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quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Natal 2017: Kirobo Mini, o amiguinho japonês

Se era pequenin@ em meados dos anos 90 lembrar-se-á, decerto, do Tamagotchi. um amigo electrónico – tipo porta-chaves – de origem japonesa, com que a criançada e alguns adultos lidavam como se de um animalzinho de estimação se tratasse. Havia que cuidar dele, alimentá-lo e dar-lhe bastante atenção, já que se não o fizesse ele ficava triste, podendo até morrer! Entretanto parece que a coisa deu um novo salto, sendo que as versões mais recentes até permitem comunicação entre os Tamas, gerando-se famílias com direito a filhos e tudo! Brrrrrrrrr!!!!

Noutro domínio mais evoluído, considerando que as (pseudo)emoções dos Tamas eram fabricadas, trago-lhe hoje um novo e bem mais avançado amiguinho, o Kirobo Mini, conceito de robô concebido pela Toyota e que conta com um impressionante nível de realidade e inteligência, a vários níveis.
Herdeiro do seu antecessor Kirobo, robô que fez parte do programa espacial nipónico (ver mais abaixo), esta pequenina proposta de apenas 10 cm de altura tem como objectivo melhorar as relações entre as máquinas e os humanos, num planeta onde, quer se queira ou não, essa inter-relação é cada vez mais real (vejam-se a “Sophia” e o “Einstein” que estiveram no recente WebSummit, em Lisboa). Apresenta-se, por isso, como um parceiro de comunicação em miniatura, companheiro que pelas suas diminutas dimensões cabe na palma da mão, podendo ser levado pelo seu dono lá por casa, nas viagens de carro e em praticamente qualquer lugar.



Quando sentado o Kirobo Mini vira a cabeça para quem lhe estiver a dirigir a palavra e responde acenando e mexendo os braços. Pode iniciar uma conversa casual e, através de reconhecimento facial, tem a capacidade de ler e responder às emoções do ser humano, apreender as suas preferências e reagir de acordo com eventos passados, numa companhia personalizada. Pode também melhorar as suas capacidades de interacção com o seu dono de carne e osso, usando serviços conectados das suas casas e dos próprios veículos da marca japonesa.
Após um período de pré-vendas que arrancou em Tóquio em Maio último, desde essa altura a procura pelo pequeno robô de companhia cresceu exponencialmente, por parte de clientes que pretendem obter novas experiências, levando a marca a criar um portal dedicado "With Kirobo Mini Friend Parkonde se podem partilhar os vários momentos passados com ele. Mais recentemente, em Novembro, passou a estar à venda através da rede Toyota daquele país, por cerca de 39.800 Ienes (cerca de € 300), acrescendo uma mensalidade de 350 Ienes (cerca de € 2,7) caso o utilizador queira ter acesso à aplicação dedicada para telemóvel.

Pois, agora as notícias menos boas: se pensou comprar um Kirobo Mini, tal só é possível no Japão e não está prevista a sua chegada a outros países, pelo menos no curto/médio prazo. De acordo com Victor Marques, Director de Relações Públicas da Toyota no nosso país, “são muitas as potencialidades, nomeadamente de conectividade, do Kirobo Mini com a casa e com o carro, algo que, neste momento, só é possível no Japão. Por essa razão, bem como pelo facto de não estar certificado para venda noutro país, não há quaisquer planos para que a sua venda se estenda a outros mercados”.

Do espaço para sua casa
Como se viu no vídeo acima, o Kirobo Mini é uma evolução caseira de outro robô famoso, o Kirobo, que fez parte do programa espacial nipónico, numa alargada co-produção denominada “Kibo Robot Project”.

Com 34 cm de altura e pesando cerca de 1 kg, resultou da conjugação de duas expressões – “Kibo” (significa “esperança” em japonês) e “Robô” – o Kirobo nasceu da conjugação de esforços de um conjunto de entidades, unidas em prol da exploração espacial: o Centro de Pesquisa para Ciência Avançada e Tecnologia da Universidade de Tóquio e a Robo Garage, co-responsáveis pelo hardware e pelas características de mobilidade, a Toyota no programa de reconhecimento vocal e a Dentsu nos conteúdos de conversação e gestão do projecto, contando com o apoio da plataforma “VoiceText” da Hoya Service, para a síntese da conversação, num processo naturalmente supervisionado pela Agência de Exploração Aeroespacial Japonesa (JAXA).
Foi a 4 de Agosto de 2013 que o Kirobo rumou à Estação Espacial Internacional (ISS) a bordo de uma cápsula lançada, a partir do Centro Espacial de Tanegashima (Japão). Naturalmente fluente em japonês, foi um companheiro de excelência de Koichi Wakata, aquele que viria a ser o primeiro comandante japonês da 39ª Expedição dessa plataforma multicontinental. Fruto desse feito, viu-se galardoado com dois títulos registados no Guinness World Records, o de “primeiro robô de companhia no espaço” e a de “robô que manteve uma conversação a maior altitude”, entre outras distinções do foro tecnológico.

Após 18 meses em órbita, o Kirobo regressou à sua terra natal para se tornar presença assídua em eventos tecnológicos e culturais realizados por todas as principais cidades nipónicas, interagindo com crianças e adultos. Em Janeiro de 2016 tornou-se numa das atracções do Miraikan (Museu Nacional da Ciência Emergente e Inovação) em Daiba, na capital japonesa.
Hoje, fruto do sucesso entretanto acumulado pelo seu descendente, prevê-se que o Kirobo Mini e outros futuros potenciais familiares se venham a multiplicar nas casas japonesas. Fica a questão do timing que demorará a extravasar fronteiras e a chegar aos restantes mercados, Portugal incluído!
Imagens: Toyota e Kibo Robot Project

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Electricidade II: O acordar da ‘Bela Adormecida’

Como referi na última edição, só no final do século passado e depois de um demasiado prolongado sono induzido, derivado dos interesses e desenvolvimentos entretanto instalados noutros domínios, as viaturas alimentadas a baterias eléctricas voltaram a mostrar-se. As preocupações ambientais tornaram-se parte das agendas de um planeta cada vez mais adoentado, a braços com os efeitos dos gases com efeito de estufa, oriundos não só dos veículos alimentados a combustíveis fósseis, como das próprias fábricas que os produziam, entre outras origens.
Imagem: smart

Em modo puro, híbrido ou plug-in, aqui associados a um motor a gasolina (na maioria dos casos) ou diesel mas com tecnologias mais avançadas no domínio da redução do CO2, óxidos de azoto e outros elementos poluentes, presentemente quase não há marca que não tenha - ou preveja ter - um modelo com algum conceito eléctrico associado na sua gama. Algumas há que querem migrar por completo para essa realidade, assim se definam as linhas mestras do mercado automóvel do futuro, enquanto outras ainda dizem que “nim”, injectando com maior ou menor velocidade opções eléctricas nas suas ofertas e outras (ainda) não vêem, ou não querem ver, essa inevitabilidade transposta para a sua imagem de marca.
Bastante avançadas no processo estão as japonesas Nissan e Toyota, tendo, respectivamente, no Leaf e no Prius verdadeiros best-sellers: o primeiro é o eléctrico mais vendido do mundo; o segundo tem o mesmo estatuto entre os híbridos. Isto numa altura em que surgem outras que já nasceram ligadas à corrente, caso da Tesla, gigante norte-americano que, aparentemente surgido do nada, abanou, qual terramoto de elevada escala, o mundo automóvel para esta inevitável realidade, obrigando a concorrência a mexer-se para não se perderem no comboio do desenvolvimento eléctrico. Um trio que reforça significativamente, a cada dia e de acordo com os planos traçados, a sua aposta eléctrica.
Imagens: Nissan, Toyota

Imagens: BMW, Renault, Opel, Tesla

Aquando desse acordar, também a Chevrolet apostava num modelo, o Volt, para a sua aventura eléctrica, gémeo do europeu Ampera da Opel, enquanto a BMW lançava com enorme sucesso o citadino i3 e o desportivo i8, altura em que a Renault se concentrava nos citadinos Zoe, Twizy e no comercial Kangoo. Um trio que ganhou estatuto de case studies neste cometimento para com a tal descoberta de Thales de Mileto, de há mais de 2.500 anos! 
E não se duvide em absoluto que já se esteve muito mais longe andarmos todos de eléctrico no curto/médio prazo pois, de repente, escancararam a porta (quase) todos os restantes protagonistas do mercado, como o demonstram os novos projectos desvendados nos Salões de Frankfurt (em Setembro) e Tóquio (decorre neste momento). 
Honda é quem parece ter, de repente, encontrado todos os interruptores da casa, electrificando ambas as suas gamas: nas 2 rodas tem a fantástica moto Riding Assist-e e as scooters PCX Electric e Hybrid; nas os brilhantes concepts Urban EV e Sports EV, expostos ao lado do não menos estonteante NeuV, veículo que dizem dotado de Inteligência Artificial, este mostrado ao mundo no início do presente ano. Outro exemplar eléctrico que deixou de boca aberta o mundo das 2 rodas foi a Yamaha Motoroid, um autêntico peso-leve da categoria, com pouco mais de 310 kg!
Imagem: Honda 

Imagens: Honda e Yamaha

Mas há muitos outros a querer reforçar esse feudo eléctrico, casos da smart com o Vison EQ Concept, da Suzuki e o seu e-Survivor e da Mitsubishi com o avançado e-Evolution, para além da família ID da Volkswagen ou do Concept EQa da Mercedes-Benz. Já a Volvo, entretanto, também desvendou a sua estratégia eléctrica, anunciando que a partir de 2019, todos os modelos da sua gama irão contar com um motor eléctrico a bordo, acabando com o reinado dos blocos puramente a gasolina ou gasóleo. 
Imagens: smart, Suzuki, Mitsubishi

Imagens: Volvo, Mercedes-Benz, Volkswagen

Entretanto, ao mercado está já a chegar a tripla Hyundai IONIQ, berlina que se apresenta já com as versões electric (100%) e hybrid (2 motores complementares, um eléctrico e outro a gasolina), ficando para mais tarde a variante plug-in, num outro patamar da electricidade aliada a um ainda mais avançado motor tradicional. Mais detalhes aqui.
Imagem: Hyundai 
Até entre os produtores de superdesportivos não há como fugir ao tema, como o espelham o Project One, da divisão de competição AMG, feito em resposta ao Concept Study Mission E da Porsche, demonstrando que a coisa não é só fazível nos modelos do dia-a-dia! Tanto que a electricidade propaga-se já, com bastante substância, ao próprio desporto automóvel, mexendo no há muito instituído como inatacável!
Imagens: AMG-Mercedes, Porsche


Planeta Terra… até quando?
O mundo – ou pelo menos já parte significativa dele – hoje fala, final e abertamente, de energias alternativas, nomeadamente de electricidade e combustíveis biológicos, como reais substitutos dos combustíveis fósseis derivados do carvão ou do petróleo, tendo sido dados enormes passos na sua aplicação aos mais diversos níveis e sectores, nomeadamente nos veículos em que circulamos no nosso quotidiano ou que operam nas diferentes indústrias.
Imagem: all free download



Pelo acima exposto, são inúmeras as soluções de variável componente eléctrica e/ou híbrida nos automóveis, motos e bicicletas do nosso quotidiano, tendência que também se alastra aos veículos pesados e maquinaria das diferentes indústrias, aqui se apostando no bioetanol e/ou no gás natural, palco onde também a electricidade ganha adeptos, como o Trendy Wheels já teve oportunidade de abordar em anteriores edições.
É este conceito de pegada verde que encima muitas das discussões do presente, alertando-se que não é só no produto final que ela tem que se mostrar, devendo manifestar-se também na totalidade dos processos de produção, de manutenção e de reciclagem dos cada vez mais sofisticados materiais e das hoje avançadíssimas baterias, mas ainda com bastante impacto no ambiente. Apesar dos avanços ainda estamos longe da solução definitiva que deixe o planeta Terra de sorriso no rosto, principalmente pelas decisões dos poderes instituídos e governações, sector onde os lobbies têm demasiado peso, fazendo-as andar ao sabor dos ventos... não necessariamente dos bons!
Imagem: Tesla

Tornam-se, por isso, por demais importantes iniciativas como o Greenfest, as acções da EcoKart, ou o "Salão do Automóvel Híbrido e Eléctrico e da Mobilidade Sustentável", cuja primeira edição decorreu em Outubro na Alfândega do Porto, bem como todas as demais em que, de algum modo, se tente estancar esta autêntica ferida aberta que está a sugar a vida neste nosso planeta. Todas pretendem desmistificar o conceito e utilização de veículos eléctricos e híbridos, ou outras soluções de serviços de cariz mais ambiental, semeando-se a mudança de atitudes através da partilha e da cidadania activa que promovam uma economia mais verde.
Veremos o que o futuro nos reserva entre os ainda muitos factores que o podem condicionar. Um deles começa por si, pois as suas acções, por mais pequenas que sejam, também contam, para que possamos partilhar um mundo melhor com as gerações que estamos a preparar, incutindo-lhes uma maior consciencialização
Imagem: Greenfest 2017

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 30 de junho de 2017

Esta grande vontade de crescer

Conduzir… Quem é que em pequeno nunca pediu ao pai ou à mãe para se sentar ao colo e dar umas voltinhas pelo bairro, fazendo a inveja a alguns amigos? Num tempo em que as tecnologias ainda não nos dominavam era também comum ver-se montado nas costas do banco do passageiro algo semelhante a uma coluna de direcção, com volante, hastes de pistas e luzes e até uma foleirota buzina, com a qual, sentados no banco de trás, imitávamos as acções dos nossos papás ao volante, muitos sonhando em depressa crescer para ter 18 anos e poder tirar a carta!

Agora que as tecnologias são uma realidade indesmentível, a Toyota lançou algo - para já só disponível no Japão - que irá permitir às mais jovens gerações conduzir viaturas motorizadas. Integrado num projecto mais abrangente denominado “Camatte”, a nova Escola Camatte foi apresentada no início do mês no "Salão de Brinquedos de Tóquio", que esteve patente nas instalações do Tokyo Big Sight. Através dela os jovens podem viver o processo de obtenção de uma carta de condução, primeiro aprendendo a controlar o volante, acelerador e travões, assim como a conduzir a viatura num percurso dentro de um espaço dedicado ao efeito, para no final até fazerem o necessário exame.
Imagens: Toyota
Camatte Petta é o nome da viatura aqui usada, podendo esta ser decorada com vários ímanes, de formas e cores diferentes, permitindo-se uma relativa personalização, de acordo com as preferências dos utilizadores. É a mais recente adição ao um projecto mais abrangente, a que a marca japonesa tem estado associada desde 2012, através do qual - numa cultura familiar assumidamente nipónica - se incentivam pais e crianças a familiarizar-se e a ganhar alguma prática com viaturas motorizadas. Para as crianças mais novas mantém-se um outro programa – o “Camatte 57s” – que recorre a um simulador de condução.
No final da simulação e depois da avaliação final pelo promotor do espaço às suas capacidades, as crianças que passarem esse exame podem receber uma carta de condução provisória, emitida pela própria Toyota, com toda a informação e fotografia. Conheça aqui o projecto com mais detalhe.

Como se aprende em Portugal
Por cá, enquanto a tecnologia e os investimentos das entidades potencialmente interessadas não nos permitirem vôos maiores, mantemo-nos fiéis aos tradicionais – mas ainda muito válidos – percursos de condução para crianças, como o da “Caravana de Educação Rodoviária”, da Fundacion Mapfre, que regulamente percorre o nosso país com a sua estrutura dedicada.
Promovendo o conhecimento e o respeito pela sinalização, nela se fomentam a educação e civismo entre os nossos jovens dos 9 aos 12 anos, sendo a teoria dada num camião que funciona como sala de aula, exibindo-se depois os dotes práticos num circuito com insufláveis, rotundas, sinalização vertical e horizontal. Actuando como condutores ou peões, o processo é sempre acompanhado por monitores especializados.
Imagens: Fundación Mapfre

Siga o Facebook da Fundación Mapfre em Portugal e saiba quando é que esta importante ferramenta poderá estar na sua terra.
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes; 
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Presidenciais II: Entre Bestas e Papamóveis

Continuamos hoje esta viagem pelos automóveis presidenciais, apontando a outros pontos do planeta, onde as viaturas destinadas aos representantes máximos de cada nação são de gosto (e custo) variável. Muito falados são o Cadillac One – tem a alcunha “The Beast” – do Presidente dos EUA, ou as igualmente imponentes viaturas oficiais da Rússia, com o seu líder a deslocar-se num longo Mercedes-Benz S600L. Fala-se que está na calha uma outra blindada, da marca russa ZiL, da qual – naturalmente – não há ainda muitos dados públicos. São ambas autênticas fortalezas, capazes de lidar com ataques com rockets ou químicos, estando, segundos os especialistas, dotadas de u adequado arsenal bélico!
Imagem: Maybach


A Mercedes-Benz não tem, aliás, mãos a medir para dar resposta às solicitações de muitos Estados, de longas berlinas feitas à medida por uma divisão própria para estes clientes tão especiais, ou mesmo através da Maybach, a sua marca de hiper-luxo. Sem surpresas, o executivo da Alemanha tem vários S600L ao serviço, tal como os governantes das Filipinas, Índia, Quénia e Nigéria, países onde a extrema pobreza contrasta com os luxos de alguns líderes.
Imagens: Cadillac (1), Mirror/Sergey Guneev Sputnik (2), South China Morning Post (3) Wikipedia (4 e 5)

Nas rivais Coreias, a Sul, o moderno Hyundai Equus VL500 Limousine mede forças com o produto local da Pyeonghwa Motors do líder nortenho, enquanto na China é, como convém, um local FAW Hongqi Red Flag a limusina do seu Presidente. Do lado oposto do planeta, na América do Sul e fruto da austeridade local, tem havido um decréscimo na ostentação: o Brasil aposta num Ford Fusion de produção mexicana, guardando na garagem os dois Rolls-Royce Silver Wraith (de 1953 e 1957) para eventos mais formais; na Argentina o novo carro de protocolo de Mauricio Macri é um Mercedes-Benz Vito, naturalmente blindado!
Ao nível das Casas Reais, o destaque vai para Isabel II de Inglaterra, que ao longo dos anos aposta em propostas das marcas Bentley (actualmente é um State Limousine), Jaguar e Rolls-Royce, entre outras very british, conjunto de veículos construídos de acordo com instruções específicas. O Imperador do Japão também usa a prata da casa, um Toyota Century Royal, mas já a família real tailandesa prefere um alemão Maybach 62 Limousine, enquanto na Noruega o Rei Harald II mostra-se num estranho Binz. No Reino de Marrocos é um clássico Mercedes-Benz 600 Pullman o preferido do Rei Hassan II, algo transformado face à versão original de 1963.
No campo da Rolls-Royce, os seus fantasmas da dão cartas em Espanha, com Filipe VI a ter ido para a sua coroação num Phantom IV descapotável de 1948, tal como o seu pai, Juan Carlos I, o havia feito. O Sultão do Burnei tem, entre as centenas de carros da sua frota, um Phantom VI de 1968 entre os seus preferidos e o seu congénere da Malásia desloca-se, regularmente, numa versão VII.
Imagens: ShimWorld (1), Bentley Motors (2), El País (3) e Wikipedia (4 e 5)


E o popularizado ‘SVC 1’
Muito se falou recentemente no Papa Francisco e nos seus "Papamóveis", dele e dos seus antecessores, mas não podia deixar de o referir neste texto. Tendo abdicado de usar um carro oficial, para evitar sinais de ostentação, o Sumo Pontífice divide-se entre os vários modelos, a que são atribuídas as matrículas 'SVC 1', acrónimo de “Stato della Città del Vaticano”, com o nº 1 a indicar a quem se destina, mais o respectivo brasão.
Imagens: Gencar (1), Força Aérea Portuguesa (2), Club UMM (3), Vaticano (4, 5, 7, 8 e 9), Fátima 2017 (6)

Nos eventos de Estado são usadas berlinas Mercedes-Benz ou mesmo um Lancia Thesis, modelo italiano que também tem servido a Presidência de Itália, mas os mais conhecidos são mesmo os Papamóveis, denominação que era pouco apreciada por João Paulo II, mas que se tornou tão popular. Um dos mais recentes exemplares – um Isuzu D-MAX – mostrou-se na peregrinação a Fátima (já havia desempenhado semelhante papel na sua visita à América do Sul), levando para cá e para lá o actual Chefe da Igreja Católica.
É apenas um de muitos exemplares transformados a preceito, sendo que em tempos até houve um papamóvel 100% português, um todo-o-terreno da extinta marca UMM (União Metalo Mecânica), que, segundo parece, deu muito que falar aquando da viagem de 1991 de João Paulo II ao Funchal.
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
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1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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quarta-feira, 8 de março de 2017

Carnaval nas consolas

Donkey Kong, Pacman, Sonic, SuperMario, Tomb Raider… Decerto reconhece estes nomes seja porque, em tempos foi ou ainda é fã de jogos nas mais diversas plataformas que os apresentavam a duas dimensões, ou porque aí por casa ou na família há descendência que não tira os olhos dos muitos ecrãs onde hoje se podem jogar, muitos deles agora em 3D.

Recentemente a britânica CarWow decidiu apresentar versões alternativas destes e de outros históricos heróis das consolas em versões de quatro rodas. O Sonic (acima) foi imaginado na carroçaria de um Honda Civic, enquanto a tripla temática abaixo – SuperMario, Wipe-Out e The Legend of Zelda – aparece, respectivamente, nos corpos de um BAC Mono, de um Nissan Delta Wing e de um Mini.

E quem é que nunca jogou “Tetris”, o jogo dos blocos rotativos coloridos? Aqui o Volvo 240 é o modelo que, pelas suas linhas assumidamente rectas, mais se lhe adequa, enquanto o Audi Q2 é o carro ideal para o jogo de ficção científica “Half-Life” e o Toyota Land Cruiser para a pele do gorila Donkey Kong.

Para terminar esta temática, não podia faltar o jogo “Space Invaders”, do longínquo ano de 1978, que então cativava as novas gerações nas salas tipo arcade, caindo aqui o pequeno Smart que nem mosca no mel. Tal como acontece com o VW Beetle como o modelo ideal para o híper-comilão Pacman, enquanto se falarmos de aventura pura e dura vem-nos de imediato à memória o jogo “Tomb Raider”, sendo que uma das marcas mais associada a essa vertente é o Range Rover, pelo que aqui a escolha cai no seu actual best-seller, o Evoque.
Imagens: CarWow

E se os heróis fossem… Pokémons?
Actual sucesso entre os utilizadores de smartphones, tablets e afins – se bem que a loucura já não tenha a dimensão de há um ano a esta parte – o jogo “Pokémon GO” também mereceu a atenção da CarWow. Desenhos animados japoneses de sucesso do final dos anos ’90, num conceito também originário de um jogo – o termo “Pokémon” é uma abreviatura de “Pocket Monsters” – os seus populares protagonistas também desataram a acelerar nesta espécie de corso carnavalesco. Veja como:

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

O diamante da Cláudia

Esta é uma história de tecnologia, prazer, moda, lazer e, claro, rodas, em que nos transformamos num Valentino ou Valentina, e saímos para a estrada ao volante de um diamante – o que há-de ser da Cláudia – acabando a jantar na companhia da própria e até de um virtual CR7! Venha viajar comigo.


Há  dias, pela primeira vez em muito tempo, voltei a vestir a farpela de jornalista automóvel na sequência do convite da Toyota ao Trendy Wheels para que fosse conhecer o seu novo SUV, modelo que parece esculpido a partir de diamante em bruto. Chamaram C-HR e diz a marca japonesa, que o “C” é de um “Coupé” – parece-o, de facto, pelo facto de dissimular o criativo puxador das volumosas portas traseiras, com um vidro minimalista, resultando numa curiosa solução; já o “HR” significa “High-Rider” e resulta, decerto, da imagem do tipo saltos altos que transmite quando se olha para ele, em especial nessa secção traseira.

Por cá com representação oficial desde 1968, a marca que então apregoava, num spot publicitário, que “veio para ficar e ficou mesmo!”, fê-lo, de facto, evoluindo enormemente desde o pequenino familiar Corolla da altura, até se chegar a este volumoso C-HR. É um carro destinado ao segmento da moda, o dos SUV (Sport Utility Vehicles, ou “Viaturas Práticas e Desportivas” em tradução livre), que é o futuro mais imediato do presente mundo automóvel. As estatísticas assim o apontam, indicadas pelos crescimentos exponenciais dos últimos anos!

É, por isso, com elevada expectativa que a Toyota arranca com as vendas por cá de um automóvel que, visualmente, se assemelha ao tal diamante, definindo todo o lançamento segundo essa mesma filosofia.


Na  estrada como Valentino
Mas falemos agora do Valentino e da Valentina. Foram vários os que, por umas horas, assumiram esse papel (até mesmo a própria Cláudia), adoptando um nome real/fictício dado a quem se relaciona com o cada vez mais presente Interface Homem Máquina (HMI - Human Interface Machine no original) dos automóveis do presente, tecnologia que, traduzida por miúdos, se refere a tudo aquilo que se tem para ajudar e interagir enquanto se conduz.

Fui, assim, para a estrada em modo José Valentino, num grupo que também integrava uma Carla Valentina e até uma Cláudia Valentina, a tal que dentro de dias vai ser ter um diamante para si. Quem? Já vai, já vai! Esperava-me no estacionamento um Toyota C-HR de cor Cinzento Extreme com tejadilho preto Night Sky, acabadinho de matricular, sendo o meu destino imposto – depois de lido um QR Code com o smartphone – o Centro Colombo, para uma experiência tecnológica. Mas esta até começou logo ali, quando entrei no seu habitáculo, espaçoso e muito confortável, de design bem mais simples do que o do exterior, este do tipo nave espacial (foi mais o que pensei quando o vi pela primeira vez). A tecnologia era visível nas funcionalidades como a navegação, áudio, controlo de dados da viatura, etc, e também invisível, escondendo-se sob o capot um motor híbrido (gasolina/eléctrico) de 122 cv, o primeiro no tal segmento dos SUV, pelo menos em automóveis destas dimensões (aqui o sub-segmento C-SUV para os mais puristas).



O olhar dividia-se entre o muito trânsito acumulado na Segunda Circular, em virtude da chegada ao estádio do SCP de quem ia assistir ao embate com o Real Madrid, e o painel central deste C-HR, que ilustrava a cores os efeitos da minha condução, nomeadamente as poupanças/gastos de energia na aceleração e travagem, partilhadas entre o avançado motor eléctrico e o mais normal bloco térmico, entre outros conteúdos, inerentes a um bem recheado nível de equipamento. Chegado ao destino esperava-me uma breve explicação das capacidades do novo smartwatch Samsung Gear Fit 2. E também lá estava a Cláudia! Tecnologia: Check!

Um novo QR Code levou-me a outra travessia pelo híper-caótico trânsito alfacinha, por estreitas (outrora semi-largas) avenidas agora pejadas de máquinas de construção, gruas, delimitadores, passeios inacabados e montes de areia, cascalho e alcatrão! Algo que o suave e confortável interior do C-HR ajudava a esquecer e a isolar, garantindo uma condução relaxada ao volante de um automóvel que, a cada semáforo, captava de imediato uns quantos olhares de pura surpresa face ao que se lhes apresentava! Este lazer a bordo completou-se a tempo de um retemperador cafezinho – da nova colecção UniQ – tirado na também nova máquina Delta QLIP na loja da marca na Av. da Liberdade, onde a Cláudia também chegava com o seu diamante. Prazer: Check!

Já outra (muito mais pequena) viagem levou-me às compras na Rua Áurea para conhecer parte do catálogo da britânica Fred Perry, nomeadamente os conceituados polos “Twin Tipped”, associando a moda à imagem do igualmente fashionable C-HR... tal como a Cláudia. Moda: Check!

Imagens: Trendy Wheels/JP

Apesar da noite ter caído entretanto, complicando ainda mais as voltinhas – toda a envolvente do Campo das Cebolas estava a ferro e fogo – havia que ir até à Lisboa Marina, no Parque das Nações, para a fotografia da ordem junto do veleiro Santa Maria Manuela, antes do regresso, pelo ainda muito acumulado trânsito, à Baixa Alfacinha para a apresentação formal dos conteúdos do Toyota C-HR! Nada que assustasse o versátil C-HR que deslizava pelo tráfego como manteiguinha numa deliciosa torrada em pão alentejano! Só ali não vi a tal da Valentina, mas cheguei ao destino e... elle etait dejà láLazer: Check

A descrição do seu posicionamento e preços para o mercado nacional, face à cada vez mais volumosa concorrência, decorreu no recém-inaugurado hotel Pestana CR7 Lisboa, seguindo-se um reconfortante jantar na companhia virtual – via TV – do dito campeão de futebol, pois o original estava em Alvalade a ajudar à desgraça do Sporting, afastando-o definitivamente da presente Liga dos Campeões da UEFA. Pró ano há mais! Conferência de Imprensa: Check!

Então... e a Cláudia?!
Vá que a Valentina desta história, que alguns já poderão ter identificado como sendo a Cláudia Vieirase decidiu por não ir à bola e preferir começar a mostrar-se junto ao diamante que, dentro de dias, vai ser seu por uns tempos. Para quem não souber, a multi-facetada actriz/modelo, que neste evento dividiu o seu charme com o C-HR, é há muito uma das “Embaixadoras Toyota” no nosso país, contribuindo para a difusão da imagem da marca japonesa.

Imagem: Cláudia Vieira (Instagram)

“É  para mim um enorme orgulho estar com a Toyota há tanto tempo, num projecto que começou em conjunto com outros intervenientes. Ao final destes anos – já são 10 – continuo a identificar-me plenamente com a marca e com o que ela defende aos mais variados níveis, pelo que não vejo qualquer razão para sair,” afirmou ao Trendy Wheels, durante o café pós-repasto. 

“Para além dos eventos a que me associo, como esta apresentação de hoje e dos próximos dias do novo C-HR, tem-me, também, sido dada a oportunidade de conduzir quase todos os modelos que a Toyota tem lançado, do pequeno Aygo ao desportivo GT86, à enorme e fantástica pick-up Hilux, passando pelo ecológico Prius e pela carrinha Avensis que é, presentemente, o Toyota que me leva para todo o lado.”

Mas tal será por mais pouco tempo porque na calha está passar a cumprir os seus compromissos pessoais e da sua completa agenda profissional ao volante do novo Toyota C-HR. “É algo que aguardo com alguma ansiedade, principalmente depois de o ter conduzido neste evento e ver muita da sua capacidade e versatilidade. É um automóvel verdadeiramente bonito, confortável e que me apetece muito explorar,” confidenciou-nos. "Não vejo a hora!"


Posto isto é natural concluir que o Toyota C-HR é a sugestão de Prenda de Natal Trendy Wheels desta edição. Os preços de um C-HR com motor híbrido 1.8 HSD (122 cv, com caixa automática) igual ao que o Trendy Wheels conduziu nesta acção, iniciam-se nos 28.350 euros, mas há propostas mais em conta, como a variante equipada com o motor 1.2 Turbo a gasolina (116 cv, com caixa manual de 6 velocidades), a partir de 23.650 euros. Há cinco níveis de equipamento, destacando-se o nível intermédio Comfort + Pack Style como o que terá maior potencial de vendas. Pode vê-lo mais dinâmico por fora e também por dentro.

Se também ficou conquistado com este exemplar único da ourivesaria nipónica tudo o que tem de fazer é passar num Concessionário Toyota, fazer o testdrive e, quem sabe, oferecer-se um destes diamantes! 

Toyota C-HR, o diamante da Cláudia Vieira: Check!
 
Imagens: Toyota (oficiais)
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.