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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Electricidade III: Silêncio! A corrida verde vai começar...

Corridas de automóveis eléctricos, uma realidade que, não há muitos anos, só se presenciava nas pistas de Scalextric que a rapaziada montava na sala, nos carros telecomandados, nos jogos das múltiplas plataformas ou em filmes de cunho mais futurista. Só que, fruto da real evolução do conceito, a coisa foi ganhando, gradual e silenciosamente, bastante velocidade, com base no investimento dos construtores que apostam nas tais soluções eléctricas e/ou híbridas, tema a que me referi na passada edição do Trendy Wheels.
Imagem: Fórmula E

O conceito que temos hoje como mais tradicional das corridas, assente nos tradicionais cheiros dos diferentes combustíveis nas boxes dos circuitos, bem como os sonoros roncos dos motores, irá, assim dar lugar a soluções mais amigas do ambiente e a suaves silvos dos blocos de baterias de emissões zero, tudo porque a electricidade já se propaga – com bastante substância e tecnologia associada, diga-se! – ao desporto motorizado internacional, mexendo no há muito instituído. 
Em tempos vista como inatingível, quais deuses do Olimpo ou pináculo da tecnologia automóvela todo-poderosa Fórmula 1 tem-se visto, ao longo dos últimos três anos, seriamente ameaçada pela chegada – e gradual sucesso e visibilidade – do Campeonato FIA de Fórmula E que até faz disputar os seus ePrix - acrónimo para "electric Grand Prix" - bem no centro das grandes cidades. Algumas até já foram palcos de Grandes Prémios de F1 e aonde esta desejaria regressar, objectivo hoje de impossível concretização por razões ambientais, de poluição atmosférica e sonora, apenas se mantendo no activo o GP do Mónaco, desenhado nas ruas e avenidas da icónica capital deste Principado, por uma simples razão: dólares!
Com essa leva de pessoas aos ePrix desenhados nos centros das urbes do planeta - infelizmente ainda nenhuma delas por cá - tem sido gradual e sustentado o sucesso da Fórmula E, até porque também não se obriga os espectadores a deslocações até pistas mais fora de mão. Tanto que são cada vez mais as marcas presentes na série, abandonando anos de presença na F1 e noutras modalidades. Uma delas é a distinta Jaguar, marca de luxo de origem britânica que para esta nova temporada de 2017/18 fez um reforço significativo de investimento na série, onde participa com o seu próprio monolugar, mas este ano estreando o i-Pace eTROPHY, um novo troféu monomarca 100% eléctrico, com base no seu modelo i-Pace, como programa de apoio aos diferentes ePrix.
Imagens: Jaguar

Fórmula E, Temporada 4
Pergunta para queijinho: quem irá bater o, até agora, invencível Renault e.dams Formula E Team? É esta uma das questões à entrada da nova temporada da Fórmula E, pois foi esta associação francesa que conquistou os troféus de equipas das três anteriores edições, somando-se outro de pilotos em 2015/16, um domínio assinalável nesta nova realidade das corridas de monolugares... eléctricos!
Imagem: Renault

Campeonato que, ao contrário dos demais, se inicia num ano para terminar no seguinte, esta edição 2017/18 até já arrancou, pelo menos nos bastidores, com as habituais novidades em termos de movimentações de pilotos e de equipas. Teremos 20 carros em pista, dois por cada uma das 10 formações que partem ao assalto dos dois novos títulos (Pilotos e Equipas). Estes monolugares são 100% eléctricos e de chassis e pneus idênticos, sendo dois por piloto e por corrida, pois se na F1 as corridas envolvem trocas de pneus, na Fórmula E troca-se... de carro! A operação é feita sensivelmente a meio das corridas, altura em que as baterias terão esgotado a quase totalidade da sua carga útil, uma particularidade em que se está a trabalhar para que, a curto/médio prazo, deixe de acontecer, face à maior autonomia das futuras baterias, passando a permitir cumprir-se a totalidade de um ePrix. Uma coisa é certa: manter-se-á sempre como pedra-chave desta competição a correcta gestão da energia por cada piloto, de modo a não se ficar sem combustível... perdão, sem electricidade!
Vendo a Fórmula E como o veículo por excelência para promover as suas gamas eléctricas, híbridas e plug-in, regista-se, como adiantei acima, um crescente envolvimento directo das marcas automóveis, sendo que na temporada que está prestes a iniciar-se são 4 os construtores oficialmente inscritos – Audi, DS, Jaguar e Renault – mais a BMW a fazer uma época de transição como parceira da equipa norte-americana Andretti, para assumir em pleno as rédeas do projecto em 2018/19.
Somem-se as (ainda) quase desconhecidas marcas chinesas Faraday, NIO e Techeetah, a monegasca Venturi e a indiana Mahindra e teremos 20 monolugares verdes a rechear as grelhas de partida e a dar espectáculo em pista. Não acredita? Então veja o vídeo no final deste texto). 
Imagens: Fórmula E
Imagens: BMW, Mercedes-Benz




A febre do ambiente
A demonstrar que esta febre ambiental está a alastrar e a mostrar-se cada vez mais importante para as contas do sector automóvel, confirmou-se, entretanto, a chegada dentro de duas épocas (em 2019/20) das eternas rivais alemãs Mercedes-Benz Porschedesertando de outros campeonatos baseados em combustíveis fósseis, onde estiveram por largos anos e onde acumularam, em conjunto, centenas de troféus e títulos. Na anterior (2018/19) entrará em cena Nissan, tomando o lugar da meia-irmã Renault (que passará a dedicar-se em exclusivo à F1), algo visto como natural, dado o posicionamento diferenciado de ambas e também porque pelo facto de pertencerem ao mesmo grupo industrial, seria inviável e indesejável o seu confronto directo. Ou seja, a presente época apresenta-se como a hipótese de ouro para que os franceses alcancem um poker de títulos!
Outra sensação desta 4ª época da Fórmula E, que está prestes a iniciar-se, é o anunciado regresso da Suíça ao desporto automóvel internacional, país que há mais de 60 anos baniu as grandes competições dentro das suas fronteiras, curiosamente devido ao muito trágico acidente ocorrido na vizinha França, nas 24 Horas de Le Mans de 1955. Findo esse luto motorizado e fruto do conteúdo verde desta competição 100% eléctrica, será Zurique a cidade que irá ter ePrix no centro da cidade, a realizar a 10 de Junho próximo.
Mas os suíços não serão os únicos a testemunhar a modalidade pela primeira vez no seu país, pois também chilenos, brasileiros e italianos terão os seus primeiros ePrix verdes de sempre, respectivamente nas cidades de Santiago do Chile, S. Paulo e Roma. Arrancando a 2 de Dezembro em Hong Kong (China), logo com uma jornada dupla, nesta temporada de 2017/18 repetem-se, ainda, os circuitos citadinos de Marraquexe, Cidade do México, Paris, Berlim e Nova Iorque (duas corridas), num ciclo de 14 ePrix que terminará em Montreal, em Julho, igualmente num fim-de-semana com dois eventos.
Imagens: Fórmula E


Saiba tudo aqui sobre uma modalidade com que até pode interagir directamente, oferecendo bónus de energia ao(s) seu(s) piloto(s) favorito(s), processo feito através de uma plataforma própria, recorrendo ao hashtag #fanboost. Alerto que até há um português - António Félix da Costa (imagem acima) - neste campeonato, como piloto oficial da BMW, pelo que toca a puxar pelas cores lusas!
Entretanto, se quiser um cheirinho do que sucedeu nos primeiros 3 anos de vida deste Campeonato de Fórmula E, basta apreciar o seguinte conjunto de imagens:

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

GITA & KILO: Os novos amigos da Piaggio

Chama-se GITA e segue o seu dono para todo o lado, tipo cãozinho obediente, mas sem que tenhamos que nos preocupar com o ladrar, pulgas ou mesmo os cocós e afins! Melhor ainda, ajuda-nos no nosso quotidiano, libertando-nos de todo o peso das mochilas (da escola ou do trabalho), sacos de compras, ou outros itens, desde que contidos em determinadas dimensões e peso.
Trata-se de um projecto da PFF - Piaggio Fast Forward, divisão de mobilidade & tecnologia do Grupo Piaggio e segue a máxima de “autonomia para os humanos”, apostando-se na prestação de serviços ao Homem, dando-lhe maior liberdade, satisfação e eficiência de movimentos, através da criação de soluções inteligentes de transporte de bens, a uma escala que consideram ser a ideal para os objectivos definidos.
Primeiro produto da PFF, este pequeno veículo de carga foi desenhado e desenvolvido segundo os propósitos de segurança, travagem equilíbrio, dinâmica e performance inerentes a uma moto ou automóvel, os mesmos princípios da popular Vespa da Piaggio, verdadeiro ícone das duas rodas que deu toda uma nova mobilidade de circulação nas cidades. A GITA foi, por isso, criada para ir ao encontro das necessidades de mobilidade do presente, acompanhando o seu dono, esteja este numa pacata sessão de compras, transportando para o carro ou para casa alguns dos desvarios da carteira (capacidade até aos 18 kg), ou num passo mais rápido de jogging ou running (pode rolar até aos 35 km/h), levando-lhe aquelas coisas – toalha, garrafa de água, carteira, etc – que, de outro modo, ou tinham de ser deixadas dentro do carro ou levadas às costas numa mochila.
Aliás, as suas aplicações são diversas, das actividades de lazer a modelo de complemento profissional, para intervenções mais imediatas, como se pode ver no vídeo abaixo.

Decerto também viu o KILO, uma segunda proposta da PFF com dimensões e capacidades acrescidas, podendo transportar até 100 kg no seu compartimento de 120 litros, movendo-se sobre 3 rodas.
Se quiser mais detalhes clique no link da PFF (acima), ou siga a página de Facebook. Poderá também ver aqui imagens da sua apresentação ao mundo, no início do ano!






Imagens: Piaggio Fast Forward
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 7 de junho de 2017

O futuro da roda

“Rodas”... o tema-chave deste blog Trendy Wheels, independentemente do domínio onde se apliquem ou com que estejam relacionadas. O seu design e concepção têm evoluído desde as suas primeiras aplicações no final do período Neolítico, primeiro em pedra simples, depois em metal e madeira, até se chegar às patentes iniciais em borracha.
Imagem: Hankook Tire

Do processo de vulcanização de Charles Goodyear (1844), à roda pneumática de Robert William Thomson (1855), chegou-se em 1888, por John Boyd Dunlop, à aplicação de um pneu insuflável numa bicicleta, para sete anos depois os irmãos André e Edouard Michelin a estrearem num automóvel. Daí para cá muito aconteceu, num processo de constante renovação, havendo já novos vislumbres para um próximo futuro.
Comecemos pela visão da Hankook Tire, construtor de pneus que, associando-se à Universidade de Cincinatti (EUA), concebeu o projecto “Design Innovation”, através do qual analisa e prevê as infinitas possibilidades daquilo que hoje conhecemos como pneus, aplicado novos conceitos às soluções de mobilidade do futuro. Criou, assim, 5 propostas futuristas – Megafloat (para uso individual, em espaços abertos ou fechados), Flexup (que até permite subir escadas), i-Play e Shiftrac (para veículos de 2 e 4 rodas) e AutoBine (um futurista autocarro) – nos quais combina design, tecnologia e toda uma nova cultura. Conheça-as neste vídeo.

Adeus furos!
Também inspirada na evolução das ditas rodinhas de borracha, há anos que a Bridgestone investe na pesquisa de novas soluções, como os pneus sem ar, eliminando os tão indesejáveis furos.
Imagem: Bridgestone

Se há tempos mostrou uma potencial aplicação a automóveis de pequenas dimensões, agora apresentou um protótipo já quase final, destinado a bicicletas, prevendo, por isso, a sua introdução no mercado eventualmente já em 2019. Nos automóveis a sua aplicação deverá demorar um pouco mais, mas dadas as poupanças associadas – dispensa de pneu suplente, redução de desgaste, consumos e emissões de CO2 – e a crescente consciencialização ambiental do planeta, será uma questão de tempo até podermos dizer “adeus furos!”
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.