segunda-feira, 16 de outubro de 2017

GITA & KILO: Os novos amigos da Piaggio

Chama-se GITA e segue o seu dono para todo o lado, tipo cãozinho obediente, mas sem que tenhamos que nos preocupar com o ladrar, pulgas ou mesmo os cocós e afins! Melhor ainda, ajuda-nos no nosso quotidiano, libertando-nos de todo o peso das mochilas (da escola ou do trabalho), sacos de compras, ou outros itens, desde que contidos em determinadas dimensões e peso.
Trata-se de um projecto da PFF - Piaggio Fast Forward, divisão de mobilidade & tecnologia do Grupo Piaggio e segue a máxima de “autonomia para os humanos”, apostando-se na prestação de serviços ao Homem, dando-lhe maior liberdade, satisfação e eficiência de movimentos, através da criação de soluções inteligentes de transporte de bens, a uma escala que consideram ser a ideal para os objectivos definidos.
Primeiro produto da PFF, este pequeno veículo de carga foi desenhado e desenvolvido segundo os propósitos de segurança, travagem equilíbrio, dinâmica e performance inerentes a uma moto ou automóvel, os mesmos princípios da popular Vespa da Piaggio, verdadeiro ícone das duas rodas que deu toda uma nova mobilidade de circulação nas cidades. A GITA foi, por isso, criada para ir ao encontro das necessidades de mobilidade do presente, acompanhando o seu dono, esteja este numa pacata sessão de compras, transportando para o carro ou para casa alguns dos desvarios da carteira (capacidade até aos 18 kg), ou num passo mais rápido de jogging ou running (pode rolar até aos 35 km/h), levando-lhe aquelas coisas – toalha, garrafa de água, carteira, etc – que, de outro modo, ou tinham de ser deixadas dentro do carro ou levadas às costas numa mochila.
Aliás, as suas aplicações são diversas, das actividades de lazer a modelo de complemento profissional, para intervenções mais imediatas, como se pode ver no vídeo abaixo.

Decerto também viu o KILO, uma segunda proposta da PFF com dimensões e capacidades acrescidas, podendo transportar até 100 kg no seu compartimento de 120 litros, movendo-se sobre 3 rodas.
Se quiser mais detalhes clique no link da PFF (acima), ou siga a página de Facebook. Poderá também ver aqui imagens da sua apresentação ao mundo, no início do ano!






Imagens: Piaggio Fast Forward
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Bibliomóvel: Livros que andam

A centenária Vila de Cascais está, desde o passado dia 7 de Outubro, bastante mais rica em termos de património. Não que tenha sido inaugurado qualquer novo espaço decorrente das recentes Eleições Autárquicas, mas porque nesse dia foi apresentada ao público a nova Biblioteca Móvel de Cascais, herdeira de um passado que remonta a 1953.
Imagens: Trendy Wheels/JP

Foi na Praia da Poça (Estoril) e o Trendy Wheels esteve lá, testemunhando a abertura deste espaço itinerante que até no decalque aplicado na viatura retrata o semelhante veículo que, há mais de meio século, transportava livros de conteúdo diverso para educação da população local, levando letras e imagens aos que, por uma qualquer razão, não podiam deslocar-se a bibliotecas ou desafogo financeiro para os adquirir.
Data de 18 de Março de 1911 o primeiro Decreto-Lei sobre o tema, tendo os os bibliomóveis evoluído a muito baixa velocidade, nomeadamente através dos chamados “carros ou barracas sobre rodas”. Só em 1953 surgiria em Cascais o primeiro o carro-biblioteca, numa ideia impulsionada por António Branquinho da Fonseca, escritor e conservador/bibliotecário do Museu e Biblioteca Conde Castro de Guimarães. Circulando pelas escolas do Concelho e lugares mais centrais da vila, o sucesso do projecto foi tal que, cinco anos depois, a gigante Fundação Calouste Gulbenkian – através de Azeredo Perdigão – deu início a um serviço de bibliotecas móveis de âmbito nacional, primeiro com recurso a 15 Citroën Type-H, número que cresceria até às 47 unidades, levando cultura e sorrisos às zonas mais recônditas do nosso país.
Imagens: Câmara Municipal de Cascais e Fundação Calouste Gulbenkian

É em homenagem àquele grande impulsionador que nasce, sob a égide do conceito “Livros que andam”, um novo e recheado bibliomóvel, agora pelas mãos da Fundação D. Luís I, num projecto colaborativo com o Município local. “Manusear um livro é um acto salutar, faz bem à saúde, apesar de hoje dispormos de várias formas de ler um livro”, referiu, na altura, Salvato Teles de Meneses, Presidente daquela Fundação, salientando o tal elemento de tradição, numa procura por “homenagear o escritor e, ao mesmo tempo, voltar a conquistar as pessoas para a leitura. Para tal, procurámos nas bibliotecas de Cascais o apoio necessário para se poder desencadear esta homenagem e pôr à disposição dos residentes do Concelho um acervo de livros e outros recursos de informação, nos mais diversos suportes”.
João Miguel Henriques, responsável pelo Arquivo Municipal de Cascais, acrescentou tratar-se de um “instrumento de futuro, havendo, neste momento, uma rede de bibliotecas municipais que todos os dias procuram promover o gosto pelo livro e pela leitura. Por isso esta iniciativa parece-nos tão relevante, numa altura em que, mais do que nunca, as bibliotecas têm registado um crescimento substancial do seu número de utilizadores, continuando a ambicionar chegar a mais pessoas por todo o Concelho”.
Desta vez tendo como base uma mais moderna van Hyundai H350, devidamente transformada para o efeito e dotada de equipamentos complementares, a nova Biblioteca Móvel de Cascais vai permitir o acesso ao livro e a outros suportes, inerentes à presente realidade, e à leitura em locais de grande concentração do Concelho, nomeadamente, em articulação com Associações Populares de Cultura e Recreio, centros de dia, lares de idosos e o Estabelecimento Prisional de Tires, entre outros. A saída oficial para esse périplo concelhio acontecerá no já amanhã (dia 14), podendo os locais de paragem ser consultados no portal do Cascais Cultura.


A multiplicação da espécie
Se segue o Facebook da Nave Voadora, Bibliotecas Itinerantes em Portugal decerto não é, para si, novidade saber que o leque de bibliomóveis é algo que se tem multiplicado, com os mais recentes exemplares a surgirem em locais tão díspares do nosso país, como Penacova, Proença-a-Nova, Vila Real, Terra Chã, Gondomar e Alcanena, entre muitos outros, orgulhoso e crescente grupo a que Cascais volta agora a pertencer.
Imagens: Bibliotecas Municipais de Penacova, Vila Nova de Famalicão, Alcanena e Oliveira de Azeméis

O crescimento desta rede de mobilidade das letras levou a que também se tenham tornado regulares encontros nacionais, com enorme adesão e sucesso, sendo exemplos a “Maratona de Leitura”, que em Julho último levou à Sertã vários destes exemplares, ou o “Encontro de Bibliotecas Itinerantes” do Município da Chamusca, cuja 2ª edição decorrerá nos dias 27 e 28 de Outubro, ali reunindo muitas das mais novas e antigas bibliotecas sobre rodas do país. Decorrerá sob o tema “Heterónimos de Nós” e as inscrições ainda estão abertas, pelo que se estiver interessado consulte as informações aqui.
Imagem: Município da Chamusca

Imagem: Sertã/Biblioteca Municipal Padre Manuel Antunes

Há muitas expressões relacionadas, sendo comum ouvir-se que “a leitura é o alimento da alma”, ou que “ler é sonhar pela mão de outrem”. Por essa razão deixo o repto: leiam, muito de preferência e, se possível, à boleia dos novos bibliomóveis!



Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

EcoKart: Velocidade solidária

Realizou-se há dias, no Estoril, o “Greenfest 2017”, aquele que é um dos maiores eventos nacionais no domínio da sustentabilidade, palco onde empresas, autarquias, escolas e cidadãos se juntaram, com o objectivo de mostrar e sensibilizar para aquela que é uma questão cada vez mais incontornável da sociedade e das nossas vidas.
Imagem: Trendy Wheels/JP

Entre os que animaram a 10ª edição deste evento co-organizado pela Câmara Municipal de Cascais e com o alto patrocínio da Presidência da República, contribuindo para levar a bom porto do único planeta onde ainda podemos viver, esteve a EcoKart Portugal, plataforma que tem o objectivo comum de ajudar a encaminhar Portugal para uma mobilidade mais verde e desportos motorizados não poluentes.
Foi nos jardins do Casino Estoril que realizaram as já famosas "EcoVoltas Solidárias" a bordo do primeiro kart eléctrico de 2 lugares feito em Portugal. Conduzido por experimentados pilotos, novos e menos jovens sentiram algumas das emoções mais racing desta iniciativa, depois de depositada a moedinha num gigante mealheiro colocado no local, conjunto de donativos que seriam, depois, entregues às duas entidades apoiadas nesta acção: a Aldeias de Crianças SOS, que acompanha crianças e jovens em situação vulnerável, promovendo o seu pleno desenvolvimento e autonomia, e a Nuvem Vitória, projecto de voluntários que, à noite, nos hospitais, contam histórias a crianças internadas, de modo a garantir-lhes um soninho um pouco mais descansado.
Imagens: EcoKart Portugal

Noutro ponto, dentro do Centro de Congressos do Estoril, palco onde se realizaram muitos colóquios e palestras sobre o tema, a EcoKart Portugal distribuía prémios a todos os que respondiam correctamente a um pequeno quiz sobre mobilidade eléctrica. Fê-lo com o apoio da OK! Teleseguros, um dos seus mais recentes parceiros neste domínio, aquela que é a primeira seguradora nacional a apresentar um pacote de seguro específico - o OK! Auto Elétricos - para automóveis movidos a esta energia! Se já é dos que tem ou está a pensar comprar ter um veículo contacte-os e veja tudo o que têm para lhe propor.
Voltando ao inquérito, as respostas dadas, nomeadamente pelas camadas mais jovens, demonstram que muitos se mostram conscientes desta maratona em que todos nos encontramos e na qual todos temos responsabilidades, passadas, presentes e futuras, depois de todo o desnorte por que se pautou o último século e meio, e que levou ao estado assustador em que hoje se encontra o planeta Terra. Mas, se por um lado há muitos a querer tentar arranjá-lo, do outro os cifrões ainda falam demasiado alto, pois havendo dinheiro envolvido, as coisas tendem a seguir o seu cheiro, apesar de a lógica apontar para o contrário!


Acrescente-se que a EcoKart Portugal não tem olhado a esforços para esta dinamização massiva para com esta mobilidade eléctrica e também no domínio do altruísmo, tendo ao longo do ano levando as suas "EcoVoltas Solidárias" a várias localidades e eventos. São exemplos as acções realizadas no “Festival da Criança” no Estoril, na “Energy Week” do ISEL, na “Base Aberta de Monte Real - Base Aérea nº 5”, ou noutras integradas na “Semana Europeia de Mobilidade”, em Santo Amaro de Oeiras (integrada na iniciativa “Marginal Sem Carros”), Carnide, Gaia, Salvaterra de Magos e Marinhais, em todas elas recolhendo donativos que entrega, na íntegra, a instituições de missão social locais. 
Uma agenda que se renova a cada dia, estando a próxima iniciativa agendada já para amanhã (dia 12) na Universidade de Aveiro, dando-se início ao outro habitual périplo, por liceus e universidades nacionais, aqui se apoiando a Florinhas do Vouga, uma IPSS daquela cidade.

Um futuro em 2 rodas com motor
Também presentes no “Greenfest 2017” estiveram, entre outras, duas empresas da zona que se dedicam à promoção e comercialização de bicicletas eléctricas, garantindo aos presentes a experimentação – alguns deles em estreia absoluta – de alguns dos seus exemplares.

Nascida em Cascais em 2014 para contribuir para o movimento da mobilidade eléctrica no nosso país, a BeElectric surgiu neste evento de mãos dadas com a EcoKart, dinamizando as suas propostas entre os presentes. Não só propõe veículos específicos de várias marcas, como também kits portáteis que se aplicam numa bicicleta comum, transformando-a numa variante a electricidade.
Da mesma região é a bi green, que promove o exercício físico, democratizando a prática do ciclismo, de modo a tornar o mundo num lugar mais acessível, mais plano e sobretudo mais verde, ali dando a conhecer as marcas de bicicletas e scooters eléctricas que representa.
Imagem: Be Electric

Imagem: bi green


Muito mais há a dizer sobre esta temática inerente aos nossos veículos, algo que ficará para uma próxima edição, pois esta já vai algo longa, embora mas não tanto como a gestação da dita electricidade. Aposto que não sabe que o negócio dos carros eléctricos tem já... 100 anos! Ah pois é bebé!!!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.