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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Nos rastos de 4 monumentos

Se olhar para as imagens que ilustram esta edição Trendy Wheels decerto identificará, com alguma facilidade, os monumentos que delas constam! É inegável a imponência do nova-iorquino Empire State Building, a beleza da parisiense Torre Eiffel, a majestosa arquitectura da britânica Tower Bridge ou as linhas inimitáveis da Cidade Proibida, na China!


Agora, se lhe disser para atentar em mais pormenor ao modo como estes quatro quadros foram pintados, irá descobrir – principalmente se andar de bicicleta – que o traço é em muito semelhantes aos rastos que atravessam o chão de sua casa quando se esquece de limpar as rodas no regresso de um passeio por terrenos mais enlameados. Pois é… foram pintados com recurso a pneus!
Trata-se da colecção “Tyre Tracks” da 100 Copies Bicycle Art, sendo que cada peça – como o nome indica limitada a uma edição de 100 cópias – esteve recentemente à venda, esgotando quase de imediato. Foram, por isso, poucos os felizardos que contam nas suas salas, quartos e escritórios com um (ou mais) destes exemplares pintados com recurso a diferentes rodados de bicicletas, numa imaginativa solução que, entretanto, foi alvo de reconhecimento, sendo-lhe atribuídos de diversos prémios internacionais.


De acordo com o seu autor, o quadro “The Cyclist's Empire” celebra a ascensão de Nova Iorque como cidade ciclável, nele usando 7 tipos diferentes de cortes de pneus de bicicleta para desenhar o Empire State Building. Já o Bicycle Mon Amour retrata a Torre Eiffel, icónico monumento que se apresenta ao olhar da maioria dos utilizadores de bicicletas, independentemente dos boulevards de Paris onde se encontrem, aqui usando-se 12 diferentes padrões de rodas de bicicleta.


“God Save The Bike” é o título do quadro da Tower Bridge, monumento que se mantém de pedra e cal independentemente do tráfego, das vontades do tempo ou das subidas e descidas do Tamisa, recebendo os amantes das duas rodas nas suas vias dedicadas. Se olhar com atenção descobre 11 tipos de rastos de pneus, o mesmo volume de materiais que se usou na concepção do “The Unforbidden Cyclist”, que retrata a realidade chinesa – e em especial a Cidade Proibida – de promoção da bicicleta com meio de transporte, algo culturalmente tão popular por aquelas bandas como o arroz.
 
Imagens: 100 Copies Bycicle Art

Pois é, mas se os 100 quadros originais de cada tema já estão esgotados, pode ainda candidatar-se a adquirir um lote de esquiços, desenhos preparativos das telas finais. Os seus autores estão a disponibilizá-los – já numa 2ª edição – por 480 dólares (cerca de € 460). Podem ser adquiridos no portal da 100 Copies, juntamente com muitos outros exemplares que retratam a temática das rodas.
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

3D A Duas Dimensões

Para a promoção do Mini no Japão, a icónica marca britânica que agora está nas mãos dos alemães da BMW, recorreu aos préstimos da artista plástica Alexa Meade, obtendo um resultado no mínimo surpreendente. Isto porque a sua especialidade é, nada menos, do que transformar a realidade dos objectos em 3D numa pintura a duas dimensões.

Foi em Shibuya, um dos 23 bairros da cidade de Tóquio, que Meade recorreu à técnica que emprega com as suas tintas e pincéis, usando-as no cada vez mais volumoso Mini e nos modelos humanos. Deu, assim, vida a uma tela definitivamente NOT NORMAL, num processo que foi testemunhado por inúmeros curiosos que passaram no local. O resultado está expresso neste que é o Vídeo Trendy Wheels da Semana:


Caso queira conhecer outros dos mais recentes trabalhos da artista norte-americana clique aqui.
 
Imagem: Mini Japan


Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Arte Diluída na Paisagem

Trina Merry é um nome que poderá dizer muito aos amantes das artes plásticas, mas não tanto a quem siga a temática das rodas, se bem que hajam excepções neste domínio, nomeadamente entre os leitores do blog Trendy Mind. Mas já lá vamos. Antes vou demonstrar-lhe porque ela merece a minha e a sua atenção neste novo blog sobre rodas.

Trata-se de uma artista plástica que recorre ao corpo humano e ao ambiente em redor, seja ele natural ou nascido em estúdio, para a criação de obras de arte únicas, desde projectos destinados a exposições culturais a campanhas comerciais de publicidade. “A pintura do corpo humano cria uma ligação especial com a pessoa, de um modo que outras formas de arte visual têm dificuldade em alcançar. É o que eu chamo de uma experiência verdadeiramente humana”, explica Trina Merry.

Para além das três imagens acima, veja outros exemplos abaixo que descrevem claramente o seu trabalho, quase do tipo “descubra os modelos” – o convidado e o automóvel – pois, como se refere no título, ambos surgem diluídos na paisagem. Um objectivo requerido pela Ford, aqui no papel de cliente e com o objectivo de dar um impulso significativo às vendas dos seus modelos eléctricos nos EUA. Para tal, a marca encomendou-lhe um trabalho muito específico, com o objectivo de traduzir essa essência de três dos seus modelos, levando a mensagem ao público de que a sua pegada ambiental era de tal modo diminuta que os modelos se diluíam na paisagem!


Fotos: Trina Merry (oficiais)

Como modelos, a artista contou com o cantor/compositor norte-americano Jason Mraz, que se viu diluído em conjunto com o Focus Electric no Lago Gregory (no sul da California), com a ambientalista Felicia Day, com o Fusion Energi, no Cais de Santa Monica e, finalmente, com a activista ambiental Rainbeau Mars, lado a lado com o Ford C-MAX Hybrid na Sequoia National Forest. Criou-se, assim, uma linha muito ténue entre o que (quase não) se vê e uma realidade muito envolvente, dos espectadores com a própria temática.

Se quiser conhecer mais do trabalho de Trina Merry, clique no link da sua Página Oficial, siga-a no Facebook ou veja os seus vídeos no Youtube.

Ah, sim... no início do texto disse que decerto haveria excepções no grupo de seguidores do fenómeno das rodas na associação destas ao nome de Trina Merry. Isto porque os mais atentos e que já há algum tempo acompanham o título Trendy Wheels poderão recordar-se de um outro texto que publiquei no blog Trendy Mind, sob o título de Corpo Humano em Rodas! Não? Ok… até se percebe, já que foi em Novembro de 2012, pelo que se o quiserem recordar cliquem no link acima e recordem essa prosa, uma das primeiras do título Trendy Wheels!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve! 

José Pinheiro

Notas: 
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes; 
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Os Mestres na Oficina

Muitas oficinas, nomeadamente as mais bairristas, são useiras e vezeiras em ter expostos nas suas paredes posters e/ou calendários de elementos do sexo feminino com um leque substancialmente reduzido de peças de roupa e com atributos físicos de dimensão/volume igualmente variável! Mas descansem os mais puritanos, pois não foram esses exemplares que escolhi para tema desta edição do Trendy Wheels, mas sim uma colecção ímpar de reinterpretações de obras de três mestres do período Renascentista como Philippe de Champaigne, Rembrandt ou Michelangelo.


Cabe a Freddy Fabris a autoria deste upgrade àquelas imagens de valor histórico, um fotógrafo profissional da indústria de publicidade que desenvolve trabalhos conceptuais em torno de temas relacionados com automóveis. Tendo como base essa premissa, uma das suas realizações mais recentes levou à recriação, em ambiente de oficina, de obras daqueles pintores renascentistas. O trabalho final fala por si, que o próprio considerou um verdadeiro desafio, pois quis respeitar o detalhe das pinturas originais, num novo contexto mas com a mesma essência.

Trago-lhe, assim, a nova interpretação de “A Última Ceia” de Philippe de Champaigne,…


… da “Lição de Anatomia” de Rembrandt… 



… e da “Criação de Adão” de Michelangelo.

Fotos: Freddy Fabris

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas: 1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes. 2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.