segunda-feira, 16 de maio de 2016

ADN Com Dupla Personalidade

Chama-se V9 e tem dupla personalidade, integrada num mesmo ADN! Não, aqui não é doença, é apenas feitio… e que feitio! Por um lado há a Bobber, elegante, atlética e básica, no bom sentido da palavra, em representação da substância; por outro surge a Roamer, de espirito custom, clássica e elegante, com um visual eterno, para olhar os céus, seja nas amplas paisagens campestres ou no meio dos prédios das grandes urbes. Em comum partilham o espírito clássico e moderno de valores que nunca passam de moda.

Os mais entendidos na temática já terão percebido que falo numa moto, no caso da nova Moto Guzzi V9, proposta que se divide em duas versões, desenhadas de acordo com os targets que a marca italiana, representada em Portugal pela C. Machado, definiu para este rejuvenescido modelo. O Trendy Wheels foi conhecê-las, em primeira mão, ao LX Factory no final da tarde da passada 6ª Feira, durante a Apresentação Nacional à imprensa e convidados, feita por Miguel Vasconcelos, responsável pela Moto Guzzi no nosso país. Uma acção que se integrou na tarde de abertura do “Art & Moto Lisboa”, evento mais lato dedicado à temática das duas rodas, que decorreu ao longo do passado fim-de-semana naquele espaço único da capital, onde imperam conceitos de design alternativo.


Os responsáveis da Moto Guzzi definem a V9 como a nova encarnação do mais puro espírito da marca, um espírito onde não há lugar compromissos, que orgulhosamente sublinha, face a cada escolha, o conceito de “Eu sou o que sou”. A V9 é isso mesmo, ela própria, autêntica em cada detalhe, no recurso a materiais de alta qualidade e robustez, como o aço e o alumínio, ou na escolha de componentes de prestígio que a integram, mas também na agilidade como reage a quem a explora, nomeadamente ao binário do novo motor de 850 cc. “É a Moto Guzzi que sempre quis: simplesmente sua”.

A nova V9 apresenta-se na tal dupla personalidade que se alastrará aos seus compradores, na eventualidade de poderem ter ambas as propostas nas suas garagens. De facto, qual delas escolher? Hummmm… a V9 Bobber, musculada, determinada e minimalista, no seu estilo clássico em tom matte? Ou a V9 Roamer, de alma custom, nesse seu estilo tão intemporal?

Por mim levava as duas, para explorar os meus vários universos, dependendo do estado de espírito ao acordar! Apenas tinha que optar pela cor. A V9 Roamer apresenta-se em três tons de acabamento brilhante, o Branco Clássico com pormenores gráficos em vermelho, o Amarelo Solar com detalhes em preto e o Vermelho Rubi com grafismo branco; apostando no acabamento matte, a V9 Bobber é proposta em Preto Maciço com grafismo amarelo ou Cinzento Sport com detalhes vermelhos. E há apenas um preço para ambos os espíritos: 9.990 euros, independentemente da sua escolha!


Presente em Portugal desde 1960, a C. Machado é responsável, desde o início de 2015, pela comercialização da marca italiana Moto Guzzi, ano em que também começou a representar a Aprilia. Sara Chen é a Gerente do importador do Grupo Piaggio para Portugal, entidade que oito anos antes, em 2007, já chamara a si a representação de quatro outros nomes italianos indissociáveis do mundo das duas rodas: Gilera, Piaggio, Vespa e Derbi.

A este propósito, refiram-se as lojas que tem no nosso país – Lisboa (Alcântara e Marvila), Porto e Aveiro – com especial destaque para o espaço “Motoplex Lisboa - Officina Moto” inaugurado em Dezembro último, em Marvila, e a que o Trendy Wheels fez referência no texto “Para Amantes das Duas Rodas”, quando o título ainda estava integrado no anterior blog Trendy Mind. Um espaço que, mais recentemente, viu ser-lhe integrada a assinatura “MOTO SPAZIO”, que identifica pontos de venda premium das marcas representadas.


Fotos: JP/PP Trendy Wheels e Moto Guzzi (oficiais)

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Cavalos, Elefantes e… Tuk Tuks?!

Não se admire se, nos tempos mais próximos os Tuk Tuk, veículos que se multiplicaram a um ritmo alucinante nos centros históricos das nossas cidades, servirem para jogar… Polo! Originário da Pérsia e generalizado em países como a Índia, o Reino Unido e as suas ex-colónias, este jogo que muitos conhecem – ou pelo menos ouviram falar – faz-se a cavalo ou, no limite, sob o dorso dos muito pacientes elefantes!



Ou pelo menos fazia-se, pois agora parece que também os Tuk Tuks servem como montada, numa invenção nascida no Sri Lanka e que já é um sucesso no país. Depois de uma experiência em 2015, decorreu em Galle, em Fevereiro, o Lakderana 2016 Tuk Tuk Polo Tournament, que contou com 8 equipas – 4 locais e 4 estrangeiras – a lutar pelo título e por um prémio monetário de 200.000 rupias cingalesas (cerca de 1.200 euros). 

Um jogo que se fez em duas partes de 7 minutos cada, com 3 Tuk Tuks em campo com outros tantos jogadores por equipa, mais os respectivos condutores. Após o intervalo e o reabastecimento dos veículos, novos jogadores entram em campo. Mas, melhor do que explicar, é mesmo ver o vídeo!


Há várias curiosidades nas regras, destacando-se o facto de as senhoras poderem usar ambas as mãos no manuseamento do taco, enquanto os homens só podem jogar com a mão direita. Ao intervalo, enquanto se reabastecem os Tuk Tuk, os condutores só podem beber água, mas os jogadores podem refrescar-se com um Arrack Sour, um tipo de rum destilado a partir de cana-de-açúcar e com uma dose de arroz vermelho que ajuda na fermentação! Estas e outras informações aqui.


Se por cá entrarem em vigor as condicionantes de que se têm falado, relativas às restrições que se querem impor na circulação destes veículos multi-coloridos em determinados locais das nossas cidades, haverá sempre a hipótese de os adaptar a uns Campeonatos Regionais/Nacional de Tuk Tuk Polo, a realizar em qualquer campo pelado que haja por aí nas redondezas!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 11 de maio de 2016

Louco Futuro A Bordo dos Aviões

No final de Fevereiro apresentei-lhe algumas das mais absurdas soluções de maximização de espaço no interior dos aviões que, caso algum dia viessem a ser aprovadas e implementadas, permitiriam colocar mais passageiros em cada aparelho, rentabilizando-se os custos das viagens. Pode recordar, ou ler esse texto aqui.
Imagem: Vladimir Tatarenko



Hoje apresento-lhe um conjunto de outras soluções que estão em estudo e que poderão mudar em muito o presente conceito de viagens de avião e a própria concepção dos aparelhos.

Voar em módulos
E que tal ocupar o seu lugar num módulo, tipo pronto-a-integrar, antes mesmo da chegada do avião que o levará ao destino? Em vez das habituais entradas e saídas de passageiros pelas mangas dos aeroportos ou saídos dos autocarros vindos dos aparelhos que ficam mais longe dos terminais, o modelo proposto envolve um módulo intermutável da cabina de passageiros.
Imagem: USPTO/Airbus


Esta é simplesmente trocada aquando da chegada do avião ao seu destino, poupando-se tempo, pois enquanto aquele é preparado procede-se à troca desse corpo amovível, não ficando os passageiros dependentes da saída dos que chegam ao destino para ocupar os lugares a bordo. A Airbus já patenteou o sistema, com o aval do Departamento de Patentes e Marcas Registadas dos EUA.

É uma solução que, aliás, vai ao encontro de uma sugestão de Vladimir Tatarenko, engenheiro de aviação e inventor ucraniano, para o salvamento de vidas em determinado tipo de acidentes. Isto porque uma cabina de passageiros amovível, que se separasse da restante estrutura do avião, poderia permitir fazer chegar ao solo a estrutura, mesmo que os motores entreguem a alma ao criador. Veja o processo, também já merecedor de algumas patentes, nesta animação:


Viajar “fora” do avião
Então e ver o que se passa à sua volta sem um efeito claustrofóbico que afecta alguns passageiros, nomeadamente em viagens de maior duração? Poderá haver, de acordo com dois especialistas na matéria – a companhia norte-americana de engenharia aeroespacial Windspeed Tecnologies e o centro britânico de inovação tecnológica CPI - Center for Process Innovation - duas hipóteses distintas.
Imagens: Windspeed Tecnologies


O projecto “SkyDeck” da primeira recorre a uma bolha colocada no topo da fuselagem do avião, para onde se elevam duas das poltronas da 1ª Classe, permitindo olhar o céu bem mais de perto. Veja o vídeo aqui.

A solução do CPI, se bem que resolvendo a questão da claustrofobia, poderá resultar noutra, o medo das alturas, pois as paredes, o tecto e o chão simplesmente desvanecem-se, dando a sensação de não deixar de haver estrutura física do avião. Tal deve-se a painéis de LEDs orgânicos (OLEDs) que exibem a envolvência exterior, mas ainda assim, para os mais medrosos com as alturas acho que a coisa não correrá muito bem! Mais detalhe aqui e nas fotos abaixo.

Imagens: CPI - Center for Process Innovation




Uma nota final para informar que, com este texto, o Trendy Wheels atinge a sua 200ª Edição, número que integra as heranças do anterior blog Trendy Mind, plataforma onde o título começou a ser originalmente publicado, e a que se deverão somar os 20 “Vídeos Trendy Wheels da Semana” entretanto publicados nesta nova realidade independente. Dado que a contagem se está a dispersar um pouco, a partir de agora o processo normaliza-se, rumo a nova edição comemorativa! Quando? Não sei! Sé é que a imaginação das rodas parece não ter limites, sendo que espero, por isso, continuar a tê-l@ desse lado.

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.