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quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Natal 2017: A magia das pecinhas coloridas

Quando é que não há um LEGO associado a um aniversário? A uma festa? A um Natal? Bom, compreende-se que nem todos lá consigam chegar pois alguns exemplares da marca dinamarquesa assumem, em determinados exemplares, valores astronómicos, mas nem por isso a oferta tem diminuído, surgindo, a cada temporada, as mais diversas novas criações, até mesmo no domínio das rodas. Hoje trago-lhe algumas sugestões do calálogo LEGO Creator Expert que detalham com enorme realidade os veículos verdadeiros em que se baseiam.

Comecemos pelo tradicional double decker London Bus, que está disponível online por € 135,99 (caixa com ref 10258). Pintado no tradicional vermelho dos típicos autocarros de dois andares britânicos, este conjunto tem 1.680 peças e mede, no final da montagem, cerca de 34 de comprimento e 13 de largura, por 18 cm de altura. Para além da estrutura, inclui pormenores como um guarda-chuva, um jornal, um bilhete de transporte ou uma lata de refrigerante, esquecida por algum utilizador mais distraido. Veja estes e outros detalhes neste vídeo.

A Volkswagen T1 Camper Van (ref 10220) continua a ser um dos produtos de maior sucesso, permitindo compor – uma vez montadas as 1.334 peças do conjunto – uma icónica Pão de Forma com as linhas do ano de 1962, incluindo um detalhado motor. Custa € 99,99 e terá de ter aí em casa uma área de 30 cm de comprimento por 14 cm de altura. Saiba mais aqui. Cinco euros mais em conta é outro exemplar da marca automóvel alemã e também dos anos 60, desta feita um Volkswagen Beetle (ref 10252). Num distinto azul, o modelo destaca-se pela prancha de surf e a caixa térmica montadas no tejadilho, parte das 1.167 peças de um conjunto que conta ainda com um detalhado motor de 4 cilindros do modelo, pneu suplente, 4 matriculas diferentes e uma toalha de praia em tecido. As suas medidas CxLxA totalizam 29x12x15 cm. O seu responsável explica-o em detalhe aqui.

Ao mesmo preço de € 94,99 são propostos os exemplares Mini Cooper (ref 10242) e Ferrari F40 (ref 10248). O modelo britânico, com 1.077 peças no tradicional British Green, vem acompanhado de uma toalha, garrafa térmica e cesto de piquenique, recriando esse momento na perfeição. Ocupa uma área de 25x14x11 cm. Já o exemplar italiano que comemora o 40º aniversário da marca do Cavallino Rampante tem 1.158 peças que permitem construir o seu inigualável motor V8 a 90º ou o detalhado interior. Precisa de um espaço de 27x14x8 cm. Veja-os em pormenor aqui e aqui.

A terminar sugiro uma viagem ao domínio ferroviário, com a caixa de ref 10254 que conta com um Winter Holiday Train, de apenas 734 peças, com as quais se constrói o dito e tudo o que o decora, incluindo uma árvore de Natal, para além do circuito circular (que pode ser acrescentado com recurso a outras peças adicionais. Custa € 94,99 e a composição mede 12 cm de altura por 52 de comprimento e 7 de largura. O designer explica-o aqui.

Quanto aos restantes detalhes destes e de outros exemplares podem ser consultados na página mais ou menos nacional da marca, aqui.
Imagens: LEGO

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Moda lusa a bordo de um ícone

Automóveis e moda – já o disse aqui em diversas ocasiões – são áreas com um número cada vez maior de pontos de ligação. Uns nascem no processo de criação de um determinado modelo, outros a posteriori, sob as vestes de propostas customizadas com vista a um determinado objectivo, normalmente de imagem, decorrente das associações que se estabeleçam com esta ou aquela marca ou empresa. Por cá, um dos exemplos mais recentes juntou a MINI ao estilista português Nuno Gama.

Prevendo a criação de duas unidades com base no MINI Clubman, a parceria “MINI x NUNO GAMA Design Project” resultou em duas propostas segundo a visão do estilista, num resultado final que foi recentemente desvendado na sua Maison, no Príncipe Real (Lisboa). Automóveis únicos, assumem-se outros tantos posicionamentos, fruto da originalidade dos seus interiores, com o MINI Clubman Gentleman by Nuno Gama a apostar em elementos mais tradicionais e o MINI Clubman Sport by Nuno Gama com um cunho mais desportivo.

A representante nacional da marca de origem britânica refere que estes exemplares únicos e exclusivos irão estar, em breve, à venda, embora não sejam dados mais detalhes desse processo nem a que preços.
Acrescente-se que como apoio à busca de novos talentos na moda nacional, no âmbito deste projecto realizou-se um concurso de apuramento de jovens designers em início de carreira, que provassem ter o melhor perfil para desenvolverem um estágio de um ano, junto da equipa do estilista. Uma experiência única que foi conquistada por Daniela Freitas e Fábio Maio, já em funções na Maison Nuno Gama.





Imagens: MINI e Nuno Gama (Facebook)


Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Carsharing: Lisboa como tubo de ensaio

Atravessar as grandes urbes é, muitas vezes, um autêntico suplício, nomeadamente nas horas de ponta e nas zonas mais culturais ou mais in. Entrar e sair das ditas, dar voltas e mais voltas, em busca de um lugar de estacionamento o mais perto possível do destino, implica o gasto de algumas centenas de euros em combustível e nos parques/lugares, já para não falar do desgaste do veículo, dos seguros associados e, naturalmente, do substancial investimento inicial no dito automóvel, seja ele usado ou novo (dependendo do orçamento de cada um é sempre uma talhada importante).

Tendo como exemplo Lisboa – eu sei… é sempre a capital e parece que o resto do país é paisagem, mas não é, descansem @s leitores que isto tem uma razão de ser, que explico já já a seguir – estima-se que cerca de 400.000 carros ali circulem por dia, todos os dias, entre os que entram/saem e os que já lá estão, dos moradores. Na sua grande maioria têm um único ocupante que, com aquela rotina associada e rumando ao trabalho ou aos locais de lazer, concorre ao tal raríssimo lugarzinho vazio.
Para tentar minimizar essa invasão, há zonas de circulação restrita, outras reservadas a moradores – que, quando não tendo o dístico respectivo, passam as passinhas do Algarve para chegar a casa – ou segundo a antiguidade dos veículos em circulação, impedindo-se o acesso a determinados pontos aos mais poluentes. Tentam-se, assim e, na minha opinião, sem um sucesso assinalável, atenuar a escalada do acumular de trânsito e na inerente degradação da qualidade de vida e do ar das cidades.

“A beleza das cidades está diluída no tráfego, pelo que há que libertar a cidade dos carros,” alertou Sebastian Hofelich, CEO da DriveNow, a mais recente plataforma no domínio da mobilidade urbana para Lisboa – eis a tal razão – aquando do seu lançamento oficial na passada 3ªF (dia 12) no SUD Lisboa, junto ao Tejo, em Belém. O Trendy Wheels esteve lá e ouviu as promessas e expectativas dos responsáveis por esta nova divisão da Brisa, a quem esta joint-venture alemã atribuiu a exploração do franchise no nosso país.
“Há que contribuir para a criação de mais espaço, entre zonas verdes e espaços de lazer, libertando a cidade dos carros,” acrescentou aquele responsável, numa mensagem depois reforçada por João Oliveira, Director Geral da DriveNow Lisboa, ao afirmar que “se trata de um projecto com tecnologia alemã e alma portuguesa, que desde o seu anúncio, no início do Verão, já atraiu mais de 70.000 registos nacionais”.

Imagens: Trendy Wheels/JP

Assenta no conceito do veículo partilhado, em que o cliente chega à viatura onde esta estiver, usa-a conforme lhe dá jeito e devolve-a onde quiser (dentro de perímetros definidos na cidade), integrando seguro, combustível e estacionamento. Funciona através de uma app que, após registo, permite a reserva e posterior desbloqueio das viaturas, uma vez recebido o OK e recorrendo-se a um código para utilização das ditas.
Em termos de custos de utilização, o pacote da DriveNow inicia-se nos 29 cêntimos por minuto, valor de campanha a aplicar a toda a frota até ao dia 12 de Outubro (detalhe aqui). Depois disso os custos de utilização irão variar segundo o modelo escolhido (de 29 cent/min para um Mini Cooper de 3 portas, um Mini de 4 portas ou a carrinha Mini Clubman; 31 cent/min para o BMW Série 1; e 34 cent/min para o BMW i3, a coqueluche eléctrica da marca alemã). Nesta fase de lançamento também o custo do registo é grátis, cobrando-se € 10 a partir do dia 24 de Setembro, aqui incluindo um bónus de 30 minutos de utilização, numa oferta válida por 1 mês).
Como é dito acima, pretende-se, com isto, não só diminuir o volume de veículos em circulação, como melhorar a qualidade do ar da cidade, numa aposta no ambiente através de modelos de baixas emissões poluentes e variantes limpas, a electricidade, estas correspondendo a 5% da actual frota nacional do operador. Sim, à partida até pode parecer um contra-senso, pois numa fase inicial há ainda mais veículos a rolar e estacionados nas cidades, esperando-se que numa fase posterior, com a maior e gradual consciencialização e aceitação do conceito de partilha automóvel, comecem a entrar menos carros nas cidades. Isto assumindo que as pessoas não tragam os seus para dentro das ditas, por inerência das dificuldades dos transportes públicos, entre atrasos, disponibilidade e lotações, em especial nas horas de ponta!
Para os moradores da capital, que estacionam a sua viatura perto de casa, alguns deles em zonas onde encontrar um lugar é uma autêntica lotaria, esta pode ser uma solução simples e pouco dispendiosa de alternativa aos transportes públicos. Já para quem vem de fora, chegar à cidade de comboio ou autocarro é relativamente fácil, caindo-se dentro dos limites de actuação deste operador, mas já o uso do carro até aos limites da dita obriga, na maior parte dos casos, a deixá-lo em zonas tarifadas, sendo cada vez mais raras as opções não pagas, acabando-se por trazê-los lá para dentro, quando não é esse o objectivo. Quanto aos que, definitivamente, não abdicam dos seus carros… pois… há que esperar uma mudança na mentalidade.
Como diz o outro, há que experimentar para conhecer, quanto mais não seja para se ter uma ideia mais real do custo associado. Face ao Metro, a mais rápida ligação entre 2 pontos, o carsharing é definitivamente muito mais agradável, permitindo-se ver e viver a cidade por dentro, algo impossível de se fazer nos subterrâneos, mesmo com a beleza e detalhe de algumas das nossas estações e átrios. Face aos operadores tradicionais com condutor – tipo Táxi, Cabify, Über & afins – tem a vantagem adicional de sermos nós próprios a conduzir, ideal para quem goste de estar ao volante.
Como eu, se bem que para o bem e para o mal, pertença ao grupo de privilegiados que trabalha (quase) ao pé de casa e fora da capital, pelo que só me vejo nesses caldinhos aquando de reuniões ou momentos de lazer. E então eu que – como diz um amigo – “dou 20 voltas como o cão” em busca de “um lugar grande e alcatifado, de preferência arranjadinho”, pois detesto estacionar em qualquer buraco que me apareça! De qualquer modo, o Trendy Wheels irá testar o serviço em breve.

Quando o 13 não é número de azar
A DriveNow é uma joint-venture do BMW Group e da Sixt SE no domínio do carsharing, operando em Portugal em regime de franchise com a Brisa, que aproveita as plataformas e parcerias que tem, nomeadamente nos campos do estacionamento e do abastecimento de combustíveis.

Vasco de Mello, CEO do Grupo Brisa, explica que “A Brisa tem uma visão clara do futuro da mobilidade nas cidades, baseado em modelos colaborativos, multimodais e de partilha. O ecossistema Via Verde é a materialização deste novo posicionamento estratégico como operador premium de mobilidade. Por esta razão, escolhemos a DriveNow como parceiro para o desenvolvimento de uma solução premium de carsharing para Lisboa.”

Originalmente criado em 2011, o conceito conta já com mais de um milhão de clientes registados e 5.900 veículos em circulação (15% deles eléctricos) em Munique, Berlim, Hamburgo, Düsseldorf, Colónia, Viena, Bruxelas, Milão, Estocolmo, Helsínquia e Londres, para além de Copenhaga que recorre a uma frota 100% eléctrica. Lisboa é, por isso, a 13ª e mais recente cidade a aderir ao projecto, contando-se já em mais de 70.000 os utilizadores registados na app lusa, que poderão usar uma frota de 211 veículos, disponíveis para encontrar/usar/largar nos cerca de 48 km2 de área de actuação na capital. Isto para já, pois está em estudo o alargamento desse perímetro. 

Igualmente inquiridos sobre o potencial alargamento do projecto a outras cidades, a resposta do gabinete de comunicação referiu que “neste momento está tudo em aberto. Nenhuma outra cidade está descartada.” Aguardemos, com a expectativa em alta, que o negócio comece a dar frutos, pois a abrangência nacional da sua parceira Brisa decerto ajudará no processo!
Um rico filão por explorar
Tal como em tudo o que é novidade, o mercado da partilha de veículos é ainda um filão acabadinho de ser encontrado, em que o ouro ainda é suficientemente vasto para ser explorado por estes garimpeiros sobre rodas, tornando-se rentável assim se façam os trabalhos de casa em condições.

Não foi o caso da entretanto suspensa plataforma Mob Carsharing que, lançada em 2008, não conseguiu vingar… por falta de procura! Mas o potencial de negócio continuou a existir, tendo entretanto surgido novos operadores entre nós, como a Citydrive ou a 24/7City by Hertz, que têm sabido rentabilizar o negócio, a que agora se junta a DriveNow! No domínio do motosharing há, para já, um explorador, a eCooltra, que aposta na vertente ecológica através de 170 scooters 100% eléctricas, operando sobre uma plataforma tecnológica made in Portugal. Interessante!
É um boom que não acaba por aqui, pois até é crescente o interesse das próprias marcas de automóveis na diversificação do seu negócio, evoluindo da tradicional venda de veículos. Exemplos são vários para além da parceria acima ou a associação Daimler/Europcar com o Car2Go, pois a Skoda na senda do lançamento do seu novo Fabia, colocou algumas unidades a circular na frota da Citydrive, ou a Citroën que, em Berlim, tem os urbanos e eléctricos C-Zero disponíveis através do seu próprio operador, a Multicity. Não muito longe e fruto de parcerias com diversos operadores, de diferentes países (Portugal ainda não), os franceses do Grupo PSA – dona das marcas Citroën, Peugeot, DS e, mais recentemente, da Opel e da Vauxhall – lançaram a marca Free2Move, que já opera em Madrid…
Será que, finalmente, vamos começar realmente a usufruir das alternativas de mobilidade, deixando o nosso carrinho/moto em casa só para as deslocações onde estas soluções não existam? Ou, então, quando viajarmos para qualquer cidade europeia, numa interessante alternativa aos veículos de aluguer tradicional. Fica o desafio!
Imagens: DriveNow



Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.


segunda-feira, 8 de maio de 2017

Diz-me o que conduzes…

… dir-te-ei como te chamas! Há casos em que esta espécie de adaptação às rodas de um conhecido dizer popular – “diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és” – resulta na perfeita associação de um automóvel ao seu condutor. Mas este mundo das quatro rodas é muito mais abrangente, pois se há carros que se podem chamar Tiago ou Fabia, também os há com nomes de ventos, animais, seres mitológicos e outras inspirações que não lembram ao diabo!

É verdade! Há nomes de modelos automóveis que, por vezes, até podem bater certo com os dos seus donos. Exemplos não faltam, pois haverá, decerto, por terras de Itália várias Giulias ou Giuliettas a conduzir dois modelos que a Alfa Romeo baptizou exactamente com esses mesmos nomes, ou os decerto 
mais raros – a não ser que a carteira seja suficientemente recheada – Enzos e Dinos a tirar partidos das potencialidades dos seus respectivos Ferrari. Já não será tão verdade conseguir encontrar um Tiago na Índia ao volante de um Tata… Tiago. Era mais ideal por cá, mas o modelo e a própria marca indiana ainda não se comercializam em terras lusas. Já agora e caso não saiba, o Tiago surgiu como Zica na mesmíssima altura que se espalhou pelo planeta a epidemia dos mosquitos Zika, levando a marca a pensar numa alternativa.

Em terras gaulesas poderá haver quem ainda se chame Dauphine e tenha um destes históricos da Renault – um original de 1956 – à porta da sua casa, ou – muito mais provável – há por aí diversas Zoe, nome dado ao eléctrico sensação desta marca francesa. Uma tónica mais feminina que se prolonga à Fabia, Octavia e Felicia (modelos da Skoda), Sílvia (Nissan), Siena (Toyota) e Liana (Suzuki), ou a uma Elise que, gostando de acelerar, pode ser orgulhosa proprietária de um modelo da inglesa Lotus. Já nos rapazes, um britânico Logan pode conduzir este modelo da romena Dacia mas haverá, decerto, muitos mais Coopers a tirar partido das versões de cunho desportivo John Cooper Works do popular Mini.


Ventos, animais, deuses…
Uma nota adicional para dizer que se há marcas que preferem criações alfabéticas, numéricas ou alfanuméricas, associando as mais diversas realidades, ilustrando a cilindrada dos motores, o segmento em que o modelo se insere, ou invenções da lavra da própria marca, entre diversas soluções mais ou menos imaginativas, outras apostam em conteúdos mais alternativos, tais como:

Cidades – A espanhola SEAT percorre quase todo o seu território, do Alhambra ao Cordoba, passando por Ibiza, Malaga, Marbella, Toledo, etc, mas há outros exemplos oriundos dos EUA, como os Chevrolet Bel Air e Malibu, cidades que também inspiraram os Hyundai Santa Fe e Tucson, enquanto a italiana Ferrari dedicou o 360 Modena à sua terra natal. Já o Lotus Evora, que até parece ter inspiração no nosso Alentejo, resulta da conjugação dos termos “Evolution”, “Vogue” e “Aura”, dando continuidade a uma tradição recente de que todos os modelos da marca começam pela letra E;  
Divindades e/ou musas – VW Phaethon e Eos (ambos da mitologia grega, sendo que o primeiro era filho de Hélio e da ninfa Climene e o segundo uma deusa do crepúsculo); Renault Clio (uma das 9 musas filhas de Zeus), Nissan Titan (referência ao conjunto dos velhos); Vulcan (um deus do fogo) e Valkyrie (deusa da mitologia nórdica) são referências da Aston Martin. Já a japonesa Mazda foi buscar inspiração a um deus zoroastra (religião fundada na antiga Pérsia) para a sua denominação, embora também se considere válido que derive do apelido do seu fundador, Jujiro Matsuda.
Nomes de animais e/ou raças – aqui destaca-se a aposta da italiana Lamborghini nas raças de touros, do histórico e icónico Miura aos mais recentes Gallardo, Diablo, Murciélago, Reventón e Huracán. Por cá vende(ra)m-se mais Citroën 2CV – o célebre 2 Chevaux (cavalos) – Fiat Panda (uma espécie de urso), Ford Maverick (gado bravo) e Puma (felino) e o icónico Ford Mustang (raça de cavalos selvagens), muitos VW Beetle (vulgo Carocha) e alguns VW Fox (raposa) e Lupo (lobo), havendo também Porsche Spider (aranha) ou Dodge Viper (víbora), acrescendo aqui a própria marca britânica Jaguar, que tem este felino como símbolo. A Hyundai teve um Tiburon que por cá se chamou Coupé;

Ventos – é caso para dizer que para a VW vale quase tudo como inspiração para os nomes dos seus carros, tendo neste domínio um simples Vento e um Scirocco (um vento mediterrânico oriundo do Norte de África. Já a Maserati apostou no Bora (do Mar Adriático) e no Ghibli (do deserto do Sahara), a Ford no Zephir (vento do oeste da mitologia grega) e a menos conhecida – mas muito cara – Pagani apostou no Zonda (um vento argentino).

… heranças familiares e outras inspirações
Para completar o processo, embora muito fique, decerto, por escrever, os nomes de marcas automóveis são resultado de:
Nomes dos seus fundadores: Bentley (Walter Owen), Chevrolet (Louis), Chrysler (Walter P.), Citroën (André-Gustave), Ferrari (Enzo), Ford (Henry), Honda (Soichiro), Lamborghini (Ferruccio), Maserati (Alfieri), Peugeot (Armand), Porsche (Ferdinand), Renault (Louis), Rolls-Royce (Charles Stewart e Frederick Henry) Toyota (Sakishi, aqui com um ligeiro twist ao apelido Toyoda);
Acrónimos: aqui temos a BMW (Bayerische Motoren Werke), a FIAT (Fabbrica Italiana Automobili Torino), a SAAB (Svenska Aeroplan aktiebolaget) e SEAT (Sociedad Española de Automóviles de Turismo), a que se juntam a Alfa Romeo, resultado da conjugação do acrónimo Anonima Lombarda Fabbrica Automobili com o apelido de Nicola Romeo, quando este comprou a ALFA;
Traduções: A partir do coreano, Daewoo provém de “grande casa” ou “grande universo”, enquanto Hyundai tem uma conotação de “era moderna”; Nissan resulta da expressão “Nippon Sangyo”, ou “Industrias Japonesas”; Audi é a latinização do alemão “Horch” alusivo ao sentido da audição, uma língua clássica que os fundadores da sueca Volvo também preferiram, a partir do infinitivo do verbo “Volvere”, abdicando da eventual mais fácil utilização de termos nórdicos.
Outras conjugações: Volkswagen é a expressão para “Carro do Povo”; Subaru assume uma interpretação da constelação Pleiades, ou as Sete Irmãs; a britânica Aston Martin juntou parte da terra onde nasceu – Aston Clinton – ao apelido de Lionel Martin, o seu fundador; e a americana Cadillac nasceu pelas mãos do explorador francês do Século XVIII, Antoine Laumet de La Mothe, sieur de Cadillac, uma localidade… francesa!
Imagens: Tata (1), Alfa Romeo (2 e 3), Mini (4), Lotus (5 e 6), Lamborghini (7, 8 e 9), Logos (10)

Muito haveria ainda a dizer, pois há outras nomenclaturas que se mostraram - digamos - muito menos felizes em alguns mercados, mas como a prosa já vai longa tal ficará para uma próxima oportunidade.
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
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1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

To Moke or Nosmoke?

Fossemos nós conterrâneos de Sir William Shakespeare e o título de hoje daria para uma série de trocadilhos, todos eles com a mesma base. Isto porque – e de modo a não me alongar muito – os descendentes do icónico ex-modelo MOKE da ex-britânica/agora alemã Mini estão vivos e respiram saúde, espalhando o seu charme a céu aberto pelo planeta.

É uma família agora dividida, é certo, depois do corte de relações em 1990 com o seu outrora patriarca, que decidiu vender o nome a uma marca de motos, mas nem por isso em modo de esgotamento, mesmo apesar das tentativas de matar de vez tão estranho e arcaico bicho. O que é um facto é que o Moke lives on!
Originalmente criado em 1959 como um veículo para uso militar, o seu sucesso viria a dar-se noutros domínios, nomeadamente em países tropicais ou com vastas orlas costeiras e praias, tais como… Portugal! No nosso país foi, aliás, berço de pouco mais de 8.000 unidades, maioritariamente da geração “Californian”, produzidas nos anos 80 em Setúbal e Vendas Novas, para consumo interno e exportação para todo o mundo. Inglaterra, Austrália, Rodésia e África do Sul também os produziram.
Embora os destinos paradisíacos se mantenham, a sua nova descendência é originária de outro ponto do planeta, mais propriamente na China, sendo duas as novas famílias adoptivas: 

- por um lado a britânica Moke International que mantém o simples Moke, concebendo os seus filhotes com base em motores a gasolina; 
- por outro a francesa Nosmoke que aposta num conteúdo mais ambiental, sublinhando a nova geração Flower Power com propostas eléctricas e, por isso, amigas do ambiente, denominando-se Nosmoke.


Se quiser saber mais sobre estas novas gerações felizes que se alargam pelo planeta clique nos links acima. Note ainda que apenas o segundo é comercializado em Portugal pela algarvia Sunshine Cars. 
Entretanto delicie-se com algumas das imagens que tornaram esta estrutura de tubos interligados sobre uma base simplista – cujo nome deriva de um dialecto arcaico para “burro” – num dos mais curiosos modelos do mundo automóvel.

Imagens: Moke International (1,2, 4 e 5)


Imagens: Nosmoke/Duprat Distribuition (3, 6 e 7)

Imagens: BMC e Wikipedia/British Motor Museum

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Exteriorizar desejos

O dia 1 de Abril é sempre uma fonte de inspiração para as mais diversas criações, umas mais felizes e elaboradas, outras que… enfim, mais valia estarem quietos. Certo é que versam os mais diversos temas, sendo que as rodas também dão pano para mangas.

Se há exemplares que roçam o absurdo, outros expressam mesmo os desejos mais recônditos de alguns designers, se bem que depois se vejam obrigados a ficar-se apenas pelos seus desenhos ou vídeos. A seguir, sem grandes considerandos, desfilam algumas das criações deste “Dia das Mentiras 2017”. Divirta-se!
BMW: Qual é o cão que não gosta de ir passear de carro com o seu dono, com a cabeça fora da janela? Conheça o dDrive, uma cama caseira que proporciona essa sensação de frescura.

Dacia: Não tem tempo para ir à praia? Ou mora numa zona de pouco sol, mas gostava na mesma de ter um bronzeado à maneira? O novo Sundero tem um equipamento à sua medida, com uns pozinhos extra e tudo!
Imagens: Dacia UK

Emirates: O APR001 é um avião de três andares com todas as mordomias de um verdadeiro paquete. Piscina, salão de jogos e de lazer, etc, etc, etc...
Imagens: Emirates

Honda: Para que os condutores possam expressar as suas emoções ao volante, a marca japonesa pensou em integrar os populares emojis no volante, associados a diferentes sons da buzina Honda Horn Emojis.
Hyundai: Já não precisa de ir buscar o seu carro novo ao stand. A entrega é feita em casa por via aérea através do serviço Clickto Fly.
Lexus: Farto dos empatas que teimam em se manter na faixa do meio ou da esquerda nas auto-estradas e vias rápidas? A resposta está na ponta dos seus dedos, através do sistema Lane Valet.

Mini: E que tal um food truck com base no descapotável da marca? Os eventos de street food nunca mais iam ser os mesmos com este pack John Cooker Works.
Opel: A cor é um factor de crescente importância aquando da compra de um carro, mas se associada a ela – no caso o tom Berry Red – vier também a essência, melhor ainda!
Imagem: Opel/Vauxhall UK 

Polícia de Segurança Pública: Muito inspirada nas redes sociais, esta força policial fez saber ser a primeira na Europa a possuir um Aeromobile.
 
Imagem: Polícia de Segurança Pública
smart: À semelhança do tema da passada 2ª Feira, dos veículos com rodas que também se aventuram no mar, a marca pensou em transformar o seu popular fortwo num pequeno anfíbio denominado... forsea.
Imagem: smart 

Virgin Atlantic
: Voar nunca mais vai ser o mesmo na companhia de Sir Richard Branson, com a graciosidade dos pássaros transposta para os seus aviões. Conheça o Dreambird 1417.
Virgin Australia: Será a primeira companhia aérea a contar com uma Tripulação Canina, para apoio aos mais diversos clientes.

Virgin Trains: Comprar um passe de comboio e apresentá-lo nas portas de acesso às plataformas vai fazer-se através de um novo processo, denominado o Tick-Ink. Se gostar de tatuagens então é mesmo a sua cara!
Imagens: BMWBlog

E pronto... este ano foi assim. Veremos o que nos irá reservar o 1º de Abril de 2018.

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
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1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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