quinta-feira, 30 de novembro de 2017
quarta-feira, 29 de novembro de 2017
L45: Um nº 1 muito original
Há
veículos que, pelas suas características, se tornam autênticos objectos de
colecção, sendo naturalmente alvo de cobiça pelos seus donos originais, que depois
de os terem inadvertidamente vendido no passado, os pretendem recuperar para o
seu espólio, exibindo-os orgulhosamente a quem visite os seus museus ou
exposições para que os mesmos se vejam cedidos ou emprestados sobre
determinadas condições, nomeadamente de segurança.
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Imagens: Bonhams |
Curiosamente,
não é o caso do nosso convidado de hoje, um centenário – soma já 103 anos – Peugeot
L45 Grand Prix Two Seater que acaba de mudar de mãos pela sexta vez no seu
historial, 68 anos depois daquela que fora a sua última transacção. Trata-se,
nada mais, nada menos, do que da primeira unidade L45 produzida (chassis e motor de competição com 4,5
litros) pela marca francesa a que, curiosamente, não pertence desde que o vendeu meros
dois anos após o ter feito!
Criado
pela Peugeot para o ACF Grand Prix, uma corrida de 20 voltas disputada a 4 de
Julho de 1914 num novo circuito de 37,6 km, desenhado nos arredores de Lyon,
poucas semanas antes do eclodir da 1ª Guerra Mundial, terá surgido
discretamente nas boxes como carro de
reserva, de uma equipa oficial que a marca ali inscreveu, com três outros
exemplares semelhantes. Depois de uma utilização mais ou menos despercebida, voltava
a surgir nesses mesmos moldes nos EUA, país de onde não mais saiu, inscrito
para as 500 Milhas de Indianápolis de 1916, integrado numa equipa privada, significando
que a Peugeot o havia entretanto vendido, no caso a um barão da madeira, de seu
nome Lutcher Brown.
Seguiram-se
quatro outros proprietários do dito, Ralph
de Palma, Frank P. Book, Ralph Mulford (o próprio que havia sido o piloto de
Lutcher Brown na corrida de Indianápolis) e ainda Arthur H. Klein. Isto até
que, em 1949, Lindley Bothwell, um produtor de laranjas da região de S.
Francisco, o comprava para si, integrando-o, posteriormente, no que haveria de
se tornar na denominada “Bothwell
Collection”.
Perfeitamente
preservado ao longo dos tempos esteve na sua posse até ao passado dia 11 de
Novembro, dia em que o ramo de Los Angeles da leiloeira britânica Bonhams, nomeada responsável pela nova transacção
deste exemplar verdadeiramente único, o vendeu. Assumiu ali a numeração “Lote 408”, insípida face aos
pergaminhos que enverga – é o Chassis nº 1 e tem o Motor nº 1, como se comprova
pelas respectivas placas nele cravadas – tendo este histórico carro de corridas sido
arrematado por 7,26 milhões de dólares (aproximadamente 6,18 milhões de euros),
tornando-se no mais caro Peugeot de sempre! Ah sim, Bothwell comprara-o por… 2.500 dólares.
Curiosidade:
o novo proprietário não quis ser identificado mas, quase em simultâneo, a Peugeot
refere, numa das suas plataformas oficiais, que “o Peugeot L45 será sempre bem-vindo a Sochaux caso o seu proprietário
aceite expô-lo aos mais de 60.000 visitantes, nacionais e estrangeiros, que
anualmente visitam o Musée de l’Aventure
Peugeot”. É caso para pensar se não terá sido a própria…!
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
O mundo secreto dos shoppings
Não
é que a mim me tire o sono, pois tenho uma relação bastante complicada com os shoppings, mas já alguma vez pensou no
que é que acontece dentro dessas grandes superfícies comerciais quando fecham
as suas portas ao público no final do dia? Claro que há sempre quem lá fique a
trabalhar, como os Seguranças ou os que têm de tratar dos stocks e das reposições de materiais das lojas, para
que tudo esteja a postos no dia seguinte, aquando de nova abertura de portas. Mas... e mais?
Sim, esse mundo que os portugueses tanto gostam de encher, chova ou faça sol, tem, por vezes e em alguns locais, diversas
actividades nocturnas mais - digamos - alternativas, já quando os comuns mortais estão prestes a cair nas suas caminhas. Não chega a tanto como no
filme “À Noite no Museu”, mas quase…!
Um
dos exemplos mais recentes aconteceu em Inglaterra, no Westfield London, espaço comercial de luxo em
Sheperd’s Bush, pelas mãos da DS Automobiles,
marca francesa que ali colocou um dos seus automóveis a acelerar pelos corredores,
repletos de lojas e outlets. Mas não
foi um modelo qualquer pois uma das condições que os responsáveis do shopping colocaram foi de que, de modo
nenhum o certificado ambiente do dito se poderia ver poluído com gases ou
cheiro a combustíveis fósseis (factores exclusivos
do seu parque de estacionamento).

Dando uma outra dimensão ao conceito de compras noturnas, a marca ali fez acelerar um DS E-TENSE, um estudo 100% elétrico desenvolvido com vista a um futuro e tecnologicamente avançado/recheado automóvel da categoria GT. Conduzido por Sam Bird, piloto da DS Virgin Racing no Mundial de Fórmula E (tema a que me referi há dias), o silencioso e 100% limpo de emissões poluentes E-TENSE passou rentinho a algumas das montras do piso térreo, entre as quais as da DS Urban Store, loja de excelência da marca francesa. Mas fê-lo tão depressa que nem deu, sequer, para olhar e ver as eventuais promoções!
Esta
acção realizou-se no âmbito da realização de um filme promocional da marca, a que se juntou outro dos seus outros futuros activos, o SUV de luxo DS 7
CROSSBACK que chegará em breve ao mercado. Quanto ao vistoso E-TENSE, este - ainda - estudo de linhas fluídas e um estilo único junta
a tecnologia de ponta ao design avant-garde
com que a DS quer vingar no mundo automóvel. Expressão máxima do savoir-faire francês, recorre, entre outros, a revestimentos interiores de qualidade
superior, a uma carroçaria num tom metalizado Verde Ametrine exclusivo e ópticas dianteiras
LED VISION, que trabalham como se estivéssemos de lupa em riste a apreciar uma jóia ou pedra preciosa. São 4,72 metros de comprimento que desenvolvem 402 cv de potência mas que, fruto da motorização
100% eléctrica e, por isso limpa, é um modelo limpinho, com emissões zero.
Toda uma nova
dimensão da excelência do luxo
Se
por cá os shoppings se compõem, na
sua grande maioria, de lojas com conteúdos e preços mais ou menos acessíveis ao
comum cidadão – a excepção poderá ser, talvez, o Amoreiras Shopping Center, que
se coloca num patamar acima da média deste tipo de comércio – já em Inglaterra,
o Westfield London é
visto como o portento de excelência neste domínio.
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Imagem: Westfield London |
A
diferenciação é tal que conta com uma Luxury Village, área composta por 35 lojas high-end das mais reputadas marcas de
diferentes indústrias, do calçado à moda, da tecnologia a itens mais práticos.
É ali que os visitantes podem encontrar aquela que é a primeira DS Urban Store,
o novo conceito de boutique da DS e
que opera em ambiente digital.
Acrescente-se
que o Westfield London é parte de uma rede com sede em Sidney (Austrália) e apenas
6 infraestruturas em todo o mundo, sendo as restantes as americanas de Los
Angeles, San Francisco e Nova Iorque, mais uma italiana, em Milão. Sobre esta
acção em particular, Paul Buttigieg, Director de Operações do espaço britânico,
declarou: “Gostamos sempre de ir pouco
mais longe quando é preciso ajudar os nossos parceiros a criar conteúdos
inovadores, capazes de chamar a atenção e fomentar as vendas. Dar luz verde a
um dos melhores pilotos do mundo para dar uma volta no interior de um dos
nossos centros foi realmente uma estreia, mas o facto de termos criado uma
relação tão positiva com a DS Automobiles nos últimos anos fez com que fosse
possível ajudá-los a conceber um momento de grande destaque e projeção, de
forma a assinalar a estreia do DS E-TENSE no Reino Unido.” Veja aqui o behind the scenes.
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Imagens: DS Automobiles |
Por cá, ainda longe desse aparato mas num crescendo qualidade e renovação, vemos os nossos espaços comerciais invadidos por um público igualmente diferenciado, todos os dias e como se não houvesse amanhã – e preparem-se que o Natal já não está longe!!! – registando-se os habituais atropelos, mesmo que o tempo, muitas vezes, até convide a outro tipo de escapadinhas. Mas não, giro giro é irmos todos para o shopping, de preferência muitos ao mesmo tempo, ali pela hora de almoço! Pois… tirando o pós-jantar – a única altura em que não me sinto em ambiente claustrofóbico – não contem muito comigo.
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
PS:
Ainda me hão-de explicar como é que muitos parques de estacionamento conseguem estar
tão cheios nas ditas horas laborais!
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
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sexta-feira, 24 de novembro de 2017
Viagem em formato XXS
A
imaginação de Tatsuya Tanaka não
parecer ter limites, já que o híper-criativo japonês não para de surpreender o
mundo, a todo e cada dia, com as mais (ir)reais recriações de situações do
quotidiano. Recorrendo a peças em tamanho real e miniaturas dos mais diversos
objectos e pessoas, alimenta o seu “Miniature
Calendar” com as fotos
resultantes dessas composições, num interminável processo que, como qualquer
calendário que se preze, tem uma diferente referência todos os dias.
Já
em Março último me havia referido ao mesmo, na peça “Calendário em Miniatura”,
ali mostrando algumas das recriações em que o mesmo recorreu a temas do mundo
das rodas, sendo que, desde então, têm sido publicadas muitas mais nas plataformas
dedicadas.
Tendo
em conta o potencial da coisa e atentando à importância do mercado nipónico, fortemente
assente nos modelos das marcas locais, a Volkswagen Japão associou-se a Tanaka,
pedindo-lhe para criar uma viagem até ao Salão de Tóquio, onde a marca japonesa
apresentou, entretanto, as suas mais recentes novidades. Tendo como base um VW
Carocha original, o imaginativo fotógrafo recriou, ao longo de 12 dias, o
percurso desse modelo até ao certame nipónico, levando-o a atravessar campos, praias
e cidade, ilustrando um sem número de situações que, na maioria dos casos, até
nem nos são nada estranhas!
Sob o nome de "Miniature Drive", criou-se, assim, todo um mundo de faz-de-conta em que livros e teclados de computador são prédios,
canetas e palhinhas retratam candeeiros de rua, roupa e lãs formam o relevo campestre, alimentos e embalagens recriam parques de diversões, edifícios e
outras realidades. Pode ver tudo isso nas fotos que ilustram este artigo e
ainda um mini-filme dos preparativos para uma dessas sessões, clicando aqui.
Se
quiser saber mais sobre este a criatividade deste fotógrafo de miniaturas nascido
em Kumamoto, em 1981, autor destas composições e perspectivas únicas sobre
coisas normais do nosso quotidiano, siga-o no Facebook e no portal
dedicado “Miniature Calendar”.
É
caso para dizer que, mesmo que não se entenda uma palavra que seja de japonês,
as imagens falam por si!
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Imagens: Miniature Calendar/Tatsuya Tanaka |
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
quarta-feira, 22 de novembro de 2017
CineRAIL: O comboio no grande ecrã
Do
revolucionário filme “Arrivée d’un train
en gare à La Ciotat” (“Chegada de Um Comboio à Estação de La Ciotat”), dos Irmãos
Lumière, no longínquo ano de 1895, até ao actual sucesso de bilheteira “Um Crime no Expresso do Oriente”, a mais recente recriação para o cinema feita a partir da obra icónica de Agatha Christie, o comboio tem sido
protagonista de um sem número de películas, ora assumindo um papel mais
preponderante, ora apenas de suporte, mas deixando sempre a sua marca bem
vincada.
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Imagem: CP - Comboios de Portugal |
Apesar
de outros exemplos da autoria dos irmãos Louis e Auguste, filhos do fabricante
de películas Antoine Lumière, seria esta película que viria a imortalizar a
denominada 7ª Arte, fruto da sua exibição pública a 28 de dezembro de 1895,
dentro da primeira sala de cinema do mundo. A sua estreia demonstrou a validade
do conceito, pelo simples facto de muitos espectadores, assustados com o
realismo das imagens, terem saltado dos seus lugares da plateia para o fundo da
sala, com medo de serem atropelados pela locomotiva que se aproximava dos seus
olhos a grande velocidade.
Estes
cerca de 60 segundos de emoção mudaram o mundo, numa arte que, até ao presente
e em já mais de um século, trouxe ao grande
ecrã (e, depois, à televisão, o pequeno)
inúmeros de filmes sobre e com comboios. Os exemplos são muitos, entre os
títulos acima, de “O Grande Assalto ao
Comboio”, icónico filme mudo de 1903, ao desconcertante “A Rapariga no Comboio” (2016), película
que vi há dias, mais as inúmeras cowboiadas, onde havia quase sempre um ou pouca-terra,
pouca-terra na paisagem, seguindo-se diversos filmes dramáticos, de acção,
catástrofe, aventura, comédia, terror, animação, etc, num actor sobre rodas que, como se pode ver, adapta-se a qualquer
género.
“Desde esse
primeiro encontro com o icónico filme dos Irmãos Lumière que o cinema tem
desfrutado de um companheirismo inigualável com comboios, estações e
metropolitanos, cada um deles transmitindo, de um modo especial, a imagem da
nossa sociedade e das nossas fantasias. Podem representar o nosso quotidiano
nos transportes, a nossa fuga para férias, a dor da despedida, a alegria do
reencontro, etc, numa aventura de vida, com doses diferentes de drama e
felicidade, misturando a vida, o amor e a morte, como convém a qualquer bom
argumento”, refere
a organização.
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Imagem: Wikipedia/Frères Lumière |
Há
mais de 20 anos que o CineRail apresenta uma selecção de filmes sobre o tema,
propostas na sua grande maioria originais e oriundas de todo o planeta, sendo
que muitas delas de produção independente que integram os concursos de
curtas-metragens, avaliadas por um júri internacional composto por artistas e
profissionais. “Ao todo, já foram
exibidos mais de dois milhares de curtas-metragens, entre criações inéditas, filmes
clássicos ou novidades, demonstrando a perfeita conjugação do mundo ferroviário
com o do cinema”.
Depois de Paris... Lisboa!
Pois
se é fã desta conjugação temática cinema/comboios e vive na capital ou está por
essas paragens no final do mês tenho uma sugestão: o “CineRAIL - Festival
Internacional de Cinema Ferroviário 2017”, evento que, pela primeira
vez na sua história realiza uma edição fora de território
francês, exibindo por cá filmes de todo o mundo subordinados à temática
ferroviária.
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Imagens: CineRail e oficiais (filmes) |
Decorre
de 27 a 29 de Novembro no Cinema São Jorge (Av. Liberdade, Lisboa) esta iniciativa,
naturalmente apoiada pela CP - Comboios
de Portugal e pela UIC – União
Internacional dos Caminhos-de-Ferro,
dividindo-se por 3 sessões por dia (10h00, 14h00 e 17h00), exibindo-se mais
de meia centena de películas. A lista oficial só será apresentada no primeiro
dia, mas sabem-se já o nome de duas películas a exibir: “A Carruagem”, filme do fotógrafo/cineasta português João Vasco e da
compositora Anne Victorino d'Almeida, vencedor da anterior edição (2015) do
CineRAIL, integrando a sessão de abertura (às 18h00 do dia 27), para à noite se
exibir “O Comboio de Sal e Açúcar” (21h15),
uma colaboração luso moçambicana do ano passado, com realização de Licínio
Azevedo, duas propostas de âmbito diametralmente oposto.
No
filme luso vários passageiros partilham o espaço e a privacidade de uma carruagem
de metropolitano. Para além deles, ali se transportam sonhos e desejos, a
possibilidade de encontros imprevistos e de conflitos indesejados, num refúgio que
se pode mostrar, por vezes, como uma simples ilusão. Já a segunda película
retrata uma perigosa viagem de comboio, entre Nampula e o Malawi, em plena guerra
civil moçambicana. Única esperança para centenas de pessoas que arriscam a
própria vida para garantir a subsistência das suas famílias, a viagem faz-se a 5
km/h por troços de linha sabotados, deixando completamente vulneráveis todos os
que nele viajam e que procuram esperança em tempo de guerra.
Em
termos de competição oficial, este CineRAIL 2017 divide-se por várias categorias – comunicação
corporativa, sustentabilidade ambiental, segurança, publicidade, comunicação interna
e património histórico – sendo o ponto alto o “Grande Prémio CP” e, também o “Prémio
do Público” atribuído pela UIC. Os competidores serão anunciados
oportunamente no site oficial e os vencedores serão anunciados aquando da entrega
de prémios (a partir das 18h45 do dia 29), que antecipa a cerimónia de
encerramento. A entrada no Festival é livre.
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Imagens: Oficiais |
Caso
tenha conseguido prender a sua atenção até aqui convido-@, agora, a assistir aos
trailers de alguns dos filmes
referidos: o icónico “Chegada de Um Comboio à Estação de La Ciotat”,
“Um Crime no Expresso do Oriente”, o vencedor luso “A Carruagem” e o emocionalmente violento “O Comboio de Sal e Açúcar”.
Adicionalmente,
deixo-lhe duas outras referências: porque já estamos em plena época natalícia, o
“Polar Express”, animação de
2014
para os mais pequenos – e não só – que retrata uma mágica viagem de um
jovem em modo de auto-descoberta e o filme/documentário “Lumière – L’Aventure Commence” dedicado a esses dois irmãos franceses que, a partir da invenção do cinematógrafo, nos permitem, desde então, desfrutar das maravilhas
do cinema e alhearmo-nos, por momentos - e dependendo do número de baldes de
pipocas à volta - do mundo lá fora!
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
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segunda-feira, 20 de novembro de 2017
Rugidos, sussurros & cantorias
Fruto
da massificação do automóvel, surgindo a cada dia exemplares cada vez mais
parecidos entre si, os estrategas das diferentes marcas procuram colocar o selo da diferenciação nos seus modelos, de modo a que os
seus clientes obtenham algo que nunca antes tenham visto noutros automóveis. Dos
formatos da carroçarias às conjugações de cores, dos desenhos dos faróis aos detalhes nas
superfícies vidradas e até às próprias antenas, nada pode ser deixado ao acaso!
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Imagens: Ford |
Uma
das mais recentes tendências recai na sonoridade dos motores ou dos automóveis
como um todo, pretendendo-se (re)criar elementos identificativos ímpares, dotando-so de uma particularidade que nenhuma outra viatura tenha tido até à data. Algo que provoque nas
pessoas uma reacção assertiva do tipo “aquele
carro que ali vem é o modelo X ou Y”, sem que para ele se tenha sequer de se olhar. Outros há que, por inerência dos portentos dos motores que os alimentam,
se tenham que baixar os incomodativos graves que sacodem a vizinhança da cama, nomeadamente de manhã, quando
se sai para o trabalho. Há ainda os que, tendo nascido demasiado
silenciosos, são alvo de uma intervenção que lhes dota de uma de espécie de cordas
vocais, quase os pondo… a cantar!
Claro
que para os menos atentos a esta coisa do mundo automóvel, um som de um motor
quase não se distingue do outro, a não ser que a coisa seja tão acutilante que,
por vezes, até provoque um involuntário virar de cabeça, acompanhado de
interjeições mais ou menos abertas – correndo-se as vogais do “ahhhhhhh!!!!” ao “uhhhhhhh!!!” – ou mesmo do tipo “lá está o pintas a dar nas vistas!”. Já os mais conhecedores petrolheads conseguirão quase sempre
identificar o número de válvulas e a cilindrada do motor, o modelo e até a
geração a que pertence o exemplar que aí vem!
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Imagens: Nissan |
É, por isso e neste caso em particular, tudo uma questão de sons, surjam eles em excesso, mais equilibrados
ou em quase completa ausência, como nos mais recentes modelos eléctricos,
viaturas que, se estivermos distraídos, só nos apercebemos da sua proximidade pelo suave silvo que emitem, pois pouco ou nenhum barulho fazem quando em
movimento.
Amansar o bichinho, a bem da vizinhança!
Mas
é indesmentível que o ronronar de um
bom automóvel, nomeadamente um desportivo, provoca invariavelmente um sorriso a
quem o vê… ou não, dependendo da hora a que esse suave purr passe a um sonoro ROARRRRRRRRRRRRRRR!
Modelo
que se encontra, invariavelmente, neste patamar é, o Ford Mustang, nomeadamente quando
acordam em simultâneo os múltiplos cavalos dos seus motores – em Portugal há-o
equipado com um V8 com uma coudelaria de 418 cv e um quatro cilindros com outra de 314 cv – sendo um vê se te avias de acordares em
sobressalto das camas de quem viva nas suas proximidades!
Como
os dos vizinhos de um ex-empregado da Ford nos EUA, que invariavelmente o chamavam à
atenção pela sonora rouquidão matinal do seu tão peculiar modelo. Ciente dessa realidade,
propôs à marca a aplicação do modo “Good Neighbour” (ou "Bom Vizinho"), uma espécie filtro electrónico que limita um
pouco esse híper-vitaminado acordar. Algo que se irá tornar realidade na geração 2018 do modelo, fazendo com que o Mustang seja primeiro automóvel do mundo em que os
condutores podem, através dessa solução, programar diferentes sons do motor para horários
específicos, transformando o seu rugido de assinatura num bem mais suave
ronronar.
Já
agora, na eventual impossibilidade de poder ter à sua porta um exemplar deste pony car do catálogo da marca – os seus preços variam dos € 49.500 aos € 102.200, fora eventuais extras e despesas de
transporte e legalização – pode, ao menos, ter consigo a sonoridade do bloco V8
quando o seu telemóvel tocar. Clique aqui
para saber como descarregar, sem custos, o respectivo ringtone (válido para para Android ou iPhone).
De quase afónico a cantor lírico
Voltando
ao domínio dos silenciosos automóveis eléctricos, o mais recente exemplo de
evolução sonora vem da Nissan, marca que no recente Salão de Tóquio surpreendeu
os visitantes com a introdução do projecto "Canto",
termo de origem latina com que pretende definir o som dos seus futuros veículos
electrificados.
Com o objectivo de proporcionar um som distinto da Nissan face aos seus pares no mercado, a Nissan desenvolveu este conceito derivado do latim e que significa "Eu
canto", o qual varia em tom e intensidade dependendo se o automóvel está a acelerar, a desacelerar ou a recuar. É activado a velocidades entre os 20 a 30 km/h, dependendo dos requisitos de cada mercado, demonstrando vitalidade e confiança, numa representação da sólida posição da marca japonesa no mercado dos automóveis electrificados.
Projectado
em prol da segurança, servindo de alerta para a envolvente onde circula, o “Canto” dos futuros modelos eléctricos
da Nissan será perfeitamente audível, sem que se torne perturbador para peões, residentes e
passageiros, pretendendo-se que enriqueça as ruas e avenidas de uma cidade, com
a tal sonoridade distinta.
Tudo para que, um dia, se possa dizer ou assumir no subsconsciente, mesmo sem olhar: “O automóvel que aí vem é um Nissan”!
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
sexta-feira, 17 de novembro de 2017
A minha cozinha de sonho
Já
aqui o disse não há muito tempo que, para além destes devaneios sobre
rodas, a minha outra faceta envolve alimentos, tachos, fogões e afins e que sou natural e acérrimo seguidor do “Masterchef
Australia”, para mim o crème de la
crème deste tipo de conceitos culinários para TV. Sigo, também, as
contas de alguns Chefs de
reconhecidos créditos, nacionais e estrangeiros, em diferentes redes sociais,
os quais me inspiram nas minhas criações que, quero crer, parecem tão bem quanto
sabem. Ou será ao contrário?!
Dito
isto, sempre que consigo associar a vertente das rodas com a culinária, os meus
olhos brilham ainda mais, começando as ideias a fervilhar e as letras a
atropelarem-se no teclado. Pois e não é que, de vez em quando, lá me tropeço em
alguns conteúdos relacionados? Será um sinal?
O
mais recente tropeço no tema envolve a divisão SVO (Special Vehicle Operations) da Jaguar Land Rover, o departamento que se dedica à criação de gadgets, quase em tudo semelhante ao dos filmes do James Bond, mas menos secreto. Deriva de uma estranha encomenda do Chef Jamie
Oliver, fenómeno global neste domínio, e que pela TV e pelos livros inspira milhões a ganhar um crescente gosto
pela culinária, nomeadamente na vertente da alimentação saudável e deliciosa. O peculiar Chef britânico desafiou a marca do seu país a construir-lhe uma cozinha de
características inéditas, pois as instalações de base são… um Land Rover Discovery!
WHAT?!?!?!?!?!
Feita
a preceito, esta unidade está equipada com tudo o que possa imaginar, de uma slow-cooker a uma torradeira (com o set de compotas nas imediações), passando
por um mixer de gelados e 3 batedeiras
- sim, são aquelas 4 peças montadas nos centros das jantes - para além de um conjunto de utensílios onde nem falta um
pilão e almofariz, naturalmente feitos sob medida, com duas peças do motor! Isto para além de integrar um grelhador, uma máquina para cortar pasta, uma cuba em alumínio e uma bancada
de trabalho extensível, com uma TV de ecrã plano na extremidade para se poder seguir
ao minuto os, muitas vezes, complicados passos dos processos criativos do Chefs!
Única
no mundo, esta proposta dotada de ligações externas (eléctrica e para uma bilha
de gás) traduz-se no sonho tornado real de qualquer cozinheiro que goste de
escapadinhas e aventuras, podendo-se, em qualquer lugar do mundo, dar azo à veia
culinária, desde que se leve consigo determinados ingredientes, nomeadamente os
que a natureza não proporciona, mesmo que o modelo já conte com um pequeno
herbário, um conjunto de condimentos, integrados junto aos vidros traseiros e com
um dispensador de azeite e vinagre.
“Apresentei à Land
Rover um enorme desafio para a criação da derradeira cozinha sobre rodas.
Sonhei em grande e pedi ainda mais, mas o que eles fizeram ultrapassou todas as
expectativas,”
comentou Jamie Oliver. “Não pensei que fosse
possível colocar uma ‘slow cooker’ junto ao motor ou um dispensador de azeite
na bagageira, mas eles conseguiram-no. O resultado é surpreendente e
perfeitamente adaptado para mim e para a minha família. Adoramos o conceito,
numa criação única que nos permite elevar as nossas aventuras culinárias a um
novo patamar”.
Responsável
da SVO, David Fairbairn afirmou: “Nunca imaginei que nos pedissem um conjunto sobre rodas equipado com
uma batedeira, mas foi fantástico trabalhar com o Jamie, dando vida à sua ideia.
Ele quis ir verdadeiramente mais além do que seria possível com este já de si
versátil veículo e a nossa equipa abraçou o desafio de corpo e alma.”
O
esquema abaixo descreve tudo isto mas, se quiser ver mais em pormenor as
potencialidades deste veículo, assista aos 3 episódios que Jamie Olivier
colocou online na sua página do Youtube,
o primeiro sob o título de “I designed my own kitchen car”, o segundo “Grilling a Steak” e o terceiro “Cooking a Chicken”.
Infelizmente,
sendo one of a kind, esta cozinha com
rodas, que demonstra a versatilidade do Land Rover Discovery, um SUV já por si
referencial no domínio da alternativa e dos passeios fora de estrada, não se encontra
em qualquer concessionário da marca. Mas acho que seria uma excelente base de
trabalho para uma certa empresa nacional, com sede ali para os lados do Cartaxo
que, penso eu, fruto de outros exemplares inéditos que desenvolve regularmente,
não se importaria nada de conceber algo semelhante. É
tudo uma questão dos imaginativos criativos da Kiosque Street Food começarem a
por as celulazinhas cinzentas a trabalhar et
voilá, nascia o meu food truck!

Imagens: Land Rover |
Cumprimentos
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José Pinheiro
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1) As opiniões acima expressas são minhas,
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quarta-feira, 15 de novembro de 2017
WWCOTY: A visão feminina das necessidades
“Se não os podes
integrar, junta-te a elas!” ou “Aqui homem
não entra!”. Poderia ser um dos dois lemas do painel de juradas do “Women’sWorld Car of the Year 2017”,
iniciativa que nos últimos anos se tem demarcado do sexo oposto, num sector
ainda vincadamente masculino, passando a avaliar, por si próprias e com outra
visão das necessidades, as melhores propostas do mercado. Afinal, também se diz
que “a última palavra na escolha de um
automóvel novo é das mulheres”!
Basta
atentar nas listas de jurados dos principais galardões internacionais do sector
auto e verificar-se que os eles ultrapassam,
em muito, as elas: são apenas 4 as representantes
femininas nos “World Car Awards”, num
painel que compreende nada menos do que 82 jurados, são também 4 as juradas do “Car of the Year” europeu, onde votam 60 especialistas, e apenas 1 no “International
Van of the Year”, num painel de 24 jurados.
Em semelhante iniciativa na América do Norte são 57 os jurados, dos quais apenas
7 são senhoras. Elucidativo!
Em
face desta indesmentível realidade, são elas quem fecha o ano com a
atribuição do derradeiro grande galardão automóvel de 2017, àqueles que
consideraram como sendo os melhores da actualidade. Uma particularidade nesta 8ª
edição é o facto de haver, pela primeira vez na história da iniciativa, uma
jurada lusa entre as 25 votantes, que representam 20 países dos quatro cantos do planeta. Chama-se Carla Ribeiro e, por cá, espelha as
suas opiniões em publicações diversas, do jornal diário ‘Público’ às revistas especializadas ‘Carros & Motores’ e ‘Todo Terreno’, para além de conteúdos para o portal de cotação automóvel ‘Kelly Blue Book’. Também integra o júri
do “Carro do Ano” nacional, processo
de avaliações em que está, neste momento, envolvida. Ah sim, é a única
representante feminina no dito!
“Um prémio para os
melhores automóveis escolhidos exclusivamente por e para mulheres pode, à
primeira vista, parecer estranho ou até mesmo sexista. Mas, note-se que vivemos
num mundo em que ainda é vedado a alguém o direito de conduzir por simplesmente
ser mulher. E quando se começa a pensar nisso, percebemos a utilidade de um galardão
deste género”,
começa por dizer ao Trendy Wheels.
Apaixonada
por automóveis e tudo o que os envolve desde que se recorda, Carla Ribeiro
reforça que, “para além do mais, os
estudos mostram, claramente, que homens e mulheres têm uma diferente visão do
automóvel, quer enquanto objecto utilitário, quer de prazer. A partir daí e tendo em conta a baixa
representatividade feminina nos prémios do sector a nível global, assim como o
facto de a venda de 3 em cada 4 automóveis ser feita ou por uma mulher ou a
partir da decisão desta – dou como exemplo os carros de família – a criação de
um prémio destes fazer faz ainda mais sentido. E, se em determinados países a
presença de mulheres no jornalismo automóvel é o mais banal possível, noutros
permanece uma área tabu, uma espécie de ‘Clube do Bolinha’ em que menina não
entra.”
Profissional
que não só avalia as novidades de produto que são lançadas no nosso país (e não
só), como também cobre diferentes eventos motorizados, Carla Ribeiro considera
o facto de fazer parte desta iniciativa “enriquecedor
a nível pessoal mas, também, em termos profissionais pois traz consigo um
acréscimo de responsabilidade no sentido de manter o espírito crítico pautado
pelo rigor. Isto para além dos conhecimentos que integrar um painel do género
nos traz — algumas de nós fomos em Junho a Inglaterra, para entregar o prémio
de 2016 à Jaguar, sendo um privilégio poder ter contacto com os quatro cantos
do mundo e perceber realidades tão distintas quanto as da Índia ou da África do
Sul — pelo que a inclusão de Portugal nesta avaliação mundial não deixa de ser
representativa do potencial do nosso pequeno mercado”.
... e elas preferem o Hyundai IONIQ
Bom…
e, assim sendo, eis que são anunciados os últimos vencedores do presente ano,
neste processo dos destaques entre os melhores, em que o Hyundai IONIQ surge à cabeça desta apreciação feminina, nomeado como o “Vencedor Supremo” - uma denominação um quanto ou tanto peculiar - nesta contagem: “Seguro, confiável, amigo do ambiente e
extremamente feminino. Foi, este ano, um claro vencedor, considerando-se todas
as suas três variantes – EV, Hybrid e PHEV Plug-in Hybrid – como um único modelo
em termos de votações”, refere a organização, pela voz da neozelandesa
Sandy Myhre, Presidente do Júri e, também ela jurada, enaltecendo-se o facto de,
adicionalmente, ter ganho a categoria de
“Green Car“.
Os
vencedores dos restantes grupos deste “WWCOTY
2017” foram o Mazda CX-5 nos “Familiares”, modelo que foi ainda vice à
geral e também no cada vez
mais popular segmento dos “SUV/Crossovers”,
categoria aqui ganha pelo Peugeot 3008,
ele que é o actual detentor dos ceptros de “Carro
do Ano 2017” nacional e europeu, em termos absolutos. Adicionalmente, se o Ford Fiesta conquistou o troféu “Budget Car”, reservado aos modelos mais
acessíveis à bolsa, em contraponto, o BMW
Série 5 venceu o segmento “Luxo”.
Entre os “Desportivos” destacou-se o Honda
Civic Type R.
Adicionalmente
é pedido às juradas que atribuam um prémio ao seu “Dream Car”, galardão que se destina ao modelo que gostariam de
ter parado à porta de casa. A escolha recaiu, este ano, no McLaren
720S, um ano depois de terem eleito o… McLaren 570S. É caso para dizer que
não são nada pobrezinhas nas
escolhas!
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Imagens: Women's World Car of the Year |
Acrescente-se
que esta avaliação interplanetária contemplou uma lista inicial de nada menos
do que 420 viaturas, umas abrangentes da maioria os mercados, outras específicas
de regiões mais restritas. O grupo foi, depois, alvo de uma triagem, vendo-se reduzido
a 60 modelos, 10 por cada uma das 6 categorias a concurso, para após esta avaliação
final, auditada por uma empresa independente, se gerarem os resultados acima.
Portugal em crescendo nos galardões internacionais
Fechada
que está a contagem de 2017, não há tempo para descanso, pois para a semana
serão dados a conhecer os nomes dos primeiros vencedores com o selo “2018”.
A
abrir a sequência teremos, já na próxima 4ªF (dia 22 de Novembro) em Lyon, o
anúncio do futuro detentor do ceptro de “International
Van of the Year” (IVOTY), aqui contando-se com a votação nacional de Fausto Monteiro Grilo, responsável pelo
portal ‘Comunicauto’. No mesmo dia e evento serão, também, conhecidos os
nomes do “International Truck of the
Year” (ITOY) e do “International
Pick-up Award 2018” (IPUA), aqui sem qualquer contribuição lusa.
A
15 de Dezembro saber-se-á que modelos vencem os galardões europeus “AutoBest”, quer o prémio maior, quer os das
diferentes categorias, numa iniciativa cujo painel integra José Caetano, director da revista ‘AutoFoco’.
2018
inicia-se sem qualquer influência portuguesa, com o anúncio dos vencedores dos “North American Car & Truck/Utility of
the Year Awards”, tendo depois de se esperar pelo dia 5 de Março para se
conhecer o “Car of the Year” (COTY) europeu,
resultado do processo de votação que decorre neste momento. Quer para a
definição da shortlist, grupo de 7 finalistas que será
conhecida já na próxima 2ª Feira (dia 20), como para a escolha do candidato eleito,
há que contar com as pontuações de Francisco
Mota, jornalista que até há bem pouco tempo representou a entretanto extinta revista ‘AutoHoje’, e de Joaquim Oliveira, como correspondente, freelancer que, entre outras, colabora com a revista ‘AutoFoco’, e outras publicações internacionais. Acrescente-se
que este último também é jurado dos galardões “Engine of the Year”, anunciados há uma semana e que premiaram os
melhores motores do mercado.
Fruto
de uma diferente calendarização, haverá depois um interregno até Junho, altura em
que se atribui outro dos grandes troféus internacionais, também aqui com um
jurado nacional: Guilherme Costa, um
dos co-responsáveis pelo portal ‘Razão
Automóvel’, dá a sua opinião nos “World
Car Awards” (WCA), avaliação intercontinental que tem, assim e também, um cunho
lusitano. Na mesma altura serão anunciados os “Bus & Coach of the Year”, estes dois sem nenhum nome português no
painel.
Esta
sequência anual irá, depois, fechar-se, uma vez mais, com o “Women’s World Car of the Year 2018”, naturalmente a realizar dentro de 12 meses,
integrando renovada avaliação da Carla
Ribeiro aos modelos que irão ser lançados ao longo do próximo ano.
Por
cá serão, entretanto, também conhecidos o vencedor do “Essilor Carro do Ano Trofeu Volante de Cristal 2018” e os das
categorias de suporte, algures entre
Fevereiro e Março próximos, para além de se anunciarem os conquistadores dos múltiplos
troféus atribuídos pelas diferentes editoras e revistas da especialidade,
nacionais e internacionais, ou pelos próprios mercados individualmente. Ou
seja, troféus não irão faltar para rechear as vitrinas das marcas!
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Logótipos: Oficiais |
Cumprimentos
distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas,
decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades
respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.
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