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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

A lotaria da velocidade

Fizessem isso por cá e era ver o Estado a fazer contas de como rentabilizar o investimento feito nos novos radares SYNCRO, que regularmente nos aliviam a carteira de umas quantas notinhas e a carta de condução de uns equivalentes pontos, dependendo da gravidade da infracção. Falo de um projecto apresentado há uns bons anos pelo norte-americano Kevin Richardson, então vencedor de uma iniciativa de avaliação de ideias da Volkswagen, que decorreu sob o nome de “The Fun Theory”.
O conceito passa pela montagem, nos centros das cidades, nomeadamente em zonas mais delicadas, de radares de controlo de velocidade que penalizam os prevaricadores. Nada de novo até aqui, sendo a novidade o facto dos montantes inerentes a essas penalizações servirem para a constituição de um fundo que serviria de prémio a quem cumprisse os limites, numa espécie de Lotaria do Km"! Ou seja, assim como lhe apareceria em casa a carta da multinha, na infelicidade de ultrapassar os limites estabelecidos, outros poderiam receber um talão numerado que os candidatava à conquista do tão apetecido bolo acumulado desta “Speed Camera Lottery”!
A ideia até foi depois testada na Suécia, numa artéria de Estocolmo, contando o apoio da NTF (Autoridade Sueca do Transporte Rodoviário) local, provando ser um sucesso, pois a média de velocidades caiu dos 32 km/h registados antes da montagem da câmara para os 25 km/h após a sua entrada em funcionamento. Só que...

Este produtor de jogos do canal infantil Nickelodeon Kids conquistou, assim, o 1º lugar entre as 699 candidaturas, oriundas de 35 países, apresentadas no âmbito deste “The Fun Theory” da Volkswagen, projecto agenciado à DDB Stockholm… em 2010! Mas, apesar da aparente validade da ideia, a sua implementação a uma mais larga escala não se fez, sendo uma das razões apresentadas o facto dos montantes das multas ficarem normalmente para as autoridades nacionais, impedindo a constituição do tal fundo. Um caso a (re)pensar?
Imagens: Volkswagen


Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Uma tendência de esquerda

O tema de hoje não é nada político, tem a ver com ultrapassagens! É algo do nosso quotidiano nas estradas e que está na ordem do dia, quanto mais não seja porque as autoridades rodoviárias estão em força, nomeadamente a GNR com a Operação Via Livre, na qual se adverte os condutores que, nas auto-estradas e noutras vias de múltiplas vias, continuam a teimar em circular nas faixas centrais ou mais à esquerda, sem que exista tráfego nas vias mais à direita.

É uma realidade a que, em tempos, fiz referência no texto Neste meio não está a virtude publicado noutro blog, mantendo-se tão actual como então, pois pouco ou nada os portugueses evoluíram neste capítulo. O pessoal continua a adoooooooooooooooorar as faixas centrais! Há espaço livre à esquerda e também à direita, anda-se longe dos rails de protecção, pelo que quem vier atrás, mais depressa, e o quiser passar que se desenrasque! (nota: o termo que queria usar era outro, mas isto é um blog com alguma qualidade…).
Pois, mas a partir de agora a coisa vai passar a doer e muito mesmo, depois de quase um ano de alguma permissividade por parte das autoridades. Recordo que foi em Junho do ano passado que esta infracção passou a estatuto de “muito grave” quando, então, entraram em vigor as alterações ao Código da Estrada.
Segundo a GNR, “a prática da circulação de veículos pela via do meio ou da esquerda sem que exista tráfego nas vias mais à direita, para além de constituir infração ao Código da Estrada, causa constrangimentos à segurança rodoviária e à fluidez de tráfego e potencia o cometimento de outras infracções por parte dos condutores”.
Acrescente-se que, pela sua elevada gravidade é, por isso, punível por lei e, para além aliviar as carteiras em montantes que vão dos € 60 aos € 300, quem não circular na via disponível mais à direita pode também ficar inibido de conduzir por um período de 2 meses a 2 anos. Adicionalmente, perde nada menos do que 4 pontos na carta de condução, ou seja, um terço dos pontos iniciais de alguém que tenha o cadastro limpo. Como se pode ver, é obra!


Se até ao próximo Domingo (26 de Março) a GNR se limitará, no âmbito desta Operação, a acções de sensibilização, daí até ao Domingo seguinte (2 de Abril) os operacionais dessa força vão começar a apertar o cerco com fiscalizações mais sérias. A partir de então, a coisa vai passar mesmo a doer… e muito mesmo!
Ou seja, o lema é mesmo circular pela faixa mais à direita.

“Passa por cima, ó palhaço!”
Noutro contexto e para aligeirar um pouco a temática, mas também relacionado com ultrapassagens, quem é que nunca ouviu – ou disse – algo semelhante a “Passa por cima, ó palhaço!”? Mas parece que já há quem tenha tido uma ideia de como dar uma resposta à letra… mesmo!
Conheça o Hum Rider, uma viatura dotada de uma tecnologia elevatória que promete deixar muito boa gente de boca aberta.

Tendo sido realmente criada uma unidade, o objectivo não é massificar a sua produção, já que o conceito surgiu para dar visibilidade a algo completamente diferente: a conectividade automóvel, da norte-americana Hum by Verizon. Se quiser saber mais sobre esta potencial solução para passar por cima do trânsito leia este artigo da AdWeek. Caso possa, um dia, optar por algo de características semelhantes, garanto-lhe que não vai ganhar muitos amigos!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.