terça-feira, 31 de janeiro de 2017
segunda-feira, 30 de janeiro de 2017
Uma torre recordista
É a segunda vez que me refiro, no espaço de
pouco mais de um mês, à Tower Bridge de Londres, mas se no anterior texto ela
surgia desenhada a partir do rodado de pneus de bicicletas, como parte de um
dos projectos da 100 Copies (ver aqui),
agora essa emblemática infraestrutura britânica apresenta-se nuns quantos blocos de peças LEGO, tantos que até mereceu estar no Guinness Book of Records!
Isto porque a Land Rover fez a divulgação mundial do seu novo Discovery a partir de
uma estrutura criada a preceito para o evento e composta por umas meras 5.805.846 peças! A robustez do
conjunto foi tal que permitiu que dois carros reais, com várias toneladas de
peso, subissem ao seu tabuleiro.
Esta
apresentação contou com uma descida de helicóptero do aventureiro Bear Grylls, para
colocação de uma peça simbólica com o recorde do Guinness atingido, e com o
velejador e campeão olímpico britânico Ben Ainsile ao volante de um Discovery, conduzindo-o sob as plataformas desta singular Tower Bridge, dentro de um
lago artificial com 90 centímetros de profundidade, ali rebocando uma réplica
do barco (este composto por 186.500 peças) com que a equipa Land Rover BAR irá disputar a próxima
edição da America’s Cup! Caso queira mais pormenores, veja a apresentação e o making of de
construção desta estrutura de 13 metros de altura, que demorou uns quantos mesinhos
a erguer!
Para
terminar resta dizer que o anterior recorde, com menos 470.646 peças do que esta
nova referência do Livro dos Recordes, era um caça X-Wing construído para a
promoção do filme “Star Wars: A Guerra
dos Clones”.
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
sexta-feira, 27 de janeiro de 2017
Ciclar a pé
As
variantes de treino sobre rodas não param de surgir, qual torneira de
inspiração aberta e que não mais pára de correr. Depois da Lopifit, conceito de
passadeira que lhe apresentei em Agosto no texto "Olha mãe, sem pedais!!!" e da
Halfbike, um stepper sobre rodas que
pôde conhecer há dois meses em "Vamos acordar a mobilidade",
eis que nos chega agora a GlideCycle, uma bicicleta em que se corre… a pé!
Trata-se
de uma invenção do
norte-americano Dave Vidmar, numa estrutura de duas rodas que destina ao desporto
e a treinos de aptidão, sendo até vista como uma ferramenta de prevenção de
lesões no mundo da competição. É indicada para todas as idades e contribui para
terapias de emagrecimento e para o tratamento de determinadas limitações
físicas, nomeadamente ao nível das articulações, e outras inerentes à idade, destinando-se
ainda à reabilitação de pessoas com mobilidade condicionada.
O
sucesso nos States tem sido tal que
no portal há uma mensagem para que não se desista da encomenda, já que eles estão
assoberbados de trabalho. Se quiser um exemplar neste momento só há em stock a proposta mais desportiva GlideCycle
X-Runner, por 1.649 dólares, enquanto as referências GlideCycle PT e GlidesDale
(por 1.449 e 1.949 dólares, respectivamente) encontram-se esgotadas! Será uma
questão de tempo até que o processo normalize, dizem eles!
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
Se fumar, não conduza!
São
bem mais comuns as campanhas rodoviárias em redor do álcool, mas é também
sabido que as denominadas substâncias psicotrópicas também influem nas nossas
capacidades de reacção ao volante. Como por exemplo a canábis (ou marijuana), droga leve que mereceu a devida atenção por parte da Asociacion de Estudios del Cannabis del Uruguay através de uma campanha dedicada!
A iniciativa
compõe-se de um conjunto de 3 pósteres, com outras tantas mensagens de alerta, cujas cópias foram estrategicamente colocadas na região de Montevideo, capital
deste país sul-americano que, em 2013, legalizou a sua produção e
comercialização. Integrados em muppies, têm a particularidade de serem feitos… da própria erva! Isso
mesmo! Com 1,70 m de altura por 90 cm de largura, cada painel idealizado pela
agência The Electric Factory é composto por
folhas da dita erva que foram desfiadas, prensadas e secas, num trabalho 100% artesanal. O
texto foi depois impresso através de um processo semelhante ao usado na
produção de serigrafias.
Abordando uma
temática com importante impacto social, as mensagens inerentes pretenderam servir de alerta para a responsabilidade de cada um enquanto condutor, nomeadamente para a
diminuição das suas capacidades depois de fumar a dita cuja.
Por falar em fumar,
aos eventuais larápios que pudessem ter ideias de roubar estes potsters – trocadilho entre as palavras “pot” (designação em inglês para “erva”) e “poster” –, feitos com recurso a uma quantidade não desvendada de folhas, deixou-se o reparo de que não valeria de nada o esforço, pois no processo de produção foram retiradas as substâncias psicoactivas, ou seja, se usadas seria como estar-se a fumar papel!
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2017
Qual minutinho, qual quê… haja respeito!!!
Quantas
vezes não ouviu já as expressões “vou só
ali já venho” ou “é só um minutinho”?
Estas ou outras quaisquer, quando, por alguma razão, tentou sair de um
estacionamento, aceder à sua garagem ou estacionar num local que até lhe está
reservado, mas onde está lá um qualquer estorva
que, para facilitar a própria vida, decidiu complicar a dos restantes mortais?
Tal torna-se ainda mais preocupante com os abusos que influem directamente com
pessoas, condutores ou peões, que por qualquer vicissitude da vida têm o seu modo
de vida e de deslocação condicionado.
São
inúmeros os exemplos nas nossas cidades, desde veículos parados ou estacionados
em cima de passadeiras e passeios, em acessos de garagem e até em locais
reservados a pessoas com algum grau de deficiência, por vezes perto de escolas
e de centros de saúde e hospitais. Não é o banga-banga,
mas estamos lá quase, tal o número de exemplos que todos os dias nos deparamos
nas nossas deslocações!
Há
dias tropecei num artigo - que tem mesmo de ler - de uma Mãe, de seu nome Ana Rebelo,
que inconformada com uma situação recente que viveu com a sua filha Maria, dá uma autêntica chapada de luva
branca a uma indivídua que em pleno Século XXI ainda acha que o mundo é só dela! Leia esta peça, sob o título “Estimada mãe que nos maltratou esta manhã, por estacionarmos no lugar para deficientes”.
Elucidativo
não é? O estado a que chegámos, de total desrespeito pelo próximo, ao ponto de apenas
olharmos para o nosso umbigo, achando-o mais importante do que o do vizinho,
levando as nossas vidas normais sem olhar para o lado e vermos que há muito
mais para além desse nosso ego! São inúmeros os exemplos de mobilidade
condicionada por quem já originalmente a tem no seu dia-a-dia, tendo que lidar
com um sem número de obstáculos que lhes barram ou limitam o caminho.
Recordo a campanha “Bati no seu carro” que há
cerca de um ano a Associação Salvador levou a cabo em Lisboa, através da qual se pretendeu sensibilizar a população
para a questão do estacionamento abusivo.
O sucesso desta espécie de apanhados foi imenso, o filme tornou-se viral com milhares de
partilhas nas mais diversas plataformas e redes sociais, até merecendo
cobertura na Comunicação Social, mesmo fora de Portugal, para além de lhes
valerem reconhecimentos vários, nomeadamente com um Grand Prix dos “Prémios
Lusos”, galardões em que se distingue a criatividade lusófona.
Aliás, já em 2013 esta mesma associação levara
a cabo outra acção cívica de protesto – sob o título de “Ocupe o seu lugar” –
realizada a meias com o Grupo Lisboa (In)acessível.
Ocuparam todos os lugares de estacionamento que então existiam na Praça do
Duque de Saldanha (Lisboa) com 50 cadeiras de rodas, tendo estas os mais
variados dizeres, do estafado “volto já”,
aos “só vou ali buscar uma coisa” ou “vou só beber um café rápido”, afinal as
habituais justificações de quem, sem qualquer tipo de limitação física, complica
a vida das pessoas com deficiência, estacionando o seu veículo em lugares que
não lhes pertencem!
Impressionante, de facto, este constante alerta às
populações, mas o que mudou efectivamente na consciência das pessoas? Pelo
exemplo dado pela mãe da Maria parece que infelizmente pouco, muito pouco...
É…
o texto de hoje é algo pesado pelo que para descontrair um bocadinho convido-@ a ver uma
situação levada ao exagero, num conjunto de apanhados do programa de TV “Just For Laughs Gags”, que retrata um
grupo de seniores a atravessar uma passadeira, provocando o caos no trânsito,
levando muitos condutores ao desespero.
Difícil,
não é? Ver a nossa pacata vida condicionada por terceiros é obra! Agora imagine
uma troca de papéis, vivendo-se, por momentos, a vida de alguém que tem uma
deficiência motora, de alguém com um crescendo da degradação das suas capacidades
e da qualidade de vida, etc! Ah pois é bebé!
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
É uma Tasca portuguesa com certeza...
…
é com certeza uma Tasca portuguesa! Não há melhor exemplar de food truck
em Portugal onde se pode aplicar, na perfeição, a letra de Reinaldo Ferreira e
Vasco Matos Sequeira do sucesso “Uma Casa
Portuguesa” celebrizado mundialmente por Amália Rodrigues. Tal como no
popular fado luso, na Tasca Itinerante não falta pão e
vinho sobre a mesa, o caldo verde a fumegar na tigela e o bem receber de quem
se senta à mesa com a gente, em dois braços à nossa espera! E o próprio do
fado, claro!
Apresento-lhe
um dos primeiros conceitos de street food
que surgiu em Portugal encimando o boom
que, de repente, o nosso país viveu com esta indústria do comer na rua, em pé
e, de preferência, em boa companhia. A enorme visibilidade deu-se logo no 1º Festival Europeu de Street Food, realizado no Estoril em Abril de 2015,
curiosamente o palco onde o Fernando
Sousa e a sua VW 'Pão de Forma', transformada
a preceito, deram os primeiros passos, rumo a um sucesso que é hoje sublinhado
noutros palcos. São eles os convidados desta edição Trendy Wheels.
“Foi logo de arromba e nós
sem qualquer experiência! Não estás bem a ver… aconteceu de tudo e até a
extensão eléctrica derreteu num dos primeiros dias em plena hora de jantar!!!”, partilhou o responsável entre risos. “Tive de ir ao AKI a Alcabideche comprar cabo e fichas e fazer uma
extensão, enquanto a Marta [nota: a sua mulher] ficou a segurar as pontas com as
nossas filhas nos jardins do Casino. Foi surreal! Foi, por isso, um evento
marcante em tudo!!!”
A
validade deste projecto vai ainda mais longe pelo facto de ter obrigado o seu
mentor a dar a volta por cima a uma vicissitude da vida que muitos têm
conhecido nos últimos anos: ficar sem emprego depois de vários anos de
dedicação, 17 neste caso! “Tem sido uma aventura
daquelas que ficam gravadas a fogo… Fiquei desempregado em 2012, no pico da
crise, no que foi para mim um verdadeiro tsunami na altura. No início de 2013
dei por mim a pensar em criar o meu negócio, numa autêntica epopeia, tendo de
definir o que fazer e o que poderia iniciar numa época de tanta crise”.
O click deu-se
quando viu na TV uma reportagem sobre a invasão de turistas em Lisboa! “Esse foi o despertar… turistas! Mas tinha
de ser algo diferente e de que eu também gostasse. Pensei em vinho, petiscos e
depois o fado, por inerência a Lisboa e tudo isto num espaço móvel/adaptável… Street
food!”
Bingo! Nasce assim a ideia que deu origem à Tasca Itinerante, um veículo que
inicialmente era para ser um Citroën HY mas, por razões diversas, acabou por
ser uma carrinha da VW. “Curiosamente
sempre tinha pensado numa ‘Pão de Forma’, por ser uma viatura icónica, com
grande impacto, mas esteve quase para ser esse outro modelo. Só que, por razões
diversas [nota: que ficam para uma próxima edição] acabei mesmo por me decidir por esta lindinha, uma 'pão de forma' diferente, uma T2B de 1965, com formato pick-up e que não necessitaria de ser
‘trinchada’.”
Estava dado o mote, pelo que foi altura de colocar
mãos à obra e investir no projecto alguns milhares de euros, “empréstimo que está quase saldado”, num
trabalho realizado pela Kiosque Street Food, empresa do grupo Verso Move, especializada na transformação de
veículos para esta actividade. Isto ao mesmo tempo que se tentavam obter as
necessárias licenças para se operar no mercado da alimentação e com ocupação de
espaços públicos. “Isso foi uma autêntica
maratona que deu muitas dores de cabeça. Afinal estávamos em ‘terra de ninguém’
e nenhuma entidade sabia bem o que fazer e da validade deste tipo de projecto,
adiando eternamente as decisões, ou colocando o nosso pedido no monte! Mas
hoje, olhando para o que tenho tido e vivido e apesar das várias condicionantes
e dificuldades, digo que valeu a pena, pois são mais os prós do que os contras!
Aliás, a Tasca é a minha cara!”, diz-nos com esse sorriso rasgado, algo que
também é a sua imagem de marca, pois está sempre de sorriso no rosto.
Fado, vinho e petiscos
E então o que há nesta tasca sobre rodas? “Muita coisa, como numa tasca portuguesa,
com certeza: dos tradicionais pastéis de bacalhau e torresmos, aos conjuntos de
salgados, pão no forno e às nossas típicas sandascas, feitas com um bom queijo da serra e presunto, bons enchidos, tudo isto bem
regado com vinhos brancos e tintos ou mesmo a nossa deliciosa sangria. Temos
também exemplares de doçaria – tortas de Azeitão e pastéis de nata – e a
ginjinha a copo!”, mostrando-nos orgulhosamente o vasto menu. Digam lá se
não dá vontade de lá ir!
Ao contrário de muitos exemplares que andam ao
sabor dos eventos que se realizam aqui e ali pelo país, alguns em que também
tem dito presente, a Tasca Itinerante
tem normalmente um poiso próprio. É no Marquês de Pombal (Lisboa), mais
propriamente ao fundo do Parque Eduardo VII, que diariamente se consegue
saborear um ou mais dos petiscos acima. Embora os portugueses sejam “sempre e naturalmente bem-vindos, o nosso
maior grupo de clientes é composto pelos turistas que visitam Lisboa,
nomeadamente os que chegam nos navios de cruzeiro e os que descem dos
autocarros turísticos que estacionam mesmo em frente à nossa Tasca. Curiosos e
outros já conhecedores de alguns dos nossos pratos típicos, vão-nos visitando e
levando com eles algumas novas experiências gastronómicas que ali lhes
proporcionamos.”
Também eu, por experiência própria, fiquei logo
conquistado no Estoril, mesmo tendo dado barraca,
quando pus o Fernando e a Marta a sorrir com o facto de andar aflito à procura
do telemóvel, quando estava a falar com alguém com o mesmo! Bom… adiante! Escolhido
o que queria comer – uma Sandasca Serrana e uma sangria – servida entre
sorrisos e imediatas conquistas, prometi-lhes que, em troca, haveria de falar
da Tasca no Trendy Wheels.
Custou mas foi! Aqui está ela, em grande destaque
nesta edição, cruzando este conceito de street food com o melhor da mais popular gastronomia portuguesa,
sublinhando três valores principais: os sabores e a música portuguesa e bons
produtos, de elevada qualidade! Um
conceito sobre o qual há muito mais para contar… em breve!
Se, entretanto, quiser experimentar algumas das
iguarias acima, neste Domingo (dia 22) a Tasca
Itinerante vai estar presente na acção “A Rua É Sua”,
da Câmara Municipal de Lisboa, uma espécie de reinauguração das entretanto
renovadas Praça Duque de Saldanha, Av. Fontes Pereira de Melo e envolventes, agora
que as obras parecem ter chegaram, finalmente, ao fim. Nesse dia, das 10h00 às
17h00, essas áreas vão ser apenas para passeio público a pé, nelas integrando-se
animações de rua, concertos, eventos desportivos, mostras de artesanato, aulas
de tai chi, de zumba e de fitness, integrando várias food trucks de comida de rua. A nossa Tasca Itinerante vai estar em frente ao edifício da Portugal Telecom. Com as imagens acima não há que enganar, sendo fácil encontrá-la. Passe por lá e vai ver que não se arrepende. Irá ser recebido de braços abertos e com um sorriso nesta que é uma tasca portuguesa, com certeza!
![]() |
Imagens: Tasca Itinerante |
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017
Os Hain
Não
são os tresloucados membros de “Os
Simpsons”, nem têm qualquer costela dos desconcertantes exemplares de “A Família Adams”, não viveram a batalha
que, em tempos, os Ewing da série “Dallas”
travaram nas TVs com os Carrington da rival “Dinastia”
e até nem lhes passou pela mesa de jantar o rótulo “Vila Faia”, vinho que os bem mais portugueses Marques Vila produziam
naquela que foi a primeira telenovela portuguesa, ao mesmo tempo que estão
longe, muito longe, das duplas, triplas ou quadras da bem mais actual e
diversificada “Uma Família Muito Moderna”!
Aliás,
entre os Hain e as restantes famílias
acima há todo um mundo de diferenças! A começar pelo facto de que os suecos
são reais, de carne e osso, e os demais produtos de ficção que nos entram casa adentro sem ser para
jantar! Outra particularidade é o facto de que os Hain vão deixar de se
preocupar com a condução dos seus carros, podendo, assim, aproveitar mais o
tempo das suas vidas noutras actividades.
Composta
por 4 pessoas – o pai Alex, a mãe Paula e as duas filhas Smilla e Filippa – os Hain tornaram-se mundialmente
conhecidos como a primeira família a ser escolhida para integrar o programa “Drive Me” da igualmente sueca Volvo Cars. Um processo em que se utilizam
automóveis semelhantes aos nossos, em condições reais de trânsito, mas sem que nos
tenhamos de preocupar com a condução do carro, pois praticamente tudo é feito
de modo autónomo, uma vertente da indústria que está em plena fase de
exploração pela grande maioria dos construtores de automóveis. Conheça-os
melhor aqui:
Ao
contrário de outros projectos, a Volvo diz apostar nas pessoas – utilizadores
de veículos que, de um modo mais simplista, se pode afirmar que se conduzem
sozinhos – como o elemento fundamental desta equação, definindo a tecnologia a
utilizar em função do papel a desempenhar a bordo pelo condutor e não o
contrário.
Este
para já programa de testes baseia-se no uso de veículos equipados com a
tecnologia de condução autónoma em condições reais, visando melhorar a vida das
pessoas, nomeadamente a sua experiência de mobilidade, ao mesmo tempo que tem
um efeito positivo na sociedade, garantindo processos mais seguros, sustentáveis
e convenientes. Ao longo do presente ano deverão ser 100 os veículos deste tipo
a circular em estradas públicas de Gotemburgo, num processo que, a médio prazo,
se verá expandido para outras cidades do planeta.
Líder
na área da segurança automóvel, a Volvo acredita que esta tecnologia irá
reduzir o número de acidentes nas estradas, reduzir o tráfego e os níveis de
poluição das cidades, permitindo aos condutores utilizar de outra forma o tempo
que gastariam normalmente na condução.
Confesso
que, apesar de acreditar na validade da tecnologia e conseguir ver para além do
imediato – afinal, nos dias que correm, parece que quase nada é impossível no
mundo das rodas – para mim que gosto de conduzir, de sentir o volante,
pressionar os pedais, usar a caixa de velocidades e obrigar o carro a fazer o
que me dá na real gana, levando-me de um ponto A para outro B, esta cena da condução autónoma faz-me algumas
cócegas! A si não?
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017
Mudem-se as regras!
A
miúda passou-se!!! Cansou-se do coche engalanado e dos cavalos bonitinhos, do príncipe
drop dead gorgeous e do pessoal cheio
de nove horas, de ter que sair do baile às 12 badaladas e desatou a acelerar no
seu novo bólide! O único senão é o de que também nesta história teve que regressar
ao seu papel de boneca quando o dia nasce e a loja de brinquedos abre ao
público.
É
notório o paralelismo a algumas histórias de animação de estúdios como a Disney
e Pixar, de bonec@s que ganham vida quando os humanos não @s estão a ver! Mas a
Audi Espanha quis ir muito mais além
no pretérito Natal, quando lançou a campanha #CambiemosElJuego,
sublinhando que o rosa e as bonecas não são algo só para meninas e que o azul e
os carros não servem só os interesses dos meninos!
A
mensagem inerente é, como se pode ver, muito abrangente, abarcando a temática
da igualdade de género e, consequentemente, a educação dada às próximas
gerações no sentido de sabermos olhar uns para os outros e para as opções e/ou
escolhas de cada um(a), respeitando-as e vivendo com elas, sem o habitual cunho
marcadamente crítico.
Para
o efeito a representante espanhola da marca alemã colocou uma supersexy boneca, com sangue na guelra,
ao volante do seu R8 Coupé, acelerando pela loja como se não houvesse amanhã! “Adoro quando me dizem que algo é
impossível. Adoro demonstrar o quanto estão enganados, Como se vê, sou muito
teimosa e adoro desafios!”, refere, sublinhando que o estereótipo do género
não deve fazer parte dos jogos e brincadeiras, como também em termos de
condução, que tantas vezes separando ambos os lados da barricada.
Segundo
José Iglesias, catedrático espanhol em Psicologia Evolutiva da Educação da
Universidade Autónoma de Madrid, são 5 as razões principais para a necessária mudança
das regras deste jogo:
1) Porque
os brinquedos têm um papel principal no desenvolvimento das capacidades e estas deveriam desenvolver-se por igual entre meninos e meninas;
2) Porque
os brinquedos que escolhemos podem influenciar os interesses e vocações futuras
que se desenvolvem desde pequenos;
3) Porque
na primeira infância meninos e meninas estão livres de estereótipos de género e
o brinquedo não deve propiciar a criação dos mesmos;
4) Porque
brinquedos como carrinhos ajudam no desenvolvimento da coordenação
visual-motor, antecipação de problemas e a originalidade de respostas, enquanto
as bonecas contribuem para o desenvolvimento das capacidades empáticas,
relações sociais e linguagem;
5) Porque
mudar as regras do jogo fará com que, um dia, mais mulheres se interessem pelas
ciências, matemáticas e engenharias, enquanto os homens se sentirão mais
competentes na realização de tarefas domésticas e de cuidados.
Claro que para @s mais estereotipados este texto não fará qualquer sentido, pois sempre viveram com uma separação de conteúdos mais ou menos definida e não se permitem sequer pensar out of the box, ou – pior que isso – poderão ser por demais intolerantes. Mas se com o mesmo conseguir mudar uma mentalidade que seja já me sinto realizado!
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2017
O mistério do pára-arranca
Apesar
do paralelismo que se possa fazer e por mais fã que seja das obras de suspense
da britânica Agatha Christie, este não seria em absoluto um título que viesse a
entrar numa lista das suas potenciais obras. Isto porque os argumentos escolhidos por uma das mais brilhantes autoras de romances policiais (entre outras obras) eram bem mais elaborados do que a simples pesquisa por parte dos míticos
personagens que criou – destacando-se a simpática Miss Marple ou o peculiar Monsieur
Hercule Poirot – sobre a razão desta realidade das nossas auto-estradas.

Decerto que nas suas deslocações em vias rápidas já se deparou com a (quase) insuportável situação do pára-arranca, em que as filas parecem andar bem num momento para, de repente e sem razão aparente, o obrigar a travar. Logo a seguir começa-se a andar outra vez até que, por vezes, quase voltamos a estar em cima do veículo da frente, obrigando a novo recurso do pedal do travão, operações consecutivas que, de acordo com a atenção de cada um, podem resultar em situações mais catastróficas.

Decerto que nas suas deslocações em vias rápidas já se deparou com a (quase) insuportável situação do pára-arranca, em que as filas parecem andar bem num momento para, de repente e sem razão aparente, o obrigar a travar. Logo a seguir começa-se a andar outra vez até que, por vezes, quase voltamos a estar em cima do veículo da frente, obrigando a novo recurso do pedal do travão, operações consecutivas que, de acordo com a atenção de cada um, podem resultar em situações mais catastróficas.
De quem é a culpa? A resposta é: sua, exclusivamente sua! Quem
o afirma é a Auckland Transport, autora do vídeo SpreadTheJam, em que se explica, por A
+ B, as razões dessa situação de mola
e o que os condutores devem fazer para minimizar o seu impacto. Trata-se de uma
questão de simples consciencialização, ou de educação rodoviária, em que todos
poderemos sair a ganhar!
Pense um pouco nisto e faça boas viagens!
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!Pense um pouco nisto e faça boas viagens!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017
Matrículas milionárias
Registar
um automóvel novo em Portugal, com o pagamento dos adicionais TLT – se não
souber é o acrónimo para as despesas de Transporte, de Legalização e dos
Tapetes… (há que não esquecer os indispensáveis tapetes, ou pensava que lhos
dão de borla?!) – é algo que pode custar umas boas centenas de euros, valor a
que tem de adicionar outras taxas e taxinhas, como o EcoValor da reciclagem dos
pneus e o EcoLub para os líquidos, isto sem contar com os custos ambientais
decorrentes dos níveis de emissões de CO2 dos diferentes modelos, aqui com os
intragáveis ISV, o Imposto Sobre Veículos, já incluído no valor final do
carrito, mais o IUC, o Imposto Único de Circulação que se paga todos os anos no
mês da matricula!
![]() |
Imagem: CNN Money |
Mas
se acha que paga muito, há quem não pense assim e se dê ao luxo de gastar uns
quantos milhões numa matrícula personalizada, exclusiva ou rara. Tanto que esse extra de
diferenciação pode atingir… valores quase estratosféricos! Como diz o outro, “peaners”!
Uma
das mais recentes matrículas milionárias - uma placa com um “5” – pertence agora
a um indiano, de seu nome Balwinder Sahni e dono de um negócio imobiliário no
Dubai, tendo a mesma sido licitada num leilão dos Emirados Árabes Unidos por 33 milhões
de dirhams (a moeda local e que equivale a cerca de 8,6 milhões de euros, a
câmbios actuais) placa que o seu anterior dono colocou entretanto à disposição,
depois de em 2008 ter pago uns meros 26 milhões de dirhams. Acrescente-se que Sahni está
habituado a estas lides, depois de há uns anos ter pago o equivalente a 6,4 milhões de euros por outra placa com
o algarismo “9”.
Mas
o recorde absoluto - com honras de registo no Guinness Book of Records - pertence desde o início de 2008 a Hamdan Khouri, milionário que é o oposto do Tio
Patinhas, tendo licitado a matrícula nº “1” por… 52,2 milhões
de dirhams! Isso mesmo, é só fazer as contas e chegar-se a 13,4 milhões de euros, por cá o equivalente ao valor de um EuroMilhões sem jackpots associados! Veja aqui esse leilão, em que até um jovem de
apenas 10 anos teve algo a dizer sobre a matéria:
Em Hong Kong, alguém comprou por 18,1 milhões de dólares locais (cerca de 2,2 milhões de euros) uma placa com a composição “28”, número que - segundo os especialistas - dito em cantonês se assemelha ao termo “próspero”, trazendo, por isso, muita sorte para o seu proprietário.
Também
no Reino Unido é possível comprar placas diferentes das dos demais mortais, num
top encabeçado pela “25 O”, que
custou ao seu actual dono 518.000 libras (cerca 608.000 euros). Seguem-se as matrículas “F 1” e “S 1”, adquiridas por 516.000
e 474.000 euros, respectivamente. Já na Suíça, o cantão de St. Gallen cedeu
aos bombeiros locais as matrículas “SG 1” a “SG 20” para serem leiloadas, beneficiando estes dos respectivos fundos. Claro que foi a “SG 1” a mais licitada, por 135.000
francos (125.000 euros ao dia de hoje), placa que entretanto valorizou para perto
de 400.000 francos.
Mais países onde as matrículas personalizadas
são uma realidade são a Alemanha, Áustria, Bélgica, Canadá (onde alguém
comprou a sequência “Facebk” por 1,2 milhões de dólares locais), Dinamarca, Eslovénia,
Finlândia, Islândia, Letónia, Luxemburgo, Polónia, Suécia, Turquia e, claro, os EUA. É no dito país de (quase) todas as liberdades que se segue a temática do “vale tudo”, tendo algumas dessas placas as mais absurdas composições de letras e
números que se possam imaginar, sendo a temática preferida a de cariz mais sexual, havendo outras mais depreciativas, até para os próprios utilizadores do carro onde está colocada!
Se na maioria desses países as matrículas são atribuídas às pessoas que as adquirem e não ao veículo em si, podendo, assim, a dita transitar de carro para carro à medida que procedem à troca dos mesmos nas suas vidas, em terras lusitanas cada placa está exclusivamente ligada a um determinado veículo, Realidades diferentes, em termos de regras e, principalmente, no que se refere a dinheiro no bolso!
Se na maioria desses países as matrículas são atribuídas às pessoas que as adquirem e não ao veículo em si, podendo, assim, a dita transitar de carro para carro à medida que procedem à troca dos mesmos nas suas vidas, em terras lusitanas cada placa está exclusivamente ligada a um determinado veículo, Realidades diferentes, em termos de regras e, principalmente, no que se refere a dinheiro no bolso!
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Imagens: AutoGespot |
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2017
Nas ondas de Eisbach
Hoje
é o surf o tema forte do Trendy Wheels numa viagem na crista de
ondas de um local pouco ou nada habitual: um braço de rio no centro de uma
cidade. É em Eisbach (Alemanha), bem no centro de Munique,
que se situa o spot escolhido por Mark Harris (Egor para os amigos), Marlon Lipke, Quirin
Rohleder e Toby Haseloff, todos eles surfistas profissionais, para ali fazerem inesperadas
demonstrações nas ondas criadas pela forte corrente de inverno
do rio Isar, que o alimenta.
Apesar do seu profissionalismo, o processo não lhes foi nada fácil, mas permitiu a criação de um elo de ligação com muitos outros surfistas locais – dos 8 aos 80 anos – que, sem possibilidade de rumar a zonas mais adequadas à prática da modalidade, recorrem com regularidade a este incomum spot! Aliás, o sucesso é tal que obrigou a edilidade a legalizar a actividade, desde Abril de 2010.
Este
vídeo integra-se num projecto denominado “The Endless Winter II – Surfing Europe”,
a segunda temporada de uma acção que inicialmente se circunscreveu a terras
britânicas, mas que fruto do sucesso alcançado extravasou fronteiras. A
primeira temporada teve 6 episódios, nela se contando a história do surf no Reino Unido, com um imperdível
1º episódio com imagens de 1966. Pode vê-los aqui.
Dado
o sucesso entre os seus pares, logo o espectro se alargou a outros pontos do
planeta, numa nova temporada com cariz europeu e que até já passou por terras
lusas. Pode ver aqui esse 3º episódio, sob o título “The Seed of Portuguese Surfing”.
Caso
o tema lhe interesse, pode seguir esta saga no Facebook, acompanhando as
aventuras de um vasto grupo de profissionais da modalidade pelos mais
emblemáticos spots de surf da Europa,
parte dela feita a bordo da mais recente geração da pick-up Ford Ranger Wildtrack,
um dos apoiantes deste projecto.
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
“Que nunca por vencidos se conheçam!”
2016,
mais um ano que chegou ao fim, com aspectos positivos e negativos, uns
que nos são mais próximos, outros que, consoante o tema, seguimos à distância
com variado nível de interesse. Aqui no Trendy
Wheels cumpriu-se, a 26 de Dezembro último, o 1º aniversário, seguindo-se uma temática que – já tod@s sabem – versa o mundo das rodas, independentemente onde elas
surjam, conteúdos que vão de cenas do dia-a-dia a matérias mais específicas.
Como esta, a propósito de um post
que li recentemente no Facebook do Luis Costa, alguém que tem demonstrado uma enorme força
de vencer, conseguindo-o nos mais variados domínios, pessoal, profissional e
desportivo. Como referi no texto "O Sonho É Possível", trata-se de um dos atletas que defendeu as cores lusas nos Jogos Paralímpicos do Rio de
Janeiro, um sonho tornado realidade por alguém que só há apenas quatro épocas
passou a olhar para do paraciclismo com outros olhos.
Tal trouxe-lhe, neste ano findo e entre outros resultados de relevo, o título de Vice-Campeão da Taça do Mundo (incluindo quatro medalhas de prata), a vitória no Circuito Europeu de Handbike, o ceptro de Campeão Nacional de Estrada e de Contrarrelógio e ainda o 1º lugar na Taça de Portugal da modalidade. “Foi um ano em cheio e seguem-se mais quatro de muito trabalho, pois já estou integrado no ‘Programa de Preparação Paralímpica Tóquio 2020’, pelo que a partir de 2018 tenho que arregaçar as mangas para contribuir que Portugal garanta, novamente, vagas para os próximos Jogos e eu seja um dos escolhidos para representar o país”, refere Luis Costa com um indisfarçável orgulho.
Tal trouxe-lhe, neste ano findo e entre outros resultados de relevo, o título de Vice-Campeão da Taça do Mundo (incluindo quatro medalhas de prata), a vitória no Circuito Europeu de Handbike, o ceptro de Campeão Nacional de Estrada e de Contrarrelógio e ainda o 1º lugar na Taça de Portugal da modalidade. “Foi um ano em cheio e seguem-se mais quatro de muito trabalho, pois já estou integrado no ‘Programa de Preparação Paralímpica Tóquio 2020’, pelo que a partir de 2018 tenho que arregaçar as mangas para contribuir que Portugal garanta, novamente, vagas para os próximos Jogos e eu seja um dos escolhidos para representar o país”, refere Luis Costa com um indisfarçável orgulho.
Mas nele faz-se, também, um grito de
alerta face ao aproveitamento que algumas entidades parecem fazer, em
determinadas alturas, dos seus resultados, deixando a promessa de mundos e
fundos, para logo a seguir darem o dito por não dito ou, pura e simplesmente,
ignorarem as múltiplas tentativas de contacto. Nesse seu desabafo público, em
que o multi-premiado atleta luso se mostra também desalentado com a perca de alguns
dos apoios monetários que o ajudariam nesse seu processo de preparação, refere:
“Aborrece-me que algumas empresas
portuguesas me tenham contactado quando eu ainda me encontrava no Rio de
Janeiro a representar Portugal, a dizerem que me queriam patrocinar, e quando
voltei nem sequer responderam aos meus e-mails. Eu não vos pedi nada, foram
vocês que me contactaram...”
É esta a triste realidade lusa? Por mais monetário-financeira que seja a realidade dos patrocínios, com o esperado fluxo investimento/retorno/aumento de exposição de imagem, não quero acreditar que alguém com um palmarés como o acima tenha que passar por isto, quando para outras modalidades – e até mesmo exceptuando o todo-poderoso futebol – haja quem se atropele para ficar com exclusivos de patrocínios! O que é que o paraciclismo não tem que os outros têm? Visibilidade? Então se não tem, dêem-lha!
A começar pelos ditos jornais desportivos que - já sem considerar as capas - enchem a quase totalidade das suas edições com conteúdos de futebol - extensas coberturas, entrevistas, análises e histórias de vida - remetendo as restantes modalidades para as páginas finais, estas na grande maioria das vezes apenas alvo de mini-notícias, que pouco mais têm do que meia página, ou mesmo uma dúzia de linhas. Para que serve elevar bem alto o nome de Portugal, dos clubes que os apoiam e dos próprios atletas se, a seguir, pouco ou nada mais acontece? Os nossos restantes Campeões não merecem, decerto, este tratamento!
É esta a triste realidade lusa? Por mais monetário-financeira que seja a realidade dos patrocínios, com o esperado fluxo investimento/retorno/aumento de exposição de imagem, não quero acreditar que alguém com um palmarés como o acima tenha que passar por isto, quando para outras modalidades – e até mesmo exceptuando o todo-poderoso futebol – haja quem se atropele para ficar com exclusivos de patrocínios! O que é que o paraciclismo não tem que os outros têm? Visibilidade? Então se não tem, dêem-lha!
A começar pelos ditos jornais desportivos que - já sem considerar as capas - enchem a quase totalidade das suas edições com conteúdos de futebol - extensas coberturas, entrevistas, análises e histórias de vida - remetendo as restantes modalidades para as páginas finais, estas na grande maioria das vezes apenas alvo de mini-notícias, que pouco mais têm do que meia página, ou mesmo uma dúzia de linhas. Para que serve elevar bem alto o nome de Portugal, dos clubes que os apoiam e dos próprios atletas se, a seguir, pouco ou nada mais acontece? Os nossos restantes Campeões não merecem, decerto, este tratamento!
A pouco mais de três anos e meio do arranque dos
Jogos Paralímpicos de Tóquio, em Agosto de 2020, o Luis está a preparar-se como nunca,
dividindo-se entre os treinos com a sua “menina”
– nome que dá à sua handbike inscrita na Classe H do paraciclismo – e os vários contactos com empresas e outras entidades
oficiais. Uns estão ainda na fase de tentativa, outros já se encontram mais adiantados, tentando, assim, garantir as verbas que lhe permitirão sonhar ainda mais alto, evoluindo dos
resultados alcançados num palmarés que tem mais páginas do que os de muitos
outros atletas de renome.
A suportá-lo conta, neste momento, com os apoios (no formato de bens e serviços) de empresas como a G-Ride Concept Bike Store, especialistas no material circulante e que o apoiam praticamente desde que se iniciou na competição, e a Lurbel Precision Garment, marca de vestuário desportivo. Para lhe tratar do corpo e da mente conta com os préstimos do Beto Fitness Club, espaço essencial para a sua preparação física, da Clinica Mediessencial, que lhe trata do sorriso, e da Hypno Coaching, como indispensável preparador mental, algo para que o Tattoo Studium também contribui, desenhando-lhe as suas já muitas tatuagens. A Alportil, Concessionário Skoda no Algarve, fornece-lhe outras rodas para as suas diferentes deslocações pelo país e o restaurante Sabores da Ria, em Cabanas de Tavira contribui para um estômago bem alimentado, fazendo deste atleta alguém bem mais feliz. Somam-se os apoios do Comité Paralímpico de Portugal e da Federação Portuguesa de Ciclismo. Ao mesmo tempo o atleta aguarda que o Sporting Clube de Portugal, clube de que tem envergado as cores, cumpra a promessa que lhe fez entretanto e dê continuidade ao contrato por mais quatro anos, mantendo-o integrado na estrutura da Sporting Paralympics.
A suportá-lo conta, neste momento, com os apoios (no formato de bens e serviços) de empresas como a G-Ride Concept Bike Store, especialistas no material circulante e que o apoiam praticamente desde que se iniciou na competição, e a Lurbel Precision Garment, marca de vestuário desportivo. Para lhe tratar do corpo e da mente conta com os préstimos do Beto Fitness Club, espaço essencial para a sua preparação física, da Clinica Mediessencial, que lhe trata do sorriso, e da Hypno Coaching, como indispensável preparador mental, algo para que o Tattoo Studium também contribui, desenhando-lhe as suas já muitas tatuagens. A Alportil, Concessionário Skoda no Algarve, fornece-lhe outras rodas para as suas diferentes deslocações pelo país e o restaurante Sabores da Ria, em Cabanas de Tavira contribui para um estômago bem alimentado, fazendo deste atleta alguém bem mais feliz. Somam-se os apoios do Comité Paralímpico de Portugal e da Federação Portuguesa de Ciclismo. Ao mesmo tempo o atleta aguarda que o Sporting Clube de Portugal, clube de que tem envergado as cores, cumpra a promessa que lhe fez entretanto e dê continuidade ao contrato por mais quatro anos, mantendo-o integrado na estrutura da Sporting Paralympics.
Independentemente do que aconteça, por vezes contra ventos e marés,
Luis Costa confirmou ao Trendy Wheels que vai continuar a rolar na sua handbike,
seja em terras lusas como além-fronteiras, por um lado reforçando o seu
palmarés, ganhando os créditos necessários para se ver integrado na delegação
nacional que estará nos Jogos de Tóquio 2020, por outro demonstrando que não há
quem o demova nos seus propósitos. Afinal, um dos seus lemas é “que nunca por vencidos se conheçam!”.
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
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