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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Exteriorizar desejos

O dia 1 de Abril é sempre uma fonte de inspiração para as mais diversas criações, umas mais felizes e elaboradas, outras que… enfim, mais valia estarem quietos. Certo é que versam os mais diversos temas, sendo que as rodas também dão pano para mangas.

Se há exemplares que roçam o absurdo, outros expressam mesmo os desejos mais recônditos de alguns designers, se bem que depois se vejam obrigados a ficar-se apenas pelos seus desenhos ou vídeos. A seguir, sem grandes considerandos, desfilam algumas das criações deste “Dia das Mentiras 2017”. Divirta-se!
BMW: Qual é o cão que não gosta de ir passear de carro com o seu dono, com a cabeça fora da janela? Conheça o dDrive, uma cama caseira que proporciona essa sensação de frescura.

Dacia: Não tem tempo para ir à praia? Ou mora numa zona de pouco sol, mas gostava na mesma de ter um bronzeado à maneira? O novo Sundero tem um equipamento à sua medida, com uns pozinhos extra e tudo!
Imagens: Dacia UK

Emirates: O APR001 é um avião de três andares com todas as mordomias de um verdadeiro paquete. Piscina, salão de jogos e de lazer, etc, etc, etc...
Imagens: Emirates

Honda: Para que os condutores possam expressar as suas emoções ao volante, a marca japonesa pensou em integrar os populares emojis no volante, associados a diferentes sons da buzina Honda Horn Emojis.
Hyundai: Já não precisa de ir buscar o seu carro novo ao stand. A entrega é feita em casa por via aérea através do serviço Clickto Fly.
Lexus: Farto dos empatas que teimam em se manter na faixa do meio ou da esquerda nas auto-estradas e vias rápidas? A resposta está na ponta dos seus dedos, através do sistema Lane Valet.

Mini: E que tal um food truck com base no descapotável da marca? Os eventos de street food nunca mais iam ser os mesmos com este pack John Cooker Works.
Opel: A cor é um factor de crescente importância aquando da compra de um carro, mas se associada a ela – no caso o tom Berry Red – vier também a essência, melhor ainda!
Imagem: Opel/Vauxhall UK 

Polícia de Segurança Pública: Muito inspirada nas redes sociais, esta força policial fez saber ser a primeira na Europa a possuir um Aeromobile.
 
Imagem: Polícia de Segurança Pública
smart: À semelhança do tema da passada 2ª Feira, dos veículos com rodas que também se aventuram no mar, a marca pensou em transformar o seu popular fortwo num pequeno anfíbio denominado... forsea.
Imagem: smart 

Virgin Atlantic
: Voar nunca mais vai ser o mesmo na companhia de Sir Richard Branson, com a graciosidade dos pássaros transposta para os seus aviões. Conheça o Dreambird 1417.
Virgin Australia: Será a primeira companhia aérea a contar com uma Tripulação Canina, para apoio aos mais diversos clientes.

Virgin Trains: Comprar um passe de comboio e apresentá-lo nas portas de acesso às plataformas vai fazer-se através de um novo processo, denominado o Tick-Ink. Se gostar de tatuagens então é mesmo a sua cara!
Imagens: BMWBlog

E pronto... este ano foi assim. Veremos o que nos irá reservar o 1º de Abril de 2018.

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Bebeu? Teste-se no Sopra Mobile

Festas, saídas à noite e uma refeição mais esmerada, num restaurante ou em casa, são situações em que se bebe um copito ou outro, muitas vezes incluindo “o último pró caminho”  como dizia o povo – o que leva a que na maioria das vezes não se esteja em condições de ir para a estrada, atrás de um volante.
Imagem: PSP/Nylon


Mas a Polícia de Segurança Pública (PSP) acaba de contribuir para resolver essa dúvida com o lançamento de uma nova plataforma, o Sopra Mobile. Trata-se de uma espécie de balão que está disponível quando liga para o número 800 200 074. Funciona 24 horas por dia, permitindo, por isso e a qualquer altura, verificar se se está em condições de se sentar ao volante.
Caso tenha dúvidas sobre os seus limites de alcoolemia, ligue para o número acima, siga as instruções da operadora: sopre para o balão, aguarde o resultado que é dado na hora e, em função do mesmo, verifique se deve conduzir ou não.
Eu aconselho-@ desde já a não o fazer, a não conduzir, bem entendido, devendo regressar a casa com alguém que não tenha ingerido álcool. Coma qualquer coisa, beba um copo de leite, um café ou um outro desintoxicante químico e durma umas horinhas.
Isto porque esta app é a mais recente e imaginativa campanha de sensibilização rodoviária da autoria da agência Nylon para a PSP. Ao fazer-se a chamada é-se, de facto, convidado a soprar para o microfone do telemóvel, mas o resultado do seu nível de alcoolemia nunca é revelado, pois se se pensar com clareza – algo que na maioria das vezes não acontece quando se bebe mais do que a conta – se chegámos ao ponto de tentar confirmar essa capacidade para conduzir, é porque não estamos definitivamente em condições para tal. O Trendy Wheels experimentou e a resposta não se fez esperar. Para não estragar a surpresa, convido-@ a experimentar. Ligue!
Lembre-se: se conduzir não beba e se estiver a pensar em beber, arranje uma alternativa de regresso com alguém que não o tenha feito, seja com um “Condutor 100% Cool” (outra das campanhas memoráveis) ou através de alguma plataforma online de boleias ou de transporte pessoal.
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 7 de março de 2016

Já Olhou Bem Para a Cadeirinha?

Esta é uma pergunta que se impõe sempre que se transportam crianças no interior de viaturas. Diferentes associações e autoridades não se cansam de chamar a atenção para esta recorrente preocupação das nossas estradas, através da apresentação de estudos ou acções direccionadas.

Imagens: APSI

Foi em 1995 que se tornou obrigatório o uso de Sistemas de Retenção de Crianças (SRC, ou vulgo “cadeirinhas”) nos automóveis para crianças até aos 3 anos, alargando-se o leque a miúd@s até aos 12 anos em 2005. Em qualquer dos casos, depois de anos em que se permitiram as mais diversas e absurdas situações no seu interior, de miúdos soltos no banco de trás – e às vezes no da frente – ou nas bagageiras das carrinhas, e milhentas vezes ao colo de adultos sem que qualquer sistema os segurasse na eventualidade de um acidente, algo que todos sabemos como acabava se tal acontecesse! Passados 20 anos os números de sinistrados (crianças passageiras) desceu significativamente – mal seria se assim não fosse!!! – não só pela obrigatoriedade desse dispositivo, como pelo exponencial crescimento da segurança das viaturas, mas… ainda há muito disparate por aí.

Há cadeirinhas e cadeirinhas
A começar pela cadeirinha usada! Há ainda muita gente a não olhar com a devida atenção para as referências das ditas, bastando-lhe o popular “E” para ficarem pseudo-descansadas, podendo até cair no logro de comprar SRCs com homologações que já não são válidas, descobrindo, tarde demais, que as mesmas não devem mais ser usadas. Não podem mais ser fabricadas e vendidas, algo que acontecerá se o fizer em locais menos recomendáveis, em alguns portais de compras online ou ainda na eventualidade de uma herança – bem-intencionada mas muitas vezes indesejável – de um primo ou amigo, por vezes nem se conhecendo o seu histórico ou estado de conservação! 



Outra situação tem a ver com o modo como a cadeira é colocada na viatura, ao lado do condutor ou atrás, no modo como é fixa aos bancos, na adequação da mesma à idade e estatura da criança e como está é colocada e fixa ao SRC, com os cintos, da própria ou do carro, muitas vezes mal colocados em seu redor.

“De facto é preocupante o número de famílias que ainda não transporta corretamente as suas crianças no automóvel. Não é, no entanto, um problema exclusivamente português e não é um problema novo. quer por cá, quer na Europa”, disse ao blog Trendy Wheels, Sandra Nascimento, Presidente da Direcção da APSI – Associação para a Promoção da Segurança Infantil, uma das entidades que mais luta por esta causa, integrada nas suas valências aos mais diversos níveis da segurança infantil (em casa, nas escolas, parques infantis ou no automóvel).

Imagens: Britax, Römer, Dorel, Fundación Mapfre

A acrescer a tudo o acima, há ainda a dificuldade em saber ler as etiquetas dos SRCs, quanto mais saber quais as várias normas presentemente em vigor! Presentemente valem as normas ECE-R44/04 (desde Junho de 2005), baseada no “PESO” da criança, nas variantes com e sem sistema ISOFIX, e a evolução UN R129 ou i-Size (desde Julho de 2013), em que a “ALTURA” passou a ser o factor primordial. Estima-se que em 2018 – ou seja, dentro de dois anos – apenas deva valer esta última, nas evoluções que entretanto vier a ter. Sandra Nascimento acrescenta que "ainda é possível as famílias usarem cadeiras R44703, embora estas sejam, necessariamente, cadeiras muito antigas e, por essa razão, não aconselhadas!"

As vivências da APSI
Realizando muitas acções de sensibilização pública, teóricas ou práticas, envolvendo os principais fornecedores de SRCs, ou workshops e formações a profissionais do transporte colectivo de crianças, a APSI tem assistido a experiências por vezes aterradoras, sendo “os erros mais graves os de crianças muito pequenas transportadas viradas para a frente, cintos internos das cadeiras muito largos e cintos de segurança do automóvel (no caso das mais velhas) debaixo do braço ou atrás das costas,” acrescentou aquela responsável. “Aproximadamente em metade dos casos analisados, as crianças não são transportadas correctamente,” uma tendência que infelizmente se mantém, como se conclui dos estudos de observação que a APSI realiza anualmente, nomeadamente nos últimos três.

Gráfico: APSI

Os estudos demonstram, de facto, uma evolução significativa no uso desses dispositivos nos carros, evoluindo de uns assustadores menos de 20% em 1996, a uns bem mais expressivos 85% em 2013, de crianças entre os 0 e os 12 anos seguras por um sistema de retenção! Naturalmente que desceu o respectivo índice de mortalidade, naquilo que é uma das conquistas mais significativas, mas naturalmente que não chega, pois ainda há:
  • 15% de crianças sem SRC, soltos no carro, presos só com os cintos ou transportadas ao colo de adultos; 
  • 85% que efectivamente estavam nas suas cadeirinhas, só que metade delas eram transportadas incorrectamente, pois:
    • alguns SRCs analisados não eram os indicados para a idade/peso/estatura;
    • ou porque não estavam bem montados no carro;
    • ou porque os cintos do SRC têm folgas indevidas;
    • ou porque os cintos dos carros passam debaixo dos braços ou até mesmo atrás das crianças;
    • ou porque o prazo de utilização já há algum tempo se esgotara, pois a sucessiva herança de umas crianças para as outras é algo que às vezes se paga caro, já que até os materiais empregues nas ditas e nos forros têm a sua duração e, em caso de um acidente, esses SRCs não desempenham mais o seu papel protector!

São ainda demasiados “ous”, sublinhando que apenas uma cadeira bem instalada protege adequadamente uma criança em caso de acidente,” acrescenta. Um problema que está há muito diagnosticado pela APSI e para o qual têm alertado nos últimos anos. Isto apesar de todas as recomendações e chamadas de atenção das entidades competentes, nomeadamente das autoridades de tráfego, para com o uso de um sistema SRC adequado (cadeira completa ou banco elevatório). Só a Polícia de Segurança Pública autua centenas de condutores que transportam crianças sem recurso ao dito equipamento, variando a multa dos 120 e os 600 euros (artigo 55º do Código da Estrada).

Então e o que fazer? Que futuro se pode antecipar no domínio da Segurança Infantil e dos Sistemas de Retenção de Crianças? Será que se consegue falar uma mesma linguagem, de modo a diminuir, verdadeira e significativamente as estatísticas a um muito desejável “Zero Mortes”? Estas e outras respostas estão na próxima edição do Trendy Wheels, a publicar já depois de amanhã!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.