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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Os santos também morrem...

Nada tendo de religioso, esta edição versa outro tipo de santos, no caso o único – leia-se “verdadeiro” – santo da televisão. Chamava-se Simon Templar e era a personagem principal da série de espionagem “O Santo” que foi exibida de 1962 a 1969. Foi Roger Moore quem deu vida a este herói que roubava aos bandidos para ficar com grande parte dos despojos, actor que também encarnaria por 7 vezes outro ícone do cinema, o igualmente espião James Bond. Pode-se, assim, dizer que o santo original morreu, tal como parte se desvaneceu parte da genética 007.
Imagens: IMDB, ITV

Se a série britânica terminou no final dos anos 60 do século passado, o nome deste galã do grande ecrã irá perdurar pelos tempos, pois por mais recriações, sequelas e transposições para o pequeno e grande ecrãs que se façam, ninguém nunca lhe chegará aos calcanhares.
Para além da altivez tipicamente britânica que transpirava da sua interpretação nos 118 episódios da série, divididos por 6 temporadas, houve um automóvel que se lhe ficou associado, o Volvo P1800, seu companheiro de inúmeras aventuras. Conheça-o aqui:

A título de curiosidade, este coupé de matrícula “ST 1” esteve desaparecido durante mais de duas décadas depois da sua última utilização na série, tendo sido encontrado numa quinta de North Wales em 1991, pintado de vermelho e muito danificado. Recuperado a 100% por Kevin Price, fã da marca sueca, ressurgiu aos olhos do público em 2013, numa exposição britânica de veículos clássicos. Hoje estará na posse de um americano, de seu nome Bill Krzastek, que até já o levou ao famoso programa de TV Jay Leno’s Garage.

Os outros companheiros de Moore
Naturalmente que muitos outros carros passaram pelas mãos de Roger Moore ao longo da sua filmografia, nomeadamente as rodas integradas nos filmes da saga James Bond, alguns deles icónicas e/ou exóticas, criações do personagem Q, responsável pela divisão de gadgets dos Serviços Secretos Britânicos.


Imagens: James Bond/007
Os exemplos vão do Lotus Esprit que Moore mergulha nas águas da Sardenha no filme “007 Agente Irresistível” (em 1977), ao ultra-resistente Citroën 2CV amarelo de “007 Missão Ultra Secreta” (1981), até a um improvável Renault 11 que se parte ao meio numa louca perseguição pela cidade de Paris, em “007 Alvo em Movimento” (1985), entre outras viaturas utilizadas nos filmes em que participou.
Alguns constam desta curiosa sequência que resume as viaturas que Moore & companhia, na pele do cobiçado agente secreto, têm conduzido ao longo da saga.

Quanto a Sir Roger Moore - foi-lhe dado o grau de Cavaleiro do Reino em 2003 e nos últimos anos defendia, como Embaixador Honorário, os objectivos da UNICEF - fica para a história a sua recheada filmografia, parte de uma vida mais abrangente que será, decerto, retratada no cinema num dos próximos anos. Vejamos se lhe farão a devida justiça!
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

Sua Eminência, D. Karaoke

Há muito que o pessoal canta em todo o lado, mesmo que não o admita: em casa, no duche e, especialmente, no carro, nos trajectos diários, sintonizando as estações preferidas – cada vez mais encharcadas de repetitiva publicidade – ou ouvindo os hits preferidos, a partir dos mais diversos dispositivos.
Imagem: Ford

A plenos pulmões, demonstrando os dotes vocais, ou apenas trauteando as ditas, em especial se não nasceu para a coisa, não há quem não o faça, em especial a partir da altura em que o norte-americano James Corden popularizou o “Carpool Karaoke” no seu programa de TV, berrando a plenos pulmões na companhia dos seus ilustres convidados. Por cá é claro que se copiou o conceito, nos mais estapafúrdios programas de TV, em que se tenta ser engraçado mas caindo-se, várias vezes, em desgraça, e até ao nível individual, com muitos a partilharem, com indisfarçável orgulho, os seus dotes vocais nas redes sociais.
De acordo com os especialistas – ele há gente iluminada em todo o lado – as improvisadas sessões de karaoke ao volante encerram “uma série de benefícios para a saúde, sendo que a maioria se sente especialmente à vontade quando não há ninguém à volta, ao mesmo tempo que contam com o sistema de som do carro que fornece o necessário apoio”. Nada mais verdadeiro, por isso ‘bora aproveitar o que os novos modelos trazem consigo.
Se no tempo dos afonsinhos os nossos carros começaram por trazer um simples rádio, que dividia o som AM com a imensa estática – foi Paul Galvin quem, em 1930, colocou o primeiro rádio, um Motorola 5T71, num automóvel – depois surgiram os primeiros auto-rádios, como o Blaupunkt Autosuper, já em sistema FM e menos interferências. Aqueles evoluíram em conjunto com os extras, quando Earl "Madman" Muntz introduziu nos seus carros os cartuchos de fita (1962), volumosos antecessores das mais pequenas cassetes da Phillips (1963), empresa que lançaria depois (1982), a meias com a Sony, os primeiros CD, se bem que a coisa só se vulgarizasse e melhorasse em termos de qualidade na década de 90.
Dali até ao presente foi um fósforo, fruto do enorme salto tecnológico das últimas décadas, com a introdução de sistemas de áudio gradualmente mais sofisticados, hoje em dia associados ao chamado infotainment, envolvendo os sistemas de navegação e de informação hoje comuns a muitos modelos. Adicionalmente, levam-se para o carro as próprias preferências musicais nas mais diversas plataformas – pens, smartphones e iphones, ligados ou não via Bluetooth – ou a partir de plataformas como o Spotify, ou mesmo através da cada vez mais inevitável cloud, onde muitos escarrapacham ao mundo toda a sua vida! Recordo aquela máxima de que “o que vai para a net, nunca mais desaparece da net”.
“Cantando em voz alta e sem quaisquer inibições, significa que a libertação mental será maior à medida que colocamos mais energia”, disse o professor Stephen Clift, uma autoridade de referência sobre os benefícios do canto para a saúde, da Universidade Canterbury Christ Church, no Reino Unido. “Quando cantamos em voz alta, especialmente canções que conhecemos bem, sentimos um ‘factor de bem-estar’ decorrente da respiração mais profunda, mais lenta, e aumento da actividade muscular. Sentimo-nos menos stressados e mais relaxados.”
Imagens: Focal e Bose



Sala de espectáculos privada
Outro salto significativo é a chegada dos mais conceituados produtores de sistemas de áudio ao sector automóvel, alguns deles dos sistemas que, até há bem pouco tempo, só se viam dentro de casa ou em concertos.
Imagens: Bang & Olufson, Volvo, Aston Martin

Só para dar alguns exemplos, a Bose equipa grande parte da gama de modelos Mazda, como o roadster MX-5, aqui com a particularidade de os altifalantes estarem integrados nos encostos de cabeça dos bancos. Tem ainda acordos com outros construtores como a Fiat, a Nissan ou a Porsche. Líder francês em acústica profissional e hi-fi, a Focal é presença assídua a bordo dos mais recentes Peugeot, com destaque para os novos SUV 3008 e 5008, e na maioria da gama da também gaulesa Renault, no novo DS 7 Crossback e na edição especial ‘Black Edition’ do Nissan Juke.
O gigante do som Harman fechou recentemente um acordo mundial com a Ford, equipando muitos dos seus novos modelos com o evoluído B&O PLAY Sound System, enquanto as mais requintadas propostas da sua marca Bang & Olufson equipam modelos da Audi, Aston Martin, BMW e da AMG, a divisão de performance da Mercedes-Benz. Esta também usa sistemas Harman/Kardon, tal como modelos da BMW, Kia, Mini e Volvo, com os suecos a colocarem, como pedra de toque, os sistemas Bowers & Wilkins a bordo dos novos XC90 e S90.

Comuns a todos os sistemas acima, bem como muitos outros - Fender, Dynaudio e Meridian, só para dar mais (alguns) exemplos - são os altifalantes, em número variável, cuidadosamente posicionados no habitáculo, garantindo a todos os passageiros um envolvimento total com o ambiente sonoro, parte de uma tecnologia premium bem mais abrangente, com amplificadores de muitos watts, mais tweeters, woofers e subwoofers, que hoje nos permitem desfrutar, na perfeição da mais simplista balada a uma voz, ou o mais elaborado e completo concerto de música clássica, independentemente do volume de som escolhido, quase como se se estivéssemos num auditório ou sala de espectáculos.
Imagem: Trendy Wheels/SP


Por isso, se tem um carro novo aproveite tudo o que ele tem para lhe proporcionar e cante. Quem sabe se não tem dentro de si uma estrela potencial! 
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
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sexta-feira, 14 de abril de 2017

Grattis pa födelsedagen Jakob

85 anos medeiam entre as duas imagens de abertura deste texto Trendy Wheels, tantos quantos separam a saída da fábrica de Lundby, em Gotemburgo (Suécia), do primeiro automóvel Volvo de sempre, o ÖV4, surgindo em ambas a mesmíssima unidade.

Este descapotável de carroçaria azul escura com guarda-lamas pretos – era, em 1927, a única combinação de cores disponível – assentava sobre um quadro de madeira de faia e freixo, coberta por folha metálica, e contava com um motor de 4 cilindros com uns estonteantes... 28 cavalos! Hoje, dia em que se comemoram os 90 anos dessa primeira saída para a estrada de sempre de um automóvel da marca sueca, esta unidade é parte do seu espólio, vivendo maior parte do tempo num museu, mas estando ainda aí para as curvas e rectas também, nomeadamente em dias de festa. 



Hoje é, por isso, um desses dias, recordando-se neste país escandinavo um feito que mudou a história do automóvel. Foi pelas 10 horas da manhã do dia 14 de Abril de 1927 que Hilmer Johansson, então responsável de vendas da empresa, conduziu para a rua o novo ÖV4 (acrónimo em sueco para “Öppen Vagn 4 cylindrar”), viatura que também ficaria conhecida como “Jakob”.
É caso para dizer “Grattis till din Volvo ÖV4!”



O arquétipo da segurança
“Os automóveis são conduzidos por pessoas. Por isso, tudo o que fizermos na Volvo deve contribuir, antes de mais, para a sua segurança.” Foi com esta frase que Assar Gabrielsson e Gustav Larson, fundadores da Volvo, deram o mote para a criação de um conceito único na indústria.


Segurança e inovação. Tradicionalmente associada à conjugação destes dois conceitos, a marca veio preencher um vazio de mercado, então propondo um automóvel suficientemente robusto e preparado para o clima inóspito e para os rigorosos Invernos escandinavos, ao mesmo tempo que o assumia como sinónimo de alegria, progresso e liberdade, pondo de lado o sofrimento e morte associados à elevada sinistralidade registada nas estradas suecas nos anos 20 do último século.
O foco nas pessoas, na segurança, na vida e no respeito são valores indissociáveis da Volvo, a ela devendo-se muitas das tecnologias hoje adoptadas pela generalidade da indústria, do cinto de três pontos, à terceira luz de travagem, passando pelos airbags, sistema de detecção de peões, automóveis, ciclistas ou animais com travagem automática, e dezenas de outros gadgets de segurança. A demonstrar a sua alma altruísta, a marca sueca abdicou de registar a patente de todos eles, “porque para a Volvo a segurança e a vida não têm preço e o objetivo é que todos possam beneficiar, independentemente da marca que conduzam”, sublinham os seus responsáveis. Por isso se diz que “há um pouco da Volvo em cada automóvel”.


Mas os desejos vão mais além e em 2020 pretende-se atingir o pináculo do sonho dos seus fundadores, assegurando que a partir desse ano “ninguém perderá a vida ou ficará gravemente ferido a bordo de um novo Volvo” numa das mais ousadas e nobres promessas da indústria automóvel.
Cheers Volvo! Um brinde a esse desejo neste dia de festa & Parabéns!
Imagens: Volvo

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
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quarta-feira, 8 de março de 2017

Carnaval nas consolas

Donkey Kong, Pacman, Sonic, SuperMario, Tomb Raider… Decerto reconhece estes nomes seja porque, em tempos foi ou ainda é fã de jogos nas mais diversas plataformas que os apresentavam a duas dimensões, ou porque aí por casa ou na família há descendência que não tira os olhos dos muitos ecrãs onde hoje se podem jogar, muitos deles agora em 3D.

Recentemente a britânica CarWow decidiu apresentar versões alternativas destes e de outros históricos heróis das consolas em versões de quatro rodas. O Sonic (acima) foi imaginado na carroçaria de um Honda Civic, enquanto a tripla temática abaixo – SuperMario, Wipe-Out e The Legend of Zelda – aparece, respectivamente, nos corpos de um BAC Mono, de um Nissan Delta Wing e de um Mini.

E quem é que nunca jogou “Tetris”, o jogo dos blocos rotativos coloridos? Aqui o Volvo 240 é o modelo que, pelas suas linhas assumidamente rectas, mais se lhe adequa, enquanto o Audi Q2 é o carro ideal para o jogo de ficção científica “Half-Life” e o Toyota Land Cruiser para a pele do gorila Donkey Kong.

Para terminar esta temática, não podia faltar o jogo “Space Invaders”, do longínquo ano de 1978, que então cativava as novas gerações nas salas tipo arcade, caindo aqui o pequeno Smart que nem mosca no mel. Tal como acontece com o VW Beetle como o modelo ideal para o híper-comilão Pacman, enquanto se falarmos de aventura pura e dura vem-nos de imediato à memória o jogo “Tomb Raider”, sendo que uma das marcas mais associada a essa vertente é o Range Rover, pelo que aqui a escolha cai no seu actual best-seller, o Evoque.
Imagens: CarWow

E se os heróis fossem… Pokémons?
Actual sucesso entre os utilizadores de smartphones, tablets e afins – se bem que a loucura já não tenha a dimensão de há um ano a esta parte – o jogo “Pokémon GO” também mereceu a atenção da CarWow. Desenhos animados japoneses de sucesso do final dos anos ’90, num conceito também originário de um jogo – o termo “Pokémon” é uma abreviatura de “Pocket Monsters” – os seus populares protagonistas também desataram a acelerar nesta espécie de corso carnavalesco. Veja como:

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José Pinheiro
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quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Os Hain

Não são os tresloucados membros de “Os Simpsons”, nem têm qualquer costela dos desconcertantes exemplares de “A Família Adams”, não viveram a batalha que, em tempos, os Ewing da série “Dallas” travaram nas TVs com os Carrington da rival “Dinastia” e até nem lhes passou pela mesa de jantar o rótulo “Vila Faia”, vinho que os bem mais portugueses Marques Vila produziam naquela que foi a primeira telenovela portuguesa, ao mesmo tempo que estão longe, muito longe, das duplas, triplas ou quadras da bem mais actual e diversificada “Uma Família Muito Moderna”!

Aliás, entre os Hain e as restantes famílias acima há todo um mundo de diferenças! A começar pelo facto de que os suecos são reais, de carne e osso, e os demais produtos de ficção que nos entram casa adentro sem ser para jantar! Outra particularidade é o facto de que os Hain vão deixar de se preocupar com a condução dos seus carros, podendo, assim, aproveitar mais o tempo das suas vidas noutras actividades.
Composta por 4 pessoas – o pai Alex, a mãe Paula e as duas filhas Smilla e Filippa – os Hain tornaram-se mundialmente conhecidos como a primeira família a ser escolhida para integrar o programa “Drive Me” da igualmente sueca Volvo Cars. Um processo em que se utilizam automóveis semelhantes aos nossos, em condições reais de trânsito, mas sem que nos tenhamos de preocupar com a condução do carro, pois praticamente tudo é feito de modo autónomo, uma vertente da indústria que está em plena fase de exploração pela grande maioria dos construtores de automóveis. Conheça-os melhor aqui:

Ao contrário de outros projectos, a Volvo diz apostar nas pessoas – utilizadores de veículos que, de um modo mais simplista, se pode afirmar que se conduzem sozinhos – como o elemento fundamental desta equação, definindo a tecnologia a utilizar em função do papel a desempenhar a bordo pelo condutor e não o contrário.
Este para já programa de testes baseia-se no uso de veículos equipados com a tecnologia de condução autónoma em condições reais, visando melhorar a vida das pessoas, nomeadamente a sua experiência de mobilidade, ao mesmo tempo que tem um efeito positivo na sociedade, garantindo processos mais seguros, sustentáveis e convenientes. Ao longo do presente ano deverão ser 100 os veículos deste tipo a circular em estradas públicas de Gotemburgo, num processo que, a médio prazo, se verá expandido para outras cidades do planeta.

Líder na área da segurança automóvel, a Volvo acredita que esta tecnologia irá reduzir o número de acidentes nas estradas, reduzir o tráfego e os níveis de poluição das cidades, permitindo aos condutores utilizar de outra forma o tempo que gastariam normalmente na condução.
Confesso que, apesar de acreditar na validade da tecnologia e conseguir ver para além do imediato – afinal, nos dias que correm, parece que quase nada é impossível no mundo das rodas – para mim que gosto de conduzir, de sentir o volante, pressionar os pedais, usar a caixa de velocidades e obrigar o carro a fazer o que me dá na real gana, levando-me de um ponto A para outro B, esta cena da condução autónoma faz-me algumas cócegas! A si não?
Imgens: Volvo Cars

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José Pinheiro
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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Vamos A Isto!

‘Bora… vamos começar! Depois de milhentos testes e tentativas, depois de corrigidos os erros e avaliados prós e contras, depois de adaptadas legislações, é tempo de dar início ao processo e entregar carros que andam sozinhos a famílias reais, como a minha ou a sua. Refiro-me à cada vez mais real condução autónoma, que, quer os puristas da condução queiram ou não, vai tornar-se numa realidade concreta.


O exemplo mais recente vem da sueca Volvo Cars, que acaba de anunciar que vai dar início ao programa Drive Me, a mais ambiciosa e avançada experiência de condução autónoma até à data, pois até 2017 vai colocar nas mãos de uma centena de condutores de Gotemburgo outras tantas unidades do já de si muito avançado Volvo XC90, o seu SUV de excelência.


O primeiro XC90 destinado a um cliente real acaba de ser fabricado em Torslanda e prepara-se para, muito em breve e depois de confirmado que todas as tecnologias funcionam a 100%, sair para a rua com alguém atrás do volante, um mero mortal como eu ou @ leitor/@, mas sem que aquele tenha de lhe mexer ou fazer grande coisa. Após um período de habituação, até poderá apreciar a paisagem, falar ao telemóvel ou mesmo passar pelas brasas, já que o denominado InteliSafe AutoPilot do carro tratará de tudo, levando-o com segurança ao seu destino! Note-se que, em qualquer altura, o até então mero passageiro poderá assumir o controlo do veículo e voltar ao seu estatuto de condutor.


É… o então mundo futurista retratado há uns aninhos em filmes e séries de ficção torna-se, assim, realidade já hoje na capital sueca, prevendo-se o alargamento da experiência a Londres em 2017 e, nos anos seguintes, a algumas cidades chinesas. Quanto a nós… bem… há que esperar mais uns quantos aninhos bons, mesmo que a marca sueca tenha anunciado pretender começar a vender veículos autónomos ao público em 2021.

Recordo que a Volvo faz, desde a sua fundação, cavalo de batalha no capítulo da segurança, tendo sido ela quem, entre outras soluções, introduziu o cinto de segurança de três pontos que hoje todos usamos. A condução autónoma é mais um desses passos de gigante, sublinhando o desejo da marca para um futuro não muito longínquo: “Tudo o que fazemos começa nas pessoas. É por isso que nos empenhámos para que em 2020 ninguém morresse ou se devesse magoar seriamente num novo Volvo”, algo expresso neste outro vídeo.


Imagens: Volvo Cars
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José Pinheiro

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quarta-feira, 13 de julho de 2016

Abrir O Presente Com O Futuro

Andar à procura da chave do carro, nos bolsos ou nas malas (tão comum no segmento feminino) é algo com que lidamos há décadas no vai-vem das nossas deslocações sobre quatro rodas, sendo que, felizmente as coisas evoluíram o suficiente para que deixássemos de ter necessidade de as introduzir nas ranhuras, podendo, hoje em dia (quem tenha carros assim, bem entendido) entrar sem acesso físico à mesma, bastando a mesma estar a uma determinada distância da porta.



São tudo processos que, a breve trecho – pelo menos em viaturas de maior nível de equipamento e com um maior conteúdo tecnológico – vai deixar de acontecer, permitindo-se até usar o seu phone (seja ele i ou smart) para entrar na dita e pô-la a trabalhar. Ou até mesmo que outra pessoa possa aceder ao seu veículo, sem que haja transferência física da chave. Aliás, a mesma até pode ficar em casa!

Quem o afirma taxativamente é a Volvo, que pretende tornar-se, já a partir do próximo ano, no primeiro fabricante automóvel do planeta a oferecer carros... sem chaves! O recurso aos cada vez mais inteligentes telemóveis e a uma app dedicada foi a engenhosa solução encontrada para a criação desta chave digital, com base no sistema Bluetooth. Presentemente em testes para aplicação em 2017, o processo que pode ser apreciado neste Vídeo Trendy Wheels da Semana:

 

Eu, com o meu boguinhas já com 8 anos de leais serviços, ainda estou numa fase intermédia, necessitando dela na mão para apertar um botão. Outros há a quem já lhe basta aproximar-se da viatura, com a chave algures no bolso/mala, para a mesma desbloquear a porta do condutor e poder partir em viagem.

Despistado como sou, naturalmente que não me importava nada de ter um dos novos Volvo S90 e, principalmente, a carrinha Volvo V90, com desta tecnologia ímpar! Claro que ficava mais leve na carteira entre 37.000 e 54.000 euros (dependendo da versão que comprasse), mas ia decididamente para a estrada num portento tecnológico da marca sueca! Sonhar não custa… mesmo com o EuroMilhões sistematicamente a passar ao lado!
 
Imagens: Volvo (oficiais)
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José Pinheiro

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segunda-feira, 28 de março de 2016

Afinal Havia Outro...

… e chama-se Mazda MX-5! É ele o mais recente “Carro do Ano”, um feito alcançado com enorme estrondo, alcançado a uma escala mundial. O icónico roadster reuniu a preferência de 72 especialistas do sector e viu-se nomeado “World Car of the Year”, num anúncio que teve lugar na passada 5ª Feira, no primeiro dia do “Salão Automóvel de Nova Iorque”.

Foto: Mazda (Oficial)
É mesmo caso para dizer que “afinal havia outro”, depois de, recentemente, outro automóvel ter conquistado dois outros títulos semelhantes – o nacional e o europeu - mais representativos para o cliente português. Ficou, assim, completa a lista dos troféus automóveis internacionais mais conceituados, atribuídos por continente ou região.

São, assim, estes os Grandes Vencedores do ano: 
  • Mazda MX-5 2016 World Car of the Year, 2016 Wheels Car of the Year (Austrália) e 2015-16 Japan Car of the Year (Japão; atribuído em Dezembro de 2015); 
  • Opel Astra  2016 European Car of the Year
  • Honda Civic – 2016 North American Car of the Year (EUA/Canadá); 
  • Volvo XC90  2016 North American Truck/Utility of the Year (EUA/Canadá)     
  • Fiat Tipo 2016 AUTOBEST (Europa; atribuído em Dezembro de 2015).

Fotos: Mazda, Opel, Fiat, Honda, Volvo (Oficiais); Logos: Oficiais

De referir que Portugal tem dois jurados no “Carro do Ano” europeu, um da revista AutoHoje e outro da também semanal AutoFoco, publicação que está também representada nos galardões “AUTOBEST”.

Estes são apenas alguns dos muitos prémios que se atribuem todos os anos, distinguindo os melhores entre os bons. Numa próxima edição irei trazer-lhe outros vencedores e outras iniciativas, a escalas mais regionais e nacionais, onde o Mazda MX-5 e o Opel Astra…

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José Pinheiro

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Garantia Que Ninguém Quer Comprovar

Eis algo que ninguém quer ver e/ou sentir: um acidente e a operacionalidade dos diferentes dispositivos de segurança e protecção dos ocupantes, que hoje nos acompanham, mais ou menos “escondidos”, em vários pontos dos modelos que a grande maioria conduz no seu dia-a-dia, muitas vezes acompanhados de familiares ou amigos.

A EuroNCAP, organismo independente europeu que avalia, testa e confirma os níveis de segurança de todos os automóveis comercializados na Europa, acaba de publicar um vídeo onde apresenta os modelos, dos diferentes segmentos, que maiores e melhores níveis de segurança atingiram entre os seus pares. E os mais seguros foram:



Os modelos mais estrelados de 2015 foram (pela ordem apresentada no vídeo): o Volvo XC90 (Grandes Offroad), Mercedes-Benz GLC (Pequenos Offroad), Jaguar XE (Grandes Familiares), Infiniti Q30 (Pequenos Familiares), Honda Jazz (Citadinos), Ford Galaxy (Grandes Monovolumes), VW Touran (Pequenos Monovolumes) e Mazda MX-5 (Roadsters).

Se quiser ver mais detalhes de como cada um deles se portou nas respectivas avaliações, ou qualquer outro carro – eventualmente até o seu – clique aqui.

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

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1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes; 
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