quarta-feira, 19 de outubro de 2016

O Mundo das Entreajudas

Conhece o Waze? Não? Ok… eu explico: é uma plataforma, em formato app ou portal de internet, que promove a entreajuda entre condutores em prol de um bem comum nas estradas. Ligando-nos uns aos outros, contribui para melhorar a qualidade das nossas deslocações diárias.


Ajuda a evitar que se fique preso no trânsito, alerta para a presença de autoridades em determinados pontos da estrada, para acidentes ou bloqueios por obras ou outra razão, etc, diminuindo o tempo usado nas deslocações, sejam elas de lazer ou de trabalho, por vezes apresentando alternativas rodoviárias talvez até ali desconhecidas!

O processo é fácil e funciona, naturalmente, através de uma app dedicada instalada num smartphone. Depois de inserido o endereço de destino, os utilizadores conduzem com a aplicação aberta nos seus dispositivos, podendo até emparelhá-la com os cada vez mais sofisticados sistemas de infotainment que contenham a função "Mirror Screening", ou seja, transpondo-se para o ecrã central da viatura todos os conteúdos de um telemóvel. A partir daqui os utilizadores operam em dois modos, podendo apenas aceder passivamente às informações de trânsito e outros dados fornecidos pelos seus parceiros de estrada, ou adoptando uma postura mais interventiva, partilhando o máximo de situações com que se deparem no trajecto, desde alertas de acidentes a câmaras de velocidade e/ou outras, sejam ou não de perigo.



Mas o Waze tem muitas outras funcionalidades para além do simples cálculo de rotas, quase funcionando como se de uma rede social se tratasse. Isto porque é possível adicionar amigos, enviar a um determinado contacto um ponto de encontro ou mesmo partilhar a hora prevista da sua chegada a um determinado compromisso, colegas de trabalho, familiares ou amigos, facilitando a vida a toda a gente, encontrar parques de estacionamento ou postos de combustível. Até se pode ganhar pontos, subindo-se na classificação da sua comunidade!
 
Imagens: Waze

Este aplicativo é muito semelhante à cada vez maior oferta que os construtores automóveis incluem nos seus modelos mais recentes. Mas dado que nem todos os meus leitores e leitoras terão, presentemente, disponibilidade financeira para adquirir um automóvel novo, ou mesmo um dotado destas novas tecnologias, aqui fica a dica.
 
Imagens: Citroën

Votos de boa viagem, sempre em segurança!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Um Saudável Despertador A Bordo

Quando estamos ao volante há sempre algo, externo ou interno à condução, que nos distrai, que nos faz tirar os olhos da estrada, nem que seja por breves instantes. Noutro contexto, o cansaço é outro potencial perigo, afectando quem conduz há algum tempo ou quem não tenha descansado o suficiente, levando a situações em que se chega ao limite de se fechar os olhos… algo nada desejável!

Tendo em conta que 60% dos acidentes se devem a distracções ou a demasiado relaxamento ao volante, duas realidades que, por vezes, se revelam fatais, a HealthyRoad dedicou-se ao desenvolvimento de uma tecnologia que recorre à análise biométrica facial e que é direccionada ao sector automóvel. 

Através da câmara frontal de um smartphone, esta app analisa o comportamento do condutor, monitorizando em tempo real o seu estado - posição da cara, direcção dos olhos, número de vezes que estes piscam num determinado período de tempo, ritmo cardíaco - até se detectando os níveis de stress e algumas emoções. Caso as situações sejam anómalas, produzem-se avisos sonoro e visuais. Mas melhor do que explicar é convidá-l@ a ver o Vídeo Trendy Wheels da Semana desta app.



Trata-se de um processo iniciado em 2014 e que conta hoje com mais de 300.000 km de testes, os mais recentes dos quais atingiram um nível de fiabilidade de 92,5%, incidindo em condutores profissionais de veículos comerciais, ligeiros e pesados, bem como em condutores de automóveis de passageiros. Gradualmente são adicionadas novas funcionalidades, decorrentes do constante desenvolvimento feito pelos seus responsáveis.

Para terminar, esta app está, neste momento, apenas disponível para equipamentos de base Android, pelo que se quiser levar consigo este novo despertador de bordo faça o download na respectiva Play Store. 

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

O Sonho É Possível!

Hoje trago-lhe os ecos de um Campeão! O meu convidado é um atleta que sonha um dia tornar-se profissional, alguém que em Setembro andou pelo Rio de Janeiro a defender as cores da bandeira nacional, integrado na elite dos melhores do planeta. Só este ano foi 2º absoluto no ranking mundial de Paraciclismo (Classe H5), fruto dos excelentes resultados obtidos em diversas provas, entre elas o 2º lugar na Taça do Mundo da UCI (Union Cycliste Internationale) e o 1º lugar no Circuito Europeu de Handcycling da EHF (European Handcycling Federation)! Por cá e entre outros resultados de relevo, tem em casa os troféus referentes aos últimos quatro Campeonatos Nacionais de Contrarrelógio e de Estrada!

Foto:  Rodrigo Berton Fotografia e Design
Luis Costa é o nome deste Penta-Campeão Nacional e atleta paralímpico, com o Sporting Clube de Portugal no coração, e profissional numa força policial. Apresenta-se hoje, na primeira pessoa, aos leitor@s do Trendy Wheels, fazendo um balanço desta participação nos Jogos do Rio 2016. “Nasci em 1973 em Castro Verde, mas vivo mais a sul, no Algarve. Sou atleta de paraciclismo e corro numa handbike em posição de joelhos, integrando, por isso, a classe H5 da modalidade”.

Fruto das vicissitudes da vida, viu-se amputado de um membro inferior, mas soube, como poucos, enfrentar o destino e dar a volta por cima, chegando hoje a um patamar onde muito poucos lusos alguma vez estiveram, ombreando taco a taco com os seus ídolos. “De facto, estes Jogos do Rio foram, para mim, o culminar de todo um projecto que se iniciou em 2013, quando passados apenas uns meses desde que me iniciara na competição, percebi que o sonho era possível, que tinha condições para ser ambicioso ao ponto de vir a representar Portugal nesta competição.”

Fotos: Luis Costa e UCI


Sendo comum vê-lo de norte a sul do país, em diversas provas e eventos, foi nos pretéritos Jogos do Rio 2016 que o seu nome se tornou mais evidente, ao integrar o grupo de qualificados para as Finais das provas de Contrarrelógio e de Estrada. Ali obteve dois honrosos 8ºs lugares, posições que lhe valeram os correspondentes diplomas paralímpicos mas, mais importante do que isso, foi, para ele, integrar um grupo onde também andam dois monstros do paraciclismo, o sul-africano Ernst Van Dyk e o italiano Alex Zanardi, em tempos piloto profissional de automobilismo. “Descobri a paixão pelo paraciclismo fruto do mediatismo em volta deste homem nos Jogos de 2012, em Londres. No pequeno-almoço antes da prova de fundo deste ano tivemos uma breve conversa que me deixou de peito inchado pelas palavras que ele, o grande Alex Zanardi, me disse. Horas depois tive a ambição – ou ousadia, como lhe quiserem chamar – de o tentar bater, a ele e a outros fenómenos como ele. Não o consegui, mas tentei até ao último watt das minhas forças. É esta a beleza do desporto de alta competição, é permitido ao comum dos mortais sonhar comparar-se aos deuses.”

E como nasceu esta vontade de estar no Rio? “Logo nas primeiras provas da Taça do Mundo de 2014 fiquei convicto, pelos resultados alcançados, que conseguiria chegar ao Rio em 2016, pois tinha condições físicas para o fazer. Apenas precisava que a Federação Portuguesa de Ciclismo acreditasse em mim e me levasse ao maior número de provas internacionais possíveis, para obter os pontos suficientes para garantir uma vaga para Portugal. Consegui-a no final de 2014, pelo que o sonho começou a tomar a forma de realidade e, daí para a frente, foi só evoluir o máximo possível para chegar ali ao Rio e lutar com os melhores do mundo pelas medalhas. Lutei com todas as minhas forças por um lugar no pódio mas não o consegui. Andei na cabeça da corrida e, no final, fiquei a apenas 7 segundos do agora Campeão Paralímpico! Há um ano atrás não o teria conseguido certamente.”
 
Foto: Carlos Alberto Matos/IMAPRESS/CPP; Classificações e Logótipos: Rio 2016
Num período de apenas 3 anos, de 2013 a 2016, é um orgulhoso Luis Costa que afirma ao Trendy Wheels ter passado “de um principiante que idolatrava o Alex Zanardi a um atleta que lhe morde os calcanhares e que não hesitará em batê-lo à mínima oportunidade. A ele e a mais meia dúzia como ele que são a elite da minha classe a nível mundial, um grupo muito restrito ao qual eu também pertenço sem qualquer sombra de dúvida. Por isso, de um modo simples, os Jogos representaram para mim o carimbo de confirmação do meu estatuto de atleta de topo.” 

“Ser 2º na geral da Taça do Mundo e acabar o ano como 2º no ranking mundial, em ambos os casos atrás do homem que acabou por se sagrar Campeão Paralímpico, são motivos para me sentir orgulhoso, nunca frustrado. E dá-me motivação para trabalhar mais e mais e mais, para, quem sabe, um dia ser o 1º do mundo! Dizem que o 2º é o primeiro dos últimos… talvez o seja, mas quantos atletas em Portugal vão acabar 2016 nessa posição do ranking mundial?”

Foto: Carlos Alberto Matos/IMAPRESS/CPP;
E agora? “Agora, depois de uns (poucos) dias de descanso, estou já a trabalhar na condição física e também a ver que entidades estão disponíveis para me ajudarem a começar a preparar os Jogos de Tóquio de 2020!”

Quanto à handbike, companheira de aventuras de Luis Costa do outro lado do Atlântico, os seus segredos ficarão para uma próxima edição!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.