domingo, 31 de dezembro de 2017
sábado, 30 de dezembro de 2017
Demolition derby em versão soft
E,
para fechar este ano de 2017, trago-lhe algo diferente: corridas com caravanas.
É, de vez em quando, tema de alguns filmes norte-americanos, normalmente de
acção e envolvendo ex-criminosos ou delinquentes de variada ordem que, nas suas
horas vagas, se dedicam a ganhar
alguns dólares a troco das suas habilidades ao volante. É comum, por isso,
assistir-se a essa demonstração de capacidades em eventos do tipo demolition derby.
Aquele
é, aliás, um país onde há campeonatos desta natureza, em circuitos de perímetro
curto onde normalmente ganha o que conjunto que conseguir sobreviver mais
intacto aos ataques da concorrência. Já deste lado do Atlântico, realizaram-se
em 2017 duas acções substancialmente mais suaves, uma em que se pretendeu
demonstrar as potencialidades de um atrelado quando transportado a altas
velocidades (embora sem exageros) e outra em que se pretendeu dinamizar a
imagem de uma equipa de Fórmula 1. Vamos por partes:
Com um tesouro às costas
Comecemos
pela Moetefindt Fahrzeugbau, fabricante
alemão de reboques que pediu à Porsche
um carrito para demonstrar o quão seguros são os seus trailers, mesmo quando carregados com preciosidade a bordo e com o
velocímetro a atingir números granjolas.
A Porsche não fez por menos e cedeu-lhes nada menos do que um Panamera ST de
550 cv, pois, afinal, em termos de imagem teriam muito a ganhar nesta busca de
recorde, caso o mesmo se confirmasse, sem necessidade de grande despesa
associada… a não ser que a coisa
desse para o torto, se bem que, a este nível, há seguros para todos os gostos!
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Imagem: Moetefindt Fahrzeugbau |
Tendo
como palco o mítico e exigente circuito alemão de Nürburgring-Nordschleife, o estranho conjunto cumpriu os objectivos,
levando-se um outro Porsche – um curioso tractor Junior 108 – são e salvo até
ao destino final. Necessariamente com um piloto profissional ao volante, no
caso o britânico Patrick Simon, cumpriu-se a rapidíssima viagem pelo denominado
“Inferno Verde” em 12 minutos e 6
segundos, quase integralmente feita em piso molhado, naquilo que ficou definido
como um novo recorde mundial.
Red Bull dá-te… pró disparate!!!
Meses
antes, a alguns quilómetros na vizinha Áustria e sob condições totalmente
diferentes, Daniel Ricciardo e Max Verstappen, dois pilotos da equipa Red Bull Racing, de Fórmula 1, mediram o repentino crescendo dos seus níveis de
testosterona com as suas caravanas, aqui
puxadas por igualmente potentes Aston Martin Vanquish S Volante.
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Imagens: Red Bull Racing |
Ao
longo do traçado da pista Red Bull Ring e cada um com o seu reboque associado –
aqui mais não era do que uma estrutura sobre rodas, devidamente decorada para o
efeito desta promo da bebida
energética – estes jovens com sangue na guelra alimentaram os seus egos, não se
coibindo de explorar aos limites os 602 cv das suas montadas! No final ganha um
e perde outro, mas a marca de bebidas energéticas tira, decerto, partido dos já
mais de um milhão de visualizações no Youtube deste seu vídeo.
Enfim…
cada um é pró que nasce!
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e Boas Entradas!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
sexta-feira, 29 de dezembro de 2017
Luis Costa: Lembranças da África do Sul
Dando
continuidade a uma longa conversa com Luis Costa, houve dois temas fortes inerentes à sua trajectória ascendente no
paracliclismo internacional: a conquista de uma medalha numa das provas do
Campeonato do Mundo, em 2017 e na África do Sul, e outra batalha que ele e
outros atletas paralímpicos travam fora das suas realidades desportivas e que pretendem
ver ganha: a do igual reconhecimento e apoio face aos seus pares olímpicos.
Começando
pela primeira vertente, dá que pensar que se trata do evoluir de um bichinho que apenas acordou em 2013
quando Costa enfrentou, pela primeira vez, o seu ídolo de então, um tal de Alessandro Zanardi, ex-piloto de automobilismo que
perdeu ambas as pernas num acidente, de onde, milagrosamente, saiu com vida e
com uma enorme vontade de dar a volta de 180 º à sua aparentemente destroçada
vida. É com o agora paraciclista italiano que tem uma história curiosa, uma de
muitas destes seus quatro anos na modalidade.
“É um pequeno grande momento, bem recente, e que ainda só
contei a algumas pessoas. Todos sabem que me inspirei no grande Alex Zanardi para
começar a competir no paraciclismo, passando a lutar contra ele desde 2013,
desde a minha primeira prova internacional. Mas só lho disse pessoalmente no
final do Contra-Relógio dos Mundiais da África do Sul, quando estava a
descontrair nos rolos e a sonhar de olhos abertos por ter alcançado aquela medalha
de bronze. O Alex foi ter comigo e felicitou-me pelo 3º lugar e pela minha magnífica
progressão. Disse-lhe ter sido ele a minha inspiração algo que, sempre muito
humilde, agradeceu para depois me perguntar em tom divertido: ‘Deixa-me
adivinhar… e agora que estás entre os melhores o teu objetivo é dares-me um
pontapé no rabo, não é?’, ao que lhe respondi ‘Naturalmente Alex, tal como
todos os outros aqui presentes’. Ele deu uma gargalhada e disse-me para eu não
lhe levar a mal, mas que preferia que isso ficasse para outra prova e não
naquele fim de semana! Um momento que jamais esquecerei, história que mais tarde
vou gostar de contar aos meus netos.”
Ao
mesmo tempo Luis Costa recordou a dupla sensação de ter terminado o
Contra-Relógio com a conquista de uma medalha e depois, a Prova de Fundo, a
milímetros de idêntico resultado, para mais quando os resultados mostram que,
nesta última, terminou o trajecto com o mesmo tempo do vencedor.
“Foram duas
situações de sentimentos opostos. No final do Contra-Relógio tive que esperar
uns bons 15 a 20 minutos até ter a certeza que a medalha de bronze era minha e só
então ‘explodi’! Saltei para o colo do Telmo Pinão [nota: o segundo
atleta luso da comitiva que viajou para a África do Sul] e comecei a gritar de alegria. Já ganhei muitas medalhas de ouro, prata
e bronze, mas nenhuma delas tem o valor de uma num Campeonato do Mundo.”
Quanto
ao 4º lugar na Prova de Fundo “esse teve
um sabor a frustração. Sentia-me muito forte, fui quem que mais trabalhou
durante a prova, respondendo a todos os ataques, anulando uma fuga, estando
maior parte do tempo na frente a impor o ritmo que fez com ficássemos só quatro
atletas na disputa do sprint final… mas esqueci-me de me poupar um pouco nos
últimos quilómetros para poder lutar pelo pódio e, com isso paguei por esse
erro. Perder essa medalha de bronze por meia roda depois de tanto esforço, foi
duro de engolir. Mas faz parte e aprendi mais uma lição.”

Ensinamentos
que o nosso medalhado irá aproveitar nos próximos eventos, agora que o seu calendário
desportivo está praticamente definido: “2018 e 2019 são os anos em que decorrem as qualificações
para Tóquio, sendo que o objetivo passa por conquistar pontos suficientes para
garantir a primeira vaga para Portugal. Como já o disse, irei tentar fazê-lo
participando em todas as Taças do Mundo, no Campeonato do Mundo e mais algumas provas
internacionais que façam parte do calendário oficial da UCI, com o objectivo de
subir aos pódios dessas provas, especialmente no Mundial, onde acredito poder fazer
de novo história para o paraciclismo português”.
“Quanto
a 2019 os objetivos serão idênticos, mesmo que no final de 2018 já tenhamos uma
vaga assegurada para Portugal para Tóquio 2020, pois os pontos dos dois anos acumulam
e eu quero contribuir para que tenhamos pelo menos 2 vagas, semelhante ao que
alcançámos no Rio de Janeiro, em 2016. Isto porque nada me garante que se só
tivermos uma vaga, seja eu a ocupá-la, sendo esta uma decisão do Selecionador
Nacional. Por isso, quantas mais vagas, melhor.”
“Os paralímpicos não
são atletas de segunda”
Objectivos
que partilha, interiormente, com outras duas lutas, uma pela igualdade de
tratamento na imprensa e outra junto das entidades governamentais: “É um desejo que tenho há muito de, por um lado,
podermos contar com a cobertura da
imprensa nacional, nomeadamente a desportiva, que hoje ainda pouco ou nada liga
ao paraciclismo, algo que até senti em particular depois da conquista da medalha
de bronze nos Mundiais da África do Sul.”
“Infelizmente não posso mudar
o que seria mais importante: a mentalidade futebolística deste país, mas se
tivesse poder para tal, obrigava todos os jornais desportivos a publicar, em
cada edição, pelo menos uma página sobre desporto adaptado. Acredito que isso
mudaria muita coisa mesmo! É que as pessoas e as empresas não se podem
interessar por algo que não conhecem…”
Outra luta de que Luis Costa não tem desistido é a de se alcançar a
igualdade de verbas olímpicas, face aos atletas sem limitações físicas: “Incompreensivelmente os apoios continuam a
ser diferentes para os atletas do projecto olímpico e os atletas do paralímpico,
isto apesar das promessas deixadas após os Jogos do Rio, em 2016, em que se
anunciou pretender-se acabar com essa discriminação, aproximando-nos de outros
países como Espanha, adoptando-se um gradual equilíbrio das verbas atribuídas”.
“Só que apesar da aprovação
pelo Governo da equivalência dos denominados ‘Prémios de Mérito Desportivo’ [nota: valor que é pago a
atletas que obtêm medalhas em provas de Campeonatos da Europa, Mundiais e Jogos
Olímpicos/Paralímpicos], indicando o que
parecia ser um bom caminho para a uma equivalência das Bolsas de Preparação dos
atletas integrados nos programas paralímpicos às dos atletas olímpicos, foi recentemente
chumbada uma proposta de alteração de lei que iria permitir adoptar-se um
processo progressivo que, tudo indicava, ficaria equilibrado após os Jogos de
Tóquio.”
Apresentada pelo Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, a proposta
previa que em 2021 os montantes ficassem, finalmente, equiparados, após uma
sequência de três anos de aumentos faseados, terminando com a diferença nos
valores das bolsas praticados até à data. Votada a favor pelo BE, CDS-PP e PCP,
a proposta não passaria por um lado devido à abstenção do PSD mas, principalmente,
pelos votos contra do PS, partido que, inicialmente, até deixou promessas de mudanças
na lei. Ou seja, “infelizmente a discriminação
continuou, sendo ainda mais preocupante porque se segue às promessas feitas
pelo partido que agora ignorou as pretensões dos atletas paralímpicos quando
chegou a hora de alterar a lei”.
Note-se que, à data, a bolsa dos atletas paralímpicos corresponde
sensivelmente a um terço do valor recebido pelos desportistas olímpicos: por
exemplo, um atleta olímpico de Nível 1 recebe 1.375 euros, mas o equivalente
paralímpico recebe 518 euros (ver quadro). No que se refere ao Plano de Preparação,
o valor atribuído aos atletas olímpicos – neste momento num total de 49 nomes –
ronda os € 30.000 anuais, verba que nos paralímpicos é de apenas € 8.750, a dividir
por 38 atletas com algum tipo de deficiência, estando 20 deles em modalidades
de atletismo adaptado.
Números que parecem indicar que um atleta sem qualquer deficiência
física gasta mais na sua preparação do que um paralímpico! “Não será antes ao contrário?”, questiona o nosso entrevistado. “A título de exemplo, saberão quanto já
gastei na minha handbike, que uso para representar este país e que foi paga por
muitos dos que vão ler este texto? Vários largos milhares de euros…”
#PortugalComOsParalimpicos
Em face do descontentamento e burburinho criado no meio, entretanto
parecem ter havido novos desenvolvimentos, “fruto
de novas negociações entre o Governo e o Comité Paralímpico de Portugal,
antevendo-se que sempre possa vir a existir alguma progressão nos valores de
ano para ano até 2021, mas só o saberemos ao certo quando o contrato-programa
para ‘Tóquio 2020’ for assinado, daqui por uns dias.”
Enquanto tal não acontece, alerto para a causa que foi criada – através da hashtag dedicada #PortugalComOsParalimpicos – que
sublinha a motivação e convicção na igualdade de oportunidades para ambos os atletas,
através da qual se convidam os Portugueses a juntarem-se-lhe, de modo a acabar de vez com esta discriminação.
Curiosamente, olhando para os resultados de uns e outros a coisa até se apresenta numa estrutura completamente
inversa, dado que nos últimos Jogos Paralímpicos do Rio, em 2016 os paralímpicos
– vistos por muitos como atletas alegadamente diminuídos – subiram ao pódio por 4 vezes, quando os olímpicos
conseguiram uma única medalha. Uma estatística que, somada à das restantes olimpíadas
do presente milénio, se mostra ainda mais significativa: os atletas
paralímpicos conquistaram 36 medalhas no conjunto dos últimos cinco Jogos, face às apenas 8 dos olímpicos,
sendo que também o ouro está mais presente no pescoço dos aqui inconformados
atletas, numa escala de 9 contra 1. Elucidativo!
Mas nada disto vai influenciar o foco principal do nosso atleta
plurimedalhado nos objetivos que o atleta, paraciclista do Sporting/Tavira Paracycling, traçou para os próximos anos e que define como
“Simples! Quero conquistar um lugar nos Jogos Paralímpicos Tóquio 2020,
alcançando pelo caminho os melhores resultados possíveis, que dignifiquem o meu
clube e o país que represento, ao mesmo tempo que retribuo o apoio de todos os
que têm estado ao meu lado”.
Objectivos e prestações que Luis Costa e muitos outros, no domínio das rodas ou fora delas, pretendem atingir de modo a contribuir para o
orgulhoso hastear da bandeira lusa ou para a contínua projecção do nome
Portugal mais além. Veremos se, no novo ano e nos vindouros quem de direito lhes dará o devido crédito. São estes os votos do Trendy Wheels para o novo ano!
Feliz 2018 para tod@s... e uma nova tattoo para Luis Costa em 2020!
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Imagens: Luis Costa - Paraciclista |
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
quinta-feira, 28 de dezembro de 2017
“CoinciDANCE”: Do Youtube para o automóvel
“CoinciDANCE” é o título de um
vídeo viral da autoria do duo Handsome
Dancer, carregado há cerca de dois anos no Youtube, com uma peculiar
coreografia associada a batida que, quer queira, quer não, ficará no ouvido e
na retina, tendo, segundo parece, o objectivo último de acabar com a violência
no planeta...
Se
até consideraria ser esta a imagem ideal para a promoção do bem ou serviço da
sua empresa esqueça esse trato de originalidade porque já houve quem se lhe
adiantasse. A responsável por essa estreia é a representante da Skoda Taiwan que, não se fazendo de rogada, associou-se a James Manzello
e Matt Pavich, dupla de actores/comediantes norte-americanos autores do dito,
para publicitar os modelos Made in Czech
Republic naquele território.
Se
(ainda) está incrédulo pense melhor e dê o benefício da dúvida a este
improvável anúncio publicitário. Afinal, quando surgiu “Gangnam Style”, do
igualmente ímpar sul-coreano Psy, este também foi criticado por muitos, para
logo a seguir se tornar num sucesso planetário, num vídeo que já foi o mais
visto de sempre no Youtube, somando hoje mais de 3.000 milhões de
visualizações, isto sem contar com as múltiplas vendas que o levaram ao topo
dos principais tops internacionais e a um conjunto de galardões de ouro e
platina.
Em
alternativa e porque estamos em modo mudança de ano, valendo (quase) tudo,
ainda vai a tempo de treinar a coreografia e, quem sabe, tornar-se no Rei ou
Rainha da sua festa de final de ano! A coreografia original está aqui.
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e Boas Festas!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
quarta-feira, 27 de dezembro de 2017
Luis Costa: Objectivo Tóquio 2020
O
novo ano está aí à porta, significado isso que faltarão 32 meses para que Luis Costa esteja de armas e bagagens
por terras do Japão, para aí disputar os Jogos Paralímpicos “Tóquio 2020”. Até
parece ainda muito mas, mesmo a esta distância temporal, o atleta paralímpico
de raízes alentejanas está já em preparativos para esse objectivo, dividindo o
seu tempo entre as mais diversas acções, tentando captar as atenções para uma
modalidade ainda demasiado esquecida ou
mesmo desconsiderada por quem teria o dever de a divulgar e promover.
Dando
algum eco extra ao paraciclismo, o Trendy
Wheels tem-no acompanhado nessa sua ambiciosa mas não impossível jornada,
rumo à conquista de uma medalha – e a ser que seja a de ouro – já nos próximos
Jogos Paralímpicos de Verão, a decorrer de 25 de Agosto a 6 de Setembro de 2020
no Japão. Com uma agenda repleta, este alentejano natural de Castro Verde divide-se
“entre treinos dedicados, entrevistas de promoção
da modalidade ou acções junto dos meus apoiantes”, ao mesmo tempo que defende
“a igualdade entre todos os atletas
olímpicos, com ou sem qualquer grau de deficiência, algo que, infelizmente e
mesmo ao nível das autoridades governamentais, se ficou pelas palmadinhas nas
costas e promessas feitas em 2016, aquando do nosso regresso dos Jogos do Rio”.
Tudo
é conjugado num espaço temporal que
estica ao limite do (quase) impossível, entre a vida pessoal e profissional, mantendo-se
perfeitamente integrado numa exigente força de intervenção, como inspector da
PJ, mesmo com a sua limitação física. Obtidos à força de uma enorme vontade de
chegar mais longe, “esse conjunto de
resultados e medalhas internacionais, obtidas desde que em 2013 me estreei na
modalidade, são dedicados à minha família, em
especial à minha companheira Inês e aos meus filhos”, juntando um agradecimento especial
“ao Selecionador Nacional José Marques e ao Professor Gabriel Mendes, que
gastam neurónios, perdem tempo, acreditam e fazem-me acreditar nas minhas
capacidades e que conseguiram transformar um atleta desconhecido num dos
melhores do mundo da sua classe!”
Noutro patamar destaca “as centenas de pessoas e empresas que me
ajudaram a pagar a handbike de topo que tenho actualmente e às entidades que me
têm apoiado, caso do Sporting Clube de Portugal, da Federação
Portuguesa de Ciclismo e do Comité
Paralímpico de Portugal, grupo que me tem
permitido continuar a ter condições para me dedicar a este desporto.”
“Quero representar
Portugal no Japão”
Se
2017 foi um ano repleto de sucessos pessoais e desportivos, com o ponto alto na
medalha de bronze conquistada nos Mundiais da África do Sul – referi-o na série
de textos que aqui se publicaram em Outubro – os anos de 2018 e 2019 antevêem doses
adicionais de trabalho com vista essa renovada visita ao circuito paralímpico,
quatro anos depois da sua promissora estreia no Brasil.
“Foi, de facto, um ano em cheio e
seguem-se outros de muito mais trabalho. Encontro-me integrado no ‘Programa de
Preparação Paralímpica Tóquio 2020’, pelo que
tenho que arregaçar as mangas para contribuir que Portugal garanta, novamente,
vagas para os próximos Jogos e eu seja um dos escolhidos para o representar”, refere Luis Costa com um indisfarçável orgulho. “Dependendo da altura do ano, por norma
começo a treinar pelas 08h30, variando a duração entre uma hora e meia e quatro
horas. A seguir vou trabalhar até às 19h00 e em certos dias, depois dessa hora,
ainda faço mais um treino de ginásio e só depois vou para casa. Com sorte pelas
22h00 poderei descansar”.
Uma realidade que difere da que tem a maioria dos seus adversários
internacionais, agora que “o Costa” –
como é conhecido entre os seus pares – está de pleno direito no grupo dos
candidatos às medalhas. “Sim, nesse
particular sou um pouco prejudicado em comparação com a maioria, adversários se
dedicam em exclusivo a este desporto. Eu tenho que adequar a minha vida
profissional com a vertente desportiva, com a vantagem de aqui contar com uma
chefia bastante compreensiva, facilitando-me determinadas situações.”
Não
obstante essas diferenças, o atleta que elegeu Portimão como base de trabalho tem
sabido tirar todo o partido da sua preparação e da sua handbike, alcançando os lugares de topo da Categoria H5 em que se
insere, estando invariavelmente no grupo dos candidatos ao pódio nas
competições internacionais em que participa. “Em eventos desse nível aprende-se sobretudo
a lidar com a pressão criada pelas expectativas dos resultados. Sabemos que os
portugueses, mesmo que não liguem ao que fazemos no resto do ano, nesse dia
querem ver a bandeira nacional no mastro mais alto. Actualmente, não tenho
problemas ao enfrentar os ditos ‘gigantes’ nas grandes competições, como o
italiano Alex Zanardi, o holandês Tim de Vries ou o norte-americano Alfredo de
los Santos, entre muitos outros excelentes nomes do paraciclismo, pois afinal já
atingi esse patamar, tornando-me num deles, não é verdade? Existe sim um grande
respeito pelo valor de todos, mais pelo que fazem em competição e não por terem
melhores apoios - que os têm de facto - ou mesmo pelo melhor material, sendo
que aqui estou no mesmo nível, graças à ajuda das centenas de pessoas e de algumas
empresas que investiram em mim e na minha handbike, a quem não me canso de
agradecer”.
O
objectivo passa, assim por subir mais um patamar e de candidato às medalhas internacionais
Costa quer passar a ser candidato às vitórias. “É um facto que estou no paraciclismo há menos tempo do que alguns dos
meus adversários directos, mas se já demonstrei que consigo andar ao mesmo
nível, porque não pensar mais alto e nas vitórias, batendo-os de um modo mais
regular?” Será o somatório desses resultados que irão permitir que Luis
Costa atinja os mínimos de qualificação paralímpica que o levarão até Tóquio.
Não
surpreende que Luis Costa vá, assim, ter uma temporada de 2018 das mais
exigentes de sempre, dividindo-se entre as taças e campeonatos internacionais
da UCI que lhe garantem as tais pontuações que precisa para se qualificar para
os Jogos Paralímpicos de Tóquio, juntando-lhe as participações nos eventos
nacionais, onde “ao mesmo tempo que testo
em ambiente competitivo, promovo a modalidade, nomeadamente junto dos mais
novos e entre aqueles que têm limitações físicas de variada ordem”.
“Com um início de
ano em que se equacionam duas outras potenciais provas em terras lusas, em
Março, tudo irá começar em Espanha já em Janeiro, no ‘Motorland Invernal, evento
realizado no circuito de F1 de Aragón. Depois, de Abril a Junho, o meu
calendário de competições irá contemplar mais 8 eventos, quatro deles fora de
Portugal”,
refere, acrescentando que de Julho a Setembro “tenho 8 outras provas, com destaque para o Campeonato do Mundo de
Paraciclismo, em Itália (Agosto), seguida de uma deslocação ao Canadá, fora três
outros eventos internacionais!”
É, por isso, tempo de começar a fazer as malas e levar a sua “menina” aos cantos do mundo, parte dos temas desta longa entrevista com Luis Costa em que se abordaram outros temas quentes e também algumas saudáveis recordações. Novos conteúdos que terão de ficar para uma próxima edição, a publicar já nesta 6a Feira.
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Imagens: Luis Costa - Paraciclista |
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
segunda-feira, 25 de dezembro de 2017
HO HO HO Feliz Natal 2017!!!
Por
esta altura já deve estar à volta dos sonhos e rabanadas, a ultimar os
preparativos para bem receber a família e amigos, com base no coitado do peru, do atrapalhado polvo ou
do eterno bacalhau, pelo que não lhe tiro muito tempo.
É
apenas para lhe dizer que tenho a certeza de que, uma vez mais e apesar dos malabarismos da meia-noite, não terá conseguido
ver o velhinho de barbas brancas. Pois…
segundo parece, o Pai Natal tem uma nova montada com assinatura da Renault Sport e anda agora (ainda mais)
à velocidade da luz para conseguir chegar, noite dentro, a tempo à grande
maioria das casas – infelizmente ainda não a todas – dentro dos diferentes
fusos horários do planeta.
Mas,
sempre atento a tudo o que tenha rodas – não é bem o caso mas enfim…!!! – o Trendy Wheels conseguiu apanhar in extremis e numa das suas inúmeras paragens
num dos telhados deste país, o novo Trenó
RS do Pai Natal.
É
com ele que lhe deixo os votos de um Excelente Natal 2017.
José Pinheiro
PS.: Okok… não é um exclusivo mas pronto, faz-se o que se pode!
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
sexta-feira, 22 de dezembro de 2017
Natal 2017: E ainda…
Chama-se
Super Ultimate Garage e é a maior
estrutura da Hot Wheels de sempre,
fruto do seu cerca de 1 metro de altura, por 1,20 de largura e mais 60 de
profundidade! Tem uma capacidade para um máximo de 140 carros em simultâneo e
permite brincadeiras sem fim, fruto da sua configuração, seja pelos segredos que encerra.
Destaque-se
o elevador que transporta 23 carros em simultâneo, mas tenha em conta que pelo
caminho há um gorila – do tipo King Kong – que os ameaça, levando a que alguns
não cheguem ao topo. Na zona oposta fazem-se corridas a dois, numa outra espiral
onde só um deles se pode sagrar vencedor, eliminando o outro com um perfeito KO!
Isso e muito mais nesta pequena cidade onde se respira a essência das corridas,
num set que inclui um avião e 4 miniaturas,
pelo que as restantes têm que ser adquiridas em separado, tal como as 4 pilhas
que raramente vêm incluídas nestes conjuntos.
Agora
o senão: note apenas que por mais que
a tenha procurado na página nacional da Mattel – representante oficial desta marca
no nosso país – este gigantesco set não
parece estar disponível no nosso país, pelo que, caso tenha interesse no mesmo terá
de o adquirir directamente na origem (EUA), aí custando cerca de 170 dólares. A
alternativa são as plataformas de compras online,
como a da Amazon, onde o conjunto custa € 164,99, estando neste momento com um
desconto de € 35.
Naturalmente
quem, nesta altura do campeonato, o tempo já aperta para que possa receber esta
garagem para por no sapatinho na noite do próximo Domingo, pelo que a
alternativa mais imediata serão as outras propostas – mais baratas, menos
volumosas e complicadas – desta mesma marca, ainda disponíveis nas grandes superfícies
comerciais, nomeadamente nas dedicadas ao brinquedo. É só procurar e colocar
sorrisos nos petizes.
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
quarta-feira, 20 de dezembro de 2017
Natal 2017: A magia das pecinhas coloridas
Quando
é que não há um LEGO associado a um
aniversário? A uma festa? A um Natal? Bom, compreende-se que nem todos lá consigam chegar pois alguns
exemplares da marca dinamarquesa assumem, em determinados exemplares, valores astronómicos,
mas nem por isso a oferta tem diminuído, surgindo, a cada temporada, as mais
diversas novas criações, até mesmo no domínio das rodas. Hoje trago-lhe algumas
sugestões do calálogo LEGO Creator
Expert que detalham com enorme realidade os veículos verdadeiros em que se
baseiam.
Comecemos
pelo tradicional double decker London Bus, que está disponível online por € 135,99 (caixa com ref
10258). Pintado no tradicional vermelho dos típicos autocarros de dois andares
britânicos, este conjunto tem 1.680 peças e mede, no final da montagem, cerca
de 34 de comprimento e 13 de largura, por 18 cm de altura. Para além da
estrutura, inclui pormenores como um guarda-chuva, um jornal, um bilhete de transporte
ou uma lata de refrigerante, esquecida por algum utilizador mais distraido.
Veja estes e outros detalhes neste vídeo.
A
Volkswagen T1 Camper Van (ref 10220) continua a ser um dos produtos de maior sucesso, permitindo compor –
uma vez montadas as 1.334 peças do conjunto – uma icónica Pão de Forma com as linhas do ano de 1962, incluindo um detalhado
motor. Custa € 99,99 e terá de ter aí em casa uma área de 30 cm de comprimento
por 14 cm de altura. Saiba mais aqui. Cinco
euros mais em conta é outro exemplar da marca automóvel alemã e também dos anos
60, desta feita um Volkswagen Beetle
(ref 10252). Num distinto azul, o modelo destaca-se pela prancha de surf e a
caixa térmica montadas no tejadilho, parte das 1.167 peças de um conjunto que
conta ainda com um detalhado motor de 4 cilindros do modelo, pneu suplente, 4
matriculas diferentes e uma toalha de praia em tecido. As suas medidas CxLxA
totalizam 29x12x15 cm. O seu responsável explica-o em detalhe aqui.
Ao
mesmo preço de € 94,99 são propostos os exemplares Mini Cooper (ref 10242) e Ferrari
F40 (ref 10248). O modelo britânico, com 1.077 peças no tradicional British Green, vem acompanhado de uma toalha,
garrafa térmica e cesto de piquenique, recriando esse
momento na perfeição. Ocupa uma área de 25x14x11 cm. Já o exemplar italiano que
comemora o 40º aniversário da marca do Cavallino
Rampante tem 1.158 peças que permitem construir o seu inigualável motor V8
a 90º ou o detalhado interior. Precisa de um espaço de 27x14x8 cm. Veja-os em pormenor aqui e aqui.
A
terminar sugiro uma viagem ao domínio ferroviário, com a caixa de ref 10254 que
conta com um Winter Holiday Train,
de apenas 734 peças, com as quais se constrói o dito e tudo o que o decora, incluindo
uma árvore de Natal, para além do circuito circular (que pode ser acrescentado
com recurso a outras peças adicionais. Custa € 94,99 e a composição mede 12 cm
de altura por 52 de comprimento e 7 de largura. O designer explica-o aqui.
Quanto
aos restantes detalhes destes e de outros exemplares podem ser consultados na
página mais ou menos nacional da marca, aqui.
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Imagens: LEGO |
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
segunda-feira, 18 de dezembro de 2017
Natal 2017: Um mundo em paralelo
São
cada vez mais as marcas de automóveis associadas a fabricantes de bicicletas,
lançando para o mercado modelos de duas rodas com os símbolos normalmente
vistos em propostas com quatro. Na maioria dos casos são meras colaborações,
pois não podendo/querendo produzir esses conceitos de duas rodas em instalações próprias, deixam esse trabalho a cargo
dos especialistas, esperando, com isso, tirar partido dessa associação, não só em imagem como principalmente em
vendas.
Não é segredo - pode apenas não ser do conhecimento comum- que este
mundo das bicicletas começou a ser desbravado por alguns construtores que hoje apenas
conhecemos como de automóveis, destacando-se, por essa altura, dois nomes, que começaram a
fazer bicicletas muito antes de se lançarem no negócio das quatro rodas: a Peugeot, pioneira do conceito em 1882, projecto que tem sabido manter até aos dias de hoje, através da sua divisão Cycles
Peugeot, e a Opel, que arrancou
para esta aventura das duas rodas em 1886, mas deixando cair o negócio em 1940.
Feito
o introito, avancemos para as propostas de Prendas de Natal do Trendy Wheels, com umas versões mais
acessíveis ao comum dos mortais e outras que… nem assim tanto!
Nem só de automóveis vive a Peugeot
Collection, Legend,
Allure, RS
e Peugeot Pro, mais as recentes
propostas de mobilidade urbana – a trotinete e-Kick e a e-Bike eF01, dois exemplares eléctricos que vos mostrei em Maio (relembrar aqui)
– são as actuais referências de um extenso catálogo da Cycles Peugeot, conjunto que em nada envergonha a oferta da marca de
Sochaux no sector automóvel.
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Imagens: Cycles Peugeot |
O
leque de preços é, por isso, muito abrangente, contemplando bicicletas
convencionais de estrada e/ou de montanha para crianças (dos € 109 aos € 259) ou
homem e senhora (de € 299 a € 2899). Já os valores para as bicicletas com
assistência eléctrica iniciam-se nos € 599, prolongando-se até aos mais ou
menos alcançáveis € 4.599. Todos os exemplares podem ser vistos aqui.
Da besta a outras bastante menos
Segue-se
uma novidade recente, a ROTWILD R.S2
Limited-Edition “Beast of the Green Hell”,
bicicleta de competição inspirada no Mercedes-AMG GT R e concebida para as
comemorações do aniversário da AMG
Mercedes-Benz.
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Imagens: AMG Mercedes-Benz/ROTWILD |
Para a comprar há que dispender um valor muito específico: € 7.109! O não arredondamento é propositado, pois pretendeu-se reflectir os 7 minutos e 10,9 segundos que este superdesportivo precisou
para completar os 22,8 km do lendário circuito alemão de Nürburgring-Nordschleife,
pista também conhecida como “Green Hell”, fazendo-o a uma velocidade média de 190,48 km/h.
Ah sim, é uma edição limitada a 50 exemplares, pelo que despache-se se a sua carteira
o puder contemplar! Informações e encomendas aqui.
Dos
vizinhos da BMW há propostas para
todas as idades, da BMW Kid’s Bike a
partir dos € 275 à colecção “Cruise”,
que começa nos € 450 da variante BMW
Junior Bike aos € 1.200 da BMW M Cruise Bike, à imagem
da variante “M”, de cunho mais desportivo, numa ponte feita aos automóveis mais
vitaminados da marca alemã. Mais informações aqui.
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Imagens: Porsche |
Igualmente
alemã é a Porsche, que tem 3
exemplares no seu catálogo mais recente, podendo ser encomendados a partir do
portal espanhol, pois o importador nacional não os contempla. A mais simples Porsche Bike custa € 2.695, a
intermédia Porsche Bike RX quase o
dobro (€ 4.982) e a de topo Porsche Bike
RS uns bem mais impressionantes € 6.609, fruto dos materiais, como o quadro
em carbono, o selector de 22 velocidades e os detalhes em Laranja Lava, o tom do superdesportivo 911 GT3 RS, modelo que por
cá custa uns não menos assustadores €
205.024. Mais detalhes aqui.
Italianas estratosféricas
Em
Itália uma das mais recentes referências é a Bianchi SF01 for Scuderia Ferrari, nascida da colaboração entre a
especialista Bianchi e a Ferrari, via a sua área de competição. Tem quadro em
carbono, a exclusiva tecnologia
Countervail Vibration Cancelling, que
elimina cerca de 80% das irregularidades do piso, selim Ferrari, carretos
Campagnolo, jantes Fulcrum e pneus específicos Pirelli PZero Velo!
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Imagens: Bianchi/Ferrari |
Uma vez chegada ao mercado – diz-se que a preços na ordem dos € 15.000 – estará disponível em duas variantes: Super Record EPS 11V, no vermelho Rosso Corse com detalhes em preto, e Dura Ace 11 SP, na cor Nero Setoso, aqui com uma inversão de cores. Na calha está também uma variante para triatlo – a Triathlon Concept – até agora apenas mostrada numa estrutura em acrílico. Mais detalhes aqui.
Já
a PG Bugatti Bike surge, como o nome
indica, da junção de esforços da também italiana Bugatti com os especialistas alemães da PG, contando ainda com um forte contributo da Merelli. Claro que carbono
(95%) e tecnologia são parte do
léxico desta peso-pluma de apenas 5 quilinhos,
que reclama para si o título de “a mais
leve bicicleta citadina do mundo”.
Serão
fabricadas apenas 667 unidades e quem tiver um Bugatti Chiron – menino que custa cerca de 2,6 milhões de
euros (parece que há um na garagem do Cristiano Ronaldo…) – pode personalizá-la
à imagem do seu bólide. Mais informações aqui mas não há preço público.
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Imagens: Bugatti/PG |
Um bocadinho de história
Foi
em meados do Século XIX que se começaram a ver nas ruas, a par com carruagens
ainda puxadas por cavalos, bicicletas no formato que hoje conhecemos – quadro
com duas rodas de idêntico diâmetro, pedais e corrente – tornando-se na
tecnologia de ponta de muitas deslocações. Para além de permitir cobrir
distâncias antes só feitas a cavalo, era um veículo de fácil manutenção, pois não
era necessário alimentá-lo. Bastava algum óleo na corrente, algum cuidado com
as restantes partes mecânicas e quadro, ar nas rodas et voilá!
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Imagens: Peugeot |
Pioneira
nessa aventura, a Cycles Peugeot iniciou uma história de já mais de 135 anos, presentemente
acompanhada pela parceira Cycleurope, a quem a marca francesa cedeu os direitos
de produção, mantendo a aposta na inovação e na imagem.
Desde
que criou o negócio das duas rodas, em 1882, Jean Pequignot Peugeot nunca viu o
seu sonho e depois projecto interrompido, isto apesar da chegada do automóvel, à
passagem de duas Guerras Mundiais e da quebra de interesse no conceito vivido
na década de 50 do século passado. Até soma sucessos nas grandes provas internacionais,
incluindo 10 vitórias no seu amado “Tour
de France” – a primeira em 1905 e a 10ª em 1977 – um recorde que ainda hoje perdura!
Então…
e a Opel? Bem, parece que a aposta de terminar com o negócio das duas rodas se
traduziu num autêntico tiro nos pés, após um período em que a marca alemã até detinha
o estatuto de maior fabricante de bicicletas do mundo, contando ainda com um
invejável curriculum nas grandes
provas de ciclismo internacional! Porquê? A explicar numa próxima edição.
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
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