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quarta-feira, 21 de junho de 2017

20 anos a salvar vidas

É inegável que a segurança a bordo dos automóveis tem evoluído de um modo significativo ao longo dos anos, nomeadamente nos últimos, em que o desenvolvimento tecnológico deu um salto de gigante. Regista-se, por isso, a constante introdução de sistemas cada vez mais sofisticados, que têm como objectivo minimizar os danos, nomeadamente no condutor e passageiros, a chamada “parte fraca” de todo o conjunto. Alguém que tem também de dar o seu contributo, embora na maioria das vezes não estando nem aí, contando apenas com os santinhos ou com a máxima de “ao menino e ao borracho Deus põe a mão por baixo”!
Só que nem sempre é assim, infelizmente! Claro que cada acidente tem as suas próprias características e que há “n” factores a ter em linha de conta, seja pelos veículos envolvidos, pelo estado – físico, psicológico, neurológico, etc – do condutor, pela envolvente do percurso, etc. Felizmente há entidades que há muito estão sempre atentas a estas realidades, obrigando os construtores a, cada vez mais, se preocuparem com quem lhes compra os automóveis.
É o caso da Euro NCAP, organismo independente de avaliação de segurança que, de há 20 anos a esta parte, assumiu um papel de verdadeiro protagonista no sector. No âmbito deste aniversário desvendou um vídeo que demonstra o quanto se evoluiu, comparando dois veículos do mesmo segmento, separados duas décadas entre si: um Rover 100 de 1997 e um Honda Jazz de 2015. Os resultados registados nas avançadas instalações Thatcham Research Centre (Reino Unido), são por demais elucidativos do nível de destruição de então e do presente, quer ao nível do veículo, quer – e principalmente – do impacto nos ocupantes. As imagens falam por si:

De acordo com os dados desta instituição, a sua actuação terá permitido que se salvassem mais de 78.000 vidas ao longo destas duas décadas, período em que a EueroNCAP realizou cerca de 1.800 crashtests, obrigando a um investimento global superior a 160 milhões de euros.
“Estamos muito orgulhosos do facto do nosso programa de testes de segurança ter levado a um crescimento de importantes soluções de segurança nos automóveis, ajudando a Europa a registar a menor taxa de fatalidades, face a qualquer outra região do mundo”, afirmou Michiel van Ratingen, o seu o Secretário-Geral. “No entanto não devemos baixar os braços, sendo que queremos garantir que as estradas da Europa sejam ainda mais seguras ao longo dos próximos 20 anos, não só para os ocupantes dos veículos, como para todos os intervenientes no trânsito”, deixando a promessa de que “vamos continuar nessa direcção, estando neste momento a definir um abrangente e desafiador projecto para o período de 2020 a 2025”.

Crashtest em formato XXS
Ainda nesta vertente, a ADAC, o maior clube automóvel alemão e que, entre outras actividades, também avalia resultados de testes de colisão, tornou público há dias um vídeo de um projecto que também envolve o lançamento de um carro contra uma parede. Seguiu todas as regras inerentes às suas avaliações a automóveis convencionais, só que, neste caso em particular, esse carro tinha tudo menos de normal, sendo feito em… bem, o melhor é ver o vídeo:

Como se pôde ver, trata-se Porsche 911 GT3 RS da colecção LEGO Technic, um complexo conjunto de 2.704 peças e que se monta nuns meros 856 passos, medindo, uma vez completa a tarefa, 57 cm de comprimento, por 25 de largura e 17 de altura. À semelhança dos testes tradicionais, foi enviado contra a habitual barreira a cerca de 46 km/h, com estes impressionantes resultados!
Imagens: Euro NCAP

Resumindo, seja a brincar ou mais a sério, o resultado de um acidente é, muitas vezes, devastador. As distracções, nomeadamente com as novas tecnologias, álcool, velocidade, veículos envolvidos e o estado da estrada, os outros condutores, peões e os seus próprios passageiros ou eventuais animais que leve a bordo, tudo contribui para que cada um seja um acidente individual. Entidades como as acima fazem soar os alertas e pressionam os construtores a fazerem veículos cada vez mais seguros, mas cabe-lhe a si uma importante dose de atenção e o discernimento suficiente para que a coisa não descambe para algo com custos elevados, a vários níveis!
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 14 de abril de 2017

Grattis pa födelsedagen Jakob

85 anos medeiam entre as duas imagens de abertura deste texto Trendy Wheels, tantos quantos separam a saída da fábrica de Lundby, em Gotemburgo (Suécia), do primeiro automóvel Volvo de sempre, o ÖV4, surgindo em ambas a mesmíssima unidade.

Este descapotável de carroçaria azul escura com guarda-lamas pretos – era, em 1927, a única combinação de cores disponível – assentava sobre um quadro de madeira de faia e freixo, coberta por folha metálica, e contava com um motor de 4 cilindros com uns estonteantes... 28 cavalos! Hoje, dia em que se comemoram os 90 anos dessa primeira saída para a estrada de sempre de um automóvel da marca sueca, esta unidade é parte do seu espólio, vivendo maior parte do tempo num museu, mas estando ainda aí para as curvas e rectas também, nomeadamente em dias de festa. 



Hoje é, por isso, um desses dias, recordando-se neste país escandinavo um feito que mudou a história do automóvel. Foi pelas 10 horas da manhã do dia 14 de Abril de 1927 que Hilmer Johansson, então responsável de vendas da empresa, conduziu para a rua o novo ÖV4 (acrónimo em sueco para “Öppen Vagn 4 cylindrar”), viatura que também ficaria conhecida como “Jakob”.
É caso para dizer “Grattis till din Volvo ÖV4!”



O arquétipo da segurança
“Os automóveis são conduzidos por pessoas. Por isso, tudo o que fizermos na Volvo deve contribuir, antes de mais, para a sua segurança.” Foi com esta frase que Assar Gabrielsson e Gustav Larson, fundadores da Volvo, deram o mote para a criação de um conceito único na indústria.


Segurança e inovação. Tradicionalmente associada à conjugação destes dois conceitos, a marca veio preencher um vazio de mercado, então propondo um automóvel suficientemente robusto e preparado para o clima inóspito e para os rigorosos Invernos escandinavos, ao mesmo tempo que o assumia como sinónimo de alegria, progresso e liberdade, pondo de lado o sofrimento e morte associados à elevada sinistralidade registada nas estradas suecas nos anos 20 do último século.
O foco nas pessoas, na segurança, na vida e no respeito são valores indissociáveis da Volvo, a ela devendo-se muitas das tecnologias hoje adoptadas pela generalidade da indústria, do cinto de três pontos, à terceira luz de travagem, passando pelos airbags, sistema de detecção de peões, automóveis, ciclistas ou animais com travagem automática, e dezenas de outros gadgets de segurança. A demonstrar a sua alma altruísta, a marca sueca abdicou de registar a patente de todos eles, “porque para a Volvo a segurança e a vida não têm preço e o objetivo é que todos possam beneficiar, independentemente da marca que conduzam”, sublinham os seus responsáveis. Por isso se diz que “há um pouco da Volvo em cada automóvel”.


Mas os desejos vão mais além e em 2020 pretende-se atingir o pináculo do sonho dos seus fundadores, assegurando que a partir desse ano “ninguém perderá a vida ou ficará gravemente ferido a bordo de um novo Volvo” numa das mais ousadas e nobres promessas da indústria automóvel.
Cheers Volvo! Um brinde a esse desejo neste dia de festa & Parabéns!
Imagens: Volvo

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Zombies da tecnologia

É inegável o paralelismo entre os walking deads (vulgo zombies) e o comum dos mortais enquanto peões absorvedores de informação e tecnologias associadas. Nesta era de concentração em smartphones e afins, consultando as redes sociais ou a ver vídeos, ou mesmo de auscultadores postos, curtindo os últimos hits do momento, torna-se cada vez mais preocupante o facto de as pessoas usarem, cada vez mais aqueles dispositivos, mesmo quando atravessam ruas movimentadas.
Um recente inquérito*, feito a 10.000 pessoas de dez países europeus, concluiu que são os jovens entre os 18 e os 24 anos (86%) os mais propensos a utilizar as diferentes funcionalidades permitidas pelos diversos dispositivos, enquanto peões que andam nos passeios e – mais preocupante – que atravessam as diferentes ruas e avenidas, alheios ao trânsito que os envolve.
Nada que surpreenda pois são os mais jovens quem mais vivem absortos nas novas tecnologias. Cerca de 57% destes jovens entrevistados admitiram utilizar os seus dispositivos enquanto peões, até o fazendo fora das zonas ideais (passadeiras); quase metade (47%) afirma falar ao telefone nesta situação.
Enquanto zombies das estradas, o tal grupo dos 18 aos 24 anos fala ao telefone (68%), ouve música (62%), envia mensagens (34%), por vezes sofrendo um acidente ou estando perto disso (22%). Considerando o total de inquiridos, 32% admitiu ouvir música, 14% enviou mensagens, 9% navegava na internet, 7% usou as redes sociais e 3% jogou um qualquer jogo ou via vídeos ou televisão.
No mesmo inquérito, a maioria admitiu que este comportamento é perigoso! Vá lá… haja algum bom senso no meio disto tudo, embora depois na prática seja o que se vê no quotidiano.
Os exemplos europeus
Em face do acima e de outros estudos semelhantes, o município holandês de Bodegraven-Reeuwijk lançou um projecto-piloto de instalação de faixas de LED no limite dos passeios, junto às passadeira que os dividem, quais semáforos para quem vai com os olhos postos no chão.
Integradas no sistema +Lichtlijn da HIG Traffic Systems e sincronizadas com os respectivos semáforos, os LED são visíveis a quem anda na sua e se esquece de olhar para a estrada. Só que não há um consenso sobre a sua (real) validade. Por um lado já mereceu o aplauso de quem considera a medida adequada a uma inevitável, crescente e irreversível tendência, contribuindo positivamente para a diminuição do número de sinistros com peões, por outro mereceu a desaprovação de entidades oficiais de tráfego que consideram que a medida vai incentivar, ainda mais, a utilização dos aparelhos e aplicações associadas.
É caso para se dizer que nunca se agrada a todos, mas numa era em que andamos cada vez mais alheados do que nos rodeia, preferindo viver numa realidade virtual, cada um tire as suas conclusões!
Imagens: Ford (1), HIG Traffic Systems (2 e 3), Município de Bodegraven (4 e 5)
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
* Inquérito da Ford Europa conduzido entre 02/09/2015 e 13/09/2015. Amostra: 10.022 adultos utilizadores de smartphones ou dispositivos móveis, na Alemanha, Bélgica, Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Itália, Reino Unido, Roménia e Turquia.
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 27 de março de 2017

72 anos nas nuvens

Até parece de propósito! Ainda há dias escrevi uma peça sobre a imaginação das diferentes companhias aéreas na composição dos cada vez mais deliciosos Vídeos de Segurança, com especial destaque para a nossa Tap Portugal e para a companhia neozelandesa, para agora deparar com… a mais recente criação da nossa operadora, para os seus voos de longo curso e intercontinentais, celebrando os 72 anos em que nos leva até às nuvens.

Esta espécie de documentário histórico desenvolvido pela agência Lobby Productions leva-nos numa viagem através dos tempos, iniciada em 1945 a bordo de um Dakota DC-3, a mesma unidade, entretanto restaurada, da então empresa de TAP - Transportes Aéreos Portugueses, e que hoje está exposta no Museu do Ar, em Sintra. Tendo como protagonistas 8 tripulantes da própria companhia aérea nacional, que como que acordaram diversos objectos vintage e diferentes fardas da sua extensa colecção, sublinhando a tónica marcadamente retro que se pretendeu obter.
De acordo com Gilda Luís, Directora de Comunicação Corporativa da TAP, “os Vídeos de Segurança têm como principal objectivo divulgar, a cada viagem, os procedimentos de segurança a bordo. No entanto, nos dias de hoje, são também encarados pelas companhias aéreas como verdadeiras peças de comunicação das marcas com os seus Clientes. Este vídeo em particular, lançado no mês em que a TAP completa 72 anos de actividade, cumpre estes dois princípios e, em simultâneo, homenageia a TAP, a sua História e o seu importante papel na aviação”.
Convido-o, assim, a começar por fazer esta viagem de já mais de sete décadas na companhia do Trendy Wheels. Depois, se tal se proporcionar, poderá vê-lo numa qualquer aeronave de longo curso, seja ela de férias ou em trabalho, que eventualmente venha a fazer.

Ah sim, se quiser ler (ou reler) o artigo a que me refiro acima, clique no link Voar com criatividade. Não surpreenderá, pois, que a TAP Portugal volte a conquistar novo “APEX Passenger Choice Award".
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes; 
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 1 de março de 2017

Bebeu? Teste-se no Sopra Mobile

Festas, saídas à noite e uma refeição mais esmerada, num restaurante ou em casa, são situações em que se bebe um copito ou outro, muitas vezes incluindo “o último pró caminho”  como dizia o povo – o que leva a que na maioria das vezes não se esteja em condições de ir para a estrada, atrás de um volante.
Imagem: PSP/Nylon


Mas a Polícia de Segurança Pública (PSP) acaba de contribuir para resolver essa dúvida com o lançamento de uma nova plataforma, o Sopra Mobile. Trata-se de uma espécie de balão que está disponível quando liga para o número 800 200 074. Funciona 24 horas por dia, permitindo, por isso e a qualquer altura, verificar se se está em condições de se sentar ao volante.
Caso tenha dúvidas sobre os seus limites de alcoolemia, ligue para o número acima, siga as instruções da operadora: sopre para o balão, aguarde o resultado que é dado na hora e, em função do mesmo, verifique se deve conduzir ou não.
Eu aconselho-@ desde já a não o fazer, a não conduzir, bem entendido, devendo regressar a casa com alguém que não tenha ingerido álcool. Coma qualquer coisa, beba um copo de leite, um café ou um outro desintoxicante químico e durma umas horinhas.
Isto porque esta app é a mais recente e imaginativa campanha de sensibilização rodoviária da autoria da agência Nylon para a PSP. Ao fazer-se a chamada é-se, de facto, convidado a soprar para o microfone do telemóvel, mas o resultado do seu nível de alcoolemia nunca é revelado, pois se se pensar com clareza – algo que na maioria das vezes não acontece quando se bebe mais do que a conta – se chegámos ao ponto de tentar confirmar essa capacidade para conduzir, é porque não estamos definitivamente em condições para tal. O Trendy Wheels experimentou e a resposta não se fez esperar. Para não estragar a surpresa, convido-@ a experimentar. Ligue!
Lembre-se: se conduzir não beba e se estiver a pensar em beber, arranje uma alternativa de regresso com alguém que não o tenha feito, seja com um “Condutor 100% Cool” (outra das campanhas memoráveis) ou através de alguma plataforma online de boleias ou de transporte pessoal.
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro
Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A serpente brincalhona

São 19 os países onde se brinca e aprende com uma serpente, um conceito de âmbito europeu integrado na iniciativa “Traffic Snake Game”, nele se envolvendo vários milhares de alunos de diferentes estabelecimentos de ensino. O denominado “Jogo da Mobilidade” foi criado para incentivar a realização de viagens sustentáveis – a pé, de bicicleta ou em transportes públicos – nas deslocações de casa para a escola e regresso, em alternativa à utilização do automóvel particular.

Crianças e progenitores são os jogadores desta abrangente plataforma, que por cá se chama “Serpente Papa-Léguas”, no âmbito da qual cada escola aderente – são 68 os estabelecimentos de ensino nacionais actualmente envolvidos – organiza diferentes actividades e proporciona acções educativas em torno da segurança rodoviária, da mobilidade, ambiente e saúde.


Inicialmente implementado na Flandres (Bélgica), como um projecto local, tem evoluído anual e gradualmente para se tornar numa campanha à escala europeia, congregando presentemente 1.192 escolas de 507 cidades europeias, envolvendo 177.587 alunos de 8.209 turmas! 
Com este jogo e fruto da mudança de mentalidades em termos de utilização de modos alternativos de transporte e deslocação, dizem os mais recentes resultados que se pouparam quase 2,5 milhões de quilómetros de viagens em viaturas próprias, reduzindo-se em quase 400 toneladas as emissões de dióxido de carbono para a atmosfera.

Pretendia-se, por isso, gerar uma mudança de hábitos de transporte dos alunos que representasse pelo menos 15% de aumento das viagens sustentáveis durante o tempo de jogo (no âmbito do ano lectivo), bem como aumento de 7% dessas viagens no período após jogo (comparativamente com a situação inicial, antes do seu início), metas que foram alcançadas! Até mesmo por cá, pois Portugal é dado como um dos exemplos de sucesso neste domínio por ter alcançado um aumento de 14% de viagens a pé durante a realização deste jogo da mobilidade!

Évora é onde mais se aprende com a serpente
São, como referi acima, 68 as escolas lusas – maioritariamente EB1 e Jardins de Infância – que neste ano lectivo de 2016-17 estão envolvidas no projecto, numa importante evolução das apenas 4 que o integraram no biénio escolar 2014-15. Eram então duas do Grande Porto e outras tantas da região de Évora, capital de Distrito que presentemente conta com a maior e mais expressiva representatividade, com 19 estabelecimentos de ensino envolvidos!

Outras regiões há, no nosso rectangulo, onde também se brinca com a serpente: a envolvente da Grande Lisboa conta com 13 escolas, mas apenas 3 pertencem ao miolo da cidade; o eixo Aveiro-Espinho tem 10, e a norte do Porto – no triângulo Gerês-Vila Real-Penafiel – há 15; já o Grande Porto apenas tem 3. Ao contrário, outros sítios nem registo têm do conceito. Falta de divulgação ou de interesse? Aposto na última… Madeira e Açores não têm uma única representante, quase como o interior e o sul do continente, apenas pontuado aqui e ali no mapa. Não estaria na altura de começar a mudar a mentalidade de quem decide estas questões nestes pontos do nosso país?
Para saber mais sobre a nossa “Serpente Papa-Léguas” clique aqui, endereço onde até pode inscrever a sua escola - se a tiver - ou pressionar para quem de direito o faça. Pode também seguir os desenvolvimentos lusos no respectivo FacebookAcrescente-se que a ACA-M (Associação de Cidadão Auto-Mobilizados) é o Ponto Focal em Portugal deste conceito, devendo-se entrar em contacto com a mesma para obtenção de informações mais detalhadas. 
Imagens: Serpente Papa-Léguas - O Jogo da Mobilidade

Se quiser ver em pormenor os resultados europeus agora tornados públicos, para o ano escolar 2016-17, clique aqui

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!
José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

Lusos satisfeitos ao volante

Conduzir é, para muitos, uma actividade diária, seja nos trajectos para o trabalho, para as escolas ou nas voltinhas das compras, vendo-se os utilizadores das estradas, por vezes, dentro de situações caóticas, derivadas da multitude de eventos que acontecem nas estradas. Mas se pensa muitas vezes que a coisa por cá é má é porque nunca conduziu noutros pontos do planeta. E nem é preciso ir muito longe, pois aqui na Europa há piores exemplos do que a realidade lusa!


Trata-se de uma conclusão do mais recente estudo de satisfação publicado pela Waze, entidade que lançou aquela aplicação a que me referi há algumas edições – pode (re)ler esse texto aqui - tão útil para que nos ajudemos mutuamente no meio do trânsito. Recorrendo às informações prestadas pelos seus utilizadores, este “Driver Satisfaction Index 2016”, apresenta Portugal como o 15º melhor país do mundo para se conduzir, integrado numa lista liderada pela Holanda, que faz o bis graças à enorme simpatia e empatia entre os condutores locais, que favorecem condições de trânsito, prova de uma população educada, e também pela sólida qualidade das ruas e das infraestruturas de apoio.

É uma conclusão um tanto ou quanto limitativa, pois a análise da realidade lusa apenas abrange a cidade de Lisboa, a única que, por cá, já conta com mais de 20.000 utilizadores da app, condição obrigatória para a análise, enquanto as médias de outros países resultam do conjunto de várias metrópoles com pelo menos esse número de wazers. Ainda assim, uma boa estreia já que o nosso país não fez parte do estudo anterior.


Foram tidos em conta seis atributos chave, quantitativos e qualitativos, atribuindo-se pontuações de 10 (excelente) a 1 (muito mau): “Trânsito” (densidade e severidade), “Qualidade” (das vias e infraestrutura), “Segurança nas Vias” (densidade de acidentes, obstáculos e condições climatéricas), “Serviços ao Condutor” (acesso a estações de serviço e estacionamento simples), “Socioeconómico” (acesso a carros e impacto do preço dos combustíveis) e ainda o factor “Wazeyness”, de satisfação e ajuda da comunidade Waze, sendo este medido pelos agradecimentos aos alertas de outros condutores e pelos estados de alma selecionados pelos utilizadores desta aplicação.


Feitas as contas, Portugal alcança uma média de 5,88 pontos, sendo o seu pior atributo “Serviços ao Condutor”, com uns meros 1,97 pontos em 10 possíveis, e o melhor “Qualidade”, com um óptimo 9,85. Ficámos entre a Austrália (5,99 de média) e o Canadá (5,77), batendo o Reino Unido (5,73). Lá à frente, a Holanda obteve 7,54 pontos, com uma vantagem de apenas 1 décima sobre a França e 0,32 pontos sobre os EUA. Do lado oposto, o top-3 final é composto pela Guatemala (3,36), Filipinas (3,13) e El Salvador (2,85), não sendo claramente referências a este nível.

Já no domínio das zonas metropolitanas, o resultado não nos é tão sorridente, pois Lisboa aparece num modesto 95º lugar, praticamente a meio de uma lista de 186 cidades de todo o mundo. Aqui regista-se uma clara liderança da França, que coloca nada menos do que 9 cidades no top-10, garantindo os três primeiros lugares com Valence (8,81 pontos), Tours (8,43) e Le Mans (8,39). No extremo oposto, Cebu (Filipinas) com uns míseros 1,15 pontos é, de acordo com os utilizadores da app, a pior cidade do mundo para se conduzir, seguida de Bogor (Indonésia) com 2,15 e San Salvador (El Salvador) com 2,85.
 
Imagens e Gráficos: Waze
Mas pior do que a capital alfacinha, que ainda assim obteve 5,88 pontos de média, estão outras metrópoles de referência, como Sidney (Austrália), Barcelona (Espanha), Vancouver e Toronto (Canadá), Marselha e Lyon (França), Moscovo (Rússia), Bruxelas (Bélgica) e, Londres, que com 5,13 pontos é a pior das capitais europeias, num longínquo... 126º lugar!

A título de curiosidade, Honolulu (EUA), localidade que na série de TV “Five-O” (ou “Hawai: Força Especial” cá pelo burgo) parece tão organizada, surge apenas no 152º lugar! Talvez seja porque hajam alguns Steve McGarrett reais por lá… não sei! Sei sim que a ficção está bem longe da realidade neste domínio!

Independentemente deste estudo e numa altura em que irá, decerto, para a estrada, a caminho de um qualquer lugar para festejar a chegada do Novo Ano e despedir-se do que aconteceu em 2016, seja responsável, por si e pelos seus, pois quero-@ desse lado em 2017! Votos de Boas Entradas... em Segurança!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Ahhhh… Afinal viu o ciclista!

A pergunta é por demais pertinente! O que é que é preciso para que os condutores de automóveis e veículos comerciais se apercebam, de uma vez por todas, da presença de motociclistas e ciclistas nas faixas de rodagem? 

A iniciativa abaixo bem que podia ser adaptada por cá, agora que estão em vigor regras mais apertadas de relação entre os automobilistas e os ciclistas, nomeadamente em termos de prioridades e em distâncias dos automóveis para com as bicicletas. Ainda assim, há quem não os veja, o que decerto aconteceria se a indumentária de quem pedala fosse outra… 


Claro que alguns dos utilizadores de veículos de duas rodas se aproveitam das características das suas mais diminutas montadas para ziguezaguearem no meio do, por vezes, caótico trânsito, mas ainda assim esta campanha “Now You See Me” da seguradora britânica The AA, associada ao hashtag #ThinkBikes, demonstra que, afinal, os ciclistas até se vêem sob determinadas condições! 

Não é, de facto, a indumentária ideal pedalar como viemos ao mundo, nomeadamente agora que estamos a entrar no Inverno mais frio e chuvoso, mas se assim funciona, porque não os vemos quando se vestem como o comum dos mortais?


Acrescente-se que esta já premiada acção de sensibilização foi, entretanto, adaptada noutros países da Europa, Médio Oriente e África, envolvendo a produção de um pequeno autocolante para se colocar nos retrovisores exteriores! Por cá ainda não se ouviu falar de nada…!
 
Imagens: The AA
Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

O fiel amigo

Nop… não falo do bacalhau, que se apresta a entrar em força na época, nem mesmo dos cães e gatos que poderá haver aí por casa! O tema de hoje é o capacete, igualmente um fiel amigo de pilotos dos mais variados desportos de competição, com e sem rodas, mas também dos trabalhadores da construção, astronautas ou mesmo exploradores do fundo do mar. Destinam-se, também, a todos os que andam parte importante das suas vidas sobre duas rodas, de casa para o trabalho, em actividades de lazer ou, simplesmente, porque vão ali à mercearia da esquina.


No  meio das mais variadas protecções, hoje o Trendy Wheels mostra-lhe dois conceitos mais destinados a quem recorra à bicicleta nos seus trajectos diários, nomeadamente os que aproveitam a cada vez mais disponível solução das bicicletas partilhadas nas grandes urbes: o EcoHelmet e o Hövding.

Em tecido de papel...
Para quem, na maioria das vezes, não leva consigo uma protecção para esses percursos citadinos de ocasião, foi recentemente apresentado o EcoHelmet. A norte-americana Iris Shiffer é a autora deste projecto ecológico feito em tecido de papel e estruturado em formato de favo de mel. É resistente à chuva durante um máximo de três horas e reutilizável durante algum tempo (tem um indicador de desgaste), sendo depois reciclável, procedimentos conjuntos que lhe valeram a atribuição do reputado galardão “James Dyson Award 2016” que premeia projectos de design inovadores. Conheça-o mais em pormenor:



... e a ar!
Noutro contexto mas também visando a protecção dos que circulam em duas rodas, chega-nos da Suécia o Hövding, solução que – à semelhança de um airbag num automóvel – faz despoletar um providencial capacete de ar, a partir de uma bolsa (tipo cachecol) colocada à volta do colarinho, ajudando a evitar males maiores ao nível da cabeça e do pescoço. É um produto Made in Portugal pela também sueca Alva (Mem Martins), concebido em nylon ultrarresistente para aguentar a esfrega de pisos mais agressivos. Um pequeno módulo recarregável via USB analisa os algoritmos de inclinação do corpo do utilizador, activando em microssegundos o seu enchimento a partir de um cilindro de gás. Conta ainda com uma pequena caixa negra que guarda os últimos 10 segundos de dados do acidente, algo que pode ser valioso no caso de ter de envolver seguradoras. Veja-o em acção:


Esta é uma original ideia de duas designers industriais suecas - Anna Haupt e Terese Alstin – estando disponível para encomenda aqui em 3 tamanhos. Sugestão de Prenda de Natal Trendy Wheels desta edição, o Hövding 2.0 custa € 299 e integra-se numa bolsa preta standard, mas o utilizador pode comprar outras, cada uma por € 50 (tudo valores sem despesas de transporte). Note-se que uma vez activado – como, aliás, acontece com qualquer airbag – o conjunto terá de ser substituído, ou seja, terá que adquirir um novo!

Imagens: EcoHelmet e Hövding

O dito através dos tempos…
Numa demonstração de que o capacete é, de facto e há muito, um dos melhores amigos do Homem, termino com três exemplares da original campanha de publicidade da Nutcase. Sob o título de “Helmets. Protecting us since ever” (“Capacetes. A proteger-nos desde sempre”), nela se retrata um leão a tentar tirar um naco a um gladiador romano, um samurai a fugir de um ninja, um escafandrista a ver-se abraçado por um polvo e um dragão a afiambrar-se a um cavaleiro!


Imagens: Nutcase
Por cá, a muito colorida colecção desta marca norte-americana é representada pela loja online DeporVillage, havendo propostas de € 49,50, € 67,50 e € 81,00 (actualmente com desconto face ao preço original; não inclui despesas de envio nem outras inerentes ao meio de pagamento).

Boas compras - se for o caso - e Festas Felizes!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

O Mundo das Entreajudas

Conhece o Waze? Não? Ok… eu explico: é uma plataforma, em formato app ou portal de internet, que promove a entreajuda entre condutores em prol de um bem comum nas estradas. Ligando-nos uns aos outros, contribui para melhorar a qualidade das nossas deslocações diárias.


Ajuda a evitar que se fique preso no trânsito, alerta para a presença de autoridades em determinados pontos da estrada, para acidentes ou bloqueios por obras ou outra razão, etc, diminuindo o tempo usado nas deslocações, sejam elas de lazer ou de trabalho, por vezes apresentando alternativas rodoviárias talvez até ali desconhecidas!

O processo é fácil e funciona, naturalmente, através de uma app dedicada instalada num smartphone. Depois de inserido o endereço de destino, os utilizadores conduzem com a aplicação aberta nos seus dispositivos, podendo até emparelhá-la com os cada vez mais sofisticados sistemas de infotainment que contenham a função "Mirror Screening", ou seja, transpondo-se para o ecrã central da viatura todos os conteúdos de um telemóvel. A partir daqui os utilizadores operam em dois modos, podendo apenas aceder passivamente às informações de trânsito e outros dados fornecidos pelos seus parceiros de estrada, ou adoptando uma postura mais interventiva, partilhando o máximo de situações com que se deparem no trajecto, desde alertas de acidentes a câmaras de velocidade e/ou outras, sejam ou não de perigo.



Mas o Waze tem muitas outras funcionalidades para além do simples cálculo de rotas, quase funcionando como se de uma rede social se tratasse. Isto porque é possível adicionar amigos, enviar a um determinado contacto um ponto de encontro ou mesmo partilhar a hora prevista da sua chegada a um determinado compromisso, colegas de trabalho, familiares ou amigos, facilitando a vida a toda a gente, encontrar parques de estacionamento ou postos de combustível. Até se pode ganhar pontos, subindo-se na classificação da sua comunidade!
 
Imagens: Waze

Este aplicativo é muito semelhante à cada vez maior oferta que os construtores automóveis incluem nos seus modelos mais recentes. Mas dado que nem todos os meus leitores e leitoras terão, presentemente, disponibilidade financeira para adquirir um automóvel novo, ou mesmo um dotado destas novas tecnologias, aqui fica a dica.
 
Imagens: Citroën

Votos de boa viagem, sempre em segurança!

Cumprimentos distribuídos irmãmente e até breve!

José Pinheiro

Notas:
1) As opiniões acima expressas são minhas, decorrentes da experiência no sector e de pesquisa de várias fontes;
2) Direitos reservados das entidades respectivas aos ‘links’ e/ou imagens utilizados neste texto, conforme expresso.