhhhhhhhhhh… que surpresa!!!! – do início dos anos ’90, que se propaga a passos de gigante pelo planeta, via apps para telemóveis ou pelas redes sociais e outras plataformas. Não surpreende, pois, que muitas marcas aproveitem a deixa para conquistar mais uns quantos fãs da temática. Vejamos dois exemplos, naturalmente sobre rodas!

Hot Wheels: Descubra os 7 emojis
Apresento-lhe o “Emoji Car” da Hot Wheels! Se é colecionador de miniaturas, então não pode perder esta peça de colecção da conceituada marca norte-americana, que está à venda em 2017.
Criada há um ano por Kevin Cao, designer de produto da marca, este pequeno carrinho é muito mais do que aparenta, pois não é apenas uma carinha laroca. É que para além das duas caras – sorridente e triste – que a roldana amarela permite desvendar, há outros símbolos escondidos ao longo desta pequenina estrutura. Descubra onde estão neste vídeo:

Ford: Emojis ao volante
Uma abordagem diferente teve a Ford, aproveitando o “Dia do Emoji” para lançar mais um alerta sobre os perigos da condução e do uso do telemóvel ao volante, neste caso em particular com o envio de mensagens e dos ditos ideogramas, algo tão do agrado das camadas mais jovens!
Segundo a marca, há um percurso que nenhum emoji deveria fazer, aquele que começa num telemóvel de um condutor quando este está ao volante. Um inquérito realizado há um ano concluiu que 22% dos jovens europeus enviam emojis enquanto conduzem, distracção que contribui para a estatística de condutores dos 18 e os 24 anos representarem 15% de todos os acidentes rodoviários fatais na Europa, isto apesar de serem apenas 8% da população com carta de condução. Elucidativo!


“Emoji: O Filme”: A 10 de Agosto nos cinemas
Estreia já no próximo mês “Emoji: O Filme”, uma das mais recentes produções da Sony Pictures para o cinema, nele contando-se a história de um emoji multi-expressional chamado “Gene” que inicia uma jornada para se tornar mais normal. A acção passa-se dentro dos nossos telemóveis, numa cidade chamada “Textopolis”.
Se a versão original desta comédia de animação conta com TJ Miller no papel de “Gene” e James Corden como “Hi-5”, a que se juntam as vozes de Anna Faris, Christina Aguilera, Patrick Stewart, Sofia Vergara ou Steven Wright, entre outros, por cá e segundo informações recentes, aqueles papéis estão a cargo da dupla Vasco Palmeirim/César Mourão. Das restantes vozes da nossa praça para estes pequeninos personagens virtuais ainda não há grandes referências – devem estar a guardar-se para as ante-estreias – pelo que desafio-@ a identificar o elenco nacional através do trailer oficial:

Bons filmes & bons passeios, de preferência sem emojis ao volante!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Esculturas em barro

A olaria é uma das mais antigas indústrias do mundo, remontando ao Período Neolítico o recurso ao barro para criação de peças para armazenamento e preparação dos diferentes produtos da natureza. Mas, ainda hoje há quem o trabalhe de um modo bem mais profissional e sofisticado, recorrendo a um conjunto de novas tecnologias para levar até sua casa peças de design único.

Se eu lhe disser que o mesmo aconteceu com o carro que tem parado à porta fica admirado? De facto, muitos automóveis começam por ser uma massa disforme de barro, só alguns meses mais tarde se transformando em estruturas de aço, chapa e vidro.
Remonta a 1927 a primeira utilização deste material na indústria, quando Harley Earl, então estilista da General Motors, definia o automóvel como uma obra de arte e não apenas um monte de peças conjugadas de uma determinada forma. Aplaudido por uns e criticado por outros, o americano levou a sua avante e demonstrou, por A+B, junto de alguns clientes da marca – entre estrelas de cinema e milionários – que ver uma proposta do seu futuro carro em molde era muito melhor do que apenas por um desenho no papel.

Presentemente, quase um século depois, quando os híper-ultra avançados computadores e respectivo software permitem fazer quase tudo num piscar de olhos – até mesmo propostas em realidade virtual – descobre-se que o barro moldável continua a sujar as mãos dos profissionais, antes do automóvel ganhar vida e sair para as ruas.
É em (quase) tudo semelhante a uma criança que brinca com um lote de plasticina, recriando o seu imaginário, ou ao oleiro que molda as mais diversas peças, recorrendo a este produto reutilizável, que permite alterações imediatas, acertos às primeiras, segundas e terceiras tentativas, podendo-se sempre colocar mais material ou retirar excessos.

E do nada nasce a obra!
Claro que na indústria automóvel esta argila é diferente da que se encontra na natureza, resultando de um mix de ceras de diferente composição, com as marcas a registarem patentes dos seus próprios materiais. Os modeladores começam a trabalhá-la a partir de um esboço ou desenho virtual, feitos num estúdio de design, criando um primeiro modelo real, assente numa estrutura em madeira e/ou metal, revestida a esferovite ou espuma, toscamente recortada de acordo com o formato pretendido, de um pequeno citadino a um SUV da moda ou até mesmo um superdesportivo.

Um lote de argila aquecida – entre os 50 e os 60ºC – é depois colocada em cima dessa forma, iniciando-se um apaixonado e preciso trabalho de centenas de horas, que leva à transformação em realidade da visão do designer. Macia e flexível ou, mais tarde, já algo solidificada, é trabalhada com várias ferramentas especializadas, das usadas por um carpinteiro, às facas de um Chef de cozinha, bisturis de um cirurgião ou instrumentos de precisão de um relojoeiro, numa curiosa coreografia de movimentos.
Imagens: Ford 

Dependendo da escala a que se faça o veículo a criar – podendo ir de 1:10 até tamanhos reais – naturalmente que varia a quantidade de argila necessária. Segundo números divulgados pela Ford, um modelo de pequena escala pode pesar 10 kg e demora, em média, 2 semanas a completar, enquanto outro, à escala real, pode atingir as duas toneladas, o peso de um elefante asiático médio. O tempo de execução de cada uma varia de acordo com a dimensão e o detalhe. Num único ano a marca usou mais de 186.000 kg de barro, o equivalente ao peso de um Boeing 747, reciclando mais de 2.350 kg por ano de raspas resultantes dos excessos retirados dos moldes. Acumulando-se em doses significativas, em 5 anos a marca já reciclou mais 9.000 kg deste material.
O vídeo abaixo resume, na perfeição, o processo de criação de uma escultura rolante em barro, ou simplificando, um automóvel como o seu.

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.