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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

A lotaria da velocidade

Fizessem isso por cá e era ver o Estado a fazer contas de como rentabilizar o investimento feito nos novos radares SYNCRO, que regularmente nos aliviam a carteira de umas quantas notinhas e a carta de condução de uns equivalentes pontos, dependendo da gravidade da infracção. Falo de um projecto apresentado há uns bons anos pelo norte-americano Kevin Richardson, então vencedor de uma iniciativa de avaliação de ideias da Volkswagen, que decorreu sob o nome de “The Fun Theory”.
O conceito passa pela montagem, nos centros das cidades, nomeadamente em zonas mais delicadas, de radares de controlo de velocidade que penalizam os prevaricadores. Nada de novo até aqui, sendo a novidade o facto dos montantes inerentes a essas penalizações servirem para a constituição de um fundo que serviria de prémio a quem cumprisse os limites, numa espécie de Lotaria do Km"! Ou seja, assim como lhe apareceria em casa a carta da multinha, na infelicidade de ultrapassar os limites estabelecidos, outros poderiam receber um talão numerado que os candidatava à conquista do tão apetecido bolo acumulado desta “Speed Camera Lottery”!
A ideia até foi depois testada na Suécia, numa artéria de Estocolmo, contando o apoio da NTF (Autoridade Sueca do Transporte Rodoviário) local, provando ser um sucesso, pois a média de velocidades caiu dos 32 km/h registados antes da montagem da câmara para os 25 km/h após a sua entrada em funcionamento. Só que...

Este produtor de jogos do canal infantil Nickelodeon Kids conquistou, assim, o 1º lugar entre as 699 candidaturas, oriundas de 35 países, apresentadas no âmbito deste “The Fun Theory” da Volkswagen, projecto agenciado à DDB Stockholm… em 2010! Mas, apesar da aparente validade da ideia, a sua implementação a uma mais larga escala não se fez, sendo uma das razões apresentadas o facto dos montantes das multas ficarem normalmente para as autoridades nacionais, impedindo a constituição do tal fundo. Um caso a (re)pensar?
Imagens: Volkswagen


Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Pão de Forma vs 2CV: Combate de Titãs

O presente mês de Julho vai ficar marcado por um combate de titãs em solo luso, que irá opor os fãs do mítico VW Pão de Forma, com os adeptos do igualmente icónico Citroën 2CV. Só não se torna verdadeiramente num saudável frente-a-frente clássico por umas quantas razões, nomeadamente de datas e localizações.

Quase que estes dois monstros da indústria das quatro rodas se cruzavam, pois é de pouco menos de uma semana o intervalo entre o “II Festival Internacional VW – 70 Anos Pão de Forma”, que começa já esta 6ª Feira, prolongando-se até Domingo (21 a 23 Julho), e o “22º Encontro Mundial dos Amigos dos 2CV”, que tem lugar de 26 a 31 de Julho. Outra questão que os separa é geográfica, pois o primeiro tem como palco o Parque Urbano da Quinta da Marialva, em Corroios, realizando-se mais a norte, na Ericeira. Uns meros 60 km!
Em comum, ambos eventos prevêem, nos respectivos programas, a realização das várias actividades, entre passeios e demonstrações, a exposições e concursos, música ao vivo, comes & bebes, num franco convívio entre os proprietários destas esculturas sobre rodas tão especiais, mais a possibilidade de compra de memorabilia diversa, para enriquecer os espólios dos coleccionadores.

Imagens: Vintage Vans

Se o seu coração pender para a “Pão de Forma”, assista aqui como foi o encontro inaugural de há um ano, evento responsabilidade da Vintage Vans, com o apoio da VW Veículos Comerciais. Caso tenha interesse em participar, clique aqui.

Imagens: Associação 2CV Portugal


Se, em alternativa, for um apaixonado pelo bamboleante e sorridente “2CV”, não pode perder este vídeo, que retrata a apresentação da candidatura nacional para a realização em solo luso deste 22º encontro. Trata-se mesmo de um regresso ao nosso país e ao mesmo palco que, há 30 anos, recebeu a então 7ª edição deste convívio de cariz mundial. Informações adicionais deste evento organizado pela Associação 2CV Portugal, com o apoio da Citroën, podem ser consultadas aqui.
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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sexta-feira, 9 de junho de 2017

Um doce Pão de Forma

Há coisas que, quando levadas à letra, por vezes não resultam tão bem quanto o esperado, mas fazer um “Pão de Forma”, epíteto atribuído a um icónico modelo da Volkswagen, a partir de uma mistura de água, açúcar, farinha e ovos, mais uns quantos ingredientes, é coisa que não lembraria a ninguém. Ou quase!

Não foi, decerto, o caso da Zoe, ela que em Leeds (Reino Unido), há vários anos se dedica à arte da pastelaria, tratando por “tu” os corantes, o fondant, as massas e afins, manuseando os mais diversos – e por vezes incomuns – utensílios, para recriar nas mesas os mais diversos personagens e objectos. E o tal do VW Pão de Forma não foi excepção, levando (quase) à letra tal denominação.

Se quiser seguir esta doceira britânica clique nestes links do Facebook e do Youtube e delicie-se com o nascimento das mais diversas propostas doces, eventualmente aprendendo a recriá-las.
Relacionado com o mundo das rodas encontrará versões doces do Faísca McQueen e Mate, personagens do filme “Cars” (Disney), bem como o Blaze dos “Monster Machines”, ou o Tractor Ted do êxito infantil com o mesmo nome. As receitas, ingredientes e quantidades estão nos detalhes de cada vídeo.

Quanto a mim, confesso que a minha costela foodporn me direcciona a propostas de faca e garfo, normalmente mais tradicionais, ainda que, por vezes, suba uns quantos degraus e aposte numa vertente mais gourmet! Mas como ainda não fiz nada com rodas, ficamo-nos por aqui.
Imagens: Zoe's Fancy Cakes
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.



segunda-feira, 5 de junho de 2017

Os nossos amigos desconhecidos

Não sou nada fã de cenas de Inverno, em que andamos atafulhados em roupa, guarda-chuvas e afins. Para mim, bom bom mesmo é a tripla “t-shirt, calções & chinelos” e, de toalha debaixo do braço, garrafa de água e umas buchas para aguentar o dia, ‘bora nessa p'rá praia! É ridículo mas a cada final de um Verão já anseio pela chegada do seguinte, numa espécie de sofrimento por antecipação, pois há que aguentar com 4 a 5 meses de vento, chuva e frio, em doses variáveis, para que se possa voltar a desfrutar do bom tempo, dos mergulhos no mar ou de se estar estendido ao sol, na areia.
Imagem: Trendy Wheels/JP
Mas eis que o dito está aí mesmo à porta, tendo a grande maioria da nossa orla costeira já as suas concessões a funcionar desde o passado dia 1 de Junho, com os respectivos Nadadores-Salvadores - eles & elas - a tomar conta do pessoal. São estes os nossos amigos desconhecidos com quem vamos regularmente à praia, profissionais do denominado Projeto “Sea Watch” que zelam pelos nossos interesses, atirando-se à água mesmo em situações de mais perigo, em praias de variável ondulação, rebentação ou outras características mais alteradas, para nos tirar dos apuros em que, às vezes (in)voluntariamente, nos colocamos!
Se uns seguem atentamente o que se passa nas renovadas estruturas de madeira, outros passeiam-se numa frota de pick-ups adaptadas à realidade que, a cada ano, leva milhares de adultos e crianças até às línguas de areia mais ou menos atafulhadas de toalhas, chapéus e afins. Ali vigiam, intervêm e garantem a segurança desses banhistas, ao longo de muitas praias nacionais que não tenham vigilância fixa, acudindo a incidentes ou acidentes de gravidade variável.
Num número que cresce a cada ano, são 28 as unidades VW Amarok envolvidas na “Época Balnear 2017”, veículos cedidos à Autoridade Marítima Nacional, e cujas chaves foram entregues numa cerimónia que teve lugar na Praça do Município (Lisboa) no passado dia 30 de Maio . Transformadas para as necessidades dos serviços de salvamento de homens e mulheres do Instituto de Socorros a Náufragos (ISN), nelas integram-se equipamentos de emergência adequados, do kit de oxigenoterapia ao estojo de primeiros socorros, às macas, pranchas, bóias torpedo e flutuadores, assinalando a sua acção com luzes e avisos sonoros, complementado com um sistema de comunicação com o ISN e com os demais serviços centrais de emergência.

Representante oficial da marca alemã no nosso país, a SIVA Portugal associa-se, assim e pelo 6º ano consecutivo, às acções de prevenção e salvamento nas praias portuguesas, “num projecto que posiciona Portugal como um dos países do mundo com a menor taxa de mortalidade por afogamento durante a época balnear”, refere fonte oficial do ISN.
Acrescente-se que, no ano passado e entre outras situações, no âmbito das 542 intervenções realizadas, @s profissionais a bordo destes veículos salvaram 262 vidas e encontraram 36 crianças perdidas. É, assim, fantástico saber que podemos contar com el@s!
Imagens: Autoridade Marítima Nacional/Instituto de Socorros a Náufragos


Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Diz-me o que conduzes…

… dir-te-ei como te chamas! Há casos em que esta espécie de adaptação às rodas de um conhecido dizer popular – “diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és” – resulta na perfeita associação de um automóvel ao seu condutor. Mas este mundo das quatro rodas é muito mais abrangente, pois se há carros que se podem chamar Tiago ou Fabia, também os há com nomes de ventos, animais, seres mitológicos e outras inspirações que não lembram ao diabo!

É verdade! Há nomes de modelos automóveis que, por vezes, até podem bater certo com os dos seus donos. Exemplos não faltam, pois haverá, decerto, por terras de Itália várias Giulias ou Giuliettas a conduzir dois modelos que a Alfa Romeo baptizou exactamente com esses mesmos nomes, ou os decerto 
mais raros – a não ser que a carteira seja suficientemente recheada – Enzos e Dinos a tirar partidos das potencialidades dos seus respectivos Ferrari. Já não será tão verdade conseguir encontrar um Tiago na Índia ao volante de um Tata… Tiago. Era mais ideal por cá, mas o modelo e a própria marca indiana ainda não se comercializam em terras lusas. Já agora e caso não saiba, o Tiago surgiu como Zica na mesmíssima altura que se espalhou pelo planeta a epidemia dos mosquitos Zika, levando a marca a pensar numa alternativa.

Em terras gaulesas poderá haver quem ainda se chame Dauphine e tenha um destes históricos da Renault – um original de 1956 – à porta da sua casa, ou – muito mais provável  há por aí diversas Zoe, nome dado ao eléctrico sensação desta marca francesa. Uma tónica mais feminina que se prolonga à Fabia, Octavia e Felicia (modelos da Skoda), Sílvia (Nissan), Siena (Toyota) e Liana (Suzuki), ou a uma Elise que, gostando de acelerar, pode ser orgulhosa proprietária de um modelo da inglesa Lotus. Já nos rapazes, um britânico Logan pode conduzir este modelo da romena Dacia mas haverá, decerto, muitos mais Coopers a tirar partido das versões de cunho desportivo John Cooper Works do popular Mini.


Ventos, animais, deuses…
Uma nota adicional para dizer que se há marcas que preferem criações alfabéticas, numéricas ou alfanuméricas, associando as mais diversas realidades, ilustrando a cilindrada dos motores, o segmento em que o modelo se insere, ou invenções da lavra da própria marca, entre diversas soluções mais ou menos imaginativas, outras apostam em conteúdos mais alternativos, tais como:

Cidades – A espanhola SEAT percorre quase todo o seu território, do Alhambra ao Cordoba, passando por Ibiza, Malaga, Marbella, Toledo, etc, mas há outros exemplos oriundos dos EUA, como os Chevrolet Bel Air e Malibu, cidades que também inspiraram os Hyundai Santa Fe e Tucson, enquanto a italiana Ferrari dedicou o 360 Modena à sua terra natal. Já o Lotus Evora, que até parece ter inspiração no nosso Alentejo, resulta da conjugação dos termos “Evolution”, “Vogue” e “Aura”, dando continuidade a uma tradição recente de que todos os modelos da marca começam pela letra E;  
Divindades e/ou musas – VW Phaethon e Eos (ambos da mitologia grega, sendo que o primeiro era filho de Hélio e da ninfa Climene e o segundo uma deusa do crepúsculo); Renault Clio (uma das 9 musas filhas de Zeus), Nissan Titan (referência ao conjunto dos velhos); Vulcan (um deus do fogo) e Valkyrie (deusa da mitologia nórdica) são referências da Aston Martin. Já a japonesa Mazda foi buscar inspiração a um deus zoroastra (religião fundada na antiga Pérsia) para a sua denominação, embora também se considere válido que derive do apelido do seu fundador, Jujiro Matsuda.
Nomes de animais e/ou raças – aqui destaca-se a aposta da italiana Lamborghini nas raças de touros, do histórico e icónico Miura aos mais recentes Gallardo, Diablo, Murciélago, Reventón e Huracán. Por cá vende(ra)m-se mais Citroën 2CV  o célebre 2 Chevaux (cavalos)  Fiat Panda (uma espécie de urso), Ford Maverick (gado bravo) e Puma (felino) e o icónico Ford Mustang (raça de cavalos selvagens), muitos VW Beetle (vulgo Carocha) e alguns VW Fox (raposa) e Lupo (lobo), havendo também Porsche Spider (aranha) ou Dodge Viper (víbora), acrescendo aqui a própria marca britânica Jaguar, que tem este felino como símbolo. A Hyundai teve um Tiburon que por cá se chamou Coupé;

Ventos – é caso para dizer que para a VW vale quase tudo como inspiração para os nomes dos seus carros, tendo neste domínio um simples Vento e um Scirocco (um vento mediterrânico oriundo do Norte de África. Já a Maserati apostou no Bora (do Mar Adriático) e no Ghibli (do deserto do Sahara), a Ford no Zephir (vento do oeste da mitologia grega) e a menos conhecida – mas muito cara – Pagani apostou no Zonda (um vento argentino).

… heranças familiares e outras inspirações
Para completar o processo, embora muito fique, decerto, por escrever, os nomes de marcas automóveis são resultado de:
Nomes dos seus fundadores: Bentley (Walter Owen), Chevrolet (Louis), Chrysler (Walter P.), Citroën (André-Gustave), Ferrari (Enzo), Ford (Henry), Honda (Soichiro), Lamborghini (Ferruccio), Maserati (Alfieri), Peugeot (Armand), Porsche (Ferdinand), Renault (Louis), Rolls-Royce (Charles Stewart e Frederick Henry) Toyota (Sakishi, aqui com um ligeiro twist ao apelido Toyoda);
Acrónimos: aqui temos a BMW (Bayerische Motoren Werke), a FIAT (Fabbrica Italiana Automobili Torino), a SAAB (Svenska Aeroplan aktiebolaget) e SEAT (Sociedad Española de Automóviles de Turismo), a que se juntam a Alfa Romeo, resultado da conjugação do acrónimo Anonima Lombarda Fabbrica Automobili com o apelido de Nicola Romeo, quando este comprou a ALFA;
Traduções: A partir do coreano, Daewoo provém de “grande casa” ou “grande universo”, enquanto Hyundai tem uma conotação de “era moderna”; Nissan resulta da expressão Nippon Sangyo, ou “Industrias Japonesas”; Audi é a latinização do alemão “Horch” alusivo ao sentido da audição, uma língua clássica que os fundadores da sueca Volvo também preferiram, a partir do infinitivo do verbo “Volvere”, abdicando da eventual mais fácil utilização de termos nórdicos.
Outras conjugações: Volkswagen é a expressão para “Carro do Povo”; Subaru assume uma interpretação da constelação Pleiades, ou as Sete Irmãs; a britânica Aston Martin juntou parte da terra onde nasceu – Aston Clinton – ao apelido de Lionel Martin, o seu fundador; e a americana Cadillac nasceu pelas mãos do explorador francês do Século XVIII, Antoine Laumet de La Mothe, sieur de Cadillac, uma localidade… francesa!
Imagens: Tata (1), Alfa Romeo (2 e 3), Mini (4), Lotus (5 e 6), Lamborghini (7, 8 e 9), Logos (10)

Muito haveria ainda a dizer, pois há outras nomenclaturas que se mostraram - digamos - muito menos felizes em alguns mercados, mas como a prosa já vai longa tal ficará para uma próxima oportunidade.
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
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2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Pequenos traquinas

Embora ainda havendo quem diga que a nossa relação com os automóveis está um pouco mais complicada, nomeadamente os que, por condicionantes diversas, não conseguem acompanhar a estupidamente rápida evolução tecnológica, é inegável afirmar que já nada é como antigamente. Dos até há pouco tempo obrigatórios toques físicos, com as mãos, para se activar determinadas funções, chegámos a um ponto que, fruto da maior profusão de sensores espalhados pelo habitáculo, bastam alguns simples gestos et voilá!
Imagem: Volkswagen

Transpondo para os touchscreens das suas viaturas algumas das funcionalidades que os mais evoluídos telemóveis já hoje oferecem, a Volkswagen integrou o seu sistema “Gesture Control” na mais recente geração do eterno Golf, prevendo-se, naturalmente, o alargamento desta prática função à sua futura gama de modelos.
Para a promoção do modelo e destes mais evoluídos ecrãs a marca alemã desenvolveu uma série de vídeos elucidativos das potencialidades do sistema, o mais fantástico dos quais é este, que mostra como funciona até nas mãos dos nossos pequenos traquinas. Veja este “VW Baby Gesture Control”:

Neste domínio dos gestos, há ainda o A doggy tale, o Signs of love e o The Powerof Gestures.
Aguardam-se as cenas dos próximos capítulos para ver qual a funcionalidade seguinte a chegar ao mercado. 
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
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sexta-feira, 21 de abril de 2017

Vou apanhar um Sedric

Quais táxis, quais Ubers, qual quê! O título deste texto poderá ouvir-se num futuro já não muito longínquo, isto se as pretensões do Grupo Volkswagen chegarem a bom porto e também em função da implementação de regras que permitam, numa primeira fase, uma real coexistência entre os automóveis tal qual os conhecemos e conduzimos, com as propostas de condução autónoma de Nível 5 (“mind off”) que brotam que nem cogumelos das equipas de engenharia da grande maioria das marcas automóveis.

É inevitável! Os automóveis, tal qual os conhecemos irão desaparecer um dia destes e a condução para muit@s, nomeadamente para quem não goste de o fazer ou, por uma qualquer razão, necessite de boleia, vai ser coisa do passado. “Vou apanhar um Sedric” é algo que – na vertente de transporte individual de passageiros – a nossa descendência poderá vir a dizer quando puxar dos entretanto também já hiperdesenvolvidos telefones inteligentes, levando-os a um determinado destino, encontro, saída para compras, etc.
A mobilidade individual está na ordem do dia e este sorridente Sedric – acrónimo para “Self-Driving Car” – será a resposta daquele grupo alemão, numa proposta que estará à distância de um clique. O futurista (ou talvez não) vídeo da VW é demonstrativo de como os transportes, públicos e individuais, poderão vir a ser, operando em urbes reorganizadas num processo lógico e ecológico, junto com um elevado nível de segurança, fruto da integração das mais avançadas tecnologias de controlo de tráfego, sinalização e da comunicação entre os próprios veículos e infraestruturas circundantes.

O mundo que, em pequenos, víamos nas séries de televisão e no cinema, em que se dispensava a intervenção do ser humano, está cada vez mais próximo. Será o Nível 5 do processo denominado de condução autónoma e o Sedric integra-se nele.


Dispensar o Homem em 5 passos
Sucintamente, são 5 os níveis inerentes à da condução autónoma – “hands on”, “hands off”, “eyes off”, “mind off” e “driverless” – nos quais e gradualmente, o ser humano vai tendo cada vez menos intervenção directa.

A maioria dos carros actualmente em circulação estão no nível 0, viaturas em que o condutor controla tudo, do volante aos travões e acelerador, mesmo que já conte com alguns alertas sonoros ou visuais. Mas, fruto do muito que a indústria automóvel evoluiu, também já circulam viaturas dos níveis 1 e 2. Vejamos:
1 – Hands on: O condutor conduz e opera os diversos equipamentos, mas já conta com sistemas automatizados, como a velocidade de cruzeiro adaptativo, a assistência ao estacionamento, a direcção automatizada e a manutenção da viatura na faixa de rodagem, entre outros, devendo estar pronto a intervir e assumir o controlo do seu carro a qualquer altura, contrariando as acções dos mesmos.
2 – Hands off: Como o nome indica, o condutor já pode tirar as mãos do volante em determinadas operações que actuam sobre o acelerador, travões e direcção, mas tem de se manter alerta e detectar os objectos e as situações, respondendo em conformidade – leia-se assumir o controlo – se o sistema automatizado falhar na resposta adequada.
3 – Eyes off: Em determinados ambientes (ex.: autoestradas), o condutor poderá preocupar-se com outras actividades, como ler, falar ao telemóvel, ver a paisagem, etc. Em casos pontuais, também pode precisar de intervir, pelo que tem de estar minimamente atento.
4 – Mind off: Aqui requer-se ainda menos atenção do condutor, pelo que os veículos já poderão, por eles mesmos, decidir a operação a efectuar caso o condutor não intervenha.
5 – Driverless: Aqui cairá o Sedric e outros como ele, um mundo que parte das actuais gerações já não deverá testemunhar. Neste nível o veículo faz tudo e decide (quase) tudo, enquanto o ser humano vive a sua vida, apenas tendo que dar/programar um número mínimo de instruções para rumar ao seu destino. A condução, no sentido real do termo, será então – estima-se que lá para as décadas de 30/40 deste Século o processo já esteja bem maduro – uma coisa do passado!
Imagens: VW Group

Concordo com as teorias da evolução, da espécie e da tecnologia, mas neste caso acho que não vou gostar nada mesmo que me tirem o volante das mãos…
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
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quarta-feira, 8 de março de 2017

Carnaval nas consolas

Donkey Kong, Pacman, Sonic, SuperMario, Tomb Raider… Decerto reconhece estes nomes seja porque, em tempos foi ou ainda é fã de jogos nas mais diversas plataformas que os apresentavam a duas dimensões, ou porque aí por casa ou na família há descendência que não tira os olhos dos muitos ecrãs onde hoje se podem jogar, muitos deles agora em 3D.

Recentemente a britânica CarWow decidiu apresentar versões alternativas destes e de outros históricos heróis das consolas em versões de quatro rodas. O Sonic (acima) foi imaginado na carroçaria de um Honda Civic, enquanto a tripla temática abaixo – SuperMario, Wipe-Out e The Legend of Zelda – aparece, respectivamente, nos corpos de um BAC Mono, de um Nissan Delta Wing e de um Mini.

E quem é que nunca jogou “Tetris”, o jogo dos blocos rotativos coloridos? Aqui o Volvo 240 é o modelo que, pelas suas linhas assumidamente rectas, mais se lhe adequa, enquanto o Audi Q2 é o carro ideal para o jogo de ficção científica “Half-Life” e o Toyota Land Cruiser para a pele do gorila Donkey Kong.

Para terminar esta temática, não podia faltar o jogo “Space Invaders”, do longínquo ano de 1978, que então cativava as novas gerações nas salas tipo arcade, caindo aqui o pequeno Smart que nem mosca no mel. Tal como acontece com o VW Beetle como o modelo ideal para o híper-comilão Pacman, enquanto se falarmos de aventura pura e dura vem-nos de imediato à memória o jogo “Tomb Raider”, sendo que uma das marcas mais associada a essa vertente é o Range Rover, pelo que aqui a escolha cai no seu actual best-seller, o Evoque.
Imagens: CarWow

E se os heróis fossem… Pokémons?
Actual sucesso entre os utilizadores de smartphones, tablets e afins – se bem que a loucura já não tenha a dimensão de há um ano a esta parte – o jogo “Pokémon GO” também mereceu a atenção da CarWow. Desenhos animados japoneses de sucesso do final dos anos ’90, num conceito também originário de um jogo – o termo “Pokémon” é uma abreviatura de “Pocket Monsters” – os seus populares protagonistas também desataram a acelerar nesta espécie de corso carnavalesco. Veja como:

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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Ícones em 3D da Invicta

É originária do Suricata Design Studio, empresa situada na Baixa do Porto, a sugestão de hoje de Prenda de Natal Trendy Wheels. Ao contrário do que o título poderá sugerir, não lhe falo de peças representativas de monumentos da Invicta, mas antes uma criativa colecção de automóveis clássicos, desenvolvida numa vertente lúdica, funcional e também de decoração. Chama-se “3D Classic Collection” e compõe-se de seis exemplares numerados que ficam definitivamente bem em qualquer estante de coleccionador ou amante do mundo automóvel.


Estas interpretações discretas e minimalistas, em formato puzzle, sublinham as linhas originais de vários monstros das quatro rodas, como o VW ‘Carocha’, o 1º modelo da série, a que se seguiram o Citroën 2CV, o Mini, o Renault 4L, o Fiat 500 e ainda a VW ‘Pão de Forma’. Podem ser adquiridas online, na página da marca lusa, e em algumas lojas físicas da Invicta, mas também em Aveiro, Funchal, Lisboa e Sintra, por um valor de 27 euros a unidade (não inclui despesas de envio).


O Suricata Design Studio é uma empresa nacional que tem crescido e evoluído ao longo dos tempos, apostando nas áreas de Design de Produto, Design Gráfico, Tecnologias de Informação e Comunicação e também no Packaging. Ao longo dos tempos adquiriu a necessária maturidade e experiência profissional para um envolvimento directo em projectos de variável envergadura, de âmbito nacional e internacional. O crescimento é, por isso, saudável e contínuo!


A título de curiosidade, a marca lusa desenvolve pontualmente trabalhos únicos, alguns em parceria com outras entidades como este Citroën 2CV Fourgonette feito a meias com a agência Busilis da Comunicação. Está numerado com a intermédia referência Model Nr. 2.1e, sendo uma Edição Especial, não consta do catálogo da marca, mas é possível encomendá-lo. Se quiser saber aceda ao Facebook e demonstre o seu interesse pelo respectivo chat ou então preencha o formulário de contacto.
 
Imagens: Suricata Design Studio
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

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1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Entre essências & perfumes

Carteiras, malas, porta-chaves, chapéus-de-chuva, peças de roupa (t-shirts, sweats, pólos, blusões), óculos de sol, acessórios para os mais diversos desportos, máquinas de barbear e até de café, entre muitos outros artigos, enchem as cada vez mais variadas secções de boutique da grande maioria das empresas. São ideias mais ou menos conseguidas com que os respectivos marketeers associam a imagem de objectos ou marcas aos consumidores, levando a que estes se passeiem exibindo, sem custos e nos mais diversos locais, uma valiosa publicidade. Mas há artigos que são menos notados ao olho humano, quanto mais não seja porque é outro o sentido despertado, no caso o olfacto. E não falo das essências que se colocam nos interiores das viaturas mas sim dos verdadeiros perfumes, que se usam no corpo! 

Imagem: VW
Pergunta: e que tal sair de casa para um evento, jantar ou encontro com um leve aroma a gasolina? E com uma essência de líquido inibidor de humidade ou mesmo a uma mescla de cheiros que traduzem, na sua totalidade, o ambiente de uma oficina de mecânica? Pois, tudo isto é possível puxando ao impulso da compra parte dos aficionados, ou pelo menos aqueles que compram tudo o que tenha a ver com a temática das rodas!
 
O perfume com cheiro a gasolina surgiu há uns anos pelas mãos da VW, quando lançou o “Memoire de Pétrole”, essência inspirada no cheiro que se agarra às nossas mãos sempre que vamos à bomba, mas ali com um toque mais refinado! Afinal, é para usar na roupa e no corpo e não convém estragar nenhum deles! Mas descanse, que os estrategas da casa alemã não enlouqueceram, sendo antes uma acção de charme para o então lançamento do Golf eléctrico, modelo que não tendo de ir à bomba priva o comum mortal daquele cheiro tão característico. Assim, pode ter sempre em casa um exemplar do perfume e, de vez em quando, dar umas borrifadelas… pró ar!

E as essências associadas aos motores! Ahhhhh!!! Quem é que não quer ter no corpo aquele cheirinho que paira no ar de uma oficina, onde corpos suados de mecânic@s se misturam com os múltiplos líquidos que os nossos carros necessitam? Para não nos esquecermos desse ambiente, a WD-40 adicionou ao seu catálogo, há uns aninhos, a eau de toilette “WD-40 Pour Homme” e o respectivo after-shave! Dizem @s especialistas que poria a cabeça à roda de muito boa gente… não fosse ter sido a mentira de 1 de Abril da marca. Outra foi o “Parfum Castrol R30”, da marca de lubrificantes Castrol e que nunca passou à realidade.
 
Imagens: WD-40, Castrol
Mas se pensa que não há casos reais, desengane-se, pois a Comme des Garçons – nop… não é francesa mas sim japonesa  prima pela diferenciação nas suas criações, nomeadamente no domínio da perfumaria. Do seu catálogo fez parte o “Syntethetic Garage” da entretanto descontinuada colecção “Series 6”, que cheirava a querosene e óleo lubrificante, borracha e plástico, entre outros componentes mais florais para compensar. Diziam os seus responsáveis que “o cheiro a oficina automóvel oferece a quem vive na cidade todo um mundo de mecânicas de elevado custo, bem como um grande poder de atracção e de conquista”. Pelo menos a colecção era coerente, pois o “Garage” completava as quatro outras essências industriais, nelas imitando-se os cheiros artificiais do alcatrão das estradas (“Tar”), soda (“Soda”), peles plastificadas (“Skai”) e produtos químicos da limpeza a seco (“Dryclean”).
 
Imagens: Comme des Garçons
Se  estas essências alternativas @ cativarem, sugiro outro exemplar do actual catálogo em termos de potencial Prenda de Natal Trendy Wheels“Odeur 53”, da colecção “Anti-Perfumes”, que integra nada menos do que 53 fragrâncias out of the box, entre elas o cheiro a… borracha queimada! Custa 95 euros na versão de 200 ml e está disponível para encomenda online e, de acordo com os stocks, em várias lojas nacionais. Consulte-as aqui

Ainda no domínio das rodas, em alternativa às casas de renome do mundo da perfumaria, há marcas automóveis como a Bentleya FerrariJaguar ou a Porsche que têm as suas próprias colecções de parfums. Clique nos respectivos links para as ver e saber preços. Se o orçamento não chegar para o carro, poderá, ainda assim, andar na rua com a essência de um automóvel de luxo ou de um modelo desportivo!
 
Imagens: Bentley, Ferrari, Jaguar, Porsche

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.