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quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Izzy Wheels: “Se não te podes levantar, destaca-te!”

Seja por razões de saúde, novas ou genéticas, ou fruto dos mais variados exageros e disparates que se fazem, por vezes com resultados catastróficos, muitos são os que vivem as suas vidas agarrados a uma cadeira de rodas. São vários os estados de espírito dos implicados, contribuindo, melhor ou pior, para que se possa tentar ultrapassar, ou pelo menos, saber tirar o melhor partido dessa indesejada rasteira da vida.

Izzy e Ailbhe Keane são dois exemplos de como se pode olhar para o mundo com outros olhos, ao mesmo tempo que se alegram as vidas de terceiros. São irlandesas e também irmãs, com a particularidade de que Izzy nasceu com uma deficiência denominada Espinha Bífida, que a paralisa da cintura para baixo. Sempre acompanhada da irmã mais velha e à medida que cresciam, ambas aperceberam-se de que as cadeiras de rodas pouco ou nada evoluíam ao nível visual, basicamente compondo-se de um conjunto de tubos de metal, frios e sem graça! Nada que ajudasse a alegrar a vida de quem com elas passa o seu quotidiano.
Um dia, aproveitando a formação em Belas Artes de Ailbhe, curso em que no último ano apresentou, na sua tese final, o projecto “Alimentar as vidas das pessoas que vivem com uma limitação de saúde a longo prazo”, decidiram-se por dar um passo em frente e criar tampões diferentes para decoração das cadeiras de rodas. Nascia assim a marca Izzy Wheels.

“Se não te podes levantar, destaca-te!” é um dos claims destas duas activas empreendedoras irlandesas, reforçando que “a nossa missão passa por desfazer as associações negativas para com as cadeiras de rodas, permitindo às pessoas que as utilizam celebrar a sua individualidade. Queremos mostrar ao mundo que as cadeiras de rodas podem ser muito mais do que um equipamento médico, podendo tornar-se numa peça de auto-expressão artística”, acrescentam, apresentando para o efeito um vasto conjunto de propostas, que agradam a diferentes tipos de pessoas. 
Neste Trendy Wheels apresentamos alguns exemplares, mas muitos mais podem ser vistos no portal da marca, ou na sua página de Facebook. O catálogo compõe-se de dezenas de desenhos, dos mais variados ilustradores e designers, podendo ser adquiridos, na sua grande maioria, por € 139,00 (para diâmetro de 50 cm; também as há de 45 cm para crianças). Permite-se, também, o uso de outras imagens que, dependendo do trabalho associado, poderá representar outros preços. Os montantes não incluem portes, que variam consoante o destino (€ 10 para envios para o nosso país).


"Ter rodas elegantes na cadeira que combinam com a tua roupa ou que mostram os teus interesses pode ser um bom pretexto para se estabelecer uma conversa."
Caso tenha um caso na família ou no seu grupo de amigos, apresente-lhe a Izzy Wheels. Pode também ser uma fantástica e diferente prenda de aniversário, ou Natal. Decerto irá conseguir arrancar um sempre valioso sorriso extra!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Pete Eckert: Um turista no mundo da visão

São 5 os sentidos que o ser humano foi dotado, se bem que – é comum dizer-se – algumas pessoas conseguiram desenvolver um extra, uma capacidade adicional de antecipar determinadas situações. Mas… e se um deles falhar?

É algo com que a maioria não se preocupa, pois, como em tantas outras coisas na vida, segue-se a filosofia do “isso só acontece aos outros” e claro que não se pensa que nos pode suceder isto ou aquilo, pois isso não é viver. Devemos antes aproveitá-la ao máximo, tirando partido do que temos.
Vem isto a propósito de Pete Eckert, fotógrafo profissional que é… invisual! Isso mesmo, um dos seus sentidos falhou-lhe por completo, fruto de uma Retinitis Pigmentosa, doença degenerativa que leva à completa cegueira, sendo presentemente incurável! Imagine-se – se é que se consegue... – o que é para alguém formado em escultura e desenho industrial, cujo sonho era estudar arquitectura em Yale, ser-lhe dito de que a situação era real, galopante e irreversível.
Diagnosticado com a dita e após alguns anos de luta psicológica, Eckert veio a dedicar-se a algo impensável para a maioria: a fotografia! Ajudado pela sua mulher Amy e por um novo amigo, Uzu, um cão-guia que se revelou precioso não só como companheiro, mas também como protector. Com uma enorme dose de empenho na vontade de aprender cada vez mais, o alemão tornou-se num conceituado profissional, apesar desta sua condição.

Imagens: Volkswagen

O mais recente exemplo do seu trabalho chega pelas mãos da Volkswagen, marca que acaba de lançar o Arteon, o seu novo coupé de 4 portas. A sua nomenclatura divide-se entre “Art” (a arte das suas linhas harmoniosas e a emoção gerada) e “eon”, inerente ao posicionamento premium do modelo, ou seja, tudo o que Eckert precisava para criar mais um conjunto de imagens imortais.

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 28 de julho de 2017

Com o coração nas mãos

Actividade imprescindível para o salvamento de inúmeras vidas, o transporte de órgãos é assegurado, no nosso país, por forças militares, como a Força Aérea Portuguesa, e paramilitares, como a Guarda Nacional Republicana, complementadas, em situações de recurso, por alguns veículos de emergência médica e de entidades privadas especializadas na matéria.



GNR: Uma volta ao mundo por ano
Sabia que a GNR tem à sua responsabilidade, desde 1994, a missão de transporte de órgãos, em todo o território nacional? E que, nos últimos anos tem percorrido, em solo luso e em média, o equivalente a uma volta ao mundo - o perímetro aproximado da Terra é de cerca de 40.000 km - com esses transportes? De acordo com informação oficial, desde 2010 e até ao final do ano passado, a GNR já havia realizado 1.690 transportes, envolvendo mais de 3.000 militares, tendo percorrido mais de 270.000 quilómetros!

Aparentemente simples, o processo obriga a uma série de requisitos inerentes ao correcto transporte e acondicionamento dos órgãos, vitais para o salvamento de vidas, algumas delas já em processo de operação nas mesas dos blocos dos diversos hospitais. No âmbito destas missões, a GNR é contactada pela Unidade de Saúde que detém o órgão a ser transportado, despoletando de imediato uma patrulha que se desloca até lá, transportando o órgão nas exigidas condições térmicas até ao seu destino, ou seja, até ao bloco operatório da unidade hospitalar requisitante. A qualidade e segurança da transplantação de órgãos depende do tempo necessário para o seu transporte, competindo assim à GNR, e em respeito das condições de segurança, chegar ao destino no menor tempo possível, contribuindo deste modo para o salvamento de mais uma vida.

FAP: Elefantes e Linces nos céus de Portugal
Processo semelhante, mas utilizando o espaço aéreo, faz a FAP, normalmente destacando, para o efeito, duas das suas Esquadras, a 502 – Elefantes, que recorre a uma aeronave EADS C-295M, e a 504 - Linces que usa um Marcel-Dassault Falcon F-50, avião de menores dimensões e, por isso, mais ágil. Além da prontidão máxima dos meios aéreos e respetivas tripulações, voltou a ser crucial a rápida e ágil coordenação entre esta força e as diferentes entidades competentes.

Entre 2014 e 2016 foram 90 as missões conjuntas destas duas esquadras, representando mais de uma centena de horas de voo, somando-se às 17 missões deste tipo realizadas até final do primeiro semestre deste ano, aqui representando cerca de 45 horas de voo, destinando-se depois os órgãos aos hospitais do Continente e de ambos os Arquipélagos dos Açores e Madeira. Acrescente-se que embora maioritariamente originários de unidade saúde nacionais, por vezes algumas das missões extravasam fronteiras, como a que em Abril do ano passado obrigou a uma deslocação a Tenerife, nas Ilhas Canárias, para a recolha de vários órgãos.

Doadores por defeito
Mais uma: sabia que, assim que nascemos, todos somos potenciais dadores de órgãos e de tecidos, caso venhamos a morrer num hospital? Isto porque a lei portuguesa assenta no conceito de doação presumida, sendo que apenas os cidadãos nacionais residentes em Portugal e que se encontrem inscritos no “RENNDA - Registo Nacional de Não Dadores” se podem recusar a doar os seus órgãos e tecidos. Quer dizer, depois de morto é algo indiferente, já que terá de ser a família directa a interceder por si, mas pronto, fica aqui a informação.
Imagens: FAP (1 e 3), GNR (2) e IPST (4)

Não pretendendo entrar em colisão com a posição de cada um sobre este tema sensível, lembro que ninguém está livre de um contratempo de saúde e, assim como alguém pode precisar do seu rim, fígado, coração, pulmão, pâncreas, córnea e/ou medula, o oposto também pode ser verdade, num processo com dois sentidos. De acordo com fontes oficiais, são milhares os que precisam de um transplante, para sobreviver ou melhorar a sua qualidade de vida, e as listas de espera nos hospitais continuam a aumentar, sem que se verifique o correspondente número de dadores, que o fazem declaradamente. 
Não é que seja o tema mais agradável para quando se está de férias, mas quando tiver um bocadinho pense nisto! Afinal, um dia, essa inevitabilidade acontece, pelo que quando tiver que deixar de ler estes Trendy Wheels, até pode vir a salvar uma vida... ou duas... ou...!
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Os nossos amigos desconhecidos

Não sou nada fã de cenas de Inverno, em que andamos atafulhados em roupa, guarda-chuvas e afins. Para mim, bom bom mesmo é a tripla “t-shirt, calções & chinelos” e, de toalha debaixo do braço, garrafa de água e umas buchas para aguentar o dia, ‘bora nessa p'rá praia! É ridículo mas a cada final de um Verão já anseio pela chegada do seguinte, numa espécie de sofrimento por antecipação, pois há que aguentar com 4 a 5 meses de vento, chuva e frio, em doses variáveis, para que se possa voltar a desfrutar do bom tempo, dos mergulhos no mar ou de se estar estendido ao sol, na areia.
Imagem: Trendy Wheels/JP
Mas eis que o dito está aí mesmo à porta, tendo a grande maioria da nossa orla costeira já as suas concessões a funcionar desde o passado dia 1 de Junho, com os respectivos Nadadores-Salvadores - eles & elas - a tomar conta do pessoal. São estes os nossos amigos desconhecidos com quem vamos regularmente à praia, profissionais do denominado Projeto “Sea Watch” que zelam pelos nossos interesses, atirando-se à água mesmo em situações de mais perigo, em praias de variável ondulação, rebentação ou outras características mais alteradas, para nos tirar dos apuros em que, às vezes (in)voluntariamente, nos colocamos!
Se uns seguem atentamente o que se passa nas renovadas estruturas de madeira, outros passeiam-se numa frota de pick-ups adaptadas à realidade que, a cada ano, leva milhares de adultos e crianças até às línguas de areia mais ou menos atafulhadas de toalhas, chapéus e afins. Ali vigiam, intervêm e garantem a segurança desses banhistas, ao longo de muitas praias nacionais que não tenham vigilância fixa, acudindo a incidentes ou acidentes de gravidade variável.
Num número que cresce a cada ano, são 28 as unidades VW Amarok envolvidas na “Época Balnear 2017”, veículos cedidos à Autoridade Marítima Nacional, e cujas chaves foram entregues numa cerimónia que teve lugar na Praça do Município (Lisboa) no passado dia 30 de Maio . Transformadas para as necessidades dos serviços de salvamento de homens e mulheres do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), nelas integram-se equipamentos de emergência adequados, do kit de oxigenoterapia ao estojo de primeiros socorros, às macas, pranchas, bóias torpedo e flutuadores, assinalando a sua acção com luzes e avisos sonoros, complementado com um sistema de comunicação com o ISN e com os demais serviços centrais de emergência.

Representante oficial da marca alemã no nosso país, a SIVA Portugal associa-se, assim e pelo 6º ano consecutivo, às acções de prevenção e salvamento nas praias portuguesas, “num projecto que posiciona Portugal como um dos países do mundo com a menor taxa de mortalidade por afogamento durante a época balnear”, refere fonte oficial do ISN.
Acrescente-se que, no ano passado e entre outras situações, no âmbito das 542 intervenções realizadas, @s profissionais a bordo destes veículos salvaram 262 vidas e encontraram 36 crianças perdidas. É, assim, fantástico saber que podemos contar com el@s!
Imagens: Autoridade Marítima Nacional/Instituto de Socorros a Náufragos


Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
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1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 29 de março de 2017

A Doutora Vespa

Esta é a nova (VESPA 946) RED, proposta da icónica marca italiana desenvolvida em parceria com a (RED), entidade fundada em 2008 por Bono e Bobby Shriver para a criação de uma futura geração livre do vírus do HIV/SIDA, doença que já ceifou mais de 35 milhões de vidas desde que foi descoberta em 1981 e que se tornou acompanhante de muitos mais milhões de pessoas em todo o planeta.

Mas não é só para esta doença que esta médica sobre rodas contribui, pois no seu papel benemérito também consta o acompanhamento de pessoas com tuberculose ou malária, sendo que parte das suas vendas – € 150 por cada unidade vendida – reverte para um fundo global destinado ao combate destas graves doenças.
Dotada de características próprias, nomeadamente o tom integralmente vermelho com que se apresenta, esta (VESPA 946) RED não tem preço anunciado no portal da Vespa Portugal, mas fonte oficial da marca disse ao Trendy Wheels que é de € 10.690. Assumindo toda a elegância das linhas do modelo que lhe serve de base, esta exclusiva e valiosa peça de colecção é, até à data, o único produto motorizado sobre rodas escolhido pela (RED), entidade que num passado recente tem estabelecido outras parcerias com entidades como a Apple, Nike, American Express, Starbucks e Coca-Cola.


Imagens: Vespa

De acordo com a mais recente contabilidade, a (RED) já terá angariado cerca de 465.000.000 dólares para esse Fundo Global para o Combate da SIDA, Tuberculose e Malária, verba que é canalizada para países como o Ghana, Quénia, Lesoto, Ruanda, África do Sul, Suazilândia, Tanzânia e Zâmbia, hoje abrangendo mais de 90 milhões de pessoas, beneficiando-as com medidas preventivas, tratamentos, aconselhamento, testes de HIV e demais serviços de assistência.
Caso tenha curiosidade de conhecer os produtos com assinatura (RED), clique aqui. Para além desta (VESPA 946) RED, nele pode encontrar os mais variados conteúdos – de roupa a gadgets, peças de decoração e os mais simples brindes. O objectivo de todos eles é contribuir para que um dia haja um mundo em que toda uma geração nasça sem o espectro do HIV/SIDA.

Acrescente-se que este ícone do mundo das duas rodas é também parceira privilegiada do programa “Vespa for Children”, destinado a crianças com doenças raras, que está em implementação no Hospital Pediático de Hanoi, no Vietname. Uma verdadeira médica sobre rodas!
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
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1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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sexta-feira, 3 de março de 2017

Mimos a quem deles precisa

Numa acção sem precedentes, a marca de automóveis de luxo britânica Rolls-Royce decidiu entregar uma unidade muito especial a uma instituição que trata clientes também eles muito especiais: a Unidade de Cirurgia Diurna do Hospital Pediátrico de St Richard’s, em Chichester, no condado de West Sussex, região de onde é originária.


Denominado SRH, este automóvel permitirá que as crianças que aguardem por uma cirurgia e que estejam em condições para tal, possam dirigir-se até à sala de operações, conduzindo ao longo dos corredores daquela unidade pediátrica, que entretanto se viram dotados de obrigatórios sinais de trânsito. Tudo isto para contribuir para a redução dos níveis de stress inerentes a estes espaços, neste caso alegrando os dias dos mais novos enquanto ali internados para as mais diversas intervenções de saúde.
Coube aos muito jovens Molly Matthews (8 anos) e Hari Rajyaguru (7 anos) a honra de ver e experimentar este automóvel tão especial, construído segundo as rígidas normas da marca britânica, em termos de qualidade e segurança. Acompanhados dos seus familiares, foram convidados para uma acção teve lugar na mesma sala VIP em que a Rolls-Royce faz a entrega das suas viaturas mais exclusivas, podendo, depois, conduzi-lo pela primeira vez no interior da fábrica.


Acrescente-se que este Rolls-Royce SRH, pintado na dupla cor Andalusian White/Salamanca Blue e com luxuosos estofos St James Red, foi integralmente feito à mão, tal como acontece com os mais exclusivos modelos da marca. Conta com um pequeno motor eléctrico que permite velocidades dos 6 aos 16 km/ e naturalmente que não poderia faltar a estatueta “Spirit of Ecstasy”, que encima os capots de qualquer verdadeiro Rolls-Royce!


Imagens: Rolls-Royce


Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
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1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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sexta-feira, 15 de abril de 2016

O Mata-Zikas

Fruto das questões de política/corrupção que o afectam, parece que, de repente, o Brasil se esqueceu da praga do mosquito Zika com que andou a braços, o mesmo que ainda dá enormes problemas de saúde à escala mundial. Outros países há – como a Tailândia – que lidam, diariamente, com problemas semelhantes, fruto das condições de determinadas regiões, onde existem, a céu aberto e em zonas populacionais, pântanos e lixeiras a céu aberto, propensas à procriação e propagação de mosquitos e doenças associadas.

Pais que regista uma elevada incidência da febre de dengue, nomeadamente nos milhares de habitantes das suas muitas favelas, a organização local Duang Prateep Foundation apadrinhou um sistema, denominado “Moto Repellent”, que aproveita os sistemas de escape dos também milhares de motos que nelas circulam. Veja o filme criado pela agência BBDO Bangkok, neste “Vídeo Trendy Wheels da Semana”:


Como se vê, o filtro que os motociclistas locais podem adaptar aos escapes das suas motos contém um líquido repelente que, em contacto com os gases de escape, produz um fumo com um raio de acção até aos 3 metros. Fica por provar cientificamente até que ponto este líquido é ou não tóxico para as populações, apesar dos testemunhos apresentados e do envolvimento de uma agência com os pergaminhos da BBDO...






Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

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1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Um Brinquedo Como Eu

Hoje volto à temática dos brinquedos mas numa vertente um pouco mais séria, embora certo de que colocará um sorriso em muitas carinhas larocas! Refiro-me ao projecto comunitário britânico #ToyLikeMe com que se pretende, entre outros, chamar a atenção de tod@s para a questão da discriminação dos brinquedos para com as crianças com deficiências e limitações aos mais variados níveis!


Serão, decerto, poucos os que já viram um brinquedo que retrate, de modo real, uma deficiência, de limitações visuais ou de locomoção, a doenças diversas, mesmo as mais específicas de uma determinada vertente da medicina. Claro que já muitos de nós brincámos aos médicos, com estetoscópios, seringas e afins, com jogos onde há que saber de onde é determinado osso ou órgão do corpo, mas… e com um boneco da Lego ou Playmobil em cadeira de rodas?

Integrada num processo de crowdfunding com vista a uma maior inclusão social, a #ToyLikeMe pretende angariar a fundos para levar a bom porto o seu objectivo de tornar a caixa dos brinquedos num lugar muito melhor para mais de 150 milhões de crianças com deficiência.

Tudo começou em Abril do ano passado, na sequência de uma reportagem da jornalista britânica Rebecca Atkinson, sobre o tema da falta de representação de deficiências em brinquedos. Juntando-se a mais umas quantas mães, criaram depois a #ToyLikeMe e começaram a estabelecer contactos com muitos dos principais produtores de brinquedos como, por exemplo, os portentos Playmobil e Lego.

Imagens: Playmobil


Os resultados estão à vista, com bonecos em cadeiras de rodas, cegos com bengalas e cães-guia, etc.! A Playmobil foi quem primeiro respondeu “Sim!”, passando a contar na colecção “City Life” com vários exemplares “doentes” (refs. 3928, 4407, 6663, entre outras). 

Bem mais recente é a estreia da Lego nesta vertente, na colecção “Lego City”, na caixa “Fun at the Park” (ref. 60134), apresentada em estreia mundial na feira de brinquedos “Spielwarenmesse 2016”, em Nuremberga (Alemanha), devendo chegar às lojas este verão. O detalhe, qual “fuga de informação”, foi tornado publico pelo blog alemão PromoBricks, especialista em Lego & afins.

Imagens: Lego e PromoBricks
Um processo que se estreou com a Makies, produtora britânica de bonecas personalizáveis em impressão 3D, convidada a produzir exemplares com elementos tão específicos como aparelhos de audição, bengalas, etc. A resposta positiva foi imediata, tal como o seu sucesso, com o lançamento de uma gama específica – a Hetty, a Eva e a Melissa – em que uma delas até retrata problemas vasculares espelhados na pigmentação de pele.

As sugestões de brinquedos com estas características tão específicas não param, como demonstram as imagens seguintes. Para além as Makies, há exemplares de criação caseira, de comuns mortais que, ou porque vivem com essa difícil realidade, ou porque simplesmente querem contribuir para a causa. Diferentes ideias que têm sido sugeridas à #ToyLikeMe, recorrendo ao seu Facebook, como a deste leão, que à semelhança do seu dono, faz sessões de quimioterapia, ou outros que retratam problemas de surdez, recorrendo a aparelhos, paralisia infantil, problemas com membros, etc.


Pense nisto um pouco e, se assim entender, junte-se a esta causa! 

Imagens: #ToyLikeMe (Facebook)

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes.
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e imagens utilizados neste texto, conforme expresso.