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sexta-feira, 2 de junho de 2017

Septuagenário para todo o serviço

“Olá… sou o Type H, mas também já me chamaram H Van e HY. Nasci em Paris em 1947, logo a seguir a uma guerra que deixou a minha pátria devastada, pelo que decidi ajudá-la a reerguer-se e a tornar-se na potência que hoje é. Nasci, por isso, para trabalhos duros, sabendo que teria uma vida difícil pela frente, pelo que meti rodas à obra e nunca verguei sob o peso dessas múltiplas operações.”

Já fiz um pouco de tudo nesta vida, de transporte de materiais de construção, passageiros, gado, móveis, livros, legumes e café, a oficina móvel, até servindo de palco aos mais diversos eventos. Hoje, no alto dos meus 70 anos, gosto mais de estar em mercados de street food ou eventos desportivos, contribuindo para alegrar o pessoal, que ainda me olha com admiração. Ainda não penso em reforma, apesar de algumas dores aqui e ali, de que recupero depressa, fruto de quem me sabe curar, voltando à estrada para colocar sorrisos nos rostos de quem me vê passar. São já 70 anos mas estou aí para as curvas, apto para todo o serviço”.
Poderia ser este o discurso de apresentação de um dos maiores ícones da indústria dos veículos comerciais, o Citroën Type H, modelo que comemora este aniversário redondo. Até 1981, ano em que oficialmente terminou a sua produção, produziram-se perto de meio milhão de unidades – 473.289 para ser mais preciso – várias delas ainda hoje em circulação, seja porque os seus proprietários as souberam preservar ou porque há quem olhe para o modelo com o gigante double chevron na grelha (é aquela espécie de duplo circunflexo à frente dos modelos da marca francesa) e o recupere ou recrie, para as mais diversas operações.
Imagens: Jameson, Kiosque Street Food e Somersby

Entre as inúmeras acções previstas para celebrar a data, nomeadamente em solo gaulês, destaca-se a da Le Coq Sportif, conceituada marca francesa de artigos desportivos que, em conjunto com a Citroën, criou uma versão muito especial para os amantes do ciclismo, numa oficina móvel destinada a promover as provas por si patrocinadas. Outras irão surgir ao longo do ano.

Educar a mente e o estômago
Por cá este veículo de ar simpático também já teve as mais diversas actividades, do transporte ao pequeno comércio, com particular destaque para o lazer e a educação, até em ambientes diametralmente opostos.
Em 1958 foi a Fundação Calouste Gulbenkian que lhe deu enorme destaque, assentando no Type H muitas das suas então bibliotecas itinerantes, colocando-as a circular pelo nosso país para levar a cultura às zonas mais remotas do país, em especial aos que tinham menores recursos e pouco (ou nenhum) acesso à educação.
Mais recentemente o modelo tem reunido as preferências de outro tipo de educação, a do estômago, não sendo raras as empresas gastronómicas que o elegem para promover os seus produtos. Exemplos são os food & drink trucks da Menina e Moça, Fábrica – Coffee Roasters, Hops - Beer & CoJameson, Skinny Bagel e da Somersby, que invariavelmente surgem nos mais diversos eventos e festivais de street food do nosso país, ou noutros contextos do mais variado âmbito. Outros estão fixos nos seus poisos, como os Type H da Cheirinho e do Docicário, estacionados na “Cascais Kitschen”, a área de restauração do CascaiShopping.
Imagens: TrendyWheels/JP

Alguns dos exemplares que ilustram este texto têm assinatura da Kiosque Street Food, marca do grupo VERSO MOVE, que não tem tido mãos a medir face às inúmeras solicitações – nacionais e internacionais – para a construção de food trucks, nomeadamente os que têm como base este nosso aniversariante, recuperando chassis originais ou criando moldes em resina, com visual do modelo da Citroën.


Imagens: Kiosque Street Food
Mas não só, pois esta dupla do Cartaxo têm muito mais para mostrar, fruto do crescimento exponencial do segmento do street food, entidades que também apostam na transformação de veículos para o transporte de cavalos! Um tema que ficará para uma próxima edição.
Saiba mais sobre o Type H no portal Citroën Origins. Ali pode pô-lo a trabalhar, ouvir o bater das portas, ligar os piscas e até apertar a buzina! Conheça-o por dentro e por fora e veja os catálogos originais e a publicidade que o promovia. Há tanto para descobrir deste ilustre aniversariante. Parabéns Type H!


Imagens: Citroën (todas as restantes)





Imagens: Hops - Beer & Co. (1) e Trendy Wheels/JP (2 e 3)
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

É uma Tasca portuguesa com certeza...

… é com certeza uma Tasca portuguesa! Não há melhor exemplar de food truck em Portugal onde se pode aplicar, na perfeição, a letra de Reinaldo Ferreira e Vasco Matos Sequeira do sucesso “Uma Casa Portuguesa” celebrizado mundialmente por Amália Rodrigues. Tal como no popular fado luso, na Tasca Itinerante não falta pão e vinho sobre a mesa, o caldo verde a fumegar na tigela e o bem receber de quem se senta à mesa com a gente, em dois braços à nossa espera! E o próprio do fado, claro!

Apresento-lhe um dos primeiros conceitos de street food que surgiu em Portugal encimando o boom que, de repente, o nosso país viveu com esta indústria do comer na rua, em pé e, de preferência, em boa companhia. A enorme visibilidade deu-se logo no 1º Festival Europeu de Street Food, realizado no Estoril em Abril de 2015, curiosamente o palco onde o Fernando Sousa e a sua VW 'Pão de Forma', transformada a preceito, deram os primeiros passos, rumo a um sucesso que é hoje sublinhado noutros palcos. São eles os convidados desta edição Trendy Wheels.
Foi logo de arromba e nós sem qualquer experiência! Não estás bem a ver… aconteceu de tudo e até a extensão eléctrica derreteu num dos primeiros dias em plena hora de jantar!!!”, partilhou o responsável entre risos. “Tive de ir ao AKI a Alcabideche comprar cabo e fichas e fazer uma extensão, enquanto a Marta [nota: a sua mulher] ficou a segurar as pontas com as nossas filhas nos jardins do Casino. Foi surreal! Foi, por isso, um evento marcante em tudo!!!”

A validade deste projecto vai ainda mais longe pelo facto de ter obrigado o seu mentor a dar a volta por cima a uma vicissitude da vida que muitos têm conhecido nos últimos anos: ficar sem emprego depois de vários anos de dedicação, 17 neste caso! Tem sido uma aventura daquelas que ficam gravadas a fogo… Fiquei desempregado em 2012, no pico da crise, no que foi para mim um verdadeiro tsunami na altura. No início de 2013 dei por mim a pensar em criar o meu negócio, numa autêntica epopeia, tendo de definir o que fazer e o que poderia iniciar numa época de tanta crise”.
O click deu-se quando viu na TV uma reportagem sobre a invasão de turistas em Lisboa! “Esse foi o despertar… turistas! Mas tinha de ser algo diferente e de que eu também gostasse. Pensei em vinho, petiscos e depois o fado, por inerência a Lisboa e tudo isto num espaço móvel/adaptável… Street food!”

Bingo! Nasce assim a ideia que deu origem à Tasca Itinerante, um veículo que inicialmente era para ser um Citroën HY mas, por razões diversas, acabou por ser uma carrinha da VW. “Curiosamente sempre tinha pensado numa ‘Pão de Forma’, por ser uma viatura icónica, com grande impacto, mas esteve quase para ser esse outro modelo. Só que, por razões diversas [nota: que ficam para uma próxima edição] acabei mesmo por me decidir por esta lindinha, uma 'pão de forma' diferente, uma T2B de 1965, com formato pick-up e que não necessitaria de ser ‘trinchada’.”
Estava dado o mote, pelo que foi altura de colocar mãos à obra e investir no projecto alguns milhares de euros, “empréstimo que está quase saldado”, num trabalho realizado pela Kiosque Street Food, empresa do grupo Verso Move, especializada na transformação de veículos para esta actividade. Isto ao mesmo tempo que se tentavam obter as necessárias licenças para se operar no mercado da alimentação e com ocupação de espaços públicos. “Isso foi uma autêntica maratona que deu muitas dores de cabeça. Afinal estávamos em ‘terra de ninguém’ e nenhuma entidade sabia bem o que fazer e da validade deste tipo de projecto, adiando eternamente as decisões, ou colocando o nosso pedido no monte! Mas hoje, olhando para o que tenho tido e vivido e apesar das várias condicionantes e dificuldades, digo que valeu a pena, pois são mais os prós do que os contras! Aliás, a Tasca é a minha cara!”, diz-nos com esse sorriso rasgado, algo que também é a sua imagem de marca, pois está sempre de sorriso no rosto.


Fado, vinho e petiscos
E então o que há nesta tasca sobre rodas? “Muita coisa, como numa tasca portuguesa, com certeza: dos tradicionais pastéis de bacalhau e torresmos, aos conjuntos de salgados, pão no forno e às nossas típicas sandascas, feitas com um bom queijo da serra e presunto, bons enchidos, tudo isto bem regado com vinhos brancos e tintos ou mesmo a nossa deliciosa sangria. Temos também exemplares de doçaria – tortas de Azeitão e pastéis de nata – e a ginjinha a copo!”, mostrando-nos orgulhosamente o vasto menu. Digam lá se não dá vontade de lá ir!

Ao contrário de muitos exemplares que andam ao sabor dos eventos que se realizam aqui e ali pelo país, alguns em que também tem dito presente, a Tasca Itinerante tem normalmente um poiso próprio. É no Marquês de Pombal (Lisboa), mais propriamente ao fundo do Parque Eduardo VII, que diariamente se consegue saborear um ou mais dos petiscos acima. Embora os portugueses sejam “sempre e naturalmente bem-vindos, o nosso maior grupo de clientes é composto pelos turistas que visitam Lisboa, nomeadamente os que chegam nos navios de cruzeiro e os que descem dos autocarros turísticos que estacionam mesmo em frente à nossa Tasca. Curiosos e outros já conhecedores de alguns dos nossos pratos típicos, vão-nos visitando e levando com eles algumas novas experiências gastronómicas que ali lhes proporcionamos.”
Também eu, por experiência própria, fiquei logo conquistado no Estoril, mesmo tendo dado barraca, quando pus o Fernando e a Marta a sorrir com o facto de andar aflito à procura do telemóvel, quando estava a falar com alguém com o mesmo! Bom… adiante! Escolhido o que queria comer – uma Sandasca Serrana e uma sangria – servida entre sorrisos e imediatas conquistas, prometi-lhes que, em troca, haveria de falar da Tasca no Trendy Wheels.
Custou mas foi! Aqui está ela, em grande destaque nesta edição, cruzando este conceito de street food com o melhor da mais popular gastronomia portuguesa, sublinhando três valores principais: os sabores e a música portuguesa e bons produtos, de elevada qualidade! Um conceito sobre o qual há muito mais para contar… em breve!
Se, entretanto, quiser experimentar algumas das iguarias acima, neste Domingo (dia 22) a Tasca Itinerante vai estar presente na acção A Rua É Sua, da Câmara Municipal de Lisboa, uma espécie de reinauguração das entretanto renovadas Praça Duque de Saldanha, Av. Fontes Pereira de Melo e envolventes, agora que as obras parecem ter chegaram, finalmente, ao fim. Nesse dia, das 10h00 às 17h00, essas áreas vão ser apenas para passeio público a pé, nelas integrando-se animações de rua, concertos, eventos desportivos, mostras de artesanato, aulas de tai chi, de zumba e de fitness, integrando várias food trucks de comida de rua. A nossa Tasca Itinerante vai estar em frente ao edifício da Portugal Telecom. Com as imagens acima não há que enganar, sendo fácil encontrá-la. Passe por lá e vai ver que não se arrepende. Irá ser recebido de braços abertos e com um sorriso nesta que é uma tasca portuguesa, com certeza!
Imagens: Tasca Itinerante

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.