quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Os Hain

Não são os tresloucados membros de “Os Simpsons”, nem têm qualquer costela dos desconcertantes exemplares de “A Família Adams”, não viveram a batalha que, em tempos, os Ewing da série “Dallas” travaram nas TVs com os Carrington da rival “Dinastia” e até nem lhes passou pela mesa de jantar o rótulo “Vila Faia”, vinho que os bem mais portugueses Marques Vila produziam naquela que foi a primeira telenovela portuguesa, ao mesmo tempo que estão longe, muito longe, das duplas, triplas ou quadras da bem mais actual e diversificada “Uma Família Muito Moderna”!

Aliás, entre os Hain e as restantes famílias acima há todo um mundo de diferenças! A começar pelo facto de que os suecos são reais, de carne e osso, e os demais produtos de ficção que nos entram casa adentro sem ser para jantar! Outra particularidade é o facto de que os Hain vão deixar de se preocupar com a condução dos seus carros, podendo, assim, aproveitar mais o tempo das suas vidas noutras actividades.
Composta por 4 pessoas – o pai Alex, a mãe Paula e as duas filhas Smilla e Filippa – os Hain tornaram-se mundialmente conhecidos como a primeira família a ser escolhida para integrar o programa “Drive Me” da igualmente sueca Volvo Cars. Um processo em que se utilizam automóveis semelhantes aos nossos, em condições reais de trânsito, mas sem que nos tenhamos de preocupar com a condução do carro, pois praticamente tudo é feito de modo autónomo, uma vertente da indústria que está em plena fase de exploração pela grande maioria dos construtores de automóveis. Conheça-os melhor aqui:

Ao contrário de outros projectos, a Volvo diz apostar nas pessoas – utilizadores de veículos que, de um modo mais simplista, se pode afirmar que se conduzem sozinhos – como o elemento fundamental desta equação, definindo a tecnologia a utilizar em função do papel a desempenhar a bordo pelo condutor e não o contrário.
Este para já programa de testes baseia-se no uso de veículos equipados com a tecnologia de condução autónoma em condições reais, visando melhorar a vida das pessoas, nomeadamente a sua experiência de mobilidade, ao mesmo tempo que tem um efeito positivo na sociedade, garantindo processos mais seguros, sustentáveis e convenientes. Ao longo do presente ano deverão ser 100 os veículos deste tipo a circular em estradas públicas de Gotemburgo, num processo que, a médio prazo, se verá expandido para outras cidades do planeta.

Líder na área da segurança automóvel, a Volvo acredita que esta tecnologia irá reduzir o número de acidentes nas estradas, reduzir o tráfego e os níveis de poluição das cidades, permitindo aos condutores utilizar de outra forma o tempo que gastariam normalmente na condução.
Confesso que, apesar de acreditar na validade da tecnologia e conseguir ver para além do imediato – afinal, nos dias que correm, parece que quase nada é impossível no mundo das rodas – para mim que gosto de conduzir, de sentir o volante, pressionar os pedais, usar a caixa de velocidades e obrigar o carro a fazer o que me dá na real gana, levando-me de um ponto A para outro B, esta cena da condução autónoma faz-me algumas cócegas! A si não?
Imgens: Volvo Cars

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

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