quarta-feira, 10 de maio de 2017

Encontro de família

O que são 77 milhões de Euros? Bem, para começar é um pequeno balúrdio de dinheiro, ou uma espécie de combinado de alguns jackpots acumulados do EuroMilhões, montante que, aqui por casa, daria muito jeito... ui... se daria!!! Já nesta edição Trendy Wheels traduz-se no valor acumulado de uma colecção de nada menos do que 28 automóveis da marca britânica Aston Martin que, muito recentemente, se juntaram numa espécie de reunião de família.

Este conjunto bastante abrangente de propostas históricas da marca de automóveis desportivos e de luxo alarga-se do A3 de 1921 ao DB11 do presente ano, incluindo, pelo meio, modelos de produção mais normal junto com hipercarros como o One-77 (2009) ou o estonteante Vulcan (2015), não esquecendo o atípico e minimalista Cignet (2010). Juntem-se-lhes os carros da saga "007", como o DB5 (estreado em “Goldfinger”, de 1965) e o DB10 (“Spectre”, de 2015), mais alguns exemplares de competição, como os DBR1 (1959) e DBR1-2 (2011) e o cocktail torna-se explosivo. Isto já para não falar do que aí vem, como o futuro Aston Martin... DBX!
Mas chega de detalhes. A selecção de imagens e sons da já centenária marca, decerto irá deliciar os mais aficionados petrolheads, os amantes de automóveis e da sua história ou os simples mortais que, como eu, sonham um dia ter um menino destes à porta de casa!

Abrir de asas desde 1927
Embora a história da Aston Martin remonte a 1914, as suas icónicas asas só surgiram 13 anos mais tarde, quando o logótipo original “AM” se viu completamente reformulado. Foram vários os ajustes feitos ao longo do Século XX, adequando as asas à contemporaneidade das diferentes épocas, até se chegar a 2003 e definir-se o logo que desde então e até hoje se pode ver aposto nos diferentes modelos.

Acrescente-se que este autêntico banquete de adrenalina e velocidade realizou-se em St Athan (Gales), nos hangares outrora propriedade do Ministério da Defesa britânico, hoje adquiridos e integrados naquela que é a segunda fábrica da Aston Martin em solo britânico. Isto para se preparar o tal futuro!


Imagens: Aston Martin

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Diz-me o que conduzes…

… dir-te-ei como te chamas! Há casos em que esta espécie de adaptação às rodas de um conhecido dizer popular – “diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és” – resulta na perfeita associação de um automóvel ao seu condutor. Mas este mundo das quatro rodas é muito mais abrangente, pois se há carros que se podem chamar Tiago ou Fabia, também os há com nomes de ventos, animais, seres mitológicos e outras inspirações que não lembram ao diabo!

É verdade! Há nomes de modelos automóveis que, por vezes, até podem bater certo com os dos seus donos. Exemplos não faltam, pois haverá, decerto, por terras de Itália várias Giulias ou Giuliettas a conduzir dois modelos que a Alfa Romeo baptizou exactamente com esses mesmos nomes, ou os decerto 
mais raros – a não ser que a carteira seja suficientemente recheada – Enzos e Dinos a tirar partidos das potencialidades dos seus respectivos Ferrari. Já não será tão verdade conseguir encontrar um Tiago na Índia ao volante de um Tata… Tiago. Era mais ideal por cá, mas o modelo e a própria marca indiana ainda não se comercializam em terras lusas. Já agora e caso não saiba, o Tiago surgiu como Zica na mesmíssima altura que se espalhou pelo planeta a epidemia dos mosquitos Zika, levando a marca a pensar numa alternativa.

Em terras gaulesas poderá haver quem ainda se chame Dauphine e tenha um destes históricos da Renault – um original de 1956 – à porta da sua casa, ou – muito mais provável  há por aí diversas Zoe, nome dado ao eléctrico sensação desta marca francesa. Uma tónica mais feminina que se prolonga à Fabia, Octavia e Felicia (modelos da Skoda), Sílvia (Nissan), Siena (Toyota) e Liana (Suzuki), ou a uma Elise que, gostando de acelerar, pode ser orgulhosa proprietária de um modelo da inglesa Lotus. Já nos rapazes, um britânico Logan pode conduzir este modelo da romena Dacia mas haverá, decerto, muitos mais Coopers a tirar partido das versões de cunho desportivo John Cooper Works do popular Mini.


Ventos, animais, deuses…
Uma nota adicional para dizer que se há marcas que preferem criações alfabéticas, numéricas ou alfanuméricas, associando as mais diversas realidades, ilustrando a cilindrada dos motores, o segmento em que o modelo se insere, ou invenções da lavra da própria marca, entre diversas soluções mais ou menos imaginativas, outras apostam em conteúdos mais alternativos, tais como:

Cidades – A espanhola SEAT percorre quase todo o seu território, do Alhambra ao Cordoba, passando por Ibiza, Malaga, Marbella, Toledo, etc, mas há outros exemplos oriundos dos EUA, como os Chevrolet Bel Air e Malibu, cidades que também inspiraram os Hyundai Santa Fe e Tucson, enquanto a italiana Ferrari dedicou o 360 Modena à sua terra natal. Já o Lotus Evora, que até parece ter inspiração no nosso Alentejo, resulta da conjugação dos termos “Evolution”, “Vogue” e “Aura”, dando continuidade a uma tradição recente de que todos os modelos da marca começam pela letra E;  
Divindades e/ou musas – VW Phaethon e Eos (ambos da mitologia grega, sendo que o primeiro era filho de Hélio e da ninfa Climene e o segundo uma deusa do crepúsculo); Renault Clio (uma das 9 musas filhas de Zeus), Nissan Titan (referência ao conjunto dos velhos); Vulcan (um deus do fogo) e Valkyrie (deusa da mitologia nórdica) são referências da Aston Martin. Já a japonesa Mazda foi buscar inspiração a um deus zoroastra (religião fundada na antiga Pérsia) para a sua denominação, embora também se considere válido que derive do apelido do seu fundador, Jujiro Matsuda.
Nomes de animais e/ou raças – aqui destaca-se a aposta da italiana Lamborghini nas raças de touros, do histórico e icónico Miura aos mais recentes Gallardo, Diablo, Murciélago, Reventón e Huracán. Por cá vende(ra)m-se mais Citroën 2CV  o célebre 2 Chevaux (cavalos)  Fiat Panda (uma espécie de urso), Ford Maverick (gado bravo) e Puma (felino) e o icónico Ford Mustang (raça de cavalos selvagens), muitos VW Beetle (vulgo Carocha) e alguns VW Fox (raposa) e Lupo (lobo), havendo também Porsche Spider (aranha) ou Dodge Viper (víbora), acrescendo aqui a própria marca britânica Jaguar, que tem este felino como símbolo. A Hyundai teve um Tiburon que por cá se chamou Coupé;

Ventos – é caso para dizer que para a VW vale quase tudo como inspiração para os nomes dos seus carros, tendo neste domínio um simples Vento e um Scirocco (um vento mediterrânico oriundo do Norte de África. Já a Maserati apostou no Bora (do Mar Adriático) e no Ghibli (do deserto do Sahara), a Ford no Zephir (vento do oeste da mitologia grega) e a menos conhecida – mas muito cara – Pagani apostou no Zonda (um vento argentino).

… heranças familiares e outras inspirações
Para completar o processo, embora muito fique, decerto, por escrever, os nomes de marcas automóveis são resultado de:
Nomes dos seus fundadores: Bentley (Walter Owen), Chevrolet (Louis), Chrysler (Walter P.), Citroën (André-Gustave), Ferrari (Enzo), Ford (Henry), Honda (Soichiro), Lamborghini (Ferruccio), Maserati (Alfieri), Peugeot (Armand), Porsche (Ferdinand), Renault (Louis), Rolls-Royce (Charles Stewart e Frederick Henry) Toyota (Sakishi, aqui com um ligeiro twist ao apelido Toyoda);
Acrónimos: aqui temos a BMW (Bayerische Motoren Werke), a FIAT (Fabbrica Italiana Automobili Torino), a SAAB (Svenska Aeroplan aktiebolaget) e SEAT (Sociedad Española de Automóviles de Turismo), a que se juntam a Alfa Romeo, resultado da conjugação do acrónimo Anonima Lombarda Fabbrica Automobili com o apelido de Nicola Romeo, quando este comprou a ALFA;
Traduções: A partir do coreano, Daewoo provém de “grande casa” ou “grande universo”, enquanto Hyundai tem uma conotação de “era moderna”; Nissan resulta da expressão Nippon Sangyo, ou “Industrias Japonesas”; Audi é a latinização do alemão “Horch” alusivo ao sentido da audição, uma língua clássica que os fundadores da sueca Volvo também preferiram, a partir do infinitivo do verbo “Volvere”, abdicando da eventual mais fácil utilização de termos nórdicos.
Outras conjugações: Volkswagen é a expressão para “Carro do Povo”; Subaru assume uma interpretação da constelação Pleiades, ou as Sete Irmãs; a britânica Aston Martin juntou parte da terra onde nasceu – Aston Clinton – ao apelido de Lionel Martin, o seu fundador; e a americana Cadillac nasceu pelas mãos do explorador francês do Século XVIII, Antoine Laumet de La Mothe, sieur de Cadillac, uma localidade… francesa!
Imagens: Tata (1), Alfa Romeo (2 e 3), Mini (4), Lotus (5 e 6), Lamborghini (7, 8 e 9), Logos (10)

Muito haveria ainda a dizer, pois há outras nomenclaturas que se mostraram - digamos - muito menos felizes em alguns mercados, mas como a prosa já vai longa tal ficará para uma próxima oportunidade.
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Pequenos traquinas

Embora ainda havendo quem diga que a nossa relação com os automóveis está um pouco mais complicada, nomeadamente os que, por condicionantes diversas, não conseguem acompanhar a estupidamente rápida evolução tecnológica, é inegável afirmar que já nada é como antigamente. Dos até há pouco tempo obrigatórios toques físicos, com as mãos, para se activar determinadas funções, chegámos a um ponto que, fruto da maior profusão de sensores espalhados pelo habitáculo, bastam alguns simples gestos et voilá!
Imagem: Volkswagen

Transpondo para os touchscreens das suas viaturas algumas das funcionalidades que os mais evoluídos telemóveis já hoje oferecem, a Volkswagen integrou o seu sistema “Gesture Control” na mais recente geração do eterno Golf, prevendo-se, naturalmente, o alargamento desta prática função à sua futura gama de modelos.
Para a promoção do modelo e destes mais evoluídos ecrãs a marca alemã desenvolveu uma série de vídeos elucidativos das potencialidades do sistema, o mais fantástico dos quais é este, que mostra como funciona até nas mãos dos nossos pequenos traquinas. Veja este “VW Baby Gesture Control”:

Neste domínio dos gestos, há ainda o A doggy tale, o Signs of love e o The Powerof Gestures.
Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos para ver qual a funcionalidade seguinte a chegar ao mercado. 
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.