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quarta-feira, 22 de novembro de 2017

CineRAIL: O comboio no grande ecrã

Do revolucionário filme “Arrivée d’un train en gare à La Ciotat” (“Chegada de Um Comboio à Estação de La Ciotat”), dos Irmãos Lumière, no longínquo ano de 1895, até ao actual sucesso de bilheteira “Um Crime no Expresso do Oriente”, a mais recente recriação para o cinema feita a partir da obra icónica de Agatha Christie, o comboio tem sido protagonista de um sem número de películas, ora assumindo um papel mais preponderante, ora apenas de suporte, mas deixando sempre a sua marca bem vincada.
Imagem: CP - Comboios de Portugal

Apesar de outros exemplos da autoria dos irmãos Louis e Auguste, filhos do fabricante de películas Antoine Lumière, seria esta película que viria a imortalizar a denominada 7ª Arte, fruto da sua exibição pública a 28 de dezembro de 1895, dentro da primeira sala de cinema do mundo. A sua estreia demonstrou a validade do conceito, pelo simples facto de muitos espectadores, assustados com o realismo das imagens, terem saltado dos seus lugares da plateia para o fundo da sala, com medo de serem atropelados pela locomotiva que se aproximava dos seus olhos a grande velocidade.
Estes cerca de 60 segundos de emoção mudaram o mundo, numa arte que, até ao presente e em já mais de um século, trouxe ao grande ecrã (e, depois, à televisão, o pequeno) inúmeros de filmes sobre e com comboios. Os exemplos são muitos, entre os títulos acima, de “O Grande Assalto ao Comboio”, icónico filme mudo de 1903, ao desconcertante “A Rapariga no Comboio” (2016), película que vi há dias, mais as inúmeras cowboiadas, onde havia quase sempre um ou pouca-terra, pouca-terra na paisagem, seguindo-se diversos filmes dramáticos, de acção, catástrofe, aventura, comédia, terror, animação, etc, num actor sobre rodas que, como se pode ver, adapta-se a qualquer género.
“Desde esse primeiro encontro com o icónico filme dos Irmãos Lumière que o cinema tem desfrutado de um companheirismo inigualável com comboios, estações e metropolitanos, cada um deles transmitindo, de um modo especial, a imagem da nossa sociedade e das nossas fantasias. Podem representar o nosso quotidiano nos transportes, a nossa fuga para férias, a dor da despedida, a alegria do reencontro, etc, numa aventura de vida, com doses diferentes de drama e felicidade, misturando a vida, o amor e a morte, como convém a qualquer bom argumento”, refere a organização.
Imagem: Wikipedia/Frères Lumière

Há mais de 20 anos que o CineRail apresenta uma selecção de filmes sobre o tema, propostas na sua grande maioria originais e oriundas de todo o planeta, sendo que muitas delas de produção independente que integram os concursos de curtas-metragens, avaliadas por um júri internacional composto por artistas e profissionais. “Ao todo, já foram exibidos mais de dois milhares de curtas-metragens, entre criações inéditas, filmes clássicos ou novidades, demonstrando a perfeita conjugação do mundo ferroviário com o do cinema”.

Depois de Paris... Lisboa!
Pois se é fã desta conjugação temática cinema/comboios e vive na capital ou está por essas paragens no final do mês tenho uma sugestão: o “CineRAIL - Festival Internacional de Cinema Ferroviário 2017”, evento que, pela primeira vez na sua história realiza uma edição fora de território francês, exibindo por cá filmes de todo o mundo subordinados à temática ferroviária.
Imagens: CineRail e oficiais (filmes)

Decorre de 27 a 29 de Novembro no Cinema São Jorge (Av. Liberdade, Lisboa) esta iniciativa, naturalmente apoiada pela CP - Comboios de Portugal e pela UIC – União Internacional dos Caminhos-de-Ferro, dividindo-se por 3 sessões por dia (10h00, 14h00 e 17h00), exibindo-se mais de meia centena de películas. A lista oficial só será apresentada no primeiro dia, mas sabem-se já o nome de duas películas a exibir: “A Carruagem”, filme do fotógrafo/cineasta português João Vasco e da compositora Anne Victorino d'Almeida, vencedor da anterior edição (2015) do CineRAIL, integrando a sessão de abertura (às 18h00 do dia 27), para à noite se exibir “O Comboio de Sal e Açúcar” (21h15), uma colaboração luso moçambicana do ano passado, com realização de Licínio Azevedo, duas propostas de âmbito diametralmente oposto.
No filme luso vários passageiros partilham o espaço e a privacidade de uma carruagem de metropolitano. Para além deles, ali se transportam sonhos e desejos, a possibilidade de encontros imprevistos e de conflitos indesejados, num refúgio que se pode mostrar, por vezes, como uma simples ilusão. Já a segunda película retrata uma perigosa viagem de comboio, entre Nampula e o Malawi, em plena guerra civil moçambicana. Única esperança para centenas de pessoas que arriscam a própria vida para garantir a subsistência das suas famílias, a viagem faz-se a 5 km/h por troços de linha sabotados, deixando completamente vulneráveis todos os que nele viajam e que procuram esperança em tempo de guerra.
Em termos de competição oficial, este CineRAIL 2017 divide-se por várias categorias – comunicação corporativa, sustentabilidade ambiental, segurança, publicidade, comunicação interna e património histórico – sendo o ponto alto o “Grande Prémio CP” e, também o “Prémio do Público” atribuído pela UIC. Os competidores serão anunciados oportunamente no site oficial e os vencedores serão anunciados aquando da entrega de prémios (a partir das 18h45 do dia 29), que antecipa a cerimónia de encerramento. A entrada no Festival é livre.
Imagens: Oficiais
Caso tenha conseguido prender a sua atenção até aqui convido-@, agora, a assistir aos trailers de alguns dos filmes referidos: o icónico Chegada de Um Comboio à Estação de La Ciotat, Um Crime no Expresso do Oriente, o vencedor luso A Carruagem e o emocionalmente violento O Comboio de Sal e Açúcar.
Adicionalmente, deixo-lhe duas outras referências: porque já estamos em plena época natalícia, o Polar Express, animação de 2014 para os mais pequenos – e não só – que retrata uma mágica viagem de um jovem em modo de auto-descoberta e o filme/documentário Lumière – L’Aventure Commence dedicado a esses dois irmãos franceses que, a partir da invenção do cinematógrafo, nos permitem, desde então, desfrutar das maravilhas do cinema e alhearmo-nos, por momentos - e dependendo do número de baldes de pipocas à volta - do mundo lá fora!
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Exteriorizar desejos

O dia 1 de Abril é sempre uma fonte de inspiração para as mais diversas criações, umas mais felizes e elaboradas, outras que… enfim, mais valia estarem quietos. Certo é que versam os mais diversos temas, sendo que as rodas também dão pano para mangas.

Se há exemplares que roçam o absurdo, outros expressam mesmo os desejos mais recônditos de alguns designers, se bem que depois se vejam obrigados a ficar-se apenas pelos seus desenhos ou vídeos. A seguir, sem grandes considerandos, desfilam algumas das criações deste “Dia das Mentiras 2017”. Divirta-se!
BMW: Qual é o cão que não gosta de ir passear de carro com o seu dono, com a cabeça fora da janela? Conheça o dDrive, uma cama caseira que proporciona essa sensação de frescura.

Dacia: Não tem tempo para ir à praia? Ou mora numa zona de pouco sol, mas gostava na mesma de ter um bronzeado à maneira? O novo Sundero tem um equipamento à sua medida, com uns pozinhos extra e tudo!
Imagens: Dacia UK

Emirates: O APR001 é um avião de três andares com todas as mordomias de um verdadeiro paquete. Piscina, salão de jogos e de lazer, etc, etc, etc...
Imagens: Emirates

Honda: Para que os condutores possam expressar as suas emoções ao volante, a marca japonesa pensou em integrar os populares emojis no volante, associados a diferentes sons da buzina Honda Horn Emojis.
Hyundai: Já não precisa de ir buscar o seu carro novo ao stand. A entrega é feita em casa por via aérea através do serviço Clickto Fly.
Lexus: Farto dos empatas que teimam em se manter na faixa do meio ou da esquerda nas auto-estradas e vias rápidas? A resposta está na ponta dos seus dedos, através do sistema Lane Valet.

Mini: E que tal um food truck com base no descapotável da marca? Os eventos de street food nunca mais iam ser os mesmos com este pack John Cooker Works.
Opel: A cor é um factor de crescente importância aquando da compra de um carro, mas se associada a ela – no caso o tom Berry Red – vier também a essência, melhor ainda!
Imagem: Opel/Vauxhall UK 

Polícia de Segurança Pública: Muito inspirada nas redes sociais, esta força policial fez saber ser a primeira na Europa a possuir um Aeromobile.
 
Imagem: Polícia de Segurança Pública
smart: À semelhança do tema da passada 2ª Feira, dos veículos com rodas que também se aventuram no mar, a marca pensou em transformar o seu popular fortwo num pequeno anfíbio denominado... forsea.
Imagem: smart 

Virgin Atlantic
: Voar nunca mais vai ser o mesmo na companhia de Sir Richard Branson, com a graciosidade dos pássaros transposta para os seus aviões. Conheça o Dreambird 1417.
Virgin Australia: Será a primeira companhia aérea a contar com uma Tripulação Canina, para apoio aos mais diversos clientes.

Virgin Trains: Comprar um passe de comboio e apresentá-lo nas portas de acesso às plataformas vai fazer-se através de um novo processo, denominado o Tick-Ink. Se gostar de tatuagens então é mesmo a sua cara!
Imagens: BMWBlog

E pronto... este ano foi assim. Veremos o que nos irá reservar o 1º de Abril de 2018.

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Um Bilhete Para Ho Chi Minh City Sff!

“Bom dia! Quero um bilhete para Ho Chi Minh City por favor!” Se fizesse este pedido no guichet da estação da CP de Vila Real de Santo António, o mais certo era que do outro lado do vidro lhe respondessem algo do tipo “Ah mon… Moce! Deslarga-me da mão!”, ou então um “Comé-quié?”, acompanhado de um sinal de chamada do Segurança de serviço para ver “o qu’é qu’este cabeça de azinho quer pr’áqui!”. 

Embora parecendo algo do outro mundo, apenas não é possível a compra na íntegra desse bilhete, mas já o é viajar de comboio desde Vila Real de Santo António, no extremo do sudeste Algarvio, até Ho Chi Minh City (também conhecida como Saigão), na ponta sul do longínquo Vietname! Uma perfeita loucura, é certo, mas faz-se!
 
Imagens: CM Vila Real Santo António e Ho Chi Min City Municipality

Surpreso?! Eu também fiquei assim pró estupefacto, mas um estudo do portal Basement Geographer, feito em tempos e entretanto replicado noutros portais, demonstra-o... em parte. Isto porque não querendo fazer um eco dessa viagem, decidi esticar um pouquinho mais o percurso, acrescentando-lhe uns meros 500 km (62 no Algarve e 441 até Coimbra), vislumbrando esta viagem a partir do sul do país, acumulando aos 17.000 km originais. Afinal, até dá para ligar ambas as cidades e fazê-la – se não houver atrasos e condicionantes – em cerca de 13 dias, mas vá-se lá saber em que estado de cansaço!

Imagens:  Google Maps, CP

De  mochila às costas na estação de Vila Real de Santo António e ‘bora lá e tentando perder-se o menor tempo possível entre composições. A longa viagem inicia-se num comboio Regional da CP às 13h33, levando 70 minutos até Faro, para às 15h05 arrancarmos no Alfa Pendular rumo a Coimbra B, chegando ao destino às 19h43.
 
Imagens:  Google Maps, CP
Segue-se o internacional Sud Expresso que, saindo de Coimbra-B às 23h32, atinge a fronteira de Vilar Formoso às 02h20, Medina del Campo (Espanha) às 05h40 e Hendaye, já do lado francês dos Pirenéus, às 11h28 da manhã do dia seguinte, numa primeira viagem nocturna que permite descansar e aproveitar as refeições a bordo da carruagem-bar.

O Sud Expresso liga depois ao TGV-Atlantique francês que circula entre a fronteira franco-espanhola e Paris e daqui e sempre por países da União Europeia, o destemido viajante segue, depois, a bordo de diferentes composições (incluindo o ICE e o EuroNight), passando e/ou parando em cidades como Bruxelas, Colónia ou Berlim, até alcançar Varsóvia, na Polónia. Nesta altura já se somam cerca de 40 horas de viagem (com transbordos e algumas esperas mais ou menos longas, mais o acerto horário) desde que se saiu de Coimbra-B.
 
Imagens:  Google Maps, SNCF e ICE


Ainda está fresquinho? Então prepare-se que a partir daqui é a doer! Da Polónia inicia-se uma viagem de quase 26 horas e meia num Polonez, que cobre os pouco mais de 1.300 km até Moscovo, atravessando-se a Bielorrússia. Dormir, comer e o xixizinho da ordem só a bordo, pois as localidades onde se pára são só vistas pela janela. Não há tempo para mais!
 
Imagens:  Google Maps, Seat61ExpressToRussia

É na capital russa que se inicia a histórica Rota Transiberiana (ou pelo menos parte dela) que atravessa quase na horizontal o sul daquele enorme país. Interrompe-se esse trajecto em Ulan-Ude, para se entrar na Rota Trans-Mongólia, que atravessa este país de norte para sul, prolongando-se até Pequim. Até à capital chinesa passaram-se mais 7.622 km sobre carris, em comboios multi-cor incluindo 6 noites e uma paragem de quatro horas na fronteira entre a Mongólia e a China, para acerto da bitola das rodas da composição (distância entre carris, que é diferente entre aqueles dois países).
 
Imagens:  56Parallel, GoWay, Wikipedia
Nesta altura, o Vietname é “já ali”… ou quase, mas há ainda que esperar de novo na fronteira para nova mudança de bitola. É… aquando das guerras o pessoal com medo das invasões estragava os planos dos agressores com esta marosca estratégico-militar, que impedia o avanço das composições dos países agressores (também as há diferentes da Península Ibérica para França, ou da Europa continental para as ilhas britânicas). Desde a fronteira, rumo a sul via Zhengzou, Guillin e Nanning, são mais 4 horas até Hanoi, fazendo-se aqui nova paragem de 11 horas antes de nova viagem de 33 horas (1.726 km) até se atingir Ho Chi Minh City. Yeahhhhh!!!! (leia-se qualquer coisa do género "Uffff… finalmente!!!").
 
Imagens: Google Maps, China Highlights, BaolauVietsensetravel e Vietnam Railway
Tudo somado, o Basement Geographer contabilizou 17.000 km e 327 horas de viagem (mais de 13 dias e meio), incluindo todos os acertos horários derivados das diferentes zonas geográficas atravessadas. Previu, na altura, um custo de cerca de 2.000 dólares em bilhetes, contando, por exemplo, na Europa com os mais acessíveis do consórcio Eurail, que incluem uma série de benefícios e são válidos para quase todos os países até à Polónia. Há que somar a isto os 500 km extra que inclui em Portugal e o respectivo custo dos bilhetes (6 euros do Regional e 44,40 euros do Alfa).

Mas é uma viagem bastante dura, mesmo tendo em conta as deslumbrantes paisagens que vai encontrando pelo caminho, a sua grande maioria vista das janelas das diferentes composições, nomeadamente nas rotas Transiberiana e da Mongólia. Em termos de tempo a alternativa “avião” mostra-se muito mais atractiva, podendo-se ainda poupar em quase 3/4 o preço do bilhete.

De acordo com o portal Momondo e partindo de Faro – há que chegar de Vila Real de Santo António de comboio – e voando para o mesmo destino, há 3 hipóteses de escolha (note-se que escolhi um dia a meio da semana, no caso uma 4ªF):
  • A Mais Barata: a viagem fica por 542 euros, saindo-se do aeroporto de Faro e tendo escalas em Amesterdão e Cantão. O primeiro voo é da Transavia e os outros dois da China Southern Airlines. Sai-se às 16h50 desse dia e chega-se às 11h00 de 6ªF, ou seja, no total a viagem far-se-á em 36h10;
  • A Mais Rápida: ser mais rápido (apenas 18h10) implica ser mais caro (3.233 euros) e também aqui há duas escalas – até Munique na Air Berlin e depois para Banguecoque e ate ao destino pela Thay Airways – mas com menos tempos mortos entre as viagens;
  • A Melhor: esta é apresentada como a proposta mais equilibrada, com um custo de 597 euros e feita em 21h25. Um voo é da Lufthansa, levando-o até Frankfurt, enquanto a Singapore Airlines voa até Singapura e, depois, até Ho Chi Minh City.

Imagens: Momondo



Se  o seu espírito é aventureiro e aposta na diferença, a longa viagem de comboio assenta-lhe que nem uma luva. Se é mais lógico de pensamento, então faça-a de avião! Qualquer que seja o seu destino e com quem quer que vá, deixo os votos de umas excelentes férias!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Obras de Arte no Nosso Caminho

Continuam a surgir, a uma cadência impressionante, boas notícias para Portugal, nos mais diversos domínios e também em conteúdos relacionados com as rodas como o comprovam os exemplos que hoje lhe trago, convidando-o a fazer uma viagem por algumas das “Maravilhas do Nosso Portugal” verde e rubro.


Uma paragem de autocarro premiada
Por exemplo, sabia que há, na cidade berço, uma estação de camionagem diferente de todas as outras, fruto do seu arrojado design? Algo que lhe valeu o 8º lugar no top-10 dos “Melhores Designs de Paragens de Autocarros do Mundo de 2016”, avaliação da revista especializada Design Curial
 
Fotos: Arriva (Oficiais)
Pertence à Arriva e fica em Pinheiro este edifício projectado pela RVDM Arquitectos e inaugurado em 2010. Tem capacidade para uma centena de autocarros e integra, também, uma área administrativa e outra de manutenção e estacionamento. Nela se conjugam o vidro e o alumínio, dois elementos que se complementam na perfeição.

As paragens de autocarros preferidas daquela publicação são, por esta ordem, a Unterkrumbach Nord Bus Stop (Krumbach, Áustria), a Gagra Bus Stop (Abkhazia, Georgia) e a Busbanhof Poppenbüttel (Hamburgo, Alemanha). Veja-as abaixo.  
Fotos: Design Curial (Oficiais)

A maravilhosa gruta das Olaias
Em qualquer pesquisa que se faça sobre “As Mais Belas Estações de Metro do Mundo”, há um exemplo nacional que aparece invariavelmente: a Estação das Olaias. Desenhada por Tomás Taveira, com o contributo de quatro artistas plásticos – Pedro Cabrita Reis, Graça Pereira Coutinho, Pedro Calapez e Rui Sanchez – foi inaugurada em Maio de 1998, sendo parte da linha Vermelha do Metro de Lisboa.
 
Fotos: Transportes de Lisboa (Oficiais)
Esteve em destaque há dois anos, quando o portal norte-americano Huffington Post e o britânico The Telegraph a integraram nos seus rankings. Ecos que, entretanto, se replicaram por todo o mundo, sendo os exemplos mais recentes os artigos do Business insider e, por cá, do jornal online ObservadorCompõe-se de um átrio superior e a nave principal do cais, espaço extremamente elaborado em termos de formas e cores, nela se destacando, entre outros, 10 candeeiros artísticos em metal e acrílico e uma escultura metálica localizada junto ao elevador panorâmico em forma de peixe.

Outras infraestruturas que também estão quase sempre entre as preferidas são os metros de Toledo (Nápoles, Itália), de Avtovo (S. Petersburg, Rússia) e de Estocolmo (Suécia), entre muitas outras. Veja-os abaixo.
 
Fotos: AFP/Getty Images (Oficiais)



A Oriente brilha uma estação...
Especialista na análise de informações e estudos relacionados com construções de grande envergadura, a Emporis divulgou em 2014 uma lista com “As Estações de Combóios Mais Espectaculares do Mundo”, estruturas que se tornaram marcos arquitectónicos únicos das cidades onde foram construídas, fruto das suas coberturas pouco convencionais, das cores brilhantes e formas extravagantes.
 
Fotos: C.M. Lisboa; Transportes de Lisboa

Uma lista que incluiu a Gare do Oriente (Parque das Nações), cuja imagem de marca é, sem dúvida, a sua cobertura de vidro betão e aço. Inaugurada em 1998, a estrutura com assinatura de Santiago Calatrava, também é referida como Gare Intermodal de Lisboa, pois o complexo inclui a estação de metro do Oriente, um espaço comercial e uma estação rodoviária (local e de médio/longo curso) para táxis e autocarros.

top da Emporis inclui outra estação do mesmo arquitecto espanhol, a Gare de Liège-Guillemins (Liège, Bélgica), inaugurada em 2009, em contraponto à Kings Cross Railway Station (Londres, Inglaterra) de 1852, a mais antiga da lista e palco da saga "Harry Potter", ou ainda o Chhatrapati Shivaji Terminus (Mumbai, Índia), de 1888 e Património Mundial da Unesco desde 2004, entre outros exemplares únicos na historia dos transportes ferroviários. Veja-as aqui.
 
Fotos: Oficiais

Mas… só isto? Não! Há algo mais para dizer, num tema a que voltarei numa próxima edição, para fazer a ligação entre dois pontos!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.