quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

A guerreira dos desertos

Era uma vez… é assim que começam as histórias, todas as histórias, como a da convidada de hoje do Trendy Wheels. Chama-se Elisabete Jacinto e é uma guerreira que, cavalgando num monstro do deserto, ganhou o seu estatuto e mesmo aclamação entre os seus pares – maioritariamente do sexo masculino – na actividade que abraçou e que ama como poucas mulheres no mundo actual: a de piloto de corridas de camiões!

Piloto profissional, vive e respira os ares dos desertos, quase chamando de casa ao Norte de África. Atravessou-o várias vezes de moto antes do virar do século, altura em que decidiu duplicar o número de rodas e passar a fazê-lo de camião. Define-se como “empenhada, concentrada e ambiciosa”, e move-a a vontade de atingir o topo na carreira desportiva. É o sonho de qualquer desportista, ganhar!”, referiu nesta entrevista.

Assente num já vasto currículo desportivo, com múltiplos resultados e títulos obtidos nas grandes provas de todo-o-terreno internacional, foi a partir do ano 2000 e aos 36 anos que decidiu apontar mais alto, mantendo sempre o deserto como palco de excelência. A ascensão ao patamar dos pesos-pesados das areias fez-se num pulo, passando a partir daí a conduzir camiões de grande envergadura e potência (Mercedes-Benz, Renault e, a partir de 2006, os MAN), com os quais juntou múltiplos troféus à sua já vasta vitrina de prémios.

“A  competição em camião ou em moto são realidades diferentes. As necessidades são diferentes assim como o ambiente e até a atitude com que encaramos uma prova. O único elemento comum acaba por ser o terreno por onde se passa,” explicou. “O primeiro ano em que participei de camião tive muitas dificuldades mas depois aprendi e adaptei-me. O camião não é, ao contrário do que muita gente pensa, um carro grande. Tem aspectos muito específicos e tem de se aprender a estar com ele em competição. É um veículo extremamente difícil, grande e pesado, pelo que temos de ser perfeitos na condução, caso contrário as consequências podem ser imprevisíveis.”

Organizada e apostando num bom plano de trabalho, é responsável por funções que vão para além da condução, “tarefas que permitem que a equipa funcione da melhor forma possível.” Hoje, aos 52 anos, mantém um ritmo quase frenético, dividindo-se por inúmeras acções de promoção e de condução, nomeadamente com dias a fio e deserto a dentro, ao volante do seu MAN TGS de quase 10 toneladas e com mais de 800 cavalos de potência. Este teve, até aqui, tons de azul-bebé (as cores da marca Oleoban), num companheiro de aventuras que a elevou a um estatuto nunca antes assumido por nenhuma mulher portuguesa, em provas tão diferentes como as bajas de Aragon (Espanha), Tunísia, Marrocos e, muito em especial, na exigente Eco Africa Race.





“Há um grande entusiasmo e prazer na condução. É um desafio constante. O tempo passa depressa quando vou pelo deserto fora. Depois há o cansaço que é o nosso grande companheiro. As etapas são sempre muito longas e o camião não pára de sacudir. Finalmente temos o desafio da competição, a vontade de ir sempre mais rápido e de conduzir cada vez melhor e de não perder tempo em sítio nenhum. Tudo isto é uma mistura explosiva”, explica.

Um mundo para além dos camiões
Licenciada em Geografia, com uma pós-graduação em ensino (sem o praticar), Elisabete Jacinto é, também, co-autora de manuais escolares, sendo convidada para encontros em escolas, universidades e empresas, ali abordando temas relacionados com o desporto, empreendedorismo, trabalho de equipa e gestão de risco. Conta ainda com diversas distinções, a mais importante das quais a de “Oficial da Ordem do Mérito”, atribuída em 1999 pelo então Presidente da República, Jorge Sampaio.


Também já publicou livros de aventuras relacionadas com esta sua actividade de piloto profissional, destacando-se os dois volumes da banda desenhada “Os Portugas no Dakar”, onde retratou as experiências das suas primeiras participações em motos no antigo Rali Paris/Dakar, nos tempos em que este este ligava as capitais francesa e senegalesa. O texto é seu e os desenhos de Luis Pinto Coelho, num conjunto humorístico de raro efeito. Em 2010 publicou o seu primeiro livro de aventuras, relato das suas histórias sob o título de “Irina no Master Rali”, e dois anos depois, um álbum comemorativo intitulado “100 Imagens - Elisabete Jacinto - 10 anos em Camião”, ilustrando a sua carreira desportiva neste tipo de veículos, com imagens recolhidas in loco pelo fotógrafo Jorge Cunha, responsável pela agência AIFA, incluindo as que ilustram este texto. 

À pergunta “Gostaria de repetir a experiência?”, Elisabete Jacinto responde com um taxativo “sim, gostava muito de o fazer. Tenho imensas histórias para contar. O problema está que não o consigo fazer sozinha pois não tenho a mínima vocação para desenhar. De qualquer forma, tenho em agenda contar as nossas histórias caricatas enquanto equipa Oleoban mas apenas sob a forma de texto. O problema está em que o tempo nunca é suficiente”.

Imagens: AIFA/Jorge Cunha
Quanto ao futuro imediato há outras novidades para contar, mas terá de esperar pela 2ª parte desta entrevista, a publicar em vésperas da sua próxima aventura, o Africa Eco Race, maratona que, na primeira quinzena de Janeiro, a levará de novo até ao Norte de África!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Paixões em miniatura

Gigante na indústria das pistas de slot cars, a Scalextric conta com um vasto catálogo de propostas, de simples pistas em formato oval ou em oito, a estruturas com maior detalhe, por vezes recriando secções dos mais famosos circuitos do Mundial de Fórmula 1 ou mesmo de classificativas dos mais emblemáticos ralis do mundo! De acordo com a imaginação de cada um e decorrente do número de peças ou secções adquiridas, também dá azo à construção de traçados inéditos, permitindo depois a realização de salutares corridas entre amigos.

Recordo-me que em pequeno devo ter tido umas 3 pistas diferentes, entre o tal “oito” que recebi de origem, mais as peças que, pelos anos e pelo Natal, lá me iam dando, permitindo-me fazer crescer o circuito e ocupar uns quantos metros adicionais na sala lá de casa, ainda que atrapalhando a logística das limpezas! Mas nunca tinha visto nada que se assemelhasse ao que se fez há uns anos num evento temático, espelhando a quase totalidade de uma classificativa do Rali de Monte Carlo, numa impressionante estrutura onde nem falta a tradicional neve, num papel aqui desempenhado por… farinha! O vídeo foi partilhado há um ano no canal de Youtube da Amazing World e que pode ver aqui.


Por cá e sem representação oficial, os produtos da marca vendem-se nas casas da especialidade e em grandes lojas de brinquedos, nomeadamente as de cariz técnico. Veja o catálogo na Scalextric España.


O futuro escreve-se WOS


Parece que o que está a bombar entre os amantes de slot cars é o novo conceito Scalextric WOS (acrónimo para Wireless Overtaking System), substancialmente mais sofisticado do que o das anteriores propostas! A evolução é gritante, nomeadamente na operacionalidade dos joysticks, naturalmente sem fios, com que se comandam os carros, bem como pelas características das próprias pistas que, mantendo duas faixas, permitem corridas com seis carros, ultrapassagens, idas às boxes, controlo de combustível, etc, fruto da adopção da tal nova tecnologia. Conheça-o aqui.

Haverá no mercado dois sets, o WOS Full Fuel Control SCX Set (por cerca de 450 euros) e o WOS Race Revolution Set (por 350 euros). Os comandos extra custam cerca de 20 euros cada e se quiser mais carrinhos à escala terá de desembolsar cerca de 50 euros por unidade. É a sugestão de Prenda de Natal Trendy Wheels desta edição. Se não quiser gastar tanto, há no mercado outras propostas do conceito antigo bem mais em conta. Naturalmente…!

Imagens: Scalextric
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O fiel amigo

Nop… não falo do bacalhau, que se apresta a entrar em força na época, nem mesmo dos cães e gatos que poderá haver aí por casa! O tema de hoje é o capacete, igualmente um fiel amigo de pilotos dos mais variados desportos de competição, com e sem rodas, mas também dos trabalhadores da construção, astronautas ou mesmo exploradores do fundo do mar. Destinam-se, também, a todos os que andam parte importante das suas vidas sobre duas rodas, de casa para o trabalho, em actividades de lazer ou, simplesmente, porque vão ali à mercearia da esquina.


No  meio das mais variadas protecções, hoje o Trendy Wheels mostra-lhe dois conceitos mais destinados a quem recorra à bicicleta nos seus trajectos diários, nomeadamente os que aproveitam a cada vez mais disponível solução das bicicletas partilhadas nas grandes urbes: o EcoHelmet e o Hövding.

Em tecido de papel...
Para quem, na maioria das vezes, não leva consigo uma protecção para esses percursos citadinos de ocasião, foi recentemente apresentado o EcoHelmet. A norte-americana Iris Shiffer é a autora deste projecto ecológico feito em tecido de papel e estruturado em formato de favo de mel. É resistente à chuva durante um máximo de três horas e reutilizável durante algum tempo (tem um indicador de desgaste), sendo depois reciclável, procedimentos conjuntos que lhe valeram a atribuição do reputado galardão “James Dyson Award 2016” que premeia projectos de design inovadores. Conheça-o mais em pormenor:



... e a ar!
Noutro contexto mas também visando a protecção dos que circulam em duas rodas, chega-nos da Suécia o Hövding, solução que – à semelhança de um airbag num automóvel – faz despoletar um providencial capacete de ar, a partir de uma bolsa (tipo cachecol) colocada à volta do colarinho, ajudando a evitar males maiores ao nível da cabeça e do pescoço. É um produto Made in Portugal pela também sueca Alva (Mem Martins), concebido em nylon ultrarresistente para aguentar a esfrega de pisos mais agressivos. Um pequeno módulo recarregável via USB analisa os algoritmos de inclinação do corpo do utilizador, activando em microssegundos o seu enchimento a partir de um cilindro de gás. Conta ainda com uma pequena caixa negra que guarda os últimos 10 segundos de dados do acidente, algo que pode ser valioso no caso de ter de envolver seguradoras. Veja-o em acção:


Esta é uma original ideia de duas designers industriais suecas - Anna Haupt e Terese Alstin – estando disponível para encomenda aqui em 3 tamanhos. Sugestão de Prenda de Natal Trendy Wheels desta edição, o Hövding 2.0 custa € 299 e integra-se numa bolsa preta standard, mas o utilizador pode comprar outras, cada uma por € 50 (tudo valores sem despesas de transporte). Note-se que uma vez activado – como, aliás, acontece com qualquer airbag – o conjunto terá de ser substituído, ou seja, terá que adquirir um novo!

Imagens: EcoHelmet e Hövding

O dito através dos tempos…
Numa demonstração de que o capacete é, de facto e há muito, um dos melhores amigos do Homem, termino com três exemplares da original campanha de publicidade da Nutcase. Sob o título de “Helmets. Protecting us since ever” (“Capacetes. A proteger-nos desde sempre”), nela se retrata um leão a tentar tirar um naco a um gladiador romano, um samurai a fugir de um ninja, um escafandrista a ver-se abraçado por um polvo e um dragão a afiambrar-se a um cavaleiro!


Imagens: Nutcase
Por cá, a muito colorida colecção desta marca norte-americana é representada pela loja online DeporVillage, havendo propostas de € 49,50, € 67,50 e € 81,00 (actualmente com desconto face ao preço original; não inclui despesas de envio nem outras inerentes ao meio de pagamento).

Boas compras - se for o caso - e Festas Felizes!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.