sexta-feira, 10 de março de 2017

O regresso à Lua

Vai para 50 anos – foi a 20 de Julho de 1969 – a primeira vez que o Homem colocou o pé na Lua, satélite natural da Terra e nosso vizinho mais próximo no âmbito do Sistema Solar. Estávamos no auge da denominada corrida espacial entre a então União Soviética e os EUA e se os soviéticos terão sido os primeiros a fazer chegar à sua superfície várias sondas não tripuladas (em 1959), foram os americanos quem se estreou na pegada lunar humana, pelo pé de Neil Armstrong, uma década depois, ali se eternizando a expressão “um pequeno passo para o Homem, um grande passo para a Humanidade”.
Imagem: PTScientists

A partir de então foram vários os veículos rolantes – denominados rovers – que se passearam pela Lua, dos soviéticos Lunokhod aos norte-americanos Lunar Roving Vehicles das missões Apollo 15, 16 e 17, todos eles do início dos anos ’70. Depois disso, pouco ou quase nada voltou a acontecer na Lua (ou pelo menos que tenha vindo a publico), deixando-se ao abandono aquele corpo celeste que inspira corações, define marés e nos maravilha com os seus eclipses, ao mesmo tempo que nos deixa em suspense sobre o que haverá no seu lado obscuro. Em parte porque a atenção da exploração espacial apontou para bem mais longe, para Marte, onde outros rovers já disputam distâncias no sucesso da exploração do denominado planeta vermelho.
Mas – e voltando à nossa vizinha – há novidades para muito breve, pois está na sua fase final o Google Lunar XPRIZE, competição destinada a entidades de capitais privados, que prevê a colocação, já este ano, de novos rovers a circular na superfície lunar. São 5 os projectos finalistas, de um total de 33 inicialmente inscritos, podendo conhecê-los mais em pormenor nos seguintes links:
- SpaceIL (Israel),
- Moon Express (EUA),
- Synergy Moon (equipa Internacional),
- Team Indus (Índia) e
- Hakuto (Japão).
Há um deles de que se ouvirá falar ainda este ano, logo que se confirmar o lançamento para o espaço, numa acção que, decerto, terá uma ampla cobertura mediática.
Imagens: Google Lunar XPRIZE

A Audi na exploração espacial
Um dos projectos que entretanto ficou pelo caminho – pelo menos no âmbito deste concurso, não invalidando que as pesquisas e desenvolvimentos levem, num futuro próximo, a equivalente resultado final – é da autoria dos alemães da PTScientists, entidade que conta com a colaboração da Audi nesta sua aventura espacial.

Denomina-se Mission to the Moon e inclui dois Audi lunar quattro, veículos que seriam transportados até à Lua a bordo do ALINA (Autonomous Landing and Navigation Module). Tripulados a partir da Terra, aqueles dois exemplares contam com tracção eléctrica às quatro rodas, painéis solares oscilantes, baterias recarregáveis e câmaras de ultra alta definição. O envolvimento da marca dos quatro anéis pretendia, assim, sublinhar o seu espírito de pioneirismo, num constante desafio ao impossível, contribuindo para a continuidade da história.
Conheça mais em pormenor o projecto da Audi para a exploração da superfície da Lua aqui; se quiser saber mais, veja os diferentes episódios dos preparativos para esta aventura aqui.
Imagens: PTScientists

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Carnaval nas consolas

Donkey Kong, Pacman, Sonic, SuperMario, Tomb Raider… Decerto reconhece estes nomes seja porque, em tempos foi ou ainda é fã de jogos nas mais diversas plataformas que os apresentavam a duas dimensões, ou porque aí por casa ou na família há descendência que não tira os olhos dos muitos ecrãs onde hoje se podem jogar, muitos deles agora em 3D.

Recentemente a britânica CarWow decidiu apresentar versões alternativas destes e de outros históricos heróis das consolas em versões de quatro rodas. O Sonic (acima) foi imaginado na carroçaria de um Honda Civic, enquanto a tripla temática abaixo – SuperMario, Wipe-Out e The Legend of Zelda – aparece, respectivamente, nos corpos de um BAC Mono, de um Nissan Delta Wing e de um Mini.

E quem é que nunca jogou “Tetris”, o jogo dos blocos rotativos coloridos? Aqui o Volvo 240 é o modelo que, pelas suas linhas assumidamente rectas, mais se lhe adequa, enquanto o Audi Q2 é o carro ideal para o jogo de ficção científica “Half-Life” e o Toyota Land Cruiser para a pele do gorila Donkey Kong.

Para terminar esta temática, não podia faltar o jogo “Space Invaders”, do longínquo ano de 1978, que então cativava as novas gerações nas salas tipo arcade, caindo aqui o pequeno Smart que nem mosca no mel. Tal como acontece com o VW Beetle como o modelo ideal para o híper-comilão Pacman, enquanto se falarmos de aventura pura e dura vem-nos de imediato à memória o jogo “Tomb Raider”, sendo que uma das marcas mais associada a essa vertente é o Range Rover, pelo que aqui a escolha cai no seu actual best-seller, o Evoque.
Imagens: CarWow

E se os heróis fossem… Pokémons?
Actual sucesso entre os utilizadores de smartphones, tablets e afins – se bem que a loucura já não tenha a dimensão de há um ano a esta parte – o jogo “Pokémon GO” também mereceu a atenção da CarWow. Desenhos animados japoneses de sucesso do final dos anos ’90, num conceito também originário de um jogo – o termo “Pokémon” é uma abreviatura de “Pocket Monsters” – os seus populares protagonistas também desataram a acelerar nesta espécie de corso carnavalesco. Veja como:

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Amigo dos 4 patas e dos seus donos

Chuveiro retráctil e sistema de secagem integrado, rampas de acesso amovíveis, camas confortáveis e luxuosas, tigela de água anti-derramamento, dispensador inteligente de comida, compartimentos para acondicionar objectos (coleiras, brinquedos e os indispensáveis sacos para apanhar os inevitáveis cocós) e até um ecrã LCD de 10 polegadas.

Não, ao contrário do que possa pensar, não se trata de mordomias de um qualquer hotel para animais mas sim de equipamentos instalados na bagageira de uma viatura, no caso uma proposta da japonesa Nissan com base num dos seus crossovers.
Chama-se X-Trail 4Dogs e é o mais recente estudo com vista a um veículo destinado a apaparicar aquele que é tido como “O Melhor Amigo do Homem”, companheiro de aventuras e, em muitos casos, mais fiel do que muita família ou das (supostas) amizades. Mas é também um sistema amigo do próprio dono e do seu carro, impedindo que os bichinhos levem para dentro do dito parte do ambiente onde andaram a correr, saltar, brincar, entre lamas, areias e sujidade de espessura variável.
Mais do que explicar esta engenhosa solução, convido-@ a ver a respectiva – e muito detalhada – apresentação:

Acrescente-se que esta proposta, cuja comercialização está ainda em consideração, resulta de um estudo do The Kennel Club, uma das mais conceituadas organizações do Reino Unido, de promoção da saúde e bem-estar dos animais, junto de algumas centenas de proprietários de cães. De acordo com o mesmo, 99,9% dos donos de cães consideram o seu animal de estimação parte da família, 98,7% usam o carro para o seu transporte, na grande maioria dos casos (71,5%) na bagageira. 88,7% fazem-no pelo menos uma vez por semana e 90,5% em viagens de duração superior a 10 minutos. 88,9% comprariam um carro que trouxesse algumas funcionalidades que facilitassem a vida dos seus amigos de 4 patas e 54,7% gostariam que as suas viaturas lhes proporcionassem melhores acessibilidades.
Em face destes números e numa altura em que as marcas de automóveis fazem tudo para agradar aos seus clientes, poderá dizer-se que será uma questão de tempo. Falta só definir quanto…!
Imagens: Nissan

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.