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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Natal 2017: Bolachas recheadas de História

Fado, literatura, monumentos, azulejaria, cidades e festas são hoje contadas através de… bolachas! Isso mesmo, deliciosos pedaços redondinhos da autoria de uma Chef Pasteleira, ilustrados por um conjunto de especialistas e que são para comer, todos eles contando muito do passado e presente do nosso país. São a proposta de Prenda de Natal desta edição, tudo com assinatura da Bites of History.

Apostando-se numa filosofia totalmente diferente do tradicional conceito de streetfood e apesar de as podermos comprar e comer no local, há aqui toda uma outra abordagem, mais abrangente e com um público-alvo específico: “Nos últimos anos o número de turistas que visita Lisboa aumentou de forma incrível, indicando que Portugal já não é só procurado pelo sol e pelas praias. Esta alteração de perfil, num turismo mais urbano, que vem durante todo o ano fazer pequenas estadias para conhecer uma cidade, foi o factor inspirador para o nascimento da Bites of History, num conceito que surgiu naturalmente da minha vocação especial para comunicação pedagógica e gosto pela Historia”.
Quem o afirma é Luísa Otto, responsável por esta marca lusa, com quem o Trendy Wheels falou recentemente e que é hoje a nossa convidada. Assumida a denominação britânica, suportada por frases-chave que visam criar uma maior proximidade com quem vem de fora, idealizou-se um inédito modo de contar partes significativas da nossa história, hábitos, música e outras realidades, recorrendo-se a bolachas, vendidas em caixas temáticas ou individualmente, que se têm traduzido num sucesso absoluto, contribuindo para a gradual rentabilização do investimento.


Quanto à escolha da viatura usada “procurámos um veículo com charme e que se diferenciasse dos outros”, explica, orgulhosa no seu Citroën 2CV Fougonnette azulinho. “A História tem que ser atractiva, emotiva e viva pelo que procurámos um carro que reúne o factor histórico/clássico, bem como o charme nostálgico e estético que provoca grande adesão”. Pretendendo obter uma transformação específica, para uma ímpar exposição das bolachas, recorreu-se a “um arquitecto para o desenho da estrutura interior, inspirada nos móveis de camisas de homem, com topos acrílicos para dar uma imagem cuidada desta nossa loja sobre rodas.” Já o branding é da responsabilidade da agência de comunicação Miss Can.
Para já com um único poiso fixo, mostra-se bem junto à Torre de Belém, em Lisboa, um dos símbolos máximos dos nossos Descobrimentos. “Começámos as vendas perto do Mosteiro dos Jerónimos e após 6 meses tivemos autorização para ir para junto da Torre de Belém”, explica. “A proximidade do rio predispõe o público para uma atitude contemplativa, fazendo uma pausa no seu circuito de visitas. Neste ambiente recebem com agrado as explicações que damos sobre os temas que abordamos nas colecções de bolachas”, refere, acrescentando que “ninguém resiste a uma boa história!”

E quanto a segredos...
Desenvolvendo este produto ímpar com um conjunto de parceiros e fornecedores – ilustradores, copy, gráfica, pastelaria – a Bites of History completa o processo no seu próprio atelier, onde se procede à decoração e ao packaging.

Mas... e o que está por detrás destas redondinhas bolachas? Claro que toda a receita tem um ou mais segredos associados, tendo a nossa entrevistada desvendado alguns: “Temos uma receita desenvolvida pela Chef Pasteleira Maria Urmal, diferenciando vários sabores desenvolvidos em função da época: no Verão apostamos na laranja e gengibre; no Natal temos a bolacha de especiarias; e na Páscoa a de chocolate com café”, estando a confecção a cargo da pastelaria Quente e Bom
Conceito 90% histórico, “compõe-se de colecções – que são também vendidas como peças individuais – ilustradas por Pedro Sousa Pereira, homem de grande cultura e criativo que aporta uma mais-valia a cada desenho, onde se descobrem sempre detalhes carregados de significado”. Já o toque de fantasia das “bolachas gráficas, nomeadamente as dos Azulejos, a do Lenço do Dia dos Namorados, o Teatro Romano, entre outras, bem como pedidos específicos de clientes, são feitas pela Rita Fjan. A colecção que explica a simbologia das decorações de Natal é da Rita Pinto.”


Uma vez decoradas e colocadas em atractivas embalagens, as bolachas seguem de modo regular para as imediações da Torre de Belém – “uma 3 vezes por semana em período de Verão” – a bordo desse icónico 2CV, expondo-se orgulhosamente ao crescente e curioso público. A dar a cara pela marca está, normalmente, a responsável pelo conceito, contando com a colaboração de dois vendedores.

“Adorable”, “wunderbar”, “magnifique”, “pieza de arte”
Ao longo destes agora dois anos de presença assídua num dos pontos mais representativos da história da nossa cidade e do próprio país, têm sido semelhantes a estas as reacções a tão ímpar conceito, entre quem nos visita. Há, naturalmente, muitas para contar, entre elas as que abaixo foram partilhadas connosco.

“Recordo com emoção uma senhora de muita idade - quase 90 anos - que ouviu falar das bolachas e, tendo achado uma ideia bonita, fez uma viagem de autocarro de uma hora e meia para as comprar. Chegou até nós com ajuda de uns polícias pois estava perdida e cansada de andar e, depois de uma longa conversa, comprou as bolachas e voltou para casa, fazendo mais hora e meia de viagem!”, refere. Outro exemplo aconteceu com “a colecção ‘Fernando Pessoa’, que provocou momentos muito emotivos entre alguns turistas brasileiros que, ao lerem excertos dos poemas que estão impressos nas caixas, correu-lhes lágrimas pelo rosto. Partilhamos uma alma unida pela língua!”, acrescentou.
“Outra história gira é de um jovem português que vive em Londres e que vem casar em Lisboa. Descobriu as nossas bolachas porque uma colega de trabalho esteve cá, comprando-lhe uma bolacha para lhe oferecer lá no escritório, em Inglaterra”. Já a primeira colecção personalizada para um cliente, “foi encomendada por uma empresa de eventos do Peru. A sua directora veio a Lisboa a procura de um lugar para organizar congresso e naturalmente foi visitar a Torre de Belém. Descobriu as nossas bolachas e depois de regressar a casa encomendou-nos colecções personalizadas para o seu evento”.

Sete colecções rumo à internacionalização
São, assim e para já, 7 as colecções da Bites of History – “Monumentos de Lisboa”, “Heróis do Mar”, “Azulejos”, “Fado”, “Fernando Pessoa”, “Porto” e “Natal”. “Essas caixas têm 4 bolachas ilustrativas do tema e os textos de suporte nas peças gráficas do packaging. Os conjuntos são vendidos por € 12,50, mas temos outras avulso, criadas especificamente para eventos, exposições, museus e empresas, e exemplares que representam ícones da nossa cultura. A embalagem individual tem sempre um cartão com a reprodução da imagem e o texto de suporte e são vendidas a € 3,50.”
Em termos de preferências, “os estrangeiros gostam sobretudo da colecção ‘Monumentos de Lisboa’ e da ‘Heróis do Mar’ e das unitárias da ‘Torre de Belém’, ‘Sé de Lisboa’, ‘Eléctrico 28’ e ‘Caravela Portuguesa’. Note-se que este projecto foi desenvolvido para turistas, grupo que contempla muitos Portugueses que as compram para levar para fora. Já a colecção ‘Natal’ é adquirida por todos, sem distinção”.

E agora que estamos em modo de festividades e em véspera de pedidos de desejos para o ano novo, o que poderemos esperar do futuro da Bites of History? “Apesar de ainda estarmos em fase de rentabilização do projecto, em que investimos um valor na ordem dos € 50.000, queremos ter mais duas licenças em Portugal", referiu Luísa Otto, acrescentando que "ao mesmo tempo estamos a preparar a internacionalização!”.
Será, decerto, mais uma iniciativa lusa se sucesso além-fronteiras, mas enquanto tal não acontece e já que decerto andamos (quase) todos em "modo compras", que tal dar um saltinho à Torre de Belém e interiorizar a nossa história numa deliciosa bolacha Bites of History? Fica a sugestão!
Imagens: Bites of History e Trendy Wheels/JP

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

O mundo secreto dos shoppings

Não é que a mim me tire o sono, pois tenho uma relação bastante complicada com os shoppings, mas já alguma vez pensou no que é que acontece dentro dessas grandes superfícies comerciais quando fecham as suas portas ao público no final do dia? Claro que há sempre quem lá fique a trabalhar, como os Seguranças ou os que têm de tratar dos stocks e das reposições de materiais das lojas, para que tudo esteja a postos no dia seguinte, aquando de nova abertura de portas. Mas... e mais?
Sim, esse mundo que os portugueses tanto gostam de encher, chova ou faça sol, tem, por vezes e em alguns locais, diversas actividades nocturnas mais - digamos - alternativas, já quando os comuns mortais estão prestes a cair nas suas caminhas. Não chega a tanto como no filme “À Noite no Museu”, mas quase…!
Um dos exemplos mais recentes aconteceu em Inglaterra, no Westfield London, espaço comercial de luxo em Sheperd’s Bush, pelas mãos da DS Automobiles, marca francesa que ali colocou um dos seus automóveis a acelerar pelos corredores, repletos de lojas e outlets. Mas não foi um modelo qualquer pois uma das condições que os responsáveis do shopping colocaram foi de que, de modo nenhum o certificado ambiente do dito se poderia ver poluído com gases ou cheiro a combustíveis fósseis (factores exclusivos do seu parque de estacionamento).


Dando uma outra dimensão ao conceito de compras noturnas, a marca ali fez acelerar um DS E-TENSE, um estudo 100% elétrico desenvolvido com vista a um futuro e tecnologicamente avançado/recheado automóvel da categoria GT. Conduzido por Sam Bird, piloto da DS Virgin Racing no Mundial de Fórmula E (tema a que me referi há dias), o silencioso e 100% limpo de emissões poluentes E-TENSE passou rentinho a algumas das montras do piso térreo, entre as quais as da DS Urban Store, loja de excelência da marca francesa. Mas fê-lo tão depressa que nem deu, sequer, para olhar e ver as eventuais promoções!

Esta acção realizou-se no âmbito da realização de um filme promocional da marca, a que se juntou outro dos seus outros futuros activos, o SUV de luxo DS 7 CROSSBACK que chegará em breve ao mercado. Quanto ao vistoso E-TENSE, este - ainda - estudo de linhas fluídas e um estilo único junta a tecnologia de ponta ao design avant-garde com que a DS quer vingar no mundo automóvel. Expressão máxima do savoir-faire francês, recorre, entre outros, a revestimentos interiores de qualidade superior, a uma carroçaria num tom metalizado Verde Ametrine exclusivo e ópticas dianteiras LED VISION, que trabalham como se estivéssemos de lupa em riste a apreciar uma jóia ou pedra preciosa. São 4,72 metros de comprimento que desenvolvem 402 cv de potência mas que, fruto da motorização 100% eléctrica e, por isso limpa, é um modelo limpinho, com emissões zero.

Toda uma nova dimensão da excelência do luxo
Se por cá os shoppings se compõem, na sua grande maioria, de lojas com conteúdos e preços mais ou menos acessíveis ao comum cidadão – a excepção poderá ser, talvez, o Amoreiras Shopping Center, que se coloca num patamar acima da média deste tipo de comércio – já em Inglaterra, o Westfield London é visto como o portento de excelência neste domínio.
Imagem: Westfield London

A diferenciação é tal que conta com uma Luxury Village, área composta por 35 lojas high-end das mais reputadas marcas de diferentes indústrias, do calçado à moda, da tecnologia a itens mais práticos. É ali que os visitantes podem encontrar aquela que é a primeira DS Urban Store, o novo conceito de boutique da DS e que opera em ambiente digital.
Acrescente-se que o Westfield London é parte de uma rede com sede em Sidney (Austrália) e apenas 6 infraestruturas em todo o mundo, sendo as restantes as americanas de Los Angeles, San Francisco e Nova Iorque, mais uma italiana, em Milão. Sobre esta acção em particular, Paul Buttigieg, Director de Operações do espaço britânico, declarou: “Gostamos sempre de ir pouco mais longe quando é preciso ajudar os nossos parceiros a criar conteúdos inovadores, capazes de chamar a atenção e fomentar as vendas. Dar luz verde a um dos melhores pilotos do mundo para dar uma volta no interior de um dos nossos centros foi realmente uma estreia, mas o facto de termos criado uma relação tão positiva com a DS Automobiles nos últimos anos fez com que fosse possível ajudá-los a conceber um momento de grande destaque e projeção, de forma a assinalar a estreia do DS E-TENSE no Reino Unido.” Veja aqui o behind the scenes.
Imagens: DS Automobiles

Por cá, ainda longe desse aparato mas num crescendo qualidade e renovação, vemos os nossos espaços comerciais invadidos por um público igualmente diferenciado, todos os dias e como se não houvesse amanhã – e preparem-se que o Natal já não está longe!!! – registando-se os habituais atropelos, mesmo que o tempo, muitas vezes, até convide a outro tipo de escapadinhas. Mas não, giro giro é irmos todos para o shopping, de preferência muitos ao mesmo tempo, ali pela hora de almoço! Pois… tirando o pós-jantar – a única altura em que não me sinto em ambiente claustrofóbico – não contem muito comigo.
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
PS: Ainda me hão-de explicar como é que muitos parques de estacionamento conseguem estar tão cheios nas ditas horas laborais! 
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

CineRAIL: O comboio no grande ecrã

Do revolucionário filme “Arrivée d’un train en gare à La Ciotat” (“Chegada de Um Comboio à Estação de La Ciotat”), dos Irmãos Lumière, no longínquo ano de 1895, até ao actual sucesso de bilheteira “Um Crime no Expresso do Oriente”, a mais recente recriação para o cinema feita a partir da obra icónica de Agatha Christie, o comboio tem sido protagonista de um sem número de películas, ora assumindo um papel mais preponderante, ora apenas de suporte, mas deixando sempre a sua marca bem vincada.
Imagem: CP - Comboios de Portugal

Apesar de outros exemplos da autoria dos irmãos Louis e Auguste, filhos do fabricante de películas Antoine Lumière, seria esta película que viria a imortalizar a denominada 7ª Arte, fruto da sua exibição pública a 28 de dezembro de 1895, dentro da primeira sala de cinema do mundo. A sua estreia demonstrou a validade do conceito, pelo simples facto de muitos espectadores, assustados com o realismo das imagens, terem saltado dos seus lugares da plateia para o fundo da sala, com medo de serem atropelados pela locomotiva que se aproximava dos seus olhos a grande velocidade.
Estes cerca de 60 segundos de emoção mudaram o mundo, numa arte que, até ao presente e em já mais de um século, trouxe ao grande ecrã (e, depois, à televisão, o pequeno) inúmeros de filmes sobre e com comboios. Os exemplos são muitos, entre os títulos acima, de “O Grande Assalto ao Comboio”, icónico filme mudo de 1903, ao desconcertante “A Rapariga no Comboio” (2016), película que vi há dias, mais as inúmeras cowboiadas, onde havia quase sempre um ou pouca-terra, pouca-terra na paisagem, seguindo-se diversos filmes dramáticos, de acção, catástrofe, aventura, comédia, terror, animação, etc, num actor sobre rodas que, como se pode ver, adapta-se a qualquer género.
“Desde esse primeiro encontro com o icónico filme dos Irmãos Lumière que o cinema tem desfrutado de um companheirismo inigualável com comboios, estações e metropolitanos, cada um deles transmitindo, de um modo especial, a imagem da nossa sociedade e das nossas fantasias. Podem representar o nosso quotidiano nos transportes, a nossa fuga para férias, a dor da despedida, a alegria do reencontro, etc, numa aventura de vida, com doses diferentes de drama e felicidade, misturando a vida, o amor e a morte, como convém a qualquer bom argumento”, refere a organização.
Imagem: Wikipedia/Frères Lumière

Há mais de 20 anos que o CineRail apresenta uma selecção de filmes sobre o tema, propostas na sua grande maioria originais e oriundas de todo o planeta, sendo que muitas delas de produção independente que integram os concursos de curtas-metragens, avaliadas por um júri internacional composto por artistas e profissionais. “Ao todo, já foram exibidos mais de dois milhares de curtas-metragens, entre criações inéditas, filmes clássicos ou novidades, demonstrando a perfeita conjugação do mundo ferroviário com o do cinema”.

Depois de Paris... Lisboa!
Pois se é fã desta conjugação temática cinema/comboios e vive na capital ou está por essas paragens no final do mês tenho uma sugestão: o “CineRAIL - Festival Internacional de Cinema Ferroviário 2017”, evento que, pela primeira vez na sua história realiza uma edição fora de território francês, exibindo por cá filmes de todo o mundo subordinados à temática ferroviária.
Imagens: CineRail e oficiais (filmes)

Decorre de 27 a 29 de Novembro no Cinema São Jorge (Av. Liberdade, Lisboa) esta iniciativa, naturalmente apoiada pela CP - Comboios de Portugal e pela UIC – União Internacional dos Caminhos-de-Ferro, dividindo-se por 3 sessões por dia (10h00, 14h00 e 17h00), exibindo-se mais de meia centena de películas. A lista oficial só será apresentada no primeiro dia, mas sabem-se já o nome de duas películas a exibir: “A Carruagem”, filme do fotógrafo/cineasta português João Vasco e da compositora Anne Victorino d'Almeida, vencedor da anterior edição (2015) do CineRAIL, integrando a sessão de abertura (às 18h00 do dia 27), para à noite se exibir “O Comboio de Sal e Açúcar” (21h15), uma colaboração luso moçambicana do ano passado, com realização de Licínio Azevedo, duas propostas de âmbito diametralmente oposto.
No filme luso vários passageiros partilham o espaço e a privacidade de uma carruagem de metropolitano. Para além deles, ali se transportam sonhos e desejos, a possibilidade de encontros imprevistos e de conflitos indesejados, num refúgio que se pode mostrar, por vezes, como uma simples ilusão. Já a segunda película retrata uma perigosa viagem de comboio, entre Nampula e o Malawi, em plena guerra civil moçambicana. Única esperança para centenas de pessoas que arriscam a própria vida para garantir a subsistência das suas famílias, a viagem faz-se a 5 km/h por troços de linha sabotados, deixando completamente vulneráveis todos os que nele viajam e que procuram esperança em tempo de guerra.
Em termos de competição oficial, este CineRAIL 2017 divide-se por várias categorias – comunicação corporativa, sustentabilidade ambiental, segurança, publicidade, comunicação interna e património histórico – sendo o ponto alto o “Grande Prémio CP” e, também o “Prémio do Público” atribuído pela UIC. Os competidores serão anunciados oportunamente no site oficial e os vencedores serão anunciados aquando da entrega de prémios (a partir das 18h45 do dia 29), que antecipa a cerimónia de encerramento. A entrada no Festival é livre.
Imagens: Oficiais
Caso tenha conseguido prender a sua atenção até aqui convido-@, agora, a assistir aos trailers de alguns dos filmes referidos: o icónico Chegada de Um Comboio à Estação de La Ciotat, Um Crime no Expresso do Oriente, o vencedor luso A Carruagem e o emocionalmente violento O Comboio de Sal e Açúcar.
Adicionalmente, deixo-lhe duas outras referências: porque já estamos em plena época natalícia, o Polar Express, animação de 2014 para os mais pequenos – e não só – que retrata uma mágica viagem de um jovem em modo de auto-descoberta e o filme/documentário Lumière – L’Aventure Commence dedicado a esses dois irmãos franceses que, a partir da invenção do cinematógrafo, nos permitem, desde então, desfrutar das maravilhas do cinema e alhearmo-nos, por momentos - e dependendo do número de baldes de pipocas à volta - do mundo lá fora!
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

WWCOTY: A visão feminina das necessidades

“Se não os podes integrar, junta-te a elas!” ou “Aqui homem não entra!”. Poderia ser um dos dois lemas do painel de juradas do Women’sWorld Car of the Year 2017, iniciativa que nos últimos anos se tem demarcado do sexo oposto, num sector ainda vincadamente masculino, passando a avaliar, por si próprias e com outra visão das necessidades, as melhores propostas do mercado. Afinal, também se diz que “a última palavra na escolha de um automóvel novo é das mulheres”!

Basta atentar nas listas de jurados dos principais galardões internacionais do sector auto e verificar-se que os eles ultrapassam, em muito, as elas: são apenas 4 as representantes femininas nos “World Car Awards”, num painel que compreende nada menos do que 82 jurados, são também 4 as juradas do “Car of the Year” europeu, onde votam 60 especialistas, e apenas 1 no “International Van of the Year”, num painel de 24 jurados. Em semelhante iniciativa na América do Norte são 57 os jurados, dos quais apenas 7 são senhoras. Elucidativo!
Em face desta indesmentível realidade, são elas quem fecha o ano com a atribuição do derradeiro grande galardão automóvel de 2017, àqueles que consideraram como sendo os melhores da actualidade. Uma particularidade nesta 8ª edição é o facto de haver, pela primeira vez na história da iniciativa, uma jurada lusa entre as 25 votantes, que representam 20 países dos quatro cantos do planeta. Chama-se Carla Ribeiro e, por cá, espelha as suas opiniões em publicações diversas, do jornal diário ‘Público’ às revistas especializadas Carros & Motores’ e Todo Terreno’, para além de conteúdos para o portal de cotação automóvel ‘Kelly Blue Book’. Também integra o júri do “Carro do Ano” nacional, processo de avaliações em que está, neste momento, envolvida. Ah sim, é a única representante feminina no dito!

“Um prémio para os melhores automóveis escolhidos exclusivamente por e para mulheres pode, à primeira vista, parecer estranho ou até mesmo sexista. Mas, note-se que vivemos num mundo em que ainda é vedado a alguém o direito de conduzir por simplesmente ser mulher. E quando se começa a pensar nisso, percebemos a utilidade de um galardão deste género”, começa por dizer ao Trendy Wheels.
Apaixonada por automóveis e tudo o que os envolve desde que se recorda, Carla Ribeiro reforça que, “para além do mais, os estudos mostram, claramente, que homens e mulheres têm uma diferente visão do automóvel, quer enquanto objecto utilitário, quer de prazer. A partir daí e tendo em conta a baixa representatividade feminina nos prémios do sector a nível global, assim como o facto de a venda de 3 em cada 4 automóveis ser feita ou por uma mulher ou a partir da decisão desta – dou como exemplo os carros de família – a criação de um prémio destes fazer faz ainda mais sentido. E, se em determinados países a presença de mulheres no jornalismo automóvel é o mais banal possível, noutros permanece uma área tabu, uma espécie de ‘Clube do Bolinha’ em que menina não entra.”

Profissional que não só avalia as novidades de produto que são lançadas no nosso país (e não só), como também cobre diferentes eventos motorizados, Carla Ribeiro considera o facto de fazer parte desta iniciativa “enriquecedor a nível pessoal mas, também, em termos profissionais pois traz consigo um acréscimo de responsabilidade no sentido de manter o espírito crítico pautado pelo rigor. Isto para além dos conhecimentos que integrar um painel do género nos traz — algumas de nós fomos em Junho a Inglaterra, para entregar o prémio de 2016 à Jaguar, sendo um privilégio poder ter contacto com os quatro cantos do mundo e perceber realidades tão distintas quanto as da Índia ou da África do Sul — pelo que a inclusão de Portugal nesta avaliação mundial não deixa de ser representativa do potencial do nosso pequeno mercado”.

... e elas preferem o Hyundai IONIQ
Bom… e, assim sendo, eis que são anunciados os últimos vencedores do presente ano, neste processo dos destaques entre os melhores, em que o Hyundai IONIQ surge à cabeça desta apreciação feminina, nomeado como o “Vencedor Supremo” - uma denominação um quanto ou tanto peculiar - nesta contagem: “Seguro, confiável, amigo do ambiente e extremamente feminino. Foi, este ano, um claro vencedor, considerando-se todas as suas três variantes – EV, Hybrid e PHEV Plug-in Hybrid – como um único modelo em termos de votações”, refere a organização, pela voz da neozelandesa Sandy Myhre, Presidente do Júri e, também ela jurada, enaltecendo-se o facto de, adicionalmente, ter ganho a categoria de “Green Car“.

Os vencedores dos restantes grupos deste “WWCOTY 2017” foram o Mazda CX-5 nos “Familiares”, modelo que foi ainda vice à geral e também no cada vez mais popular segmento dos “SUV/Crossovers”, categoria aqui ganha pelo Peugeot 3008, ele que é o actual detentor dos ceptros de “Carro do Ano 2017” nacional e europeu, em termos absolutos. Adicionalmente, se o Ford Fiesta conquistou o troféu “Budget Car”, reservado aos modelos mais acessíveis à bolsa, em contraponto, o BMW Série 5 venceu o segmento “Luxo”. Entre os “Desportivos” destacou-se o Honda Civic Type R.
Adicionalmente é pedido às juradas que atribuam um prémio ao seu “Dream Car”, galardão que se destina ao modelo que gostariam de ter parado à porta de casa. A escolha recaiu, este ano, no McLaren 720S, um ano depois de terem eleito o… McLaren 570S. É caso para dizer que não são nada pobrezinhas nas escolhas!


Imagens: Women's World Car of the Year

Acrescente-se que esta avaliação interplanetária contemplou uma lista inicial de nada menos do que 420 viaturas, umas abrangentes da maioria os mercados, outras específicas de regiões mais restritas. O grupo foi, depois, alvo de uma triagem, vendo-se reduzido a 60 modelos, 10 por cada uma das 6 categorias a concurso, para após esta avaliação final, auditada por uma empresa independente, se gerarem os resultados acima.

Portugal em crescendo nos galardões internacionais
Fechada que está a contagem de 2017, não há tempo para descanso, pois para a semana serão dados a conhecer os nomes dos primeiros vencedores com o selo “2018”.

A abrir a sequência teremos, já na próxima 4ªF (dia 22 de Novembro) em Lyon, o anúncio do futuro detentor do ceptro de “International Van of the Year” (IVOTY), aqui contando-se com a votação nacional de Fausto Monteiro Grilo, responsável pelo portal ‘Comunicauto’. No mesmo dia e evento serão, também, conhecidos os nomes do “International Truck of the Year” (ITOY) e do “International Pick-up Award 2018” (IPUA), aqui sem qualquer contribuição lusa.
A 15 de Dezembro saber-se-á que modelos vencem os galardões europeus “AutoBest”, quer o prémio maior, quer os das diferentes categorias, numa iniciativa cujo painel integra José Caetano, director da revista ‘AutoFoco’.

2018 inicia-se sem qualquer influência portuguesa, com o anúncio dos vencedores dos “North American Car & Truck/Utility of the Year Awards”, tendo depois de se esperar pelo dia 5 de Março para se conhecer o “Car of the Year” (COTY) europeu, resultado do processo de votação que decorre neste momento. Quer para a definição da shortlist, grupo de 7 finalistas que será conhecida já na próxima 2ª Feira (dia 20), como para a escolha do candidato eleito, há que contar com as pontuações de Francisco Mota, jornalista que até há bem pouco tempo representou a entretanto extinta revista ‘AutoHoje’, e de Joaquim Oliveira, como correspondente, freelancer que, entre outras, colabora com a revista ‘AutoFoco’, e outras publicações internacionais. Acrescente-se que este último também é jurado dos galardões “Engine of the Year”, anunciados há uma semana e que premiaram os melhores motores do mercado.
Fruto de uma diferente calendarização, haverá depois um interregno até Junho, altura em que se atribui outro dos grandes troféus internacionais, também aqui com um jurado nacional: Guilherme Costa, um dos co-responsáveis pelo portal ‘Razão Automóvel’, dá a sua opinião nos “World Car Awards” (WCA), avaliação intercontinental que tem, assim e também, um cunho lusitano. Na mesma altura serão anunciados os “Bus & Coach of the Year”, estes dois sem nenhum nome português no painel.

Esta sequência anual irá, depois, fechar-se, uma vez mais, com o “Women’s World Car of the Year 2018”, naturalmente a realizar dentro de 12 meses, integrando renovada avaliação da Carla Ribeiro aos modelos que irão ser lançados ao longo do próximo ano.
Por cá serão, entretanto, também conhecidos o vencedor do “Essilor Carro do Ano Trofeu Volante de Cristal 2018” e os das categorias de suporte, algures entre Fevereiro e Março próximos, para além de se anunciarem os conquistadores dos múltiplos troféus atribuídos pelas diferentes editoras e revistas da especialidade, nacionais e internacionais, ou pelos próprios mercados individualmente. Ou seja, troféus não irão faltar para rechear as vitrinas das marcas!
Logótipos: Oficiais
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

Tlim, plip, toc toc toc… CRASH!!!

“Ao volante o telefone pode matar” é o título da mais recente campanha de sensibilização francesa para com o uso indevido do telemóvel enquanto se conduz. É-o por terras de França, mas podia ser noutro país qualquer… como Portugal!

É certo que a grande maioria dos automóveis novos já permitem que se emparelhem os smartphones com os seus equipamentos de info-entretenimento, processo que espelha, com variáveis graus de capacidade, os ecrãs dos ditos cujos nos tablets colocados nas consolas centrais, facilitando o acesso a um conjunto de tarefas que os mais cépticos ainda continuam a ver como dispensáveis, pelo menos enquanto os carros estiverem em andamento e, principalmente, se feitas pelos condutores. Mas há outra questão, pois também é verdade que muitos ainda conduzem automóveis sem essas soluções tecnológicas, pelo que é ainda demasiado recorrente a prática do volante numa mão e o telefone na outra. E isso tem um custo, quase sempre demasiado elevado, nomeadamente quando envolve vidas humanas!
Ler ou escrever uma mensagem, de um simples SMS a outra numa qualquer app de conversação, ou mesmo aceder àquele e-mail que esperávamos com impaciência e que, finalmente, acabou de cair na nossa caixa de correio, alertado pelo tlin, plip, toc & afins é algo que pode ter um desfecho catastrófico, se feito ao volante, tal como o é postar ou partilhar uma imagem ou estado de alma numa qualquer rede social. Estudos demonstram que esses rápidos desvios de olhar demoram, no mínimo, 5 loooooooooooongos segundos, o que equivale 70 metros cobertos pelo carro nessa desatenção para com a estrada, se feita a uma velocidade de 50 km/h em meio urbano, ou a quase 170 metros em auto-estrada, circulando a 120 km/h. Isto supondo que os limites de velocidade são cumpridos, o que também nem sempre acontece, o que aumenta exponencialmente as distâncias em que as atenções não estão centradas no vidro correcto!

Equiparando-se já às estatísticas do álcool e do excesso de velocidade e consciente do significativo incremento desses acidentes – e suas consequências – derivados do crescente (ab)uso dos nossos inseparáveis aparelhos, para muitos quase extensões tecnológicas de corpos e mentes, a francesa Sécurité Routière encomendou à agência La Chose uma campanha que tivesse um elevado impacto visual. É algo que se traduz, de imediato, nas imagens que ilustram esta edição Trendy Wheels, nelas retratando-se brutalmente a morte com a simples pressão de um comando, do esborrachar de um peão numa passadeira, ao atropelamento de um ciclista numa qualquer via ou mesmo um violento impacto contra outro automóvel. 

Uma app “Modo Condução”
A suportar esta campanha baseada no hashtag #TousTouchés, em especial esta realidade do uso dos telemóveis ao volante, a responsável rodoviária gaulesa desenvolveu uma app específica para quando um utilizador se senta ao volante.
Imagens: Sécurité Routière

Semelhante ao “Modo Avião” que somos obrigados a activar sempre que viajamos, o utilizador activa o “Modo Condução”, função que desactiva os alertas de recepção de chamadas e SMS, mas registando-as para posterior consulta uma vez chegado ao destino. Em simultâneo é enviada uma mensagem automática a quem o tentou contactar, informando-o de que a pessoa está a conduzir e não pode atender/ responder. Simples mas para já apenas disponível na plataforma Google Play.
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Volvo em aventura eco-marítima

Nove meses, 5 continentes, 12 cidades, 3 oceanos, mais de 45.000 milhas náuticas e 7 equipas mistas, em género e país de origem, com 8 a 10 elementos, incluindo alguns velejadores portugueses, a bordo de 7 embarcações de características idênticas, uma delas com bandeira lusa, a meias com a das Nações Unidas. São estes alguns dos números em torno da Volvo Ocean Race, iniciativa náutica que teve, ao longo dos últimos 5 dias, um stopover na doca de Pedrouços (Lisboa), escala do final da 1ª de um total de 11 Etapas.

Patrocinadora deste evento de reconhecimento mundial, a Volvo Cars ali realizou uma série de acções de suporte, entre elas a apresentação do seu próprio navio-almirante, a V90 Cross Country Volvo Ocean Race, proposta não tanto para enfrentar os mares mas sim para explorar as estradas e, muito em especial, fazê-lo fora delas. 
Presente como convidado nesse evento, o Trendy Wheels ficou a conhecer ambos os lados desta sua multi-premiada proposta para o segmento das carrinhas premium, nomeadamente a versão especial que assinala o arranque da edição 2017/18 desta jornada através de 3 grandes mares do nosso planeta, e, muito em particular, o reforço de investimento de € 300.000 a ela inerente, em prol do programa “Volvo Ocean Race’s Science Programme”, iniciativa de inovação, exploração e descoberta científica, fruto da reserva de € 100 do PVP de cada uma das 3.000 unidades que a marca está segura de conseguir vender em todo o mundo e sem grande esforço, que compõem o lote de produção inicial.
Como tenho vindo a referir em edições recentes, se é grande a preocupação com o ar que respiramos, também o tem de ser – e muito – para com a saúde dos nossos mares e oceanos, que, entre outros elementos, vive cada vez mais impregnado de plásticos e derivados poluentes. Sob a égide do estudo “Turn the Tide on Plastic” da Mirpuri Foundation, as sete enormes e idênticas embarcações à vela Volvo Ocean 65 estão, todas elas, equipadas com uma multitude de sensores que, desde a sua saída de Alicante (Espanha), no passado dia 22 de Outubro, até chegarem a Haia (Holanda) a 30 de Junho de 2018, permitem uma vasta recolha de importantes dados ao longo do tão extenso percurso.


Acreditando-se que 99% dos materiais plásticos presentes nos oceanos é invisível ao olho humano, irá, assim, analisar-se a concentração de microplásticos, os níveis de salinidade, o dióxido de carbono dissolvido e o de clorofila nas algas, medições que irão ajudar a criar uma visão mais abrangente deste enorme foco de poluição e o seu já desmesurado impacto nos nossos oceanos. Adicionalmente, a análise de temperatura das águas e sua variação, pressões barométricas, correntes e velocidades do vento irão contribuir para tornar mais fidedignas as previsões meteorológicas e mais evoluídos os modelos climáticos usados pelos cientistas a nível global para tentar antecipar tudo o que a natureza proporciona, nomeadamente os fenómenos mais devastadores, cada vez mais comuns.
"Estamos muito orgulhosos em apoiar o 'Volvo Ocean Race’s Science Programme', através do qual será possível a melhorar a nossa compreensão da saúde dos oceanos, aquele que é o nosso maior recurso natural," comentou Stuart Templar, Director de Sustentabilidade da Volvo Cars. "Como empresa, trabalhamos para minimizar o nosso impacto no mundo em nosso redor, pelo que a abordagem inovadora deste projecto, no qual se lida com um enorme problema ambiental, proporcionou-nos um grande desafio, sublinhando a importância de que ao mesmo tempo rumamos a um futuro eléctrico.”


Imagens: Trendy Wheels/JP



CC + VOC = Optimizado para a aventura
Evolução de conceito da Volvo V90 que conduzi em Julho último – pode ler esse texto aqui – esta renovada carrinha acrescenta-lhe duas características: a filosofia “Cross Country” da marca, permitindo-se ampliar os horizontes pelas diferentes soluções mecânicas e de conteúdos aplicadas a diversos dos seus modelos, permitindo-se chegar a locais eventualmente impensáveis para uma viatura como a V90, com estas enormes mas elegantes dimensões, somada à vertente “Volvo Ocean Race”, numa combinação que gera um automóvel ímpar, que partilha a mesma natureza aventureira e espírito pioneiro da jornada náutica que, até ao passado dia 5, teve este stopover num local de onde, há uns bons séculos, saíram as caravelas com que Portugal deu novos mundos ao mundo! Okok… para os mais preciosistas, eu sei que foi um bocadinho mais ao lado!

Desenvolvida em Torslanda (Suécia) por um grupo dedicado de engenheiros, esta Volvo V90 Cross Country Volvo Ocean Race assenta a sua essência numa palavra – “versatilidade” – traduzindo-se numa carrinha para o quotidiano, inerente à tradicional equação “casa/trabalho/compras/escolas”, somada àquela escapadinha de final do dia, de fim-de-semana ou de férias, a solo ou em grupo. Adoptando a tracção integral, maior altura ao solo e chassis optimizado da V90 Cross Country que consta do seu catálogo tradicional, que já permite enfrentar praticamente todos os tipos de pisos e condições atmosféricas, conta aqui com mais uns quantos mimos e elementos diferenciadores, como a grelha exclusiva, as jantes de 20 polegadas e diversas protecções exteriores e detalhes interiores únicos.
Mas não se pense que por contar com este ar quase angelical, fruto do único tom exterior Branco Crystal, com pormenores contrastantes Cinza Kaolin Grey e Laranja Flare, esta V90 é para colocar numa redoma de vidro para não se sujar. Nada disso! Chova ou faça sol, ela reclama por constantes viagens e desafios, fruto das inúmeras soluções que apresenta aos seus proprietários, que se pretendem aventureiros por natureza, como nos foi explicado por Dan Olson, Vice-Presidente de Veículos Especiais e Acessórios, da Volvo Cars, um dos mentores por detrás deste projecto, a meias com Stephan Green e Cindy Wang. Entre outros, incluem-se uma lanterna ultra-resistente aos impactos e à água, feita em alumínio aeroespacial, piso da bagageira inspirado no soalho dos iates de luxo, com materiais duradouros e de fácil limpeza/lavagem (com recurso a uma máquina de limpeza portátil, que é parte do equipamento) e, por isso, resistentes a líquidos e sujidade, protecções para os bancos, para quando se chega enlameado e transpirado de uma corrida, molhado de um dia de pesca desportiva ou de uma qualquer actividade aquática, e ainda um saco impermeável dedicado, para guardar os mais diversos equipamentos, idealmente os mais sujos!, tudo conteúdos que nos foram mostrados in loco.

Imagens: Volvo Cars
Imagens: Trendy Wheels/JP


Isto porque os interiores em couro Charcoal ou Blond/Charcoal, com elementos contrastantes – detalhes em fibra de carbono ou as costuras no mesmo tom laranja do exterior – mantêm o pedigree e as soluções de conveniência habituais da marca sueca e, afinal, há que não estragar o conjunto, sublimado por pormenores de design único, como as fitas do cinto de segurança, também elas em Laranja Flare, fazendo um mix perfeito com um ambiente de condução que se pretende desportivo, elegante e luxuoso. Naturalmente que tudo isto com a assinatura “Volvo Ocean Race” bastante visível!



Para terminar, Aira de Mello, Directora de Relações Públicas e Marketing da Volvo Portugal anunciou que esta edição especial chegará a Portugal em Janeiro do próximo ano e terá dois motores diesel (D4 e D5) e outros tantos a gasolina (T5 e T6), com um preço estimado de entrada de € 71.500.

Imagens: Volvo Cars



Se quiser saber mais sobre a aventura Volvo Ocean Race 2017/18 clique no link, podendo ver aqui o percurso desta edição que as 7 equipas pretendem cumprir, e que ontem abalou de Lisboa rumo à Cidade do Cabo, na África do Sul, evoluindo dali até ao destino a atingir a meio do próximo ano. Convido-@ ainda a ver este vídeo de uma dessas formações, no qual se detalha muitas das particularidades desta aventura dos mares.
Imagens: Volvo Ocean Race

Imagens: Beau Outteridge/Turn the Tide on Plastic

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.