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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Natal 2017: Bolachas recheadas de História

Fado, literatura, monumentos, azulejaria, cidades e festas são hoje contadas através de… bolachas! Isso mesmo, deliciosos pedaços redondinhos da autoria de uma Chef Pasteleira, ilustrados por um conjunto de especialistas e que são para comer, todos eles contando muito do passado e presente do nosso país. São a proposta de Prenda de Natal desta edição, tudo com assinatura da Bites of History.

Apostando-se numa filosofia totalmente diferente do tradicional conceito de streetfood e apesar de as podermos comprar e comer no local, há aqui toda uma outra abordagem, mais abrangente e com um público-alvo específico: “Nos últimos anos o número de turistas que visita Lisboa aumentou de forma incrível, indicando que Portugal já não é só procurado pelo sol e pelas praias. Esta alteração de perfil, num turismo mais urbano, que vem durante todo o ano fazer pequenas estadias para conhecer uma cidade, foi o factor inspirador para o nascimento da Bites of History, num conceito que surgiu naturalmente da minha vocação especial para comunicação pedagógica e gosto pela Historia”.
Quem o afirma é Luísa Otto, responsável por esta marca lusa, com quem o Trendy Wheels falou recentemente e que é hoje a nossa convidada. Assumida a denominação britânica, suportada por frases-chave que visam criar uma maior proximidade com quem vem de fora, idealizou-se um inédito modo de contar partes significativas da nossa história, hábitos, música e outras realidades, recorrendo-se a bolachas, vendidas em caixas temáticas ou individualmente, que se têm traduzido num sucesso absoluto, contribuindo para a gradual rentabilização do investimento.


Quanto à escolha da viatura usada “procurámos um veículo com charme e que se diferenciasse dos outros”, explica, orgulhosa no seu Citroën 2CV Fougonnette azulinho. “A História tem que ser atractiva, emotiva e viva pelo que procurámos um carro que reúne o factor histórico/clássico, bem como o charme nostálgico e estético que provoca grande adesão”. Pretendendo obter uma transformação específica, para uma ímpar exposição das bolachas, recorreu-se a “um arquitecto para o desenho da estrutura interior, inspirada nos móveis de camisas de homem, com topos acrílicos para dar uma imagem cuidada desta nossa loja sobre rodas.” Já o branding é da responsabilidade da agência de comunicação Miss Can.
Para já com um único poiso fixo, mostra-se bem junto à Torre de Belém, em Lisboa, um dos símbolos máximos dos nossos Descobrimentos. “Começámos as vendas perto do Mosteiro dos Jerónimos e após 6 meses tivemos autorização para ir para junto da Torre de Belém”, explica. “A proximidade do rio predispõe o público para uma atitude contemplativa, fazendo uma pausa no seu circuito de visitas. Neste ambiente recebem com agrado as explicações que damos sobre os temas que abordamos nas colecções de bolachas”, refere, acrescentando que “ninguém resiste a uma boa história!”

E quanto a segredos...
Desenvolvendo este produto ímpar com um conjunto de parceiros e fornecedores – ilustradores, copy, gráfica, pastelaria – a Bites of History completa o processo no seu próprio atelier, onde se procede à decoração e ao packaging.

Mas... e o que está por detrás destas redondinhas bolachas? Claro que toda a receita tem um ou mais segredos associados, tendo a nossa entrevistada desvendado alguns: “Temos uma receita desenvolvida pela Chef Pasteleira Maria Urmal, diferenciando vários sabores desenvolvidos em função da época: no Verão apostamos na laranja e gengibre; no Natal temos a bolacha de especiarias; e na Páscoa a de chocolate com café”, estando a confecção a cargo da pastelaria Quente e Bom
Conceito 90% histórico, “compõe-se de colecções – que são também vendidas como peças individuais – ilustradas por Pedro Sousa Pereira, homem de grande cultura e criativo que aporta uma mais-valia a cada desenho, onde se descobrem sempre detalhes carregados de significado”. Já o toque de fantasia das “bolachas gráficas, nomeadamente as dos Azulejos, a do Lenço do Dia dos Namorados, o Teatro Romano, entre outras, bem como pedidos específicos de clientes, são feitas pela Rita Fjan. A colecção que explica a simbologia das decorações de Natal é da Rita Pinto.”


Uma vez decoradas e colocadas em atractivas embalagens, as bolachas seguem de modo regular para as imediações da Torre de Belém – “uma 3 vezes por semana em período de Verão” – a bordo desse icónico 2CV, expondo-se orgulhosamente ao crescente e curioso público. A dar a cara pela marca está, normalmente, a responsável pelo conceito, contando com a colaboração de dois vendedores.

“Adorable”, “wunderbar”, “magnifique”, “pieza de arte”
Ao longo destes agora dois anos de presença assídua num dos pontos mais representativos da história da nossa cidade e do próprio país, têm sido semelhantes a estas as reacções a tão ímpar conceito, entre quem nos visita. Há, naturalmente, muitas para contar, entre elas as que abaixo foram partilhadas connosco.

“Recordo com emoção uma senhora de muita idade - quase 90 anos - que ouviu falar das bolachas e, tendo achado uma ideia bonita, fez uma viagem de autocarro de uma hora e meia para as comprar. Chegou até nós com ajuda de uns polícias pois estava perdida e cansada de andar e, depois de uma longa conversa, comprou as bolachas e voltou para casa, fazendo mais hora e meia de viagem!”, refere. Outro exemplo aconteceu com “a colecção ‘Fernando Pessoa’, que provocou momentos muito emotivos entre alguns turistas brasileiros que, ao lerem excertos dos poemas que estão impressos nas caixas, correu-lhes lágrimas pelo rosto. Partilhamos uma alma unida pela língua!”, acrescentou.
“Outra história gira é de um jovem português que vive em Londres e que vem casar em Lisboa. Descobriu as nossas bolachas porque uma colega de trabalho esteve cá, comprando-lhe uma bolacha para lhe oferecer lá no escritório, em Inglaterra”. Já a primeira colecção personalizada para um cliente, “foi encomendada por uma empresa de eventos do Peru. A sua directora veio a Lisboa a procura de um lugar para organizar congresso e naturalmente foi visitar a Torre de Belém. Descobriu as nossas bolachas e depois de regressar a casa encomendou-nos colecções personalizadas para o seu evento”.

Sete colecções rumo à internacionalização
São, assim e para já, 7 as colecções da Bites of History – “Monumentos de Lisboa”, “Heróis do Mar”, “Azulejos”, “Fado”, “Fernando Pessoa”, “Porto” e “Natal”. “Essas caixas têm 4 bolachas ilustrativas do tema e os textos de suporte nas peças gráficas do packaging. Os conjuntos são vendidos por € 12,50, mas temos outras avulso, criadas especificamente para eventos, exposições, museus e empresas, e exemplares que representam ícones da nossa cultura. A embalagem individual tem sempre um cartão com a reprodução da imagem e o texto de suporte e são vendidas a € 3,50.”
Em termos de preferências, “os estrangeiros gostam sobretudo da colecção ‘Monumentos de Lisboa’ e da ‘Heróis do Mar’ e das unitárias da ‘Torre de Belém’, ‘Sé de Lisboa’, ‘Eléctrico 28’ e ‘Caravela Portuguesa’. Note-se que este projecto foi desenvolvido para turistas, grupo que contempla muitos Portugueses que as compram para levar para fora. Já a colecção ‘Natal’ é adquirida por todos, sem distinção”.

E agora que estamos em modo de festividades e em véspera de pedidos de desejos para o ano novo, o que poderemos esperar do futuro da Bites of History? “Apesar de ainda estarmos em fase de rentabilização do projecto, em que investimos um valor na ordem dos € 50.000, queremos ter mais duas licenças em Portugal", referiu Luísa Otto, acrescentando que "ao mesmo tempo estamos a preparar a internacionalização!”.
Será, decerto, mais uma iniciativa lusa se sucesso além-fronteiras, mas enquanto tal não acontece e já que decerto andamos (quase) todos em "modo compras", que tal dar um saltinho à Torre de Belém e interiorizar a nossa história numa deliciosa bolacha Bites of History? Fica a sugestão!
Imagens: Bites of History e Trendy Wheels/JP

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

A minha cozinha de sonho

Já aqui o disse não há muito tempo que, para além destes devaneios sobre rodas, a minha outra faceta envolve alimentos, tachos, fogões e afins e que sou natural e acérrimo seguidor do “Masterchef Australia”, para mim o crème de la crème deste tipo de conceitos culinários para TV. Sigo, também, as contas de alguns Chefs de reconhecidos créditos, nacionais e estrangeiros, em diferentes redes sociais, os quais me inspiram nas minhas criações que, quero crer, parecem tão bem quanto sabem. Ou será ao contrário?!

Dito isto, sempre que consigo associar a vertente das rodas com a culinária, os meus olhos brilham ainda mais, começando as ideias a fervilhar e as letras a atropelarem-se no teclado. Pois e não é que, de vez em quando, lá me tropeço em alguns conteúdos relacionados? Será um sinal?
O mais recente tropeço no tema envolve a divisão SVO (Special Vehicle Operations) da Jaguar Land Rover, o departamento que se dedica à criação de gadgets, quase em tudo semelhante ao dos filmes do James Bond, mas menos secreto. Deriva de uma estranha encomenda do Chef Jamie Oliver, fenómeno global neste domínio, e que pela TV e pelos livros inspira milhões a ganhar um crescente gosto pela culinária, nomeadamente na vertente da alimentação saudável e deliciosa. O peculiar Chef britânico desafiou a marca do seu país a construir-lhe uma cozinha de características inéditas, pois as instalações de base são… um Land Rover Discovery! WHAT?!?!?!?!?!
Feita a preceito, esta unidade está equipada com tudo o que possa imaginar, de uma slow-cooker a uma torradeira (com o set de compotas nas imediações), passando por um mixer de gelados e 3 batedeiras - sim, são aquelas 4 peças montadas nos centros das jantes - para além de um conjunto de utensílios onde nem falta um pilão e almofariz, naturalmente feitos sob medida, com duas peças do motor! Isto para além de integrar um grelhador, uma máquina para cortar pasta, uma cuba em alumínio e uma bancada de trabalho extensível, com uma TV de ecrã plano na extremidade para se poder seguir ao minuto os, muitas vezes, complicados passos dos processos criativos do Chefs!


Única no mundo, esta proposta dotada de ligações externas (eléctrica e para uma bilha de gás) traduz-se no sonho tornado real de qualquer cozinheiro que goste de escapadinhas e aventuras, podendo-se, em qualquer lugar do mundo, dar azo à veia culinária, desde que se leve consigo determinados ingredientes, nomeadamente os que a natureza não proporciona, mesmo que o modelo já conte com um pequeno herbário, um conjunto de condimentos, integrados junto aos vidros traseiros e com um dispensador de azeite e vinagre.
“Apresentei à Land Rover um enorme desafio para a criação da derradeira cozinha sobre rodas. Sonhei em grande e pedi ainda mais, mas o que eles fizeram ultrapassou todas as expectativas,” comentou Jamie Oliver. “Não pensei que fosse possível colocar uma ‘slow cooker’ junto ao motor ou um dispensador de azeite na bagageira, mas eles conseguiram-no. O resultado é surpreendente e perfeitamente adaptado para mim e para a minha família. Adoramos o conceito, numa criação única que nos permite elevar as nossas aventuras culinárias a um novo patamar”.
Responsável da SVO, David Fairbairn afirmou: “Nunca imaginei que nos pedissem um conjunto sobre rodas equipado com uma batedeira, mas foi fantástico trabalhar com o Jamie, dando vida à sua ideia. Ele quis ir verdadeiramente mais além do que seria possível com este já de si versátil veículo e a nossa equipa abraçou o desafio de corpo e alma.”

O esquema abaixo descreve tudo isto mas, se quiser ver mais em pormenor as potencialidades deste veículo, assista aos 3 episódios que Jamie Olivier colocou online na sua página do Youtube, o primeiro sob o título de I designed my own kitchen car, o segundo Grilling a Steak e o terceiro Cooking a Chicken.
Infelizmente, sendo one of a kind, esta cozinha com rodas, que demonstra a versatilidade do Land Rover Discovery, um SUV já por si referencial no domínio da alternativa e dos passeios fora de estrada, não se encontra em qualquer concessionário da marca. Mas acho que seria uma excelente base de trabalho para uma certa empresa nacional, com sede ali para os lados do Cartaxo que, penso eu, fruto de outros exemplares inéditos que desenvolve regularmente, não se importaria nada de conceber algo semelhante. É tudo uma questão dos imaginativos criativos da Kiosque Street Food começarem a por as celulazinhas cinzentas a trabalhar et voilá, nascia o meu food truck!





Imagens: Land Rover

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Uma bucha 'on the go'!

Às vezes não há mesmo tempo para almoçar, só mesmo para meter uma bucha e seguir caminho, seja para as consecutivas reuniões e encontros que a nossa agenda gosta de acumular, ou para ir ter com alguém com quem já esgotámos a estafada máxima do “eu sei que estou atrasado”, como se do outro lado não o tivessem já percebido.

Mas isso poderá ser, em breve, algo do passado, pois a Dafne Fixed, empresa italiana de acessórios para bicicletas & afins, acaba de disponibilizar uma prática solução que, não sendo a ideal em determinados momentos ou quando estivermos vestidos com farpelas específicas, dará para salvar o dia… ou o tal almoço!

Trata-se, naturalmente, de uma demonstração da criatividade desta empresa italiana que se dedica à criação e venda dos mais diversos acessórios para veículos de duas ou mais rodas sem motor, nomeadamente ao nível da personalização. Caso tenha interesse em conhecê-la e à vasta oferta de conteúdos clique aqui. Quanto ao tabuleiro... pois...!
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Um dia no campo

No sector da mobilidade, o Trendy Wheels tem-lhe mostrado, em diferentes edições, vários exemplos de que neste domínio o futuro é eléctrico, mas hoje vamos passar um dia ao campo, demonstrando que também na agricultura se preparam novidades. A diferença está no patamar da evolução, aqui recorrendo-se a resíduos oriundos da natureza para a produção de um combustível específico, o metano resultante de produtos biológicos, com uma aplicação muito particular, no tractor New Holland Methane Powered Concept.

Acabado de ser tornada público, este estudo chega-nos da área de negócio New Holland Agriculture, parte integrante do portento grupo italiano CNH Industrial, que sublinha ser a tendência a seguir nas próximas décadas neste domínio, deixando-se para trás vários séculos em que combustíveis fósseis, como o carvão ou o petróleo, foram reis e senhores do mundo, nomeadamente desde a Revolução Industrial. Iniciada em Inglaterra no Século XVIII e rapidamente alastrada a todo o mundo, levou a enormes transformações económico-sociais e, naturalmente, a toda uma nova realidade ao nível industrial, transversal à grande maioria das actividades.
Este novo conceito de tractor funciona a biometano, gás de produção local, obtido a partir de resíduos de produtos naturais, de alimentos e plantas, aos próprios dejectos dos animais. Equipado com soluções tecnologicamente avançadas, podendo-se até emparelhar com um smartphone, ou operá-lo através de instruções vocais, obtendo-se dele uma produtividade de excelência.

Mundialmente reconhecidos pelos seus avanços tecnológicos, os tractores da New Holland traduzem-se, na sua grande maioria, por soluções muito à frente da indústria de maquinaria e ferramentas para o sector agrícola, mas nunca antes um passo tão gigantesco havia sido dado. Uma vez tornado realidade, tornar-se-á parte integrante – e importante – da Quinta Energeticamente Independente, uma quinta auto-suficiente que se insere no gigantesco e avançado complexo agrícola de La Bellota, nos arredores de Turim (Itália).

Ou seja, num futuro não muito longínquo, os produtos naturais que tiver à sua mesa podem resultar de um processo em que o metano biológico se substituiu ao petróleo, combustível a cada dia vez menos usado na agricultura.

Imagens: New Holland Agriculture

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José Pinheiro
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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O que está a dar é ter um Olá na sua festa

Eis-nos em pleno Agosto, mês em que ainda muitos decidem dar o nó, a que se seguem os copos de água com menus mais ou menos estafados, com os pratos do costume, mesas de entradas, queijos e sobremesas. Ou não! Os tempos mudam e os comes & bebes em eventos familiares ou empresariais abraçam novos conceitos, como o facto de se poder ter… um carrinho de gelados!

Solero, Cornetto, Callipo, Magnum e até as mais elaboradas propostas da marca Ben & Jerry's, são nomes por demais conhecidos do universo da Olá, tudo podendo integrar o pacote Olá NaSua Festa, serviço que lhe coloca um carrinho recheado de gelados, junto com um(a) promotor(a), para os distribuir aos seus convidados.
Seja para as mais barulhentas festas da petizada, que a partir desse momento se lambuzam com os sabores fresquinhos da marca, ou para os mais recatados encontros empresariais, há diferentes packs disponíveis, fechados ou criados por si, com preços a condizer. A encomenda mínima é de € 100, variando em número e tipo de gelados.

O único senão é o facto do conceito estar ainda restrito à área da Grande Lisboa – concelhos da Amadora, Cascais, Lisboa, Loures, Odivelas e Sintra – embora, entretanto, tenha sabido que estão a considerar alargar o raio de acção, pois já houve um evento em Sesimbra, curiosamente no aniversário de uma Farmácia!
Imagens: Olá

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

É uma Tasca portuguesa com certeza...

… é com certeza uma Tasca portuguesa! Não há melhor exemplar de food truck em Portugal onde se pode aplicar, na perfeição, a letra de Reinaldo Ferreira e Vasco Matos Sequeira do sucesso “Uma Casa Portuguesa” celebrizado mundialmente por Amália Rodrigues. Tal como no popular fado luso, na Tasca Itinerante não falta pão e vinho sobre a mesa, o caldo verde a fumegar na tigela e o bem receber de quem se senta à mesa com a gente, em dois braços à nossa espera! E o próprio do fado, claro!

Apresento-lhe um dos primeiros conceitos de street food que surgiu em Portugal encimando o boom que, de repente, o nosso país viveu com esta indústria do comer na rua, em pé e, de preferência, em boa companhia. A enorme visibilidade deu-se logo no 1º Festival Europeu de Street Food, realizado no Estoril em Abril de 2015, curiosamente o palco onde o Fernando Sousa e a sua VW 'Pão de Forma', transformada a preceito, deram os primeiros passos, rumo a um sucesso que é hoje sublinhado noutros palcos. São eles os convidados desta edição Trendy Wheels.
Foi logo de arromba e nós sem qualquer experiência! Não estás bem a ver… aconteceu de tudo e até a extensão eléctrica derreteu num dos primeiros dias em plena hora de jantar!!!”, partilhou o responsável entre risos. “Tive de ir ao AKI a Alcabideche comprar cabo e fichas e fazer uma extensão, enquanto a Marta [nota: a sua mulher] ficou a segurar as pontas com as nossas filhas nos jardins do Casino. Foi surreal! Foi, por isso, um evento marcante em tudo!!!”

A validade deste projecto vai ainda mais longe pelo facto de ter obrigado o seu mentor a dar a volta por cima a uma vicissitude da vida que muitos têm conhecido nos últimos anos: ficar sem emprego depois de vários anos de dedicação, 17 neste caso! Tem sido uma aventura daquelas que ficam gravadas a fogo… Fiquei desempregado em 2012, no pico da crise, no que foi para mim um verdadeiro tsunami na altura. No início de 2013 dei por mim a pensar em criar o meu negócio, numa autêntica epopeia, tendo de definir o que fazer e o que poderia iniciar numa época de tanta crise”.
O click deu-se quando viu na TV uma reportagem sobre a invasão de turistas em Lisboa! “Esse foi o despertar… turistas! Mas tinha de ser algo diferente e de que eu também gostasse. Pensei em vinho, petiscos e depois o fado, por inerência a Lisboa e tudo isto num espaço móvel/adaptável… Street food!”

Bingo! Nasce assim a ideia que deu origem à Tasca Itinerante, um veículo que inicialmente era para ser um Citroën HY mas, por razões diversas, acabou por ser uma carrinha da VW. “Curiosamente sempre tinha pensado numa ‘Pão de Forma’, por ser uma viatura icónica, com grande impacto, mas esteve quase para ser esse outro modelo. Só que, por razões diversas [nota: que ficam para uma próxima edição] acabei mesmo por me decidir por esta lindinha, uma 'pão de forma' diferente, uma T2B de 1965, com formato pick-up e que não necessitaria de ser ‘trinchada’.”
Estava dado o mote, pelo que foi altura de colocar mãos à obra e investir no projecto alguns milhares de euros, “empréstimo que está quase saldado”, num trabalho realizado pela Kiosque Street Food, empresa do grupo Verso Move, especializada na transformação de veículos para esta actividade. Isto ao mesmo tempo que se tentavam obter as necessárias licenças para se operar no mercado da alimentação e com ocupação de espaços públicos. “Isso foi uma autêntica maratona que deu muitas dores de cabeça. Afinal estávamos em ‘terra de ninguém’ e nenhuma entidade sabia bem o que fazer e da validade deste tipo de projecto, adiando eternamente as decisões, ou colocando o nosso pedido no monte! Mas hoje, olhando para o que tenho tido e vivido e apesar das várias condicionantes e dificuldades, digo que valeu a pena, pois são mais os prós do que os contras! Aliás, a Tasca é a minha cara!”, diz-nos com esse sorriso rasgado, algo que também é a sua imagem de marca, pois está sempre de sorriso no rosto.


Fado, vinho e petiscos
E então o que há nesta tasca sobre rodas? “Muita coisa, como numa tasca portuguesa, com certeza: dos tradicionais pastéis de bacalhau e torresmos, aos conjuntos de salgados, pão no forno e às nossas típicas sandascas, feitas com um bom queijo da serra e presunto, bons enchidos, tudo isto bem regado com vinhos brancos e tintos ou mesmo a nossa deliciosa sangria. Temos também exemplares de doçaria – tortas de Azeitão e pastéis de nata – e a ginjinha a copo!”, mostrando-nos orgulhosamente o vasto menu. Digam lá se não dá vontade de lá ir!

Ao contrário de muitos exemplares que andam ao sabor dos eventos que se realizam aqui e ali pelo país, alguns em que também tem dito presente, a Tasca Itinerante tem normalmente um poiso próprio. É no Marquês de Pombal (Lisboa), mais propriamente ao fundo do Parque Eduardo VII, que diariamente se consegue saborear um ou mais dos petiscos acima. Embora os portugueses sejam “sempre e naturalmente bem-vindos, o nosso maior grupo de clientes é composto pelos turistas que visitam Lisboa, nomeadamente os que chegam nos navios de cruzeiro e os que descem dos autocarros turísticos que estacionam mesmo em frente à nossa Tasca. Curiosos e outros já conhecedores de alguns dos nossos pratos típicos, vão-nos visitando e levando com eles algumas novas experiências gastronómicas que ali lhes proporcionamos.”
Também eu, por experiência própria, fiquei logo conquistado no Estoril, mesmo tendo dado barraca, quando pus o Fernando e a Marta a sorrir com o facto de andar aflito à procura do telemóvel, quando estava a falar com alguém com o mesmo! Bom… adiante! Escolhido o que queria comer – uma Sandasca Serrana e uma sangria – servida entre sorrisos e imediatas conquistas, prometi-lhes que, em troca, haveria de falar da Tasca no Trendy Wheels.
Custou mas foi! Aqui está ela, em grande destaque nesta edição, cruzando este conceito de street food com o melhor da mais popular gastronomia portuguesa, sublinhando três valores principais: os sabores e a música portuguesa e bons produtos, de elevada qualidade! Um conceito sobre o qual há muito mais para contar… em breve!
Se, entretanto, quiser experimentar algumas das iguarias acima, neste Domingo (dia 22) a Tasca Itinerante vai estar presente na acção A Rua É Sua, da Câmara Municipal de Lisboa, uma espécie de reinauguração das entretanto renovadas Praça Duque de Saldanha, Av. Fontes Pereira de Melo e envolventes, agora que as obras parecem ter chegaram, finalmente, ao fim. Nesse dia, das 10h00 às 17h00, essas áreas vão ser apenas para passeio público a pé, nelas integrando-se animações de rua, concertos, eventos desportivos, mostras de artesanato, aulas de tai chi, de zumba e de fitness, integrando várias food trucks de comida de rua. A nossa Tasca Itinerante vai estar em frente ao edifício da Portugal Telecom. Com as imagens acima não há que enganar, sendo fácil encontrá-la. Passe por lá e vai ver que não se arrepende. Irá ser recebido de braços abertos e com um sorriso nesta que é uma tasca portuguesa, com certeza!
Imagens: Tasca Itinerante

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
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1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

E A Vida Sorri… Mesmo!

Decerto que ao ler este título fez uma quase imediata associação aos gelados Olá, já que há muito que esta assinatura é um dos claims da marca dos Cornettos, Magnuns, Calippos, Epás, Pernas de Pau e afins! Em Junho último, numa altura em que o pessoal ainda derretia em vários pontos das nossas cidades, a trabalhar ou nas compras, uns quantos viram-se surpreendidos por um invulgar carrinho, em que se oferecia um delicioso e fresco gelado para saborear e sorrir, mas em sítios incomuns... como o seu local de trabalho!

Imagem: Olá/Unilever Jerónimo Martins
Aconteceu numa acção única por cá, preparada pela ZOF Creative Film Production para a marca, e contou com a colaboração do desconcertante António Raminhos, neste seu papel de oferecedor de gelados, apanhando desprevenido quem nunca pensou ver entrar no seu escritório, mercado ou ginásio um rodinhas tão peculiar. Veja este 3º Vídeo Trendy Wheels da Semana!

  
A acção baseou-se numa outra realizada há um ano em Amesterdão (Holanda), país onde a nossa “Olá” dá pelo nome de “Wall’s” e o tag nacional #EAVIDASORRI foi, então, um semelhante #GOODBYESERIOUS. Veja aqui o conceito original então criado pela DDB & Tribal Worldwide Amsterdam.
 
Imagem: DDB & Tribal Worldwide Amsterdam

Tentei obter mais detalhes sobre o dito carrinho junto da Unilever Jerónimo Martins mas apenas me responderam que o pedido ia ser analisado e que voltariam ao contacto se o considerassem viável. Nunca o fizeram, infelizmente, pelo que recorri a outras fontes para vos trazer mais sobre este pequeno carrinho de gelados a motor

As suas bem compactas dimensões (cerca de 1/5 do que é habitual) permitem-lhe atravessar corredores, entrar em elevadores e circular entre secretárias sem (grandes) problemas, fazendo-se anunciar pelo pequeno altifalante colocado no tejadilho. Nele cabe o condutor e uma pequena arca frigorífica com capacidade para uns 20 gelados, que são distribuídos por pequenas janelas, destacando-se a que tem um balcão, um vidro deslizante e um toldo às riscas brancas e vermelhas. Veja abaixo as imagens da designer digital sueca Jenny Johannesson que falam por si.

Imagens: Jenny Johannesson
Dado o seu fugaz aparecimento e imediato sumiço, pois nunca mais dele se ouviu falar ou viu, nesta altura parece algo improvável que se venha a cruzar com o dito carrinho, pelo menos neste Verão que corre rapidamente para o seu final. Certo é que, a acontecer, faria com que a sua vida sorrisse (mais) um pouco. Por falar nisso, boas férias se (ainda) for o caso!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

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1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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sexta-feira, 27 de maio de 2016

Turismo Interactivo do Estômago e da Mente

Um elabora e serve comida de rua, nos cada vez mais populares eventos de street food, o outro aposta na promoção da região norte de Portugal, por cá e fora das nossas fronteiras. Um fá-lo pela relação interpessoal dos convivas, nomeadamente ao nível do estômago, o outro alimenta a mente, sendo tecnologicamente interactivo com os seus visitantes. São dois conceitos de turismo assentes numa plataforma idêntica, um autocarro a que se pode aceder no seu interior e, quiçá, viver toda uma nova experiência. Apresento-lhe o Rock n’ Doll Caffe e o TOPAS.


Começo pelo Rock ‘n Doll Caffe, autocarro que dá toda uma nova dimensão ao street food, quanto mais não seja pela sua área de ocupação, física e visual. Lisboa, Pombal, Salvaterra de Magos, Elvas, Vila Franca de Xira, etc quase não há local do nosso Portugal que o musical autocarro negro não tenha passado ou preveja assentar arraiais! Até já cruzaram a fronteira para Espanha para marcarem presença na “23ª Feria del Mueble y Decoración” ou no “Badajoz Food Fruck Festival”, entre outros.


Mas não é só em spots de comida de rua e de música (claro!!!) que este conceito alimentar sobre rodas - famoso pelas suas deliciosas tostas de... meio metro!!! - pode ser encontrado, pois ele também pára em encontros de motards ou desportivos, passeios especiais e outros eventos à la carte, como festas de amigos, aniversários, baptizados, casamentos e até mesmo divórcios

Por vezes fá-lo surge sozinho, noutras na companhia do triciclo motorizado que dá pelo nome de “Clotilde”, a criação original do Rock ‘n Doll Caffe, frota que entretanto se viu complementada pela “Jurema”, apresentada ao mundo em Abril último na “Feira da Primavera” de Sines.


Fotos: Rock 'n Doll  Caffé (Facebook)
Noutro contexto, há um segundo autocarro – o TOPAS, Acrónimo para Tourism Office Public Auto Service – a circular pelo país e fora dele. Resulta de uma parceria entre o Turismo do Porto e Norte de Portugal e a CaetanoBus, empresa responsável pela sua transformação numa loja de turismo interactiva móvel. Tem conteúdos desenvolvidos pela TOMI WORLD, entidade que desenvolveu as soluções digitais que garantem essa interacção. Nasceu, assim, um autocarro especial, um embaixador turístico sobre rodas que leva a cultura e os produtos da região norte alem-fronteiras.


Recorrendo a três línguas – português, inglês e espanhol, estando o francês e o alemão em equação – conta, entre outros, com painéis multimedia, um videowall de interacção por gestos, uma mesa touchscreen com questionários didácticos sobre as diferentes áreas turísticas das regiões abrangidas, integrando ainda um TOMI (Total Ourtdoor Media Interactive), que prestam informações úteis 24 horas por dia e até permitem tirar selfies para a posteridade, soluções em tudo idênticas aos painéis interactivos que há em determinadas zonas mais turísticas e culturais de Lisboa e Porto.


Fotos: TOMI WORLD

Por isso, se se cruzar com qualquer deles, aproveite e alimente-se. Faça-o em termos da mente ou mesmo passando pelo estômago.

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

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1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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quarta-feira, 30 de março de 2016

O Futuro das Entregas de Pizzas

Nem as pizzas escapam à evolução tecnológica! A cadeia australiana Domino’s tem estado a testar um robot que faz entregas porta a porta. Chama-se DRU – acrónimo para “Domino’s Robotic Unit” – e promete dar muitas dores de cabeça aos entregadores de pizza tradicionais que, decerto, o irão ver como uma real ameaça aos seus postos de trabalho!

Com um arzinho laroca e sorridente, este veículo autónomo de entregas estará, de acordo com quem o fez, pronto a usar. Interage na identificação das encomendas, analisando o código que o cliente recebe no seu telemóvel para desbloquear os compartimentos onde transporta os quentes e os frios. Adaptação de um robot de uso militar, o DRU tem um sistema de navegação que selecciona o melhor caminho da loja até ao destino e sensores que analisam os obstáculos, ajudando, se necessário, a evitá-los. Atinge uma velocidade máxima de 20 km/h. Conheça-o no Vídeo Trendy Wheels da Semana:


A sua utilização de um modo regular, em circuito comercial, está ainda por aprovar pelas diferentes autoridades oficiais de transportes, alimentação e segurança. Estão em análise aspectos relacionados com a sua circulação nas ruas como veículo autónomo, o grau de segurança que oferece, particularmente com que os alimentos que transporta, e em termos do seu potencial roubo ou assalto aos conteúdos. Outra condicionante é a, por vezes, limitada capacidade de acesso a determinados locais, sendo prático em zonas de vivendas mas não tanto em prediais pois (ainda) não sobe escadas...

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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