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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Natal 2017: Um mundo em paralelo

São cada vez mais as marcas de automóveis associadas a fabricantes de bicicletas, lançando para o mercado modelos de duas rodas com os símbolos normalmente vistos em propostas com quatro. Na maioria dos casos são meras colaborações, pois não podendo/querendo produzir esses conceitos de duas rodas em instalações próprias, deixam esse trabalho a cargo dos especialistas, esperando, com isso, tirar partido dessa associação, não só em imagem como principalmente em vendas.
Não é segredo - pode apenas não ser do conhecimento comum- que este mundo das bicicletas começou a ser desbravado por alguns construtores que hoje apenas conhecemos como de automóveis, destacando-se, por essa altura, dois nomes, que começaram a fazer bicicletas muito antes de se lançarem no negócio das quatro rodas: a Peugeot, pioneira do conceito em 1882, projecto que tem sabido manter até aos dias de hoje, através da sua divisão Cycles Peugeot, e a Opel, que arrancou para esta aventura das duas rodas em 1886, mas deixando cair o negócio em 1940.
Feito o introito, avancemos para as propostas de Prendas de Natal do Trendy Wheels, com umas versões mais acessíveis ao comum dos mortais e outras que… nem assim tanto!

Nem só de automóveis vive a Peugeot
Collection, Legend, Allure, RS e Peugeot Pro, mais as recentes propostas de mobilidade urbana – a trotinete e-Kick e a e-Bike eF01, dois exemplares eléctricos que vos mostrei em Maio (relembrar aqui) – são as actuais referências de um extenso catálogo da Cycles Peugeot, conjunto que em nada envergonha a oferta da marca de Sochaux no sector automóvel.
Imagens: Cycles Peugeot

O leque de preços é, por isso, muito abrangente, contemplando bicicletas convencionais de estrada e/ou de montanha para crianças (dos € 109 aos € 259) ou homem e senhora (de € 299 a € 2899). Já os valores para as bicicletas com assistência eléctrica iniciam-se nos € 599, prolongando-se até aos mais ou menos alcançáveis € 4.599. Todos os exemplares podem ser vistos aqui.

Da besta a outras bastante menos
Segue-se uma novidade recente, a ROTWILD R.S2 Limited-Edition “Beast of the Green Hell”, bicicleta de competição inspirada no Mercedes-AMG GT R e concebida para as comemorações do aniversário da AMG Mercedes-Benz.

Imagens: AMG Mercedes-Benz/ROTWILD
Para a comprar há que dispender um valor muito específico: € 7.109! O não arredondamento é propositado, pois pretendeu-se reflectir os 7 minutos e 10,9 segundos que este superdesportivo precisou para completar os 22,8 km do lendário circuito alemão de Nürburgring-Nordschleife, pista também conhecida como “Green Hell”, fazendo-o a uma velocidade média de 190,48 km/h. Ah sim, é uma edição limitada a 50 exemplares, pelo que despache-se se a sua carteira o puder contemplar! Informações e encomendas aqui.
Dos vizinhos da BMW há propostas para todas as idades, da BMW Kid’s Bike a partir dos € 275 à colecção “Cruise”, que começa nos € 450 da variante BMW Junior Bike aos € 1.200 da BMW M Cruise Bike, à imagem da variante “M”, de cunho mais desportivo, numa ponte feita aos automóveis mais vitaminados da marca alemã. Mais informações aqui.
Imagens: BMW

Imagens: Porsche

Igualmente alemã é a Porsche, que tem 3 exemplares no seu catálogo mais recente, podendo ser encomendados a partir do portal espanhol, pois o importador nacional não os contempla. A mais simples Porsche Bike custa € 2.695, a intermédia Porsche Bike RX quase o dobro (€ 4.982) e a de topo Porsche Bike RS uns bem mais impressionantes € 6.609, fruto dos materiais, como o quadro em carbono, o selector de 22 velocidades e os detalhes em Laranja Lava, o tom do superdesportivo 911 GT3 RS, modelo que por cá custa uns não menos assustadores € 205.024. Mais detalhes aqui.

Italianas estratosféricas
Em Itália uma das mais recentes referências é a Bianchi SF01 for Scuderia Ferrari, nascida da colaboração entre a especialista Bianchi e a Ferrari, via a sua área de competição. Tem quadro em carbono, a exclusiva tecnologia Countervail Vibration Cancelling, que elimina cerca de 80% das irregularidades do piso, selim Ferrari, carretos Campagnolo, jantes Fulcrum e pneus específicos Pirelli PZero Velo!
Imagens: Bianchi/Ferrari

Uma vez chegada ao mercado – diz-se que a preços na ordem dos € 15.000 – estará disponível em duas variantes: Super Record EPS 11V, no vermelho Rosso Corse com detalhes em preto, e Dura Ace 11 SP, na cor Nero Setoso, aqui com uma inversão de cores. Na calha está também uma variante para triatlo – a Triathlon Concept – até agora apenas mostrada numa estrutura em acrílico. Mais detalhes aqui.
Já a PG Bugatti Bike surge, como o nome indica, da junção de esforços da também italiana Bugatti com os especialistas alemães da PG, contando ainda com um forte contributo da Merelli. Claro que carbono (95%) e tecnologia são parte do léxico desta peso-pluma de apenas 5 quilinhos, que reclama para si o título de “a mais leve bicicleta citadina do mundo”. 
Serão fabricadas apenas 667 unidades e quem tiver um Bugatti Chiron – menino que custa cerca de 2,6 milhões de euros (parece que há um na garagem do Cristiano Ronaldo…) – pode personalizá-la à imagem do seu bólide. Mais informações aqui mas não há preço público.

Imagens: Bugatti/PG

Um bocadinho de história 
Foi em meados do Século XIX que se começaram a ver nas ruas, a par com carruagens ainda puxadas por cavalos, bicicletas no formato que hoje conhecemos – quadro com duas rodas de idêntico diâmetro, pedais e corrente – tornando-se na tecnologia de ponta de muitas deslocações. Para além de permitir cobrir distâncias antes só feitas a cavalo, era um veículo de fácil manutenção, pois não era necessário alimentá-lo. Bastava algum óleo na corrente, algum cuidado com as restantes partes mecânicas e quadro, ar nas rodas et voilá!
Imagens: Peugeot

Pioneira nessa aventura, a Cycles Peugeot iniciou uma história de já mais de 135 anos, presentemente acompanhada pela parceira Cycleurope, a quem a marca francesa cedeu os direitos de produção, mantendo a aposta na inovação e na imagem.
Desde que criou o negócio das duas rodas, em 1882, Jean Pequignot Peugeot nunca viu o seu sonho e depois projecto interrompido, isto apesar da chegada do automóvel, à passagem de duas Guerras Mundiais e da quebra de interesse no conceito vivido na década de 50 do século passado. Até soma sucessos nas grandes provas internacionais, incluindo 10 vitórias no seu amado “Tour de France” – a primeira em 1905 e a 10ª em 1977 – um recorde que ainda hoje perdura!

Então… e a Opel? Bem, parece que a aposta de terminar com o negócio das duas rodas se traduziu num autêntico tiro nos pés, após um período em que a marca alemã até detinha o estatuto de maior fabricante de bicicletas do mundo, contando ainda com um invejável curriculum nas grandes provas de ciclismo internacional! Porquê? A explicar numa próxima edição.
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Electricidade II: O acordar da ‘Bela Adormecida’

Como referi na última edição, só no final do século passado e depois de um demasiado prolongado sono induzido, derivado dos interesses e desenvolvimentos entretanto instalados noutros domínios, as viaturas alimentadas a baterias eléctricas voltaram a mostrar-se. As preocupações ambientais tornaram-se parte das agendas de um planeta cada vez mais adoentado, a braços com os efeitos dos gases com efeito de estufa, oriundos não só dos veículos alimentados a combustíveis fósseis, como das próprias fábricas que os produziam, entre outras origens.
Imagem: smart

Em modo puro, híbrido ou plug-in, aqui associados a um motor a gasolina (na maioria dos casos) ou diesel mas com tecnologias mais avançadas no domínio da redução do CO2, óxidos de azoto e outros elementos poluentes, presentemente quase não há marca que não tenha - ou preveja ter - um modelo com algum conceito eléctrico associado na sua gama. Algumas há que querem migrar por completo para essa realidade, assim se definam as linhas mestras do mercado automóvel do futuro, enquanto outras ainda dizem que “nim”, injectando com maior ou menor velocidade opções eléctricas nas suas ofertas e outras (ainda) não vêem, ou não querem ver, essa inevitabilidade transposta para a sua imagem de marca.
Bastante avançadas no processo estão as japonesas Nissan e Toyota, tendo, respectivamente, no Leaf e no Prius verdadeiros best-sellers: o primeiro é o eléctrico mais vendido do mundo; o segundo tem o mesmo estatuto entre os híbridos. Isto numa altura em que surgem outras que já nasceram ligadas à corrente, caso da Tesla, gigante norte-americano que, aparentemente surgido do nada, abanou, qual terramoto de elevada escala, o mundo automóvel para esta inevitável realidade, obrigando a concorrência a mexer-se para não se perderem no comboio do desenvolvimento eléctrico. Um trio que reforça significativamente, a cada dia e de acordo com os planos traçados, a sua aposta eléctrica.
Imagens: Nissan, Toyota

Imagens: BMW, Renault, Opel, Tesla

Aquando desse acordar, também a Chevrolet apostava num modelo, o Volt, para a sua aventura eléctrica, gémeo do europeu Ampera da Opel, enquanto a BMW lançava com enorme sucesso o citadino i3 e o desportivo i8, altura em que a Renault se concentrava nos citadinos Zoe, Twizy e no comercial Kangoo. Um trio que ganhou estatuto de case studies neste cometimento para com a tal descoberta de Thales de Mileto, de há mais de 2.500 anos! 
E não se duvide em absoluto que já se esteve muito mais longe andarmos todos de eléctrico no curto/médio prazo pois, de repente, escancararam a porta (quase) todos os restantes protagonistas do mercado, como o demonstram os novos projectos desvendados nos Salões de Frankfurt (em Setembro) e Tóquio (decorre neste momento). 
Honda é quem parece ter, de repente, encontrado todos os interruptores da casa, electrificando ambas as suas gamas: nas 2 rodas tem a fantástica moto Riding Assist-e e as scooters PCX Electric e Hybrid; nas os brilhantes concepts Urban EV e Sports EV, expostos ao lado do não menos estonteante NeuV, veículo que dizem dotado de Inteligência Artificial, este mostrado ao mundo no início do presente ano. Outro exemplar eléctrico que deixou de boca aberta o mundo das 2 rodas foi a Yamaha Motoroid, um autêntico peso-leve da categoria, com pouco mais de 310 kg!
Imagem: Honda 

Imagens: Honda e Yamaha

Mas há muitos outros a querer reforçar esse feudo eléctrico, casos da smart com o Vison EQ Concept, da Suzuki e o seu e-Survivor e da Mitsubishi com o avançado e-Evolution, para além da família ID da Volkswagen ou do Concept EQa da Mercedes-Benz. Já a Volvo, entretanto, também desvendou a sua estratégia eléctrica, anunciando que a partir de 2019, todos os modelos da sua gama irão contar com um motor eléctrico a bordo, acabando com o reinado dos blocos puramente a gasolina ou gasóleo. 
Imagens: smart, Suzuki, Mitsubishi

Imagens: Volvo, Mercedes-Benz, Volkswagen

Entretanto, ao mercado está já a chegar a tripla Hyundai IONIQ, berlina que se apresenta já com as versões electric (100%) e hybrid (2 motores complementares, um eléctrico e outro a gasolina), ficando para mais tarde a variante plug-in, num outro patamar da electricidade aliada a um ainda mais avançado motor tradicional. Mais detalhes aqui.
Imagem: Hyundai 
Até entre os produtores de superdesportivos não há como fugir ao tema, como o espelham o Project One, da divisão de competição AMG, feito em resposta ao Concept Study Mission E da Porsche, demonstrando que a coisa não é só fazível nos modelos do dia-a-dia! Tanto que a electricidade propaga-se já, com bastante substância, ao próprio desporto automóvel, mexendo no há muito instituído como inatacável!
Imagens: AMG-Mercedes, Porsche


Planeta Terra… até quando?
O mundo – ou pelo menos já parte significativa dele – hoje fala, final e abertamente, de energias alternativas, nomeadamente de electricidade e combustíveis biológicos, como reais substitutos dos combustíveis fósseis derivados do carvão ou do petróleo, tendo sido dados enormes passos na sua aplicação aos mais diversos níveis e sectores, nomeadamente nos veículos em que circulamos no nosso quotidiano ou que operam nas diferentes indústrias.
Imagem: all free download



Pelo acima exposto, são inúmeras as soluções de variável componente eléctrica e/ou híbrida nos automóveis, motos e bicicletas do nosso quotidiano, tendência que também se alastra aos veículos pesados e maquinaria das diferentes indústrias, aqui se apostando no bioetanol e/ou no gás natural, palco onde também a electricidade ganha adeptos, como o Trendy Wheels já teve oportunidade de abordar em anteriores edições.
É este conceito de pegada verde que encima muitas das discussões do presente, alertando-se que não é só no produto final que ela tem que se mostrar, devendo manifestar-se também na totalidade dos processos de produção, de manutenção e de reciclagem dos cada vez mais sofisticados materiais e das hoje avançadíssimas baterias, mas ainda com bastante impacto no ambiente. Apesar dos avanços ainda estamos longe da solução definitiva que deixe o planeta Terra de sorriso no rosto, principalmente pelas decisões dos poderes instituídos e governações, sector onde os lobbies têm demasiado peso, fazendo-as andar ao sabor dos ventos... não necessariamente dos bons!
Imagem: Tesla

Tornam-se, por isso, por demais importantes iniciativas como o Greenfest, as acções da EcoKart, ou o "Salão do Automóvel Híbrido e Eléctrico e da Mobilidade Sustentável", cuja primeira edição decorreu em Outubro na Alfândega do Porto, bem como todas as demais em que, de algum modo, se tente estancar esta autêntica ferida aberta que está a sugar a vida neste nosso planeta. Todas pretendem desmistificar o conceito e utilização de veículos eléctricos e híbridos, ou outras soluções de serviços de cariz mais ambiental, semeando-se a mudança de atitudes através da partilha e da cidadania activa que promovam uma economia mais verde.
Veremos o que o futuro nos reserva entre os ainda muitos factores que o podem condicionar. Um deles começa por si, pois as suas acções, por mais pequenas que sejam, também contam, para que possamos partilhar um mundo melhor com as gerações que estamos a preparar, incutindo-lhes uma maior consciencialização
Imagem: Greenfest 2017

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Exteriorizar desejos

O dia 1 de Abril é sempre uma fonte de inspiração para as mais diversas criações, umas mais felizes e elaboradas, outras que… enfim, mais valia estarem quietos. Certo é que versam os mais diversos temas, sendo que as rodas também dão pano para mangas.

Se há exemplares que roçam o absurdo, outros expressam mesmo os desejos mais recônditos de alguns designers, se bem que depois se vejam obrigados a ficar-se apenas pelos seus desenhos ou vídeos. A seguir, sem grandes considerandos, desfilam algumas das criações deste “Dia das Mentiras 2017”. Divirta-se!
BMW: Qual é o cão que não gosta de ir passear de carro com o seu dono, com a cabeça fora da janela? Conheça o dDrive, uma cama caseira que proporciona essa sensação de frescura.

Dacia: Não tem tempo para ir à praia? Ou mora numa zona de pouco sol, mas gostava na mesma de ter um bronzeado à maneira? O novo Sundero tem um equipamento à sua medida, com uns pozinhos extra e tudo!
Imagens: Dacia UK

Emirates: O APR001 é um avião de três andares com todas as mordomias de um verdadeiro paquete. Piscina, salão de jogos e de lazer, etc, etc, etc...
Imagens: Emirates

Honda: Para que os condutores possam expressar as suas emoções ao volante, a marca japonesa pensou em integrar os populares emojis no volante, associados a diferentes sons da buzina Honda Horn Emojis.
Hyundai: Já não precisa de ir buscar o seu carro novo ao stand. A entrega é feita em casa por via aérea através do serviço Clickto Fly.
Lexus: Farto dos empatas que teimam em se manter na faixa do meio ou da esquerda nas auto-estradas e vias rápidas? A resposta está na ponta dos seus dedos, através do sistema Lane Valet.

Mini: E que tal um food truck com base no descapotável da marca? Os eventos de street food nunca mais iam ser os mesmos com este pack John Cooker Works.
Opel: A cor é um factor de crescente importância aquando da compra de um carro, mas se associada a ela – no caso o tom Berry Red – vier também a essência, melhor ainda!
Imagem: Opel/Vauxhall UK 

Polícia de Segurança Pública: Muito inspirada nas redes sociais, esta força policial fez saber ser a primeira na Europa a possuir um Aeromobile.
 
Imagem: Polícia de Segurança Pública
smart: À semelhança do tema da passada 2ª Feira, dos veículos com rodas que também se aventuram no mar, a marca pensou em transformar o seu popular fortwo num pequeno anfíbio denominado... forsea.
Imagem: smart 

Virgin Atlantic
: Voar nunca mais vai ser o mesmo na companhia de Sir Richard Branson, com a graciosidade dos pássaros transposta para os seus aviões. Conheça o Dreambird 1417.
Virgin Australia: Será a primeira companhia aérea a contar com uma Tripulação Canina, para apoio aos mais diversos clientes.

Virgin Trains: Comprar um passe de comboio e apresentá-lo nas portas de acesso às plataformas vai fazer-se através de um novo processo, denominado o Tick-Ink. Se gostar de tatuagens então é mesmo a sua cara!
Imagens: BMWBlog

E pronto... este ano foi assim. Veremos o que nos irá reservar o 1º de Abril de 2018.

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
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1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

Drones vs Carros

Os drones são, definitivamente, um dos maiores sucessos da actualidade, sejam eles operados pelas mãos de adultos ou de crianças, variando, por vezes, o grau de (ir)responsabilidade dos utilizadores de um modo inversamente proporcional à sua idade.
 
Imagem: FIA Formula E
Nos casos que lhe trago hoje, tudo decorreu em ambientes controlados, tendo aos seus comandos utilizadores com idades a partir dos 16 anos (!!!), pilotos que tripularam estas pequenas aeronaves num frente a frente com automóveis bem mais potentes: um convencional familiar, dois superdesportivos e um monolugar de Fórmula E. São os três Vídeos Trendy Wheels da Semana.

O primeiro integra-se no projecto “Car vs Drones” da australiana The Creators Project, colocando um Opel Astra em batalha directa com um enxame de drones, evento onde velocidade, tecnologia e habilidade dos condutores resultam num fantástico jogo de luzes.


O segundo chama-se “Dronekhana” e é da autoria da Ford e tem como particularidade o facto dos pilotos dos drones terem uns meros 16 e 22 anos! São eles Luke Banister, Campeão do World Drone Prix, e Brett Collis, colegas de equipa na Tornado XBlades, aqui realizando uma corrida contra um Focus RS, um Ford Mustang e… um robot!


A terceira e última batalha dá pelo título “The Chase” e tem como protagonistas dois pilotos do Campeonato do Mundo de Fórmula E (o E refere-se a Electricidade): Scott Speed, que conduz um monolugar eléctrico da Mahindra Racing, e Bruno Senna, que o sobrevoa com o aparelho operado remotamente.



Portugal e os drones
Por cá as lojas e demais revendedores, físicos e online, não tiveram mãos a medir neste Natal, vendendo milhares desses equipamentos de controlo remoto que se equiparam a aeronaves, juntando-se aos muitos outros milhares que já por aí voavam antes, nem sempre respeitando a privacidade dos cidadãos ou mesmo a segurança de aeroportos e outros espaços onde a sua presença é estritamente proibida.

As prevaricações têm sido tantas que acaba de ser publicada nova legislação, bem mais dura, e que se aplica a partir de 2017, vendando, no limite, a sua utilização em determinados ambientes e definindo as alturas a que podem voar, quer para as denominadas aeronaves brinquedos, como para os aparelhos mais sofisticados.
 
Imagem: ANAC
Para além do que estabelece o respectivo Diário da República, regras que se tornam efectivas a partir de 1 de Janeiro próximo, a Associação Nacional da Aviação Civil (ANAC) desenvolveu a campanha de sensibilização  Voa na Boa, apontando-a a utilizadores profissionais e aos meros entusiastas do tema. Adira à sua página de Facebook para se manter a par dos desenvolvimentos e, entretanto, veja neste vídeo o que pode e o que definitivamente não deve fazer com um drone.


Se tiver um brinquedo destes em casa, opere-o em segurança, sua e de quem poderá estar nas imediações. Olhe que as multas variam dos suaves 250 euros aos bem mais pesados 250.000 euros, isto fora outras situações limite que @ poderão levar a passar um tempinho fora de circulação. E olhe que não estou só a falar do drone!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

Os "Outros" Melhores do Planeta

Em complemento ao texto anterior, o Trendy Wheels apresenta-lhe hoje mais um grupo de vencedores de títulos de “Carro do Ano”, desta feita com uma abrangência por região e/ou país.
 
Fotos: Ford e Mazda (Oficiais); Logos: Oficiais
Começo por referir as duas escolhas mais recentes dos especialistas da indústria, com o Ford Mondeo a vencer na Irlanda e o Mazda MX-5 - que se está a mostrar um autêntico papa-prémios este ano - a amealhar semelhante ceptro no Reino Unido, complementando o título à escala Mundial e os da Austrália e Japão, referidos há dias.

Fotos: BMW, Hyundai, Jeep, Opel (Oficiais); Logos: Oficiais
Outros modelos em destaque foram o BMW i3 na Nova Zelândia, o Hyundai Tucson em Espanha, o Jeep Renegade no Brasil e o Opel Astra na Suíça. Mais desconhecidos do cliente luso são o Hyundai Creta, que alcançou o título na Índia, e o chinês Geely GC9, que venceu em casa. Outros países importantes, como a Alemanha, a França e a Itália, que fazem parte da organização do “Carro do Ano Europeu”, não atribuem galardões de âmbito nacional.

Fotos; Hyundai e Geely (Oficiais); Logos: Oficiais

Para que este leque de oscarizados sobre rodas se complete ficam a faltar os vencedores de algumas iniciativas editoriais, em que vários dos modelos acima voltam a confirmar porque são os melhores!

Os pesos (mais ou menos) pesados do ano
Há, igualmente, vencedores no domínio dos veículos comerciais – pesados e também menos pesados – com três distinções internacionais por categoria de dimensão/peso.
 
Fotos: VW, Iveco, Iveco Bus Magelys; Logos: Oficiais
Neste particular, os jurados de cada uma delas decidiram os melhores de 2016 e que são: 
Há, também aqui, um jurado nacional que vota nas duas primeiras categorias, em representação do portal nacional Comunicauto.

Os "Outros" nacionais
Voltando ao evento nacional de “Carro do Ano 2016”, para além do troféu principal, denominado “Essilor Volante de Cristal”, conquistado pelo Opel Astra (ver texto dedicado aqui), também se atribuem prémios por categoria.
 
Fotos: Audi, Ford, Mazda, Opel e Skoda (Oficiais)

Em pormenor, os melhores de cada segmento, após votação dos 19 jurados nacionais, em representação de outras tantas publicações portuguesas (TV, rádio, imprensa escrita e internet) foram:
  • Audi A4 2.0 TDI (190 cv) - Executivo 
  • Audi Q7 3.0 TDI (272 cv) quattro Tiptronic - Crossover 
  • Ford S-MAX 2.0 TDCi Titanium (180 cv, cx manual) - Monovolume
  • Mazda2 SKYACTIV-D 1.5 (105 cv) MT Excellence HS Navi - Citadino 
  • Skoda Superb Break 2.0TDI (190 cv) DSG Style - Carrinha.
Redacções e leitores também escolhem
Para finalizar este rol de premiados, eis que se atribuem, também, galardões de âmbito editorial, resultados das escolhas da imprensa especializada e dos seus leitores. Aqui haveria pano para mangas, já que muitas das mais conceituadas publicações da temática o fazem, pelo destaco as escolhas de duas delas – as revistas Turbo e AutoHoje – que realizaram eventos dedicados para anunciar os seus preferidos.

Fotos: Turbo e AutoHoje (Oficiais)
No caso da Turbo, a mais antiga revista mensal automóvel portuguesa, os seus “Turbos do Ano 2015” foram decididos com base nos ensaios aos diferentes modelos que a sua equipa editorial conduziu ao longo de 2015. Já AutoHoje anunciou os seus vencedores gerados com base nas preferências dos leitores daquela revista semanal.

Se o seu mundo tem menos duas rodas, informo que está a decorrer a votação para a “Moto do Ano 2016”, numa iniciativa da revista especializada MOTOCICLISMO. As votações decorrem até 15 de Abril, dividindo-se por 9 categorias. 
 
Logo: Motociclismo (Oficial)


Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.