Mostrar mensagens com a etiqueta Moda. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Moda. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Moda lusa a bordo de um ícone

Automóveis e moda – já o disse aqui em diversas ocasiões – são áreas com um número cada vez maior de pontos de ligação. Uns nascem no processo de criação de um determinado modelo, outros a posteriori, sob as vestes de propostas customizadas com vista a um determinado objectivo, normalmente de imagem, decorrente das associações que se estabeleçam com esta ou aquela marca ou empresa. Por cá, um dos exemplos mais recentes juntou a MINI ao estilista português Nuno Gama.

Prevendo a criação de duas unidades com base no MINI Clubman, a parceria “MINI x NUNO GAMA Design Project” resultou em duas propostas segundo a visão do estilista, num resultado final que foi recentemente desvendado na sua Maison, no Príncipe Real (Lisboa). Automóveis únicos, assumem-se outros tantos posicionamentos, fruto da originalidade dos seus interiores, com o MINI Clubman Gentleman by Nuno Gama a apostar em elementos mais tradicionais e o MINI Clubman Sport by Nuno Gama com um cunho mais desportivo.

A representante nacional da marca de origem britânica refere que estes exemplares únicos e exclusivos irão estar, em breve, à venda, embora não sejam dados mais detalhes desse processo nem a que preços.
Acrescente-se que como apoio à busca de novos talentos na moda nacional, no âmbito deste projecto realizou-se um concurso de apuramento de jovens designers em início de carreira, que provassem ter o melhor perfil para desenvolverem um estágio de um ano, junto da equipa do estilista. Uma experiência única que foi conquistada por Daniela Freitas e Fábio Maio, já em funções na Maison Nuno Gama.





Imagens: MINI e Nuno Gama (Facebook)


Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Clássicos: Elegância em ambiente de realeza

É em ambientes de reis e rainhas, príncipes e princesas, que complemento o artigo de há uma semana, em que trouxe os ecos de dois eventos realizados em lados opostos do Atlântico, Cascais e Pebble Beach (EUA). Desta feita mostro-lhe dois outros encontros europeus que, semelhantes no conceito e na projecção que ambos já têm a nível internacional, contam com um histórico bastante diferente.

Nas margens do Lago Como…
É normalmente em Maio de cada ano que entusiastas de veículos clássicos, de 2 e 4 rodas e oriundos de todo o planeta, se reúnem no âmbito do “Concorso d’Eleganza Villa d’Este”. Este evento histórico – a primeira edição remonta a 1929 – decorre nos terrenos da histórica Villa Erba, nas margens do Lago Como (Itália), transformada num espaço único e exclusivo, onde os presentes podem admirar os mais icónicos veículos de diferentes eras.

Agora com o alemão Grupo BMW como patrono, a edição de 2017 decorreu sob o conceito “Around the World in 80 Days – Voyage through an Era of Records”, ali reunindo 51 automóveis raros provenientes de 16 países, de 30 marcas, bem como 40 motos de diferentes décadas, acção que ainda envolveu um valioso leilão da responsabilidade da RM Sotheby.
Começando pelo Concorso di Motociclette, sagrou-se vencedora uma Puch 250 Indien-Reise (1933), que arrebatou o troféu de “Best of Show”, enquanto o público preferiu entregar o seu troféu à Ducati Café Racer, um estudo da reputada marca italiana, hoje propriedade da Audi.

Na avaliação principal, o júri atribuiu o cobiçado “Trofeo BMW Group/Best of Show” a um Alfa Romeo Giulietta SS Prototipo, Coupé, Bertone (1957). Já o galardão do público foi duplamente dividido, pois adultos e crianças (até aos 16 anos) puderam votar de modo independente nos seus preferidos. No grupo dos petizes, o eleito para receber o “Trofeo BMW Group Ragazzi” foi o Alfa Romeo 6C 1750 Gran Turismo, Cabriolet, Castagna (1932), enquanto o “Coppa d’Oro Villa D’Este” dos mais velhos foi para um Lurani Nibbio, Open Single-Seater, Riva (1935). Destaque ainda para os exercícios de estilo, aqui com o Renault Trezor Concept a arrebatar o cobiçado “Design Award”.

Imagens: BMW Group/Villa d'Este

Assista ao vídeo e aprecie a beleza das imagens, do espaço onde se realizou este sumptuoso evento, certificado pela UNESCO como "Património Mundial da Humanidade" .

… e no Chateau de Chantilly
Bem mais recente – tem apenas 4 anos mas já conta com um reconhecimento igualmente planetário – é o “Chantilly Arts & Elegance - Richard Mille”, que decorre num ambiente ainda mais principesco, no sumptuoso castelo da localidade que lhe dá nome.
Imagem: Mathieu Bonnevie/Chantilly Arts & Elegance

Apesar da tenra idade, o quórum ali reunido no início de Setembro é exemplificativo do sucesso que já ostenta: 16.300 espectadores (mais 20% do que em 2016) viram-se atraídos pelos 82 veículos históricos expostos (de Pré e Pós-Guerra),
Uma das suas particularidades é o desfile de viaturas que saíram dos ateliers de design de diferentes marcas – nesta edição foram 5 – exercícios de estilo que, à semelhança dos eventos anteriores, se viram acompanhados por criações de conceituados costureiros: o novíssimo DS 7 Crossback “Présidentiel” (uma versão especial concebida para a Presidência francesa) mostrou-se com uma criação de Eymeric François, enquanto Ann Demeulemeester e Haider Ackermann vestiram, respectivamente, as manequins que desfilaram ao lado do Aston Martin Vanquish Zagato Volante e do McLaren 720 S.
Mas os vencedores do galardão “Best of Show” do Concours d’Elégance seriam o Citroën CXperience Concept, com uma criação da estilista Yang Li, e o Renault Trezor Concept, com o conceituado Balmain a mostrar um exemplar da sua Maison. No Concours d’Etat, os vencedores foram o Bugatti 57 S Atlantic (1936) e o Ferrari TR 58 (1958), respectivamente nas categorias de Pré e Pós-Guerra.


Imagens: Julien Hergault/Chantilly Arts & Elegance

Este vídeo dá-lhe uma ideia do muito que havia para ver neste monumento histórico, também ele repleto de história, quanto mais não seja por, alegadamente, ter sido o berço de uma das mais célebres iguaria da doçaria francesa, pelas mãos de Fritz Carl Vatel, pensa-se que no ano de 1663. Um feito que a casa italiana dos Médicis, da região de Florença, tem outra opinião completamente diferente, pois chamam a si a criação, com quase um século de diferença, de algo a que chamaram neve di latte!
Depois disto tudo, seria caso para dizer que para o ano há mais, mas à sua dimensão há ainda muitos outros encontros agendados, dentro e fora de portas lusas, até final do ano. É só estarem atentos às diferentes agendas, seguindo as redes sociais dos muitos grupos ou especialistas de modelos clássicos! 

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

Clássicos: Uma passerelle intemporal

As exposições e desfiles de automóveis clássicos, para além do deslumbre que provocam nos que assistem à sua passagem, levando-os de volta a um passado distante ou mostrando o que se fazia no tempo dos nossos avós – pelo menos dos meus – integram, invariavelmente uma vertente muito particular que são os “Concursos de Elegância”.
Tratam-se de desfiles em que, tal como numa passerelle de moda, os modelos são avaliados aos mais diversos níveis, nomeadamente em termos de preservação e interesse histórico, até se lhes associando um cunho verdadeiramente fashion, actual ou passado. Das muitas que decorreram este ano, um pouco por todo o planeta, o Trendy Wheels traz-lhe quatro referências, divididas por duas edições, mostrando-lhe um pouco do que por lá aconteceu.

Da centenária Vila de Cascais…
“O Futuro do Passado” foi o mote do “Cascais Classic Motorshow 2017”, evento que há dois fins-de-semana transportou no tempo aquela minha vila centenária. O ponto alto foi, naturalmente, a exposição e avaliação, no Hipódromo Manuel Possolo, de um conjunto de tesouros sobre rodas, num “Concours d’Élegance” que foi disputado por 65 exemplares, sendo atribuídos mais de 25 troféus.

O mais apetecido de “Best of Show” foi entregue ao Lancia Lambda Limousine (1928), enquanto o público presente no palco principal do evento escolheu o seu vencedor, atribuindo o “Troféu Horácio Gonzalez” a um Edfor (1937), roadster que é considerado como o mais belo automóvel de fabrico português de sempre! Sim, apesar da sua curtinha carreira, ostenta o selo de made in Portugal, sendo este considerado um exemplar raríssimo, pois só se produziram… 4 exemplares!
Esta 5ª edição do evento foi complementada por diversas outras actividades, nesse e noutros palcos, mais o desfile de Domingo de manhã pelas estradas do Concelho. Locais e turistas puderam ali observar mais de 1.000 viaturas, entre exemplares expostos e os que circularam em cortejo, conjunto avaliado em algo como 50 milhões de euros!


Imagens: Bernardo Lúcio/ACP

Veja algumas imagens do “Concours d’Élegance” aqui e aqui e um resumo do desfile aqui.
Não havendo página oficial deste evento organizado pelo do ACP, leia a extensa cobertura que foi feita pelo “Jornal dos Clássicos”, verdadeiros especialistas na matéria e que gentilmente cederam ao Trendy Wheels as imagens que ilustram esta parte do artigo.

… a Pebble Beach (EUA)
Do outro lado do Atlântico tem lugar o “Pebble Beach Concours d'Elegance”, muitas vezes referido como “o” evento neste domínio da elegância de veículos clássicos e sua avaliação. Organizado na Califórnia (EUA) desde 1950, a sua 67ª edição, em Agosto último, voltou a reunir os mais díspares veículos, de valiosos clássicos originais, alvo dos mais variados carinhos dos seus donos, a viaturas futuristas, muitas apenas concebidas para exposição em salões automóveis, para além de modelos de competição, alguns com estatuto de Campeões.

Entre os ilustres convidados contavam-se, entre outros, o comediante/apresentador Jay Leno, Arnold Schwarzenegger, actor e ex-Governador da Califórnia, o jogador Michael Strahan dos New York Giants, o actor Jerry Seinfeld e John Lasseter, CEO da Pixar, todos eles conhecidos pelos diferentes exemplares que têm nas suas recheadas garagens.
E o vencedor desta edição do evento foi um Mercedes-Benz S Barker Tourer (1929), impondo-se entre as 204 propostas a concurso, oriundas de 15 países e de 31 Estados norte-americanos. O restante pódio ficou para um Packard 906 Twin Six Dietrich Convertible Victoria (1932) e um Ferrari 315 S Scaglietti Spyder (1957).
Imagens: Kimball Studios/Pebble Beach Concours d'Elegance

Assista aqui a um resumo do evento e delicie-se com o riquíssimo património sobre rodas ali exposto.
Numa próxima edição irei trazer-lhe os ecos de dois outros eventos realizados em solo europeu e que, embora com espaços temporais completamente díspares - um é organizado desde 1929 e o outro há apenas 4 anos - já se equivalem no domínio do impacto e importância no sector.

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Mala, cinto, sapatos e… verniz!

Em face de uma festa ou evento especial surgem as eternas questões relacionadas com a indumentária a levar, algo que, nos dias que correm, não é apenas do foro feminino já que a facção masculina tende a também ter preocupações crescentes com o visual. Do mais simples “O que é que vou vestir?”, ao “Humm… será que isto dá bem com aquilo?!” ou até mesmo ao eterno triângulo mala/cinto/sapatos, para que a bota bata com a perdigota, tudo serve para algumas horas de luta com o guarda-roupa e com @ outr@ que surge nos espelhos estrategicamente espalhados pela casa.

Como se tal já não fosse suficiente, há outros factores a baralhar a coisa, como é o caso do verniz, foro ainda (quase) exclusivo do elemento feminino, integrado no vasto mundo da maquilhagem. Mas… e se juntarmos ainda mais um?
Pois é, a ideia não é efectivamente nova, pois há vários exemplos no passado, mas elas gostariam, de certezinha absoluta, que o seu automóvel entrasse na equação, nomeadamente pela cor do modelo que está parado à porta de casa.

E aqui é a Renault quem parece ter novidades, através de 4 vernizes – nas cores Azul Dragée, Amarelo Eclair, Preto Etoilé e Vermelho Flamme – produzidos pela De Blangy, especialista em cosméticos, associando-os ao seu pequeno Twingo que, dependendo dos mercados, está à venda com pelo menos um desses mesmíssimos tons. A dita vantagem é tal que o produto pode ser usado quer nas unhas, no tal pendant com a restante indumentária, como também para disfarçar os pequenos riscos que surgem na carroçaria no dia-a-dia! A sério!!!
Quem o diz são os marketeers da própria marca francesa, ainda que não considere ser a solução ideal, já que os actuais processos de pintura dos automóveis não são assim tão simplistas quanto isso mas, à boa maneira portuguesa, dará para desenrascar e esconder aquele pequeno toque no poste ou no vizinho. Custam € 8,90 cada e pode adquiri-los aqui, mas alerto-o que em Portugal só há dois tons – o azul e o preto, que por cá se chamam Verde Pistaccio e Preto Estrela – entre a palete de cores do modelo.

Uns stiletto com assinatura
Fruto do seu posicionamento assumidamente fashion e apontando ao sector feminino, não é inédita esta associação deste pequeno citadino da Renault à moda, pois já aquando do seu lançamento, em 2014, a marca francesa promoveu-o recorrendo a Luis Onofre, estilista luso que criou os “Twingo Stiletto”, sapatos de saltos agulha que foram apresentados no evento “Vogue Fashion's Night Out” daquele ano.

Imagens: Renault

Detalhe diferenciador
Como disse acima, não é nova a ideia de transportar as cores dos automóveis para o mundo da moda, nomeadamente neste patamar dos vernizes. A Ford tem-no feito algumas vezes, aqui recordando-me da campanha de lançamento da então 6ª geração do Fiesta (o da imagem, em 2008) no tom Hot Magenta, associando-lhe por cá, bem como noutros países, um verniz nessa mesma cor de carroçaria.
Imagens: Ford/models own

Em Inglaterra, o leque viu-se, depois, alargado a um pack de 3 cores – Hot Magenta, Fashionista e Candy Blue, com assinatura da marca models own – para que mais a clientela feminina sentisse uma ainda maior proximidade com o seu citadino, permitindo-lhe expressar a sua personalidade.
Já nos EUA, o eleito para uma idêntica acção de conquista foi o ultra-popular Mustang, quando em 2015 esta marca do universo Ford se associou à OPI Products, produzindo um verniz no incisivo tom Race Red.
Imagens: Ford/OPI Products

Ou seja, quando sair à rua garantindo estar totally fashion, assegure-se que tudo bate certo. A única surpresa que pode ter é se alguém também leu este texto e escolher as mesmas cores e indumentárias! Não seria inédito…
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Passerelle aérea

Moda e aviação são conceitos complementares, até se recorrendo a conceituados estilistas para a produção dos modelitos com que as hospedeiras, comissários de bordo, comandantes e restante tripulação nos recebem a bordo dos aviões. A TAP Portugal não é excepção e, ao longo dos tempos, tem vestido os seus colaboradores com peças adequadas a essas realidades temporais.

Para a produção do seu mais recente Video de Segurança, tema a que me referi no texto “72 anos nas nuvens”, a transportadora nacional retirou dos seus expositores peças que, em tempos, o seu pessoal de bordo usou, vestindo-as agora num conjunto de actores – seus actuais empregados – que assumiram o protagonismo no referido filme.
Recuemos no tempo até ao período de 1946/53, altura em que a TAP apostou num uniforme de cariz tropical, em algodão e cor caqui, para combater o calor sentido pelos tripulantes da então “Linha Imperial”, que ligava Lisboa a Luanda e, depois, à então Lourenço Marques (atual Maputo), com várias escalas internacionais e night stops pelo meio. Numa viagem de 15 dias, de ida e volta, podiam acumular-se 25.000 quilómetros a bordo do Dakota. De autor desconhecido, é envergada no vídeo e na foto de abertura deste texto pela Assistente de Bordo que está no topo da escada de acesso ao Dakota e pelo Comissário de Bordo de chapéu. Este uniforme traduzia o espírito da vida colonial da época, numa clara referência às regiões africanas onde os aviões da companhia faziam escala.
Com outras fardas pelo meio, chega-se no vídeo ao período de 1964/69, naquele que seria o 6º uniforme feminino da TAP e o primeiro da autoria de Sérgio Sampaio, um estilista português. Andavam, então, pelo ar os primeiros aviões a jato Caravelle, abrindo-se novas linhas numa altura que o turismo registava um crescimento vertiginoso. Mais cor, num azul tipo petróleo, e um corte mais feminino, ostentava um original toque nacionalista conferido pelo chapéu redondo com dois pompons de lado, inspirado no típico chapéu da Nazaré. Na imagem abaixo é usado pela hospedeira que de braço no ar e sentada à máquina.

Novo salto no tempo até ao período 1970/79, ilustrado nas imagens pela Assistente vestida de amarelo e o Comissário de casaco bordeaux, criações do estilista francês Louis Féraud, que assinou um conjunto de vestidos muito curtos e coloridos (encarnado, amarelo e azul-marinho) e ultra modernos, sublinhando o espírito da época, de libertação de tabus e de inspiração Mary Quant, a criadora da minissaia. Integralmente confeccionados em Portugal, foram apresentados publicamente no Hotel Avenida Palace, em Lisboa.
De 1988 a 2005 é também Féraud que assina as vestes da nova TAP Air Portugal, criando um uniforme que pretende acompanhar a profunda reformulação da imagem da companhia. Há uma clara aposta nas cores da bandeira portuguesa (bandas verdes do blazer e um vermelho vivo), junto com acessórios e pormenores dourados, aqui para atenuar, de modo elegante, a sobriedade do azul-marinho, a cor dominante.
Já a farda atual apenas está representada nos 2 comandantes que fizeram as derradeiras cenas do filme, uma criação de 2006 que se mantém até à data. Manuel Alves e José Gonçalves são os estilistas nacionais que os assinam, adoptando novas cores, a nova imagem TAP e o logótipo usado em emblema.
Pelo meio os nossos representantes nos ares do planeta vestiram outras peças, muitas delas de design da própria tripulação, nomeadamente em termos de actualizações das fardas femininas, ao passo que as vestes masculinas tiveram um menor número de variantes.

Recordo que estes 8 actores de ocasião participaram neste filme de cariz assumidamente retro da TAP Portugal, filmado pela agência Lobby Productions a bordo de um Dakota DC-3, avião hoje exposto no Museu do Ar, em Sintra, numa espécie de documentário histórico que é exibido aos passageiros dos voos maiores da companhia.

Assistente de bordo olímpica
Com estatuto de símbolo nacional no atletismo e no desporto em geral, tem sido algo comum ver a atleta Rosa Mota a bordo de um avião, nas diferentes viagens que a sua apertada agenda tem contemplado ao longo da sua carreira, mas no passado dia 27 de Março houve uma pequenina diferença na farpela da campeã olímpica lusa, que trocou o habitual fato de treino pela farda da TAP Portugal.

Celebrou-se, então, o primeiro aniversário da Ponte Aérea da TAP e, em dois voos da nova TAP Express (substituta da PGA Portugalia Airlines) desse dia, foi a atleta quem deu as boas-vindas aos passageiros da nova ligação entre o Porto e Lisboa, dia em que também se atingiu a marca de 750.000 clientes transportados entre as duas cidades. “Vestir a farda da TAP é o que eu faço há muitos anos, mesmo sem farda, porque a TAP sempre fez parte da minha vida. Poder participar hoje no primeiro aniversário da Ponte Aérea foi um grande prazer. Estão todos de parabéns pois só se consegue ter este sucesso quando se tem uma grande equipa e a TAP tem”, referiu.
Montra privilegiada na divulgação do melhor de Portugal, esta Ponte Aérea recorre a produtos portugueses, embarcando-se por mês e nestes seus voos nada menos do que 39.000 pastéis de nata, 800 garrafas de vinho nacional e 34.000 gelados “Quinta dos Açores”! Fazem-se, em média, 16 voos diários, um a cada hora, do Porto para Lisboa das 05h30 às 21h30 e, em sentido inverso, das 07h00 às 23h15. Nas horas de ponta voa-se em Airbus A320 ou Embraer 190, mas a maioria das ligações fazem-se nos ATR 72.
Acrescente-se que no âmbito da divulgação regional e assumindo o papel de embaixadora de Portugal no mundo, a empresa anunciou, aquando da celebração do seu 72º aniversário, o baptismo integral da frota da TAP Express com o nome de todas as capitais de distrito e regiões autónomas de Portugal. Esta iniciativa inédita entre as demais companhias aéreas mundiais assume o tag #AbraçarPortugal.
Imagens: TAP Portugal e Lobby Productions

A título de informação, a TAP nasceu a 14 de Março de 1945, inaugurando, no ano seguinte, a sua primeira rota, entre Lisboa e Madrid. Voa hoje para 84 destinos na Europa, América e África. Apesar de todo o seu desequilibrado passado financeiro e das várias tentativas para lhe denegrir a imagem, mais a apertada concorrência que se renova continuamente, a TAP Portugal parece demonstrar estar de pedra e cal no sector. É um exemplo da alma lusitana!
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Gostos Não Se Discutem… Ou Discutem?

Diz o povo que “gostos não se discutem”, pois “o que seria do amarelo se ninguém gostasse dele?”. Pois, mas convenhamos que algumas escolhas de alguns mortais roçam o (quase) absurdo, dados os níveis de extravagância que atingem, ou mesmo em termos de serem ou não práticos em determinadas circunstâncias.


Então e falo de quê hoje? De estofos para automóveis ou, mais propriamente, das suas coberturas. Numa altura em que as soluções neste capítulo até já apresentam um design agradável, de linhas por vezes inspiradas, havendo mesmo quem opte por recurso a peles mais ou menos elaboradas, há quem, ao invés, prefira ir bem mais além e dotar os seus carros de acabamentos no mínimo assustadores!

Como os exemplos que a seguir se apresentam, de um catálogo de uma empresa de lençóis e outros complementos para a cama e para a casa chamada BeddingInn que decidiu enveredar pelo mundo automóvel. Do seu catálogo fazem parte as mais convencionais coberturas estofos, de preços variados, a outras propostas para todos os gostos, do tipo palhinhas, em crochet ou em modo peluche, pele de zebra ou trigresse, com folhinhos e cores que… adiante! É ver para crer!




Inspirado? Com preços que variam dos 62 aos 310 euros, esse – em alguns pontos – quase impensável catálogo integra dezenas de coberturas, podendo ser consultado aqui. Depois há centenas de adornos adicionais que se podem adquirir, para tornar o espaço ainda mais acolhedor!

Já agora, o top 3, ou pelo menos os que aparecem como favoritos ou com mais reviews – que nem são tantos quanto isso – compõe-se destes exemplares:
 
Imagens: BeddingInn
Aproveite os descontos - alguns bem compreensíveis - e boas compras!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 10 de outubro de 2016

A Moda Em Movimento

Retomando a temática “Automóveis & Moda”, com as propostas dos mais conceituados costureiros a desfilar lado a lado com as elaboradas criações exclusivas dos estúdios das quatro rodas, é altura de falar da realidade lusa. E aqui a (quase) hegemonia é de uma marca japonesa, a Mazda.

Igualmente herdeiros de um passado que se iniciou com outras marcas automóveis, os japoneses estiveram em evidência ao longo de quase todo o ano passado nos mais importantes eventos de moda nacionais, com destaque para “Moda Lisboa/Lisboa Fashion Week”, realizada na capital, e o “37º Portugal Fashion Celebration”, que se dividiu entre Lisboa e Porto.

O seu mais recente expoente em termos de design – o Mazda MX-5 – teve natural destaque em ambos os eventos, sendo amplamente aplaudido pelos mais diversos sectores, fruto das suas linhas ousadas e pelo estilo que emana do seu design não deixariam indiferente o muito público e demais convidados que ladearam as passerelles montadas no Pátio da Galé (Lisboa) e a norte, no Coliseu do Porto, Alfândega do Porto e Palácio de Cristal. Isto para além da participação no “Fashion Day”, evento que, semanas antes, havia colorido o alfacinha Largo do Rossio, ou Praça D. Pedro V para os mais puristas.

Assumindo o estatuto de “Carro Oficial” em todos os casos, o design que a marca nipónica apelida de “KODO - A Alma do Movimento”, partilhou atenções com as mais conceituadas assinaturas da moda nacional, com diversas viaturas do seu catálogo a transportar convidados e outras individualidades das diversas unidades hoteleiras até aos locais dos eventos, para além das diversas necessidades logísticas das próprias organizações.

É um facto que, para além da música, tema que o Trendy Wheels explorou em Julho último no texto “A Dar Música Ao Pessoal”, a moda é outro dos filões a explorar pela marca de Hiroshima, contribuindo ambos os conceitos para o exponencial crescimento de vendas e, em especial, em termos do rejuvenescimento da sua imagem junto do público, nomeadamente entre os mais jovens. E o resultado está à vista! 

Imagens: Mazda

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

‘Passerelles’ de Alcatrão

Numa altura em que “design” se tornou numa palavra obrigatória em todo e qualquer caderno de encargos de uma marca automóvel, seja na concepção de um veículo novo específico ou de uma completa gama de modelos, uma pergunta impõe-se: Foram os automóveis que atraíram o mundo da moda, ou foi a passerelle que conquistou os designers das quatro rodas?


Dizem os especialistas que “a moda é um reflexo do que acontece na nossa cultura e que as pessoas que nela vivem são igualmente apreciadores de arte, de design e de cultura, elementos que muitas marcas automóveis refletem nos seus produtos e nos seus próprios posicionamentos”. Não surpreende, por isso, que marcas com catálogos assumidamente premium como a Audi, BMW, DS, Lexus e Mercedes-Benz, ou mesmo outras menos estatutárias como a Ford, a Mazda e a SEAT, apostem nas diferentes Fashion Weeks por esse mundo fora.

Durante oito anos associada à conceituada “New York Fashion Week”, a Mercedes-Benz abriu recentemente mão dessa galinha dos ovos de ouro, levando os seus muitos milhares de dólares para outras paragens e de imediato outra marca não se fez de rogada em vista dessa oportunidade única. Foi a Lexus quem assumiu esse apetecível estatuto na Big Apple, lançando a campanha #HowFashionTravels, disponibilizando para a edição que decorreu há alguns dias uma vasta frota de veículos de cortesia, para organização, VIPs e outros participantes. Isto ao mesmo tempo que reforçou os laços com o “MADE New York”, outro conceituado evento de moda & design a que há muito está ligada.


Assegurando que designers e demais convidados chegassem aos vários locais do evento com enorme estilo, a marca de luxo do universo Toyota deu uma maior dinâmica e visibilidade a este chorudo contrato. Recorreu à experiência de quatro estilistas do MADE – Adam Selman, The Blonds, Brock Collection e 69 – convidando-os a conceber os exteriores de duas dezenas de viaturas, espelhando outras tantas criações da “Colecção Primavera/Verão 2017”, isto antes mesmo do desfile de alguns dos conjuntos na passerelle. Veja abaixo alguns exemplares.




Imagens: Lexus (oficiais)

Então e por cá? A realidade nacional fica para uma próxima oportunidade. Avanço só que há uma marca que se destaca das demais…!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.