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segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Suzuki Ignis: Pequena grande surpresa

Orgulhosamente só, num sector automóvel onde as alianças se fazem e desfazem mais depressa do que seria de esperar, a já centenária japonesa Suzuki Motor Corporation tem sabido ultrapassar as vicissitudes de ter que fazer quase tudo em casa. Claro que também já esteve ligada a dois gigantes da indústria – os grupos General Motors e Volkswagen – que participavam no seu capital, mas hoje prefere apostar em pontuais acordos tecnológicos, como o importante que fechou, no início do ano, com outro portento mundial, a vizinha nipónica Toyota.

Apesar de contar com modelos de maiores dimensões, é por demais reconhecida a sua aposta nos pequenos citadinos e nos micro-carros, numa fama que é exponencial no seu país natal, assente no rácio qualidade vs preço acessível. Um dos exemplos é o Suzuki Ignis 1.2 GLX SHVS 2WD, o convidado desta edição Trendy Wheels, SUV que se insere nesse lote de sucesso local e internacional, sendo um daqueles automóveis que, uma vez chegado ao pé dele, dá vontade de apreciar e explorar. É a chamada grande surpresa num formato pequeno.
É, de facto pequenino embora alto por fora, este crossover citadino de forte personalidade, mas enorme por dentro, para além de que, mesmo em termos tecnológicos, não fica a dever muito a outros pares semelhantes contra quem concorre no mercado, alguns propostos a preços bem superiores.

A começar pelos inovadores sistemas de conectividade e soluções de segurança activa, passando pelo moderno motor Dualjet de 1,2 litros, que tem associado um sistema híbrido caseiro – o SHVS (Smart Hybrid Vehicle by Suzuki) – dispositivo eléctrico que dá um kick extra ao motor a gasolina na aceleração e desaceleração, com uma muito positiva influência nos baixos consumos. Espevitadinho com os seus 90 CV, mais um shot de 4 CV extra gerados pelo SHVS, e também por ser um peso pluma de uns meros 810 quilinhos, dá-se um toque de acelerador e aí vai ele!

Irreverente ou sóbrio? Sem dúvida, o primeiro!
Assumindo um design completamente novo face aos seus antecessores com o mesmo nome, o Ignis destina-se a dois tipos de clientela: jovens encartados, com um toque de irreverência, ou people de mente mais aberta, tem as propostas em deliciosas carroçaria a três cores, com esta versão que me foi dada a testar em dois tons metalizados, em Branco Pérola a contrastar com o Preto do tejadilho, mais os detalhes em Azul Neon; já para os mais conservadores há opções mais sóbrias, até em cor única.

Foi o irreverente que me saiu na rifa que, aliás, tem bem mais a ver comigo, uma proposta que, uma vez aberta a porta, acede-se a um habitáculo surpreendentemente espaçoso, a partir do qual se vê (quase) tudo lá para fora. Até a bagageira é grandinha q.b., que nos seus 260 a 514 litros (aqui com os bancos rebatidos) permite arrumar a mais diversa tralha do nosso dia-a-dia ou viagens, como nas fotos. A flexibilidade a bordo é tal que facilmente queremos por este SUV a trabalhar e explorar a cidade ou a sua envolvente.
Pequenino como é, o Ignis cabe em todo o lado, até com a ajuda de uma câmara de visão traseira para as manobras de marcha-atrás (só não tem os pi-pis de distância, pois não há sensores), enquanto outra câmara ou, melhor dizendo, radar, identifica as marcações no piso e a distância para com o carro da frente, alertando-nos com um algo estridente “piiiiiiiiiiiiiiiii” e, também, no painel, a amarelo e vermelho, em cada um dos casos. No pára-arranca tem o opcional sistema de start/stop, tão silencioso que nem se dá por ele, e se tiver um furo ou um pneu, por qualquer outra razão, perder pressão, o sistema alerta-nos para esse facto. Por falar nisso, aqueles estão montados em jantes de 16 polegadas, estas com uma inserção “Ignis” no tal Azul Neon.

… e mais isto e mais aquilo…
Claro que esses detalhes celestes do exterior encontram eco lá dentro, da consola central, à base da caixa de 5 velocidades, saídas da ventilação e puxadores das portas, num espaço, já o disse, abundante e com toques de tecnologia, do semi-moderno painel de instrumentos, onde uma simplista animação indica para onde está a ir a energia exigida ao motor, ao sistema de conectividade inerente ao ecrã táctil de 7 polegadas para as funções de áudio, navegação, ligação ao telemóvel (Android Auto, CarPlay e Mirror Link) e outras de configuração deste pequeno grande Ignis.
Depois, este nível de equipamento GLX desta unidade integra ainda computador de bordo, bancos dianteiros aquecidos e faróis de LED, que se iluminam quando desbloqueia o carro à distância, mostrando ao seu dono um ar sorridente do tipo “sim, estou aqui à tua espera!”! Há ainda o controlo de velocidade com limitador, ar condicionado automático e até arranque sem chave, associado à abertura de portas que se pode fazer nos puxadores, só precisando de ter a dita consigo senão, nada feito!
E quanto custa isto tudo? Tendo em conta as actuais campanhas em vigor para a gama Ignis – a Suzuki oferece um desconto directo de € 1.575 e outra de financiamento de € 1.000 – o PVP deste convidado do Trendy Wheels (ainda sem as despesas administrativas, taxas e pintura metalizada) é de € 14.734.
Não deixa de ser um valor simpático para um mini-SUV, face a outras propostas à venda, mas com este recheio todo é caso para dizer que, quem o comprar vai muito bem servido. Para mais informações sobre este SUV citadino, também disponível com tracção às 4 rodas e caixa automática, aceda à página da Suzuki Auto.

Quanto a mim, claro que já tive de o devolver ao dono, mas ficou a promessa de que dentro em breve irei trazer um outro elemento da família. Qual? Há esperar para ver… perdão... ler!
Imagens: Trendy Wheels/JP e Suzuki 

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Entre limpezas & jardinagem

Tornaram-se muito comuns os mini-aspiradores autónomos que apanham, com um mínimo de intervenção humana, pelo menos as migalhas, as quedas capilares e as poeiras e areias que as nossas casas teimam em acumular. Programado o dito robô e vamos à nossa vida, deixando-o a rolar sozinho, alimentando-se dos pequenos lixos ao longo das suas trajectórias rectilíneas, com avanços e recuos fruto dos encontrões com as nossas mobílias & afins. Só não se dá bem com tapetes e cenas com franjas, peças de decoração com que se embrulha, nem com animais domésticos, que detestam ver os seus domínios invadidos por esse avanço tecnológico do mundo das limpezas.

Okok… mas então e lá fora? No caso de ter uma casa com jardim relvado, como fazer com a dita, pois nem sempre apetece andar com o corta-relva para trás e para a frente? Resposta: compre um Honda! Não, não se admire… trata-se de um produto da área Power Equipment da mesma marca que faz os modelos japoneses (motos e automóveis) mas numa nova variante, o Miimo. Este mini-corta-relva autónomo pode ser programado pelo smartphone, através de uma app dedicada, trabalha em zonas inclinadas ou até mesmo à chuva.

Em Portugal estão disponíveis duas das três variantes do dito, com outras tantas capacidades e autonomias, dependendo da área de relva a cobrir. Saiba mais aqui.
Imagens: Honda Power Equipment

Versões especiais de corrida
Curiosamente, para os puristas da coisa – leia-se os que gostam de ter dentro de suas casas o que também têm parado à porta – alguém pensou em versões, digamos, mais vitaminadas do dito. Para esses surgiram os protótipos Miimo Fireblade e Miimo Type R, que espelham, respectivamente, a moto Honda CBR 1000RR Fireblade e o desportivo Honda Civic Type R, ambos à venda nos stands da marca.
Imagens: Honda UK

Entre outras acções, o Civic é promovido no Campeonato do Mundo de Carros de Turismo (WTCC) pelo piloto português Tiago Monteiro, o actual comandante do dito, quando faltam apenas 4 provas para o fim da temporada. Já a duas rodas inspira a variante com que a marca disputa o Campeonato do Mundo de MotoGP, com os pilotos espanhóis Marc Marquez e Dani Pedrosa.
Imagens: Paulo Maria/Interslide

Imagens: Honda Racing Corporation

Voltando ao mundo dos corta-relvas, há 3 anos Monteiro chegou a experimentar na pista belga de SPA-Francorchamps o Mean Mower, uma espécie de versão de corridas de um exemplar grande da marca. Equipado com um motorzinho de 1.000 centímetros cúbicos, com 109 cv de potência, pesando apenas 140 kg, esse bicho mau alcançara, meses antes, a certificação oficial de “O mais rápido corta-relva do mundo”, atingindo cerca de 187 km/h (o número oficial é de 116,57 milhas por hora) de velocidade máxima! Veja aqui a experiência do piloto luso e aqui a atribuição dessa valência pela organização Guinness World Records, na sequência de uma avaliação realizada numa pista de testes em Espanha.
Acrescente-se que do tal catálogo Power Equipment da Honda, representado no nosso país pela Grow, fazem parte não só o Miimo acima – o normal, não os vitaminados – como também diversos outros cortadores de relva, mecânicos ou manuais, e as mais diversas ferramentas para o tratamento de zonas ajardinadas. Se tiver um relvado espreite a oferta! Infelizmente não pode é contar com o rapidíssimo Mean Mower…
Imagem: Honda UK

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Izzy Wheels: “Se não te podes levantar, destaca-te!”

Seja por razões de saúde, novas ou genéticas, ou fruto dos mais variados exageros e disparates que se fazem, por vezes com resultados catastróficos, muitos são os que vivem as suas vidas agarrados a uma cadeira de rodas. São vários os estados de espírito dos implicados, contribuindo, melhor ou pior, para que se possa tentar ultrapassar, ou pelo menos, saber tirar o melhor partido dessa indesejada rasteira da vida.

Izzy e Ailbhe Keane são dois exemplos de como se pode olhar para o mundo com outros olhos, ao mesmo tempo que se alegram as vidas de terceiros. São irlandesas e também irmãs, com a particularidade de que Izzy nasceu com uma deficiência denominada Espinha Bífida, que a paralisa da cintura para baixo. Sempre acompanhada da irmã mais velha e à medida que cresciam, ambas aperceberam-se de que as cadeiras de rodas pouco ou nada evoluíam ao nível visual, basicamente compondo-se de um conjunto de tubos de metal, frios e sem graça! Nada que ajudasse a alegrar a vida de quem com elas passa o seu quotidiano.
Um dia, aproveitando a formação em Belas Artes de Ailbhe, curso em que no último ano apresentou, na sua tese final, o projecto “Alimentar as vidas das pessoas que vivem com uma limitação de saúde a longo prazo”, decidiram-se por dar um passo em frente e criar tampões diferentes para decoração das cadeiras de rodas. Nascia assim a marca Izzy Wheels.

“Se não te podes levantar, destaca-te!” é um dos claims destas duas activas empreendedoras irlandesas, reforçando que “a nossa missão passa por desfazer as associações negativas para com as cadeiras de rodas, permitindo às pessoas que as utilizam celebrar a sua individualidade. Queremos mostrar ao mundo que as cadeiras de rodas podem ser muito mais do que um equipamento médico, podendo tornar-se numa peça de auto-expressão artística”, acrescentam, apresentando para o efeito um vasto conjunto de propostas, que agradam a diferentes tipos de pessoas. 
Neste Trendy Wheels apresentamos alguns exemplares, mas muitos mais podem ser vistos no portal da marca, ou na sua página de Facebook. O catálogo compõe-se de dezenas de desenhos, dos mais variados ilustradores e designers, podendo ser adquiridos, na sua grande maioria, por € 139,00 (para diâmetro de 50 cm; também as há de 45 cm para crianças). Permite-se, também, o uso de outras imagens que, dependendo do trabalho associado, poderá representar outros preços. Os montantes não incluem portes, que variam consoante o destino (€ 10 para envios para o nosso país).


"Ter rodas elegantes na cadeira que combinam com a tua roupa ou que mostram os teus interesses pode ser um bom pretexto para se estabelecer uma conversa."
Caso tenha um caso na família ou no seu grupo de amigos, apresente-lhe a Izzy Wheels. Pode também ser uma fantástica e diferente prenda de aniversário, ou Natal. Decerto irá conseguir arrancar um sempre valioso sorriso extra!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Esculturas em barro

A olaria é uma das mais antigas indústrias do mundo, remontando ao Período Neolítico o recurso ao barro para criação de peças para armazenamento e preparação dos diferentes produtos da natureza. Mas, ainda hoje há quem o trabalhe de um modo bem mais profissional e sofisticado, recorrendo a um conjunto de novas tecnologias para levar até sua casa peças de design único.

Se eu lhe disser que o mesmo aconteceu com o carro que tem parado à porta fica admirado? De facto, muitos automóveis começam por ser uma massa disforme de barro, só alguns meses mais tarde se transformando em estruturas de aço, chapa e vidro.
Remonta a 1927 a primeira utilização deste material na indústria, quando Harley Earl, então estilista da General Motors, definia o automóvel como uma obra de arte e não apenas um monte de peças conjugadas de uma determinada forma. Aplaudido por uns e criticado por outros, o americano levou a sua avante e demonstrou, por A+B, junto de alguns clientes da marca – entre estrelas de cinema e milionários – que ver uma proposta do seu futuro carro em molde era muito melhor do que apenas por um desenho no papel.

Presentemente, quase um século depois, quando os híper-ultra avançados computadores e respectivo software permitem fazer quase tudo num piscar de olhos – até mesmo propostas em realidade virtual – descobre-se que o barro moldável continua a sujar as mãos dos profissionais, antes do automóvel ganhar vida e sair para as ruas.
É em (quase) tudo semelhante a uma criança que brinca com um lote de plasticina, recriando o seu imaginário, ou ao oleiro que molda as mais diversas peças, recorrendo a este produto reutilizável, que permite alterações imediatas, acertos às primeiras, segundas e terceiras tentativas, podendo-se sempre colocar mais material ou retirar excessos.

E do nada nasce a obra!
Claro que na indústria automóvel esta argila é diferente da que se encontra na natureza, resultando de um mix de ceras de diferente composição, com as marcas a registarem patentes dos seus próprios materiais. Os modeladores começam a trabalhá-la a partir de um esboço ou desenho virtual, feitos num estúdio de design, criando um primeiro modelo real, assente numa estrutura em madeira e/ou metal, revestida a esferovite ou espuma, toscamente recortada de acordo com o formato pretendido, de um pequeno citadino a um SUV da moda ou até mesmo um superdesportivo.

Um lote de argila aquecida – entre os 50 e os 60ºC – é depois colocada em cima dessa forma, iniciando-se um apaixonado e preciso trabalho de centenas de horas, que leva à transformação em realidade da visão do designer. Macia e flexível ou, mais tarde, já algo solidificada, é trabalhada com várias ferramentas especializadas, das usadas por um carpinteiro, às facas de um Chef de cozinha, bisturis de um cirurgião ou instrumentos de precisão de um relojoeiro, numa curiosa coreografia de movimentos.
Imagens: Ford 

Dependendo da escala a que se faça o veículo a criar – podendo ir de 1:10 até tamanhos reais – naturalmente que varia a quantidade de argila necessária. Segundo números divulgados pela Ford, um modelo de pequena escala pode pesar 10 kg e demora, em média, 2 semanas a completar, enquanto outro, à escala real, pode atingir as duas toneladas, o peso de um elefante asiático médio. O tempo de execução de cada uma varia de acordo com a dimensão e o detalhe. Num único ano a marca usou mais de 186.000 kg de barro, o equivalente ao peso de um Boeing 747, reciclando mais de 2.350 kg por ano de raspas resultantes dos excessos retirados dos moldes. Acumulando-se em doses significativas, em 5 anos a marca já reciclou mais 9.000 kg deste material.
O vídeo abaixo resume, na perfeição, o processo de criação de uma escultura rolante em barro, ou simplificando, um automóvel como o seu.

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
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quarta-feira, 12 de abril de 2017

Jogos de luz e sombra

“YET” (CONTUDO) é o nome da mais recente filosofia da Lexus e que sublinha a exposição “LEXUS YET” que esteve em destaque no “Salone Del Mobile 2017” (por cá refere-se à “Semana de Design de Milão”). Desenvolvida em parceria com Neri Oxman, arquitecta, designer e professora, mas também responsável pelo MIT Media Lab, e o Grupo Mediated Matter, o seu elemento principal assume-se como uma instalação multidimensional imersiva de luz e sombra.


Trata-se de um novo exemplo de como a indústria automóvel se envolve noutros domínios que não só os das rodas, mostrando a sua polivalência, como a dos seus próprios designers. Abre, ao mesmo tempo, portas a que outros profissionais especializados e, muitas vezes, desconhecidos, apresentem os seus próprios conceitos.
Andando nestas lides há vários anos e nos últimos 10 estando ligada ao evento milanês, a Lexus expôs este ano a sua nova filosofia que pretende quebrar as fronteiras da criatividade através da fusão de elementos, à partida, incompatíveis, como a “natureza” e a “tecnologia”, segundo o seu lema “Não comprometa, harmonize”, revelando possibilidades para além da imaginação.


Grande Prémio para o projecto “PIXEL”
Pelo 5º ano consecutivo, a sua estrutura serviu de inspiração a uma acção direcionada a designers de todo o mundo, convidados a dar a sua interpretação à filosofia “YET”. De um total de 1.152 candidaturas ao galardão “Lexus Design Award 2017”, provenientes de 63 países, a marca japonesa escolheu 12 finalistas, expondo as suas criações ao público que visitou o Museu de Design e Arte, em Parco Sempione, no centro da capital italiana do móvel e do design, num certame que decorreu entre 4 e 9 de Abril.


Mas como vencedor só há um, o Grande Prémio foi para o conceito “PIXEL”, do japonês Hitoto Yoshizoe, aparelho que permite experimentar a existência de Luz e Sombra – os tais dois conceitos diametralmente opostos – com total consciência.
Recorrendo à combinação de um conjunto de palas, criou-se uma gama de efeitos Luz e Sombra, em que a repetição interna do reflexo transforma a maioria das imagens em quadrados, convertendo estes dois elementos antagónicos num formato claro e responsivo que permite viver plenamente o fenómeno.
Trabalhando na fronteira entre estes dois contrastes, o autor pretendeu chegar ao espectador de uma forma única, provando que os extremos se tocam, com Luz e Sombra, dentro e fora, de um lado e de outro, funcionando a tela existente entre os dois opostos como um instrumento que divide, transforma e liga… em simultâneo.
“O Lexus Design Award apresenta sempre várias questões fascinantes que atraem jovens designers, indo de encontro ao que eles consideram ser os desafios e oportunidades mais importantes para o design do presente,” explica Alice Rawsthorn, júri do Lexus Design Award 2017 e crítica de arte.
Resta dizer que Hiroto Yoshizoe é formado pela Musashino Art University, vivendo em Tóquio, onde trabalha na área de Direção de Arte e Design como designer espacial dedicado a instalações comerciais. Concentra-se na interpretação de conceitos como mudança, movimento e tempo no espaço, para criar abordagens modernas e analógicas. Saiba mais sobre o projecto PIXEL.
Imagens: Lexus, MIT Media Lab, Grupo Mediated Matter

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Gosto muito de você, Leãozinho!

Claro que pelo facto de se tratar de um leão, haverá já umas quantas águias e uma série de dragões - de entre a restante fauna que popula o futebol lusitano - que vão torcer o nariz com a sugestão de hoje de Prenda de Natal Trendy Wheels, mas vendo bem a coisa e porque as peças até são bastante atractivas e exclusivas, convido-@s a pensar duas vezes antes de passar para outro blog!


Apresento-lhe os 12 exemplares que fazem parte da 3ª edição dos Art Toys Léo’z, produto da imaginação do Peugeot Design Lab e dos especialistas franceses da Artoyz. Estão disponíveis – ainda em Série Limitada – na Boutique online da PEUGEOT, sendo que cada peça custa € 12,90, mas pode também adquirir o coffret com os 12 por € 140. Caso vá a Paris, estão à venda nas instalações da Peugeot Avenue Paris, nos Champs Elysées, um impressionante espaço de design que deverá aproveitar para visitar.


Os Art Toys Léo’z 2016 retomam a combinação vencedora das duas edições anteriores, em que cada LEO'Z reflecte a inspiração de um artista para com a marca de automóveis francesa que tem um Leão como imagem. Fá-lo em diferentes domínios, da arquitetura ao graffiti, passando pela street art, animação, banda desenhada ou webdesign. Seis deles foram criados por artistas plásticos internacionais e a outra metade é da autoria de designers da marca.

Os Léo'z surgiram originalmente em 2012, ano em que se expôs 10 peças únicas no Peugeot Avenue Paris, Leões que assumiam as linhas mestras da mascote Léo – um peluche – da marca, então com a assinatura da maison de design Christophe Pialat. Dois anos depois a Peugeot associou-se à parisiense Artoyz e lançou uma 1ª série de 12 miniaturas (pode vê-las e, eventualmente, comprá-las aqui) seguindo-se uma segunda dose no Natal do ano passado (veja-as aqui). Pelo meio surgiram algumas "Edições Limitadas", como a dedicada ao ténis e ao Torneio Roland Garros, ou a que destaca o PEUGEOT 2008 DKR ilustrando o bólide com que a marca venceu o demolidor Rali Dakar.



No  nosso país, recordo que em 2014 a Peugeot apoiou um concurso de criatividade da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, na qual os alunos foram convidados a criar Art Toys inéditos! No final do processo destacaram-se 6 exemplares que ficaram expostos no espaço Peugeot City na Av. da República (Lisboa) ao longo de todo o Verão daquele ano. Ana Rocha, Sara Ribeiro e José Gonçalves (em cima na foto) e André Domingos, Stéphanie Oliveira e Cátia Ferraria (em baixo) foram os autores destas peças únicas, razão porque estas não estão à venda.
 
Imagens: Peugeot
Convenci-@? Ainda não? Então veja por este prisma: associe a minha sugestão de hoje ao sucesso "O Leãozinho", de Caetano Veloso, e saia por a cantar: “Gosto muito de te ver, leãozinho… Caminhando sob o sol… Gosto muito de você, leãozinho… / Para desentristecer, Leãozinho… O meu coração tão só… Basta eu encontrar você no caminho…”.

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Ícones em 3D da Invicta

É originária do Suricata Design Studio, empresa situada na Baixa do Porto, a sugestão de hoje de Prenda de Natal Trendy Wheels. Ao contrário do que o título poderá sugerir, não lhe falo de peças representativas de monumentos da Invicta, mas antes uma criativa colecção de automóveis clássicos, desenvolvida numa vertente lúdica, funcional e também de decoração. Chama-se “3D Classic Collection” e compõe-se de seis exemplares numerados que ficam definitivamente bem em qualquer estante de coleccionador ou amante do mundo automóvel.


Estas interpretações discretas e minimalistas, em formato puzzle, sublinham as linhas originais de vários monstros das quatro rodas, como o VW ‘Carocha’, o 1º modelo da série, a que se seguiram o Citroën 2CV, o Mini, o Renault 4L, o Fiat 500 e ainda a VW ‘Pão de Forma’. Podem ser adquiridas online, na página da marca lusa, e em algumas lojas físicas da Invicta, mas também em Aveiro, Funchal, Lisboa e Sintra, por um valor de 27 euros a unidade (não inclui despesas de envio).


O Suricata Design Studio é uma empresa nacional que tem crescido e evoluído ao longo dos tempos, apostando nas áreas de Design de Produto, Design Gráfico, Tecnologias de Informação e Comunicação e também no Packaging. Ao longo dos tempos adquiriu a necessária maturidade e experiência profissional para um envolvimento directo em projectos de variável envergadura, de âmbito nacional e internacional. O crescimento é, por isso, saudável e contínuo!


A título de curiosidade, a marca lusa desenvolve pontualmente trabalhos únicos, alguns em parceria com outras entidades como este Citroën 2CV Fourgonette feito a meias com a agência Busilis da Comunicação. Está numerado com a intermédia referência Model Nr. 2.1e, sendo uma Edição Especial, não consta do catálogo da marca, mas é possível encomendá-lo. Se quiser saber aceda ao Facebook e demonstre o seu interesse pelo respectivo chat ou então preencha o formulário de contacto.
 
Imagens: Suricata Design Studio
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José Pinheiro

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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Pedalar Na Decoração

Eis-nos chegados exaustos a casa, depois de um revigorante passeio de bicicleta pelas novas ciclovias das nossas cidades ou após uma exigente escapadinha em BTT, de onde trouxemos mais uns quantos arranhões, mas que nem se notam tal o grau de satisfação com que abraçamos esta saudável actividade. Vamos agora limpar a bicicleta e guardá-la no seu poiso habitual. Onde?

Pois… resposta errada a quem respondeu “garagem”, “vão da escada” ou mesmo “varanda” pois o ideal é colocá-la… directamente em cima do móvel da sala ou na cabeceira da cama!

A ideia de transformar a bicicleta num elemento decorativo é de um chileno, de seu nome Manuel Rossi, que afirma que “no futuro, a arte, o design e o urbanismo irão conjugar-se através da paixão pelo ciclismo. Saúde, sustentabilidade e qualidade de vida são parte dos benefícios inerentes a esta nova revolução”, acrescentando que a importância que a bicicleta tem para cada um “pode ser integrada no seu lar, onde cada metro quadrado conta”.

Assim sendo, se o seu sonho é ter uma maior proximidade com esta companheira de passeios, em complemento ao prazer que dela tira quando a pedala, convido-@ a ver o Vídeo Trendy Wheels da Semana e, quem sabe, tirar algumas ideias lá para casa!


O conceito dá pelo nome de Chol1 e surgiu em Santiago do Chile, havendo já alguns exemplares deste mobiliário em comercialização, com preços entre os 75 e os 560 euros (despesas de envio não incluídas). Veja-os em detalhe na secção “Shop” e escolha a moeda de pagamento na secção “$ Currency”.

Outras ideias estão em processo desenvolvimento, estando neste momento a decorrer uma angariação de fundos (ou crowdfunding) na plataforma Indiegogo para ajudar à sua viabilidade. Se achar a ideia interessante e tiver verba para investir, ajude os seus designers a desenvolver novos conceitos! Em alternativa, ponha mãos à obra e transforme alguns dos móveis lá de casa… é tudo uma questão de jeito para a carpintaria!

Imagens: Chol1
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segunda-feira, 30 de maio de 2016

Esculturas Inimagináveis

Chris Labrooy é um designer de produtos que gosta de brincar com as suas peças, moldando-as e esticando-as até limites que roçam o inimaginável. Fá-lo em formato 3D, merecendo a sua atenção todo o tipo de elementos, desde sapatos de ténis a logótipos, malas de senhora ou alimentos, dando-lhes novos formatos topográficos e esculturais no mínimo surpreendentes.


Claro que para merecer a atenção do Trendy Wheels também dá novos mundos ao mundo das rodas, como se comprova pelos exemplos abaixo. Os primeiros incluem-se no projecto “Tales of Auto Elasticity” e baseiam-se na interpretação de vários ícones norte-americanos, associando-os às longas autoestradas, através de zonas desertas.


Mas as suas criações também buscaram inspiração a oriente, dando origem ao projecto “Tokyo”, onde os mais conhecedores decerto irão identificar diversos modelos da indústria automóvel nipónica, mergulhados no ambiente da célebre “Nakagin Capsule Tower” da autoria de Kisho Kurokawa.


Da sua vasta inspiração faz ainda parte o projecto “Auto Aerobics”, nascido da sua interpretação da zona envolvente de Brooklyn. E o inimaginável resultado está abaixo.
 
Imagens: Chris Labrooy
Fruto da sua veia imaginativa, não surpreende que entretanto tenha merecido a atenção de algumas importantes marcas, hoje parte do seu portfolio de clientes, casos da Nike, British Airways, Time Magazine ou McDonalds, entre outras. Para ver mais exemplos nestas ou noutras áreas visite a sua Página Oficial ou siga-o pelo Facebook.

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

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