sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Natal 2017: Bolachas recheadas de História

Fado, literatura, monumentos, azulejaria, cidades e festas são hoje contadas através de… bolachas! Isso mesmo, deliciosos pedaços redondinhos da autoria de uma Chef Pasteleira, ilustrados por um conjunto de especialistas e que são para comer, todos eles contando muito do passado e presente do nosso país. São a proposta de Prenda de Natal desta edição, tudo com assinatura da Bites of History.

Apostando-se numa filosofia totalmente diferente do tradicional conceito de streetfood e apesar de as podermos comprar e comer no local, há aqui toda uma outra abordagem, mais abrangente e com um público-alvo específico: “Nos últimos anos o número de turistas que visita Lisboa aumentou de forma incrível, indicando que Portugal já não é só procurado pelo sol e pelas praias. Esta alteração de perfil, num turismo mais urbano, que vem durante todo o ano fazer pequenas estadias para conhecer uma cidade, foi o factor inspirador para o nascimento da Bites of History, num conceito que surgiu naturalmente da minha vocação especial para comunicação pedagógica e gosto pela Historia”.
Quem o afirma é Luísa Otto, responsável por esta marca lusa, com quem o Trendy Wheels falou recentemente e que é hoje a nossa convidada. Assumida a denominação britânica, suportada por frases-chave que visam criar uma maior proximidade com quem vem de fora, idealizou-se um inédito modo de contar partes significativas da nossa história, hábitos, música e outras realidades, recorrendo-se a bolachas, vendidas em caixas temáticas ou individualmente, que se têm traduzido num sucesso absoluto, contribuindo para a gradual rentabilização do investimento.


Quanto à escolha da viatura usada “procurámos um veículo com charme e que se diferenciasse dos outros”, explica, orgulhosa no seu Citroën 2CV Fougonnette azulinho. “A História tem que ser atractiva, emotiva e viva pelo que procurámos um carro que reúne o factor histórico/clássico, bem como o charme nostálgico e estético que provoca grande adesão”. Pretendendo obter uma transformação específica, para uma ímpar exposição das bolachas, recorreu-se a “um arquitecto para o desenho da estrutura interior, inspirada nos móveis de camisas de homem, com topos acrílicos para dar uma imagem cuidada desta nossa loja sobre rodas.” Já o branding é da responsabilidade da agência de comunicação Miss Can.
Para já com um único poiso fixo, mostra-se bem junto à Torre de Belém, em Lisboa, um dos símbolos máximos dos nossos Descobrimentos. “Começámos as vendas perto do Mosteiro dos Jerónimos e após 6 meses tivemos autorização para ir para junto da Torre de Belém”, explica. “A proximidade do rio predispõe o público para uma atitude contemplativa, fazendo uma pausa no seu circuito de visitas. Neste ambiente recebem com agrado as explicações que damos sobre os temas que abordamos nas colecções de bolachas”, refere, acrescentando que “ninguém resiste a uma boa história!”

E quanto a segredos...
Desenvolvendo este produto ímpar com um conjunto de parceiros e fornecedores – ilustradores, copy, gráfica, pastelaria – a Bites of History completa o processo no seu próprio atelier, onde se procede à decoração e ao packaging.

Mas... e o que está por detrás destas redondinhas bolachas? Claro que toda a receita tem um ou mais segredos associados, tendo a nossa entrevistada desvendado alguns: “Temos uma receita desenvolvida pela Chef Pasteleira Maria Urmal, diferenciando vários sabores desenvolvidos em função da época: no Verão apostamos na laranja e gengibre; no Natal temos a bolacha de especiarias; e na Páscoa a de chocolate com café”, estando a confecção a cargo da pastelaria Quente e Bom
Conceito 90% histórico, “compõe-se de colecções – que são também vendidas como peças individuais – ilustradas por Pedro Sousa Pereira, homem de grande cultura e criativo que aporta uma mais-valia a cada desenho, onde se descobrem sempre detalhes carregados de significado”. Já o toque de fantasia das “bolachas gráficas, nomeadamente as dos Azulejos, a do Lenço do Dia dos Namorados, o Teatro Romano, entre outras, bem como pedidos específicos de clientes, são feitas pela Rita Fjan. A colecção que explica a simbologia das decorações de Natal é da Rita Pinto.”


Uma vez decoradas e colocadas em atractivas embalagens, as bolachas seguem de modo regular para as imediações da Torre de Belém – “uma 3 vezes por semana em período de Verão” – a bordo desse icónico 2CV, expondo-se orgulhosamente ao crescente e curioso público. A dar a cara pela marca está, normalmente, a responsável pelo conceito, contando com a colaboração de dois vendedores.

“Adorable”, “wunderbar”, “magnifique”, “pieza de arte”
Ao longo destes agora dois anos de presença assídua num dos pontos mais representativos da história da nossa cidade e do próprio país, têm sido semelhantes a estas as reacções a tão ímpar conceito, entre quem nos visita. Há, naturalmente, muitas para contar, entre elas as que abaixo foram partilhadas connosco.

“Recordo com emoção uma senhora de muita idade - quase 90 anos - que ouviu falar das bolachas e, tendo achado uma ideia bonita, fez uma viagem de autocarro de uma hora e meia para as comprar. Chegou até nós com ajuda de uns polícias pois estava perdida e cansada de andar e, depois de uma longa conversa, comprou as bolachas e voltou para casa, fazendo mais hora e meia de viagem!”, refere. Outro exemplo aconteceu com “a colecção ‘Fernando Pessoa’, que provocou momentos muito emotivos entre alguns turistas brasileiros que, ao lerem excertos dos poemas que estão impressos nas caixas, correu-lhes lágrimas pelo rosto. Partilhamos uma alma unida pela língua!”, acrescentou.
“Outra história gira é de um jovem português que vive em Londres e que vem casar em Lisboa. Descobriu as nossas bolachas porque uma colega de trabalho esteve cá, comprando-lhe uma bolacha para lhe oferecer lá no escritório, em Inglaterra”. Já a primeira colecção personalizada para um cliente, “foi encomendada por uma empresa de eventos do Peru. A sua directora veio a Lisboa a procura de um lugar para organizar congresso e naturalmente foi visitar a Torre de Belém. Descobriu as nossas bolachas e depois de regressar a casa encomendou-nos colecções personalizadas para o seu evento”.

Sete colecções rumo à internacionalização
São, assim e para já, 7 as colecções da Bites of History – “Monumentos de Lisboa”, “Heróis do Mar”, “Azulejos”, “Fado”, “Fernando Pessoa”, “Porto” e “Natal”. “Essas caixas têm 4 bolachas ilustrativas do tema e os textos de suporte nas peças gráficas do packaging. Os conjuntos são vendidos por € 12,50, mas temos outras avulso, criadas especificamente para eventos, exposições, museus e empresas, e exemplares que representam ícones da nossa cultura. A embalagem individual tem sempre um cartão com a reprodução da imagem e o texto de suporte e são vendidas a € 3,50.”
Em termos de preferências, “os estrangeiros gostam sobretudo da colecção ‘Monumentos de Lisboa’ e da ‘Heróis do Mar’ e das unitárias da ‘Torre de Belém’, ‘Sé de Lisboa’, ‘Eléctrico 28’ e ‘Caravela Portuguesa’. Note-se que este projecto foi desenvolvido para turistas, grupo que contempla muitos Portugueses que as compram para levar para fora. Já a colecção ‘Natal’ é adquirida por todos, sem distinção”.

E agora que estamos em modo de festividades e em véspera de pedidos de desejos para o ano novo, o que poderemos esperar do futuro da Bites of History? “Apesar de ainda estarmos em fase de rentabilização do projecto, em que investimos um valor na ordem dos € 50.000, queremos ter mais duas licenças em Portugal", referiu Luísa Otto, acrescentando que "ao mesmo tempo estamos a preparar a internacionalização!”.
Será, decerto, mais uma iniciativa lusa se sucesso além-fronteiras, mas enquanto tal não acontece e já que decerto andamos (quase) todos em "modo compras", que tal dar um saltinho à Torre de Belém e interiorizar a nossa história numa deliciosa bolacha Bites of History? Fica a sugestão!
Imagens: Bites of History e Trendy Wheels/JP

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Natal 2017: Kirobo Mini, o amiguinho japonês

Se era pequenin@ em meados dos anos 90 lembrar-se-á, decerto, do Tamagotchi. um amigo electrónico – tipo porta-chaves – de origem japonesa, com que a criançada e alguns adultos lidavam como se de um animalzinho de estimação se tratasse. Havia que cuidar dele, alimentá-lo e dar-lhe bastante atenção, já que se não o fizesse ele ficava triste, podendo até morrer! Entretanto parece que a coisa deu um novo salto, sendo que as versões mais recentes até permitem comunicação entre os Tamas, gerando-se famílias com direito a filhos e tudo! Brrrrrrrrr!!!!

Noutro domínio mais evoluído, considerando que as (pseudo)emoções dos Tamas eram fabricadas, trago-lhe hoje um novo e bem mais avançado amiguinho, o Kirobo Mini, conceito de robô concebido pela Toyota e que conta com um impressionante nível de realidade e inteligência, a vários níveis.
Herdeiro do seu antecessor Kirobo, robô que fez parte do programa espacial nipónico (ver mais abaixo), esta pequenina proposta de apenas 10 cm de altura tem como objectivo melhorar as relações entre as máquinas e os humanos, num planeta onde, quer se queira ou não, essa inter-relação é cada vez mais real (vejam-se a “Sophia” e o “Einstein” que estiveram no recente WebSummit, em Lisboa). Apresenta-se, por isso, como um parceiro de comunicação em miniatura, companheiro que pelas suas diminutas dimensões cabe na palma da mão, podendo ser levado pelo seu dono lá por casa, nas viagens de carro e em praticamente qualquer lugar.



Quando sentado o Kirobo Mini vira a cabeça para quem lhe estiver a dirigir a palavra e responde acenando e mexendo os braços. Pode iniciar uma conversa casual e, através de reconhecimento facial, tem a capacidade de ler e responder às emoções do ser humano, apreender as suas preferências e reagir de acordo com eventos passados, numa companhia personalizada. Pode também melhorar as suas capacidades de interacção com o seu dono de carne e osso, usando serviços conectados das suas casas e dos próprios veículos da marca japonesa.
Após um período de pré-vendas que arrancou em Tóquio em Maio último, desde essa altura a procura pelo pequeno robô de companhia cresceu exponencialmente, por parte de clientes que pretendem obter novas experiências, levando a marca a criar um portal dedicado "With Kirobo Mini Friend Parkonde se podem partilhar os vários momentos passados com ele. Mais recentemente, em Novembro, passou a estar à venda através da rede Toyota daquele país, por cerca de 39.800 Ienes (cerca de € 300), acrescendo uma mensalidade de 350 Ienes (cerca de € 2,7) caso o utilizador queira ter acesso à aplicação dedicada para telemóvel.

Pois, agora as notícias menos boas: se pensou comprar um Kirobo Mini, tal só é possível no Japão e não está prevista a sua chegada a outros países, pelo menos no curto/médio prazo. De acordo com Victor Marques, Director de Relações Públicas da Toyota no nosso país, “são muitas as potencialidades, nomeadamente de conectividade, do Kirobo Mini com a casa e com o carro, algo que, neste momento, só é possível no Japão. Por essa razão, bem como pelo facto de não estar certificado para venda noutro país, não há quaisquer planos para que a sua venda se estenda a outros mercados”.

Do espaço para sua casa
Como se viu no vídeo acima, o Kirobo Mini é uma evolução caseira de outro robô famoso, o Kirobo, que fez parte do programa espacial nipónico, numa alargada co-produção denominada “Kibo Robot Project”.

Com 34 cm de altura e pesando cerca de 1 kg, resultou da conjugação de duas expressões – “Kibo” (significa “esperança” em japonês) e “Robô” – o Kirobo nasceu da conjugação de esforços de um conjunto de entidades, unidas em prol da exploração espacial: o Centro de Pesquisa para Ciência Avançada e Tecnologia da Universidade de Tóquio e a Robo Garage, co-responsáveis pelo hardware e pelas características de mobilidade, a Toyota no programa de reconhecimento vocal e a Dentsu nos conteúdos de conversação e gestão do projecto, contando com o apoio da plataforma “VoiceText” da Hoya Service, para a síntese da conversação, num processo naturalmente supervisionado pela Agência de Exploração Aeroespacial Japonesa (JAXA).
Foi a 4 de Agosto de 2013 que o Kirobo rumou à Estação Espacial Internacional (ISS) a bordo de uma cápsula lançada, a partir do Centro Espacial de Tanegashima (Japão). Naturalmente fluente em japonês, foi um companheiro de excelência de Koichi Wakata, aquele que viria a ser o primeiro comandante japonês da 39ª Expedição dessa plataforma multicontinental. Fruto desse feito, viu-se galardoado com dois títulos registados no Guinness World Records, o de “primeiro robô de companhia no espaço” e a de “robô que manteve uma conversação a maior altitude”, entre outras distinções do foro tecnológico.

Após 18 meses em órbita, o Kirobo regressou à sua terra natal para se tornar presença assídua em eventos tecnológicos e culturais realizados por todas as principais cidades nipónicas, interagindo com crianças e adultos. Em Janeiro de 2016 tornou-se numa das atracções do Miraikan (Museu Nacional da Ciência Emergente e Inovação) em Daiba, na capital japonesa.
Hoje, fruto do sucesso entretanto acumulado pelo seu descendente, prevê-se que o Kirobo Mini e outros futuros potenciais familiares se venham a multiplicar nas casas japonesas. Fica a questão do timing que demorará a extravasar fronteiras e a chegar aos restantes mercados, Portugal incluído!
Imagens: Toyota e Kibo Robot Project

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Natal 2017: Do comando para o volante

Fruto do crescimento exponencial dos múltiplos jogos para as diferentes plataformas em que se consegue, com um realismo cada vez mais impressionante, estar ao volante dos mais diferentes automóveis e motos, nas mais diversas realidades – cidades, pistas, rampas e circuitos – parecendo mesmo que estamos ao volante de exemplares verdadeiros, há sempre aquele desejo secreto do tipo “ahhhhhh… quem me dera ter um destes!!!” Pois apresse-se e fale com o Pai Natal pois a Nissan tem uma proposta a fazer-lhe, decorrente de uma iniciativa conjunta que tem vindo a realizar com a PlayStation!

Chama-se “Torneio Nissan Juke GT Sport PlayStation” e está a decorrer desde 12 de Novembro, sendo uma competição online aberta a pilotos virtuais de Portugal e Espanha. Competem entre si pela vitória neste evento na plataforma da marca mas também por um muito apetecível prémio adicional para o vencedor absoluto: um Juke em Edição Especial “Gran Turismo™ Sport”.
À fase online que decorreu no portal oficial da Liga PlayStation seguiu-se outra presencial no stand da marca no “Lisboa Games Week”, evento dedicado aos jogos e tecnologias que decorreu na FIL em meados de Novembro. Seguiram-se várias eliminatórias ao vivo nos Concessionários da Nissan de Lisboa, Madrid e Barcelona, onde se apuraram aqueles que, já neste final de semana (de 15 a 17 de Dezembro), vão disputar em Madrid a Grande Final, durante a “Gamergy”.

“Okok… mas eu também quero um para este Natal!!!” Não desespere! É só ler o que vem a seguir e arranjar algum espaço adicional junto à sua árvore ou, eventualmente, transferir a dita para a garagem, jardim ou enfeitar uma na rua onde mora, caso não possa ter essas mordomias.

Uma Edição Especial com um extra inédito
É muito comum que as “Edições Especiais” de um automóvel terem um conjunto de elementos específicos que os destacam face às versões mais normais, digamos. Associados a eventos em que uma ou mais marcas estão directamente envolvidas ou então como patrocinadoras, aqueles exemplares – invariavelmente limitados em número de unidades – também surgem com cores, jantes e interiores diferenciados, sublinhados com logótipos dedicados, permitindo a quem os compre ter um automóvel (quase) único.


É o caso deste novo Nissan Juke GT Sport PlayStation, à venda nos Concessionários da marca japonesa, sendo apenas 500 os exemplares disponíveis, nos dois mercados, devidamente certificados através de uma placa numerada. 
Combinando a imagem irreverente deste crossover com o espírito desportivo da saga Gran Turismo™ daquela plataforma, pode ser encomendado numa de três cores – Ink Blue, Pearl White e Magnetic Red – e conta com o motor 1.2 DIG-T de 115 cv, aumentando-se o habitual nível de equipamento N-Connecta com os elementos de personalização exterior pretos, incluindo aas jantes de liga leve de 18 polegadas, em conjunto com detalhes interiores exclusivos GT Sport Playstation (tapetes, porta-chaves, protecção de embaladeira, etc), mais o badge exclusivo “GT Sport”.


O que já não é muito hábito é o extra adicional que esta unidade traz consigo: uma consola PlayStation 4 e o jogo Gran Turismo Sport! É isso mesmo: depois de o conduzir na consola lá de casa, decerto que apetecerá sair para a rua e aplicar os conhecimentos entretanto adquiridos, se bem que haja sempre que ter em conta o cumprimento do Código da Estrada, pois, infelizmente, por mais que a Realidade Virtual nos esteja a conquistar, a Realidade da Vida é (ainda) muito diferente da vivida nesse espaço de abstracção.
Uma nota final para dizer que este Nissan Juke GT Sport PlayStation está disponível nos Concessionários Nissan com PVP recomendado de € 18.100, valor que, segundo a marca, inclui a campanha em vigor e o custo da pintura metalizada. E que para Portugal só há 100, ou havia, inicialmente…
Imagens: Nissan e PlayStation

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.