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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

“CoinciDANCE”: Do Youtube para o automóvel

“CoinciDANCE” é o título de um vídeo viral da autoria do duo Handsome Dancer, carregado há cerca de dois anos no Youtube, com uma peculiar coreografia associada a batida que, quer queira, quer não, ficará no ouvido e na retina, tendo, segundo parece, o objectivo último de acabar com a violência no planeta...
Imagem: Skoda Taiwan
Se até consideraria ser esta a imagem ideal para a promoção do bem ou serviço da sua empresa esqueça esse trato de originalidade porque já houve quem se lhe adiantasse. A responsável por essa estreia é a representante da Skoda Taiwan que, não se fazendo de rogada, associou-se a James Manzello e Matt Pavich, dupla de actores/comediantes norte-americanos autores do dito, para publicitar os modelos Made in Czech Republic naquele território.

Se (ainda) está incrédulo pense melhor e dê o benefício da dúvida a este improvável anúncio publicitário. Afinal, quando surgiu “Gangnam Style”, do igualmente ímpar sul-coreano Psy, este também foi criticado por muitos, para logo a seguir se tornar num sucesso planetário, num vídeo que já foi o mais visto de sempre no Youtube, somando hoje mais de 3.000 milhões de visualizações, isto sem contar com as múltiplas vendas que o levaram ao topo dos principais tops internacionais e a um conjunto de galardões de ouro e platina.
Em alternativa e porque estamos em modo mudança de ano, valendo (quase) tudo, ainda vai a tempo de treinar a coreografia e, quem sabe, tornar-se no Rei ou Rainha da sua festa de final de ano! A coreografia original está aqui.
Cumprimentos distribuídos irmãmente e Boas Festas!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Diz-me o que conduzes…

… dir-te-ei como te chamas! Há casos em que esta espécie de adaptação às rodas de um conhecido dizer popular – “diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és” – resulta na perfeita associação de um automóvel ao seu condutor. Mas este mundo das quatro rodas é muito mais abrangente, pois se há carros que se podem chamar Tiago ou Fabia, também os há com nomes de ventos, animais, seres mitológicos e outras inspirações que não lembram ao diabo!

É verdade! Há nomes de modelos automóveis que, por vezes, até podem bater certo com os dos seus donos. Exemplos não faltam, pois haverá, decerto, por terras de Itália várias Giulias ou Giuliettas a conduzir dois modelos que a Alfa Romeo baptizou exactamente com esses mesmos nomes, ou os decerto 
mais raros – a não ser que a carteira seja suficientemente recheada – Enzos e Dinos a tirar partidos das potencialidades dos seus respectivos Ferrari. Já não será tão verdade conseguir encontrar um Tiago na Índia ao volante de um Tata… Tiago. Era mais ideal por cá, mas o modelo e a própria marca indiana ainda não se comercializam em terras lusas. Já agora e caso não saiba, o Tiago surgiu como Zica na mesmíssima altura que se espalhou pelo planeta a epidemia dos mosquitos Zika, levando a marca a pensar numa alternativa.

Em terras gaulesas poderá haver quem ainda se chame Dauphine e tenha um destes históricos da Renault – um original de 1956 – à porta da sua casa, ou – muito mais provável – há por aí diversas Zoe, nome dado ao eléctrico sensação desta marca francesa. Uma tónica mais feminina que se prolonga à Fabia, Octavia e Felicia (modelos da Skoda), Sílvia (Nissan), Siena (Toyota) e Liana (Suzuki), ou a uma Elise que, gostando de acelerar, pode ser orgulhosa proprietária de um modelo da inglesa Lotus. Já nos rapazes, um britânico Logan pode conduzir este modelo da romena Dacia mas haverá, decerto, muitos mais Coopers a tirar partido das versões de cunho desportivo John Cooper Works do popular Mini.


Ventos, animais, deuses…
Uma nota adicional para dizer que se há marcas que preferem criações alfabéticas, numéricas ou alfanuméricas, associando as mais diversas realidades, ilustrando a cilindrada dos motores, o segmento em que o modelo se insere, ou invenções da lavra da própria marca, entre diversas soluções mais ou menos imaginativas, outras apostam em conteúdos mais alternativos, tais como:

Cidades – A espanhola SEAT percorre quase todo o seu território, do Alhambra ao Cordoba, passando por Ibiza, Malaga, Marbella, Toledo, etc, mas há outros exemplos oriundos dos EUA, como os Chevrolet Bel Air e Malibu, cidades que também inspiraram os Hyundai Santa Fe e Tucson, enquanto a italiana Ferrari dedicou o 360 Modena à sua terra natal. Já o Lotus Evora, que até parece ter inspiração no nosso Alentejo, resulta da conjugação dos termos “Evolution”, “Vogue” e “Aura”, dando continuidade a uma tradição recente de que todos os modelos da marca começam pela letra E;  
Divindades e/ou musas – VW Phaethon e Eos (ambos da mitologia grega, sendo que o primeiro era filho de Hélio e da ninfa Climene e o segundo uma deusa do crepúsculo); Renault Clio (uma das 9 musas filhas de Zeus), Nissan Titan (referência ao conjunto dos velhos); Vulcan (um deus do fogo) e Valkyrie (deusa da mitologia nórdica) são referências da Aston Martin. Já a japonesa Mazda foi buscar inspiração a um deus zoroastra (religião fundada na antiga Pérsia) para a sua denominação, embora também se considere válido que derive do apelido do seu fundador, Jujiro Matsuda.
Nomes de animais e/ou raças – aqui destaca-se a aposta da italiana Lamborghini nas raças de touros, do histórico e icónico Miura aos mais recentes Gallardo, Diablo, Murciélago, Reventón e Huracán. Por cá vende(ra)m-se mais Citroën 2CV – o célebre 2 Chevaux (cavalos) – Fiat Panda (uma espécie de urso), Ford Maverick (gado bravo) e Puma (felino) e o icónico Ford Mustang (raça de cavalos selvagens), muitos VW Beetle (vulgo Carocha) e alguns VW Fox (raposa) e Lupo (lobo), havendo também Porsche Spider (aranha) ou Dodge Viper (víbora), acrescendo aqui a própria marca britânica Jaguar, que tem este felino como símbolo. A Hyundai teve um Tiburon que por cá se chamou Coupé;

Ventos – é caso para dizer que para a VW vale quase tudo como inspiração para os nomes dos seus carros, tendo neste domínio um simples Vento e um Scirocco (um vento mediterrânico oriundo do Norte de África. Já a Maserati apostou no Bora (do Mar Adriático) e no Ghibli (do deserto do Sahara), a Ford no Zephir (vento do oeste da mitologia grega) e a menos conhecida – mas muito cara – Pagani apostou no Zonda (um vento argentino).

… heranças familiares e outras inspirações
Para completar o processo, embora muito fique, decerto, por escrever, os nomes de marcas automóveis são resultado de:
Nomes dos seus fundadores: Bentley (Walter Owen), Chevrolet (Louis), Chrysler (Walter P.), Citroën (André-Gustave), Ferrari (Enzo), Ford (Henry), Honda (Soichiro), Lamborghini (Ferruccio), Maserati (Alfieri), Peugeot (Armand), Porsche (Ferdinand), Renault (Louis), Rolls-Royce (Charles Stewart e Frederick Henry) Toyota (Sakishi, aqui com um ligeiro twist ao apelido Toyoda);
Acrónimos: aqui temos a BMW (Bayerische Motoren Werke), a FIAT (Fabbrica Italiana Automobili Torino), a SAAB (Svenska Aeroplan aktiebolaget) e SEAT (Sociedad Española de Automóviles de Turismo), a que se juntam a Alfa Romeo, resultado da conjugação do acrónimo Anonima Lombarda Fabbrica Automobili com o apelido de Nicola Romeo, quando este comprou a ALFA;
Traduções: A partir do coreano, Daewoo provém de “grande casa” ou “grande universo”, enquanto Hyundai tem uma conotação de “era moderna”; Nissan resulta da expressão “Nippon Sangyo”, ou “Industrias Japonesas”; Audi é a latinização do alemão “Horch” alusivo ao sentido da audição, uma língua clássica que os fundadores da sueca Volvo também preferiram, a partir do infinitivo do verbo “Volvere”, abdicando da eventual mais fácil utilização de termos nórdicos.
Outras conjugações: Volkswagen é a expressão para “Carro do Povo”; Subaru assume uma interpretação da constelação Pleiades, ou as Sete Irmãs; a britânica Aston Martin juntou parte da terra onde nasceu – Aston Clinton – ao apelido de Lionel Martin, o seu fundador; e a americana Cadillac nasceu pelas mãos do explorador francês do Século XVIII, Antoine Laumet de La Mothe, sieur de Cadillac, uma localidade… francesa!
Imagens: Tata (1), Alfa Romeo (2 e 3), Mini (4), Lotus (5 e 6), Lamborghini (7, 8 e 9), Logos (10)

Muito haveria ainda a dizer, pois há outras nomenclaturas que se mostraram - digamos - muito menos felizes em alguns mercados, mas como a prosa já vai longa tal ficará para uma próxima oportunidade.
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

Baião Rulzzzz!!!

O mundo dos ralis é um tema que já me disse mais no passado do que presentemente, quando, em puto, lá ia eu de mochila com o farnel às costas, ainda bem de madrugada, para o Autódromo do Estoril ou para a Serra de Sintra, para ver e fotografar os carros, fossem eles as máquinas das equipas de topo, com centenas de cavalos, ou mesmo os boguinhas dos menos endinheirados que, apesar das limitações, lutavam pelo melhor lugar da prova. Agora, por vicissitudes da vida, já não o faço, sigo o rali à distância e com substancialmente menos empenho do que na altura, quando sabia tudo de fio a pavio, da prova em si e desta modalidade do desporto automóvel.


Mas não é de desporto automóvel que versa este Trendy Wheels, embora o tema ralis tenha que ser aflorado. Venho falar de Baião, no Distrito do Porto, município que é atravessado pela mítica prova lusa do Campeonato do mundo da modalidade, cuja 50ª edição decorreu na semana passada. “E porquê?” – perguntam @s leitor@s? Por isto:


Aquele que escolhi para “Vídeo Trendy Wheels da Semana” é um vídeo viral encomendado por Baião à HyperCube e que pretende promover a terra e a sua ligação à prova. Da autoria de Marco Neiva e inteiramente protagonizado por actores locais, mostra o piloto Vítor Pascoal a acelerar nas serras de Baião, cruzando-se com praticantes de desportos radicais, mas também com o agora popular casal Fernando e Fátima, pacatos viajantes na sua Renault 4L, que em 2015 conquistaram os fãs locais e os dos ralis nas redes sociais, num vídeo que hoje regista mais de 185.000 visualizações. Veja-o aqui.

Embora aquela dupla faça o bis, desta vez há outros protagonistas, entre jovens (e menos jovens) de Baião que vivem as emoções do Rali de Portugal através de um simulador muito especial, uma réplica de um carro de ralis que constroem à volta de um sonolento pai, sentando-o ao volante, recorrendo depois às novas tecnologias de realidade virtual para o acordar. Uma experiência a 360 graus que pode ver aqui, sentindo algo do que se vive dentro de um carro de ralis. Para o ano há mais, prometem!

Ah sim, entretanto e a título de informação adicional – os mais interessados já o saberão – a Citroën venceu este 50º Rali de Portugal, com os pilotos Kris Meeke/Paul Nagle a baterem os seus adversários. Também para a história desta edição comemorativa ficou a dupla Miguel Campos/Carlos Magalhães como os melhores representantes lusos, aos comandos de um Skoda. 

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Os "Outros" Melhores do Planeta

Em complemento ao texto anterior, o Trendy Wheels apresenta-lhe hoje mais um grupo de vencedores de títulos de “Carro do Ano”, desta feita com uma abrangência por região e/ou país.
 
Fotos: Ford e Mazda (Oficiais); Logos: Oficiais
Começo por referir as duas escolhas mais recentes dos especialistas da indústria, com o Ford Mondeo a vencer na Irlanda e o Mazda MX-5 - que se está a mostrar um autêntico papa-prémios este ano - a amealhar semelhante ceptro no Reino Unido, complementando o título à escala Mundial e os da Austrália e Japão, referidos há dias.

Fotos: BMW, Hyundai, Jeep, Opel (Oficiais); Logos: Oficiais
Outros modelos em destaque foram o BMW i3 na Nova Zelândia, o Hyundai Tucson em Espanha, o Jeep Renegade no Brasil e o Opel Astra na Suíça. Mais desconhecidos do cliente luso são o Hyundai Creta, que alcançou o título na Índia, e o chinês Geely GC9, que venceu em casa. Outros países importantes, como a Alemanha, a França e a Itália, que fazem parte da organização do “Carro do Ano Europeu”, não atribuem galardões de âmbito nacional.

Fotos; Hyundai e Geely (Oficiais); Logos: Oficiais

Para que este leque de oscarizados sobre rodas se complete ficam a faltar os vencedores de algumas iniciativas editoriais, em que vários dos modelos acima voltam a confirmar porque são os melhores!

Os pesos (mais ou menos) pesados do ano
Há, igualmente, vencedores no domínio dos veículos comerciais – pesados e também menos pesados – com três distinções internacionais por categoria de dimensão/peso.
 
Fotos: VW, Iveco, Iveco Bus Magelys; Logos: Oficiais
Neste particular, os jurados de cada uma delas decidiram os melhores de 2016 e que são: 
Há, também aqui, um jurado nacional que vota nas duas primeiras categorias, em representação do portal nacional Comunicauto.

Os "Outros" nacionais
Voltando ao evento nacional de “Carro do Ano 2016”, para além do troféu principal, denominado “Essilor Volante de Cristal”, conquistado pelo Opel Astra (ver texto dedicado aqui), também se atribuem prémios por categoria.
 
Fotos: Audi, Ford, Mazda, Opel e Skoda (Oficiais)

Em pormenor, os melhores de cada segmento, após votação dos 19 jurados nacionais, em representação de outras tantas publicações portuguesas (TV, rádio, imprensa escrita e internet) foram:
  • Audi A4 2.0 TDI (190 cv) - Executivo 
  • Audi Q7 3.0 TDI (272 cv) quattro Tiptronic - Crossover 
  • Ford S-MAX 2.0 TDCi Titanium (180 cv, cx manual) - Monovolume
  • Mazda2 SKYACTIV-D 1.5 (105 cv) MT Excellence HS Navi - Citadino 
  • Skoda Superb Break 2.0TDI (190 cv) DSG Style - Carrinha.
Redacções e leitores também escolhem
Para finalizar este rol de premiados, eis que se atribuem, também, galardões de âmbito editorial, resultados das escolhas da imprensa especializada e dos seus leitores. Aqui haveria pano para mangas, já que muitas das mais conceituadas publicações da temática o fazem, pelo destaco as escolhas de duas delas – as revistas Turbo e AutoHoje – que realizaram eventos dedicados para anunciar os seus preferidos.

Fotos: Turbo e AutoHoje (Oficiais)
No caso da Turbo, a mais antiga revista mensal automóvel portuguesa, os seus “Turbos do Ano 2015” foram decididos com base nos ensaios aos diferentes modelos que a sua equipa editorial conduziu ao longo de 2015. Já a AutoHoje anunciou os seus vencedores gerados com base nas preferências dos leitores daquela revista semanal.

Se o seu mundo tem menos duas rodas, informo que está a decorrer a votação para a “Moto do Ano 2016”, numa iniciativa da revista especializada MOTOCICLISMO. As votações decorrem até 15 de Abril, dividindo-se por 9 categorias. 
 
Logo: Motociclismo (Oficial)


Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.