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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Hora do puzzle

Composto por algumas boas centenas de peças e um considerável número de horas para as montar, como se de um puzzle 3D em tamanho real se tratasse, o automóvel encerra todo um mundo de deslumbre para os fãs da temática, nomeadamente os petrolheads que acompanham a imparável evolução mecânica.
Imagem: How a Car Works

Claro que sendo o Trendy Wheels um blog de conteúdos light, não me vou alargar no tema, convidando-@ apenas a ver esta animação que retrata a azáfama numa oficina em que, numa determinada noite, peças e ferramentas ganharam vida própria:

Filmado em stop motion, conjugando um total de 2.500 fotografias, este vídeo do portal How a Car Works explica, em detalhe, de que se compõe um motor, o conjunto de peças que forma o coração do automóvel. Sendo depois integrado no chassis, somam-se-lhe os restantes conjuntos – suspensões, chassis, interiores, carroçaria, etc – formando o tal veículo que permite levá-l@ de um ponto a outro nos seus diferentes trajectos diários, seja para o trabalho, à praia, de férias, ao cinema, às compras ou a qualquer outro destino em que se sente ao volante.
Caso tenha, efectivamente, curiosidade por esta vertente, analise aqui a oferta deste portal no domínio da formação. Quem sabe se não há uma potencial alma mecânica dentro de si!
Mecânico virtual
No mundo dos jogos electrónicos, na vertente VR (ou Realidade Virtual) há já muita coisa no mercado, mas de acordo com as mais recentes notícias prepara-se algo que, dizem os entendidos, será uma (nova) pedrada no charco. Chama-se Wrench e será um jogo de reparação e modificação de automóveis de competição.

O título desta, para já, proposta de VR game que está ainda em processo de desenvolvimento foi anunciado publicamente há 15 dias, estando também na calha, segundo palavras do seu responsável – o norte-americano Alec Moody – a criação de uma versão jogável em ecrãs tradicionais. Veja aqui um primeiro vídeo daquele que se poderá tornar um dos jogos mais emblemáticos neste domínio.

Caso queira acompanhar o seu desenvolvimento e vir, eventualmente, a ser um dos primeiros a jogá-lo clique no link acima. Há ainda que se esperar cerca de 1 ano, mais eventuais atrasos, até que fique disponível no mercado. Mas nunca se sabe se o responsável do mesmo vai precisar de uma ajuda externa para avaliação de eventuais bugs & afins!


Imagens: Wrench/Digital Mistake Games



Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Regresso às aulas ecológico

O Verão está a derreter a passos largos, significando que a temática do inevitável “Regresso à s Aulas” se vai tornando assunto do quotidiano, por mais que a pequenada o queira evitar. Aliás, as grandes superfícies e demais operadores já começam a fazer as suas campanhas, com ofertas, descontos e afins em livros e materiais. Já o mesmo parece não acontecer ao nível das propostas de transporte escolar, mantendo-se a habitual disponibilidade sem novidades de maior. 

Uma hipótese de novidade nacional até poderia ser a solução aplicada na cidade francesa de Louviers, onde a criançada de algumas escolas primárias vai para a dita e regressa a casa a pedalar. O que há de novo? O facto de não o fazerem em bicicletas tradicionais mas sobre um conceito chamado S’Cool Bus, criação de três jovens empreendedores locais, veículos a pedais com assistência eléctrica. Têm 4 velocidades e uma marcha-atrás, podem circular até aos 15 km/h e têm uma autonomia de cerca de 30 km, mais que suficiente para os trajectos diários, mesmo dentro de cidades de maior dimensão. Dotados de tejadilho amovível, luzes, piscas e retrovisores, naturalmente circulam, sempre que possível, em ciclovias e/ou algumas zonas pedestres, fugindo do trânsito automóvel.

Ecológico e estimulador da prática desportiva e do convívio entre a pequenada, o projecto seduz, também, pais e educadores. “Os S’Cool Bus são pequenos veículos com pedais independentes para cada criança e adaptados ao seu tamanho, permitindo o seu transporte para as escolas enquanto praticam uma divertida actividade”, referem os responsáveis pelo conceito. “Seguros e confortáveis, os S’Cool Bus também sensibilizam e educam os jovens a participar activamente no desenvolvimento sustentável. Deslocam-se respeitando o ambiente, divertem-se e, ao mesmo tempo garante-se-lhes uma actividade física diária mínima, com implicações na própria aprendizagem escolar.”

Para quando importar o conceito para o nosso Portugal? Afinal, estamos em época de Eleições Autárquicas e esta até poderia ser uma interessante ideia para determinadas regiões... ou mesmo para todas! Quem se atreve?
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;

2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Esta grande vontade de crescer

Conduzir… Quem é que em pequeno nunca pediu ao pai ou à mãe para se sentar ao colo e dar umas voltinhas pelo bairro, fazendo a inveja a alguns amigos? Num tempo em que as tecnologias ainda não nos dominavam era também comum ver-se montado nas costas do banco do passageiro algo semelhante a uma coluna de direcção, com volante, hastes de pistas e luzes e até uma foleirota buzina, com a qual, sentados no banco de trás, imitávamos as acções dos nossos papás ao volante, muitos sonhando em depressa crescer para ter 18 anos e poder tirar a carta!

Agora que as tecnologias são uma realidade indesmentível, a Toyota lançou algo - para já só disponível no Japão - que irá permitir às mais jovens gerações conduzir viaturas motorizadas. Integrado num projecto mais abrangente denominado “Camatte”, a nova Escola Camatte foi apresentada no início do mês no "Salão de Brinquedos de Tóquio", que esteve patente nas instalações do Tokyo Big Sight. Através dela os jovens podem viver o processo de obtenção de uma carta de condução, primeiro aprendendo a controlar o volante, acelerador e travões, assim como a conduzir a viatura num percurso dentro de um espaço dedicado ao efeito, para no final até fazerem o necessário exame.
Imagens: Toyota
Camatte Petta é o nome da viatura aqui usada, podendo esta ser decorada com vários ímanes, de formas e cores diferentes, permitindo-se uma relativa personalização, de acordo com as preferências dos utilizadores. É a mais recente adição ao um projecto mais abrangente, a que a marca japonesa tem estado associada desde 2012, através do qual - numa cultura familiar assumidamente nipónica - se incentivam pais e crianças a familiarizar-se e a ganhar alguma prática com viaturas motorizadas. Para as crianças mais novas mantém-se um outro programa – o “Camatte 57s” – que recorre a um simulador de condução.
No final da simulação e depois da avaliação final pelo promotor do espaço às suas capacidades, as crianças que passarem esse exame podem receber uma carta de condução provisória, emitida pela própria Toyota, com toda a informação e fotografia. Conheça aqui o projecto com mais detalhe.

Como se aprende em Portugal
Por cá, enquanto a tecnologia e os investimentos das entidades potencialmente interessadas não nos permitirem vôos maiores, mantemo-nos fiéis aos tradicionais – mas ainda muito válidos – percursos de condução para crianças, como o da “Caravana de Educação Rodoviária”, da Fundacion Mapfre, que regulamente percorre o nosso país com a sua estrutura dedicada.
Promovendo o conhecimento e o respeito pela sinalização, nela se fomentam a educação e civismo entre os nossos jovens dos 9 aos 12 anos, sendo a teoria dada num camião que funciona como sala de aula, exibindo-se depois os dotes práticos num circuito com insufláveis, rotundas, sinalização vertical e horizontal. Actuando como condutores ou peões, o processo é sempre acompanhado por monitores especializados.
Imagens: Fundación Mapfre

Siga o Facebook da Fundación Mapfre em Portugal e saiba quando é que esta importante ferramenta poderá estar na sua terra.
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes; 
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Qual minutinho, qual quê… haja respeito!!!

Quantas vezes não ouviu já as expressões “vou só ali já venho” ou “é só um minutinho”? Estas ou outras quaisquer, quando, por alguma razão, tentou sair de um estacionamento, aceder à sua garagem ou estacionar num local que até lhe está reservado, mas onde está lá um qualquer estorva que, para facilitar a própria vida, decidiu complicar a dos restantes mortais? Tal torna-se ainda mais preocupante com os abusos que influem directamente com pessoas, condutores ou peões, que por qualquer vicissitude da vida têm o seu modo de vida e de deslocação condicionado.

São inúmeros os exemplos nas nossas cidades, desde veículos parados ou estacionados em cima de passadeiras e passeios, em acessos de garagem e até em locais reservados a pessoas com algum grau de deficiência, por vezes perto de escolas e de centros de saúde e hospitais. Não é o banga-banga, mas estamos lá quase, tal o número de exemplos que todos os dias nos deparamos nas nossas deslocações!
Há dias tropecei num artigo - que tem mesmo de ler - de uma Mãe, de seu nome Ana Rebelo, que inconformada com uma situação recente que viveu com a sua filha Maria, dá uma autêntica chapada de luva branca a uma indivídua que em pleno Século XXI ainda acha que o mundo é só dela! Leia esta peça, sob o título “Estimada mãe que nos maltratou esta manhã, por estacionarmos no lugar para deficientes”.
Elucidativo não é? O estado a que chegámos, de total desrespeito pelo próximo, ao ponto de apenas olharmos para o nosso umbigo, achando-o mais importante do que o do vizinho, levando as nossas vidas normais sem olhar para o lado e vermos que há muito mais para além desse nosso ego! São inúmeros os exemplos de mobilidade condicionada por quem já originalmente a tem no seu dia-a-dia, tendo que lidar com um sem número de obstáculos que lhes barram ou limitam o caminho.
Recordo a campanha “Bati no seu carro” que há cerca de um ano a Associação Salvador levou a cabo em Lisboa, através da qual se pretendeu sensibilizar a população para a questão do estacionamento abusivo.

O sucesso desta espécie de apanhados foi imenso, o filme tornou-se viral com milhares de partilhas nas mais diversas plataformas e redes sociais, até merecendo cobertura na Comunicação Social, mesmo fora de Portugal, para além de lhes valerem reconhecimentos vários, nomeadamente com um Grand Prix dos “Prémios Lusos”, galardões em que se distingue a criatividade lusófona.
Aliás, já em 2013 esta mesma associação levara a cabo outra acção cívica de protesto – sob o título de “Ocupe o seu lugar” – realizada a meias com o Grupo Lisboa (In)acessível. Ocuparam todos os lugares de estacionamento que então existiam na Praça do Duque de Saldanha (Lisboa) com 50 cadeiras de rodas, tendo estas os mais variados dizeres, do estafado “volto já”, aos “só vou ali buscar uma coisa” ou “vou só beber um café rápido”, afinal as habituais justificações de quem, sem qualquer tipo de limitação física, complica a vida das pessoas com deficiência, estacionando o seu veículo em lugares que não lhes pertencem!
Imagens: Associação Salvador e Grupo Lisboa (In)acessível

Impressionante, de facto, este constante alerta às populações, mas o que mudou efectivamente na consciência das pessoas? Pelo exemplo dado pela mãe da Maria parece que infelizmente pouco, muito pouco...
É… o texto de hoje é algo pesado pelo que para descontrair um bocadinho convido-@ a ver uma situação levada ao exagero, num conjunto de apanhados do programa de TV “Just For Laughs Gags”, que retrata um grupo de seniores a atravessar uma passadeira, provocando o caos no trânsito, levando muitos condutores ao desespero.

Difícil, não é? Ver a nossa pacata vida condicionada por terceiros é obra! Agora imagine uma troca de papéis, vivendo-se, por momentos, a vida de alguém que tem uma deficiência motora, de alguém com um crescendo da degradação das suas capacidades e da qualidade de vida, etc! Ah pois é bebé!
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2017

O mistério do pára-arranca

Apesar do paralelismo que se possa fazer e por mais fã que seja das obras de suspense da britânica Agatha Christie, este não seria em absoluto um título que viesse a entrar numa lista das suas potenciais obras. Isto porque os argumentos escolhidos por uma das mais brilhantes autoras de romances policiais (entre outras obras) eram bem mais elaborados do que a simples pesquisa por parte dos míticos personagens que criou – destacando-se a simpática Miss Marple ou o peculiar Monsieur Hercule Poirot – sobre a razão desta realidade das nossas auto-estradas.



Decerto que nas suas deslocações em vias rápidas já se deparou com a (quase) insuportável situação do pára-arranca, em que as filas parecem andar bem num momento para, de repente e sem razão aparente, o obrigar a travar. Logo a seguir começa-se a andar outra vez até que, por vezes, quase voltamos a estar em cima do veículo da frente, obrigando a novo recurso do pedal do travão, operações consecutivas que, de acordo com a atenção de cada um, podem resultar em situações mais catastróficas. 
De quem é a culpa? A resposta é: sua, exclusivamente sua! Quem o afirma é a Auckland Transport, autora do vídeo SpreadTheJam, em que se explica, por A + B, as razões dessa situação de mola e o que os condutores devem fazer para minimizar o seu impacto. Trata-se de uma questão de simples consciencialização, ou de educação rodoviária, em que todos poderemos sair a ganhar!



Pense um pouco nisto e faça boas viagens!
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 4 de março de 2016

O Poder da Escrita e da Ilustração

Cada um é para o que nasce, segundo o dito popular, e enquanto uns são ases no desporto, outros singram no canto ou na representação, em actividades de lazer ou ensino, entre um sem número de outros domínios. Quando se conjugam duas ou mais capacidades, surge um renovado potencial. O Trendy Wheels apresenta-lhe os novos escribas e ilustradores, nascidos da iniciativa “Jovens Autores de Histórias Ilustradas”.


O conceito é da Nissan Portugal e pretende sensibilizar os jovens para a importância do seu papel na construção de um futuro sustentável, identificando-se, em simultâneo, novos autores de contos e ilustrações. Nesta que foi a 3ª edição, criaram-se 10 novas histórias, da autoria de 19 jovens, entre escribas e ilustradores, entretanto agrupadas num único livro.

Destaca-se o título “Sempre a Mesma Coisa”, com escrita e ilustrações de Jasmim Cotrim e Inês Baptista (ES Cacilhas-Tejo), que conquistou o júri e acumulou os dois prémios principais desta edição 2014/15, para a “Melhor História” e para a “Melhor Ilustração”. Atribuiu-se, ainda, um terceiro galardão a “Cega a Tua Vida, Antes que Ela te Cegue a Ti”, da autoria de Miguel Marques e Sofia Rosário (EBS S. Martinho do Porto), numa eleição do público no Facebook da marca japonesa.


“Quando um novo livro chega às livrarias conclui-se a jornada criativa dos seus autores e inicia-se a descoberta dos leitores. Mas quando esse livro reúne e conta as histórias de uma nova geração de autores, é com redobrado entusiasmo que o descobrimos,” refere António Pereira Joaquim, Director de Comunicação e Relações Públicas da Nissan Portugal. Surge, assim, “um único livro que reúne traços, cores, palavras, frases, ideias e sonhos de 17 alunos do Ensino Secundário, obras de um conjunto de novos talentos da escrita e da ilustração nacional”.

Ao longo de vários meses, muitos os alunos e professores do Ensino Secundário trabalharam nas ideias, redacções e ilustrações de dezenas de trabalhos sobre “Condução Autónoma”, o tema forte desta edição, tecnologia de futuro em que a marca japonesa é pioneira. Projectos que foram, depois, enviados para a Nissan, obrigando a uma difícil selecção final pelo júri, este ano composto pela jornalista Bárbara Wong, a escritora Ana Maria Magalhães, o ilustrador Paulo Galindro, o escritor António Torrado (Sociedade Portuguesa de Autores), o pintor Eurico Gonçalves (Sociedade Nacional de Belas Artes), Fernando Pinto do Amaral (Plano Nacional de Leitura), Vitor Silva Mota (Editora Leya) e Guillaume Masurel (Nissan Portugal).

“Desafiando adolescentes de todo o país a libertarem-se de preconceitos e darem asas ao seu talento, construindo novas histórias, criando personagens com vidas e rumos diferentes, mas sempre com um objetivo em comum: a concepção de um novo futuro, com menos emissões e menos fatalidades em acidentes, numa contribuição efectiva para uma sociedade mais sustentável,” justificou aquele responsável.

Conheça aqui o making of desta 3ª edição que, entre outras acções, levou os finalistas até Barcelona, numa viagem inesquecível e repleta de boa disposição:


Uma edição também em braille
Em complemento ao livro em formato tradicional, destaque-se a produção de uma edição em braille, com o apoio da "Área de Leitura para Deficientes Visuais" da Biblioteca Nacional de Portugal, para um público-alvo com deficiências visuais que poderá, de acordo com Censos 2011 do INE, atingir 160.000 pessoas.


Pretendeu-se “tornar o concurso mais inclusivo, procurando consciencializar alunos invisuais ou com deficiências visuais, mas aptos para a escrita e para a ilustração, inseridos em escolas regulares, para a participação no JAHI. Simultaneamente damos o nosso contributo para o prazer dos livros e da literatura a crianças, adolescentes e adultos com deficiência visual. Através da leitura promovemos a cidadania, proporcionando um olhar crítico que possibilita formar cidadãos conscientes e contributivos para um futuro mais sustentável”, sublinha Guillaume Masurel, Director-Geral da Nissan Portugal.

De um “Sonho Lúcido” a uma realidade física
Foi também publicado do livro “Sonho Lúcido”, da autoria de Mariana Fonseca e Ana Sofia Matos, as vencedoras dos prémios “Melhor História” e “Melhor Ilustração” na anterior edição, título que fez parte do livro conjunto do “JAHI 2013-2014”, em que o tema era “Um Futuro de Zero Emissões”. Nele conta-se uma história vivida entre duas metrópoles – uma real Barcelona e uma fantástica Novaselik – em que a realidade e o imaginário se misturam numa narrativa livre.


É com grande apreço que vimos o nosso primeiro livro ser publicado. É o culminar de uma longa etapa que representa uma oportunidade que dificilmente surgiria tão cedo noutro contexto. Será, com certeza, um momento que ficará na nossa memória”, referem as autoras, à altura alunas da Escola da Maia, mas agora ambas estudantes da Universidade do Porto.

Viagem ao passado na “Revolução Futurista”
Um ano antes, no culminar da primeira edição dos JAHI, então sob o tema da “Mobilidade Sustentável”, os vencedores foram Maria João Amaral (texto) e Fábio Araújo (ilustrações), com a sua "Revolução Futurista”. Conta-se a história da Maria, de seis anos, e do seu amigo Jerónimo, passada em Londres, de onde partem para uma viagem ao passado, até ao início da Revolução Industrial, na procura de um recurso energético que permitisse a preservação do ambiente.

Fotos: Nissan/CL Sta. Maria de Lamas (à esq, em baixo)


Na altura, a autora da história, entretanto também passada a livro, referiu ter sido “uma sensação completamente diferente, muito recompensadora. Uma grande alegria, mas também uma grande responsabilidade, pois sabia que esperavam o máximo de mim. Não imaginava que com esta idade iria fazer algo com tanto impacto”. Já para o ilustrador tratou-se de “uma oportunidade extraordinária que a Nissan me proporcionou, quero seguir ilustração e este livro é uma porta que se abre. É uma sensação fantástica ver o nosso trabalho publicado pela primeira vez

A iniciativa em resumo
O projecto “Jovens Autores de Histórias Ilustradas” insere-se na política de Cidadania Azul” da Nissan,  um compromisso para com a sustentabilidade e a mobilidade, investindo nas comunidades em que se insere. Iniciativa única na Europa, inspira-se no “Children’s Storybook” e “Picture Book” que a Nissan Motor organiza há mais de três décadas no Japão. Em Portugal tem como entidades parceiras o Plano Nacional de Leitura e a Editora Leya.


Para concluir, refiro que o programa vai agora entrar em pausa para reformulação, preparando-se “um regresso ainda mais inovador e entusiasmante para alunos, professores e escolas”, promete a marca. Será um ano de intenso trabalho, pelo que fica um “até já” para uma potencial edição 2016-2017.
 
Fotos: Nissan (oficiais)

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.