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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Volvo em aventura eco-marítima

Nove meses, 5 continentes, 12 cidades, 3 oceanos, mais de 45.000 milhas náuticas e 7 equipas mistas, em género e país de origem, com 8 a 10 elementos, incluindo alguns velejadores portugueses, a bordo de 7 embarcações de características idênticas, uma delas com bandeira lusa, a meias com a das Nações Unidas. São estes alguns dos números em torno da Volvo Ocean Race, iniciativa náutica que teve, ao longo dos últimos 5 dias, um stopover na doca de Pedrouços (Lisboa), escala do final da 1ª de um total de 11 Etapas.

Patrocinadora deste evento de reconhecimento mundial, a Volvo Cars ali realizou uma série de acções de suporte, entre elas a apresentação do seu próprio navio-almirante, a V90 Cross Country Volvo Ocean Race, proposta não tanto para enfrentar os mares mas sim para explorar as estradas e, muito em especial, fazê-lo fora delas. 
Presente como convidado nesse evento, o Trendy Wheels ficou a conhecer ambos os lados desta sua multi-premiada proposta para o segmento das carrinhas premium, nomeadamente a versão especial que assinala o arranque da edição 2017/18 desta jornada através de 3 grandes mares do nosso planeta, e, muito em particular, o reforço de investimento de € 300.000 a ela inerente, em prol do programa “Volvo Ocean Race’s Science Programme”, iniciativa de inovação, exploração e descoberta científica, fruto da reserva de € 100 do PVP de cada uma das 3.000 unidades que a marca está segura de conseguir vender em todo o mundo e sem grande esforço, que compõem o lote de produção inicial.
Como tenho vindo a referir em edições recentes, se é grande a preocupação com o ar que respiramos, também o tem de ser – e muito – para com a saúde dos nossos mares e oceanos, que, entre outros elementos, vive cada vez mais impregnado de plásticos e derivados poluentes. Sob a égide do estudo “Turn the Tide on Plastic” da Mirpuri Foundation, as sete enormes e idênticas embarcações à vela Volvo Ocean 65 estão, todas elas, equipadas com uma multitude de sensores que, desde a sua saída de Alicante (Espanha), no passado dia 22 de Outubro, até chegarem a Haia (Holanda) a 30 de Junho de 2018, permitem uma vasta recolha de importantes dados ao longo do tão extenso percurso.


Acreditando-se que 99% dos materiais plásticos presentes nos oceanos é invisível ao olho humano, irá, assim, analisar-se a concentração de microplásticos, os níveis de salinidade, o dióxido de carbono dissolvido e o de clorofila nas algas, medições que irão ajudar a criar uma visão mais abrangente deste enorme foco de poluição e o seu já desmesurado impacto nos nossos oceanos. Adicionalmente, a análise de temperatura das águas e sua variação, pressões barométricas, correntes e velocidades do vento irão contribuir para tornar mais fidedignas as previsões meteorológicas e mais evoluídos os modelos climáticos usados pelos cientistas a nível global para tentar antecipar tudo o que a natureza proporciona, nomeadamente os fenómenos mais devastadores, cada vez mais comuns.
"Estamos muito orgulhosos em apoiar o 'Volvo Ocean Race’s Science Programme', através do qual será possível a melhorar a nossa compreensão da saúde dos oceanos, aquele que é o nosso maior recurso natural," comentou Stuart Templar, Director de Sustentabilidade da Volvo Cars. "Como empresa, trabalhamos para minimizar o nosso impacto no mundo em nosso redor, pelo que a abordagem inovadora deste projecto, no qual se lida com um enorme problema ambiental, proporcionou-nos um grande desafio, sublinhando a importância de que ao mesmo tempo rumamos a um futuro eléctrico.”


Imagens: Trendy Wheels/JP



CC + VOC = Optimizado para a aventura
Evolução de conceito da Volvo V90 que conduzi em Julho último – pode ler esse texto aqui – esta renovada carrinha acrescenta-lhe duas características: a filosofia “Cross Country” da marca, permitindo-se ampliar os horizontes pelas diferentes soluções mecânicas e de conteúdos aplicadas a diversos dos seus modelos, permitindo-se chegar a locais eventualmente impensáveis para uma viatura como a V90, com estas enormes mas elegantes dimensões, somada à vertente “Volvo Ocean Race”, numa combinação que gera um automóvel ímpar, que partilha a mesma natureza aventureira e espírito pioneiro da jornada náutica que, até ao passado dia 5, teve este stopover num local de onde, há uns bons séculos, saíram as caravelas com que Portugal deu novos mundos ao mundo! Okok… para os mais preciosistas, eu sei que foi um bocadinho mais ao lado!

Desenvolvida em Torslanda (Suécia) por um grupo dedicado de engenheiros, esta Volvo V90 Cross Country Volvo Ocean Race assenta a sua essência numa palavra – “versatilidade” – traduzindo-se numa carrinha para o quotidiano, inerente à tradicional equação “casa/trabalho/compras/escolas”, somada àquela escapadinha de final do dia, de fim-de-semana ou de férias, a solo ou em grupo. Adoptando a tracção integral, maior altura ao solo e chassis optimizado da V90 Cross Country que consta do seu catálogo tradicional, que já permite enfrentar praticamente todos os tipos de pisos e condições atmosféricas, conta aqui com mais uns quantos mimos e elementos diferenciadores, como a grelha exclusiva, as jantes de 20 polegadas e diversas protecções exteriores e detalhes interiores únicos.
Mas não se pense que por contar com este ar quase angelical, fruto do único tom exterior Branco Crystal, com pormenores contrastantes Cinza Kaolin Grey e Laranja Flare, esta V90 é para colocar numa redoma de vidro para não se sujar. Nada disso! Chova ou faça sol, ela reclama por constantes viagens e desafios, fruto das inúmeras soluções que apresenta aos seus proprietários, que se pretendem aventureiros por natureza, como nos foi explicado por Dan Olson, Vice-Presidente de Veículos Especiais e Acessórios, da Volvo Cars, um dos mentores por detrás deste projecto, a meias com Stephan Green e Cindy Wang. Entre outros, incluem-se uma lanterna ultra-resistente aos impactos e à água, feita em alumínio aeroespacial, piso da bagageira inspirado no soalho dos iates de luxo, com materiais duradouros e de fácil limpeza/lavagem (com recurso a uma máquina de limpeza portátil, que é parte do equipamento) e, por isso, resistentes a líquidos e sujidade, protecções para os bancos, para quando se chega enlameado e transpirado de uma corrida, molhado de um dia de pesca desportiva ou de uma qualquer actividade aquática, e ainda um saco impermeável dedicado, para guardar os mais diversos equipamentos, idealmente os mais sujos!, tudo conteúdos que nos foram mostrados in loco.

Imagens: Volvo Cars
Imagens: Trendy Wheels/JP


Isto porque os interiores em couro Charcoal ou Blond/Charcoal, com elementos contrastantes – detalhes em fibra de carbono ou as costuras no mesmo tom laranja do exterior – mantêm o pedigree e as soluções de conveniência habituais da marca sueca e, afinal, há que não estragar o conjunto, sublimado por pormenores de design único, como as fitas do cinto de segurança, também elas em Laranja Flare, fazendo um mix perfeito com um ambiente de condução que se pretende desportivo, elegante e luxuoso. Naturalmente que tudo isto com a assinatura “Volvo Ocean Race” bastante visível!



Para terminar, Aira de Mello, Directora de Relações Públicas e Marketing da Volvo Portugal anunciou que esta edição especial chegará a Portugal em Janeiro do próximo ano e terá dois motores diesel (D4 e D5) e outros tantos a gasolina (T5 e T6), com um preço estimado de entrada de € 71.500.

Imagens: Volvo Cars



Se quiser saber mais sobre a aventura Volvo Ocean Race 2017/18 clique no link, podendo ver aqui o percurso desta edição que as 7 equipas pretendem cumprir, e que ontem abalou de Lisboa rumo à Cidade do Cabo, na África do Sul, evoluindo dali até ao destino a atingir a meio do próximo ano. Convido-@ ainda a ver este vídeo de uma dessas formações, no qual se detalha muitas das particularidades desta aventura dos mares.
Imagens: Volvo Ocean Race

Imagens: Beau Outteridge/Turn the Tide on Plastic

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Electricidade II: O acordar da ‘Bela Adormecida’

Como referi na última edição, só no final do século passado e depois de um demasiado prolongado sono induzido, derivado dos interesses e desenvolvimentos entretanto instalados noutros domínios, as viaturas alimentadas a baterias eléctricas voltaram a mostrar-se. As preocupações ambientais tornaram-se parte das agendas de um planeta cada vez mais adoentado, a braços com os efeitos dos gases com efeito de estufa, oriundos não só dos veículos alimentados a combustíveis fósseis, como das próprias fábricas que os produziam, entre outras origens.
Imagem: smart

Em modo puro, híbrido ou plug-in, aqui associados a um motor a gasolina (na maioria dos casos) ou diesel mas com tecnologias mais avançadas no domínio da redução do CO2, óxidos de azoto e outros elementos poluentes, presentemente quase não há marca que não tenha - ou preveja ter - um modelo com algum conceito eléctrico associado na sua gama. Algumas há que querem migrar por completo para essa realidade, assim se definam as linhas mestras do mercado automóvel do futuro, enquanto outras ainda dizem que “nim”, injectando com maior ou menor velocidade opções eléctricas nas suas ofertas e outras (ainda) não vêem, ou não querem ver, essa inevitabilidade transposta para a sua imagem de marca.
Bastante avançadas no processo estão as japonesas Nissan e Toyota, tendo, respectivamente, no Leaf e no Prius verdadeiros best-sellers: o primeiro é o eléctrico mais vendido do mundo; o segundo tem o mesmo estatuto entre os híbridos. Isto numa altura em que surgem outras que já nasceram ligadas à corrente, caso da Tesla, gigante norte-americano que, aparentemente surgido do nada, abanou, qual terramoto de elevada escala, o mundo automóvel para esta inevitável realidade, obrigando a concorrência a mexer-se para não se perderem no comboio do desenvolvimento eléctrico. Um trio que reforça significativamente, a cada dia e de acordo com os planos traçados, a sua aposta eléctrica.
Imagens: Nissan, Toyota

Imagens: BMW, Renault, Opel, Tesla

Aquando desse acordar, também a Chevrolet apostava num modelo, o Volt, para a sua aventura eléctrica, gémeo do europeu Ampera da Opel, enquanto a BMW lançava com enorme sucesso o citadino i3 e o desportivo i8, altura em que a Renault se concentrava nos citadinos Zoe, Twizy e no comercial Kangoo. Um trio que ganhou estatuto de case studies neste cometimento para com a tal descoberta de Thales de Mileto, de há mais de 2.500 anos! 
E não se duvide em absoluto que já se esteve muito mais longe andarmos todos de eléctrico no curto/médio prazo pois, de repente, escancararam a porta (quase) todos os restantes protagonistas do mercado, como o demonstram os novos projectos desvendados nos Salões de Frankfurt (em Setembro) e Tóquio (decorre neste momento). 
Honda é quem parece ter, de repente, encontrado todos os interruptores da casa, electrificando ambas as suas gamas: nas 2 rodas tem a fantástica moto Riding Assist-e e as scooters PCX Electric e Hybrid; nas os brilhantes concepts Urban EV e Sports EV, expostos ao lado do não menos estonteante NeuV, veículo que dizem dotado de Inteligência Artificial, este mostrado ao mundo no início do presente ano. Outro exemplar eléctrico que deixou de boca aberta o mundo das 2 rodas foi a Yamaha Motoroid, um autêntico peso-leve da categoria, com pouco mais de 310 kg!
Imagem: Honda 

Imagens: Honda e Yamaha

Mas há muitos outros a querer reforçar esse feudo eléctrico, casos da smart com o Vison EQ Concept, da Suzuki e o seu e-Survivor e da Mitsubishi com o avançado e-Evolution, para além da família ID da Volkswagen ou do Concept EQa da Mercedes-Benz. Já a Volvo, entretanto, também desvendou a sua estratégia eléctrica, anunciando que a partir de 2019, todos os modelos da sua gama irão contar com um motor eléctrico a bordo, acabando com o reinado dos blocos puramente a gasolina ou gasóleo. 
Imagens: smart, Suzuki, Mitsubishi

Imagens: Volvo, Mercedes-Benz, Volkswagen

Entretanto, ao mercado está já a chegar a tripla Hyundai IONIQ, berlina que se apresenta já com as versões electric (100%) e hybrid (2 motores complementares, um eléctrico e outro a gasolina), ficando para mais tarde a variante plug-in, num outro patamar da electricidade aliada a um ainda mais avançado motor tradicional. Mais detalhes aqui.
Imagem: Hyundai 
Até entre os produtores de superdesportivos não há como fugir ao tema, como o espelham o Project One, da divisão de competição AMG, feito em resposta ao Concept Study Mission E da Porsche, demonstrando que a coisa não é só fazível nos modelos do dia-a-dia! Tanto que a electricidade propaga-se já, com bastante substância, ao próprio desporto automóvel, mexendo no há muito instituído como inatacável!
Imagens: AMG-Mercedes, Porsche


Planeta Terra… até quando?
O mundo – ou pelo menos já parte significativa dele – hoje fala, final e abertamente, de energias alternativas, nomeadamente de electricidade e combustíveis biológicos, como reais substitutos dos combustíveis fósseis derivados do carvão ou do petróleo, tendo sido dados enormes passos na sua aplicação aos mais diversos níveis e sectores, nomeadamente nos veículos em que circulamos no nosso quotidiano ou que operam nas diferentes indústrias.
Imagem: all free download



Pelo acima exposto, são inúmeras as soluções de variável componente eléctrica e/ou híbrida nos automóveis, motos e bicicletas do nosso quotidiano, tendência que também se alastra aos veículos pesados e maquinaria das diferentes indústrias, aqui se apostando no bioetanol e/ou no gás natural, palco onde também a electricidade ganha adeptos, como o Trendy Wheels já teve oportunidade de abordar em anteriores edições.
É este conceito de pegada verde que encima muitas das discussões do presente, alertando-se que não é só no produto final que ela tem que se mostrar, devendo manifestar-se também na totalidade dos processos de produção, de manutenção e de reciclagem dos cada vez mais sofisticados materiais e das hoje avançadíssimas baterias, mas ainda com bastante impacto no ambiente. Apesar dos avanços ainda estamos longe da solução definitiva que deixe o planeta Terra de sorriso no rosto, principalmente pelas decisões dos poderes instituídos e governações, sector onde os lobbies têm demasiado peso, fazendo-as andar ao sabor dos ventos... não necessariamente dos bons!
Imagem: Tesla

Tornam-se, por isso, por demais importantes iniciativas como o Greenfest, as acções da EcoKart, ou o "Salão do Automóvel Híbrido e Eléctrico e da Mobilidade Sustentável", cuja primeira edição decorreu em Outubro na Alfândega do Porto, bem como todas as demais em que, de algum modo, se tente estancar esta autêntica ferida aberta que está a sugar a vida neste nosso planeta. Todas pretendem desmistificar o conceito e utilização de veículos eléctricos e híbridos, ou outras soluções de serviços de cariz mais ambiental, semeando-se a mudança de atitudes através da partilha e da cidadania activa que promovam uma economia mais verde.
Veremos o que o futuro nos reserva entre os ainda muitos factores que o podem condicionar. Um deles começa por si, pois as suas acções, por mais pequenas que sejam, também contam, para que possamos partilhar um mundo melhor com as gerações que estamos a preparar, incutindo-lhes uma maior consciencialização
Imagem: Greenfest 2017

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Segurança Volvo: Objectivo “Zero”

Se há marca automóvel que associamos de imediato à palavra "segurança", essa referência é a Volvo. É uma aposta indissociável da sua vida de nove décadas, seguindo duas máximas, hoje complementares: a original, dos seus fundadores Assar Gabrielsson e Gustav Larson, quando afirmavam que “Os automóveis são conduzidos por pessoas. Por isso, tudo o que fizermos na Volvo deve contribuir, antes de mais, para a sua segurança”, e outra mais recente, sublinhando a sua visão Safety Vision 2020 de que “Em 2020 ninguém deverá morrer ou ficar ferido com gravidade num novo Volvo”.

Foi com esta proposta de criação de um mundo ideal que o Trendy Wheels esteve presente numa Conferência de Imprensa realizada no Centro de Formação da Volvo Car Portugal, em Porto Salvo (Oeiras), para uma acção complementar a dezenas de outras que, no âmbito do 90º aniversário da marca sueca, se têm realizado em todo o mundo, encabeçadas por quem vive e percebe a temática da segurança, e que todos os dias é transposta para os seus automóveis, como Lotta Jakobsson, Responsável Técnica de Prevenção de Ferimentos em Acidentes, do Centro de Segurança da Volvo em Gotemburgo, que esteve em Portugal para uma série de eventos.
Das pesquisas iniciadas em 1970 neste domínio até ao presente, muito há a contar, pois há elementos que hoje temos nos nossos automóveis – mesmo que não sejam da Volvo e que, por vezes, nem nos demos conta que estão lá – e que foram criações originais da marca, ao longo dos tempos. Falo do cinto de segurança de 3 pontos, invenção de 1959 de Nils Bohlin, com a particularidade dos direitos de utilização terem sido cedidos a outras marcas, dos bancos de criança virados para trás (1972), inspirados no posicionamento dos astronautas dentro das cápsulas espaciais, ou a sonda lambda (1976) num primeiro e enorme contributo para o ambiente com a redução de emissões de gases poluentes.



Mas também dos sistemas de protecção aos impactos laterais (1991) e do pescoço (1998), mitigando o denominado “efeito chicote” nas batidas de frente ou traseiras, os airbags de cortina (1998), sistemas de protecção em caso de capotamento (2002) e de informação do ângulo morto (2003), passando pelo City Safety (2008), de mitigação das pequenas colisões em cidade e de protecção de peões (2010), mais a protecção de ocupantes em caso de despiste (2014), entre dezenas de outros mais recentes conteúdos do pacote Connected Safety (2016) ou mesmo o sistema Pilot Assist, embrião dos passos da Volvo com vista à condução autónoma.

Do ovo aos mais recentes dummies
Muitos dos conteúdos acima resultam de enormes investimentos feitos nas instalações onde se realizam e analisam os resultados dos testes de impacto, processos cada vez mais complexos que permitem, a cada dia, aproximarem-se desses ambiciosos objectivos de zero mortes e zero ferimentos graves a bordo de um Volvo. Se inicialmente até se recorria a um simples ovo, hoje são usados avançados dummies, recriações do ser humano que se aproximam, em muito, de parte significativa da sua estrutura, usados nas centenas de crash-tests, de todo o tipo, aplicando-se os resultados obtidos no desenvolvimento de todo um conjunto de novas soluções, depois integradas nos modelos que vão sendo lançados no mercado.

Com quase 3 décadas de experiência acumulada na investigação e desenvolvimento em segurança automóvel, Lotta Jakobbson explicou em detalhe o significado e as várias fases do denominado “Circle of Life” que a Volvo Cars utiliza nessa análise e desenvolvimento de soluções. “Com uma base de dados estatística de acidentes recolhidos pela Equipa de Pesquisa de Acidentes Rodoviários da Volvo, abrangendo mais de 39.000 veículos e 65.000 passageiros, o ‘Circle of Life’ começa pela fase de análise de dados reais”, explica. “Em seguida, os requerimentos de segurança e desenvolvimento de produto incorporam os dados provenientes desta análise prévia, com vista à sua inclusão na fase de produção dos protótipos, a que se seguem as fases de verificação constante e, no final, a entrada em produção dos veículos que comercializamos”.
Para Lotta Jakobsson, “o compromisso da marca sueca com a segurança está bem vivo e os novos modelos são disso exemplo, mantendo-se inalterada a filosofia dos nossos fundadores, o foco nas pessoas e em como tornar as suas vidas mais fáceis e mais seguras. Pretendemos, pelo ano de 2020 atingir a nossa Safety Vision, para que ninguém perca a vida ou fique gravemente ferido num novo Volvo”.

Um exemplo de como a Volvo quer que todos olhemos para a vida, com as alegrias que ela nos pode proporcionar e o brilhante futuro que poderemos ter pela frente, é ilustrado no vídeo “Moments”, no qual se sublinha a enorme importância daquele momento que nunca acontece! Mais do que as palavras, as imagens falam por si.

Imagens: Volvo Cars

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
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1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Carro ou máquina fotográfica?

Já o referi aqui por diversas vezes o quão impressionante é o salto tecnológico registado na última década, nomeadamente no domínio automóvel. Já quase que não conheço o meu carro, ele que, há uns anitos não muito longínquos, me levava de cá para lá e de volta a casa, bastando para tal colocar alguma gota e pagar as contas inerentes à sua utilização. Os mais recentes fazem agora chamadas, dão a sua localização aos serviços de assistência e/ou emergência e até tiram fotografias, permitindo, de imediato, a sua partilha com amigos e conhecidos nas diversas redes sociais.

Mas e que tal fazer um trabalho fotográfico com a câmara de um automóvel, demonstrando, em simultâneo, a azáfama de uma grande cidade europeia e alertando para a temática da segurança nas estradas? Foi isso que pensou a multi-premiada fotojornalista Barbara Davidson, neste caso aproveitando a câmara do sistema City Safety, equipamento de série do novo Volvo XC60. Chama-se “Moments XC60: The World’s First Photo Exhibition Shot With a Car” e é um tributo a todos aqueles que o sistema pretende proteger:

“Ao explorar a funcionalidade e o propósito da câmara, de proteger as pessoas no meio do tráfego e em seu redor, conta-se também a história de uma jovem e do seu primeiro dia numa nova cidade, seguindo-a à distância durante todo um dia”, refere esta tripla galardoada com um Prémio Pulizter e vencedora de um Emmy. “O ‘Moments’ não é apenas uma nova abordagem fotográfica e de narração de histórias. É a primeira exposição de fotografia do mundo feita com um carro”.
São 30 as imagens escolhidas para esta mostra, recolhidas ao longo de vários dias em Copenhaga (Dinamarca), e entretanto exposta no Canvas Studios, em Londres (Inglaterra), prevendo-se a sua exibição noutras cidades do planeta.

Imagens: Volvo / Forsman & Bodenfors




Casa comigo e tens uma prenda
O boom deste processo tornou-se maior desde que a Citroën lançou o seu novo C3 com câmara incorporada, equipamento denominado Citroën ConnectedCAM e que, como qualquer máquina fotográfica e/ou smartphone, permite tirar uns instantâneos a algumas curiosidades enquanto estamos ao volante. Até assume papel de testemunha em acidentes, ajudando a identificar os culpados e a agilizar os processos nas seguradoras. Dá mesmo um jeitaço!
Imagem: Citroën


Decerto já os viu na TV, mas o pequeno citadino da marca francesa foi alvo de dois deliciosos anúncios complementares, o bem conhecido Marry Me?, em que o rapaz pede a amada em casamento, e o mais recente Parabéns Papá, em que aquela lhe apresenta a conta!
Posto isto, resta deixar no ar a questão que, há uns anos era comum ouvir-se num conhecido programa de televisão de um humorista brasileiro, de seu nome Jo Soares: “Que mais me irá acontecer?!”
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes; 
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Volvo V90 R Design: Uma carrinha repleta de garra

“Sucinto” não é, definitivamente, um adjectivo que se aplique a este vosso escriba do Trendy Wheels. É algo que me tem sido dito por diversas vezes, em termos profissionais e mesmo pessoais, pois tenho sempre a sensação que não digo tudo, havendo sempre mais um detalhe para contar! Assim sendo, como é que vou escrever “sucintamente” sobre um automóvel – no caso uma Volvo V90 D4 190 cv Geartronic 8 Vel. FWD R-Design – que tem tanto só na denominação como no cômputo das suas avantajadas medidas? Pois… vou tentar, mas aviso já que não vai ser nada fácil!

Comecemos por apresentar este produto sueco que se concentra nuns meros 5 metros de comprimento, por 2 de largura e 1,5 de altura! Pequenina não? Pois… olhando para ela definitivamente que não, mas depois no trânsito até fluiu por locais aparentemente apertados, seja porque alguns dos seus companheiros da estrada se encolhiam ao ver esta flecha num delicioso tom branco pérola – o nome oficial desta cor é “Branco Cristal Inscription”, um extra pela módica quantia de € 1.673 – ou então porque os passeios e os prédios se encolhiam à sua passagem, quase parecendo que lhe prestavam uma mais que devida vassalagem!
Se tal não bastasse, esta majestade sueca ostentava ainda uns pozinhos adicionais, decorrentes das vestes associadas à assinatura R-Design da Volvo, traduzindo-se a pequenas alterações exteriores – spoiler dianteiro com faróis de nevoeiro integrados na carroçaria, grelha específica e frisos em preto na frente e atrás, mais as jantes de liga leve de 18 polegadas e 5 raios – associadas a uma afinação mais desportiva do chassis, garante de uma condução ainda mais energética. Ou seja, não é uma assinatura desportiva como a “Polestar” – espero, um dia, conseguir explicar-vos o que é – mas para lá carrinha, perdão, caminha, num visual mais low profile… ou não!

Sem entrar em grandes pormenores de potências, velocidades e afins – é só tudo “muito” – deixando isso para as publicações especializadas, energia era o que não faltava a esta bichana XXL, que no alto dos seus pneuzorros montados nas jantes de design desportivo, depressa assumia velocidades semelhantes… às de uma bala. Quase que o (semi)desprevenido condutor nem dava pela repentina escalada do ponteiro do velocímetro, ao mesmo tempo que esperava que o número crescente de radares das nossas estradas ou não dessem por ela ou, se dessem, que lhe também a tal vénia, esquecendo a multinha associada. Confesso que não andei muito depressa, só mesmo depressinha, mas sem nunca atingir a anunciada velocidade máxima de 225 km/h que a marca apregoa. Pois, até gostava mas nem lá perto!
Aliás, foi quando circulava a velocidade reduzida, na 2ª Circular (Lisboa), que apanhei o susto maior deste contacto, quando a parafernália de sistemas de anti-colisão e respectivos radares começaram na palheta, trocando uma série de dados entre si. De repente, lá acharam que eu ia acabar na traseira do vizinho da frente: uma redução automática e controlada da velocidade, um sonoro blip e a surpresa dos cintos a retesarem sob o meu externo e no do meu companheiro de viagem, como que me dizendo: “Ó verdinho!!! Toma lá atenção que eu posso fazer muito mas não posso fazer tudo!!!” É certo que estava a passar Alvalade, mas não era preciso tanto!

Numa palavra? "Segurança"
Bom… pelo menos este subtítulo é pequeno. “Segurança” é, de facto, sinónimo de qualquer Volvo, como atestam os inúmeros dispositivos que a marca tem lançado ao longo da sua história de 90 anos, com a particularidade de até ceder patentes para que outras marcas possam, também elas, contribuir para a construção de automóveis mais seguros, rumo a um mundo melhor, menos acidentado e com menos danos pessoais.

“A nossa visão: Conseguir, até 2020, que ninguém seja gravemente ferido ou perca a vida num novo Volvo. É desta forma séria que abordamos a segurança.” Quase que parece um argumento de um filme fofinho ou uma utopia, mas. É um facto real que quer as avaliações feitas internamente, quer as das mais competentes autoridades da matéria – a Euro NCAP deste lado do Atlântico e a NHTSA no outro – resultam sempre em notas elevadas para os modelos Volvo.
Naturalmente que também esta minha menina contava com um vasto conjunto de sistemas integrados nesse pacote denominado IntelliSafe, entre outras soluções de apoio ao condutor e à condução, protegendo quem nele viaja e os demais utilizadores da envolvente, aqui ajudados pelo conjunto Sensus, filosofia por detrás de todas as tecnologias que ligam o condutor ao seu automóvel e ao mundo à sua volta, onde “cada funcionalidade é cuidadosamente concebida, permitindo-lhe controlar e personalizar todos os aspetos da condução, porque queremos que adore o interior do seu automóvel tanto quanto adora o exterior”.
Se quiser ver como esta Volvo V90, bem como o equivalente sedan S90, se comportaram nos tais testes de colisão, garantindo as tão apreciadas “5 estrelas” e muito elevadas notas na protecção de ocupantes (adultos e crianças), de peões e a integração das mais recentes tecnologias, clique aqui.

Um sistema de som upa upa!
No amplo interior desta V90 especial há um conjunto de detalhes diferenciadores face à gama normal, a começar pelo próprio logo “R Design” aposto na base do volante único, nas guarnições, pedais e tapetes e nos avançados bancos em pele e tecido de contorno desportivo, tendo o do passageiro um minimalista detalhe: a bandeira sueca cosida, num indisfarçável orgulho sueco. Tudo isto embrulhado num pacote de iluminação que realça todo o conjunto, ajudado pelo tejadilho totalmente vidrado, de abertura eléctrica e com um ocultador que, quando o sol bate mais forte lá dentro, ajuda a manter mais fresco o interior, e também pelo avançado sistema de ar condicionado. E muito, ou não de tratasse de uma das carrinhas com maior área interior do mercado, para os seus passageiros, mais o espaço da gigantesca bagageira.

Mas o que me conquistou mesmo foi o ecrã tipo tablet ao centro do painel de instrumentos, que permitia estar a par de tudo, junto com a informação dada pelo painel digital colocado à minha frente, a que se somavam as informações que eram projectadas no pára-brisas. Ou seja, se o condutor não souber tudo o que esta sua Volvo faz e o que lhe permite fazer é simplesmente porque não quer!
Conectividade com o telemóvel, navegação, as mais diversas configurações, do estacionamento à velocidade e aos 3 modos de condução, etc, etc, etc. Pena que não tive tempo de o explorar na totalidade. Apreciei de sobremaneira o enorme potencial do sistema de som premium com assinatura Bowers & Wilkins, a que já me havia referido no final de Maio, no texto “Sua Eminência, D. Karaoke”, o qual – e curiosamente – foi o que levou os responsáveis da área da Comunicação da Volvo a convidar-me a experimentar esta viatura! Um enorme obrigado.
Se na altura em que falei do tema fiquei conquistado – e até não me considero versado na temática áudio – agora quero mesmo um! Um sistema destes e, se possível, com um Volvo a reboque. Independentemente de onde se está sentado, este “Premium Sound by Bowers & Wilkins” deixa o condutor e/ou passageiros apreciar uma sonoridade de topo, associada ao artista ou género musical que se ouve, adaptando-se a direcção do som à medida do número de passageiros, numa potente Sound Experience. Afinal São nada menos do que 19 os altifalantes e demais subwoofers, tweeters e tecnologia associada, que criam ambientes diferenciados, cristalinos, direccionados e potentes, presente a bordo de muitos dos actuais modelos Volvo.

“Carrinha do Ano 2017” em Portugal, claro!
Assente numa herança de 64 anos desde o lançamento em 1953 da Volvo Duett – a sua primeira carrinha – a nova V90 é o mais recente exemplar dessa longa árvore genealógica, cuja filharada se eleva a bem mais de 6 milhões de unidades vendidas desde então.

A sublinhar a realeza do feito, destacam-se, também os inúmeros galardões entretanto conquistados, desde o seu lançamento há pouco menos de 1 ano, incluindo o título de “Carrinha do Ano 2017” no nosso país.

Uns quantos autocolantes et voilá!
Voltando à questão das autoridades de trânsito, mas agora sobre às igualmente célebres viaturas com a inscrição “POLIS” nas portas, quase que se podia transformar esta V90 R Design branca numa das suas carrinhas. Afinal, nesta só me faltavam mesmo os autocolantes e a coisa passava despercebida! Será?

É uma tradição antiga, pois foi em 1929 que a polícia sueca tomou posse das primeiras unidades da marca nacional para o combate do crime naquele pacato território nórdico. Eis-nos agora chegados a 2017 e a Volvo dá a saber que a nova V90 – a tal, para a qual que me faltavam os célebres autocolantes azuis e amarelos, mais os pirilampos – foi escolhida como viatura oficial para a força “POLIS”, após passar com elevada distinção nos seus testes (travagem, obstáculos, evasão activa e condução de emergência a alta velocidade) reunindo a melhor avaliação final de sempre, com uns expressivos 9,2 pontos em 10 possíveis!
Pessoal: se forem passear para a Suécia não abusem! Mesmo que tenham uma V90 ou equivalente, o mais certo é serem catados por estas viaturas hiper-vitaminadas, cujo processo de transformação está a cargo do departamento “Volvo Car Special Products”.

E, para finalizar, o BI completo
Como o texto já vai longo q.b. – não digam que eu não avisei mas, também, não havia volta a dar – resta-me deixar-vos os últimos atributos desta carrinha V90 cheia de speed, fruto da assinatura R-Design.

De base esta Volvo V90 R Design, com o mesmo motor 2,0 litros diesel D4 de 190 cv e caixa automática Geartronic de 8 velocidades, custa € 58.177 segundo a marca e contando já com um extenso equipamento de série, mas esta unidade que conduzi estava tão recheada de extras, entre Packs e opcionais isolados (consulte o detalhe na imagem), que o seu preço ultrapassa… os € 72.000.
Imagens: Trendy Wheels/JP e Volvo

Ou seja, decididamente não é um automóvel para tod@s, mas tod@s deviam poder conduzir, um dia nas suas vidas, uma carrinha assim!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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