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segunda-feira, 27 de novembro de 2017

O mundo secreto dos shoppings

Não é que a mim me tire o sono, pois tenho uma relação bastante complicada com os shoppings, mas já alguma vez pensou no que é que acontece dentro dessas grandes superfícies comerciais quando fecham as suas portas ao público no final do dia? Claro que há sempre quem lá fique a trabalhar, como os Seguranças ou os que têm de tratar dos stocks e das reposições de materiais das lojas, para que tudo esteja a postos no dia seguinte, aquando de nova abertura de portas. Mas... e mais?
Sim, esse mundo que os portugueses tanto gostam de encher, chova ou faça sol, tem, por vezes e em alguns locais, diversas actividades nocturnas mais - digamos - alternativas, já quando os comuns mortais estão prestes a cair nas suas caminhas. Não chega a tanto como no filme “À Noite no Museu”, mas quase…!
Um dos exemplos mais recentes aconteceu em Inglaterra, no Westfield London, espaço comercial de luxo em Sheperd’s Bush, pelas mãos da DS Automobiles, marca francesa que ali colocou um dos seus automóveis a acelerar pelos corredores, repletos de lojas e outlets. Mas não foi um modelo qualquer pois uma das condições que os responsáveis do shopping colocaram foi de que, de modo nenhum o certificado ambiente do dito se poderia ver poluído com gases ou cheiro a combustíveis fósseis (factores exclusivos do seu parque de estacionamento).


Dando uma outra dimensão ao conceito de compras noturnas, a marca ali fez acelerar um DS E-TENSE, um estudo 100% elétrico desenvolvido com vista a um futuro e tecnologicamente avançado/recheado automóvel da categoria GT. Conduzido por Sam Bird, piloto da DS Virgin Racing no Mundial de Fórmula E (tema a que me referi há dias), o silencioso e 100% limpo de emissões poluentes E-TENSE passou rentinho a algumas das montras do piso térreo, entre as quais as da DS Urban Store, loja de excelência da marca francesa. Mas fê-lo tão depressa que nem deu, sequer, para olhar e ver as eventuais promoções!

Esta acção realizou-se no âmbito da realização de um filme promocional da marca, a que se juntou outro dos seus outros futuros activos, o SUV de luxo DS 7 CROSSBACK que chegará em breve ao mercado. Quanto ao vistoso E-TENSE, este - ainda - estudo de linhas fluídas e um estilo único junta a tecnologia de ponta ao design avant-garde com que a DS quer vingar no mundo automóvel. Expressão máxima do savoir-faire francês, recorre, entre outros, a revestimentos interiores de qualidade superior, a uma carroçaria num tom metalizado Verde Ametrine exclusivo e ópticas dianteiras LED VISION, que trabalham como se estivéssemos de lupa em riste a apreciar uma jóia ou pedra preciosa. São 4,72 metros de comprimento que desenvolvem 402 cv de potência mas que, fruto da motorização 100% eléctrica e, por isso limpa, é um modelo limpinho, com emissões zero.

Toda uma nova dimensão da excelência do luxo
Se por cá os shoppings se compõem, na sua grande maioria, de lojas com conteúdos e preços mais ou menos acessíveis ao comum cidadão – a excepção poderá ser, talvez, o Amoreiras Shopping Center, que se coloca num patamar acima da média deste tipo de comércio – já em Inglaterra, o Westfield London é visto como o portento de excelência neste domínio.
Imagem: Westfield London

A diferenciação é tal que conta com uma Luxury Village, área composta por 35 lojas high-end das mais reputadas marcas de diferentes indústrias, do calçado à moda, da tecnologia a itens mais práticos. É ali que os visitantes podem encontrar aquela que é a primeira DS Urban Store, o novo conceito de boutique da DS e que opera em ambiente digital.
Acrescente-se que o Westfield London é parte de uma rede com sede em Sidney (Austrália) e apenas 6 infraestruturas em todo o mundo, sendo as restantes as americanas de Los Angeles, San Francisco e Nova Iorque, mais uma italiana, em Milão. Sobre esta acção em particular, Paul Buttigieg, Director de Operações do espaço britânico, declarou: “Gostamos sempre de ir pouco mais longe quando é preciso ajudar os nossos parceiros a criar conteúdos inovadores, capazes de chamar a atenção e fomentar as vendas. Dar luz verde a um dos melhores pilotos do mundo para dar uma volta no interior de um dos nossos centros foi realmente uma estreia, mas o facto de termos criado uma relação tão positiva com a DS Automobiles nos últimos anos fez com que fosse possível ajudá-los a conceber um momento de grande destaque e projeção, de forma a assinalar a estreia do DS E-TENSE no Reino Unido.” Veja aqui o behind the scenes.
Imagens: DS Automobiles

Por cá, ainda longe desse aparato mas num crescendo qualidade e renovação, vemos os nossos espaços comerciais invadidos por um público igualmente diferenciado, todos os dias e como se não houvesse amanhã – e preparem-se que o Natal já não está longe!!! – registando-se os habituais atropelos, mesmo que o tempo, muitas vezes, até convide a outro tipo de escapadinhas. Mas não, giro giro é irmos todos para o shopping, de preferência muitos ao mesmo tempo, ali pela hora de almoço! Pois… tirando o pós-jantar – a única altura em que não me sinto em ambiente claustrofóbico – não contem muito comigo.
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
PS: Ainda me hão-de explicar como é que muitos parques de estacionamento conseguem estar tão cheios nas ditas horas laborais! 
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Electricidade III: Silêncio! A corrida verde vai começar...

Corridas de automóveis eléctricos, uma realidade que, não há muitos anos, só se presenciava nas pistas de Scalextric que a rapaziada montava na sala, nos carros telecomandados, nos jogos das múltiplas plataformas ou em filmes de cunho mais futurista. Só que, fruto da real evolução do conceito, a coisa foi ganhando, gradual e silenciosamente, bastante velocidade, com base no investimento dos construtores que apostam nas tais soluções eléctricas e/ou híbridas, tema a que me referi na passada edição do Trendy Wheels.
Imagem: Fórmula E

O conceito que temos hoje como mais tradicional das corridas, assente nos tradicionais cheiros dos diferentes combustíveis nas boxes dos circuitos, bem como os sonoros roncos dos motores, irá, assim dar lugar a soluções mais amigas do ambiente e a suaves silvos dos blocos de baterias de emissões zero, tudo porque a electricidade já se propaga – com bastante substância e tecnologia associada, diga-se! – ao desporto motorizado internacional, mexendo no há muito instituído. 
Em tempos vista como inatingível, quais deuses do Olimpo ou pináculo da tecnologia automóvela todo-poderosa Fórmula 1 tem-se visto, ao longo dos últimos três anos, seriamente ameaçada pela chegada – e gradual sucesso e visibilidade – do Campeonato FIA de Fórmula E que até faz disputar os seus ePrix - acrónimo para "electric Grand Prix" - bem no centro das grandes cidades. Algumas até já foram palcos de Grandes Prémios de F1 e aonde esta desejaria regressar, objectivo hoje de impossível concretização por razões ambientais, de poluição atmosférica e sonora, apenas se mantendo no activo o GP do Mónaco, desenhado nas ruas e avenidas da icónica capital deste Principado, por uma simples razão: dólares!
Com essa leva de pessoas aos ePrix desenhados nos centros das urbes do planeta - infelizmente ainda nenhuma delas por cá - tem sido gradual e sustentado o sucesso da Fórmula E, até porque também não se obriga os espectadores a deslocações até pistas mais fora de mão. Tanto que são cada vez mais as marcas presentes na série, abandonando anos de presença na F1 e noutras modalidades. Uma delas é a distinta Jaguar, marca de luxo de origem britânica que para esta nova temporada de 2017/18 fez um reforço significativo de investimento na série, onde participa com o seu próprio monolugar, mas este ano estreando o i-Pace eTROPHY, um novo troféu monomarca 100% eléctrico, com base no seu modelo i-Pace, como programa de apoio aos diferentes ePrix.
Imagens: Jaguar

Fórmula E, Temporada 4
Pergunta para queijinho: quem irá bater o, até agora, invencível Renault e.dams Formula E Team? É esta uma das questões à entrada da nova temporada da Fórmula E, pois foi esta associação francesa que conquistou os troféus de equipas das três anteriores edições, somando-se outro de pilotos em 2015/16, um domínio assinalável nesta nova realidade das corridas de monolugares... eléctricos!
Imagem: Renault

Campeonato que, ao contrário dos demais, se inicia num ano para terminar no seguinte, esta edição 2017/18 até já arrancou, pelo menos nos bastidores, com as habituais novidades em termos de movimentações de pilotos e de equipas. Teremos 20 carros em pista, dois por cada uma das 10 formações que partem ao assalto dos dois novos títulos (Pilotos e Equipas). Estes monolugares são 100% eléctricos e de chassis e pneus idênticos, sendo dois por piloto e por corrida, pois se na F1 as corridas envolvem trocas de pneus, na Fórmula E troca-se... de carro! A operação é feita sensivelmente a meio das corridas, altura em que as baterias terão esgotado a quase totalidade da sua carga útil, uma particularidade em que se está a trabalhar para que, a curto/médio prazo, deixe de acontecer, face à maior autonomia das futuras baterias, passando a permitir cumprir-se a totalidade de um ePrix. Uma coisa é certa: manter-se-á sempre como pedra-chave desta competição a correcta gestão da energia por cada piloto, de modo a não se ficar sem combustível... perdão, sem electricidade!
Vendo a Fórmula E como o veículo por excelência para promover as suas gamas eléctricas, híbridas e plug-in, regista-se, como adiantei acima, um crescente envolvimento directo das marcas automóveis, sendo que na temporada que está prestes a iniciar-se são 4 os construtores oficialmente inscritos – Audi, DS, Jaguar e Renault – mais a BMW a fazer uma época de transição como parceira da equipa norte-americana Andretti, para assumir em pleno as rédeas do projecto em 2018/19.
Somem-se as (ainda) quase desconhecidas marcas chinesas Faraday, NIO e Techeetah, a monegasca Venturi e a indiana Mahindra e teremos 20 monolugares verdes a rechear as grelhas de partida e a dar espectáculo em pista. Não acredita? Então veja o vídeo no final deste texto). 
Imagens: Fórmula E
Imagens: BMW, Mercedes-Benz




A febre do ambiente
A demonstrar que esta febre ambiental está a alastrar e a mostrar-se cada vez mais importante para as contas do sector automóvel, confirmou-se, entretanto, a chegada dentro de duas épocas (em 2019/20) das eternas rivais alemãs Mercedes-Benz Porschedesertando de outros campeonatos baseados em combustíveis fósseis, onde estiveram por largos anos e onde acumularam, em conjunto, centenas de troféus e títulos. Na anterior (2018/19) entrará em cena Nissan, tomando o lugar da meia-irmã Renault (que passará a dedicar-se em exclusivo à F1), algo visto como natural, dado o posicionamento diferenciado de ambas e também porque pelo facto de pertencerem ao mesmo grupo industrial, seria inviável e indesejável o seu confronto directo. Ou seja, a presente época apresenta-se como a hipótese de ouro para que os franceses alcancem um poker de títulos!
Outra sensação desta 4ª época da Fórmula E, que está prestes a iniciar-se, é o anunciado regresso da Suíça ao desporto automóvel internacional, país que há mais de 60 anos baniu as grandes competições dentro das suas fronteiras, curiosamente devido ao muito trágico acidente ocorrido na vizinha França, nas 24 Horas de Le Mans de 1955. Findo esse luto motorizado e fruto do conteúdo verde desta competição 100% eléctrica, será Zurique a cidade que irá ter ePrix no centro da cidade, a realizar a 10 de Junho próximo.
Mas os suíços não serão os únicos a testemunhar a modalidade pela primeira vez no seu país, pois também chilenos, brasileiros e italianos terão os seus primeiros ePrix verdes de sempre, respectivamente nas cidades de Santiago do Chile, S. Paulo e Roma. Arrancando a 2 de Dezembro em Hong Kong (China), logo com uma jornada dupla, nesta temporada de 2017/18 repetem-se, ainda, os circuitos citadinos de Marraquexe, Cidade do México, Paris, Berlim e Nova Iorque (duas corridas), num ciclo de 14 ePrix que terminará em Montreal, em Julho, igualmente num fim-de-semana com dois eventos.
Imagens: Fórmula E


Saiba tudo aqui sobre uma modalidade com que até pode interagir directamente, oferecendo bónus de energia ao(s) seu(s) piloto(s) favorito(s), processo feito através de uma plataforma própria, recorrendo ao hashtag #fanboost. Alerto que até há um português - António Félix da Costa (imagem acima) - neste campeonato, como piloto oficial da BMW, pelo que toca a puxar pelas cores lusas!
Entretanto, se quiser um cheirinho do que sucedeu nos primeiros 3 anos de vida deste Campeonato de Fórmula E, basta apreciar o seguinte conjunto de imagens:

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Drones vs Carros

Os drones são, definitivamente, um dos maiores sucessos da actualidade, sejam eles operados pelas mãos de adultos ou de crianças, variando, por vezes, o grau de (ir)responsabilidade dos utilizadores de um modo inversamente proporcional à sua idade.
 
Imagem: FIA Formula E
Nos casos que lhe trago hoje, tudo decorreu em ambientes controlados, tendo aos seus comandos utilizadores com idades a partir dos 16 anos (!!!), pilotos que tripularam estas pequenas aeronaves num frente a frente com automóveis bem mais potentes: um convencional familiar, dois superdesportivos e um monolugar de Fórmula E. São os três Vídeos Trendy Wheels da Semana.

O primeiro integra-se no projecto “Car vs Drones” da australiana The Creators Project, colocando um Opel Astra em batalha directa com um enxame de drones, evento onde velocidade, tecnologia e habilidade dos condutores resultam num fantástico jogo de luzes.


O segundo chama-se “Dronekhana” e é da autoria da Ford e tem como particularidade o facto dos pilotos dos drones terem uns meros 16 e 22 anos! São eles Luke Banister, Campeão do World Drone Prix, e Brett Collis, colegas de equipa na Tornado XBlades, aqui realizando uma corrida contra um Focus RS, um Ford Mustang e… um robot!


A terceira e última batalha dá pelo título “The Chase” e tem como protagonistas dois pilotos do Campeonato do Mundo de Fórmula E (o E refere-se a Electricidade): Scott Speed, que conduz um monolugar eléctrico da Mahindra Racing, e Bruno Senna, que o sobrevoa com o aparelho operado remotamente.



Portugal e os drones
Por cá as lojas e demais revendedores, físicos e online, não tiveram mãos a medir neste Natal, vendendo milhares desses equipamentos de controlo remoto que se equiparam a aeronaves, juntando-se aos muitos outros milhares que já por aí voavam antes, nem sempre respeitando a privacidade dos cidadãos ou mesmo a segurança de aeroportos e outros espaços onde a sua presença é estritamente proibida.

As prevaricações têm sido tantas que acaba de ser publicada nova legislação, bem mais dura, e que se aplica a partir de 2017, vendando, no limite, a sua utilização em determinados ambientes e definindo as alturas a que podem voar, quer para as denominadas aeronaves brinquedos, como para os aparelhos mais sofisticados.
 
Imagem: ANAC
Para além do que estabelece o respectivo Diário da República, regras que se tornam efectivas a partir de 1 de Janeiro próximo, a Associação Nacional da Aviação Civil (ANAC) desenvolveu a campanha de sensibilização  Voa na Boa, apontando-a a utilizadores profissionais e aos meros entusiastas do tema. Adira à sua página de Facebook para se manter a par dos desenvolvimentos e, entretanto, veja neste vídeo o que pode e o que definitivamente não deve fazer com um drone.


Se tiver um brinquedo destes em casa, opere-o em segurança, sua e de quem poderá estar nas imediações. Olhe que as multas variam dos suaves 250 euros aos bem mais pesados 250.000 euros, isto fora outras situações limite que @ poderão levar a passar um tempinho fora de circulação. E olhe que não estou só a falar do drone!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.