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sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O fiel amigo

Nop… não falo do bacalhau, que se apresta a entrar em força na época, nem mesmo dos cães e gatos que poderá haver aí por casa! O tema de hoje é o capacete, igualmente um fiel amigo de pilotos dos mais variados desportos de competição, com e sem rodas, mas também dos trabalhadores da construção, astronautas ou mesmo exploradores do fundo do mar. Destinam-se, também, a todos os que andam parte importante das suas vidas sobre duas rodas, de casa para o trabalho, em actividades de lazer ou, simplesmente, porque vão ali à mercearia da esquina.


No  meio das mais variadas protecções, hoje o Trendy Wheels mostra-lhe dois conceitos mais destinados a quem recorra à bicicleta nos seus trajectos diários, nomeadamente os que aproveitam a cada vez mais disponível solução das bicicletas partilhadas nas grandes urbes: o EcoHelmet e o Hövding.

Em tecido de papel...
Para quem, na maioria das vezes, não leva consigo uma protecção para esses percursos citadinos de ocasião, foi recentemente apresentado o EcoHelmet. A norte-americana Iris Shiffer é a autora deste projecto ecológico feito em tecido de papel e estruturado em formato de favo de mel. É resistente à chuva durante um máximo de três horas e reutilizável durante algum tempo (tem um indicador de desgaste), sendo depois reciclável, procedimentos conjuntos que lhe valeram a atribuição do reputado galardão “James Dyson Award 2016” que premeia projectos de design inovadores. Conheça-o mais em pormenor:



... e a ar!
Noutro contexto mas também visando a protecção dos que circulam em duas rodas, chega-nos da Suécia o Hövding, solução que – à semelhança de um airbag num automóvel – faz despoletar um providencial capacete de ar, a partir de uma bolsa (tipo cachecol) colocada à volta do colarinho, ajudando a evitar males maiores ao nível da cabeça e do pescoço. É um produto Made in Portugal pela também sueca Alva (Mem Martins), concebido em nylon ultrarresistente para aguentar a esfrega de pisos mais agressivos. Um pequeno módulo recarregável via USB analisa os algoritmos de inclinação do corpo do utilizador, activando em microssegundos o seu enchimento a partir de um cilindro de gás. Conta ainda com uma pequena caixa negra que guarda os últimos 10 segundos de dados do acidente, algo que pode ser valioso no caso de ter de envolver seguradoras. Veja-o em acção:


Esta é uma original ideia de duas designers industriais suecas - Anna Haupt e Terese Alstin – estando disponível para encomenda aqui em 3 tamanhos. Sugestão de Prenda de Natal Trendy Wheels desta edição, o Hövding 2.0 custa € 299 e integra-se numa bolsa preta standard, mas o utilizador pode comprar outras, cada uma por € 50 (tudo valores sem despesas de transporte). Note-se que uma vez activado – como, aliás, acontece com qualquer airbag – o conjunto terá de ser substituído, ou seja, terá que adquirir um novo!

Imagens: EcoHelmet e Hövding

O dito através dos tempos…
Numa demonstração de que o capacete é, de facto e há muito, um dos melhores amigos do Homem, termino com três exemplares da original campanha de publicidade da Nutcase. Sob o título de “Helmets. Protecting us since ever” (“Capacetes. A proteger-nos desde sempre”), nela se retrata um leão a tentar tirar um naco a um gladiador romano, um samurai a fugir de um ninja, um escafandrista a ver-se abraçado por um polvo e um dragão a afiambrar-se a um cavaleiro!


Imagens: Nutcase
Por cá, a muito colorida colecção desta marca norte-americana é representada pela loja online DeporVillage, havendo propostas de € 49,50, € 67,50 e € 81,00 (actualmente com desconto face ao preço original; não inclui despesas de envio nem outras inerentes ao meio de pagamento).

Boas compras - se for o caso - e Festas Felizes!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Segurança em Duas Rodas

O incremento da segurança não acontece apenas no interior dos automóveis, com o aumento exponencial de sistemas de ajuda à condução que facilitam a vida a quem vai ao volante, para além de outras funções de conectividade, extensível aos demais ocupantes da viatura. Tal também é verdade na vertente das motos, ainda que com especificidades diversas, fruto das limitações de uma estrutura mais contida, realidade que numa bicicleta é ainda mais diminuta.
 
Fotos: Livall, Lumos, EverySight e Skully (oficiais)
Sobram assim, os elementos indispensáveis a quem anda em duas rodas: os capacetes e viseiras, sendo que hoje trago-lhe quatro exemplares que prometem revolucionar a indústria dos capacetes e/ou óculos para utilizadores de duas rodas: os capacetes inteligentes LIVALL e LUMUS, a viseira da EverySight e o capacete integral Scully Ar-1.

De origem chinesa e nascido depois de uma recolha de apoios nas plataformas KickStarter e na Indiegogo, o LIVALL é um conceito verdadeiramente futurista de um capacete que, entre outras funcionalidades, inclui colunas Hi-Fi Bluetooth e um microfone passível de ser emparelhado com um smartphone ou pode operar em modo walkie-talkie permitindo-se falar com outros utilizadores.


Tem sensores para detecção de quedas e de cadencia/velocidade, uma bateria adicional para carregar smartphones, controlo remoto e umas bem coloridas luzes LED para sinalização do ciclista à noite, que conjugam com as 5 cores da estrutura (branco, azul, amarelo, vermelho ou preto matte). Naturalmente que tem a respectiva app para melhor explorar todas estas capacidades. Preços: 139 dólares na versão BH60 citadina e 239 dólares na variante BH100 para BTT. Veja-os mais em pormenor aqui.

Dos EUA e, igualmente, depois de uma campanha iniciada no KickStarter chegará ao mercado em Setembro próximo o LUMOS. Disponível em preto mate ou branco pérola, integra, entre outros, 14 LEDs brilhantes brancos à frente e 16 vermelhos atrás, fornecendo em conjunto mais de 80 lumens de iluminação para garantir o devido destaque na estrada.


Tem piscas visíveis tanto de frente e por trás, activados pelo controle remoto wireless montado no guiador da bicicleta, luzes de travagem que se ligam automaticamente via um acelerómetro integrado sempre que se pedala mais devagar. A bateria é recarregável e dura mais de 3 horas entre cada carga. Robusto e resistente à água, tem como actual preço de lançamento 119 dólares no portal da marca. Veja mais aqui.

Igualmente avançadas são as viseiras da EverySight. De origem israelita, as “Raptors” apresentam, entre outras funcionalidades, um display na linha de visão do utilizador com diversas informações, como localização GPS, rotas, condições de terreno e velocidade ou mesmo a frequência cardíaca do utilizador.


Permitem atender chamadas telefónicas ou receber mensagens e estão dotadas de uma câmara para fotos e gravação de vídeos em movimento. Recorrem ao sistema operacional Android, emparelhando com equipamentos como smartphones, computadores e/ou tablets. Mais imagens aqui.

Finalmente, eis o Scully Ar-1, o primeiro capacete de realidade aumentada. Integra uma câmara de visão a 180º e um visor integrado na própria viseira, onde desfila um conjunto de informações que garantem níveis de atenção e segurança sem paralelo ao motard, mantendo este o seu olhar sempre na estrada.


Um pequeno écran interno serve de espelho retrovisor (através duma pequena câmara na traseira do capacete), recebe notificações de chamadas e sms, bem como informações de trânsito e de navegação, via GPS. Disponível em Antracite Mate ou Branco Artico Brilhante, encontra-se em pré-venda, com um preço de 1499 dólares, estando as primeiras entregas previstas para o próximo Verão. Conheca-o em pormenor aqui.

Por cá há um projecto que merece uma referência especial: o conceito “CIB – Capacete Inteligente para Bicicletas”, da autoria de um grupo de alunos do Externato Oliveira Martins - Escola Profissional de Espinho. Trata-se de um dispositivo de baixo custo e pequenas dimensões que poderá adaptar-se às protecções convencionais de cabeça dos ciclistas. Detecta situações anómalas, seja uma paragem repentina do ciclista ou se este, caso caia, se encontra na horizontal e inactiva durante um determinado período de tempo. Em ambos os casos, o dispositivo, emparelhado com o telemóvel do utilizador, envia uma mensagem de alerta para um número predefinido, indicando a sua posição geográfica. O CIB integra ainda duas luzes indicadoras de mudança de direcção, accionadas pelos movimentos de cabeça do ciclista. 

Um projecto que foi, no início do ano, alvo de um prémio monetário, no âmbito do programa “Ciência na Escola”, promovido pela Fundação Ilídio Pinho, que representará um primeiro impulso com vista ao seu potencial desenvolvimento. Apoio financeiro para passar à próxima fase precisa-se, portanto!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.