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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Natal 2017: Sonhos acelerados

Já anda tudo louco com o Natal: shoppings e demais superfícies comerciais a abarrotar de gente aos fins-de-semana, mesmo na altura em que o sol ainda convidava a passeios nos jardins ou à beira mar, uma Black Friday que extravasou qualquer conceito de 6ª Feira que se pudesse ter, alargando-se a semanas inteiras de consumismo puro, árvores do dito em tudo o que é montra e enfeites mais ou menos elaborados pelas nossas vilas e cidades. E o Trendy Wheels o que é que fez sobre o tema? Pois, ainda nada… até hoje! Está, por isso, na altura de começar a dar umas dicas do que poderá (ou não) comprar, para oferecer a si própri@ ou a quem mais gostar!
Imagem: Conforama

Não acelera na realidade, mas esta recriação do BMW i8 decerto permitirá aos mais petizes os mais diversos sonhos ao volante, para mais porque até tem luzes e som ambiente. Mais em conta e com muito menos detalhe é a cama do Faisca McQueen, do filme “Cars”, mas ainda assim suficiente para algumas corridas nocturnas. Fazem ambas parte do catálogo da Conforama e as suas características podem ser consultadas clicando no link.
Imagem: Fun Furniture Collection

Se preferir outros conceitos mais elaborados, a britânica Fun Furniture Collection tem uma série de propostas. Segundo a máxima do “é pró menino e prá menina”, elas vão desde os icónicos Mini e VW ‘Pão de Forma’ ou até mesmo um autocarro londrino de dois pisos! A escolha é ampla, até estando em desenvolvimento um projecto com o beneplácito da própria Rolls Royce.

Dormir com os heróis da animação
Em complemento ou se o orçamento não permitir a compra dos exemplares acima, há sempre a hipótese de comprar roupa de cama sobre a temática. Neste domínio destaco as propostas da KIABI, da La Redoute e da Loja da Criança, na sua grande maioria ligadas aos personagens de animação de sucesso entre a pequenada, heróis do cinema ou da televisão aí de casa.
Imagens: KIABI


Imagens: La Redoute (1 e 2) e Loja da Criança (3 e 4)

Posto isto, fica a promessa de que a próxima edição já será um pouco mais adulta em termos de sugestão de Prenda de Natal 2017!
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Motores no corpo humano

Primeiro foram os reality shows, com o “Big Brother” à cabeça, a colocarem grupos de desconhecidos numa casa, seguindo-se as variantes com os mais in & out da nossa praça, com doses variáveis de hot & spicy. Daí saltou-se para os concursos, da culinária à moda ou dança, sobreviventes em ilhas paradisíacas ou ex-casais, com mais ou menos trapinhos e com algum (muito) álcool à mistura, entre outras temáticas. A génese é semelhante, obrigando-se um grupo a viver 24 horas num espaço único e longe dos seus, expondo as suas capacidades – ou falta delas – aos mais variados níveis, com todo o stress inerente a essas (ir)realidades.
Imagem: Tiago Neves/CarZoom
Um dos conceitos ainda não importado para o nosso burgo – será uma questão de tempo… – é o das tatuagens, vertente com crescente número de adeptos, sendo o norte-americano "Ink Master" a sensação do momento. Vai já na sua 9ª temporada, mas foi a 8ª que acabou de ser exibida na nossa TV, nos canais alternativos da SIC, opondo duas equipas comandadas pelos pros do tema Chris Nuñez e Oliver Peck, com Dave Navarro no papel de moderador da luta, cabendo-lhe o claim no final de cada desafio de múltiplas horas: "Time's up! Machines down! No more ink!"
São centenas os desenhos e tattoos que têm sido feitos ao longo da série, nos diferentes estilos e tendências, por um conjunto de concorrentes carregadinhos de tinta, com graus de personalidade variável e distribuindo recorrentes arvalhadas, liminarmente disfarçadas com os respectivos “piiiiiiiiiiiiiiis”, como se não houvesse amanhã.
Imagens: Spike/Ink Master (1 a 3) e Inked (4)
Claro que já houve vários exemplares dos mundos dos motores e das rodas, destacando-se a criação que deu a vitória a Ryan Ashley nessa temporada 8, reproduzida ao longo de 24 horas, divididas por quatro sessões, no peito de um petrolhead voluntário que ganhou, assim, uma enorme e fantástica tattoo de borla! Com um trabalho que não era, de todo, a sua praia – um desenho da categoria “New School / Anos 90", com hotrods e montes de cor e de cromados – a jovem norte-americana deitou por terra as esperanças do porto-riquenho Gian Karle, seu rival na Grande Final da temporada “Peck vs Nuñez”, numa árdua tarefa que lhe havia sido exigida por Kelly Doty, a terceira finalista desta edição. 

Árdua mas não impossível, como o comprova a imagem mais à esquerda (foto acima). Primeira mulher a ostentar o título de “Ink Master”, Ryan levou para casa um prémio de 100.000 dólares e um automóvel Dodge Charger, teve direito a uma crónica (e correspondente capa) numa edição – foi a de Abril último – da conceituada revista Inked (foto acima, imagem mais à direita) e uma colaboração numa das tattoo-shops de um dos dois jurados do programa! Conheça-a e a parte do seu trabalho neste vídeo.
Imagens: Spike/Ink Master

Tatuar um automóvel com… 1.000 marcadores!
Entre os conteúdos auto usados ao longo das temporadas do “Ink Master”, os protagonistas e candidatos ao título supremo não se limitam a usar as suas tintas e maquinas de tatuar, longe disso! Electricidade, fita de fechar caixotes, tijolos e blocos de gelo, tudo serve para avaliar a sua alma criativa e demais capacidades, contribuindo, ou não, para a sua escalada rumo ao título.
Imagem: Spike/Ink Master
Até mesmo… marcadores de tinta permanente! Isso mesmo, foi num episódio em que os então sobreviventes do “Team Peck” e do “Team Nuñez”, ainda em jogo, tiveram de tatuar… um automóvel! Foram-lhes dadas 6 horas, liberdade de expressão – associada ao modelo em questão – e nada menos do que 1000 marcadores para a decoração de dois Dodge Charger. O resultado foi este:

Petrolheads lusos
Por cá a criatividade em torno das máquinas, motores, rodas e velocidade também é uma realidade, sendo muitos - entre amigos e (des)conhecidos - os que ostentam no corpo algo que, de algum modo lhes alimenta o ego, numa temática quase infindável.
Imagem: Tiago Neves/CarZoom (1, 2 e 9) Tattoos.pt (3 a 8, 10 e 11) 


Depois, dependendo da parte do corpo a que se destinam e do número de sessões necessárias, fruto da dimensão, detalhe, cor (do preto/cinza ao branco ou a tons mais ou menos saturados) e o variável profissionalismo dos mestres desta arte do corpo, há um equivalente custo associado, indo de uns quantos euros até alguns milhares. Como em tudo na vida!
Imagem: Spike/Ink Master


Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 23 de junho de 2017

Os santos também morrem...

Nada tendo de religioso, esta edição versa outro tipo de santos, no caso o único – leia-se “verdadeiro” – santo da televisão. Chamava-se Simon Templar e era a personagem principal da série de espionagem “O Santo” que foi exibida de 1962 a 1969. Foi Roger Moore quem deu vida a este herói que roubava aos bandidos para ficar com grande parte dos despojos, actor que também encarnaria por 7 vezes outro ícone do cinema, o igualmente espião James Bond. Pode-se, assim, dizer que o santo original morreu, tal como parte se desvaneceu parte da genética 007.
Imagens: IMDB, ITV

Se a série britânica terminou no final dos anos 60 do século passado, o nome deste galã do grande ecrã irá perdurar pelos tempos, pois por mais recriações, sequelas e transposições para o pequeno e grande ecrãs que se façam, ninguém nunca lhe chegará aos calcanhares.
Para além da altivez tipicamente britânica que transpirava da sua interpretação nos 118 episódios da série, divididos por 6 temporadas, houve um automóvel que se lhe ficou associado, o Volvo P1800, seu companheiro de inúmeras aventuras. Conheça-o aqui:

A título de curiosidade, este coupé de matrícula “ST 1” esteve desaparecido durante mais de duas décadas depois da sua última utilização na série, tendo sido encontrado numa quinta de North Wales em 1991, pintado de vermelho e muito danificado. Recuperado a 100% por Kevin Price, fã da marca sueca, ressurgiu aos olhos do público em 2013, numa exposição britânica de veículos clássicos. Hoje estará na posse de um americano, de seu nome Bill Krzastek, que até já o levou ao famoso programa de TV Jay Leno’s Garage.

Os outros companheiros de Moore
Naturalmente que muitos outros carros passaram pelas mãos de Roger Moore ao longo da sua filmografia, nomeadamente as rodas integradas nos filmes da saga James Bond, alguns deles icónicas e/ou exóticas, criações do personagem Q, responsável pela divisão de gadgets dos Serviços Secretos Britânicos.


Imagens: James Bond/007
Os exemplos vão do Lotus Esprit que Moore mergulha nas águas da Sardenha no filme “007 Agente Irresistível” (em 1977), ao ultra-resistente Citroën 2CV amarelo de “007 Missão Ultra Secreta” (1981), até a um improvável Renault 11 que se parte ao meio numa louca perseguição pela cidade de Paris, em “007 Alvo em Movimento” (1985), entre outras viaturas utilizadas nos filmes em que participou.
Alguns constam desta curiosa sequência que resume as viaturas que Moore & companhia, na pele do cobiçado agente secreto, têm conduzido ao longo da saga.

Quanto a Sir Roger Moore - foi-lhe dado o grau de Cavaleiro do Reino em 2003 e nos últimos anos defendia, como Embaixador Honorário, os objectivos da UNICEF - fica para a história a sua recheada filmografia, parte de uma vida mais abrangente que será, decerto, retratada no cinema num dos próximos anos. Vejamos se lhe farão a devida justiça!
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Gigantes Em Alcatrão

Depois de há dias lhe ter mostrado três estradas que se viram reconhecidas internacionalmente, após fórmulas de cálculo específicas as terem colocado no topo de listas de “As Melhores”, desta feita apresento-lhe outros tantos exemplares de cortar a respiração. Uma é um ícone bem lusitano, a longa N2 que liga Chaves a Faro; as duas outras são a bem conhecida Route 66 (EUA) e a menos badalada – mas nem por isso menos interessante – Route 1 (Islândia).

Iniciando esta nossa viagem em Chaves, apresento-lhe a Estrada Nacional 2o longo e velho percurso que, durante décadas, foi a mais popular ligação entre Trás-os-Montes e o Algarve! Sem fórmulas matemáticas associadas, encerra, ainda assim, outros números interessantes, com especial destaque para os nada menos do que os seus 738,5 km de extensão, cruzando 9 províncias, passando por 11 distritos, atravessando 29 concelhos, 11 rios e 4 serras! Ah sim, e dizem ter mais de três centenas e meia de curvas!!! Uffffffff…!

É tão impressionante que tem sido cada vez mais usada por diferentes entidades para as suas acções. Como o Club MX-5 Portugal, grupo de amantes do "descapotável de dois lugares mais vendido do mundo" - a certificação não é minha, é da Guinness World Records - que em Abril último ali realizou um dos seus múltiplos passeios anuais. Foram mais de duas dezenas de Mazda MX-5 e seus condutores e acompanhantes, fora o pessoal da organização, que percorreram de norte a sul esta faixa interior do nosso país.

Imagens: Club MX-5 Portugal


Houve quem recentemente a comparasse à norte-americana e mítica Route 66, pretendendo transformar a nossa N2 num projecto turístico à semelhança do que aconteceu do outro lado do Atlântico. Parte significativa dos 3.940 km originais da estrada americana que, desde os seus tempos áureos, atravessa 8 Estados dos EUA, mantêm-se, mas fruto das evoluções rodoviárias, algumas secções perderam-se, ou viram-se alteradas no seu trajecto original. Mas a sua essência continua a conquistar aventureiros de todo o mundo, em duas, quatro ou mais rodas, atravessando-a e fotografando os seus pontos mais representativos.

Imagem: Wikipedia


Dizem que o primeiro Motel do mundo nasceu lá, tal como o primeiro McDonalds, numa gigantesca estrada que foi cenário da série de TV “Route 66” (1960-64) e de diversos filmes, como “Easy Rider” (1969), “Thelma & Louise” (1991) e “Café Bagdad” (1987). Até a cidade de “Radiator Springs”, palco virtual da saga infantil “Cars” (2006) da Disney/Pixar, ficará alegadamente na berma desse ícone rodoviário, que também inspirou para músicas dos Depeche Mode, The Rolling Stones, Nat King Cole, Natalie Cole e Al Jarreau, entre outros. Livros também há um pouco de tudo, dos tradicionais guias até propostas de culinária, álbuns fotográficos e histórias infantis!

Bem mais a norte, na Islândia, fica outro ícone rodoviário, a Route 1 ou Ring Road ou ainda Þjóðvegur 1 em dialeto local. É uma longa estrada de circunvalação com 1.332 km, ligando as principais cidades, monumentos e atracções turísticas do país. Dados os rigores meteorológicos locais não é totalmente circulável no Inverno, tendo os locais de se socorrer de troços alternativos para atingir os destinos.

Imagem: TomTom


O grupo local Sigur Rós aproveitou o recente Solestício de Verão para percorrer toda a sua extensão, fazendo-o em live stream ao longo de mais de 24 horas e, naturalmente, sempre de dia, algo perfeitamente comum por aquelas paragens. Aproveitou, depois, essas imagens para gravar o vídeo do seu tema Óveður, que pode ser visto aqui em modo timelapse:


Claro que este artigo se poderia estender ainda mais por outras estradas de sonho (ou mesmo de pesadelo) do planeta, desde a Great Ocean Road (Austrália) à Ruta 40 (Argentina), passando pela Karakoram Highway (China/Paquistão) ou pelo Khardung Pass (Índia). Na Europa teríamos o Nurburgring Nordschleife (Alemanha), a Trollstigen (Noruega), o Stelvio Pass (Itália) ou o Col du Turini (Mónaco), entre muitos outros traçados mais ou menos pitorescos. Mas estes ficam para uma próxima…

Imagens: Google Maps, Wikipedia
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.