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segunda-feira, 17 de julho de 2017

Volvo V90 R Design: Uma carrinha repleta de garra

“Sucinto” não é, definitivamente, um adjectivo que se aplique a este vosso escriba do Trendy Wheels. É algo que me tem sido dito por diversas vezes, em termos profissionais e mesmo pessoais, pois tenho sempre a sensação que não digo tudo, havendo sempre mais um detalhe para contar! Assim sendo, como é que vou escrever “sucintamente” sobre um automóvel – no caso uma Volvo V90 D4 190 cv Geartronic 8 Vel. FWD R-Design – que tem tanto só na denominação como no cômputo das suas avantajadas medidas? Pois… vou tentar, mas aviso já que não vai ser nada fácil!

Comecemos por apresentar este produto sueco que se concentra nuns meros 5 metros de comprimento, por 2 de largura e 1,5 de altura! Pequenina não? Pois… olhando para ela definitivamente que não, mas depois no trânsito até fluiu por locais aparentemente apertados, seja porque alguns dos seus companheiros da estrada se encolhiam ao ver esta flecha num delicioso tom branco pérola – o nome oficial desta cor é “Branco Cristal Inscription”, um extra pela módica quantia de € 1.673 – ou então porque os passeios e os prédios se encolhiam à sua passagem, quase parecendo que lhe prestavam uma mais que devida vassalagem!
Se tal não bastasse, esta majestade sueca ostentava ainda uns pozinhos adicionais, decorrentes das vestes associadas à assinatura R-Design da Volvo, traduzindo-se a pequenas alterações exteriores – spoiler dianteiro com faróis de nevoeiro integrados na carroçaria, grelha específica e frisos em preto na frente e atrás, mais as jantes de liga leve de 18 polegadas e 5 raios – associadas a uma afinação mais desportiva do chassis, garante de uma condução ainda mais energética. Ou seja, não é uma assinatura desportiva como a “Polestar” – espero, um dia, conseguir explicar-vos o que é – mas para lá carrinha, perdão, caminha, num visual mais low profile… ou não!

Sem entrar em grandes pormenores de potências, velocidades e afins – é só tudo “muito” – deixando isso para as publicações especializadas, energia era o que não faltava a esta bichana XXL, que no alto dos seus pneuzorros montados nas jantes de design desportivo, depressa assumia velocidades semelhantes… às de uma bala. Quase que o (semi)desprevenido condutor nem dava pela repentina escalada do ponteiro do velocímetro, ao mesmo tempo que esperava que o número crescente de radares das nossas estradas ou não dessem por ela ou, se dessem, que lhe também a tal vénia, esquecendo a multinha associada. Confesso que não andei muito depressa, só mesmo depressinha, mas sem nunca atingir a anunciada velocidade máxima de 225 km/h que a marca apregoa. Pois, até gostava mas nem lá perto!
Aliás, foi quando circulava a velocidade reduzida, na 2ª Circular (Lisboa), que apanhei o susto maior deste contacto, quando a parafernália de sistemas de anti-colisão e respectivos radares começaram na palheta, trocando uma série de dados entre si. De repente, lá acharam que eu ia acabar na traseira do vizinho da frente: uma redução automática e controlada da velocidade, um sonoro blip e a surpresa dos cintos a retesarem sob o meu externo e no do meu companheiro de viagem, como que me dizendo: “Ó verdinho!!! Toma lá atenção que eu posso fazer muito mas não posso fazer tudo!!!” É certo que estava a passar Alvalade, mas não era preciso tanto!

Numa palavra? "Segurança"
Bom… pelo menos este subtítulo é pequeno. “Segurança” é, de facto, sinónimo de qualquer Volvo, como atestam os inúmeros dispositivos que a marca tem lançado ao longo da sua história de 90 anos, com a particularidade de até ceder patentes para que outras marcas possam, também elas, contribuir para a construção de automóveis mais seguros, rumo a um mundo melhor, menos acidentado e com menos danos pessoais.

“A nossa visão: Conseguir, até 2020, que ninguém seja gravemente ferido ou perca a vida num novo Volvo. É desta forma séria que abordamos a segurança.” Quase que parece um argumento de um filme fofinho ou uma utopia, mas. É um facto real que quer as avaliações feitas internamente, quer as das mais competentes autoridades da matéria – a Euro NCAP deste lado do Atlântico e a NHTSA no outro – resultam sempre em notas elevadas para os modelos Volvo.
Naturalmente que também esta minha menina contava com um vasto conjunto de sistemas integrados nesse pacote denominado IntelliSafe, entre outras soluções de apoio ao condutor e à condução, protegendo quem nele viaja e os demais utilizadores da envolvente, aqui ajudados pelo conjunto Sensus, filosofia por detrás de todas as tecnologias que ligam o condutor ao seu automóvel e ao mundo à sua volta, onde “cada funcionalidade é cuidadosamente concebida, permitindo-lhe controlar e personalizar todos os aspetos da condução, porque queremos que adore o interior do seu automóvel tanto quanto adora o exterior”.
Se quiser ver como esta Volvo V90, bem como o equivalente sedan S90, se comportaram nos tais testes de colisão, garantindo as tão apreciadas “5 estrelas” e muito elevadas notas na protecção de ocupantes (adultos e crianças), de peões e a integração das mais recentes tecnologias, clique aqui.

Um sistema de som upa upa!
No amplo interior desta V90 especial há um conjunto de detalhes diferenciadores face à gama normal, a começar pelo próprio logo “R Design” aposto na base do volante único, nas guarnições, pedais e tapetes e nos avançados bancos em pele e tecido de contorno desportivo, tendo o do passageiro um minimalista detalhe: a bandeira sueca cosida, num indisfarçável orgulho sueco. Tudo isto embrulhado num pacote de iluminação que realça todo o conjunto, ajudado pelo tejadilho totalmente vidrado, de abertura eléctrica e com um ocultador que, quando o sol bate mais forte lá dentro, ajuda a manter mais fresco o interior, e também pelo avançado sistema de ar condicionado. E muito, ou não de tratasse de uma das carrinhas com maior área interior do mercado, para os seus passageiros, mais o espaço da gigantesca bagageira.

Mas o que me conquistou mesmo foi o ecrã tipo tablet ao centro do painel de instrumentos, que permitia estar a par de tudo, junto com a informação dada pelo painel digital colocado à minha frente, a que se somavam as informações que eram projectadas no pára-brisas. Ou seja, se o condutor não souber tudo o que esta sua Volvo faz e o que lhe permite fazer é simplesmente porque não quer!
Conectividade com o telemóvel, navegação, as mais diversas configurações, do estacionamento à velocidade e aos 3 modos de condução, etc, etc, etc. Pena que não tive tempo de o explorar na totalidade. Apreciei de sobremaneira o enorme potencial do sistema de som premium com assinatura Bowers & Wilkins, a que já me havia referido no final de Maio, no texto “Sua Eminência, D. Karaoke”, o qual – e curiosamente – foi o que levou os responsáveis da área da Comunicação da Volvo a convidar-me a experimentar esta viatura! Um enorme obrigado.
Se na altura em que falei do tema fiquei conquistado – e até não me considero versado na temática áudio – agora quero mesmo um! Um sistema destes e, se possível, com um Volvo a reboque. Independentemente de onde se está sentado, este “Premium Sound by Bowers & Wilkins” deixa o condutor e/ou passageiros apreciar uma sonoridade de topo, associada ao artista ou género musical que se ouve, adaptando-se a direcção do som à medida do número de passageiros, numa potente Sound Experience. Afinal São nada menos do que 19 os altifalantes e demais subwoofers, tweeters e tecnologia associada, que criam ambientes diferenciados, cristalinos, direccionados e potentes, presente a bordo de muitos dos actuais modelos Volvo.

“Carrinha do Ano 2017” em Portugal, claro!
Assente numa herança de 64 anos desde o lançamento em 1953 da Volvo Duett – a sua primeira carrinha – a nova V90 é o mais recente exemplar dessa longa árvore genealógica, cuja filharada se eleva a bem mais de 6 milhões de unidades vendidas desde então.

A sublinhar a realeza do feito, destacam-se, também os inúmeros galardões entretanto conquistados, desde o seu lançamento há pouco menos de 1 ano, incluindo o título de “Carrinha do Ano 2017” no nosso país.

Uns quantos autocolantes et voilá!
Voltando à questão das autoridades de trânsito, mas agora sobre às igualmente célebres viaturas com a inscrição “POLIS” nas portas, quase que se podia transformar esta V90 R Design branca numa das suas carrinhas. Afinal, nesta só me faltavam mesmo os autocolantes e a coisa passava despercebida! Será?

É uma tradição antiga, pois foi em 1929 que a polícia sueca tomou posse das primeiras unidades da marca nacional para o combate do crime naquele pacato território nórdico. Eis-nos agora chegados a 2017 e a Volvo dá a saber que a nova V90 – a tal, para a qual que me faltavam os célebres autocolantes azuis e amarelos, mais os pirilampos – foi escolhida como viatura oficial para a força “POLIS”, após passar com elevada distinção nos seus testes (travagem, obstáculos, evasão activa e condução de emergência a alta velocidade) reunindo a melhor avaliação final de sempre, com uns expressivos 9,2 pontos em 10 possíveis!
Pessoal: se forem passear para a Suécia não abusem! Mesmo que tenham uma V90 ou equivalente, o mais certo é serem catados por estas viaturas hiper-vitaminadas, cujo processo de transformação está a cargo do departamento “Volvo Car Special Products”.

E, para finalizar, o BI completo
Como o texto já vai longo q.b. – não digam que eu não avisei mas, também, não havia volta a dar – resta-me deixar-vos os últimos atributos desta carrinha V90 cheia de speed, fruto da assinatura R-Design.

De base esta Volvo V90 R Design, com o mesmo motor 2,0 litros diesel D4 de 190 cv e caixa automática Geartronic de 8 velocidades, custa € 58.177 segundo a marca e contando já com um extenso equipamento de série, mas esta unidade que conduzi estava tão recheada de extras, entre Packs e opcionais isolados (consulte o detalhe na imagem), que o seu preço ultrapassa… os € 72.000.
Imagens: Trendy Wheels/JP e Volvo

Ou seja, decididamente não é um automóvel para tod@s, mas tod@s deviam poder conduzir, um dia nas suas vidas, uma carrinha assim!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.


segunda-feira, 29 de maio de 2017

Sua Eminência, D. Karaoke

Há muito que o pessoal canta em todo o lado, mesmo que não o admita: em casa, no duche e, especialmente, no carro, nos trajectos diários, sintonizando as estações preferidas – cada vez mais encharcadas de repetitiva publicidade – ou ouvindo os hits preferidos, a partir dos mais diversos dispositivos.
Imagem: Ford

A plenos pulmões, demonstrando os dotes vocais, ou apenas trauteando as ditas, em especial se não nasceu para a coisa, não há quem não o faça, em especial a partir da altura em que o norte-americano James Corden popularizou o “Carpool Karaoke” no seu programa de TV, berrando a plenos pulmões na companhia dos seus ilustres convidados. Por cá é claro que se copiou o conceito, nos mais estapafúrdios programas de TV, em que se tenta ser engraçado mas caindo-se, várias vezes, em desgraça, e até ao nível individual, com muitos a partilharem, com indisfarçável orgulho, os seus dotes vocais nas redes sociais.
De acordo com os especialistas – ele há gente iluminada em todo o lado – as improvisadas sessões de karaoke ao volante encerram “uma série de benefícios para a saúde, sendo que a maioria se sente especialmente à vontade quando não há ninguém à volta, ao mesmo tempo que contam com o sistema de som do carro que fornece o necessário apoio”. Nada mais verdadeiro, por isso ‘bora aproveitar o que os novos modelos trazem consigo.
Se no tempo dos afonsinhos os nossos carros começaram por trazer um simples rádio, que dividia o som AM com a imensa estática – foi Paul Galvin quem, em 1930, colocou o primeiro rádio, um Motorola 5T71, num automóvel – depois surgiram os primeiros auto-rádios, como o Blaupunkt Autosuper, já em sistema FM e menos interferências. Aqueles evoluíram em conjunto com os extras, quando Earl "Madman" Muntz introduziu nos seus carros os cartuchos de fita (1962), volumosos antecessores das mais pequenas cassetes da Phillips (1963), empresa que lançaria depois (1982), a meias com a Sony, os primeiros CD, se bem que a coisa só se vulgarizasse e melhorasse em termos de qualidade na década de 90.
Dali até ao presente foi um fósforo, fruto do enorme salto tecnológico das últimas décadas, com a introdução de sistemas de áudio gradualmente mais sofisticados, hoje em dia associados ao chamado infotainment, envolvendo os sistemas de navegação e de informação hoje comuns a muitos modelos. Adicionalmente, levam-se para o carro as próprias preferências musicais nas mais diversas plataformas – pens, smartphones e iphones, ligados ou não via Bluetooth – ou a partir de plataformas como o Spotify, ou mesmo através da cada vez mais inevitável cloud, onde muitos escarrapacham ao mundo toda a sua vida! Recordo aquela máxima de que “o que vai para a net, nunca mais desaparece da net”.
“Cantando em voz alta e sem quaisquer inibições, significa que a libertação mental será maior à medida que colocamos mais energia”, disse o professor Stephen Clift, uma autoridade de referência sobre os benefícios do canto para a saúde, da Universidade Canterbury Christ Church, no Reino Unido. “Quando cantamos em voz alta, especialmente canções que conhecemos bem, sentimos um ‘factor de bem-estar’ decorrente da respiração mais profunda, mais lenta, e aumento da actividade muscular. Sentimo-nos menos stressados e mais relaxados.”
Imagens: Focal e Bose



Sala de espectáculos privada
Outro salto significativo é a chegada dos mais conceituados produtores de sistemas de áudio ao sector automóvel, alguns deles dos sistemas que, até há bem pouco tempo, só se viam dentro de casa ou em concertos.
Imagens: Bang & Olufson, Volvo, Aston Martin

Só para dar alguns exemplos, a Bose equipa grande parte da gama de modelos Mazda, como o roadster MX-5, aqui com a particularidade de os altifalantes estarem integrados nos encostos de cabeça dos bancos. Tem ainda acordos com outros construtores como a Fiat, a Nissan ou a Porsche. Líder francês em acústica profissional e hi-fi, a Focal é presença assídua a bordo dos mais recentes Peugeot, com destaque para os novos SUV 3008 e 5008, e na maioria da gama da também gaulesa Renault, no novo DS 7 Crossback e na edição especial ‘Black Edition’ do Nissan Juke.
O gigante do som Harman fechou recentemente um acordo mundial com a Ford, equipando muitos dos seus novos modelos com o evoluído B&O PLAY Sound System, enquanto as mais requintadas propostas da sua marca Bang & Olufson equipam modelos da Audi, Aston Martin, BMW e da AMG, a divisão de performance da Mercedes-Benz. Esta também usa sistemas Harman/Kardon, tal como modelos da BMW, Kia, Mini e Volvo, com os suecos a colocarem, como pedra de toque, os sistemas Bowers & Wilkins a bordo dos novos XC90 e S90.

Comuns a todos os sistemas acima, bem como muitos outros - Fender, Dynaudio e Meridian, só para dar mais (alguns) exemplos - são os altifalantes, em número variável, cuidadosamente posicionados no habitáculo, garantindo a todos os passageiros um envolvimento total com o ambiente sonoro, parte de uma tecnologia premium bem mais abrangente, com amplificadores de muitos watts, mais tweeters, woofers e subwoofers, que hoje nos permitem desfrutar, na perfeição da mais simplista balada a uma voz, ou o mais elaborado e completo concerto de música clássica, independentemente do volume de som escolhido, quase como se se estivéssemos num auditório ou sala de espectáculos.
Imagem: Trendy Wheels/SP


Por isso, se tem um carro novo aproveite tudo o que ele tem para lhe proporcionar e cante. Quem sabe se não tem dentro de si uma estrela potencial! 
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.