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sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Luis Costa: Lembranças da África do Sul

Dando continuidade a uma longa conversa com Luis Costahouve dois temas fortes inerentes à sua trajectória ascendente no paracliclismo internacional: a conquista de uma medalha numa das provas do Campeonato do Mundo, em 2017 e na África do Sul, e outra batalha que ele e outros atletas paralímpicos travam fora das suas realidades desportivas e que pretendem ver ganha: a do igual reconhecimento e apoio face aos seus pares olímpicos.

Começando pela primeira vertente, dá que pensar que se trata do evoluir de um bichinho que apenas acordou em 2013 quando Costa enfrentou, pela primeira vez, o seu ídolo de então, um tal de Alessandro Zanardi, ex-piloto de automobilismo que perdeu ambas as pernas num acidente, de onde, milagrosamente, saiu com vida e com uma enorme vontade de dar a volta de 180 º à sua aparentemente destroçada vida. É com o agora paraciclista italiano que tem uma história curiosa, uma de muitas destes seus quatro anos na modalidade.
“É um pequeno grande momento, bem recente, e que ainda só contei a algumas pessoas. Todos sabem que me inspirei no grande Alex Zanardi para começar a competir no paraciclismo, passando a lutar contra ele desde 2013, desde a minha primeira prova internacional. Mas só lho disse pessoalmente no final do Contra-Relógio dos Mundiais da África do Sul, quando estava a descontrair nos rolos e a sonhar de olhos abertos por ter alcançado aquela medalha de bronze. O Alex foi ter comigo e felicitou-me pelo 3º lugar e pela minha magnífica progressão. Disse-lhe ter sido ele a minha inspiração algo que, sempre muito humilde, agradeceu para depois me perguntar em tom divertido: ‘Deixa-me adivinhar… e agora que estás entre os melhores o teu objetivo é dares-me um pontapé no rabo, não é?’, ao que lhe respondi ‘Naturalmente Alex, tal como todos os outros aqui presentes’. Ele deu uma gargalhada e disse-me para eu não lhe levar a mal, mas que preferia que isso ficasse para outra prova e não naquele fim de semana! Um momento que jamais esquecerei, história que mais tarde vou gostar de contar aos meus netos.”

Ao mesmo tempo Luis Costa recordou a dupla sensação de ter terminado o Contra-Relógio com a conquista de uma medalha e depois, a Prova de Fundo, a milímetros de idêntico resultado, para mais quando os resultados mostram que, nesta última, terminou o trajecto com o mesmo tempo do vencedor.
“Foram duas situações de sentimentos opostos. No final do Contra-Relógio tive que esperar uns bons 15 a 20 minutos até ter a certeza que a medalha de bronze era minha e só então ‘explodi’! Saltei para o colo do Telmo Pinão [nota: o segundo atleta luso da comitiva que viajou para a África do Sul] e comecei a gritar de alegria. Já ganhei muitas medalhas de ouro, prata e bronze, mas nenhuma delas tem o valor de uma num Campeonato do Mundo.”
Quanto ao 4º lugar na Prova de Fundo “esse teve um sabor a frustração. Sentia-me muito forte, fui quem que mais trabalhou durante a prova, respondendo a todos os ataques, anulando uma fuga, estando maior parte do tempo na frente a impor o ritmo que fez com ficássemos só quatro atletas na disputa do sprint final… mas esqueci-me de me poupar um pouco nos últimos quilómetros para poder lutar pelo pódio e, com isso paguei por esse erro. Perder essa medalha de bronze por meia roda depois de tanto esforço, foi duro de engolir. Mas faz parte e aprendi mais uma lição.”


Ensinamentos que o nosso medalhado irá aproveitar nos próximos eventos, agora que o seu calendário desportivo está praticamente definido: “2018 e 2019 são os anos em que decorrem as qualificações para Tóquio, sendo que o objetivo passa por conquistar pontos suficientes para garantir a primeira vaga para Portugal. Como já o disse, irei tentar fazê-lo participando em todas as Taças do Mundo, no Campeonato do Mundo e mais algumas provas internacionais que façam parte do calendário oficial da UCI, com o objectivo de subir aos pódios dessas provas, especialmente no Mundial, onde acredito poder fazer de novo história para o paraciclismo português”.
“Quanto a 2019 os objetivos serão idênticos, mesmo que no final de 2018 já tenhamos uma vaga assegurada para Portugal para Tóquio 2020, pois os pontos dos dois anos acumulam e eu quero contribuir para que tenhamos pelo menos 2 vagas, semelhante ao que alcançámos no Rio de Janeiro, em 2016. Isto porque nada me garante que se só tivermos uma vaga, seja eu a ocupá-la, sendo esta uma decisão do Selecionador Nacional. Por isso, quantas mais vagas, melhor.”

“Os paralímpicos não são atletas de segunda”
Objectivos que partilha, interiormente, com outras duas lutas, uma pela igualdade de tratamento na imprensa e outra junto das entidades governamentais: “É um desejo que tenho há muito de, por um lado, podermos contar com a cobertura da imprensa nacional, nomeadamente a desportiva, que hoje ainda pouco ou nada liga ao paraciclismo, algo que até senti em particular depois da conquista da medalha de bronze nos Mundiais da África do Sul.”

“Infelizmente não posso mudar o que seria mais importante: a mentalidade futebolística deste país, mas se tivesse poder para tal, obrigava todos os jornais desportivos a publicar, em cada edição, pelo menos uma página sobre desporto adaptado. Acredito que isso mudaria muita coisa mesmo! É que as pessoas e as empresas não se podem interessar por algo que não conhecem…”
Outra luta de que Luis Costa não tem desistido é a de se alcançar a igualdade de verbas olímpicas, face aos atletas sem limitações físicas: “Incompreensivelmente os apoios continuam a ser diferentes para os atletas do projecto olímpico e os atletas do paralímpico, isto apesar das promessas deixadas após os Jogos do Rio, em 2016, em que se anunciou pretender-se acabar com essa discriminação, aproximando-nos de outros países como Espanha, adoptando-se um gradual equilíbrio das verbas atribuídas”.
“Só que apesar da aprovação pelo Governo da equivalência dos denominados ‘Prémios de Mérito Desportivo’ [nota: valor que é pago a atletas que obtêm medalhas em provas de Campeonatos da Europa, Mundiais e Jogos Olímpicos/Paralímpicos], indicando o que parecia ser um bom caminho para a uma equivalência das Bolsas de Preparação dos atletas integrados nos programas paralímpicos às dos atletas olímpicos, foi recentemente chumbada uma proposta de alteração de lei que iria permitir adoptar-se um processo progressivo que, tudo indicava, ficaria equilibrado após os Jogos de Tóquio.”
Apresentada pelo Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda, a proposta previa que em 2021 os montantes ficassem, finalmente, equiparados, após uma sequência de três anos de aumentos faseados, terminando com a diferença nos valores das bolsas praticados até à data. Votada a favor pelo BE, CDS-PP e PCP, a proposta não passaria por um lado devido à abstenção do PSD mas, principalmente, pelos votos contra do PS, partido que, inicialmente, até deixou promessas de mudanças na lei. Ou seja, “infelizmente a discriminação continuou, sendo ainda mais preocupante porque se segue às promessas feitas pelo partido que agora ignorou as pretensões dos atletas paralímpicos quando chegou a hora de alterar a lei”.
Note-se que, à data, a bolsa dos atletas paralímpicos corresponde sensivelmente a um terço do valor recebido pelos desportistas olímpicos: por exemplo, um atleta olímpico de Nível 1 recebe 1.375 euros, mas o equivalente paralímpico recebe 518 euros (ver quadro). No que se refere ao Plano de Preparação, o valor atribuído aos atletas olímpicos – neste momento num total de 49 nomes – ronda os € 30.000 anuais, verba que nos paralímpicos é de apenas € 8.750, a dividir por 38 atletas com algum tipo de deficiência, estando 20 deles em modalidades de atletismo adaptado.
Números que parecem indicar que um atleta sem qualquer deficiência física gasta mais na sua preparação do que um paralímpico! “Não será antes ao contrário?”, questiona o nosso entrevistado. “A título de exemplo, saberão quanto já gastei na minha handbike, que uso para representar este país e que foi paga por muitos dos que vão ler este texto? Vários largos milhares de euros…”

#PortugalComOsParalimpicos
Em face do descontentamento e burburinho criado no meio, entretanto parecem ter havido novos desenvolvimentos, “fruto de novas negociações entre o Governo e o Comité Paralímpico de Portugal, antevendo-se que sempre possa vir a existir alguma progressão nos valores de ano para ano até 2021, mas só o saberemos ao certo quando o contrato-programa para ‘Tóquio 2020’ for assinado, daqui por uns dias.

Enquanto tal não acontece, alerto para a causa que foi criada – através da hashtag dedicada #PortugalComOsParalimpicos – que sublinha a motivação e convicção na igualdade de oportunidades para ambos os atletas, através da qual se convidam os Portugueses a juntarem-se-lhe, de modo a acabar de vez com esta discriminação.
Curiosamente, olhando para os resultados de uns e outros a coisa até se apresenta numa estrutura completamente inversa, dado que nos últimos Jogos Paralímpicos do Rio, em 2016 os paralímpicos – vistos por muitos como atletas alegadamente diminuídos – subiram ao pódio por 4 vezes, quando os olímpicos conseguiram uma única medalha. Uma estatística que, somada à das restantes olimpíadas do presente milénio, se mostra ainda mais significativa: os atletas paralímpicos conquistaram 36 medalhas no conjunto dos últimos cinco Jogos, face às apenas 8 dos olímpicos, sendo que também o ouro está mais presente no pescoço dos aqui inconformados atletas, numa escala de 9 contra 1. Elucidativo!

Mas nada disto vai influenciar o foco principal do nosso atleta plurimedalhado nos objetivos que o atleta, paraciclista do Sporting/Tavira Paracycling, traçou para os próximos anos e que define como “Simples! Quero conquistar um lugar nos Jogos Paralímpicos Tóquio 2020, alcançando pelo caminho os melhores resultados possíveis, que dignifiquem o meu clube e o país que represento, ao mesmo tempo que retribuo o apoio de todos os que têm estado ao meu lado”.
Objectivos e prestações que Luis Costa e muitos outros, no domínio das rodas ou fora delas, pretendem atingir de modo a contribuir para o orgulhoso hastear da bandeira lusa ou para a contínua projecção do nome Portugal mais além. Veremos se, no novo ano e nos vindouros quem de direito lhes dará o devido crédito. São estes os votos do Trendy Wheels para o novo ano! 
Feliz 2018 para tod@s... e uma nova tattoo para Luis Costa em 2020!
Imagens: Luis Costa - Paraciclista

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 27 de dezembro de 2017

Luis Costa: Objectivo Tóquio 2020

O novo ano está aí à porta, significado isso que faltarão 32 meses para que Luis Costa esteja de armas e bagagens por terras do Japão, para aí disputar os Jogos Paralímpicos “Tóquio 2020”. Até parece ainda muito mas, mesmo a esta distância temporal, o atleta paralímpico de raízes alentejanas está já em preparativos para esse objectivo, dividindo o seu tempo entre as mais diversas acções, tentando captar as atenções para uma modalidade ainda demasiado esquecida ou mesmo desconsiderada por quem teria o dever de a divulgar e promover.

Dando algum eco extra ao paraciclismo, o Trendy Wheels tem-no acompanhado nessa sua ambiciosa mas não impossível jornada, rumo à conquista de uma medalha – e a ser que seja a de ouro – já nos próximos Jogos Paralímpicos de Verão, a decorrer de 25 de Agosto a 6 de Setembro de 2020 no Japão. Com uma agenda repleta, este alentejano natural de Castro Verde divide-se “entre treinos dedicados, entrevistas de promoção da modalidade ou acções junto dos meus apoiantes”, ao mesmo tempo que defende “a igualdade entre todos os atletas olímpicos, com ou sem qualquer grau de deficiência, algo que, infelizmente e mesmo ao nível das autoridades governamentais, se ficou pelas palmadinhas nas costas e promessas feitas em 2016, aquando do nosso regresso dos Jogos do Rio”.
Tudo é conjugado num espaço temporal que estica ao limite do (quase) impossível, entre a vida pessoal e profissional, mantendo-se perfeitamente integrado numa exigente força de intervenção, como inspector da PJ, mesmo com a sua limitação física. Obtidos à força de uma enorme vontade de chegar mais longe, “esse conjunto de resultados e medalhas internacionais, obtidas desde que em 2013 me estreei na modalidade, são dedicados à minha família, em especial à minha companheira Inês e aos meus filhos”, juntando um agradecimento especial “ao Selecionador Nacional José Marques e ao Professor Gabriel Mendes, que gastam neurónios, perdem tempo, acreditam e fazem-me acreditar nas minhas capacidades e que conseguiram transformar um atleta desconhecido num dos melhores do mundo da sua classe!”

Noutro patamar destaca “as centenas de pessoas e empresas que me ajudaram a pagar a handbike de topo que tenho actualmente e às entidades que me têm apoiado, caso do Sporting Clube de Portugal, da Federação Portuguesa de Ciclismo e do Comité Paralímpico de Portugal, grupo que me tem permitido continuar a ter condições para me dedicar a este desporto.”

“Quero representar Portugal no Japão”
Se 2017 foi um ano repleto de sucessos pessoais e desportivos, com o ponto alto na medalha de bronze conquistada nos Mundiais da África do Sul – referi-o na série de textos que aqui se publicaram em Outubro – os anos de 2018 e 2019 antevêem doses adicionais de trabalho com vista essa renovada visita ao circuito paralímpico, quatro anos depois da sua promissora estreia no Brasil.

“Foi, de facto, um ano em cheio e seguem-se outros de muito mais trabalho. Encontro-me integrado no ‘Programa de Preparação Paralímpica Tóquio 2020’, pelo que tenho que arregaçar as mangas para contribuir que Portugal garanta, novamente, vagas para os próximos Jogos e eu seja um dos escolhidos para o representar”, refere Luis Costa com um indisfarçável orgulho. “Dependendo da altura do ano, por norma começo a treinar pelas 08h30, variando a duração entre uma hora e meia e quatro horas. A seguir vou trabalhar até às 19h00 e em certos dias, depois dessa hora, ainda faço mais um treino de ginásio e só depois vou para casa. Com sorte pelas 22h00 poderei descansar”.
Uma realidade que difere da que tem a maioria dos seus adversários internacionais, agora que “o Costa” – como é conhecido entre os seus pares – está de pleno direito no grupo dos candidatos às medalhas. “Sim, nesse particular sou um pouco prejudicado em comparação com a maioria, adversários se dedicam em exclusivo a este desporto. Eu tenho que adequar a minha vida profissional com a vertente desportiva, com a vantagem de aqui contar com uma chefia bastante compreensiva, facilitando-me determinadas situações.”
Não obstante essas diferenças, o atleta que elegeu Portimão como base de trabalho tem sabido tirar todo o partido da sua preparação e da sua handbike, alcançando os lugares de topo da Categoria H5 em que se insere, estando invariavelmente no grupo dos candidatos ao pódio nas competições internacionais em que participa. “Em eventos desse nível aprende-se sobretudo a lidar com a pressão criada pelas expectativas dos resultados. Sabemos que os portugueses, mesmo que não liguem ao que fazemos no resto do ano, nesse dia querem ver a bandeira nacional no mastro mais alto. Actualmente, não tenho problemas ao enfrentar os ditos ‘gigantes’ nas grandes competições, como o italiano Alex Zanardi, o holandês Tim de Vries ou o norte-americano Alfredo de los Santos, entre muitos outros excelentes nomes do paraciclismo, pois afinal já atingi esse patamar, tornando-me num deles, não é verdade? Existe sim um grande respeito pelo valor de todos, mais pelo que fazem em competição e não por terem melhores apoios - que os têm de facto - ou mesmo pelo melhor material, sendo que aqui estou no mesmo nível, graças à ajuda das centenas de pessoas e de algumas empresas que investiram em mim e na minha handbike, a quem não me canso de agradecer”.
O objectivo passa, assim por subir mais um patamar e de candidato às medalhas internacionais Costa quer passar a ser candidato às vitórias. “É um facto que estou no paraciclismo há menos tempo do que alguns dos meus adversários directos, mas se já demonstrei que consigo andar ao mesmo nível, porque não pensar mais alto e nas vitórias, batendo-os de um modo mais regular?” Será o somatório desses resultados que irão permitir que Luis Costa atinja os mínimos de qualificação paralímpica que o levarão até Tóquio.

Não surpreende que Luis Costa vá, assim, ter uma temporada de 2018 das mais exigentes de sempre, dividindo-se entre as taças e campeonatos internacionais da UCI que lhe garantem as tais pontuações que precisa para se qualificar para os Jogos Paralímpicos de Tóquio, juntando-lhe as participações nos eventos nacionais, onde “ao mesmo tempo que testo em ambiente competitivo, promovo a modalidade, nomeadamente junto dos mais novos e entre aqueles que têm limitações físicas de variada ordem”.
“Com um início de ano em que se equacionam duas outras potenciais provas em terras lusas, em Março, tudo irá começar em Espanha já em Janeiro, no ‘Motorland Invernal, evento realizado no circuito de F1 de Aragón. Depois, de Abril a Junho, o meu calendário de competições irá contemplar mais 8 eventos, quatro deles fora de Portugal”, refere, acrescentando que de Julho a Setembro “tenho 8 outras provas, com destaque para o Campeonato do Mundo de Paraciclismo, em Itália (Agosto), seguida de uma deslocação ao Canadá, fora três outros eventos internacionais!”

É, por isso, tempo de começar a fazer as malas e levar a sua “menina” aos cantos do mundo, parte dos temas desta longa entrevista com Luis Costa em que se abordaram outros temas quentes e também algumas saudáveis recordações. Novos conteúdos que terão de ficar para uma próxima edição, a publicar já nesta 6a Feira. 
Imagens: Luis Costa - Paraciclista

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

“Que nunca por vencidos se conheçam!”

2016, mais um ano que chegou ao fim, com aspectos positivos e negativos, uns que nos são mais próximos, outros que, consoante o tema, seguimos à distância com variado nível de interesse. Aqui no Trendy Wheels cumpriu-se, a 26 de Dezembro último, o 1º aniversário, seguindo-se uma temática que – já tod@s sabem – versa o mundo das rodas, independentemente onde elas surjam, conteúdos que vão de cenas do dia-a-dia a matérias mais específicas.
Como esta, a propósito de um post que li recentemente no Facebook do Luis Costa, alguém que tem demonstrado uma enorme força de vencer, conseguindo-o nos mais variados domínios, pessoal, profissional e desportivo. Como referi no texto "O Sonho É Possível", trata-se de um dos atletas que defendeu as cores lusas nos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro, um sonho tornado realidade por alguém que só há apenas quatro épocas passou a olhar para do paraciclismo com outros olhos. 

Tal trouxe-lhe, neste ano findo e entre outros resultados de relevo, o título de Vice-Campeão da Taça do Mundo (incluindo quatro medalhas de prata), a vitória no Circuito Europeu de Handbike, o ceptro de Campeão Nacional de Estrada e de Contrarrelógio e ainda o 1º lugar na Taça de Portugal da modalidade. “Foi um ano em cheio e seguem-se mais quatro de muito trabalho, pois já estou integrado no ‘Programa de Preparação Paralímpica Tóquio 2020’, pelo que a partir de 2018 tenho que arregaçar as mangas para contribuir que Portugal garanta, novamente, vagas para os próximos Jogos e eu seja um dos escolhidos para representar o país”, refere Luis Costa com um indisfarçável orgulho.

Mas nele faz-se, também, um grito de alerta face ao aproveitamento que algumas entidades parecem fazer, em determinadas alturas, dos seus resultados, deixando a promessa de mundos e fundos, para logo a seguir darem o dito por não dito ou, pura e simplesmente, ignorarem as múltiplas tentativas de contacto. Nesse seu desabafo público, em que o multi-premiado atleta luso se mostra também desalentado com a perca de alguns dos apoios monetários que o ajudariam nesse seu processo de preparação, refere: “Aborrece-me que algumas empresas portuguesas me tenham contactado quando eu ainda me encontrava no Rio de Janeiro a representar Portugal, a dizerem que me queriam patrocinar, e quando voltei nem sequer responderam aos meus e-mails. Eu não vos pedi nada, foram vocês que me contactaram...”

É esta a triste realidade lusa? Por mais monetário-financeira que seja a realidade dos patrocínios, com o esperado fluxo investimento/retorno/aumento de exposição de imagem, não quero acreditar que alguém com um palmarés como o acima tenha que passar por isto, quando para outras modalidades – e até mesmo exceptuando o todo-poderoso futebol – haja quem se atropele para ficar com exclusivos de patrocínios! O que é que o paraciclismo não tem que os outros têm? Visibilidade? Então se não tem, dêem-lha! 

A começar pelos ditos jornais desportivos que - já sem considerar as capas - enchem a quase totalidade das suas edições com conteúdos de futebol - extensas coberturas, entrevistas, análises e histórias de vida - remetendo as restantes modalidades para as páginas finais, estas na grande maioria das vezes apenas alvo de mini-notícias, que pouco mais têm do que meia página, ou mesmo uma dúzia de linhas. Para que serve elevar bem alto o nome de Portugal, dos clubes que os apoiam e dos próprios atletas se, a seguir, pouco ou nada mais acontece? Os nossos restantes Campeões não merecem, decerto, este tratamento!
A pouco mais de três anos e meio do arranque dos Jogos Paralímpicos de Tóquio, em Agosto de 2020, o Luis está a preparar-se como nunca, dividindo-se entre os treinos com a sua “menina” – nome que dá à sua handbike inscrita na Classe H do paraciclismo – e os vários contactos com empresas e outras entidades oficiais. Uns estão ainda na fase de tentativa, outros já se encontram mais adiantados, tentando, assim, garantir as verbas que lhe permitirão sonhar ainda mais alto, evoluindo dos resultados alcançados num palmarés que tem mais páginas do que os de muitos outros atletas de renome. 

A suportá-lo conta, neste momento, com os apoios (no formato de bens e serviços) de empresas como a G-Ride Concept Bike Store, especialistas no material circulante e que o apoiam praticamente desde que se iniciou na competição, e a Lurbel Precision Garment, marca de vestuário desportivo. Para lhe tratar do corpo e da mente conta com os préstimos do Beto Fitness Club, espaço essencial para a sua preparação física, da Clinica Mediessencial, que lhe trata do sorriso, e da Hypno Coaching, como indispensável preparador mental, algo para que o Tattoo Studium também contribui, desenhando-lhe as suas já muitas tatuagens. A Alportil, Concessionário Skoda no Algarve, fornece-lhe outras rodas para as suas diferentes deslocações pelo país e o restaurante Sabores da Ria, em Cabanas de Tavira contribui para um estômago bem alimentado, fazendo deste atleta alguém bem mais feliz. Somam-se os apoios do Comité Paralímpico de Portugal e da Federação Portuguesa de Ciclismo. Ao mesmo tempo o atleta aguarda que o Sporting Clube de Portugal, clube de que tem envergado as cores, cumpra a promessa que lhe fez entretanto e dê continuidade ao contrato por mais quatro anos, mantendo-o integrado na estrutura da Sporting Paralympics.
Independentemente do que aconteça, por vezes contra ventos e marés, Luis Costa confirmou ao Trendy Wheels que vai continuar a rolar na sua handbike, seja em terras lusas como além-fronteiras, por um lado reforçando o seu palmarés, ganhando os créditos necessários para se ver integrado na delegação nacional que estará nos Jogos de Tóquio 2020, por outro demonstrando que não há quem o demova nos seus propósitos. Afinal, um dos seus lemas é “que nunca por vencidos se conheçam!”.
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

… 24.998, 24.999, 25.000!

Num espaço de apenas 10 meses o Trendy Wheels atingiu a marca das 25.000 visualizações no Blogger, a plataforma onde está alojado desde que se deu a renovação do projecto, antes baseado no blog Trendy Mind. Impressionante... ou não? Sincera e pessoalmente acho fantástico, orgulhoso do resultado alcançado com a vossa ajuda desse lado, por outro lado sou tão verdinho no tema que a sensação é de que não tenho bem noção do que tal representa na realidade...


Estou apenas certo de que devo um ENORME OBRIGADO a tod@s @s que seguem este título, dando-lhe a essência que o faz avançar sobre rodas, a sua base de partida. Sem @s leitor@s desse lado do ecrã – a partir dos seus computadores, tablets e afins – num grupo composto, em grande parte e naturalmente, por orgulhos@s lusitan@s, nada disto fazia sentido.

Mas também digo MERCI, GRAZIE, DANKE, THANK YOU, GRACIAS, DANK, ARIGATO, GRÀCIES, KIITOS, TAK, XIÈXIÈ, NAMASTE, SPÀSIBA, EUKARISTÒ, TACK, etc, etc, etc, pois registam-se várias centenas de hits vindos de todo o mundo. São leitor@s espalhados pelos seus quatro cantos, eventuais emigrantes e outr@s (eventuais) conhecedor@s da língua de Camões, ou apenas simples curios@s que, por alguma razão, se identificam nos textos ou com os produtos e empresas abordadas. O agradecimento multilingue é, por isso, extensível a tod@s.

Para o futuro e numa altura em que o título se apresta a fazer 1 ano de edições consecutivas – salvo raras excepções, sempre com 3 temas abordados a cada semana – resta-me prometer que o Trendy Wheels continuará a manter-se fiel a esta mesma linha editorial, umas vezes adoptando um tom mais sério, noutras em plenos momentos de descontracção, mas rolando sempre sobre rodas, independentemente do seu número e de onde estejam surjam montadas!

Com a sua identidade própria, o Trendy Wheels dará, assim, continuidade aos agora mais de 275 títulos já publicados, difundidos no Facebook, Linkedin e Google+, redes que ajudam a fazer crescer o número de seguidores, entre registados fiéis e visitantes de ocasião, contribuindo semanalmente para o acumular das visualizações entretanto atingidas.

StreetFood no topo das preferências, mas... 

Abaixo está o top-10 dos textos Trendy Wheels mais lidos de sempre, a data em que foram publicados e o respectivo número de visualizações. A abordagem ao StreetFood impôs-se quase de imediato após a publicação, registando, neste momento, mais do dobro dos clicks da viagem de comboio entre Vila Real de Santo António e Ho Chi Mihn, no Vietname. Pouco atrás segue a parceria entre a DS Automobiles com a algo excêntrica ícone norte-americana Iris Apfel

É também sucesso a dupla aposta da Moto Guzzi no mundo das duas rodas, havendo neste ranking histórias de vida em destaque, como a do paraciclista Luis Costa, um dos atletas paralímpicos que elevou bem alto as cores da bandeira lusa nos "Jogos do Rio 2016"tal como o também havia feito, um mês antes, a nossa Delegação Olímpica

Segue-se a oferta da DrivU para aquelas alturas difíceis e a transformação sofrida por veículos - como os autocarros da Rock & Doll Caffe e o TOPAS que se se adaptaram a novas realidades e actividades, face aos objectivos para que foram originalmente projectados. Um top que se fecha com os inesgotáveis alertas de segurança infantil da APSI - Associação para a Promoção da Segurança Infantil

Um ranking que irá sofrer, decerto, mexidas nos próximos tempos, fruto do sucesso de outros textos que gradualmente acumulam mais e mais clicks, subindo nas preferências d@s leitor@s

Entretanto, entre começar a escrever e depois publicar o texto de hoje, já se ultrapassaram as 25.500 visualizações… A crescer este Trendy Wheels: Um Universo de Rodas, Sobre Rodas!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes; 
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

O Sonho É Possível!

Hoje trago-lhe os ecos de um Campeão! O meu convidado é um atleta que sonha um dia tornar-se profissional, alguém que em Setembro andou pelo Rio de Janeiro a defender as cores da bandeira nacional, integrado na elite dos melhores do planeta. Só este ano foi 2º absoluto no ranking mundial de Paraciclismo (Classe H5), fruto dos excelentes resultados obtidos em diversas provas, entre elas o 2º lugar na Taça do Mundo da UCI (Union Cycliste Internationale) e o 1º lugar no Circuito Europeu de Handcycling da EHF (European Handcycling Federation)! Por cá e entre outros resultados de relevo, tem em casa os troféus referentes aos últimos quatro Campeonatos Nacionais de Contrarrelógio e de Estrada!

Foto:  Rodrigo Berton Fotografia e Design
Luis Costa é o nome deste Penta-Campeão Nacional e atleta paralímpico, com o Sporting Clube de Portugal no coração, e profissional numa força policial. Apresenta-se hoje, na primeira pessoa, aos leitor@s do Trendy Wheels, fazendo um balanço desta participação nos Jogos do Rio 2016. “Nasci em 1973 em Castro Verde, mas vivo mais a sul, no Algarve. Sou atleta de paraciclismo e corro numa handbike em posição de joelhos, integrando, por isso, a classe H5 da modalidade”.

Fruto das vicissitudes da vida, viu-se amputado de um membro inferior, mas soube, como poucos, enfrentar o destino e dar a volta por cima, chegando hoje a um patamar onde muito poucos lusos alguma vez estiveram, ombreando taco a taco com os seus ídolos. “De facto, estes Jogos do Rio foram, para mim, o culminar de todo um projecto que se iniciou em 2013, quando passados apenas uns meses desde que me iniciara na competição, percebi que o sonho era possível, que tinha condições para ser ambicioso ao ponto de vir a representar Portugal nesta competição.”

Fotos: Luis Costa e UCI


Sendo comum vê-lo de norte a sul do país, em diversas provas e eventos, foi nos pretéritos Jogos do Rio 2016 que o seu nome se tornou mais evidente, ao integrar o grupo de qualificados para as Finais das provas de Contrarrelógio e de Estrada. Ali obteve dois honrosos 8ºs lugares, posições que lhe valeram os correspondentes diplomas paralímpicos mas, mais importante do que isso, foi, para ele, integrar um grupo onde também andam dois monstros do paraciclismo, o sul-africano Ernst Van Dyk e o italiano Alex Zanardi, em tempos piloto profissional de automobilismo. “Descobri a paixão pelo paraciclismo fruto do mediatismo em volta deste homem nos Jogos de 2012, em Londres. No pequeno-almoço antes da prova de fundo deste ano tivemos uma breve conversa que me deixou de peito inchado pelas palavras que ele, o grande Alex Zanardi, me disse. Horas depois tive a ambição – ou ousadia, como lhe quiserem chamar – de o tentar bater, a ele e a outros fenómenos como ele. Não o consegui, mas tentei até ao último watt das minhas forças. É esta a beleza do desporto de alta competição, é permitido ao comum dos mortais sonhar comparar-se aos deuses.”

E como nasceu esta vontade de estar no Rio? “Logo nas primeiras provas da Taça do Mundo de 2014 fiquei convicto, pelos resultados alcançados, que conseguiria chegar ao Rio em 2016, pois tinha condições físicas para o fazer. Apenas precisava que a Federação Portuguesa de Ciclismo acreditasse em mim e me levasse ao maior número de provas internacionais possíveis, para obter os pontos suficientes para garantir uma vaga para Portugal. Consegui-a no final de 2014, pelo que o sonho começou a tomar a forma de realidade e, daí para a frente, foi só evoluir o máximo possível para chegar ali ao Rio e lutar com os melhores do mundo pelas medalhas. Lutei com todas as minhas forças por um lugar no pódio mas não o consegui. Andei na cabeça da corrida e, no final, fiquei a apenas 7 segundos do agora Campeão Paralímpico! Há um ano atrás não o teria conseguido certamente.”
 
Foto: Carlos Alberto Matos/IMAPRESS/CPP; Classificações e Logótipos: Rio 2016
Num período de apenas 3 anos, de 2013 a 2016, é um orgulhoso Luis Costa que afirma ao Trendy Wheels ter passado “de um principiante que idolatrava o Alex Zanardi a um atleta que lhe morde os calcanhares e que não hesitará em batê-lo à mínima oportunidade. A ele e a mais meia dúzia como ele que são a elite da minha classe a nível mundial, um grupo muito restrito ao qual eu também pertenço sem qualquer sombra de dúvida. Por isso, de um modo simples, os Jogos representaram para mim o carimbo de confirmação do meu estatuto de atleta de topo.” 

“Ser 2º na geral da Taça do Mundo e acabar o ano como 2º no ranking mundial, em ambos os casos atrás do homem que acabou por se sagrar Campeão Paralímpico, são motivos para me sentir orgulhoso, nunca frustrado. E dá-me motivação para trabalhar mais e mais e mais, para, quem sabe, um dia ser o 1º do mundo! Dizem que o 2º é o primeiro dos últimos… talvez o seja, mas quantos atletas em Portugal vão acabar 2016 nessa posição do ranking mundial?”

Foto: Carlos Alberto Matos/IMAPRESS/CPP;
E agora? Agora, depois de uns (poucos) dias de descanso, estou já a trabalhar na condição física e também a ver que entidades estão disponíveis para me ajudarem a começar a preparar os Jogos de Tóquio de 2020!”

Quanto à handbike, companheira de aventuras de Luis Costa do outro lado do Atlântico, os seus segredos ficarão para uma próxima edição!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Os Super-Humanos

Começam hoje, no Rio de Janeiro, os Jogos Paralímpicos 2016, competição que, soube-se entretanto, contará com a participação de 37 atletas portugueses, disputando os melhores lugares em 7 modalidades: Atletismo (nas várias classes, incluindo provas em cadeira de rodas), Boccia, Ciclismo (contra relógio individual e prova de fundo), Equitação, Judo, Natação e Tiro. 

São todas elas (12) e todos eles (25) os nossos “Super-Humanos”, à semelhança de muitos outros que deram o corpo a este que escolhi como o segundo Vídeo Trendy Wheels da Semana. Da autoria do canal britânico Channel 4 é, na opinião de muitos, o melhor anúncio de sempre feito sobre a temática das deficiências e a força interior para se ultrapassarem essas condicionantes. Veja os mais de 140 protagonistas em acção aqui:


Quanto à participação portuguesa neste particular do Rio 2016, ela pode ser acompanhada ao pormenor no portal do Comité Paralímpico de Portugal, bem como nas suas redes sociais (Facebook, Youtube, Instagram e Twitter)

Imagem: Comité Paralímpico de Portugal (Facebook)
Lembro ainda que está em curso a campanha #SEMPENA2016, de luta contra o preconceito que os atletas com diferentes graus de deficiência ainda enfrentam, extensível também a todos os que não são desportistas mas que o sentem no seu dia a-dia! Todos são autênticos exemplos de coragem e de determinação, na grande maioria das vezes não permitindo que as suas limitações destruam os objectivos que definiram e os sonhos que alimentam!
Imagem: Jogos Paralímpicos - Rio 2016 e Comité Paralímico de Portugal

Votos de boa sorte a tod@s! Independentemente dos resultados, são tod@s um exemplo de força e inspiração para muita gente e, naturalmente, também os nossos Super-Heróis!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.