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sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Uma estrela no futebol

Os estádios de futebol são, na grande maioria das vezes, a imagem da essência do próprio clube que representam, seja pelas cores e pela construção, como pelas mensagens associadas, mais ou menos visíveis a olho nu. Se, no âmbito do Euro 2004, Portugal viu nascer um conjunto de novos palcos para o denominado Desporto-Rei, envolvendo múltiplos milhões de euros, hoje diferentemente rentabilizados, outros países, no âmbito das provas internacionais entretanto neles realizadas, também vêem surgir novos estádios, para gáudio dos fervorosos adeptos.

Um dos mais recentes exemplos da megalomania clubística surgiu em Atlanta (EUA), com a inauguração, no passado dia 26 de Agosto, do Mercedes-Benz Stadium, uma mega-estrutura que é agora casa do Atlanta Falcons, equipa de futebol norte-americano da NFL, e do Atlanta United FC, formação de futebol mais tradicional, que do lado de lá do Atlântico é mais conhecido como soccer.
Com um custo estimado de 1.250 milhões de euros, a palavra de ordem neste espaço multi-eventos é “tecnologia”, nomeadamente na concepção e operação do seu tecto retráctil que, uma vez fechado, apresenta, a quem o vê dos ares, a estrela de 3 pontas da marca alemã. Composto por 8 painéis móveis, com um peso de 500 toneladas cada, demora entre 9 a 12 minutos a abrir (ou a fechar). Integra, no seu rebordo interior, um dos maiores ecrãs de vídeo do mundo do desporto, em forma de halo, ocupando uma área de cerca de 6.000 metros quadrados! Mas, melhor do que as palavras, são as imagens:

Outra característica única do novo estádio é a estátua que recebe os visitantes na porta principal, a maior escultura de uma ave do mundo. Criação do artista húngaro GaborMiklos Szoke, o assustador e imponente falcão surge pousado sobre uma bola de futebol americano feita em bronze, parecendo protegê-la com as suas poderosas garras. A estrutura tem 12,5 metros de altura e as suas asas uma envergadura de 20,7 metros, naquilo que os especialistas consideram uma maravilha da engenharia, considerando que o conjunto envolve nada menos do que 33 toneladas de aço! Se quiser ver o processo de montagem em 3D desta obra de arte clique aqui.
Caso o clube do seu coração tenha um qualquer bichinho como mascote partilhe este texto com o mesmo. Quem sabe não se inspiram e, um dia – assim haja orçamento para tal – nasça uma águia e/ou um leão ali prós lados da Segunda Circular, um dragão a norte ou outros espécimes algures pelo nosso Portugal.
Imagens: Atlanta Falcons/Mercedes-Benz Stadium

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Águas Por Cá E Por Lá!

Decerto que se recordará, ou porque se viu afectado ou pelo que leu e ouviu, que no passado dia 2 de Abril abateu parte de um troço da A14, a autoestrada do Baixo Mondego, que liga Montemor-o-Velho à Figueira da Foz, com profundas deformações no pavimento ao km 10 (zona de Maiorca) que obrigaram a interromper a circulação e que deram uma ainda maior dor de cabeça a quem por ela tem de passar na sua rotina diária.

Uma vez avaliados os danos, a Brisa admitiu que a reparação pudesse demorar entre 6 e 7 semanas, facto que até se veio a verificar, pois a 18 de Maio a abertura da via foi feita, se bem que de forma condicionada, alternando-se o trânsito numa das vias, com apoio de semáforos, para se desmontar uma estrutura provisória de origem militar, a que se recorreu para minimizar os danos. A abertura definitiva fez-se uma semana depois e, segundo parece, sem mais prejuízos que não os que a empresa suportou e que são naturalmente pagos por uma fatia das portagens cobradas a todos nós!

Mas e se em vez de os quase dois meses a coisa tivesse ficado resolvida em… 2 dias de um fim-de-semana? Pois, na Holanda – também ela um país da cada vez mais desunida União Europeia – houve necessidade de se fazer um túnel debaixo de uma auto-estrada que tivesse um impacto mínimo para os utilizadores. E – zás!!! – qual milagre da tecnologia, parece que tão impensável objectivo foi alcançado em pouco mais de 48 horas! Se não acredita, veja aqui (em modo timelapse) o que escolhi para Video Trendy Wheels da Semana:


O feito foi realizado pela Heijmans entre os dias 20 e 22 de Maio, na região de Arnhem, na A12 local (liga Haia a Oudenrijn, junto à fronteira com a Alemanha), e é, no mínimo, impressionante!!! Colocar um túnel pré-construído de 70 metros e 3.600 toneladas, fazendo-o deslizar para depois ficar debaixo de uma autoestrada é coisa que se faz em três tempos... ou mesmo dois!

Claro que temos de considerar que as condições geológicas de lá (e também meteorológicas, como se viu, com bastante chuva e vento, a dar-lhe forte à noite) não eram, de certeza, as mesmas das de cá. E, por outro lado, a água é um elemento da natureza com que os holandeses estão habituados a lidar há largos anos, ou não tivessem eles conquistado parte do seu território ao mar. Por cá água… pois… por vezes só mesmo para dar razão à expressão “meter água”!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

Duas Margens, Culturas, Realidades…

Depois das estações, de superfície e nas profundezas das nossas cidades que lhe mostrei há dias, trago-lhe hoje um conjunto de exemplos premiados no domínio das pontes e passagens pedonais. À semelhança dos espécimes internacionais, Portugal em nada fica a dever à concorrência.


A ligar duas margens…
Diz o portal European Best Destinations que as pontes são essenciais para ligar duas margens, mas também duas culturas, regiões, cidades, considerando alguns exemplares como verdadeiras obras de arte.
 
Fotos: Lusoponte e Porto Patrimoónio Mundial (Oficiais)
O seu top-15 integra nada menos do que 3 exemplares lusos: a Ponte 25 de Abril no topo da lista, a Ponte Luis I no 5º lugar e a Ponte Vasco da Gama a fechar as preferências.
 
Fotos: Oficiais
Da lista fazem parte, entre outras, a Tower Bridge (Londres, Inglaterra), a Ponte Vecchio (Florença, Itália) ou a Puente Nuevo (Ronda, Espanha).


… ou quaisquer outros dois pontos
Já a Arquitectural Digest divulgou as “Melhores Pontes Pedonais do Mundo”, grupo em que elegeu dois exemplares portugueses: a Ponte Pedonal e Ciclável Sobre a Segunda Circular em Lisboa e a Ponte Pedonal Pedro e Inês em Coimbra.
 
Fotos: Fundação Galp Energia e Cenor (Oficiais)
O projecto alfacinha é da autoria de Telmo Cruz, Maximina Almeida e de Adão da Fonseca, com o apoio da Fundação Galp Energia, ligando o Campo Grande, Benfica e o Estádio universitário. A travessia do Mondego dedicada ao Rei D Pedro I e a Inês de Castro é uma ponte em arcos com um tabuleiro misto aço/betão, ao longo de duas rampas paralelas, não concordantes. Uma obra projectada pelo Engº António Adão da Fonseca e pelo Arqº Cecil Balmond. 
 
Fotos: Oficiais
Da lista fazem parte outros projectos tão dispares como a Scale Lane Bridge (Hull, Inglaterra), a Melkwegbridge (Purmereng, Holanda) ou a Peace Brigde (Calgary, Austrália).

Vejamos o que o futuro nos reserva neste domínio, agora que as grandes infraestruturas, algumas delas impensáveis há algumas décadas, estão a invadir as nossas urbes. Uma coisa é certa, se houver novidades, elas vão surgir no blog Trendy Wheels!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Obras de Arte no Nosso Caminho

Continuam a surgir, a uma cadência impressionante, boas notícias para Portugal, nos mais diversos domínios e também em conteúdos relacionados com as rodas como o comprovam os exemplos que hoje lhe trago, convidando-o a fazer uma viagem por algumas das “Maravilhas do Nosso Portugal” verde e rubro.


Uma paragem de autocarro premiada
Por exemplo, sabia que há, na cidade berço, uma estação de camionagem diferente de todas as outras, fruto do seu arrojado design? Algo que lhe valeu o 8º lugar no top-10 dos “Melhores Designs de Paragens de Autocarros do Mundo de 2016”, avaliação da revista especializada Design Curial
 
Fotos: Arriva (Oficiais)
Pertence à Arriva e fica em Pinheiro este edifício projectado pela RVDM Arquitectos e inaugurado em 2010. Tem capacidade para uma centena de autocarros e integra, também, uma área administrativa e outra de manutenção e estacionamento. Nela se conjugam o vidro e o alumínio, dois elementos que se complementam na perfeição.

As paragens de autocarros preferidas daquela publicação são, por esta ordem, a Unterkrumbach Nord Bus Stop (Krumbach, Áustria), a Gagra Bus Stop (Abkhazia, Georgia) e a Busbanhof Poppenbüttel (Hamburgo, Alemanha). Veja-as abaixo.  
Fotos: Design Curial (Oficiais)

A maravilhosa gruta das Olaias
Em qualquer pesquisa que se faça sobre “As Mais Belas Estações de Metro do Mundo”, há um exemplo nacional que aparece invariavelmente: a Estação das Olaias. Desenhada por Tomás Taveira, com o contributo de quatro artistas plásticos – Pedro Cabrita Reis, Graça Pereira Coutinho, Pedro Calapez e Rui Sanchez – foi inaugurada em Maio de 1998, sendo parte da linha Vermelha do Metro de Lisboa.
 
Fotos: Transportes de Lisboa (Oficiais)
Esteve em destaque há dois anos, quando o portal norte-americano Huffington Post e o britânico The Telegraph a integraram nos seus rankings. Ecos que, entretanto, se replicaram por todo o mundo, sendo os exemplos mais recentes os artigos do Business insider e, por cá, do jornal online ObservadorCompõe-se de um átrio superior e a nave principal do cais, espaço extremamente elaborado em termos de formas e cores, nela se destacando, entre outros, 10 candeeiros artísticos em metal e acrílico e uma escultura metálica localizada junto ao elevador panorâmico em forma de peixe.

Outras infraestruturas que também estão quase sempre entre as preferidas são os metros de Toledo (Nápoles, Itália), de Avtovo (S. Petersburg, Rússia) e de Estocolmo (Suécia), entre muitas outras. Veja-os abaixo.
 
Fotos: AFP/Getty Images (Oficiais)



A Oriente brilha uma estação...
Especialista na análise de informações e estudos relacionados com construções de grande envergadura, a Emporis divulgou em 2014 uma lista com “As Estações de Combóios Mais Espectaculares do Mundo”, estruturas que se tornaram marcos arquitectónicos únicos das cidades onde foram construídas, fruto das suas coberturas pouco convencionais, das cores brilhantes e formas extravagantes.
 
Fotos: C.M. Lisboa; Transportes de Lisboa

Uma lista que incluiu a Gare do Oriente (Parque das Nações), cuja imagem de marca é, sem dúvida, a sua cobertura de vidro betão e aço. Inaugurada em 1998, a estrutura com assinatura de Santiago Calatrava, também é referida como Gare Intermodal de Lisboa, pois o complexo inclui a estação de metro do Oriente, um espaço comercial e uma estação rodoviária (local e de médio/longo curso) para táxis e autocarros.

top da Emporis inclui outra estação do mesmo arquitecto espanhol, a Gare de Liège-Guillemins (Liège, Bélgica), inaugurada em 2009, em contraponto à Kings Cross Railway Station (Londres, Inglaterra) de 1852, a mais antiga da lista e palco da saga "Harry Potter", ou ainda o Chhatrapati Shivaji Terminus (Mumbai, Índia), de 1888 e Património Mundial da Unesco desde 2004, entre outros exemplares únicos na historia dos transportes ferroviários. Veja-as aqui.
 
Fotos: Oficiais

Mas… só isto? Não! Há algo mais para dizer, num tema a que voltarei numa próxima edição, para fazer a ligação entre dois pontos!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.