sexta-feira, 15 de abril de 2016

O Mata-Zikas

Fruto das questões de política/corrupção que o afectam, parece que, de repente, o Brasil se esqueceu da praga do mosquito Zika com que andou a braços, o mesmo que ainda dá enormes problemas de saúde à escala mundial. Outros países há – como a Tailândia – que lidam, diariamente, com problemas semelhantes, fruto das condições de determinadas regiões, onde existem, a céu aberto e em zonas populacionais, pântanos e lixeiras a céu aberto, propensas à procriação e propagação de mosquitos e doenças associadas.

Pais que regista uma elevada incidência da febre de dengue, nomeadamente nos milhares de habitantes das suas muitas favelas, a organização local Duang Prateep Foundation apadrinhou um sistema, denominado “Moto Repellent”, que aproveita os sistemas de escape dos também milhares de motos que nelas circulam. Veja o filme criado pela agência BBDO Bangkok, neste “Vídeo Trendy Wheels da Semana”:


Como se vê, o filtro que os motociclistas locais podem adaptar aos escapes das suas motos contém um líquido repelente que, em contacto com os gases de escape, produz um fumo com um raio de acção até aos 3 metros. Fica por provar cientificamente até que ponto este líquido é ou não tóxico para as populações, apesar dos testemunhos apresentados e do envolvimento de uma agência com os pergaminhos da BBDO...






Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Está Aí O Futuro!

“Mirai” é o termo japonês para “Futuro”, assentando que nem uma luva ao mais recente modelo da Toyota com o mesmo nome. Quanto mais não seja porque é um automóvel tão avançado que dispensa visitas a postos de combustível tradicionais, pois funciona a células de combustível, alimentadas por hidrogénio, solução que faz sair apenas vapor de água pelo tubo de escape.
 
Foto: Toyota (Oficial)
Ou seja tudo muito ambiental, sem gasolina/gasóleo cujos preços sobem ao sabor dos lucros pretendidos e pelos impostos que os sucessivos governos precisam para tapar outros buracos/incompetências. Também dispensa cargas de electricidade, na tomada lá da garagem ou na já significativa rede de abastecimento pública. Só mesmo hidrogénio, algo que tem (ainda) um pequeno/grande senão no nosso burgo, pois não existem postos públicos de abastecimento para esse efeito.

Mas descanse que, desta vez, não somos só nós os atrasados, pois o modelo ainda só chegou a países com cobertura a esse nível, como os EUA, Alemanha, Dinamarca ou Reino Unido. Isto, naturalmente, para além do Japão, país que tem sido feito um esforço muito significativo para a promoção do Toyota Mirai, nomeadamente no domínio da publicidade – na óptica do Trendy Wheels – bastante alternativa!

“Manga” para o Mirai,…
Uma delas é a “manga”, já ouviu falar? Muito populares no Japão e já centenárias e parte da cultura do país, as “mangas” são, de um modo simplista, tiras de quadradinhos do agrado de miúdos mas, muito em especial, dos graúdos.
 
Imagens: Motorfan nº 502
A Toyota apostou numa “manga” para explicar ao cliente local o conceito subjacente ao modelo, colocando o futurista Mirai num confronto com outros modelos, com motores 100% eléctricos e outros que misturam gasolina/gasóleo com electricidade, ostentando logótipos “Hybrid” ou “Hybrid Plug-In”, soluções que a própria Toyota tem no seu catálogo, nomeadamente no popular modelo Prius.,

Ao longo de quatro páginas, num número especial da revista local Motorfan, exclusivamente sobre o Toyota Mirai, esta “manga” sob o título de “Chegou o Futuro [Mirai]”, conta uma história em que Sobita, farto do desagradável vizinho Soneo que o critica e ao seu velho e poluente carro, é ajudado por um robot chamado Mizuemon, explicando-lhe tudo o que há para saber e ajudando-o a calar o vizinho, numa rixa que ainda leva ao desespero a mulher do protagonista!

… “anime” para o Prius…
Outra alternativa publicitária inédita – ou quase impensável na Europa – na marca japonesa no seu mercado doméstico é o recurso a “anime” (outro conceito muito popular por lá), tendo recorrido a... desenhos animados para o lançamento do Prius. Conheça aqui as “Impossible Girls” que, de um modo algo estridente, lhe explicam o potencial do modelo (infelizmente sem tradução):


… e a um “wako-doki” para a Hilux!

Mais sóbrio, mas ainda assim, bastante desconcertante, foi o modo como, um ano antes, a Toyota lançou a nova Toyota Hilux, através de um “Waku-Doki” – algo semelhante ao tema ”Gangnam Style” de PSY. Colocou um conjunto de homens de negócios no interior de uma pick-up da marca, aventurando-se selva adentro, até terem de parar para – digamos – o xixizinho da ordem, deparando-se então com um gorila e tribos de… bem, o melhor é mesmo ver o videoclip:


O “Futuro” também é bem verde
Voltando ao Toyota Mirai, apenas um extra para informar que, em finais de Março, foi distinguido com o prémio “World Green Car” de 2016, certificado atestado por um painel de jurados da iniciativa “World Car of the Year”.
 
Imagens: World Car of the Year (oficial)
“Tal como o Prius mudou o mundo há cerca de 20 anos, o Mirai a hidrogénio prepara-se para fazer história. Com uma autonomia de 480 km por depósito, abastecido em menos de 5 minutos, e emissões unicamente de vapor de água, o Mirai lidera o mundo rumo a um futuro mais sustentável,” referiu um responsável da marca japonesa.

Por cá há, assim, que esperar mais algum tempo pelo futuro… perdão, pelo Mirai!


Teaser: Toyota (Oficial)
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Dormidas Alternativas

Tem espírito aventureiro quando vai de férias, preferindo pernoitar em locais alternativos à hotelaria mais tradicional? Considera até ficar num hostel, actividade que, presentemente, parece ser a mais recente tendência neste domínio, registando um boom significativo em termos de ofertas e qualidade? Então este artigo é para si. 


“Big Ben”, “Flower Power”, “Drag Queen”, “Nautillus”, “Jägerhütte”, “Pit Stop”, “Space Shuttle”, “Route 66”… eis alguns dos nomes atribuídos aos diferentes trailers que compõem o BaseCamp-Bonn Youth Hostel. Fica em Bona, a cerca de 30 km a sul de Colónia, confinando-se ao espaço coberto de um armazém, tipo parque de caravanas indoor. 


São nada menos do que 15 os trailers pintados e decorados a preceito, com visual vintage, de acordo com outros tantos temas, com assinatura de Marion Seul, famoso aderecista de TV e cinema. Há, também, 2 modelos Airstream, considerados como as suites deste espaço único, 2 Volkswagen Transporter, 1 Trabant e 1 Citroen HY, entre outras comodidades. Pensando nos grupos, amigos ou familiares que queiram dormir num mesmo espaço, há 2 carruagens de comboio disponíveis para o efeito, projecto que nasceu da ideia do hoteleiro alemão Michael Schlösser! 


Há, no total, 120 camas distribuídas pelas diferentes estruturas, colocadas em círculo como num acampamento comum. Os preços – dos 22 aos 74 euros por noite – incluem, roupa de cama, toalhas e café da manhã, para além de Wi-Fi gratuito. O armazém tem uma varanda superior, de onde dá para apreciar o conjunto destes quartos alternativos, e também um espaço exterior para barbecues, área de desportos e de relax.
 
Fotos: BaseCamp-Bonn Youth Hostel (oficiais)

Portugal no topo do turismo Hostel
Sabia que Portugal está no topo dos espaços Hostel? Quem o diz são os próprios utilizadores destes espaços alternativos à hotelaria tradicional, votando no portal da Hostelworld, que assim lhes atribui diferentes prémios – os denominados “Hoscars” – pelas diferentes categorias (dimensão e características).
 
Fotos: Home Lisbon Hostel (oficiais)

Em 2015 o nosso país viu 8 destes alojamentos económicos distinguidos nesta avaliação de abrangência mundial, número que subiu ligeiramente para 9 na edição deste ano, a 14ª desde que estes prémios se atribuem. Destacam-se os seguintes prémios, distribuídos por categoria, em função do número de camas e de outras características dos hotels das duas principais cidades (Lisboa e Porto):
  • 1º lugar no grupo dos “Melhores Hostels Médios” (de 76 a 150 camas) para o Home Lisbon Hostel (Lisboa), com uma avaliação de 98%; alcançou idêntica posição em 2015 e 2014; foi o melhor do nosso país e, naturalmente, da capital;
  • 2º lugar, nesse mesmo grupo intermédio, para o Goodmorning Lisbon Hostel (Lisboa) com uma nota de 97%;
  • 3º lugar no grupo dos “Melhores Hostels Grandes” (de 151 a 350 camas) para o Tattva Desin Hostel (Porto), com 94%;
  • A cidade de Lisboa alcançou mais quatro posições no top-10 do grupo da ocupação média: Yes! Lisbon Hostel (4º), Lost Inn Lisbon Hostel (5º), Lisbon Destination Hostel (6º) e Sunset Destination Hostel, do mesmo grupo, no 8º lugar;
  • Já o Porto alcançou o 8º e o 10º lugar no grupo dos “Melhores Hostels Pequenos” (máximo de 75 camas), respectivamente através do Yes! Porto Hostel (que, com 97%, também conquistou a melhor avaliação da cidade) e do Gallery HostelPorto; 
  • Há várias outras categorias premiadas, como a Segurança, que o Yes! Porto Hotel conquistou há um ano, perdendo-a em 2016 para um concorrente seu em S. Petersburgo (Rússia)! Se quiser saber mais, clique aqui.

Deixo uma referência final para o Peniche Hostel, que surge na actual tabela do Hostelworld como o 4º melhor hostel do mundo em termos absolutos, com uma avaliação de 100%, curiosamente a mesma nota atribuída pelos utilizadores do Dahab Dorms (Egipto), do Dar Jameel (Marrocos) e do Smiddy Bunkhouse & Backpackers Lodge (Escócia), que ocupam, por esta ordem, os lugares de topo.
 
Fotos: Peniche Hostel; Quadro: HostelWorld (oficiais)


Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.